Comércio Exterior

Albânia e Turquia retiram restrições à importação de frango brasileiro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta quarta-feira (23) que Kuwait, Bahrein, Albânia e Turquia retiraram as restrições de exportação à carne de frango brasileira. As restrições foram retiradas mais de um mês após o Brasil ter se declarado livre de gripe aviária.

Mais de 40 mercados anunciaram restrições a compra de frango do Brasil após a confirmação de um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial em Montenegro (RS).

Veja a situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves:

Sem restrição de exportação:
África do Sul, Albânia, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã;

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil:
Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia;

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul:
Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia;

Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS):
Catar;

Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra:
Japão;

Suspensão limitada à zona:
Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. 

Fonte: CNN Brasil

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Agronegócio, Exportação

CNA estima perda de US$ 5,8 bilhões em exportações do agronegócio aos EUA com tarifa de 50%

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o agronegócio deixará de exportar US$ 5,8 bilhões aos Estados Unidos neste ano com a imposição da tarifa de 50% anunciada pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros. A sobretaxa está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.

A projeção da confederação considera uma queda de 48% nos embarques de produtos do agronegócio ao mercado norte-americano ante os US$ 12,1 bilhões comercializados em 2024.

O cálculo, informou a CNA em nota, considera a “elasticidade” das importações de bens nos Estados Unidos, com o impacto da alíquota de 50%.

“A elasticidade das importações de um país mede o quanto o volume importado reage a mudanças no preço dos produtos. Assumiu-se que o choque causado nas tarifas seria integralmente transmitido para os preços de importação. Ou seja, uma elevação de 50% nas tarifas elevaria em 50% os preços finais”, explicou a CNA na nota.

O indicador de elasticidade foi estimado com base nos dados de comércio dos EUA nos últimos cinco anos, explicou a CNA. Quanto menor o indicador, maior o impacto sobre as importações americanas.

De acordo com a confederação, a maior parte dos produtos agropecuários exportados para os Estados Unidos possui elasticidade menor que -1, indicando uma maior sensibilidade às variações de preço.

De acordo com o estudo da entidade, na aplicação da tarifa de 50%, as exportações brasileiras de suco de laranja, açúcares de beterraba, outros açúcares de cana e sacarose cairiam a zero.

“Alguns produtos sofrerão mais impacto que outros, caso do suco de laranja, em que a tarifa se tornaria impeditiva para o produto brasileiro”, explicou a entidade.

Produtos como etanol e sebo de bovinos também devem ter quedas expressivas nas exportações aos Estados Unidos, com redução prevista em volume de, respectivamente, 71% e 50%.

Já os embarques de café não torrado e não descafeinado seriam os menos afetados, com redução prevista de 25% em volume.

“Enquanto isso, produtos como o café verde teriam um menor impacto relativo, devido à queda na oferta do grão no mercado internacional nos últimos anos, o que faz com que a capacidade de substituição seja mais rígida”, observa a confederação.

A venda de carne bovina e açúcar de cana têm impactos limitados previstos, com 33% em volume que deixariam de ser exportados.

Fonte: Estadão

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Comércio Exterior, Exportação, Inovação

Planejamento, inovação e visão global: os caminhos para o sucesso na exportação, segundo Mariana Pires Tomelin

Em um cenário internacional cada vez mais dinâmico e competitivo, o sucesso nas exportações depende de muito mais do que ter um bom produto. É o que afirma Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência no setor. À frente da ExonTrade Business Intelligence, Mariana lidera projetos de internacionalização que unem tecnologia, estratégia e inteligência de mercado para transformar empresas brasileiras em protagonistas globais.

Reconhecida por sua atuação à frente de operações internacionais eficientes e sustentáveis, Mariana defende que o planejamento estratégico, a capacitação e a inovação são pilares fundamentais para a inserção bem-sucedida em mercados externos. Ela acredita que o Brasil tem um enorme potencial de crescimento no comércio internacional — desde que esteja preparado para os desafios e oportunidades que ele apresenta.

Nesta entrevista, a especialista compartilha insights práticos sobre os primeiros passos na exportação, os cuidados com a adaptação de produtos e a importância da inovação e da visão estratégica no setor.

Que papel o planejamento estratégico desempenha no sucesso da exportação?
Mariana – O planejamento permite antecipar riscos, organizar processos, preparar equipes e construir metas realistas. Sem planejamento, a exportação pode virar um esforço isolado e insustentável.

Como as micro e pequenas empresas podem começar a exportar com segurança?
Mariana – Elas devem buscar capacitação, participar de programas de incentivo à exportação, estudar o mercado-alvo e começar com operações-piloto. Hoje, há muitas plataformas e órgãos de apoio à disposição.

A atuação internacional exige adaptação dos produtos ou serviços?
Mariana – Em muitos casos, sim. Pode ser necessária a adaptação de embalagem, rótulos, certificações técnicas e até mesmo do posicionamento da marca. Essa adaptação demonstra respeito ao mercado local e aumenta a aceitação do produto.

Como lidar com as exigências documentais do comércio exterior?
Mariana – É essencial montar um checklist robusto e manter uma comunicação fluida entre os departamentos envolvidos. Ter apoio de um despachante aduaneiro e sistemas integrados de gestão documental é um grande diferencial.

O que mudou no comércio exterior nos últimos 5 anos?
Mariana – Houve avanços expressivos na digitalização dos processos, maior exigência de sustentabilidade, aumento da volatilidade geopolítica e uma crescente demanda por rastreabilidade e transparência.

Quais habilidades você considera essenciais para um profissional da área?
Mariana – Visão estratégica, capacidade de negociação, conhecimento técnico em legislação e logística, domínio de idiomas, familiaridade com tecnologia e sensibilidade cultural são indispensáveis.

Como você enxerga o papel do Brasil no comércio exterior nos próximos anos?
Mariana – O Brasil tem potencial para ser protagonista, especialmente com alimentos, minérios, energia limpa e biotecnologia. Para isso, é preciso investir em infraestrutura, acordos comerciais e redução da burocracia.

Que conselhos você daria para quem deseja construir carreira em comércio exterior?
Mariana – Busque conhecimento prático, aprenda com erros, esteja sempre atualizado e desenvolva uma mentalidade global. O profissional dessa área precisa ser curioso, resiliente e conectado com as mudanças do mundo.

Há espaço para inovação no comércio exterior?
Mariana – Muito. Desde soluções logísticas inteligentes até plataformas de matchmaking internacional, passando por fintechs de câmbio e crédito. O setor ainda tem muito a evoluir com apoio de tecnologia.

Qual mensagem você deixa para as empresas brasileiras que ainda não exportam?
Mariana – A internacionalização pode parecer desafiadora, mas é perfeitamente viável com planejamento, orientação e coragem. O Brasil tem produtos e talentos de altíssimo nível, com a preparação adequada é possível diversificar mercados e trazer inúmeros benefícios para a empresa e sociedade.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Exportação

Abertura de mercado para exportação do guaraná em pó do Brasil para a Malásia

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 395 aberturas de mercado desde o início de 2023

O governo brasileiro e o governo da Malásia concluíram negociação fitossanitária para que o Brasil exporte guaraná em pó para aquele país.

O guaraná em pó, nativo da região amazônica, é um dos produtos da biodiversidade brasileira com maior demanda do mercado internacional. O fruto do guaraná é naturalmente rico em cafeína, taninos, saponinas e catequinas, que contribuem para efeitos estimulantes, antioxidantes e anti-inflamatórios. Por essas características, tem ganhado espaço nas indústrias de bebidas energéticas e suplementos. O Brasil lidera a produção global de guaraná e é o principal exportador do insumo.

A Malásia, com mais de 34 milhões de habitantes e uma indústria alimentícia em expansão, importou do Brasil mais de US$ 1,27 bilhão em produtos agropecuários em 2024, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, cereais, farinhas, café e carnes.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 395 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Esse resultado é fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Empresas ficam sem tempo de “evitar tarifas” e corrida da exportação acaba

Tempo médio de viagem do Porto de Santos aos principais portos americanos é de 14 a 18 dias, enquanto taxas de 50% aos produtos brasileiros estão previstas a partir de 1º de agosto

As empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos já não conseguem embarcar as mercadorias antes das tarifas de 50% de Donald Trump entrarem em vigor em 1º de agosto.

Assim que a Casa Branca anunciou em 9 de julho a taxa de 50% a produtos do Brasil, exportadores de café, carne, celulose e outros produtos adiantaram os envios para fugir da medida. O embarque de proteínas animais, por exemplo, aumentou 96% nas duas primeiras semanas do mês.

A estratégia, porém, teve prazo de validade curto: não há mais tempo hábil para levar os itens ao país antes de 1º de agosto, data anunciada por Trump para começar o tarifaço.

À CNN, técnicos do Porto de Santos disseram que a viagem de um navio carregado para os principais portos americanos leva, em média, de 14 a 18 dias. Dessa maneira, mesmo que as cargas fossem enviadas nesta terça-feira (22), já não haveria escapatória à taxação, visto que falta nove dias para a medida da Casa Branca.

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) explica que as tarifas de importação são cobradas a partir do momento em que a mercadoria chega ao país de destino. Ou seja, se forem enviadas antes da vigência do tarifaço e chegarem depois, a taxa será cobrada.

Além do tempo médio de envio dos produtos para os EUA a partir do Porto de Santos, há algumas condições podem deixar a viagem ainda mais longa, conforme destacam as fontes, como outros tipos de rotas, viagens em escalas ou fatores climáticos.

No caso do café brasileiro, mais de 70% do produto que vai aos Estados Unidos sai do Porto de Santos. Deste total, cerca de 30% chega ao país pelo Porto de Nova Orleans e, cerca de 15%, pelo Porto de Nova York. Com tempo de viagem do navio cargueiro neste percurso pode chegar a 30 dias.

Com a iminência do tarifaço de Trump, o setor produtivo passa a apostar no diálogo com as empresas americanas, entre outras estratégias. A importadora de suco de laranja Johanna Food, localizada no estado de Nova Jersey, por exemplo, foi à Justiça dos Estados Unidos contra a medida de Trump.

Em outra frente, entidades e empresas americanas avaliam a possibilidade de propor ao governo dos Estados Unidos uma lista de exceções às tarifas de 50%. A ideia seria pedir que produtos naturais não existentes nos EUA pudessem ser importados com taxa inferior.

Uma das entidades à frente da avaliação é a National Coffee Association, principal associação cafeeira dos EUA. O café seria o principal beneficiado por esta medida, visto que quase a totalidade do produto consumido nos EUA é importado. O Brasil é o principal fornecedor do item ao país, sendo responsável por cerca de 35% (mais de um terço) dos grãos que os Estados Unidos compram do exterior.

Também em outros segmentos, o setor de frutas seria beneficiado pela lista de exceções. O principal exemplo é a manga: a produção interna nos EUA quase inexiste, e o Brasil é o terceiro maior fornecedor do item para o país (responsável por cerca de 8% das importações).

Fonte: CNN Brasil

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Exportação, Mercado Internacional

PCI Itália: estudo destaca 410 oportunidades para ampliar exportações brasileiras com destino ao país europeu

Estudo da ApexBrasil revela potencial de diversificação da pauta exportadora e destaca aumento dos investimentos italianos no Brasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) publicou uma atualização do Perfil de Comércio e Investimentos: Itália. Elaborado pela equipe de Inteligência da Agência, o estudo reforça a importância estratégica da Itália como parceiro comercial do Brasil na Europa e destaca oportunidades concretas para diversificação da pauta exportadora e ampliação de investimentos bilaterais.

Com população de 59,3 milhões de habitantes e PIB de US$ 2,4 trilhões, a Itália é a oitava maior economia do mundo. Em 2024, o comércio bilateral entre os países totalizou US$ 10,8 bilhões, tornando o país o 15º principal destino das exportações brasileiras. No entanto, o estudo aponta que a pauta exportadora ainda é concentrada em commodities, produtos como café, celulose, soja, carnes, petróleo, farelo de soja, açúcar e minérios.

O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou 410 produtos com potencial de exportação para o mercado italiano. Além dos setores tradicionais, há espaço para avançar em áreas como madeira compensada, papel e motores elétricos. A Agência atualmente apoia sete projetos setoriais voltados à Itália, que incluem moda, couro, audiovisual, móveis, gemas e joias, vitivinicultura e produtos para pets.

O estudo traz alertas importantes para os exportadores sobre regulamentações ambientais recentes da União Europeia, como o EUDR (Produtos Livres de Desmatamento) e o CBAM (Ajuste de Fronteira de Carbono). As tratativas do Acordo de Associação Mercosul–União Europeia também são relevantes para o comércio bilateral. A Itália participa do processo, que pode reduzir tarifas e facilitar o acesso de produtos brasileiros ao bloco europeu. No entanto, o país ainda não definiu oficialmente sua posição.

Do lado dos investimentos, os números também são expressivos. Em 2023, o estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) da Itália no Brasil cresceu US$ 2,7 bilhões, alcançando US$ 23,8 bilhões, um aumento de 12,8% em relação ao ano anterior. Os aportes italianos se concentram principalmente nos setores automotivo, de energia, agricultura e bens de consumo.

Fonte: Apex Brasil

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Comércio Exterior, Economia, Exportação

Santa Catarina é líder nacional em exportação de madeira e móveis

Exportações de madeira e móveis são destaque na economia catarinense com faturamento de mais de US$ 800 milhões no primeiro semestre 

Santa Catarina encerrou o primeiro semestre de 2025 com alta de 6,6% no faturamento com exportações, principalmente pela contribuição de dois segmentos essenciais para a economia catarinense: o setor de madeira e o de móveis. O estado foi líder nacional em ambos os setores, que representaram cerca de 15% das exportações catarinenses entre janeiro e junho. Neste período, esses produtos chegaram a mais de 100 destinos em todo o mundo, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O governador Jorginho Mello afirma que o resultado mostra, mais uma vez, a pujança da economia catarinense. “Temos apenas 1% do território nacional, mas somos destaque em diversos setores porque em Santa Catarina o Governo do Estado é parceiro de quem produz e trabalha. Além de não aumentar impostos, estamos facilitando a abertura de empresas, desburocratizando, para facilitar a vida do empreendedor e permitir que a economia se desenvolva”, destaca.

Líder nacional em exportação de madeira

No primeiro semestre de 2025, Santa Catarina foi o estado brasileiro que mais faturou com exportação de madeira e produtos derivados de madeira e cortiça. Foram 1,3 milhão de toneladas de produtos que renderam US$ 668,7 milhões. O valor representa 37% das exportações brasileiras de madeira e 11,4% de toda a exportação catarinense no período (US$ 5,85 bilhões).

No ranking nacional liderado por Santa Catarina, o segundo lugar é do Paraná, também grande exportador do produto. Os paranaenses tiveram faturamento de US$ 641,2 milhões. Rio Grande do Sul (US$ 148 milhões), São Paulo (US$ 106 milhões) e Pará (US$ 99 milhões) aparecem na sequência.

“Santa Catarina possui diversas indústrias especializadas em matérias-primas e produtos de madeira, como pallets, laminados, portas e compensados. O status de primeiro lugar no Brasil é mais um indicativo de que nossas empresas estão produzindo com excelência e competitividade. E muitas delas contaram com apoio do Governo do Estado por meio de programas como Prodec e Pró-Emprego. Ou seja, programas que deram resultado positivo”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.

Os principais municípios exportadores de madeira são Caçador, Lages, Três Barras, Itajaí e Curitibanos.

Líder nacional em exportação de móveis

Santa Catarina também foi líder nacional na exportação de móveis durante o primeiro semestre de 2025. O estado faturou US$ 141,3 milhões, à frente do Rio Grande do Sul, com US$ 118,1 milhões; Paraná, com US$ 80,8 milhões; e São Paulo, com US$ 77,9 milhões. Conforme os dados, Santa Catarina responde por quase um terço (32%) do faturamento com exportações de móveis em todo o Brasil.

“O resultado positivo nas exportações de móveis é um orgulho para Santa Catarina. Isso porque a produção catarinense está ingressando em mercados muito exigentes, como América do Norte e Europa. Além disso, o faturamento em alta injeta recursos na economia catarinense, gerando emprego e renda e trazendo benefícios para toda a cadeia produtiva”, acrescenta o secretário Silvio Dreveck.

Os principais municípios exportadores de móveis são, em ordem, São Bento do Sul, Caçador, Campo Alegre, Rio Negrinho e Fraiburgo. Entre os produtos mais exportados estão camas, colchões, mesas e cadeiras.

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Comércio Exterior, Exportação

Exportações para a China recuam

Do lado das importações, o Brasil aumentou significativamente as compras de produtos

As exportações do Brasil para a China somaram US$ 47,7 bilhões no primeiro semestre de 2025, uma queda de 7,5% em comparação com o mesmo período de 2024, o pior desempenho desde 2015. Segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o movimento contrasta com o avanço das importações vindas do país asiático, que cresceram 22% e bateram recorde para o período, totalizando US$ 35,7 bilhões.

O saldo comercial entre os dois países, ainda positivo, caiu para US$ 12 bilhões, o menor desde 2019 e praticamente a metade do superávit registrado no mesmo intervalo do ano passado. Ainda assim, o valor representou 40% do superávit total da balança comercial brasileira no período. O cenário reforça a relevância do mercado chinês, mas indica aumento da dependência de produtos industrializados de alto valor agregado.

Apesar da concentração das exportações em commodities, houve avanços expressivos em segmentos industriais. Destaque para o salto de 10 vezes nas exportações de torneiras para canalizações (US$ 37 milhões), além do crescimento das vendas de dispositivos para aquecimento (20 vezes), centrífugas (16 vezes) e aferidores de gases (35 vezes). Também foram embarcados US$ 6,7 milhões em compostos de metais de terras raras, mais que o triplo de todo o volume exportado em 2024.

Do lado das importações, o Brasil aumentou significativamente as compras de produtos siderúrgicos da China, incluindo laminados planos de aço (quatro vezes mais), fios-máquinas (triplo), barras de ferro (dobro) e semimanufaturados de aço (22 vezes). As importações de carros híbridos chineses cresceram 52% no semestre, com picos em junho — reflexo da estratégia de antecipação de embarques diante da elevação gradual das tarifas sobre veículos eletrificados. Entre os estados, o Rio de Janeiro liderou as exportações, com 15,7% do total, enquanto São Paulo concentrou 31% das importações.

Fonte: Agrolink

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Exportação

Receita estabelece requisitos para concessão dos benefícios nas Zonas de Processamento de Exportação

Instrução Normativa traz as condições para fruição dos benefícios fiscais para empresas exportadoras que tenham projeto aprovado pelo Conselho Nacional das ZPEs

A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou, no Diário Oficial da União de quinta-feira (17/07), a Instrução Normativa (IN) nº 2.269, que estabelece os requisitos e condições para fruição dos benefícios fiscais relativos ao regime das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) para empresas prestadoras de serviços exclusivamente ao mercado externo. O regime tributário, cambial e administrativo aplicável às ZPE está previsto na Lei nº 11.508/2007.

Os serviços abrangidos pela IN são os determinados pelo Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), na Resolução CZPE/MDIC Nº 95, de 29 de maio deste ano, como, por exemplo, licenciamento de direitos de uso de softwares e de bancos de dados; serviços de pesquisa e desenvolvimento em diversas áreas; serviços de engenharia para vários tipos de projetos; diversos serviços de Tecnologia da Informação (TI); serviços de manutenção de aplicativos e programas; serviços de processamento de dados, de acesso à internet banda larga, entre outros.

Principal instância decisória da Política Nacional das ZPEs, o Conselho é um órgão deliberativo da estrutura do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), sendo composto por diversos Ministérios, como o da Fazenda. Para ter acesso aos benefícios, as empresas precisam ter projeto aprovado pelo CZPE, para prestação de serviços exclusivamente ao mercado externo.

Com a publicação da Resolução e da Instrução Normativa, as empresas prestadoras de serviços poderão aproveitar os benefícios previstos na Lei nº 11.508/2007, incluindo, por exemplo, a possibilidade de importar ou adquirir, no mercado interno, máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos com isenção de Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Cofins-Importação, Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep); Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

FONTE: RECEITA FEDERAL

IMAGEM: DIVULGAÇÃO RECEITA FEDERAL

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Comércio Exterior, Tecnologia

Tecnologia e Estratégia: a Revolução da Inteligência Artificial e do Big Data no Comércio Exterior

O comércio exterior vive uma revolução silenciosa, mas profunda, movida por tecnologias emergentes como a Inteligência Artificial (IA) e o Big Data. Em um cenário global altamente dinâmico, essas ferramentas vêm transformando a forma como as empresas se posicionam internacionalmente, passando da intuição à tomada de decisões baseadas em dados concretos.

Segundo a especialista em Comércio Exterior Mariana Pires Tomelin, o uso dessas tecnologias deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estratégica. “A IA permite analisar grandes volumes de informações em tempo real, identificar padrões de comportamento de consumo, antecipar variações de demanda e até sugerir mercados com maior potencial de aceitação para um determinado produto”, afirma.

Com mais de 15 anos de experiência na internacionalização de indústrias e à frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana destaca que sistemas inteligentes também ajudam a prever riscos cambiais, automatizar classificações fiscais, sugerir rotas logísticas mais eficientes e garantir o cumprimento de regulamentações locais. “O resultado é a redução de custos e o aumento da eficiência operacional”, explica.

Já o Big Data oferece uma leitura ampla e profunda do mercado internacional, permitindo acompanhar o comportamento de concorrentes, identificar tendências de preço e reconhecer oportunidades em mercados ainda pouco explorados. “A combinação entre volume, velocidade e variedade dos dados gera uma inteligência de mercado muito mais sofisticada, tornando possível a tomada de decisões com menor margem de erro”, reforça.

No entanto, Mariana alerta: é fundamental que as empresas tenham profissionais capacitados não apenas nas práticas técnicas do comércio exterior, mas também com fluência digital e capacidade de interpretar os dados. “Mais do que dominar leis e tratados, o novo profissional da área precisa ter um pensamento estratégico orientado por dados”, afirma.

Com domínio de seis idiomas e atuação em negociações multiculturais, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional. Sua missão é clara: “Tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo.”

Para ela, a integração entre tecnologia e inteligência humana é o caminho para uma atuação internacional mais competitiva e alinhada às exigências de um mercado globalizado. “Investir em IA e Big Data é investir na longevidade e na relevância da empresa no cenário internacional do presente e do futuro”, conclui.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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