Exportação

Exportação de veículos feitos no Brasil cresce 60% no 1º semestre

Já mercado interno não recuperou volume pré-pandemia, diz Anfavea

exportação de veículos fabricados no Brasil teve alta de 60% no primeiro semestre, principalmente graças à Argentina, que foi o principal destino.

Mas os juros altos da taxa Selic, em 15%, estão causando a desaceleração das vendas no Brasil. Para o consumidor, esse juro chega a 27% ao ano nos financiamentos automotivos.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (7), em São Paulo, em coletiva da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Segundo o presidente da entidade, Igor Calvet, outra consequência da alta de juros é a inadimplência daqueles que adquirem um veículo. Enquanto esse problema atinge 3% dos compradores pessoa jurídica, chega a quase 5% entre os compradores pessoa física.

Outro dado apresentado pelo dirigente compara a produção de veículos neste ano com o mesmo período de 2011, ou seja, 15 anos atrás. Na comparação, a indústria nacional de veículos produz hoje 13% a menos do que naquele ano, como explica Calvet.

Apesar disso, o presidente da Anfavea ressalta o crescimento recente da indústria nacional de veículos.

Sobre os emplacamentos, ou seja, a quantidade de veículos que efetivamente são comprados e entram em circulação, aumentou em quase 5% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2024 – o que representa 55 mil veículos novos nas ruas.

Veículos elétricos

Outro dado que mostra uma mudança no comportamento do consumidor aparece no crescimento médio de emplacamentos de veículos elétricos e híbridos, que desde o início deste ano representam em torno de 10% do total de veículos emplacados.

Segundo a Anfavea, embora seja um dado positivo, ele praticamente não representa avanço da indústria nacional, já que a quase totalidade desses modelos são importados da China.

Como principal exportador de veículos para o Brasil, a China vendeu ao país quase 71 mil veículos no primeiro semestre deste ano, representando 6% do total de emplacados no país – um crescimento de 37% no período.

Fonte: Agência Brasil

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Agronegócio, Exportação, Exportadores agrícolas

Brasil amplia presença na Malásia com liberação para exportar colágeno bovino

País asiático autoriza uso do insumo na alimentação animal, reforçando laços comerciais em um mercado com demanda crescente por proteína e nutrição de qualidade.

O governo brasileiro recebeu, com satisfação, a autorização do governo da Malásia para a exportação de colágeno bovino destinado à alimentação animal.

A medida representa mais uma conquista para o setor agropecuário nacional e fortalece a presença do Brasil no Sudeste Asiático. Com mais de 34 milhões de habitantes e uma indústria pecuária em desenvolvimento, a Malásia apresenta demanda crescente por insumos de alta qualidade destinados à alimentação animal, especialmente para aves e suínos.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 1,27 bilhão em produtos agropecuários para a Malásia. Os principais itens exportados foram produtos do complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, cereais, farinhas e preparações, café e carnes.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 388 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esse resultado é fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Mapa

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Logística

“Estamos trazendo os melhores para pensar como destravar os gargalos da infraestrutura no Brasil”, diz secretário de Transporte Ferroviário

Em entrevista ao NeoFeed, Leonardo Ribeiro diz que objetivo da estatal chinesa é analisar logística multimodal do País para participar de concessões que levem exportações brasileiras para a China

O anúncio da assinatura de um memorando entre governo brasileiro e a China Railway Economic and Planning Research Institute – braço da China State Railway Group, maior empresa ferroviária pública do mundo –, agendado para esta segunda, 7 de julho, em Brasília, chamou a atenção por citar como objetivo a realização de pesquisa e planejamento sobre um “sistema de transporte integrado no Brasil”.

Desde que as primeiras negociações de uma parceria entre os dois países ganharam força, em abril, com a vinda de uma comissão chinesa para analisar algumas obras ferroviárias, a percepção entre especialistas do setor é que o objetivo do governo brasileiro era obter apoio técnico e financeiro dos chineses para viabilizar a rota bioceânica – um corredor logístico de 4.400 km que começa no porto de Ilhéus, no Atlântico, e vai até o porto de Chancay, no Pacífico.

A possível obra, criticada por especialistas pelo alto custo, na verdade é apenas uma das possibilidades que podem surgir dessa parceria.

Em entrevista ao NeoFeed, o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, principal gestor da área no Ministério dos Transportes, disse que a parceria tem planos ainda mais ousados.

“Eles querem avaliar toda a logística de cargas do País para saber qual a melhor alternativa para escoar as exportações brasileiras para a China”, diz Ribeiro. “Querem estudar todas as alternativas, inclusive a possibilidade de um sistema integrado multimodal, envolvendo ferrovia, rodovia e hidrovia.”

Ribeiro explicou que a parceria prevê confidencialidade dos dados compartilhados e será fundamental para o Brasil em dois aspectos. Por um lado, ajudará a pasta a criar um banco de informações sobre o sistema brasileiro de transporte de cargas essencial na elaboração de um planejamento estratégico ferroviário.

Por outro, vai facilitar a entrada de empresas chinesas nas concessões ferroviárias: “Todas essas informações – análise de demanda, de traçado, etc – vão fornecer subsídios para permitir que os chineses entrem em futuras concessões de ferrovias, eles precisam dessas informações, como precisaram quando entraram nas concessões de energia.”

Leia a seguir outros trechos da entrevista, na qual Ribeiro revela detalhes do Plano Nacional de Ferrovias e a estratégia da pasta para atrair o setor privado para os leilões ferroviários:

O anúncio do memorando prevê a realização de pesquisa e planejamento sobre um sistema de transporte integrado no Brasil. Há outros projetos que o governo pretende incluir nessa parceria com os chineses, além dos estudos sobre a rota bioceânica?
Essa parceria sela um acordo histórico com o instituto de pesquisa ferroviária da China Railway, que conta com engenheiros e técnicos especializados. Como esse acordo prevê uma governança de confidencialidade de dados, vamos fazer em conjunto uma ampla pesquisa sobre o sistema brasileiro de transporte de cargas focado em ferrovias, além do corredor bioceânico. Todas essas informações – análise de demanda, de traçado, etc – vão fornecer subsídios para permitir que os chineses entrem em futuras concessões de ferrovias, como entraram nas concessões de energia.

Que tipo de estudos estão previstos neste acordo?
Principalmente na área multimodal. Eles querem estudar não só o corredor bioceânico, mas como estamos escoando as cargas de ferrovias, rodovias, hidrovias e portos, a partir de Lucas do Rio Verde (MT). Querem analisar todas as rotas – subindo para o Arco Norte, em direção a Ilhéus (BA), para Santos e para Chancay. Ou seja, querem fazer um estudo integrado, pois eles estão interessados em saber da viabilidade de usar o Arco Norte; analisar o trecho de expansão da Ferrovia Norte-Sul; e o corredor FICO-FIOL, fazendo transporte do centro do País até o Atlântico. Esse corredor FICO-FIOL é o principal corredor estratégico, pois corta o País de norte a sul e de leste a oeste, e tem muitos trechos concluídos.

Os chineses já visitaram as obras da FICO e FIOL em abril quando trouxeram uma delegação. Qual a avaliação deles?
Eles ficaram impressionados com a engenharia empregada nas obras. Esse corredor pode viabilizar a carga para o porto de Chancay, levando em consideração, inclusive, um sistema integrado multimodal, sem ser apenas por ferrovia. Ou seja, pode fazer transporte de carga ferroviária até Lucas do Rio Verde e completar por rodovia ou construir uma ferrovia seguindo o traçado das BRs até Chancay. Eles querem estudar todas as possibilidades.

“Os chineses querem estudar todas as alternativas de rotas para Chancay, por ferrovia e rodovia”

A eventual construção da rota bioceânica recebeu muitas críticas de parte dos especialistas. Queria que o senhor alinhasse argumentos a favor desse projeto.
Estamos selando uma parceira com os maiores especialistas em ferrovias do mundo. A china tem a indústria ferroviária mais avançada do planeta. Estamos trazendo os melhores para pensar como destravar os gargalos da infraestrutura no Brasil. Sabemos que ferrovia transporta de forma mais eficiente, mas demanda mais custos para construção. Por isso os chineses querem avaliar a distância de transporte da carga do centro do País para os portos do Atlântico – Arco Norte, Ilhéus e Santos. A distância do Mato Grosso para o Atlântico é mais curta do que para Chancay. Mas a distância marítima de Chancay para a China é menor do que de Santos a Xangai. Isso é que precisa ser avaliado. Além dessa conta, precisamos estudar o traçado e o investimento necessário para implantar uma ferrovia, num contexto de recursos escassos.

É isso que os chineses querem estudar?
Sim, não é apenas o corredor bioceânico, mas outras saídas. Esse estudo não só vai permitir que os chineses entrem no setor de transporte com informações e segurança jurídica, como estabelecer o custo-benefício para transportar carga até Chancay.

Há críticas ao risco de a rota bioceânica levar à perda de autonomia estratégica logística do Brasil para a China. Como o senhor vê essa questão?
Há muito desconhecimento nesse quesito. O governo tem vários instrumentos para fazer política externa, tarifária e de proteção. Por exemplo, temos a Camex, que é a Câmara de Comércio Exterior, e instituições à disposição do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que podem reduzir esse risco. Precisamos pensar de uma forma transversal. Do ponto de vista da logística do transporte, precisamos de investimento privado, de parceiros e de projetos viáveis. O meu papel aqui é fazer parcerias para atrair investidores, com estratégia de financiamento. Ou seja, é uma discussão que não é só do Ministério de Transportes, envolve visão de Estado e de governo. Fizemos apenas três leilões nos últimos 30 anos, e um deles deu errado.

Qual leilão, o da FIOL?
Isso, a FIOL 1 foi concedida em 2021 e deu errado em quatro anos. Não teve um banco de projetos, funding, planejamento, não teve nada. Tenho até um lema: a pressa é inimiga da concessão. O setor ferroviário exige muitos recursos. A estratégia de fazer obra pública para depois conceder, até funciona. Mas obras no setor ferroviário demoram muitos anos, e a eficiência da obra pública é menor em comparação com o setor privado.

Como reverter esse gargalo?
Estamos criando uma estratégia baseada no aporte de viabilidade: em vez do governo, o privado é quem faz, vai lá e constrói – e o governo concede recursos. Está funcionando na Ásia, em especial na Índia e Indonésia. Eles fazem o chamado viability gap funding (VGF). Quando você constrói uma ferrovia, não tem infraestrutura pronta. Esse tempo de construção acaba comprometendo a viabilidade do projeto do ponto de vista econômico-financeiro. Assim, o governo vai aportar recursos e o privado entra. O interessante é que esse aporte tem de ser na medida do necessário porque os recursos são finitos. Ou seja, precisa aportar da forma mais eficiente possível.

“Estamos criando uma estratégia na qual o governo aporta os recursos e o setor privado faz a obra ferroviária”

O setor privado tem demonstrado interesse?
Sim, para fundos de investimento, por exemplo, é uma boa alternativa. Porque o fundo pode participar do projeto, com funding, aproveitando essa parceria público-privada, e depois que ficar pronto pode passar para um grupo logístico. Com isso, consegue valorizar e tem um ganho.

Essa parceria com os chineses pode impulsionar o Plano Nacional de Ferrovias?
O plano já está em execução. Basicamente, é um corredor Norte-Sul e Leste-Oeste, separando o País em quatro eixos. Para cada empreendimento, estamos buscando soluções.

Qual a estratégia para viabilizar o Plano Nacional de Ferrovias?
Criamos um tripé. Assim como o governo FHC criou um tripe macroeconômico – câmbio flutuante, responsabilidade fiscal e meta de inflação -, pensamos num tripé para levantar recursos para desenvolver o setor ferroviário. Estamos criando uma estratégia de funding, pois só aportes do governo não resolvem. Criamos um banco de projetos, essencial para fazer estudos que vão indicar a engenharia e o aporte necessários para tomar decisões. Para completar esse tripé, temos um portfólio normativo, que vai tornar os projetos mais viáveis.

Do que consiste esse portfólio normativo?
O objetivo é induzir a utilização do real estate para reduzir a necessidade de aporte, usando os ativos da faixa de domínio e as receitas alternativas com o setor imobiliário, para trazer recursos para dentro dos projetos ferroviários. Vamos anunciar também uma nova política para material rodante. Até agora, locomotiva e vagão são considerados bens reversíveis. Por que o governo quer receber daqui a 30 anos uma sucata? Por que isso não fica com o privado? A ideia é induzir o operador a não comprar, mas alugar. O tripé, portanto, prevê estratégia de funding, banco de projetos e política pública para tornar esses projetos mais atrativos.

Fonte: NeoFeed

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Exportação, Internacional, Mercado Internacional

Tarifaço de Trump: 5 dos 10 itens mais vendidos do Brasil para os EUA tiveram queda com as tarifas

Demanda reduzida e a maior concorrência com outros países também prejudicaram as exportações brasileiras de parte dos produtos. Número geral, porém, é positivo e foi recorde em maio.

Na próxima quarta-feira (9), termina a pausa de 90 dias no programa de tarifas recíprocas imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com poucos acordos comerciais no radar, há uma chance real de que as taxas sobre produtos importados voltem a atingir mais de 180 países.

Um levantamento feito pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) mostra que o tarifaço piorou os números de exportação de alguns dos principais itens brasileiros vendidos aos EUA.

Cinco dos 10 produtos brasileiros mais vendidos aos americanos registraram queda nas vendas em maio. Veja abaixo:

Variação do volume exportado

Dados correspondem aos 10 produtos brasileiros mais vendidos aos EUA

Segundo a Amcham, as tarifas aplicadas pelos EUA são apenas um dos fatores que explicam a queda nas exportações. Parte dos produtos sofre também com particularidades de mercado.

Os óleos brutos de petróleo, por exemplo, tiveram menor demanda por parte das refinarias americanas.

No caso da celulose, houve uma concorrência mais intensa com o Canadá que, segundo a Amcham, tem um “acesso diferenciado” aos mercados dos EUA por conta do USMCA (acordo de livre comércio entre EUA, Canadá e México).

A boa notícia é que a redução de parte dos produtos aconteceu em meio a um avanço no número geral de exportações brasileiras aos EUA.

Segundo o levantamento, a venda geral dos nossos produtos para lá totalizou US$ 3,6 bilhões (R$ 19,6 bilhões) em maio, um crescimento de 11,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O valor é recorde para o período e mostra uma pauta de exportação mais diversificada.

Brasil ainda tenta acordo

Embora o Brasil não tenha sido um dos mais impactados pelas tarifas, com alíquota de 10%, especialistas destacam que o país continua sujeito às tarifas sobre aço e alumínio, em vigor desde o início de junho.

Antes fixadas em 25%, as tarifas foram elevadas para 50% por meio de um decreto assinado por Trump. Tanto o aço quanto o alumínio são produtos estratégicos para as exportações brasileiras, e o Brasil é um dos principais fornecedores de aço para os EUA.

“O país precisará, sim, avançar nas negociações bilaterais com os Estados Unidos, especialmente do lado do Itamaraty e do MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços], para garantir que cotas preferenciais ou isenções tarifárias sejam aplicadas para o aço brasileiro”, afirma Nobre, da Warren, à época.

O ministro do Desenvolvimento e vice-presidente, Geraldo Alckmin, chegou a se pronunciar algumas vezes nos últimos meses sobre os impactos das tarifas de Trump para o Brasil e o mundo, mas sem detalhar o andamento das negociações.

No início de junho, Alckmin afirmou que a melhor forma de mitigar os efeitos seria aprofundar o diálogo com os americanos, destacando a criação de um grupo de trabalho bilateral com o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o USTR (representante do comércio dos EUA).

Pelo lado do Brasil, o grupo conta com a participação do Ministério da Indústria e do Ministério das Relações Exteriores. Procurado, o MDIC afirmou ao g1 que as negociações foram iniciadas em março e que, desde então, “uma série de reuniões presenciais e virtuais” tem sido realizada para dar continuidade às tratativas.

“Neste momento, enquanto as negociações seguem em curso, não é possível divulgar detalhes sobre o conteúdo das discussões, sob pena de impactar o andamento e a efetividade do processo negociador”, informou o ministério.

O MDIC acrescentou que segue comprometido com a defesa dos interesses dos exportadores brasileiros, “tanto em relação às tarifas recíprocas quanto no enfrentamento de medidas adotadas sob o argumento de segurança nacional”.

“A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é sólida, histórica e de relevância estratégica para ambos os países. Os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil, e o intercâmbio entre as duas economias é complementar, trazendo benefícios mútuos”, completou o ministério.

Fonte: G1



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Internacional, Mercado Internacional

China estuda protocolos para rever restrições à carne de frango do Brasil, diz ministro

Afirmação é do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que teve reunião bilateral com o primeiro-ministro chinês no Brics. ‘Disse que já sabia do caso e que estão estudando os protocolos rapidamente para retomar a compra de de frango brasileiro’, contou.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse neste domingo (6) durante a Cúpula do Brics que a China estuda um protocolo para rever as restrições à carne de frango brasileira.

As restrições foram impostas depois do primeiro e único caso de gripe aviária em uma granja comercial no país, registrado em Montenegro (RS), em maio.

O ministro disse que ainda não há uma data para o fim das restrições.

“Eu tive a oportunidade, durante a bilateral do presidente Lula com o primeiro-ministro chinês [Li Qiang] para que eles pudessem, então, já rever o posicionamento de restrição. Ele disse que já sabia do caso e que estão estudando os protocolos rapidamente para retomar a compra de de frango brasileiro.”

Maior exportador de frango do mundo, o Brasil se declarou livre da doença em 18 de junho, depois de cumprir um prazo de 28 dias sem novos casos em aves comerciais.

Fávaro disse que a exportação e venda de carne de frango estão em um momento de recuperação no país. Segundo ele, a Organização Mundial de Saúde Animal reconheceu o país como livre da gripe aviária, após caso registrado em São Paulo.

“Hoje, são nove mercados ainda restringindo o consumo da carne de frango brasileira, três deles não têm relação comercial. Portanto, são só seis que são importantes a gente retomar, de 20 e poucos países que restringiram a compra contra o caso ocorrido”, disse Fávaro.

Os bloqueios de exportação de carne são feitos para evitar a contaminação de granjas no exterior com material contaminado do Brasil, ainda que esta seja uma possibilidade remota.

⚠️ A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos, reitera o Ministério da Agricultura. O Brasil nunca teve um caso de gripe aviária em humanos.

Taxar alimentos é taxar o combate à fome, diz ministro

Fávaro também falou sobre o multilateralismo e o fim do protecionismo econômico, outro tema em debate no Brics. Segundo ele, houve envio de cargas de carne bovina brasileira neste final de semana para a Indonésia.

“Nós já temos 387 novos mercados abertos para agropecuária brasileira, um recorde absoluto. Tivemos a oportunidade de, ontem [sábado], embarcarmos a primeira carga de carne bovina brasileira para a Indonésia, um mercado muito vantajoso, muito importante, e isso está gerando oportunidade para nossa agropecuária”, afirmou, em entrevista coletiva.

“Todos defendem o multilateralismo. O mundo não precisa de taxação, de protecionismo. Veja que absurdo. Taxar a exportação de alimentos é taxar o a combate à fome. É encarecer a comida no mundo.”

Fonte: G1

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Exportação

Exportações atingem o maior patamar da história em SC

Faturamento com exportações no primeiro semestre de 2025 chegou a US$ 5,85 bilhões

O primeiro semestre de 2025 foi promissões no setor de exportações, em Santa Catarina. O faturamento neste período chegou a US$ 5,85 bilhões, cerca de 6,6% acima do valor registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 5,49 bilhões. Assim, o estado atingiu o maior faturamento da história.

A diversidade e qualidade da produção consegue chegar a mais de 200 destinos em todo o mundo.O principal destino são os Estados Unidos, que compraram US$ 847 milhões em bens produzidos em Santa Catarina. Os americanos importam principalmente madeira e produtos de madeira, geradores e motores elétricos, bem como móveis.

Em segundo lugar está a China, com US$ 580 milhões adquiridos de Santa Catarina. Os chineses compram principalmente soja, carne suína e carne de frango. O terceiro maior destino das exportações catarinenses é a Argentina, com faturamento de US$ 437 milhões. Na sequência aparecem Japão (US$ 348 milhões), México (US$ 306 milhões) e Chile (US$ 305 milhões).

Exportações no estado são maiores do que a média nacional

Enquanto em Santa Catarina a elevação foi de 6,6% no período, o país registrou estabilização, com recuo de 0,65%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Governo Federal.

Conforme o governador Jorginho Mello, o bom desempenho das exportações catarinenses é resultado do reconhecimento internacional do estado. “As exportações de Santa Catarina chegam a mais de 200 destinos em todo o mundo, porque aqui se fabricam produtos competitivos, com qualidade e certificação. Além disso, temos ampliado nossa presença internacional para reafirmar a excelência dos nossos produtos”, afirma. 

Destaque para carnes e geradores elétricos

No primeiro semestre de 2025, o principal produto exportado por Santa Catarina foi a carne de frango, com faturamento de US$ 953 milhões. Na sequência aparece a carne suína, com US$ 850 milhões. Em terceiro lugar estão os geradores elétricos e suas partes, somando US$ 302 milhões. As exportações de madeira (US$ 248 milhões), soja (US$ 229 milhões) e folheados de madeira (US$ 220 milhões) também se destacaram. 

Entre os principais produtos da pauta exportadora, houve variação positiva, por exemplo, na venda de tabaco (75%), papel e cartão (22%), carne suína (21,1%), de frango (7,1%) e de móveis (8,8%).

Fonte: Guararema News

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Exportação, Internacional

EUA ameaçam UE com tarifas de 17% sobre exportações de alimentos

Os EUA ameaçaram impor tarifas de 17% às exportações agrícolas da União Europeia numa escalada do conflito comercial com Bruxelas. Prazo final das negociações está previsto para a próxima semana.

Os EUA ameaçaram impor tarifas de 17% às exportações agrícolas da União Europeia, numa escalada do conflito comercial com Bruxelas, avança o Financial Times (acesso pago), citando três fontes próximas.

A notícia sobre a ameaça de tarifas de 17% às exportações agrícolas e de alimentos chega dias antes do prazo final de 9 de julho para fechar um acordo comercial, após o qual o presidente americano, Donald Trump, prometeu que irão avançar com tarifas de 20% sobre todos os produtos da UE se nenhum acordo for alcançado.

Os negociadores da União Europeia não conseguiram, até o momento, obter um avanço nas negociações comerciais com o governo Trump e procuram agora continuar a negociar, segundo a Reuters. Uma fonte descreveu a situação à agência noticiosa após as negociações em Washington como “ainda muito instável e difícil de prever”, enquanto outra fonte descreveu a perspetiva como “sombria”.

No entanto, de acordo com um porta-voz da Comissão Europeia, citado pela Reuters, “houve progresso em direção a um acordo em princípio durante a última ronda de negociações, que ocorreu esta semana”.

“Após discutir a situação atual com nossos Estados-membros, a Comissão agora irá retomar as negociações com os EUA sobre o conteúdo durante o fim de semana”, disse.

O presidente Donald Trump quer que Bruxelas conceda às empresas americanas amplas isenções de regulamentações e reduza o excedente comercial com os EUA. Maroš Šefčovič, comissário de comércio da UE, terá tido conhecimento da questão na quinta-feira em reuniões em Washington, tendo passado a mensagem aos embaixadores dos 27 Estados-membros esta sexta-feira.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse na quinta-feira que esperava um “acordo de princípio” que permitisse às partes continuarem a conversar até um acordo final. Contudo, os EUA estão a pressionar os países a fecharem acordos vinculativos dentro do prazo estabelecido por Trump.

Atualmente, os Estados Unidos aplicam tarifas de 10% a todos os produtos da UE e de mais 25% às importações de aço, alumínio e veículos, mas o Presidente norte-americano ameaçou aumentar estas sobretaxas para 50%. Tendo em conta a possibilidade de as negociações com os Estados Unidos não resultarem num acordo, a Comissão lançou uma consulta sobre uma lista de reequilíbrio com produtos norte-americanos que podem ser tarifados.

Fonte: ECO Sapo

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Exportação

Exportações de SC crescem no primeiro semestre, mas sentem impacto do tarifaço dos EUA

Puxadas pelo setor de proteína animal, as exportações de SC têm alta de 6,6% de janeiro a junho

Santa Catarina fechou o primeiro semestre de 2025 com US$ 5,86 bilhões na receita de exportações, 6,6% mais do que no mesmo período do ano passado. A liderança nas vendas lá fora ficou com o setor de proteína animal com exportações maiores para América Latina e Ásia enquanto nos EUA as vendas de industrializados caíram devido ao tarifaço e incertezas do governo de Donald Trump.

As importações de SC de janeiro a junho somaram US$ 16,8 bilhões, 4,9% mais que nos mesmos meses de 2024. No mês de junho, a balança comercial de SC registrou exportações de US$ 959 milhões, 6,5% mais que no mesmo semestre do ano anterior. E as importações do mês ficaram em US$ 2,7 milhões com recuo de 8,0%.

No primeiro semestre, as exportações de carnes de aves responderam pela maior receita da balança comercial, US$1,09 bilhão no período, 10,3% mais frente aos mesmos meses de 2024. A carne suína, segundo produto principal, somou US$ 851 milhões e teve crescimento de 21,1%. Além desses setores líderes, o Observatório Fiesc, que acompanha os dados da balança comercial, destacou que o maior crescimento nas exportações foi de painéis para comando elétrico, em 417,7%. Outro produto que acelerou foi o tabaco, com alta de 75,3% das vendas lá fora.

O impacto negativo do tarifaço do Trump foi sentido nos produtos de maior valor agregado, vendidos principalmente para os Estados Unidos e Europa. As exportações de motores elétricos caíram 17,9% e ficaram em US$ 81,5 milhões.

As vendas de partes de motores recuaram 18,5% e somaram US$ 201,8 milhões. As exportações de soja tiveram recuo de 29,7% e somaram US$ 229,8 milhões.

Apesar das mudanças nos EUA, o país ainda foi o principal destino das exportações catarinenses no primeiro semestre de 2025, com recuo de 1,1% frente ao mesmo período de 2024 e vendas de US$ 847,2 milhões. Em segundo lugar ficou a China, com um total de US$ 580,4 milhões e queda de 5,3%.  As vendas para o México, quinto principal destino das exportações de SC, tiveram queda de 13%.

No dado dos mercados em crescimento, o destaque foi a vizinha Argentina, com 33,4% mais de compras de SC, para US$ 438 milhões. O Japão comprou 25,8% mais e totalizou US$ 348 milhões, e o Chile registrou um salto de 39,7%, com US$ 305 milhões.

As impostações cresceram num menor ritmo, 4,9% no semestre. Mas chamaram a atenção algumas altas e baixas de produtos importantes.  Um deles foi o cobre refinado, principal produto de importação do estado. Teve um recuo de 7,4% e somou US$ 657,1 milhões. Esse menor consumo está ligado às menores exportações de equipamentos que usam essa matéria prima, como motores elétricos e compressores.

As importações de polímero de etileno, terceiro item da pauta, caíram 13,5% e somaram US$ 346,8 milhões, anotou o Observatório Fiesc. Outro setor que recuou nas importações foi o de veículos, com queda de 17,9%, para US$ 339,6 milhões.

Entre os itens que puxaram o resultado das importações para cima no semestre está aços laminados planos, com crescimento de 255,3%, totalizando US$ 301,6 milhões. As importações de autopeças e partes de veículos cresceram 16,4%, chegando a US$ 455,6 milhões.  As elevadas compras lá fora de aços planos refletem maior oferta da China e estão sendo criticadas pela indústria nacional. Uma das razões dessa maior oferta é a mudança tarifária promovida pelos EUA.

Fonte: NSC Total

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Exportação

Equador suspende exportação de petróleo após paralisação de seus oleodutos

Decisão evita sanções por descumprimento de contratos de venda

O Equador suspendeu a exportação de petróleo devido à paralisação, desde terça-feira, das operações de seus dois oleodutos, ameaçados pelos danos provocados pelas fortes chuvas na Amazônia, informou nesta quinta-feira o gerente da estatal Petroecuador, Leonard Bruns.

O país extraiu dos campos amazônicos, em 2024, cerca de 475 mil barris por dia (bd) de petróleo, dos quais exportou 73%. Sua frágil economia depende das vendas de petróleo, que naquele ano geraram US$ 8,647 bilhões (cerca de 7% do PIB).

Bruns declarou à imprensa que a empresa decretou “força maior” para o Sistema de Oleoduto Transequatoriano (Sote), o mais utilizado pelo país e que, junto com o Oleoduto de Petróleo Pesado (OCP), corre risco de sofrer danos devido à erosão causada pelas chuvas nas margens dos rios por onde passam.

Com essa decisão, que permite evitar sanções por descumprimento de contratos de venda, “as exportações ficam suspensas até que, digamos, haja uma nova solução com a variante (no traçado) em que estamos trabalhando no Sote”, acrescentou.

Técnicos estão trabalhando no desvio dos trajetos dos oleodutos, que correm quase paralelos, com o objetivo de retomar o bombeamento de petróleo para os portos do Pacífico o mais rápido possível.

Anteriormente, o funcionário já havia antecipado que as vendas de petróleo “seriam afetadas” pela suspensão do transporte, que já provocou uma queda de 132.500 barris na produção entre terça e quarta-feira, devido ao fechamento de centenas de poços pela falta de tanques de armazenamento nos campos.

O Sote, com capacidade para 360 mil bd e responsável por transportar 60% da produção, sofreu uma ruptura enquanto o transporte estava parado. O OCP, do qual o Estado é acionista majoritário, pode transportar 450 mil bd.

Devido à atual situação climática, com fortes chuvas e previsões de que continuem pelo menos até 18 de julho na Amazônia, as autoridades não preveem uma solução rápida para a retomada do transporte.

As chuvas torrenciais causaram, desde 1º de janeiro, 52 mortes, deixaram cerca de 61 mil desabrigados e mil casas destruídas, de acordo com a Secretaria de Riscos.

Fonte: O Globo

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Exportação, Internacional, Tecnologia

Estados Unidos relaxam restrições à exportação de tecnologia para a China

As últimas notícias sobre os Estados Unidos e a China. Os Estados Unidos reverteram as restrições ao software de design de chips e às exportações de etano para a China na quarta-feira, sinalizando um alívio provisório das tensões comerciais entre as duas potências.

Grandes desenvolvedores como Synopsys, Cadence e Siemens estão agora restabelecendo o acesso para clientes chineses depois de receber autorização das autoridades dos EUA. A medida segue esforços diplomáticos renovados que viram Pequim concordar em revisar sua política de exportação de terras raras.

“Os Estados Unidos escalaram para diminuir a escalada. Eles colocaram restrições em muitos outros itens para fazer com que os chineses recuassem nas terras raras”, disse uma fonte familiarizada com as discussões dentro do governo dos Estados Unidos.

“À medida que os Estados Unidos e a China continuam a manter este acordo-quadro, veremos muitas dessas restrições desaparecerem. Voltando ao status quo, onde estávamos em fevereiro/março”, disse a fonte, que não quis ser identificada.

Fonte: MSN

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