Exportação, Tecnologia

Exportações de veículos batem recorde, mas produção despenca com avanço chinês

Maio teve o melhor resultado desde agosto de 2018

Mais de um milhão de unidades foram vendidas nos cinco primeiros meses de 2025 no Brasil, e as exportações registraram em maio o melhor resultado desde agosto de 2018.

Ainda assim, esses números não se refletiram na produção do mês, que caiu 5,9% em relação a abril, encerrando com 214,7 mil veículos produzidos, considerando carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Houve bons resultados de exportações, impulsionados pelo aquecimento do mercado argentino. O recuo na produção, porém, indica perda de participação de vendas para os importados.

Há um saudável aumento do fluxo comercial com a Argentina, mas, no caso dos modelos vindos da China, há uma entrada atípica.

“Ela é beneficiada por uma taxação bem inferior à que vemos em outros países produtores, gerando uma perigosa distorção no mercado”, avaliou Igor Calvet, novo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Fonte: Gazeta SP

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Comércio Exterior, Exportação

As exportações da China para o Brasil atingiram 29,5 bilhões de dólares de janeiro a maio, um recorde

As exportações da China para o Brasil atingiram US$ 29,5 bilhões de janeiro a maio, um recorde na série histórica iniciada em 1997, em meio à guerra tarifária iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, segundo especialistas, no caso brasileiro, a expansão também está relacionada a fatores além da disputa comercial global.

Nos cinco primeiros meses de 2025, as importações brasileiras em geral cresceram 9,22% em relação ao mesmo período de 2024, para US$ 112,5 bilhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A compra de produtos da China, porém, foi a que mais cresceu, com alta de 26,5%. As importações vindas de outros parceiros comerciais, como Estados Unidos (9,9%) e União Europeia (4%) cresceram bem menos, enquanto as de produtos do Mercosul caíram 1,8%.

O crescimento nas importações de produtos da China, à primeira vista, corrobora a expectativa de que o país asiático teria de inundar outros mercados com seus produtos para compensar a queda no volume exportado aos Estados Unidos, com quem trava uma guerra tarifária desde fevereiro.

Especialistas, porém, apontam que o efeito do redirecionamento da produção da China, embora já comece a ser visto, ainda não é tão grande, e vai ganhar força no decorrer do ano. Por enquanto, dizem, a expansão reflete principalmente fatores como a atividade econômica interna aquecida.

Além disso, houve a compra de uma plataforma de petróleo vinda da China em fevereiro, que custou cerca de US$ 2,7 bilhões e ajudou a inflar o número das transações comerciais entre os dois países no período.

O economista Matheus Pizzani, da corretora CM Capital, que acompanha os dados da balança comercial brasileira mensalmente, observa que, no início do ano, o crescimento das importações chinesas no Brasil foi impulsionado pelos chamados bens de capital – maquinários e equipamentos usados pelas empresas para produzir outros bens e serviços.

Os bens finais, como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, só começaram uma tendência de aumento em abril. Esse movimento, segundo ele, pode refletir “em alguma medida” o efeito da guerra tarifária e o atrito entre China e Estados Unidos. A sobretaxa de aço e alumínio entrou em vigor em 12 de março; e a para automóveis, em 3 de abril.

Pizzani reforça que a continuidade do crescimento das importações dos bens finais dependerá do cenário da economia doméstica. “São bens que, no limite, não são essenciais. A demanda por eles depende diretamente no nível da atividade e da confiança das pessoas em adquiri-los”, reforça.

O aumento das importações de produtos da China pelo Brasil, que bateram recorde nos cinco primeiros meses do ano, deve ser creditado, além da atividade doméstica aquecida, ao bom momento do setor agropecuário. A supersafra demanda itens como adubos e fertilizantes, observa a economista Gabriela Faria, da Tendências Consultoria. “A safra de soja foi muito boa e com remuneração positiva aos produtores. Eles conseguiram se preparar para fazer novos investimentos”, diz ela.

O presidente da Associação da Câmara de Comércio Exterior (AEB), José Augusto de Castro, destaca que a queda no preço de commodities nos últimos meses diminuiu o custo de muitos dos bens fabricados pela China, o que favoreceu a produção e, consequentemente, a exportação para o Brasil. “Era um cenário anterior ao tarifaço promovido pelo presidente Donald Trump dos Estados Unidos. As medidas de Trump vieram apenas consolidar uma tendência que já era imaginada”, pontua.

Castro observa ainda que a China tem focado em produtos de alto valor agregado, o que ajuda a turbinar os valores envolvidos nas importações feitas pelo Brasil. “Invariavelmente, mais produtos que eles venderiam para os americanos vão chegar aqui. É claro que o Brasil não tem como substituir os Estados Unidos, afinal de contas nosso mercado é bem menor, mas devemos ficar com alguma coisa”, avalia.

Trump iniciou uma guerra comercial com a China, impondo tarifas para pressionar mudanças em práticas comerciais. A China retaliou afetando produtos americanos. O confronto abalou mercados globais e cadeias de suprimentos. O presidente da Associação Brasileira de Importadores (Abimp), Michel Platini, considera que parte dos produtos chineses que agora chegam ao Brasil só entrou no País devido ao fechamento do mercado americano em meio à escalada tarifária.

Platini explica que os custos estavam em baixa na China no início do ano, o que incrementou a produção, ao mesmo tempo que os Estados Unidos anunciaram tarifas acima de 100% ao país asiático. “O investimento nessa produção já havia sido feito, mas um mercado importante (os EUA) foi praticamente fechado, houve essa necessidade de redirecionamento”, diz.

O cenário, acrescenta Platini, “deu fôlego” a um movimento já bastante consolidado dos consumidores brasileiros, de comprar itens do segmento têxtil, utensílios domésticos e de bazar vindos da China a partir de plataformas de comércio online como Mercado Livre, Amazon e Temu.

Ele acrescenta que o aumento da entrada desses itens por aqui só não foi mais forte por conta do movimento grevista de servidores da Receita Federal em terminais alfandegários, que perdura desde novembro passado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Sul

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Comércio, Exportação

Grande produtor, Brasil tem muito espaço para crescer como exportador de frutas

O Brasil é o líder mundial no comércio de commodities agropecuárias e o terceiro maior produtor de frutas, atrás apenas da China e Índia, mas está apenas ma 23ª posição entre os exportadores desse mercado de maior valor agregado. À frente estão países como Espanha, China, Países Baixos, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, África do Sul, Turquia, México e Guatemala, destaca a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas)

A fruticultura brasileira exportou US$ 1,3 bilhão no ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As vendas são lideradas pela manga, melão, uva e limão. O volume total, cerca de 1,1 milhão de toneladas, corresponde a menos de 1% da produção total do setor.

Uma série de fatores ajuda a explicar o quadro e mostra que há um longo caminho a ser percorrido para conquistar uma fatia maior do mercado internacional. Para o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho, essa trilha passa por novos acordos bilaterais, projetos de irrigação, especialmente no Nordeste, melhores condições logísticas e uma organização maior de pequenos produtores em cooperativas.

“Muitos países, especialmente na América Latina, que exportam significativamente mais que o Brasil, o fazem por terem uma população muito pequena”, diz Coelho. “A produção desses países é suficiente para abastecer seu mercado interno reduzido, permitindo que o excedente seja exportado de forma robusta.” 

No Brasil, que tem uma população de mais de 210 milhões de habitantes, a dinâmica acaba sendo um pouco diferente, explica ele. “Mas essa diferença populacional não ameniza nem justifica que nosso número de exportação não seja o dobro ou o triplo do que é atualmente”, afirma.

Fruticultura brasileira se destaca de concorrentes

Na comparação com a concorrência internacional, o Brasil tem uma série de vantagens. Frutas como melão, melancia e uva são produzidas durante todo o ano, por meio de um cronograma de poda e colheita. “Se você observar o Chile ou a África do Sul, que exportam uva, eles têm apenas uma safra por ano. Um importador da Alemanha, por exemplo, não pode ter uva chilena o ano todo porque lá as videiras têm um período frio, de dormência. Aqui, a produção é contínua.”

Além disso, a variedade de biomas, climas e solos permite que o país tenha uma das maiores diversidades de frutas do mundo. Estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por exemplo, concentram a produção de maçã. Do Pará e do Amazonas vem o açaí. Em São Paulo, limão e abacate. Manga e a uva saem do Vale do São Francisco para todo o país. Melão e melancia da região do Rio Grande do Norte e Ceará. 

Em termos de certificação internacional, tanto de natureza ambiental quanto social, também não há restrições para exportação de frutas brasileiras.

Abertura de novos mercados tem aumentado exportações de frutas

“O que realmente impulsiona ou retém a exportação é a disposição mútua entre dois países: um querendo exportar e o outro querendo importar”, diz Coelho. Ele cita como exemplo a negociação para exportação de uvas e melões brasileiros para a China. A carta de intenções foi assinada em 2021, e a abertura do mercado foi anunciada em novembro de 2024. 

“Hoje, o Brasil pode exportar duas frutas para a China: melão e uva. Mas isso é muito recente. Estou otimista de que, até o final do ano, faremos o primeiro embarque”, afirma. 

Apesar de o mercado já estar aberto, até agora não havia um serviço de transporte marítimo viável, uma vez que o tempo médio de trânsito era de 46 dias, o que é inviável para frutas perecíveis. Há cerca de 15 dias, houve o anúncio de um novo serviço de transporte que reduzirá o tempo para cerca de 28, o que é perfeito para frutas. 

Para o presidente da Abrafrutas, o esforço feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério de Relações Exteriores (MRE) nesse sentido e a parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) nos últimos anos tem sido importante para impulsionar as vendas externas.

Em 2020, o Brasil exportava US$ 880 milhões em frutas, US$ 415 milhões a menos do que no ano passado. Em 2024, o avanço, em valor exportado foi de 4,6% em relação ao ano anterior, depois de um aumento de 26% entre 2022 e 2023. “Isso demonstra que não há limite para o crescimento; estamos avançando, mas para crescer, precisamos de outras ações”, diz Coelho.

Irrigação do semiárido, logística e cooperativismo podem impulsionar exportações

Uma das medidas defendidas pelo setor para impulsionar a produção e a exportação é um investimento maior em projetos públicos de irrigação, com foco especial no Nordeste. Parado há décadas, uma iniciativa que aumentaria a produção de frutas na região seria a do Canal do Sertão Pernambucano, que levaria água do rio São Francisco para áreas semiáridas de Pernambuco e da Bahia.

A ideia está no papel desde a década de 1990, quando a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) avaliou a viabilidade de implantação do canal, que atenderia 112 mil hectares de terras irrigáveis. Cerca de 60 mil a 80 mil hectares poderiam ser destinadas à fruticultura, diz Coelho.

A implantação do canal foi um dos compromissos do governo federal quando, em 2005, a administração pernambucana assinou o contrato de adesão à transposição do rio, mas desde então não houve avanços. “Estamos buscando apoio do governo federal ou de Pernambuco para o projeto executivo, que é o passo para a licitação e implantação de novas áreas para a fruticultura”, diz o presidente da Abrafrutas. 

“Nosso grande diferencial global é o semiárido nordestino. É uma região com 3 mil horas de sol por ano e uma abundância de água do rio São Francisco. Mesmo em áreas afastadas do rio, como no Rio Grande do Norte ou Ceará, há água de subsolo de excelente qualidade e quantidade.”

A questão logística também poderia ser melhor, na avaliação do setor. Ao contrário dos grãos, a perecibilidade dos produtos coloca cargas em risco quando há atrasos e exigindo o uso de câmaras frias.

Outra ação estratégica seria a adoção da cultura do cooperativismo e do associativismo entre pequenos produtores, que representam uma parcela significativa da fruticultura. Comum em estados como o Paraná e o Rio Grande do Sul, o modelo é pouco adotado no setor em regiões como o Nordeste, onde 70% das terras são de pequenos produtores. “Muitas vezes, o pequeno produtor vê a exportação como algo complexo e inacessível, preferindo vender para o mercado interno ou para intermediários”, explica Coelho. 

Fonte: Gazeta do Povo

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Comércio Exterior, Exportação, Internacional

Brasil bate recorde de exportações para os EUA, mas alguns setores começam a sentir o impacto das tarifas, diz Amcham

De janeiro a maio, as exportações brasileiras para os Estados Unidos atingiram US$ 16,7 bilhões no acumulado, segundo dados do Monitor do Comércio Brasil-EUA, elaborado pela Amcham Brasil. É um crescimento de 5% em relação ao mesmo período de 2024 e é um recorde para o período, de acordo com a entidade. Alguns produtos, mesmo com alta no percentual de taxação pelo governo Trump, estão conseguindo manter o comércio com o mercado norte-americano.

As importações dos EUA para o Brasil também avançaram, somando US$ 17,7 bilhões, um crescimento de 9,9%, o que resultou em um déficit comercial de US$ 1 bilhão para o Brasil no acumulado até maio, segundo dados brasileiros. Entre os principais crescimentos estão motores e máquinas não elétricos, óleos combustíveis, óleos brutos de petróleo e aeronaves.

No recorte mensal, as exportações brasileiras alcançaram US$ 3,6 bilhões em maio, um aumento de 11,5% na comparação anual, enquanto as importações americanas recuaram 5,2%. O crescimento nas exportações foi observado também no aumento da quantidade embarcada, que subiu 16,8%.

– Mesmo em um cenário mais desafiador, o comércio bilateral tem se mostrado resiliente, com crescimento consistente nas trocas entre os dois países. Isso reforça o papel do Brasil como parceiro estratégico para atender às demandas da indústria e dos consumidores norte-americanos — e vice-versa – afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

Entre janeiro e maio, 79% das exportações brasileiras para os Estados Unidos são compostas por bens industriais, como aeronaves, combustíveis, alimentos processados, químicos e máquinas. Produtos como carne bovina (+196%), sucos de frutas (+96,2%), café (+42,1%) e aeronaves (+27%) puxaram os avanços no acumulado do ano, mantendo o Brasil como fornecedor estratégico em setores com forte demanda.

Segundo a Amcham, estes produtos estão conseguindo manter a competitividade no mercado norte-americano mesmo com a aplicação de tarifas. Os motivos apontados incluem o fato de o Brasil ser competitivo e líder global em muitos deles, como carnes, sucos e aeronaves, e pelo crescimento da demanda dos EUA seja por consumo ou questões climáticas que tem afetado sua produção, especialmente no caso de carnes e sucos.

No entanto, alguns segmentos tiveram retração nas vendas, como celulose, ferro-gusa e equipamentos de engenharia. Segundo a associação, o resultado é uma combinação entre tarifas de até 10% e a concorrência de países com acesso preferencial aos EUA — como o Canadá, por meio do USMCA que é, por exemplo, grande fornecedor de celulose .

O relatório também destaca o caso dos semiacabados de aço, que até maio apresentaram crescimento de 7,3% em valor e 28,4% em volume exportado, mesmo com tarifa de 25%. Entretanto, segundo especialistas, parte dessa exportação aos EUA está sendo feita em portos próximo ao México para trânsito aduaneiro e consumo pela indústria mexicana, o que mostra que pode estar já havendo declínio real nas vendas aos EUA.

Além disso, a tarifa para exportações de bens de aço foi elevada para 50% no dia 4 de junho, o que tende a afetar a competitividade brasileira a partir dos próximos meses, diz a entidade.

Fonte: O Globo

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Internacional, Mercado Internacional

Acordo entre Trump e China inclui tarifas, exportação de terras-raras e visto para estudantes chineses

O presidente dos EUA, Donald Trump, deu mais detalhes sobre o acordo fechado com a China na terça-feira, em Londres, após dois dias de negociações. Houve consenso em tarifas, terras-raras e liberação de visto para estudantes chineses.

Trump escreveu um post em sua rede social Truth Social. Segundo ele, a tarifa sobre produtos americanos comprados pela China será de 55%, e os produtos chineses importados pelos EUA terão taxados em 10%.

No auge da guerra tarifária, em abril, os EUA chegaram a aplicar 145% de taxa sobre importações chinesas, e a China, 125% sobre itens americanos.

No mês seguinte, os dois países concordaram em suspender as tarifas retaliatórias por 90 dias, enquanto negociavam uma solução. O consenso, alcançado em Genebra, previa que as tarifas seriam de 30% (sobre produtos americanos) e 10% (sobre itens chineses).

O acordo fechado na capital britânica, portanto, eleva a alíquota que vai incidir sobre as importações de produtos chineses pelos EUA

Pequim vai suprir o mercado americano com todas as terras-raras necessárias à indústria do país. Setores como carros elétricos e eletrônicos dependem desses minerais, e a China é a maior exportadora dessa matéria-prima.

No caso dos estudantes chineses, Trump mencionou que o acordo inclui estudantes nas escolas e universidades, sem dar mais detalhes.

Nos últimos meses, a guerra comercial foi além da guerra tarifária, com medidas tomadas por ambos os países para atingir o outro. Foi o caso do controle das exportações de terras-raras pela China e a ameaça de retirar o visto dos 270.000 estudantes chineses que moram nos EUA.

“A relação está excelente”, disse Trump.

Fonte: O Globo

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Comércio, Exportação

Exportação de miúdos gera oportunidades para a pecuária brasileira

A China tem desempenhado um papel crucial para as exportações brasileiras, representando uma fatia significativa de nosso comércio internacional. Com uma população de 1,4 bilhão de pessoas, o mercado chinês se destaca como maior consumidor de alimentos do planeta. O Brasil é um importante parceiro comercial no setor alimentício, com destaque para a carne bovina e a demanda por produtos nacionais continua crescendo. Entre os itens de maior potencial estão os miúdos (órgãos e vísceras) e subprodutos de carne apreciados na cultura chinesa.

Com o objetivo de fortalecer, entender as necessidades e as futuras oportunidades para a pecuária brasileira no mercado asiático, principalmente no território chinês, o RAMAX-Group, esteve presente na SIAL China 2025. Realizado em Xangai, o evento é uma das maiores exposições de alimentos e bebidas do mundo e abrange quase todos os setores da indústria alimentícia.

Segundo Milton Ribeiro, Diretor Comercial do Grupo RAMAX, ter participado desse evento foi importante para absorver tendências e inovações que vão impactar diretamente a forma como uma multinacional atende seus clientes. “A feira nos conectou com líderes globais, permitindo fortalecer nossa rede e ampliar a oferta de soluções para o mercado chinês e mundial”, destacou. Ainda segundo o executivo, o evento possibilitou também uma troca de experiências sobre tecnologia para otimização. Ou seja, como novas ferramentas e processos podem tornar a logística e a entrega ainda mais rápidas, seguras e eficientes. “Estamos em constante evolução para nos mantermos atualizados e sempre um passo à frente, para entregar o melhor aos nossos parceiros e clientes”, acrescentou.

Livro da febre aftosa

O CEO do Grupo RAMAX, Magno Gaia participou na última semana, em Paris, junto com a comitiva do governo federal brasileiro de uma cerimônia da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), para a entrega de um certificado de reconhecimento internacional do Brasil como um país livre de febre aftosa sem vacinação. “Essa conquista significa acesso a novos mercados internacionais, mais valor para a nossa carne e ainda mais respeito ao produtor”, diz. Além disso, ele pondera que isso reforça a posição do Brasil como grande exportação de proteína animal.

O certificado também simboliza décadas de trabalho de todo o setor, além da dedicação constante do pecuarista e da cadeia agropecuarista. “Sem dúvida este é um passo muito importante para alcançarmos novas oportunidades para que nossos produtos possam acessar cada vez mais os mercados mais exigentes do mundo, como a China”, destacou Gaia.

Apetite chinês

O ano de 2024 entrou para a história como as maiores exportações de carne bovina pelo Brasil. Foram ao todo 2,89 milhões de toneladas, um incremento de mais de 26% ante o ano anterior. O volume exportado teve crescimento de 22%, movimentando US$ 12,8 bilhões. Esse resultado, segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), coloca o setor na dianteira dentre os demais que desenvolvem para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2024, de US$ 74,6 bilhões.

A China manteve sua posição como principal destino da carne bovina brasileira, com 1,33 milhão de toneladas exportadas, gerando um faturamento de US$ 6 bilhões. Em seguida, destacaram-se os Estados Unidos, somando US$ 1,35 bilhão. Outros mercados importantes incluem os Emirados Árabes Unidos (132 mil toneladas e US$ 604 milhões), a União Europeia (82,3 mil toneladas e US$ 602 milhões), o Chile (110 mil toneladas e US$ 533 milhões) e Hong Kong (116 mil toneladas e US$ 388 milhões).

Fonte: Notícias Agrícolas

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Comércio, Exportação

67,55% da pluma exportada em maio é de Mato Grosso

No acumulado da safra 2023/24 de pluma, Mato Grosso enviou para o exterior 1,65 milhão de toneladas

Mato Grosso foi responsável por 67,55% da pluma exportada pelo Brasil em maio. O país enviou para o mercado externo 192,20 mil toneladas da fibra no quinto mês de 2025.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), trazidos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram que em maio Mato Grosso enviou para o exterior 129,84 mil toneladas de pluma.

No acumulado do ciclo 2023/24, de agosto de 2024 a maio de 2025, o estado já exportou 1,65 milhão de toneladas, sendo o maior volume registrado para o período analisado.

Brasil apresenta recuo

Segundo os dados da Secex, o volume embarcado pelo Brasil em maio representa um recuo de 19,63% na variação mensal. Apesar disso, a quantidade de pluma embarcada ainda é a segunda maior da série histórica para o mês de maio.

O Imea destaca, em seu boletim semanal, que “cabe destacar que é sazonalmente comum o ritmo dos embarques desacelerarem à medida que o fim do ciclo comercial se aproxima”.

Além disso, o Instituto destaca que “apesar do enfraquecimento dos envios, os embarques seguem em níveis historicamente elevados, sustentando a expectativa de um novo recorde de exportação na temporada”.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior, Exportação, Mercado Internacional

Exportações da China para os Estados Unidos caíram quase 10% em maio

Representantes dos governos americano e chinês vão se reunir novamente nesta segunda, em Londres, para discutir um acordo comercial que coloque fim à guerra tarifária

As exportações da China subiram 4,8% em maio, na comparação anual. O avanço, porém, foi menor do que o esperado por causa da queda de quase 10% dos embarques para os Estados Unidos, segundo dados divulgados pelo órgão alfandegário do país asiático, o Gacc, nesta segunda-feira (9).

Representantes dos governos americano e chinês vão se reunir novamente nesta segunda, em Londres, para discutir um acordo comercial que coloque fim à guerra tarifária deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A China exportou US$ 28,8 bilhões para os Estados Unidos em maio, enquanto importou US$ 10,8 bilhões – uma queda de 7,4%.

O comércio entre os dois países perdeu força em maio mesmo após o acordo entre Washington e Pequim que suspendeu por 90 dias a aplicação das tarifas recíprocas mais elevadas. Fonte: Associated Press.

Fonte: InfoMoney


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Comércio, Exportação

Exportações de automóveis sobem 86%; vendas para a Argentina disparam

As vendas de automóveis para a Argentina subiram mais de 200%; país vive processo de recuperação econômica

As exportações brasileiras de veículos automóveis de passageiros cresceram 86% em maio de 2025, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

No total, o Brasil exportou US$ 570 milhões em veículos desse grupo no período, ante US$ 306 milhões em maio de 2024. Em valores nominais, esse é o melhor resultado para um mês de maio desde 2017.

O principal motor dessa alta foram as vendas para a Argentina. O país vizinho, que vive um processo de recuperação econômica impulsionado pelas políticas de austeridade do presidente Javier Milei, ampliou as compras de produtos brasileiros.

As exportações para a Argentina saltaram de US$ 125,7 milhões em maio de 2024 para US$ 384,1 milhões no mesmo mês deste ano — um crescimento de mais de 200%.

Outros mercados relevantes para a indústria automobilística nacional também ampliaram suas compras. A Colômbia, por exemplo, importou US$ 82,1 milhões em maio, frente a US$ 34,9 milhões no mesmo período do ano passado. Já as exportações para o Chile cresceram 220%, totalizando US$ 20 milhões no mês.

Por outro lado, as vendas para o México, segundo maior comprador de veículos do Brasil, caíram 57%, passando de US$ 86,5 milhões em maio de 2024 para US$ 36,6 milhões no mesmo mês de 2025.

Essa retração, no entanto, já era esperada pelo setor. Com as tarifas de importação impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a indústria automotiva mexicana, principal exportadora para o mercado norte-americano, passou a operar com maior capacidade ociosa.

A expectativa era de que veículos antes destinados à exportação acabassem sendo absorvidos pelo mercado interno, o que tem se confirmado.

Dados do Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi) do México mostram que as exportações de veículos do país registraram queda de 11% em abril. Embora os dados de maio ainda não tenham sido divulgados, a projeção é de um recuo ainda maior.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Exportação

Exportações da China desaceleram em maio; deflação se aprofunda

O crescimento das exportações da China desacelerou em maio para o nível mais baixo em três meses, uma vez que as tarifas dos Estados Unidos afetaram os embarques. Já a deflação ao produtor se aprofundou para seu pior nível em dois anos, aumentando a pressão sobre a segunda maior economia do mundo tanto na frente interna quanto externa.

Nos últimos dois meses, a guerra comercial global do presidente dos EUA, Donald Trump, e as oscilações nos laços comerciais entre a China e os EUA levaram os exportadores chineses, juntamente com seus parceiros comerciais em todo o Pacífico, a uma montanha-russa e prejudicaram o crescimento mundial. Ressaltando o impacto das tarifas dos EUA sobre as remessas, dados alfandegários mostraram que as exportações da China para os EUA caíram 34,5% em maio em termos de valor, a maior queda desde fevereiro de 2020, quando o surto da pandemia de Covid-19 afetou o comércio global.

As exportações totais do gigante econômico asiático aumentaram 4,8% no mês passado em comparação com o mesmo período do ano anterior em termos de valor, desacelerando em relação ao salto de 8,1% em abril e abaixo do crescimento de 5% esperado em uma pesquisa da Reuters, mostraram dados alfandegários nesta segunda-feira, apesar da redução das tarifas dos EUA sobre produtos chineses que entraram em vigor no início de abril.

“É provável que os dados de maio tenham continuado a ser afetados pelo período de pico das tarifas”, disse Lynn Song, economista-chefe do ING para a Grande China.

Song disse que ainda houve antecipação de embarques devido aos riscos tarifários, enquanto a aceleração das vendas para outras regiões além dos Estados Unidos ajudou a sustentar as exportações da China. As importações caíram 3,4% em relação ao ano anterior, aprofundando o declínio de 0,2% em abril e pior do que a queda de 0,9% esperada na pesquisa da Reuters. As exportações haviam aumentado 12,4% e 8,1% em março e abril, respectivamente, em relação ao ano anterior, uma vez que as fábricas apressaram os embarques para os EUA e outros fabricantes estrangeiros para evitar as pesadas taxas impostas por Trump à China e ao resto do mundo. 

Embora os exportadores da China tenham encontrado algum alívio em maio, pois Pequim e Washington concordaram em suspender a maioria de suas taxas por 90 dias, as tensões entre as duas maiores economias do mundo continuam altas e as negociações estão em andamento sobre questões que vão desde os controles de terras raras da China até Taiwan.

Os representantes comerciais da China e dos EUA se reunirão em Londres nesta segunda-feira para retomar as negociações após um telefonema entre seus principais líderes na quinta-feira. As importações chinesas dos EUA também perderam terreno, caindo 18,1%, depois de uma queda de 13,8% em abril. O superávit comercial da China em maio foi de US$ 103,22 bilhões, acima dos US$ 96,18 bilhões do mês anterior.

Os dados de preços ao produtor e ao consumidor, divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas no mesmo dia, mostraram que as pressões deflacionárias pioraram no mês passado. O índice de preços ao produtor caiu 3,3% em maio em relação ao ano anterior, após um declínio de 2,7% em abril, marcando a maior queda em 22 meses. A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 3,2% Já o índice de preços ao consumidor recuou 0,1% no mês passado na comparação anual, repetindo a mesma taxa de abril e ante expectativa de queda de 0,2%.

Na comparação mensal, os preços ao consumidor recuaram 0,2%, contra alta de 0,1% em abril, em linha com a expectativa de economistas em pesquisa da Reuters. A frágil demanda doméstica continua sendo um peso sobre a economia da China, apesar das medidas suporte recentes. 

Fonte: MSN

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