Agronegócio

China e soja brasileira: quem está do outro lado do mercado que movimenta o agronegócio?

A China se tornou muito mais do que o principal comprador de importantes produtos do agronegócio brasileiro. A força do mercado chinês já influencia o ritmo das exportações, a operação de portos e ferrovias e até as referências de preços que chegam às propriedades rurais.

Para o produtor brasileiro, entender o que ocorre no outro lado dessa cadeia deixou de ser apenas uma questão comercial. É uma forma de acompanhar os fatores que podem interferir diretamente na produção de soja, nos custos e na formação de preços.

China se transforma em potência econômica

Em pouco mais de 70 anos, a China passou de um país marcado pela pobreza para uma das principais potências econômicas globais. Em 2025, o PIB da China alcançou 140,2 trilhões de yuans, avanço de aproximadamente 5% na comparação com o ano anterior, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas chinês.

A expansão econômica aumentou a presença do país no comércio internacional e aproximou ainda mais a China do agronegócio brasileiro.

Essa relação é particularmente relevante no mercado de soja brasileira. Todos os anos, milhões de toneladas do grão cruzam o oceano para abastecer a indústria chinesa. Ao mesmo tempo, o Brasil mantém uma forte dependência desse mercado para escoar uma parcela significativa de sua produção.

Para produtores que participaram da expedição da Agrinvest Commodities à China, conhecer o país permitiu observar de perto uma cadeia que está cada vez mais conectada, apesar da distância física.

“Em se tratando de mercado da soja, Brasil e China só têm uma coisa que nos separa: é o oceano. Cinquenta dias de viagem. Na verdade, nós somos o mesmo mercado”, afirma Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities.

China também é importante para os insumos agrícolas

A relação comercial entre os dois países não acontece somente no sentido Brasil-China. Enquanto os produtores brasileiros enviam principalmente commodities agrícolas para o mercado asiático, a China também participa do fornecimento de produtos essenciais para a agricultura brasileira.

O país está entre os principais fornecedores de defensivos agrícolas e de matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes destinados ao Brasil.

Segundo Jeferson Souza, analista de fertilizantes da Agrinvest Commodities, existe uma relação de dependência mútua nessa cadeia.

“Nós vendemos para eles a nossa soja, vendemos proteína e compramos deles os nossos insumos”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.

O cenário é ainda mais relevante porque o Brasil depende fortemente do mercado externo para atender sua demanda por fertilizantes. A produção nacional representa menos de 20% do volume consumido no país.

Com isso, alterações na oferta internacional ou decisões tomadas por grandes fornecedores podem afetar diretamente os custos da produção brasileira.

Souza destaca que questões envolvendo patentes e políticas adotadas pela China contribuíram, nos últimos anos, para mudanças importantes nos preços de determinados produtos. Assim, movimentos originados no mercado chinês podem chegar ao produtor brasileiro antes mesmo que ele perceba a causa.

China compra cerca de 80% da soja exportada pelo Brasil

A dimensão do mercado chinês fica evidente nos números das exportações. Em 2025, a China comprou 87 milhões de toneladas de soja do Brasil, volume correspondente a aproximadamente 80% das exportações brasileiras do grão naquele ano, conforme dados apresentados durante a expedição acompanhada pela reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Depois de chegar ao país asiático, grande parte da soja é destinada ao processamento industrial.

O farelo de soja é utilizado principalmente na fabricação de ração animal, enquanto o óleo extraído do grão abastece a indústria alimentícia e outros setores.

A China também produz soja internamente. A colheita nacional é estimada entre 20 milhões e 21 milhões de toneladas.

Há, porém, uma diferença importante entre a produção chinesa e a soja importada em larga escala. A produção doméstica é convencional, ou seja, não transgênica, e uma parcela relevante é destinada diretamente à alimentação humana.

Dos grãos produzidos no próprio país, aproximadamente 14 milhões de toneladas são consumidos internamente.

Tofu, shoyu e outros alimentos fazem parte da dieta chinesa

A soja está presente em diversos produtos tradicionais consumidos na China, entre eles tofu e shoyu, além de outros alimentos derivados do grão.

“Essa soja produzida na China é 100% não GMO, então é soja convencional”, explica Vanin.

O consumo aparece também no dia a dia da população. Júlio Guan, guia turístico que acompanhou a expedição, conta que produtos derivados da soja fazem parte de sua alimentação cotidiana.

“No meu café da manhã eu como frango, suíno e leite de soja e tofu também. Produtor brasileiro que produz muita soja vende para a China, a gente come bastante”, relata.

Conhecer o consumidor chinês pode ajudar o produtor brasileiro

Para quem trabalha no campo, visitar a China significa mais do que conhecer o principal destino da soja exportada pelo Brasil. A experiência permite observar hábitos de consumo, mudanças na indústria e novas exigências que podem, posteriormente, impactar a cadeia produtiva brasileira.

Entender como o grão brasileiro é utilizado na indústria chinesa também ajuda a dimensionar o tamanho e a complexidade da demanda.

Na avaliação de Vanin, acompanhar esse processo amplia a visão do produtor sobre o mercado e permite observar de perto a velocidade das transformações tecnológicas chinesas.

A viagem também revelou uma diferença entre a percepção que parte dos brasileiros tem sobre a China e a realidade encontrada durante a expedição.

O agricultor Adelar José Marafon participou da viagem justamente para conhecer o país pessoalmente e formar sua própria opinião.

“A China na verdade é um tabu muito grande quando se fala dela, porque ela muita coisa é fechada. A gente ouve muitas versões daqui de dentro da China. Então eu estou aqui para realmente tirar as minhas conclusões, para ver o que realmente se fala e o que realmente acontece”, afirma.

China quer manter parceria estratégica com o Brasil

A relação comercial também é considerada estratégica pelo governo chinês. Yin Ruifeng, vice-presidente de dados, analista e representante do Ministério da Agricultura da China, afirma que o país pretende manter uma relação estável com o Brasil nos próximos anos.

A expectativa é de continuidade da demanda por grandes volumes de produtos agrícolas brasileiros, especialmente soja, algodão e açúcar.

Segundo Ruifeng, o Brasil é a principal fonte chinesa de importações dessas commodities a granel, e a intenção é preservar essa participação em patamares elevados.

A representante chinesa também destacou a importância da qualidade e da sustentabilidade para os produtores brasileiros que desejam manter espaço no mercado chinês.

“Continuem produzindo produtos de alta qualidade para aumentar e manter essa boa relação entre a China e o Brasil, e sempre mantenham o desenvolvimento sustentável, uma agricultura e proteção ao meio ambiente”, ressalta.

A mensagem indica que a competitividade brasileira no mercado asiático não deverá depender apenas de volume e preço. Qualidade dos produtos, sustentabilidade no agronegócio e preservação ambiental tendem a ganhar peso nas relações comerciais.

Produtor precisa acompanhar demanda, preços e custos

Para o agricultor brasileiro, acompanhar a China significa observar uma série de fatores que vão muito além da quantidade de soja vendida.

Mudanças no consumo chinês, decisões políticas, disponibilidade de insumos, custos de produção e comportamento dos preços internacionais podem ter reflexos na rentabilidade das lavouras brasileiras.

A expedição da Agrinvest Commodities teve justamente o objetivo de aproximar os produtores da outra ponta da cadeia.

Marcos Araújo, diretor da Agrinvest Commodities, destaca que esse contato permite conectar quem produz àqueles que consomem a produção brasileira.

“Isso nos deixa muito gratificante dessa nossa missão, pela vida também dessa conectividade, trazer a produção com o consumidor, cada vez mais próximo”, avalia.

Para ele, conhecer o mercado chinês ajuda o produtor a identificar para onde a soja está indo e compreender quem está por trás da demanda.

Brasil e China estão ligados pela cadeia da soja

A distância geográfica entre os dois países continua sendo de milhares de quilômetros, mas o agronegócio Brasil-China criou uma conexão cada vez mais estreita.

A soja produzida nas propriedades brasileiras atravessa o oceano para abastecer uma das maiores cadeias industriais e alimentares do planeta. No caminho inverso, decisões tomadas na China podem chegar às fazendas brasileiras por meio de alterações na demanda, nos preços e nos custos dos insumos.

Por isso, compreender quem está do outro lado da cadeia da soja brasileira se tornou cada vez mais importante para o produtor que busca antecipar movimentos do mercado e tomar decisões mais estratégicas.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

China acelera compras de soja dos EUA diante de risco de safra menor e preços mais altos

A China aumentou o ritmo de compras de soja dos Estados Unidos em meio às preocupações com o potencial da nova safra norte-americana e à possibilidade de preços mais elevados nos próximos meses.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta sexta-feira (21) uma venda de 1,432 milhão de toneladas de soja da safra 2026/27. Desse total, 712 mil toneladas foram destinadas à China, enquanto outras 720 mil toneladas tiveram como destino países não divulgados — volume que o mercado considera que também possa ter como destino os chineses.

China já responde por quase metade das vendas

A nova operação reforça o avanço da demanda pela soja norte-americana. Segundo levantamento da Agrinvest Commodities, o relatório semanal divulgado na quinta-feira apontava 11,86 milhões de toneladas já comprometidas da safra 2026/27.

Com os negócios anunciados posteriormente, o volume indicado de vendas chega a 13,58 milhões de toneladas, equivalente a aproximadamente 30% das 45,18 milhões de toneladas que o USDA estima que os Estados Unidos exportarão no ciclo.

Desse total, 6,54 milhões de toneladas têm a China como destino, o equivalente a 48% das vendas já contabilizadas.

A Agrinvest também destaca que outras 870 mil toneladas atualmente registradas como “destinos desconhecidos” ainda podem ser atribuídas a compradores específicos ao longo do ano comercial.

Vendas americanas ganham ritmo

De acordo com a consultoria, os dados oficiais de 13 de agosto já mostravam que o programa de exportação dos Estados Unidos estava acima dos níveis registrados nas três temporadas anteriores, ficando atrás somente de 2022/23.

Os anúncios mais recentes ampliaram essa diferença e reforçaram a percepção de aceleração da demanda internacional pela soja dos EUA.

Somente nesta semana, além da venda anunciada nesta sexta-feira, o USDA havia informado negócios de 136 mil toneladas na terça-feira (18) e de outras 150 mil toneladas para destinos não revelados na quinta-feira (20).

Compras ocorrem antes de possível alta em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o anúncio do USDA ajudou a limitar as perdas durante o pregão desta sexta-feira, mas não foi suficiente para impedir a realização de lucros após uma semana de fortes altas.

Por volta das 13h50, no horário de Brasília, o contrato de novembro era negociado a US$ 12,34 por bushel, enquanto o vencimento de março de 2027 estava em US$ 12,54.

As cotações ganharam força ao longo da semana após os dados do Pro Farmer Crop Tour indicarem problemas relevantes em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos. Os resultados levantaram dúvidas sobre o potencial produtivo da nova safra e aumentaram as expectativas de possíveis revisões nas estimativas de produção, produtividade e estoques pelo USDA.

Clima nos EUA aumenta preocupação com oferta

O cenário de clima adverso nos Estados Unidos é acompanhado de perto pelo mercado, principalmente diante da possibilidade de uma produção abaixo das expectativas iniciais.

A perspectiva de menor oferta potencial ocorre justamente em um momento de fortalecimento da demanda chinesa. A China, maior importadora mundial de commodities agrícolas, vem ampliando as compras de soja americana enquanto busca garantir matéria-prima para a produção de ração.

Até meados de agosto, os dados oficiais indicavam que os chineses já haviam comprado quase 6 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos.

A operação de 712 mil toneladas anunciada nesta sexta-feira representa o maior volume de compra diária da temporada, em um movimento que ocorre antes do encontro previsto para setembro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

Produtores americanos acompanham reação do mercado

A movimentação dos compradores chineses também é observada pelos produtores dos Estados Unidos. Lee Brooke, presidente do conselho da Associação de Soja de Iowa, afirmou à Bloomberg que os agricultores vêm buscando demanda em mercados menores enquanto a China também recorre a outros fornecedores.

Para o produtor Brian Nilson, do Nebraska, um dos estados atingidos por condições climáticas adversas, o cenário evidencia o dilema entre produção agrícola e preços da soja.

Na avaliação do produtor, preços mais elevados normalmente aparecem quando há problemas na produção, criando um equilíbrio delicado para quem depende da atividade agrícola.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio Internacional

China impulsiona vendas de soja dos EUA, mas compras devem ficar dentro de acordo

As vendas de soja dos Estados Unidos para a safra 2026/27 continuam em ritmo elevado, com forte participação da China. Os dados foram divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no relatório semanal de exportações referente à semana encerrada em 6 de agosto de 2026.

O milho também apresentou desempenho firme no período, enquanto as vendas de trigo perderam força. De modo geral, os números ficaram próximos ou abaixo das expectativas do mercado.

Segundo Karen Braun, analista-chefe de mercado da Zaner Ag Hedge, as vendas semanais de soja da nova safra vêm apresentando um ritmo mais expressivo do que os compromissos de milho nas últimas semanas.

China concentra compras de soja dos EUA

As vendas de soja da safra 2026/27 somaram 1,759 milhão de toneladas, dentro da faixa projetada pelo mercado, de 1,5 milhão a 1,9 milhão de toneladas.

A China respondeu por 1,446 milhão de toneladas, consolidando-se novamente como o principal destino da oleaginosa norte-americana.

O USDA também anunciou, nesta quinta-feira, uma nova venda de 125 mil toneladas. Foi o terceiro anúncio da semana, elevando o total divulgado no período para 505 mil toneladas.

Para a safra 2025/26, os Estados Unidos registraram vendas de 75,1 mil toneladas de soja. O resultado também ficou dentro das estimativas, que variavam de um cancelamento de 200 mil toneladas a vendas de 300 mil toneladas. A China voltou a aparecer entre os principais compradores.

Compras chinesas devem seguir acordo de 25 milhões de toneladas

O aumento da presença chinesa no mercado de soja dos EUA ganhou destaque nas últimas semanas. Analistas, porém, avaliam que o ritmo atual ainda está alinhado ao compromisso firmado entre os dois países para a aquisição de 25 milhões de toneladas.

Para Pedro Vasconcelos, analista de mercado da Pátria Agronegócios, o volume comprado até agora indica que a China está avançando para cumprir o acordo, mas ainda não demonstra um ritmo suficiente para apontar para compras de 30 milhões a 35 milhões de toneladas.

A avaliação é que, caso os chineses não acelerem significativamente as compras nos próximos meses, o país deverá ficar próximo da meta estabelecida.

Ainda assim, Vasconcelos não descarta a possibilidade de a China adquirir um volume superior ao acordado. No cenário atual, entretanto, o ritmo observado indica principalmente o cumprimento do compromisso.

Mercado pode abrir espaço para a soja brasileira

Ginaldo Sousa, diretor-geral do Grupo Labhoro, também destaca a influência das compras chinesas sobre o mercado internacional de soja.

Segundo ele, os chineses devem continuar recorrendo à produção norte-americana entre o fim de outubro e dezembro, período em que os prêmios nos Estados Unidos tendem a ser mais competitivos.

A partir de janeiro, com a entrada da safra de soja do Brasil, a dinâmica pode mudar. Sousa aponta que os prêmios para março apresentam alta entre 5 e 10 centavos, mas ainda sem comportamento considerado excepcional em comparação com anos anteriores.

Nesse cenário, o mercado pode oferecer novas oportunidades aos produtores brasileiros, especialmente durante a transição entre as safras dos dois principais fornecedores globais.

Vendas de milho também apresentam bom desempenho

O mercado de milho dos Estados Unidos registrou números firmes tanto para a safra atual quanto para os compromissos futuros.

As vendas da safra 2025/26 alcançaram 410,7 mil toneladas, superando as projeções do mercado, que variavam entre um cancelamento de 100 mil toneladas e vendas de 400 mil toneladas. A Espanha foi o principal destino do cereal.

Já os negócios referentes à safra 2026/27 de milho somaram 924,5 mil toneladas. O volume ficou dentro das expectativas, estimadas entre 800 mil e 1,4 milhão de toneladas.

O México liderou as compras do cereal norte-americano no período.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Soja dos EUA: estatais chinesas ampliam compras antes de encontro entre Xi Jinping e Trump

Empresas estatais da China adquiriram entre 14 e 16 cargas de soja dos Estados Unidos na sexta-feira (31), em uma das maiores operações recentes de compra do produto. Segundo operadores asiáticos ouvidos pela Reuters, a negociação ocorreu após a queda dos preços da commodity e antes da visita prevista do presidente chinês Xi Jinping aos EUA no próximo mês.

O volume comprado chega a aproximadamente 1 milhão de toneladas de soja, considerando cargas com cerca de 65 mil toneladas cada. Os embarques estão programados para outubro.

Compras fazem parte de acordo comercial entre China e EUA

De acordo com um operador de uma trading internacional na Ásia, a maior parte das aquisições foi realizada pela estatal Sinograin, motivada principalmente pela redução dos preços internacionais da soja na semana passada.

Além do fator econômico, as compras também estariam relacionadas ao compromisso comercial firmado entre Pequim e Washington. A Casa Branca informou em outubro que a China havia se comprometido a adquirir 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até o fim de 2028.

Antes da nova rodada de negociações, a China havia comprado pouco mais de 4 milhões de toneladas de soja norte-americana ao longo deste ano.

Queda nos preços favorece negócios com produtores dos EUA

As empresas chinesas pagaram um prêmio de aproximadamente US$ 3,03 por bushel acima do contrato de novembro da Bolsa de Chicago para carregamentos enviados pelo Golfo dos Estados Unidos. Para embarques pelo Noroeste do Pacífico, o prêmio ficou próximo de US$ 3 por bushel.

A referência mais negociada da soja na Bolsa de Chicago registrou queda de 5,2% na semana passada, movimento que ajudou a estimular as compras chinesas.

As estatais Sinograin e Cofco não confirmaram oficialmente as negociações nem responderam aos pedidos de comentário.

China prepara estoques para receber novas cargas

A Sinograin também vendeu cerca de metade das 504 mil toneladas de soja importada disponibilizadas em um leilão realizado na sexta-feira. A operação faz parte de uma estratégia para liberar espaço nos estoques antes da chegada dos novos carregamentos provenientes dos Estados Unidos.

No fim de julho, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que Xi Jinping faria uma visita aos EUA em 24 de setembro. O mercado acompanha se Pequim poderá retirar tarifas aplicadas sobre a soja dos Estados Unidos, medida que permitiria a participação de compradores privados chineses nas próximas negociações.

Apesar das expectativas, ainda não há garantia de que o produto norte-americano se tornará competitivo o suficiente para atrair processadoras privadas, que costumam priorizar preços mais baixos.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer/ Foto de arquivo

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Portos

Porto de Santos firma acordo para estudar transbordo offshore de soja e ampliar eficiência logística

A Autoridade Portuária de Santos assinou, na última segunda-feira (20), um memorando de entendimentos com o porto de Ningbo Zhoushan, na China, para desenvolver estudos voltados à implantação do transbordo offshore de soja. A iniciativa busca tornar mais eficiente o transporte marítimo da commodity, com operações realizadas ainda na costa brasileira.

Modelo pode reduzir custos e acelerar operações

A proposta prevê que navios de menor porte, carregados no cais do Porto de Santos, transfiram a carga para embarcações do tipo capesize em alto-mar. Esses gigantes do transporte marítimo têm capacidade superior a 150 mil toneladas, enquanto os maiores graneleiros que atualmente atracam no terminal santista comportam cerca de 80 mil toneladas.

Com esse sistema, os navios menores retornariam ao porto mais rapidamente para novos carregamentos, aumentando a produtividade das operações. Além disso, o uso de embarcações de maior capacidade tende a reduzir os custos com frete marítimo e otimizar a logística portuária.

Grupo bilateral vai avaliar viabilidade do projeto

O memorando estabelece a criação de um grupo de trabalho formado por representantes dos dois portos. A equipe será responsável pela troca de informações e pela realização de estudos técnicos para avaliar a implementação do modelo de transbordo offshore entre Brasil e China.

Maior porto do mundo participa da iniciativa

O porto de Ningbo Zhoushan é atualmente o maior do mundo em volume de cargas movimentadas. O complexo portuário registra uma movimentação anual superior a 1,4 bilhão de toneladas, consolidando-se como uma das principais referências globais em infraestrutura e eficiência logística.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Soja brasileira mantém competitividade mesmo com novas compras da China nos Estados Unidos

Mesmo com a soja dos Estados Unidos sendo negociada a valores superiores aos da produção brasileira, a China continua fechando novos contratos de importação com os norte-americanos. Nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou a venda de 374 mil toneladas da safra 2026/27, sendo 264 mil toneladas destinadas à China e outras 110 mil toneladas para compradores não identificados.

No mercado, parte dessas aquisições é interpretada como uma decisão de caráter político e estratégico, já que o produto norte-americano segue menos competitivo em relação à soja brasileira.

Até o momento, compradores chineses já reservaram 427 navios de soja dos Estados Unidos, com embarques concentrados entre setembro e outubro. Do Brasil, foram contratados 47 navios, além de cinco provenientes de Argentina, Uruguai e Canadá.

Logística favorece embarques antecipados dos Estados Unidos

Segundo o estrategista sênior de agricultura da Marex, Eduardo Vanin, os embarques programados para setembro correspondem à soja cultivada na região do Delta, nos Estados Unidos, onde o plantio ocorre mais cedo, permitindo colheita e exportação antecipadas.

Além disso, essa produção utiliza os portos do Golfo, que oferecem uma logística mais eficiente e custos menores em comparação com outras regiões produtoras do país.

Brasil segue competitivo e garante bons preços

Apesar dessa vantagem logística inicial, Vanin avalia que a soja brasileira continuará mais competitiva ao longo da temporada. Segundo ele, mesmo operando com um desconto em relação ao ano anterior, o Brasil mantém preços atrativos devido ao elevado custo da soja norte-americana.

O especialista destaca que os prêmios praticados nos Estados Unidos permanecem elevados tanto no mercado interno quanto nas exportações, além do preço internacional da commodity estar acima do observado no Brasil. Esse cenário favorece as vendas brasileiras durante a janela de exportação entre setembro e dezembro.

Custos nos EUA limitam queda dos preços da soja americana

Na avaliação do analista, dificilmente a soja produzida nos Estados Unidos ficará mais barata do que a brasileira nos próximos meses.

Entre os fatores que sustentam essa expectativa estão o aumento dos custos logísticos, com fretes ferroviários e hidroviários em alta, a maior demanda pelos portos do Pacífico e o crescimento da indústria de processamento de soja no país. As margens positivas do esmagamento também contribuem para manter os preços elevados.

Outro fator apontado é a permanência das tarifas sobre a soja americana, que reduzem ainda mais sua competitividade. Mesmo sem essas barreiras comerciais, a projeção é de que a soja brasileira continue apresentando preços mais atrativos para o mercado internacional.

Exportações brasileiras devem permanecer fortes em 2026

A expectativa da Marex é que o Brasil encerre 2026 exportando cerca de 113 milhões de toneladas de soja, podendo alcançar 114 milhões de toneladas. Desse total, aproximadamente 86 a 87 milhões de toneladas deverão ter como destino a China.

Segundo Vanin, parte das compras chinesas de soja norte-americana tende a abastecer estoques estratégicos e empresas estatais de processamento, sem representar uma substituição significativa das exportações brasileiras.

Importações chinesas recuam, mas compras do Brasil aumentam

Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China mostram que as importações totais de soja do país caíram 21% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2025.

Na direção oposta, os embarques brasileiros registraram crescimento de 13,7%, passando de 10,62 milhões para 12,08 milhões de toneladas no período. No acumulado do primeiro semestre, as importações chinesas de soja do Brasil aumentaram 9,8%, totalizando 34,75 milhões de toneladas, reforçando a liderança brasileira no principal mercado consumidor da commodity.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Importação

Importações de soja da China: compras dos EUA caem 21% e Brasil amplia participação

As importações de soja dos Estados Unidos pela China registraram queda de 20,6% em junho na comparação com o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, os embarques do Brasil cresceram 13,7%, consolidando o país como principal fornecedor da commodity para o mercado chinês.

O desempenho reflete os efeitos prolongados das tensões comerciais entre Washington e Pequim, que influenciaram o ritmo das compras chinesas da safra norte-americana.

Tensões comerciais afetaram compras dos EUA

Segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China, o país importou 1,27 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em junho, volume inferior às 1,6 milhão de toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

Durante o período de incertezas comerciais, compradores chineses adiaram aquisições da safra norte-americana até a realização de uma cúpula entre os líderes dos dois países, em outubro. Após o encontro, a China adquiriu cerca de 12 milhões de toneladas da commodity.

Mais recentemente, um novo encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, realizado em 14 e 15 de maio deste ano, abriu espaço para novas compras da safra norte-americana, mantendo o compromisso de Pequim de importar 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até 2028.

Brasil amplia exportações de soja para a China

Enquanto os embarques norte-americanos perderam força, o Brasil ampliou sua participação nas exportações de soja para o mercado chinês.

Em junho, as compras da soja brasileira chegaram a 12,08 milhões de toneladas, frente às 10,62 milhões registradas no mesmo período do ano anterior, um avanço de 13,7%.

O aumento foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas nos portos chineses.

Junho registra volume recorde de importações

O total de importações de soja pela China alcançou 13,55 milhões de toneladas em junho, o maior volume já registrado para o mês.

O resultado foi favorecido pelo elevado fluxo de embarques provenientes do Brasil e pela normalização do desembaraço de mercadorias nos portos do país asiático.

Acumulado do ano reforça liderança brasileira

Entre janeiro e junho, as importações chinesas de soja dos Estados Unidos somaram 9,31 milhões de toneladas, representando uma queda de 42,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mesmo intervalo, os embarques brasileiros atingiram 34,75 milhões de toneladas, crescimento de 9,1%, reforçando a liderança do Brasil como principal fornecedor de soja para a China.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Logística

Ferrogrão pode reduzir custos de frete em mais de R$ 9 bilhões e impulsionar logística do agronegócio

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu a retomada do andamento da Ferrogrão recolocou o projeto entre as principais prioridades da infraestrutura nacional. Considerada estratégica para o setor agropecuário, a ferrovia promete ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional e reduzir significativamente os custos logísticos do transporte de grãos.

Com extensão prevista de 933 quilômetros, ligando Sinop, em Mato Grosso, ao terminal portuário de Miritituba, no Pará, a obra poderá gerar uma economia superior a R$ 9 bilhões em fretes, além de fortalecer o corredor de exportação do Arco Norte.

Ferrogrão deve ampliar eficiência no escoamento da produção

O traçado da ferrovia acompanha, em grande parte, a BR-163, rodovia que atualmente concentra o transporte da safra mato-grossense rumo aos portos do Norte do país. O corredor movimenta mais de 17 milhões de toneladas de grãos anualmente, mas enfrenta limitações operacionais, especialmente nos períodos de colheita.

A expectativa é que a Ferrogrão se torne uma alternativa mais eficiente para o transporte de soja, milho e farelo, reduzindo a dependência das rodovias em trajetos de longa distância.

Levantamentos da ANTT apontam que a ferrovia poderá atingir uma capacidade superior a 50 milhões de toneladas por ano quando estiver plenamente operacional, consolidando um novo eixo de exportação pelo Arco Norte.

Projeto contribui para mudança da matriz logística brasileira

A implantação da ferrovia também é vista como um passo importante para ampliar a participação do transporte ferroviário no país. Atualmente, cerca de 65% das cargas brasileiras são movimentadas por rodovias, enquanto as ferrovias representam aproximadamente 21% da matriz logística nacional.

Para especialistas do setor, a logística ferroviária tem potencial para aumentar a eficiência dos corredores de exportação, especialmente no transporte de commodities agrícolas.

Além disso, a transferência de parte do fluxo de cargas dos caminhões para os trilhos poderá aliviar a movimentação na BR-163, reduzir o consumo de combustíveis fósseis e contribuir para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

Sinop ganha protagonismo como polo logístico do agro

O avanço da Ferrogrão reforça a posição de Sinop como um dos principais centros logísticos do agronegócio brasileiro. Localizada em um dos mais importantes corredores de escoamento do Centro-Oeste, a cidade tem atraído investimentos de produtores rurais, tradings, transportadoras e operadores logísticos.

A expectativa é que a nova ferrovia acelere a consolidação de um hub multimodal, aumentando a demanda por armazéns, centros de distribuição, terminais de transbordo e empreendimentos ligados à cadeia agroindustrial.

A integração entre os modais rodoviário e ferroviário poderá gerar ganhos de competitividade para uma região que concentra parcela significativa da produção nacional de grãos.

Segurança jurídica aumenta interesse de investidores

Segundo Antonio Pereira, diretor comercial e de operações do PZ Log, empreendimento voltado ao setor de logística e agronegócio em Sinop, a decisão do STF fortalece a confiança do mercado e amplia o interesse de investidores pela região.

De acordo com o executivo, a Ferrogrão deverá promover uma valorização expressiva dos ativos logísticos e imobiliários locais, impulsionada pela modernização da infraestrutura de transporte.

Pereira destaca ainda que os recursos economizados com fretes poderão ser direcionados para novos investimentos produtivos, estimulando a geração de riqueza, empregos e desenvolvimento regional.

Próximas etapas do projeto

Apesar do avanço jurídico, a Ferrogrão ainda precisa cumprir uma série de exigências técnicas, ambientais e regulatórias antes do início efetivo das obras e do processo de concessão.

O projeto prevê investimentos estimados em cerca de R$ 25,2 bilhões durante o período de concessão e deverá operar por 69 anos.

O desafio agora será transformar a autorização obtida no campo jurídico em um empreendimento economicamente sustentável, capaz de atrair investidores e consolidar um novo corredor logístico entre o Centro-Oeste e os portos paraenses.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Agricultura

Esmagamento de soja em Mato Grosso bate recorde histórico em maio

O setor de esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu um novo marco em maio de 2026. As indústrias do estado processaram 1,28 milhão de toneladas da oleaginosa, estabelecendo o maior volume mensal da série histórica.

O resultado representa um avanço de 6,98% em relação a abril e um crescimento de 3,22% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da utilização da capacidade das plantas industriais e pelo aquecimento da demanda por derivados da soja.

Exportações de óleo de soja ajudam a impulsionar o setor

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), um dos principais fatores para o recorde foi a forte procura internacional por óleo de soja.

Somente em maio, Mato Grosso exportou 21,69 mil toneladas do produto, volume 41,80% superior ao registrado em abril. O crescimento das vendas externas contribuiu diretamente para elevar o ritmo de processamento da matéria-prima no estado.

Além disso, a expansão do mercado de biodiesel no Brasil também teve papel importante no aumento da demanda pelos derivados da soja, fortalecendo a atividade industrial.

Margens da indústria recuam mesmo com desempenho recorde

Apesar do volume histórico processado, a rentabilidade das indústrias enfrentou pressão ao longo do mês.

Segundo o Imea, a valorização de 1,18% no preço da soja em grão em maio, somada à queda nas cotações dos coprodutos gerados durante o esmagamento, reduziu as margens operacionais do setor.

Com esse cenário, a margem bruta de esmagamento registrou retração de 7,82% em relação ao mês anterior, encerrando maio com média de R$ 639,84 por tonelada processada.

Perspectivas para o mercado

O avanço das exportações de óleo de soja e o crescimento contínuo da indústria de biodiesel seguem como fatores que podem sustentar níveis elevados de processamento nos próximos meses. No entanto, a evolução dos preços da matéria-prima e dos coprodutos continuará sendo determinante para a rentabilidade das indústrias mato-grossenses.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Mercado de soja mantém ritmo forte com demanda aquecida e dólar favorável às exportações

O mercado de soja continua registrando forte movimentação no Brasil, sustentado pelo aumento da demanda internacional e pela maior participação das indústrias nacionais nas compras da oleaginosa. Mesmo com o ritmo acelerado das negociações, a ampla oferta global segue limitando ganhos mais expressivos nas cotações.

Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a competitividade da soja brasileira ganhou impulso nas últimas semanas com a valorização do dólar frente ao real. O movimento torna o produto nacional mais atrativo para compradores estrangeiros e favorece o desempenho das exportações.

Apesar desse ambiente positivo, o elevado volume disponível no mercado internacional continua exercendo pressão sobre os preços da commodity.

Oferta global recorde reduz espaço para altas

As perspectivas para a produção mundial reforçam o cenário de abundância. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima sua estimativa para a safra global de soja 2025/26.

A nova projeção aponta produção de 429,2 milhões de toneladas, um volume recorde e cerca de 0,4% superior ao previsto anteriormente. Caso a estimativa se confirme, o resultado também ficará levemente acima da temporada passada.

O aumento da oferta mundial tende a equilibrar o mercado, mesmo diante da demanda consistente observada entre os principais países consumidores.

Brasil deve seguir como maior produtor mundial

A liderança global na produção de soja deve permanecer com o Brasil. De acordo com o USDA, a colheita brasileira poderá atingir 180 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O número está alinhado às projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima uma produção de 180,25 milhões de toneladas.

Na Argentina, outro importante player do mercado internacional, a previsão foi elevada para 50 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 4,2% em relação à estimativa divulgada no mês anterior, embora ainda permaneça 2,2% abaixo do registrado na safra passada.

Exportações brasileiras devem alcançar 115 milhões de toneladas

Além de liderar a produção, o Brasil deve manter sua posição como principal exportador mundial da oleaginosa.

As projeções do USDA indicam que os embarques brasileiros poderão alcançar 115 milhões de toneladas no ciclo comercial compreendido entre outubro de 2025 e setembro de 2026.

O desempenho reforça a relevância do país no abastecimento global de commodities agrícolas, especialmente em um contexto de demanda firme por parte dos grandes mercados consumidores.

Demanda continua sustentando o setor

Mesmo com a expectativa de uma safra global recorde, a combinação entre câmbio favorável, forte demanda internacional e participação ativa da indústria nacional mantém o mercado brasileiro de soja aquecido.

O cenário aponta para a continuidade de bons volumes de comercialização, consolidando a importância da soja na balança comercial brasileira e no agronegócio nacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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