Exportação

Exportações de frutas frescas do Brasil ganham espaço no mercado colombiano

O Brasil intensificou as negociações comerciais com importadores da Colômbia para ampliar as exportações de frutas frescas brasileiras. A iniciativa conta com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Embaixada do Brasil em Bogotá e da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

A agenda de encontros também teve participação do adido agrícola do Brasil na Colômbia, Clóvis Serafini, com foco na abertura de novas oportunidades para o setor frutícola nacional.

Importadores colombianos buscam diversificar fornecedores

Durante a missão comercial, representantes da Abrafrutas se reuniram com integrantes da Associação Colombiana de Importadores de Frutas Frescas (Asifrut). O encontro discutiu estratégias para ampliar a presença das frutas brasileiras no mercado colombiano, especialmente diante do interesse local em diversificar os países fornecedores.

Atualmente, grande parte das frutas importadas pela Colômbia vem de mercados como Chile e Peru. Nesse cenário, o Brasil surge como alternativa competitiva, oferecendo produtos com qualidade reconhecida, fornecimento contínuo e logística favorável.

Maçã brasileira registra boa aceitação na Colômbia

Um dos destaques apresentados durante a reunião foi a chegada da primeira carga de maçã Royal Gala brasileira ao porto de Cartagena das Índias. Segundo a presidente da Asifrut, a fruta teve boa receptividade comercial e apresentou tempo de transporte semelhante ao de produtos importados de outros países.

Além das maçãs, os importadores colombianos demonstraram interesse em ampliar a compra de outras frutas frescas brasileiras, como cítricos, nectarinas, ameixas, figos, goiabas e caquis.

Exportações brasileiras de frutas seguem em crescimento

A aproximação com a Colômbia ocorre em meio ao avanço das exportações do agronegócio brasileiro. No primeiro trimestre de 2026, o setor de frutas frescas registrou crescimento superior a 20% em valor e 13% em volume em comparação ao mesmo período de 2025.

Os resultados reforçam as ações do Mapa em parceria com entidades públicas e privadas para expandir a presença dos produtos brasileiros no comércio internacional. Desde 2023, o Brasil conquistou 34 novas aberturas de mercado para exportação de frutas.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mapa

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Exportação

Exportação de carne brasileira para a União Europeia cresce 132% e setor reage a restrições

As exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia registraram forte expansão em 2025, mesmo diante da decisão do bloco europeu de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal. A medida, publicada nesta terça-feira (12), passa a valer a partir de setembro e gera preocupação entre representantes do setor de proteína animal.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, apontam que os embarques ao mercado europeu alcançaram 128,9 mil toneladas neste ano, com faturamento de US$ 1,06 bilhão.

União Europeia ampliou compras de carne bovina brasileira

O volume exportado para o bloco europeu teve crescimento de 132,8% em comparação com 2024, colocando a União Europeia entre os mercados que mais ampliaram as compras da carne brasileira no período.

Apesar de ocupar a quarta posição entre os principais destinos da proteína bovina nacional — atrás de China, Estados Unidos e Chile —, o mercado europeu se destacou pelo alto valor agregado das negociações. A receita obtida com as exportações superou inclusive mercados com maior volume embarcado, como Rússia e México.

No cenário geral, o Brasil encerrou 2025 com exportações recordes de carne bovina, totalizando 3,50 milhões de toneladas e movimentando US$ 18,03 bilhões. Os produtos brasileiros chegaram a mais de 170 países ao longo do ano.

Restrição europeia envolve novas exigências sanitárias

Segundo a ABIEC, a decisão da União Europeia está ligada à adoção de novas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. As exigências entram em vigor em setembro de 2026.

A entidade informou que o bloqueio das exportações só deverá ocorrer caso o Brasil não apresente, dentro do prazo estabelecido, as adequações técnicas e garantias solicitadas pelas autoridades europeias.

Governo brasileiro e setor privado iniciam negociações

Fontes ligadas ao setor afirmam que o Ministério da Agricultura e Pecuária criou um comitê de crise em conjunto com representantes da União Europeia para discutir a restrição e buscar alternativas antes da entrada em vigor da medida.

A Associação Brasileira de Proteína Animal também informou que o governo brasileiro, com apoio técnico das empresas do setor, deverá encaminhar esclarecimentos às autoridades europeias sobre os protocolos relacionados aos antimicrobianos.

Já a Abrafrigo afirmou que não irá comentar o tema neste momento, destacando que a medida ainda depende de negociações e só passa a valer oficialmente em setembro.

Restrição atinge carnes, ovos, peixes e animais vivos

O documento europeu prevê a suspensão das exportações brasileiras de animais vivos destinados à produção de alimentos, além de produtos como carne bovina, aves, peixes, ovos e mel. Cavalos destinados ao mercado europeu também estão incluídos nas restrições.

A decisão aumenta a preocupação do setor exportador brasileiro, principalmente devido à relevância do mercado europeu para as vendas externas de proteína animal e ao impacto potencial sobre a cadeia produtiva nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  REUTERS/Jana Rodenbusch

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Exportação

Exportação de soja do Brasil bate recorde histórico em abril, aponta Secex

O Brasil registrou em abril de 2026 o maior volume de exportação de soja dos últimos cinco anos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que os embarques alcançaram 16,75 milhões de toneladas no mês, alta de 9,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado supera o antigo recorde histórico, registrado em abril de 2021, quando o país exportou 16,1 milhões de toneladas da commodity.

Safra recorde impulsiona embarques de soja

Mais cedo, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais já havia projetado exportações próximas de 16,2 milhões de toneladas, também indicando um desempenho histórico para o setor.

Segundo a entidade, o forte ritmo de exportações ocorre em meio ao pico do escoamento da safra brasileira, que já teve cerca de 95% da área cultivada colhida.

O Brasil, líder global na produção e exportação de soja, deve colher uma safra recorde próxima de 180 milhões de toneladas em 2026.

Soja gera US$ 7 bilhões em receitas para o país

Principal produto do agronegócio brasileiro, a soja movimentou aproximadamente US$ 7 bilhões em receitas de exportação em abril, crescimento anual de 18,8%.

O desempenho reforça a relevância do grão para a balança comercial brasileira e para o avanço do comércio exterior do país.

Petróleo e minério de ferro também avançam

Além da soja, outros produtos importantes da pauta exportadora registraram crescimento em abril.

As exportações de petróleo renderam US$ 4,8 bilhões, alta de 10,6% em relação ao ano passado. O avanço foi impulsionado pela valorização internacional dos preços em meio às tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Apesar disso, o volume exportado caiu 10,6%, totalizando 8,17 milhões de toneladas.

Já o minério de ferro ocupou a terceira posição entre os produtos com maior geração de receitas no mês, somando cerca de US$ 2,5 bilhões. O crescimento de 19,5% foi influenciado tanto pelo aumento de preços quanto pelo avanço no volume exportado, que chegou a 34,57 milhões de toneladas.

Algodão dispara e açúcar recua nas exportações

Entre os destaques positivos, os embarques de algodão brasileiro cresceram 54,9% em abril, alcançando 370,4 mil toneladas.

As exportações de carne bovina in natura avançaram 4,3%, enquanto os embarques de carnes de aves tiveram leve alta de 0,5%.

O café apresentou pequena retração de 0,9% no período, somando 171,5 mil toneladas exportadas.

Na contramão, o açúcar registrou queda de 23,6% frente a abril de 2025, totalizando 1,18 milhão de toneladas. O recuo ocorre em um cenário de maior direcionamento da produção de cana para o etanol na safra 2026/27.

Brasil amplia força no mercado global de commodities

O país segue como maior exportador mundial de soja, café, açúcar, algodão e carnes bovina e de frango. O Brasil também mantém posição estratégica no mercado internacional de minério de ferro e petróleo.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Diego Vara

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Exportação

Exportações do Brasil aos EUA caem para menos de 10% e acendem alerta comercial

Pela primeira vez em cerca de dois séculos, a participação dos Estados Unidos nas exportações do Brasil deve ficar abaixo de 10%. O movimento reflete mudanças no cenário global e, sobretudo, o impacto de medidas tarifárias e incertezas nas relações bilaterais.

Tensões comerciais geram instabilidade

A relação entre Brasil e Estados Unidos tem sido marcada por episódios de instabilidade tarifária. Investigações comerciais abertas pelo governo norte-americano ampliaram o alcance de possíveis sanções, abrangendo temas como comércio digital, propriedade intelectual, etanol e até desmatamento.

A amplitude dessas medidas aumenta a insegurança entre exportadores, que enfrentam dificuldades para planejar investimentos e contratos de longo prazo.

Tarifas e mudanças frequentes afetam exportações

Nos últimos meses, decisões unilaterais alteraram o ambiente comercial. Em 2025, tarifas adicionais chegaram a atingir produtos brasileiros, com posterior revisão parcial que excluiu itens agrícolas.

Já em 2026, novas medidas foram adotadas com base em legislações distintas, mantendo o cenário de incerteza. Esse “vai e vem” regulatório impacta diretamente a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano.

Empresas buscam diversificação de mercados

Diante desse contexto, empresas brasileiras têm intensificado a busca por novos destinos. Setores como o de móveis já ampliam sua presença na Europa e em mercados emergentes, reduzindo a dependência dos Estados Unidos.

A estratégia segue uma lógica comum no comércio internacional: priorizar previsibilidade, estabilidade regulatória e segurança contratual.

Histórico mostra mudança de parceiros

O Brasil já passou por situações semelhantes no passado. A Argentina, por exemplo, foi por muitos anos um dos principais destinos da indústria brasileira, mas perdeu relevância devido a barreiras comerciais e instabilidade econômica.

Esse histórico reforça a tendência de diversificação como resposta a ambientes menos previsíveis.

Impactos vão além do comércio direto

As tensões também afetam cadeias produtivas integradas, especialmente no chamado comércio intrafirma, no qual empresas operam com unidades em diferentes países. Nesse modelo, mudanças tarifárias elevam custos e afetam tanto empresas brasileiras quanto norte-americanas.

Autonomia comercial é característica histórica

A política externa brasileira tradicionalmente evita alinhamentos automáticos, buscando diversificar parceiros e manter autonomia nas decisões econômicas. Esse posicionamento reflete a estrutura de um país com forte presença em diferentes mercados globais, incluindo Ásia, Europa e outras regiões das Américas.

Relação pode perder relevância

Especialistas apontam que o uso recorrente de tarifas comerciais tende a reduzir a importância relativa dos Estados Unidos como parceiro do Brasil. Em vez de gerar concessões, as medidas podem acelerar a reconfiguração das cadeias de comércio.

No longo prazo, isso pode resultar em menor influência econômica e perda de espaço no mercado brasileiro.

FONTE: Brasil Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images Reprodução Blog BBC News Brasil

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA caem e China amplia liderança no comércio exterior em 2026

O comércio exterior brasileiro passou por mudanças relevantes em março de 2026. Enquanto as exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 9,1%, as vendas para a China cresceram 17,8%, consolidando uma mudança no peso dos principais parceiros comerciais.

Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), indicam que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,405 bilhões no mês, resultado abaixo das expectativas do mercado.

Tarifas dos EUA pressionam vendas brasileiras

As exportações para os Estados Unidos somaram US$ 2,894 bilhões em março, abaixo dos US$ 3,182 bilhões registrados no mesmo período de 2025. As importações também caíram, totalizando US$ 3,314 bilhões.

Com isso, o saldo comercial ficou negativo em US$ 420 milhões, marcando a oitava retração consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano. O movimento está ligado às tarifas sobre produtos brasileiros, que chegaram a 50% após medidas adotadas em 2025.

Apesar da retirada de parte dessas sobretaxas, cerca de 22% das exportações ainda enfrentam algum nível de tributação adicional, o que continua afetando a competitividade.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras para os EUA caíram 18,7%, somando US$ 7,781 bilhões. Já as importações recuaram 11,1%, resultando em déficit de US$ 1,388 bilhão no período.

China fortalece posição como principal destino

Na direção oposta, a China ampliou sua relevância nas exportações brasileiras. Em março, as vendas ao país asiático atingiram US$ 10,490 bilhões, crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

As importações vindas da China também avançaram, mas em ritmo menor no acumulado do trimestre. O resultado foi um superávit de US$ 3,826 bilhões em março e de US$ 5,983 bilhões entre janeiro e março.

O desempenho reforça a China como principal parceira comercial do Brasil, especialmente em um contexto de retração das vendas aos Estados Unidos.

União Europeia e Argentina mantêm relevância

A União Europeia registrou aumento de 7,3% nas importações de produtos brasileiros em março, enquanto as compras do Brasil no bloco cresceram 14,9%, gerando déficit mensal. Ainda assim, no trimestre, o saldo ficou positivo.

Já a Argentina, outro parceiro estratégico, apresentou queda nas exportações brasileiras no mês, mas manteve superávit tanto em março quanto no acumulado do ano.

Esses mercados continuam entre os principais destinos do comércio exterior do Brasil, ao lado de China e Estados Unidos.

Superávit depende cada vez mais de mercados em expansão

O resultado de março evidencia que o superávit da balança comercial brasileira está cada vez mais sustentado por países que ampliam suas compras, com destaque para a China.

Por outro lado, a perda de espaço dos Estados Unidos reflete o impacto das barreiras tarifárias e reforça os desafios enfrentados por exportadores brasileiros.

O cenário indica uma possível reconfiguração das relações comerciais, com maior protagonismo de mercados asiáticos e manutenção da relevância europeia e regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportação

Brasil amplia exportações com abertura de mercados em El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago

O agronegócio brasileiro avançou na expansão internacional com a abertura de novos mercados em El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago. As negociações concluídas pelo governo federal permitem a exportação de diferentes produtos agropecuários, fortalecendo a presença do Brasil no comércio global.

Exportações para El Salvador ganham reforço

Em El Salvador, foi autorizada a entrada de carne suína e seus derivados. A medida amplia o potencial de negócios e favorece a cadeia produtiva suinícola, com maior agregação de valor.

Em 2025, o Brasil já havia exportado mais de US$ 103 milhões em produtos agropecuários para o país, indicando espaço para crescimento com a nova abertura.

Filipinas oferecem mercado de grande escala

Nas Filipinas, o destaque é a liberação para exportação de feno seco, insumo importante para alimentação animal. O país, com cerca de 112 milhões de habitantes, representa um mercado estratégico para o Brasil.

Somente em 2025, os filipinos importaram mais de US$ 1,8 bilhão em produtos do agronegócio brasileiro, demonstrando forte demanda e potencial de expansão comercial.

Trinidad e Tobago recebe sementes de coco

Já em Trinidad e Tobago, o Brasil obteve autorização para exportar sementes de coco, iniciativa que deve contribuir para a recomposição ambiental e o fortalecimento da economia local.

O país caribenho importou mais de US$ 61 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Aberturas de mercado impulsionam agronegócio

Com os novos acordos, o Brasil soma 555 aberturas de mercado desde 2023, consolidando a estratégia de diversificação das exportações e ampliação de destinos comerciais.

Os resultados são fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que vêm intensificando negociações para fortalecer o comércio exterior brasileiro.

FONTE: MAPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Exportação

Brasil deve concentrar 42,5% da cota de carne bovina no acordo Mercosul–União Europeia

O Brasil deverá ficar com a maior parte da cota de exportação de carne bovina prevista no acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Um entendimento firmado entre entidades representativas do setor agropecuário dos países do bloco definiu a divisão proporcional do volume destinado ao mercado europeu.

Pelo acordo, o Brasil terá direito a 42,5% da cota de carne bovina, enquanto a Argentina ficará com 29,5%. Já o Uruguai receberá 21% do volume e o Paraguai, 7%.

Essa distribuição segue o peso relativo de cada país nas exportações internacionais de carne bovina, critério adotado pelas entidades empresariais para estabelecer a partilha do acesso ao mercado europeu.

Entendimento empresarial antecede acordo comercial

A divisão da cota foi definida ainda em 2004, antes mesmo da conclusão das negociações do acordo Mercosul–União Europeia. Na época, associações representativas da cadeia da carne bovina e do setor agropecuário dos países do bloco firmaram um acordo para organizar previamente a participação de cada exportador.

Entre as entidades signatárias estão organizações do setor pecuário e frigorífico, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB), além de instituições equivalentes da Argentina, Paraguai e Uruguai.

Cota prevê 99 mil toneladas com tarifa reduzida

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia estabelece uma cota anual de 99 mil toneladas de carne bovina destinada aos países do bloco sul-americano, com tarifa de importação reduzida.

Desse total, 55 mil toneladas serão destinadas à carne bovina fresca ou refrigerada, enquanto 44 mil toneladas correspondem à carne bovina congelada. A alíquota de importação será de 7,5%, valor inferior à tarifa normalmente aplicada pela União Europeia para produtos importados fora da cota.

Implementação da cota será gradual

A entrada em vigor da cota não ocorrerá de forma imediata. O acordo prevê uma implementação progressiva ao longo de seis anos, até que o volume máximo autorizado seja totalmente alcançado.

Esse período de transição foi definido para permitir adaptação gradual tanto do setor produtivo do Mercosul quanto do mercado europeu.

Exportações brasileiras para a União Europeia

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que as exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada e congelada para a União Europeia apresentam variações ao longo do tempo.

Nos últimos anos, os embarques mensais geralmente ficaram entre 3 mil e 7 mil toneladas, embora registros mais recentes apontem volumes superiores a esse intervalo.

Em termos de receita, os envios costumam gerar entre US$ 20 milhões e US$ 50 milhões por mês, com episódios recentes de valores mais elevados, impulsionados pela valorização internacional da proteína bovina.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Exterior

Balança Comercial de fevereiro de 2026 será divulgada pelo MDIC em coletiva on-line

A Balança Comercial de fevereiro de 2026 será apresentada nesta quinta-feira (5), em coletiva on-line organizada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O evento reunirá autoridades e especialistas para detalhar os números mais recentes do comércio exterior brasileiro.

A abertura da coletiva será conduzida pelo vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, que fará as considerações iniciais sobre o desempenho das exportações e importações do Brasil no período.

Especialistas vão detalhar números do comércio exterior

Após a introdução, os dados técnicos da Balança Comercial serão apresentados por integrantes da equipe responsável pelas estatísticas do setor.

O diretor de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, e o coordenador-geral de Estatísticas, Saulo Castro, explicarão os principais indicadores de exportações brasileiras, importações e saldo comercial registrados no mês de fevereiro.

A transmissão ao vivo da coletiva está programada para começar às 15h15, neste link, permitindo que jornalistas e o público acompanhem a divulgação oficial dos números do comércio exterior do Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Exportação

Exportação de carne bovina do Brasil cresce 16,4% em janeiro e amplia receitas

A exportação de carne bovina do Brasil iniciou o ano em ritmo acelerado. Em janeiro, os embarques somaram 278 mil toneladas, alta de 16,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em termos financeiros, o desempenho foi ainda mais expressivo: as vendas externas renderam US$ 1,416 bilhão, avanço de 37,9% na mesma base de comparação.

Os números têm como base dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pela Associação Brasileira dos Frigoríficos.

China lidera compras e amplia participação

Principal destino da carne bovina brasileira, a China respondeu por uma fatia significativa dos negócios no primeiro mês de 2026.

As vendas ao país asiático alcançaram US$ 650,33 milhões, crescimento de 44,9% frente a janeiro de 2025. O volume embarcado chegou a 119,96 mil toneladas, avanço de 31,6%.

Com isso, a China concentrou 43,10% do volume total exportado e 45,9% da receita gerada pelo setor no período.

Limite de cota pode restringir embarques

Apesar do bom desempenho, a Abrafrigo alerta que as exportações para a China ao longo de 2026 estarão condicionadas ao limite de 1,1 milhão de toneladas, estabelecido após a adoção de medidas de salvaguarda comercial pelo governo chinês.

Segundo a entidade, os embarques que excederem essa cota poderão ser taxados em 55%, o que tende a reduzir a competitividade da proteína brasileira acima do teto permitido.

Estados Unidos ampliam compras

Os Estados Unidos mantiveram a posição de segundo maior importador da carne bovina do Brasil e ampliaram significativamente suas aquisições em janeiro.

Considerando também os subprodutos bovinos, as vendas totalizaram US$ 193,74 milhões, alta de 39,41%.

Quando analisada apenas a carne bovina in natura, o crescimento foi ainda mais expressivo: 92,7% na comparação anual, atingindo US$ 161,6 milhões.

União Europeia registra retração na carne in natura

A União Europeia reduziu as compras de carne bovina in natura no início do ano. No entanto, a queda foi compensada por maior demanda por produtos como carne industrializada e sebo bovino fundido.

No consolidado, o bloco europeu — terceiro maior mercado da proteína brasileira — movimentou US$ 84,93 milhões em janeiro de 2026, crescimento de 26,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Outros mercados em destaque

Após China, Estados Unidos e União Europeia, aparecem como principais compradores:

  • Chile
  • Emirados Árabes Unidos
  • Egito
  • Países Baixos

De acordo com a Abrafrigo, 99 países ampliaram as compras de carne bovina brasileira em janeiro, enquanto 40 reduziram seus volumes importados.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Abiec

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Comércio Exterior

Infraestrutura portuária impulsiona exportações e consolida Brasil como líder global da carne bovina em 2025

O Brasil encerrou 2025 consolidado como o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos e alcançando um marco histórico para o agronegócio nacional. O resultado foi sustentado pela eficiência da infraestrutura portuária, que respondeu ao aumento da produção com agilidade logística e capacidade operacional.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o país exportou 3,45 milhões de toneladas de carne bovina ao longo do ano, crescimento de 20,9% em relação a 2024.

Receita recorde e integração logística

O desempenho nas exportações gerou uma receita histórica de US$ 18 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 95 bilhões, representando um avanço de 39,31% frente aos US$ 12,8 bilhões registrados no ano anterior. O resultado reflete a integração entre o aumento da produtividade no campo e os investimentos na modernização dos portos brasileiros.

Estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais lideraram a produção, enquanto os terminais portuários garantiram o escoamento da carne bovina para mais de 170 países. Entre os principais destinos estão mercados de alta exigência sanitária, como China e União Europeia.

Portos ganham protagonismo no escoamento da proteína

A estrutura portuária foi decisiva para absorver o crescimento da demanda internacional. O Porto de Santos (SP) manteve a liderança nacional e movimentou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina em 2025, alta de 13,3% em comparação com o ano anterior.

O Porto de Paranaguá (PR) se destacou como o principal corredor de exportação de proteína animal congelada do país. O terminal registrou crescimento expressivo de 46,5% na movimentação de carne bovina, totalizando 1,2 milhão de toneladas no período.

Já o Porto de São Francisco do Sul (SC) consolidou-se como a terceira principal rota logística do setor, com aumento de 20% nos embarques e volume total de 180 mil toneladas.

Infraestrutura como diferencial competitivo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números confirmam que a infraestrutura logística se tornou um diferencial estratégico para o país. Segundo ele, o papel dos portos foi garantir que o crescimento da produção não encontrasse gargalos no escoamento.

“O agronegócio brasileiro bateu recordes de produção, e nosso desafio foi assegurar que essa mercadoria chegasse ao mercado internacional com eficiência. O desempenho de portos como Santos e Paranaguá mostra que o Brasil está preparado para sustentar o crescimento econômico”, afirmou o ministro.

Logística eficiente fortalece competitividade internacional

Além de sustentar o aumento do volume exportado, a eficiência logística também ajudou o setor a enfrentar desafios externos, como o avanço de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A redução de custos operacionais e a agilidade nos embarques contribuíram para preservar a competitividade da carne bovina brasileira, além de viabilizar a ampliação das exportações para novos mercados na Ásia e no mundo árabe.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos / MDIC / Abiec

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO MPOR

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