Informação

Demanda por óleo de soja impulsiona esmagamento em Mato Grosso em 15%

O esmagamento de soja em Mato Grosso apresentou crescimento expressivo em fevereiro, alcançando 1,11 milhão de toneladas processadas pelas indústrias do estado. O volume representa alta de 3,93% em relação a fevereiro de 2025 e aumento de 15,36% frente à média dos últimos cinco anos, configurando um recorde histórico para o mês, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O aumento é atribuído principalmente à forte demanda por óleo de soja, impulsionada pelo setor de biodiesel. Especialistas apontam que a procura deve se manter elevada caso haja ampliação da mistura obrigatória no diesel para B16.

Oferta de farelo de soja cresce e exportações batem recorde

O ritmo acelerado de processamento do grão também elevou a produção de farelo de soja, parte do qual foi direcionada ao mercado externo, diante da demanda interna enfraquecida. Em fevereiro, as exportações de farelo cresceram 20,13% em comparação ao mesmo período de 2025, estabelecendo novo recorde histórico para o mês.

Margem de esmagamento apresenta leve retração

Apesar do aumento no volume processado, a margem bruta de esmagamento registrou queda. Em fevereiro, o indicador fechou em R$ 671,07 por tonelada, recuo de 9,56% frente a janeiro, refletindo a baixa de 9,79% nas cotações do farelo no estado. Para março, o Imea projeta continuidade da redução, com média de R$ 650,44 por tonelada.

O cenário reforça a importância estratégica de Mato Grosso no mercado brasileiro de soja, tanto para produção de óleo quanto para exportações de farelo, impulsionando a economia local e atendendo à demanda internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

China flexibiliza regras para exportação de soja brasileira com presença de sementes de plantas daninhas

A China anunciou uma flexibilização nas regras para a presença de sementes de plantas daninhas em soja importada do Brasil, poucos dias depois de grandes empresas do setor reportarem interrupções e até suspensões de embarques devido a mudanças nas inspeções de cargas pelo Ministério da Agricultura brasileiro.

A medida foi detalhada em documento da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, publicado no sistema eletrônico do governo federal. O texto menciona reunião com autoridades chinesas, na qual foi reconhecido que “não é possível garantir a ausência absoluta de sementes de plantas daninhas na soja, devido às características da produção”.

Flexibilidade nas exportações de soja brasileira

Segundo o documento, “as autoridades chinesas compreenderam e aceitaram que o critério de tolerância zero para a presença de plantas daninhas não será aplicado às cargas de soja importadas do Brasil destinadas ao consumo doméstico para processamento industrial”.

Ainda de acordo com a SDA, “como ainda não existe parâmetro numérico oficial de tolerância, a abordagem será baseada em avaliação de risco e em medidas de mitigação adequadas ao destino do produto, ficando o nível de tolerância sujeito a discussões bilaterais entre autoridades chinesas e brasileiras”.

Diálogo e protocolo sanitário específico

Uma delegação do Ministério da Agricultura do Brasil está na China nesta semana para tratar do assunto. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou em 17 de março que o país apresentará uma proposta para estabelecer um protocolo sanitário específico para o comércio de soja.

Com a flexibilização acordada, o documento da SDA permite que a certificação de embarcações seja realizada mesmo quando os laudos laboratoriais confirmarem a presença de sementes de plantas daninhas, desde que outros requisitos sejam cumpridos, como ausência de sementes tratadas e insetos vivos, até que um nível de tolerância formal seja estabelecido.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Proinde

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Exportação

Exportações de soja do Brasil para a China enfrentam atrasos após reforço em controles fitossanitários

As exportações de soja do Brasil para a China passaram a enfrentar novos desafios após a adoção de controles fitossanitários mais rigorosos nos embarques destinados ao maior importador mundial da commodity. A intensificação das inspeções foi implementada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária após solicitações das autoridades chinesas.

Segundo fontes do comércio internacional de grãos, as verificações foram ampliadas depois que a Administração Geral das Alfândegas da China identificou problemas recorrentes em cargas provenientes do Brasil, como resíduos de pesticidas, fungicidas, presença de insetos vivos e até danos causados pelo calor nos grãos.

Novas exigências aumentam controle sobre embarques

Com a intensificação das inspeções, importadores chineses passaram a exigir garantias adicionais de qualidade fitossanitária antes da liberação das cargas nos portos brasileiros. Caso irregularidades sejam detectadas na chegada à China, os embarques podem ser bloqueados ou sofrer atrasos no desembaraço.

De acordo com operadores do mercado, as empresas importadoras agora solicitam verificações extras junto aos fornecedores brasileiros para assegurar que a soja exportada esteja livre de problemas sanitários antes do embarque.

Atrasos podem impactar abastecimento chinês

A ampliação dos controles ocorre justamente durante a alta temporada das exportações brasileiras, o que pode reduzir o ritmo de chegada da commodity ao mercado asiático.

Para Cheang Kang Wei, inspeções mais rigorosas e processos de liberação mais demorados nos dois países podem afetar o fluxo logístico. Segundo ele, isso pode desacelerar as entregas principalmente nos meses de março e abril.

Apesar disso, analistas avaliam que o impacto tende a ser limitado, já que a China possui estoques elevados de soja, resultado das compras recordes realizadas no ano anterior.

Possível oportunidade para exportadores dos Estados Unidos

Uma eventual desaceleração nos embarques brasileiros poderia abrir espaço para maior participação da Estados Unidos no mercado chinês. Pequim voltou a comprar soja norte-americana no final de outubro, após um acordo comercial entre os países.

Ainda assim, especialistas acreditam que essa janela pode ser temporária. “Caso haja interrupções no fluxo brasileiro, o impacto tende a estar mais relacionado ao tempo e não necessariamente a uma mudança estrutural nas compras”, avaliou Cheang.

Custos logísticos aumentam com inspeções e fretes mais caros

Além das novas exigências sanitárias, o setor enfrenta aumento nos custos logísticos. O maior tempo de espera para certificação das cargas nos portos brasileiros tem elevado despesas com demurrage, taxa cobrada quando os navios permanecem parados além do período previsto.

Dados da consultoria Mysteel apontam que o frete marítimo para navios Panamax entre o Porto de Santos e os principais portos do norte da China subiu cerca de 24% em março.

Com custos mais altos e controles mais rigorosos, operadores relatam redução nas ofertas de soja brasileira para exportação ao mercado chinês.

Mercado reage com alta no farelo de soja

As dificuldades logísticas já começam a refletir no mercado. Nos primeiros dois meses do ano, as importações de soja da China recuaram 7,8%, influenciadas tanto pela colheita mais lenta no Brasil quanto pelos atrasos no desembaraço alfandegário.

Na Bolsa de Commodities de Dalian, o preço do farelo de soja atingiu recentemente o maior nível desde julho de 2024. Mesmo assim, analistas avaliam que o movimento deve ser temporário.

Para Arlan Suderman, é pouco provável que o Brasil permita uma interrupção significativa nas vendas ao principal destino da soja nacional justamente no pico da temporada de embarques.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Exportação

Cargill suspende exportação de soja do Brasil para a China após mudanças em inspeção

A Cargill interrompeu temporariamente suas operações de exportação de soja do Brasil para a China, após alterações no sistema de inspeção fitossanitária adotado pelo governo brasileiro. A informação foi confirmada pelo presidente da companhia no Brasil e responsável pelo Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa, em entrevista à Reuters.

Segundo o executivo, o novo modelo de fiscalização foi implementado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária após um pedido do governo da China, principal destino da soja brasileira.

Nova fiscalização dificulta embarques de soja

De acordo com a empresa, o reforço nas exigências fitossanitárias para exportação de soja tornou o processo de liberação das cargas mais complexo.

Na prática, o novo procedimento exige uma verificação mais detalhada da qualidade do grão antes do embarque, o que tem dificultado o cumprimento das normas pelos exportadores e atrasado a obtenção das autorizações necessárias para envio do produto ao mercado chinês.

Paulo Sousa afirmou que o modelo adotado atualmente é considerado pouco comum no comércio internacional de grãos, o que tem gerado incertezas operacionais para tradings e exportadores.

Empresa também suspende compra de soja no Brasil

Diante das dificuldades para realizar os embarques, a Cargill decidiu suspender temporariamente a compra de soja no mercado brasileiro.

A medida foi tomada porque a empresa enfrenta obstáculos para direcionar o produto ao seu principal destino global. A China é o maior importador de soja do mundo e também o principal cliente da produção brasileira.

A Cargill está entre as maiores empresas do setor responsáveis pela exportação de commodities agrícolas a partir do Brasil, especialmente soja e derivados.

Entidades do setor ainda não se pronunciaram

Procuradas para comentar o assunto, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, a própria Cargill e o Ministério da Agricultura ainda não haviam respondido aos questionamentos até a publicação da informação.

A situação gera preocupação no mercado, já que restrições logísticas ou sanitárias nas exportações de soja podem impactar diretamente o agronegócio brasileiro e a dinâmica do comércio internacional de grãos.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Portos

Mapa identifica suspeita de fraude em carga de soja no Porto de Paranaguá

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) detectou indícios de fraude em uma carga de soja destinada à exportação no Porto de Paranaguá, no Paraná. A irregularidade foi identificada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) após comunicação da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), registrada em 24 de fevereiro.

A verificação ocorreu no Pátio de Triagem do porto, onde equipes realizaram uma fiscalização para conferir se o produto atendia aos padrões oficiais de identidade e qualidade exigidos para exportação e consumo humano.

Fiscalização encontra divergências na carga

Durante a inspeção, os técnicos identificaram diferenças entre o produto transportado e as informações presentes na documentação fiscal, levantando suspeitas sobre a origem ou a composição da carga.

O carregamento analisado tinha aproximadamente 42 toneladas de soja. Ao chegar ao porto, foram constatados sinais de adulteração, com inconsistências em relação ao produto inicialmente declarado. Uma auditoria no processo de classificação da soja reforçou as suspeitas ao apontar que a composição do material não correspondia às especificações registradas nos documentos.

Controle das exportações é estratégico para o Brasil

De acordo com o chefe do Sipov/PR, Fernando Augusto Mendes, a fiscalização rigorosa das exportações é essencial para manter a credibilidade da soja brasileira no mercado internacional.

Segundo ele, o Brasil ocupa posição de destaque como maior produtor e exportador mundial de soja, o que exige monitoramento permanente e fortalecimento dos mecanismos de controle sanitário e de qualidade.

Fiscalização de produtos vegetais segue legislação específica

O Mapa é responsável por supervisionar a qualidade, classificação e conformidade de produtos vegetais destinados ao mercado interno e às exportações.

Essa atividade segue as diretrizes da Lei nº 9.972/2000, que institui o Sistema Brasileiro de Classificação de Produtos Vegetais, regulamentada pelo Decreto nº 12.709/2024. Normas complementares definem os critérios técnicos e operacionais aplicáveis a cada tipo de produto agrícola.

Fiscalização da soja ocorre em três etapas no Paraná

No Paraná, o controle oficial da soja destinada à exportação ocorre em três fases conduzidas pelo Ministério da Agricultura.

A primeira etapa acontece na origem da carga, em 64 unidades registradas no estado que atuam como armazenadoras e exportadoras — principalmente para o mercado chinês. Nesse momento são avaliados critérios de identidade, qualidade e classificação do produto.

A segunda fase ocorre quando os caminhões chegam ao Porto de Paranaguá, onde são realizadas inspeções no Pátio de Triagem e nos terminais portuários, em operação conjunta com a APPA e órgãos estaduais. Somente em 2025, mais de 507 mil veículos passaram por fiscalização.

A etapa final ocorre no momento do embarque da soja no navio, quando a inspeção é feita em parceria com a Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Nessa fase ocorre a verificação final da carga e a emissão do certificado fitossanitário para exportação.

Caso segue em investigação

O superintendente federal de Agricultura no Paraná, Almir Gnoatto, destacou que a fiscalização é fundamental para garantir transparência e confiança no agronegócio brasileiro.

Segundo ele, a atuação do Ministério assegura que produtos vegetais comercializados e exportados cumpram os padrões oficiais, protegendo produtores, compradores e a reputação do país no comércio internacional.

A ocorrência segue em análise. O Mapa investiga possíveis irregularidades administrativas e operacionais, enquanto eventuais crimes estão sob apuração da Polícia Federal, conforme prevê a legislação.

Destinação da carga apreendida

A carga de soja identificada com suspeita de fraude deverá ser destruída sob supervisão do Ministério da Agricultura. O procedimento formal ainda está em definição, mas a destinação final deverá ocorrer em aterro sanitário, com acompanhamento técnico do órgão.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Portos

Portos do Paraná bate recorde histórico e ultrapassa 70 milhões de toneladas em 2025

Resultado supera a movimentação de 2024 e antecipa em dez anos a meta prevista em planejamento técnico

A Portos do Paraná alcançou a marca de 70 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e parte de dezembro de 2025, o que representa um recorde histórico para a empresa pública e supera a produtividade de 2024 quinze dias antes do término do ano. Até o momento, o volume é 5% maior do que o registrado no ano anterior.

A expectativa é aumentar ainda mais essa escala de movimentação, com previsão de alcançar entre 72 e 73 milhões de toneladas até o dia 31 de dezembro. Com isso, a Portos do Paraná irá superar o planejamento técnico, que previa uma movimentação de 70 milhões de toneladas somente a partir de 2035.

“Os portos do Paraná alcançaram novamente uma marca histórica e muito antes do previsto. O Porto de Paranaguá é o mais eficiente do Brasil. Estamos trabalhando com novos investimentos para garantir essa expansão contínua nos próximos anos para garantir fluxo internacional para as empresas e indústrias paranaenses”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O aumento da movimentação de cargas nos portos paranaenses entre os anos de 2018 e 2025 é de 32%. A conquista registrada antes do encerramento do ano é motivo de muita comemoração, de acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

“Em 2019, quando dissemos que iríamos alcançar as 60 milhões de toneladas, houve dúvida por parte de muitos, que afirmavam que não seria possível. Em cinco anos, superamos a meta e chegamos a 66,7 milhões de toneladas. Agora, ultrapassamos a marca de 70 milhões, provando que, com o uso de inteligência logística, investimentos e muito trabalho de toda a equipe da Portos do Paraná, além da participação ativa da comunidade portuária, quebrar barreiras e antecipar o futuro é possível”, afirmou Garcia.

Quando o assunto é exportação, o Porto de Paranaguá se destaca como um dos mais importantes do mundo no embarque de grãos e farelos. Também é o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do planeta, por onde saem mais de 48% de toda a produção nacional, destinada ao mercado externo.

Entre os portos brasileiros, Paranaguá é o maior exportador de carnes (frango, bovino e suíno), sendo responsável por cerca de 40% de toda a exportação nacional. É também o principal canal de embarque de óleo de soja e possui o segundo maior fluxo de carregamento de soja e farelo de soja do país.

A Portos do Paraná também se destaca no recebimento de fertilizantes. Em 2025, mais de 11 milhões de toneladas foram recepcionadas em Paranaguá e Antonina.

Ações que impulsionam o marco histórico

Em setembro deste ano, houve um aumento do calado operacional (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação) nos berços de granéis sólidos, que passou de 13,1 metros para 13,3 metros. A ampliação permitiu um crescimento médio de até 1,5 mil toneladas por navio.

Em outubro, foi a vez dos navios porta-contêineres ampliarem a movimentação devido ao aumento do calado operacional, que passou de 12,8 metros para 13,3 metros. “Com o aumento de 50 centímetros, houve um crescimento de aproximadamente 400 TEUs por navio”, destacou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira. O TEU é a unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, ou cerca de seis metros de comprimento.

Investimentos que elevam a eficiência

A realização do leilão para a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá vai ampliar ainda mais o potencial logístico portuário do estado. O Consórcio Canal da Galheta Dragagem — formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV — foi o vencedor do certame realizado em outubro.

Após assumir definitivamente o contrato, a concessionária terá cinco anos para realizar uma série de melhorias, como a ampliação e o aprofundamento do canal para a obtenção de um calado operacional de 15,5 metros. A empresa também será responsável pela manutenção desse parâmetro até o final do contrato, que terá vigência de 25 anos.

O incremento de mais de dois metros no calado permitirá um salto na capacidade de embarque de mercadorias: um adicional de mil contêineres ou 14 mil toneladas de granéis sólidos vegetais em um único navio.

Moegão, uma obra pensada para o futuro

Para ampliar a produtividade, a Portos do Paraná está construindo o Moegão, a maior obra pública portuária do Brasil, que alcançou 80% de execução em dezembro. Após a conclusão, o Moegão poderá receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo aos terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex).

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está investindo mais de R$ 650 milhões na construção do Moegão, com recursos próprios e financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em termos de investimento, a obra equivale a quase duas pontes de Guaratuba, outro grande projeto executado pelo governo estadual.

Atualmente, em média, 550 vagões podem ser descarregados diariamente nos terminais de exportação. Com o Moegão, esse processo será padronizado em um único ponto de descarga: 180 vagões poderão ser descarregados a cada cinco horas, o que equivale a aproximadamente 900 vagões por dia. Os granéis vegetais seguirão por correias transportadoras até 11 terminais interligados ao sistema e, de lá, para os navios.

Regularização de áreas promove ampliação da infraestrutura

O ano de 2025 também foi marcado pela conclusão da regularização de áreas arrendáveis do Porto de Paranaguá. Ao todo, foram realizados nove leilões na Bolsa de Valores do Brasil, que estão trazendo novos investimentos e mais segurança operacional.

De acordo com os contratos firmados, as arrendatárias têm a obrigação de realizar investimentos tanto nos espaços outorgados quanto nas áreas comuns. Com isso, em poucos anos, a eficiência na movimentação de cargas será ampliada, tornando os portos paranaenses ainda mais competitivos.

A partir dos recursos a serem aportados, será possível modernizar e ampliar a infraestrutura do Porto de Paranaguá. Entre as novidades está a construção de um píer em “T”, com quatro novos berços de atracação equipados com um sistema de esteiras transportadoras de alta velocidade, projetadas especialmente para o novo complexo.

A nova estrutura ampliará a capacidade de carregamento dos navios. Atualmente, em um único berço, é possível embarcar três mil toneladas de soja ou outros grãos e farelos por hora. Com o novo sistema, esse volume passará para oito mil toneladas por hora em cada berço.

“Estamos garantindo que os nossos portos sigam ágeis e menos onerosos para quem exporta ou importa. E, acima de tudo, queremos que a Portos do Paraná siga como uma das principais alavancas que impulsionam a economia do nosso estado e do nosso país”, concluiu Garcia.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística, Negócios, Portos

Movimentação de cargas no Porto de Montevidéu cai 1% em 2024, aponta Inalog

A movimentação total de cargas no Porto de Montevidéu alcançou 15.629.355 toneladas no período de janeiro a dezembro de 2024, registrando uma queda de 1% em relação ao ano anterior, segundo o Instituto Nacional de Logística (Inalog), com base em dados da Administração Nacional de Portos.

A carga a granel somou 3.073.818 toneladas, uma redução de 9%, puxada principalmente pela queda nas importações de milho (99%), fertilizantes (34%) e carvão (23%). Por outro lado, a movimentação de carga geral cresceu 18%, atingindo 3.042.181 toneladas, impulsionada pelo aumento de 117% nos embarques de trigo. Já a carga conteinerizada apresentou retração de 4%.

O Inalog destacou que, no acumulado de 2024, os volumes de exportação de soja (+212%), trigo (+171%) e leite concentrado (+32%) cresceram na comparação anual. Em contrapartida, as exportações de arroz caíram 36%, malte de cevada recuou 7% e carne bovina congelada registrou queda de 3%. O setor madeireiro também apresentou redução geral de 18%, apesar dos aumentos nos embarques de compensado (+20%) e madeira serrada (+10%). Já as exportações de cavacos de madeira e toras brutas caíram 46% e 6%, respectivamente.

A movimentação de contêineres do comércio exterior uruguaio cresceu 4%, chegando a 440 mil TEUs. No entanto, o papel do Uruguai como hub regional de distribuição registrou queda de 4%, totalizando 675 mil TEUs, com uma redução de 3% nos contêineres cheios (535 mil TEUs) e de 6% nos contêineres vazios (140 mil TEUs).

No total, a movimentação de contêineres, considerando carga e descarga, somou 1.115.000 TEUs em 2024, uma leve queda de 1% em relação ao ano anterior. Além disso, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) apontou que Montevidéu movimentou 1.125.290 TEUs no ano passado, ocupando a 20ª posição entre os 96 portos da América Latina.

Fonte: Portal Portuario
Puerto de Montevideo moviliza 1.115.000 TEU en 2024 – PortalPortuario

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Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Exportação, Mercado Internacional, Negócios

BRF trabalha com safra recorde de soja do Brasil de 174 mi t, diz CFO

Globalmente, o CFO disse acreditar que a safra de grãos terá crescimento em 2025 em relação a 2024, o que é positivo para a companhia em termos de preços dos insumos da ração

A companhia de alimentos BRF, uma das maiores processadoras de frango e suínos, trabalha com projeções de safra de soja do Brasil em 2025 de 174 milhões de toneladas, que superam estimativas do mercado, disse o diretor financeiro da empresa nesta quinta-feira (27). Fábio Mariano também afirmou que a empresa “está bastante positiva” em relação ao tamanho da safra de milho do Brasil, concentrada na segunda safra, conhecida como “safrinha”, mas que representa por volta de 75% da produção brasileira do cereal.

Em teleconferência, ele não citou um número para a segunda safra, que está em processo de plantio e só será colhida em meados do ano. Globalmente, o CFO disse acreditar que a safra de grãos terá crescimento em 2025 versus 2024, o que é positivo para a companhia em termos de preços dos insumos da ração.

Ele disse que a estratégia da companhia será parecida com a de anos anteriores, “de se posicionar nos período de colheita”.

Mariano comentou que a BRF está otimista também com as safras na Argentina e nos Estados Unidos, com efeitos positivos para as compras de insumos da companhia.

Nesta quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimou que agricultores dos Estados Unidos plantarão mais acres de milho e menos de soja em 2025.

O USDA previu o plantio de milho dos EUA em 94,0 milhões de acres, acima dos 90,6 milhões em 2024, e apontou o plantio de soja em 84,0 milhões de acres, abaixo dos 87,1 milhões do ano passado. Os EUA são os maiores produtores e exportadores de milho do mundo, enquanto o Brasil é líder na produção e exportação de soja.

FONTE: CNN Brasil
BRF trabalha com safra recorde de soja do Brasil de 174 mi t, diz CFO | CNN Brasil

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