Importação

Japão faz auditoria final para liberar importação de carne bovina brasileira

O Japão enviará uma comitiva ao Brasil em novembro para realizar a auditoria final nos frigoríficos nacionais, etapa determinante para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira. A negociação, aguardada há mais de 20 anos pelo setor agroindustrial, representa um dos maiores avanços recentes na diplomacia comercial entre os dois países.

Etapa decisiva para o acordo sanitário

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a visita dos técnicos japoneses deve concluir o protocolo sanitário exigido por Tóquio, abrindo caminho para que a liberação oficial das exportações ocorra já em 2025.

Inicialmente, a carne bovina brasileira será exportada pelos estados do SulSanta Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul —, que conquistaram o status de áreas livres de febre aftosa sem vacinação. A expectativa é expandir gradualmente para as demais regiões, após o reconhecimento nacional obtido no fim de maio.

A estratégia busca acelerar o processo de aprovação, evitando que o governo japonês precise repetir auditorias em todo o país, o que atrasaria a entrada do produto brasileiro no mercado.

Rigor sanitário e oportunidades comerciais

Reconhecido por seu rigor sanitário, o Japão é considerado um dos mercados mais exigentes do mundo. Atualmente, cerca de 80% da carne bovina consumida no país é importada dos Estados Unidos e da Austrália.

Com importações anuais que ultrapassam 700 mil toneladas, o mercado japonês é visto como estratégico para o Brasil, que busca diversificar seus destinos de exportação diante do aumento das tarifas norte-americanas.

Expansão das relações comerciais

As tratativas entre os dois países ganharam impulso após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Tóquio, em março deste ano. O avanço nas negociações reforça o papel do Brasil como grande fornecedor global de proteína animal e amplia a presença brasileira nos principais mercados da Ásia.

FONTE: Portal In
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

China lança iniciativa “Grande Mercado para Todos” para ampliar importações e reduzir superávit comercial

Com foco em equilibrar sua balança comercial e reforçar o compromisso com o livre comércio, a China anunciou nesta terça-feira (4) a criação da iniciativa “Grande Mercado para Todos: Exportar para a China”, voltada a incentivar importações e fortalecer a cooperação econômica global.

Estratégia para reduzir desequilíbrios comerciais

A medida surge em meio a crescentes tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, num contexto em que o país asiático mantém altos superávits com diversas nações. Apesar do avanço nas exportações de produtos manufaturados, o ritmo das importações chinesas tem sido tímido, o que, segundo economistas, contribui tanto para pressões deflacionárias internas quanto para atritos no comércio internacional.

Plano global de cooperação econômica

O ministro do Comércio, Wang Wentao, explicou que o programa prevê a realização de dez grandes eventos anuais, com a participação de cinco a seis países em cada edição. O objetivo, afirmou, é tornar a China o principal destino de exportação e promover “cooperação vantajosa para todos”.

O anúncio ocorreu durante uma cerimônia em Xangai, com a presença do primeiro-ministro Li Qiang, na véspera da China International Import Expo (CIIE) — feira internacional de importação que acontece de 5 a 10 de novembro e serve como vitrine para o comércio global.

Abertura comercial e desafios de credibilidade

Lançada em 2018 pelo presidente Xi Jinping, a CIIE busca reforçar a imagem da China como defensora do livre comércio e contrapor críticas sobre seu expressivo superávit comercial com parceiros internacionais.

No entanto, o evento já foi alvo de questionamentos. Em 2023, a Câmara de Comércio Europeia classificou a feira como uma “vitrine política”, afirmando que os superávits chineses com países europeus continuavam crescendo, mesmo após o início da exposição.

A nova iniciativa tenta responder a essas críticas ao incentivar maior abertura de mercado, diversificação de importações e parcerias comerciais equilibradas, reforçando o papel da China como ator central no comércio internacional.

FONTE: Investimentos e Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ling Tang/Unsplash

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Portos

BNDES libera R$ 848 milhões para ampliar o Porto de Salvador

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 848 milhões para a Tecon Salvador, subsidiária da Wilson Sons, com o objetivo de modernizar e expandir o terminal de contêineres do Porto de Salvador, na Bahia. O aporte prevê a ampliação do pátio de armazenagem e a aquisição de equipamentos de alta tecnologia, elevando a eficiência logística e a capacidade operacional do porto.

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e integram a estratégia do banco de reforçar a infraestrutura logística nacional. A fase de implantação deve gerar cerca de 1.400 empregos diretos e indiretos, estimulando a economia baiana e impulsionando o setor portuário do Nordeste.

Porto de Salvador dobrará capacidade de movimentação

Com a conclusão das obras, o Tecon Salvador passará a movimentar mais de 1 milhão de TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), mais que o dobro da capacidade atual, de 553 mil TEUs. A expansão consolida o porto como um polo logístico estratégico para o escoamento de exportações e importações brasileiras.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o impacto nacional do projeto. “A ampliação do terminal de Salvador vai reduzir gargalos logísticos, ampliar a integração comercial entre estados das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Norte e fortalecer a competitividade das exportações nacionais”, afirmou.

Mercadante destacou ainda que a iniciativa está alinhada à política do governo federal, que busca estimular exportações de produtos com maior valor agregado e fomentar o desenvolvimento regional.

Desenvolvimento regional e compromisso com o futuro

Para o diretor financeiro da Wilson Sons, Michael Connell, o investimento reforça o compromisso da companhia com o crescimento sustentável da infraestrutura portuária brasileira. “O contrato firmado com o BNDES reflete nossa visão de longo prazo. Os investimentos no Tecon Salvador aumentarão a capacidade operacional, gerarão empregos e impulsionarão o desenvolvimento econômico da Bahia”, declarou.

A ampliação do Porto de Salvador é considerada essencial para o futuro da logística nacional, fortalecendo a competitividade do Nordeste e promovendo eficiência nas operações portuárias, com impacto direto na cadeia produtiva regional.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ABr

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Economia

PMI industrial da China desacelera em outubro, mas mercado reage com alta moderada

O PMI industrial Caixin da China registrou queda para 50,6 pontos em outubro, após marcar 51,2 em setembro, ficando ligeiramente abaixo da projeção de 50,7 esperada pelo mercado. Apesar da desaceleração, o índice permanece acima da marca de 50 pontos, o que indica que a atividade industrial chinesa segue em expansão, embora em ritmo mais moderado.

O resultado, divulgado na noite de domingo (2 de novembro), reforça o cenário de recuperação gradual da economia chinesa, que ainda enfrenta desafios estruturais, como a demanda externa enfraquecida e a lentidão do setor imobiliário. O PMI Caixin, que mede o desempenho principalmente de empresas privadas e exportadoras, mostra que o crescimento de novos pedidos desacelerou, enquanto os custos de insumos continuam pressionando as margens das fábricas.

Mercado chinês reage com leve alta

Mesmo com o dado abaixo das expectativas, os mercados financeiros da China iniciaram a semana em alta moderada. O índice Shanghai SE avançou 0,55%, e o China A50 subiu 0,46% nesta segunda-feira (3 de novembro), impulsionados pelas expectativas de novas medidas de estímulo fiscal e monetário por parte de Pequim.

No mercado cambial, o yuan (CNY) teve leve desvalorização frente ao dólar, com a cotação USD/CNY em 7,1210, representando uma variação de +0,06%.

Recuperação segue, mas em ritmo mais lento

Os investidores continuam atentos à política de crédito dos bancos chineses e à demanda doméstica, fatores que devem influenciar o desempenho industrial no último trimestre do ano.

O resultado do PMI industrial sinaliza que a segunda maior economia do mundo segue em terreno positivo, mas em ritmo de crescimento mais contido — um alerta para as metas de expansão de 2025, quando o governo chinês pretende manter o crescimento acima de 5%.

FONTE: ADVFN Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ADVFN Brazil

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Internacional

Brasil e Paraguai iniciam projeto-piloto de certificado de origem digital no setor automotivo

A partir desta segunda-feira (3 de novembro), Brasil e Paraguai darão início ao projeto-piloto do Certificado de Origem Digital (COD) no setor automotivo, dentro do Acordo de Complementação Econômica nº 74 (ACE-74). A iniciativa representa um marco na modernização e integração comercial entre os dois países.

O certificado de origem, emitido pelas 47 entidades habilitadas pelo governo brasileiro, é essencial para garantir os benefícios tarifários previstos no acordo e assegurar a competitividade da indústria automotiva. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a adoção do documento digital amplia o uso da certificação eletrônica já consolidada no ACE-18 (Mercosul), trazendo mais agilidade, segurança e rastreabilidade às operações de exportação e importação.

Digitalização promete mais eficiência e redução de custos

De acordo com o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, o projeto reforça o compromisso do Brasil com a facilitação do comércio exterior, a transformação digital e o fortalecimento das cadeias produtivas regionais. Com a digitalização, o tempo de emissão do certificado deve cair de 48 horas para apenas 2 horas, e o custo do processo deve ser reduzido em até 95%.

“O certificado é uma ferramenta que simplifica o dia a dia de quem exporta e importa. A digitalização reduz etapas, amplia a transparência e aumenta a previsibilidade nas transações comerciais”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

O Certificado de Origem Digital substituirá totalmente o formato em papel, gerando ganhos de eficiência, sustentabilidade e controle aduaneiro. O piloto será conduzido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), com implementação definitiva prevista para 1º de dezembro.

Comércio bilateral em alta entre Brasil e Paraguai

O comércio entre Brasil e Paraguai movimentou US$ 7,2 bilhões em 2024, com superávit brasileiro de US$ 273 milhões, segundo dados da Secex. De janeiro a setembro de 2025, as exportações brasileiras para o Paraguai somaram US$ 2,9 bilhões, um aumento de 6,15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as importações ficaram em US$ 2,5 bilhões, uma queda de 3,32%.

A indústria de transformação responde por 96% das exportações do Brasil e 48% das importações vindas do país vizinho. Entre os principais produtos exportados estão fertilizantes, máquinas agrícolas, bebidas alcoólicas e automóveis, enquanto o Brasil importa energia elétrica, arroz, soja e equipamentos elétricos. Em 2024, o comércio de veículos automotores, tratores, ciclos e peças — foco do ACE-74 — movimentou US$ 374,5 milhões em exportações brasileiras para o Paraguai.

Integração regional e inovação digital

Com a implementação do Certificado de Origem Digital, Brasil e Paraguai reafirmam o compromisso com a integração econômica regional e com o uso de soluções digitais para aprimorar o comércio exterior. O projeto fortalece o Mercosul, aumenta a competitividade das empresas e impulsiona a eficiência nas trocas bilaterais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diplomacia Business

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Industria

Vendas de máquinas e equipamentos no Brasil crescem 11,2% em setembro, aponta Abimaq

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou crescimento em setembro, com receita líquida de vendas subindo 11,2% na comparação anual, atingindo R$ 27,2 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

As exportações também registraram alta de 1,8% em relação a setembro de 2024. No acumulado do ano, porém, o setor manteve-se no mesmo patamar do ano passado.

Mudança nos destinos das exportações

Houve mudanças nos principais destinos das vendas externas: as exportações para a América do Norte caíram 8,9%, enquanto a Europa e a América do Sul apresentaram crescimento de 4,8% e 18,5%, respectivamente. Na América do Sul, a Argentina foi destaque, com aumento de 44,3% nas importações de máquinas brasileiras, puxado pelos setores de agricultura e construção civil.

Nos Estados Unidos, o volume exportado caiu 10% em setembro na comparação com agosto, acumulando uma queda de 8,2% no ano, impactado pelo aumento das tarifas de importação aplicadas pelo governo norte-americano.

“O efeito do tarifaço é muito recente. As empresas estão aguardando os próximos meses e não esperamos impactos muito fortes no final do ano”, afirmou Leonardo Gatto, coordenador de economia e estatística da Abimaq.

Projeções e cenário futuro

Inicialmente, a Abimaq estimava queda de 15% nas exportações para 2025, considerando que as vendas para os EUA poderiam praticamente zerar devido às tarifas. Agora, a previsão é de queda total de 4,2%, com exportações para os Estados Unidos caindo 24,4%.

A associação alertou que, caso o tarifaço de Donald Trump se prolongue, os impactos podem ser mais severos.

Recentemente, o Senado dos EUA, controlado por republicanos, aprovou um projeto para anular as tarifas contra o Brasil. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, também republicana, onde a expectativa é de que seja arquivado, mantendo as tarifas vigentes.

Importações e carteira de pedidos

As importações de máquinas e equipamentos também cresceram em setembro, tanto na comparação mensal (8,1%) quanto anual (8,4%), totalizando US$ 2,78 bilhões. No acumulado do ano, o aumento foi de 9%, com US$ 23,97 bilhões importados.

A carteira de pedidos do setor, que havia recuado 1,9% em agosto, se estabilizou em 8,9 semanas, embora tenha apresentado piora em segmentos de logística, construção civil e componentes para bens de capital, segundo a Abimaq.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Exportação

Exportações de carne bovina do Brasil em outubro superam total de 2024, aponta Secex

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em alta em outubro de 2025. Até a quarta semana do mês, os embarques somaram 276,5 mil toneladas, ultrapassando o total registrado em outubro de 2024, que foi de 270,2 mil toneladas, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta terça-feira (28).

O desempenho evidencia a forte demanda internacional e a competitividade da carne bovina brasileira no mercado externo.

Crescimento da média diária de exportações

A média diária de exportação atingiu 15,4 mil toneladas, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a média era de 12,2 mil toneladas por dia. Esse avanço reforça o bom momento do setor e a capacidade do Brasil de atender mercados globais em expansão.

Receita das exportações ultrapassa US$ 1,5 bilhão

O faturamento gerado pelos embarques de carne bovina até a quarta semana de outubro alcançou US$ 1,527 bilhão, valor superior ao registrado em outubro de 2024, que foi de US$ 1,259 bilhão.

Na média diária, a receita chegou a US$ 84,88 milhões, representando um crescimento de 48,2% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 57,26 milhões/dia).

Preços médios da carne bovina apresentam valorização

Além do aumento em volume e faturamento, os preços médios da carne bovina também registraram alta. Até a quarta semana de outubro, o valor médio por tonelada foi de US$ 5.525,8, um crescimento de 18,5% em comparação a outubro de 2024 (US$ 4.661,7/tonelada).

O aumento reflete a valorização da proteína brasileira no mercado internacional, impulsionada pela forte demanda de países como China e Oriente Médio, que estão entre os principais compradores.

Brasil se consolida como líder global em proteína animal

Os resultados parciais de outubro confirmam a tendência de forte desempenho das exportações de carne bovina em 2025, tanto em volume quanto em receita, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal do Agronegócio

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Exportação

Exportações totalizam 282,8 bilhões de janeiro até a 4ª semana de outubro de 2025

Na 4ª semana de Outubro de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,767 bilhão e corrente de comércio de US$ 11,839 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,803 bilhões e importações de US$ 5,036 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 25,019 bilhões e as importações, US$ 20,09 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,929 bilhões e corrente de comércio de US$ 45,109 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 282,811 bilhões e as importações, US$ 232,403 bilhões, com saldo positivo de US$ 50,408 bilhões e corrente de comércio de US$ 515,215 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados, nesta terça-feira (28/10), pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 4º Semana de outubro/2025

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparada a média diária de até a 4ª semana de Outubro de 2025 (US$ 1.389,94 milhões) com a média de outubro de 2024 (US$ 1.331,86 milhões), houve crescimento de 4,4%. Em relação às importações houve queda de -2,6% na comparação entre as médias até a 4ª semana de Outubro de 2025 (US$ 1.116,09 milhões) com Outubro do ano anterior (US$ 1.145,89 milhões).

Sendo assim, até a 4ª semana de Outubro de 2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.506,03 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 273,85 milhões. Se comparado este período com a média de Outubro de 2024, houve crescimento de 1,1% na corrente de comércio.

Exportações por Setor e Produtos

No acumulado até a 4ª semana de Outubro de 2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 51,53 milhões ( 20,2%) em Agropecuária; crescimento de US$ 23,24 milhões ( 8,1%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -15,68 milhões ( -2,0%) em produtos da Indústria de Transformação.

Importações por Setor e Produtos

No acumulado até a 4ª semana do mês de Outubro de 2025, se comparado com o mesmo mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 0,46 milhões ( 2,2%) em Agropecuária; queda de US$ -22,04 milhões ( -31,5%) em Indústria Extrativa e queda de US$ -8,63 milhões ( -0,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Comércio Internacional

Brasil e China ampliam parceria técnica em defesa comercial e monitoramento de comércio bilateral

O Brasil e a China reforçaram nesta terça-feira (28/10) a cooperação técnica em defesa comercial e no monitoramento de fluxos bilaterais. A reunião ocorreu em Brasília, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e reuniu representantes do governo brasileiro e da delegação do Ministério do Comércio da China.

O encontro faz parte do Mecanismo de Cooperação em Matéria de Defesa Comercial, vinculado à Subcomissão Econômico-Comercial da COSBAN — a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, principal fórum de diálogo entre os dois países.

Diálogo técnico e fortalecimento da confiança mútua

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, destacou a importância estratégica do diálogo contínuo entre as duas nações.

“O intercâmbio técnico entre Brasil e China é essencial para fortalecer a confiança mútua e garantir previsibilidade nas relações comerciais”, afirmou. “Em um cenário global em transformação, o monitoramento conjunto e o diálogo transparente ajudam a antecipar tendências e promover soluções vantajosas para ambos os lados.”

Durante as discussões, foram abordados temas como o monitoramento de desvios de comércio, a publicação de estatísticas oficiais e métodos de identificação de exportações via trading companies. Também foram debatidos aspectos do sistema de IVA chinês, que influencia diretamente a competitividade e a segurança jurídica das operações comerciais.

Salvaguarda sobre carne bovina e impacto para o Brasil

Um dos principais pontos do encontro foi a investigação de salvaguarda chinesa sobre carne bovina, em andamento e com conclusão prevista para novembro de 2025. O Brasil enfatizou a relevância do tema, já que o produto é um dos pilares da pauta exportadora brasileira e símbolo da complementaridade econômica sino-brasileira.

Avanços em defesa comercial e recordes históricos

As delegações também compartilharam atualizações institucionais e práticas de investigações de defesa comercial, reforçando o compromisso de ambos os governos com um comércio justo e alinhado às normas internacionais.

O Brasil figura entre os maiores usuários de instrumentos de defesa comercial do mundo, com destaque para medidas antidumping. Em 2024, o país atingiu recordes: 71 investigações iniciadas, 106 petições recebidas, 14 direitos provisórios aplicados e 23 processos concluídos. Já em 2025, foi aberta a maior investigação da história, envolvendo 25 NCMs do setor siderúrgico.

Essas ações são consideradas essenciais para proteger a indústria nacional de práticas desleais e garantir condições equitativas de concorrência no mercado global.

Comércio bilateral em patamar histórico

A COSBAN, instância de mais alto nível de cooperação entre Brasil e China, é presidida pelos vice-presidentes dos dois países e reúne onze subcomissões temáticas, entre elas a Econômico-Comercial e de Cooperação.

Em 2024, o comércio bilateral atingiu um marco histórico de US$ 158 bilhões, consolidando a China como principal parceiro comercial do Brasil pelo 16º ano consecutivo.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Portos

Porto de Imbituba movimenta mais de 5,4 milhões de toneladas em 2025 e reforça papel estratégico em Santa Catarina

O Porto de Imbituba segue em trajetória de crescimento e consolida sua posição como um dos principais polos logísticos de Santa Catarina e do Brasil. Entre janeiro e setembro de 2025, o terminal registrou 241 atracações e movimentou 5,46 milhões de toneladas, um avanço que reafirma sua relevância na economia catarinense. Somente em setembro, foram 695,4 mil toneladas, evidenciando o ritmo acelerado das operações.

Contêineres e granéis sólidos impulsionam o desempenho

O segmento de contêineres mantém crescimento contínuo, respondendo por 18% da movimentação total, com mais de 980 mil toneladas operadas. O desempenho reforça o papel estratégico do porto no transporte de cargas de alto valor agregado e nas operações logísticas integradas.

Os granéis sólidos continuam liderando, representando 77,5% das operações totais. Entre as principais cargas movimentadas estão coque calcinado e não calcinado, hulha betuminosa, sal e farelo de milho, que sustentam o recorde de desempenho do terminal.

Exportações e importações em alta

As exportações somaram 2,26 milhões de toneladas, com destaque para o coque, o farelo de milho e o açúcar a granel, este último responsável por 10,6% da carga total e um crescimento de 28,9% em relação ao ano anterior.

Nas importações, o porto alcançou 2,45 milhões de toneladas, impulsionado pela chegada de hulha betuminosa, sal e insumos industriais, fundamentais para o abastecimento da indústria regional.

Cabotagem e transbordo em expansão

A cabotagem manteve participação relevante, com 511 mil toneladas embarcadas e 130,9 mil toneladas desembarcadas, um aumento conjunto de 7,49% frente a 2024. Já as operações de transbordo registraram salto expressivo, somando 51,2 mil toneladas embarcadas e 44,9 mil desembarcadas, um crescimento de 141,2%, consolidando o porto como um elo logístico multifuncional.

Gestão moderna e foco em sustentabilidade

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins, o desempenho reforça a eficiência da gestão e o foco em inovação:

“O Porto de Imbituba comprova, mês após mês, que uma gestão qualificada e investimentos técnicos consistentes resultam em crescimento sustentável. É um porto moderno, competitivo e alinhado às demandas da logística atual.”

O diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, acrescenta que o foco para 2025 está em dragagem, ampliação dos berços e digitalização dos processos, com o objetivo de tornar o porto “um dos mais competitivos e modernos do país”.

Impacto econômico e perspectivas para o futuro

Os meses de março e setembro foram os de maior movimento, com mais de 27 navios e volumes acima de 695 mil toneladas. Mantido o ritmo, o Porto de Imbituba deve ultrapassar 7 milhões de toneladas até dezembro.

Além do impacto direto na balança comercial, o crescimento do porto tem impulsionado o emprego e o comércio local, fortalecendo os setores de serviços, transporte e logística em Imbituba. Também avançam os projetos de integração porto-cidade, voltados à sustentabilidade urbana e valorização do entorno.

Com a ampliação da área alfandegada, novas rotas de navegação e o aumento das operações de contêineres refrigerados para o agronegócio, o Porto de Imbituba projeta um futuro de inovação e crescimento contínuo, consolidando-se como um ativo estratégico de Santa Catarina e do comércio exterior brasileiro.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as operações de exportação e importação em Imbituba movimentaram US$ 1,26 bilhão entre janeiro e setembro de 2025.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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