Exportação

Mato Grosso bate recorde nas exportações de carne bovina no 1º trimestre de 2026

O estado de Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, consolidando um novo marco na série histórica. Entre janeiro e março de 2026, foram embarcadas 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), o que representa um avanço de 53,39% na comparação com o mesmo período de 2025.

O desempenho coloca o estado como responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no trimestre, reforçando sua relevância no cenário nacional.

Faturamento supera US$ 1 bilhão

Além do aumento no volume, o crescimento também foi expressivo em termos financeiros. Mato Grosso atingiu US$ 1,11 bilhão em receita com as exportações, uma alta de 74,71% em relação ao ano anterior.

Esse resultado foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que alcançou US$ 4,54 mil, refletindo o fortalecimento da pecuária brasileira e a maior demanda internacional pelo produto.

China lidera importações; EUA ganham espaço

A China manteve-se como principal destino da carne bovina mato-grossense, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Os Estados Unidos se destacaram como o mercado com maior crescimento. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o país importou 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 57,38% de tudo o que foi exportado para o mercado norte-americano ao longo de 2025. A participação norte-americana no total embarcado neste início de ano foi de 9,14%.

Eficiência produtiva e novos mercados impulsionam setor

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o avanço das exportações reflete tanto o aumento da produção quanto a diversificação de mercados compradores.

O diretor de Projetos da entidade, Bruno de Jesus Andrade, destaca que o estado vem ampliando sua presença internacional e agregando valor ao produto.

Ele ressalta que fatores como melhoria genética do rebanho, eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis na pecuária têm sido determinantes para atender às exigências de mercados mais rigorosos.

Além disso, o cumprimento de critérios sanitários e ambientais contribui para elevar a competitividade da carne bovina mato-grossense no exterior.

Tendência de valorização e expansão

O cenário atual indica não apenas crescimento em volume, mas também ganho de valor agregado. A combinação entre tecnologia, manejo eficiente e sustentabilidade tem fortalecido a imagem da carne bovina brasileira no mercado internacional, ampliando oportunidades comerciais para o estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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Comércio Exterior

Chile aumenta 52% a importação de carne bovina de Mato Grosso

O Chile se consolidou como um dos principais destinos da carne bovina de Mato Grosso ao registrar um aumento de 52,4% nas compras em janeiro de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado. O volume passou de 2,7 mil toneladas para 4,2 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Chile se aproxima de grandes compradores

O desempenho chileno posiciona o país logo atrás de gigantes como China (47,7 mil toneladas), Estados Unidos (4,4 mil toneladas) e Emirados Árabes Unidos (4,3 mil toneladas) no ranking de importadores da proteína mato-grossense.

Em 2025, o Chile adquiriu 47,7 mil toneladas de carne bovina de Mato Grosso, registrando um crescimento de 44,8% em relação a 2024, quando foram importadas 32,5 mil toneladas. Esse salto elevou o país sul-americano da sétima para a terceira posição entre os maiores compradores da produção estadual.

Padronização e logística para atender o mercado chileno

De acordo com o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o Chile valoriza cortes desossados e refrigerados, o que exige que os frigoríficos mato-grossenses realizem ajustes específicos no refilamento para atender aos padrões de consumo local.

A estrutura industrial consolidada do estado permite entregar produtos com padronização rigorosa e qualidade consistente, atributos apreciados pelo varejo chileno. O transporte terrestre eficiente facilita a logística e sustenta a competitividade da carne de Mato Grosso em mercados sul-americanos.

Estratégia de diversificação de mercados

O foco nos países vizinhos faz parte da estratégia estadual de diversificação de mercados, garantindo fluxo constante de produtos mesmo em períodos de oscilação nos preços internacionais. O Chile, por sua estabilidade e demanda contínua, oferece suporte importante para os pecuaristas locais, especialmente para cortes de maior valor agregado.

“O Chile é um mercado estratégico porque combina volume e facilidade logística. Os resultados mostram que estamos preparados para atender às exigências específicas dos consumidores”, afirma Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac.

O instituto ressalta ainda a importância de expandir a presença da carne mato-grossense na América do Sul, participando de feiras em países como Peru e Bolívia, mantendo o Chile como parceiro estável e confiável.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Internacional

China suspende habilitação de novos frigoríficos brasileiros por três anos, diz Mapa

A China não deverá autorizar a habilitação de novos frigoríficos brasileiros pelos próximos três anos. A informação foi divulgada pelo assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Ernesto Augustin, após evento realizado em Brasília.

Segundo ele, a decisão está vinculada às medidas de salvaguarda aplicadas pelo país asiático sobre a carne bovina importada, o que pode impactar diretamente novos entrantes no mercado exportador.

Declaração foi feita após questionamento sobre cota de exportação

Augustin afirmou a jornalistas que o governo chinês comunicou que não haverá novas habilitações durante o período de vigência das restrições, estimado em três anos.

A declaração ocorreu após questionamento sobre a necessidade de criação de uma reserva técnica dentro da cota brasileira de carne bovina, estimada em cerca de 1,1 milhão de toneladas para 2026. De acordo com o assessor, não haveria motivo para essa reserva, já que não estão previstas novas autorizações para plantas frigoríficas no período.

O tema deve ser debatido na próxima reunião extraordinária do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex), vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Entre os pontos da pauta está justamente a regulamentação da cota de exportação de carne bovina para a China.

Setor privado questiona interpretação

Apesar da posição apresentada pelo assessor do Mapa, representantes do setor frigorífico afirmam que não receberam comunicação oficial do governo chinês sobre a suspensão das habilitações.

A avaliação de fontes do mercado é de que a leitura pode ser uma interpretação interna e que ainda existe expectativa de novas autorizações ao longo deste ano. A percepção de parte do setor é de que a ampliação do número de plantas habilitadas poderia aumentar a concorrência entre exportadores brasileiros.

Regulamentação da cota gera cautela

Outro ponto sensível é a forma de regulamentação da cota de exportação. O setor privado evita organizar internamente a distribuição por receio de que a iniciativa seja interpretada como formação de cartel, prática considerada ilegal no comércio internacional.

Por isso, há expectativa de que a definição ocorra por meio de instância governamental, reduzindo riscos jurídicos e garantindo respaldo institucional à decisão.

Divergência sobre volume exportado

Em relação ao pleito brasileiro para que cargas embarcadas em dezembro sejam contabilizadas fora da cota, fontes do setor avaliam que a solicitação dificilmente terá efeito.

A divergência ocorre porque a China considera como volume importado a carga que chega aos seus portos, enquanto o Brasil contabiliza o que é embarcado. Essa diferença metodológica teria gerado uma variação de cerca de 300 mil toneladas no ano passado, quando o total registrado pelo lado chinês teria alcançado aproximadamente 1,4 milhão de toneladas.

Impacto nos preços e na oferta

Mesmo diante das incertezas, a expectativa do mercado é de manutenção ou até elevação dos preços pagos pela China. Os cortes exportados ao país asiático possuem características específicas e nem sempre encontram fácil redirecionamento para outros destinos.

Esse cenário pode levar à redução no ritmo de abates no Brasil, afetando a oferta destinada ao mercado chinês. Ao mesmo tempo, a demanda de outros compradores internacionais, como os Estados Unidos, segue aquecida, sustentando o cenário de preços firmes para a carne bovina brasileira.

FONTE: Agro Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Exportação

Brasil se prepara para exportar carne bovina à Coreia do Sul

O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira (23) que está pronto para avançar nos procedimentos sanitários que permitem a venda de carne ao mercado sul-coreano. A declaração foi feita durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul.

Avanços nos procedimentos sanitários

Segundo o presidente, o país trabalha há 15 anos para garantir acesso à Coreia do Sul, destacando que o bulgogi, churrasco tradicional coreano, combina com a carne brasileira de qualidade. “Estamos prontos para avançar nos procedimentos sanitários necessários para que o Brasil esteja no prato do cidadão coreano”, afirmou.

Oportunidades para frigoríficos brasileiros

A medida permitirá que os maiores frigoríficos do mundo, todos brasileiros, possam se instalar na Coreia do Sul. O governo reforçou que a corrente de comércio entre os dois países ainda não atingiu seu potencial máximo e destacou acordos firmados durante a visita, incluindo cooperação comercial e fortalecimento de cadeias de suprimentos.

Comércio bilateral ainda abaixo do potencial

Atualmente, a troca comercial entre Brasil e Coreia do Sul é de cerca de US$ 11 bilhões, abaixo do recorde de quase US$ 15 bilhões registrado em 2011. Segundo o governo, esse volume não reflete a dimensão das duas economias. “O intercâmbio atual não está à altura de duas economias do tamanho do Brasil e da Coreia”, disse o presidente.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Palácio do Planalto

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Exportação

Governo avalia limitar exportações de carne bovina para a China para evitar crise no setor

O governo federal estuda a adoção de mecanismos para regular o volume de carne bovina exportado para a China por empresas brasileiras. A proposta surge diante do risco de colapso nos preços e no nível de emprego do setor, conforme aponta um ofício do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Segundo o documento, o cenário é resultado direto das salvaguardas comerciais impostas pela China no fim do ano passado para a importação da proteína animal.

Salvaguardas chinesas reduzem espaço para exportações

Como estratégia de proteção aos produtores locais, a China estabeleceu para 2026 um limite de importação de carne bovina brasileira sujeito à tarifa padrão de 12%. O volume que ultrapassar 1,1 milhão de toneladas passa a ser taxado em 55%, elevando a carga tributária total para 67%, considerada inviável para o comércio.

Com base nos dados de 2025, técnicos do Mapa estimam uma queda de cerca de 35% na demanda chinesa, o equivalente a aproximadamente 600 mil toneladas a menos de carne brasileira absorvidas pelo mercado asiático.

Governo alerta para desorganização do mercado

No ofício, assinado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, o ministério avalia que a ausência de coordenação pode gerar impactos negativos em toda a cadeia produtiva da pecuária bovina.

Entre os principais riscos apontados estão:

  • Disputa desordenada entre exportadores, com antecipação de embarques para ocupar a cota chinesa
  • Pressão de baixa nos preços, provocada pela concorrência entre frigoríficos
  • Redirecionamento excessivo da oferta para outros mercados, gerando desequilíbrios
  • Impactos econômicos em regiões dependentes da pecuária
  • Concentração das cotas em grandes grupos empresariais

De acordo com o Mapa, esse conjunto de fatores amplia o choque negativo de demanda e eleva o risco de colapso de preços e empregos no setor.

Proposta prevê cotas e licenças de exportação

Para mitigar os efeitos das restrições chinesas, o ministério propõe a criação de um sistema nacional de cotas de exportação, com distribuição proporcional entre empresas privadas, baseada no histórico recente de vendas para a China.

O modelo também prevê:

  • Reserva técnica para inclusão de novos e pequenos exportadores
  • Uso de licenças de exportação
  • Bloqueio automático de embarques que ultrapassem os limites autorizados

Entre os frigoríficos brasileiros habilitados a exportar para a China estão JBS, Minerva e Marfrig.

China segue como principal destino da carne brasileira

Apesar das incertezas, a China manteve a liderança como principal destino da carne bovina brasileira em janeiro. As importações somaram 123,2 mil toneladas, segundo dados do MDIC, compilados pela Abiec.

O volume representa um aumento de 35% em relação a janeiro de 2025, quando o país asiático importou 91,2 mil toneladas da proteína.

Decisão deve avançar na Camex

O ofício do Mapa foi encaminhado à secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao MDIC. A recomendação é que o tema seja analisado na próxima reunião do Comitê Executivo de Gestão da Camex (Gecex), prevista para esta quinta-feira (12).

FONTE: Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Elias/Gazeta do Povo/Arquivo

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Comércio Exterior

Infraestrutura portuária impulsiona exportações e consolida Brasil como líder global da carne bovina em 2025

O Brasil encerrou 2025 consolidado como o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos e alcançando um marco histórico para o agronegócio nacional. O resultado foi sustentado pela eficiência da infraestrutura portuária, que respondeu ao aumento da produção com agilidade logística e capacidade operacional.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o país exportou 3,45 milhões de toneladas de carne bovina ao longo do ano, crescimento de 20,9% em relação a 2024.

Receita recorde e integração logística

O desempenho nas exportações gerou uma receita histórica de US$ 18 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 95 bilhões, representando um avanço de 39,31% frente aos US$ 12,8 bilhões registrados no ano anterior. O resultado reflete a integração entre o aumento da produtividade no campo e os investimentos na modernização dos portos brasileiros.

Estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais lideraram a produção, enquanto os terminais portuários garantiram o escoamento da carne bovina para mais de 170 países. Entre os principais destinos estão mercados de alta exigência sanitária, como China e União Europeia.

Portos ganham protagonismo no escoamento da proteína

A estrutura portuária foi decisiva para absorver o crescimento da demanda internacional. O Porto de Santos (SP) manteve a liderança nacional e movimentou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina em 2025, alta de 13,3% em comparação com o ano anterior.

O Porto de Paranaguá (PR) se destacou como o principal corredor de exportação de proteína animal congelada do país. O terminal registrou crescimento expressivo de 46,5% na movimentação de carne bovina, totalizando 1,2 milhão de toneladas no período.

Já o Porto de São Francisco do Sul (SC) consolidou-se como a terceira principal rota logística do setor, com aumento de 20% nos embarques e volume total de 180 mil toneladas.

Infraestrutura como diferencial competitivo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números confirmam que a infraestrutura logística se tornou um diferencial estratégico para o país. Segundo ele, o papel dos portos foi garantir que o crescimento da produção não encontrasse gargalos no escoamento.

“O agronegócio brasileiro bateu recordes de produção, e nosso desafio foi assegurar que essa mercadoria chegasse ao mercado internacional com eficiência. O desempenho de portos como Santos e Paranaguá mostra que o Brasil está preparado para sustentar o crescimento econômico”, afirmou o ministro.

Logística eficiente fortalece competitividade internacional

Além de sustentar o aumento do volume exportado, a eficiência logística também ajudou o setor a enfrentar desafios externos, como o avanço de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A redução de custos operacionais e a agilidade nos embarques contribuíram para preservar a competitividade da carne bovina brasileira, além de viabilizar a ampliação das exportações para novos mercados na Ásia e no mundo árabe.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos / MDIC / Abiec

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO MPOR

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Exportação

Produção e exportações impulsionam o Brasil como líder global da pecuária

Em 2025, a pecuária brasileira atingiu um marco histórico: além de manter a liderança como maior exportador de carne bovina, o país superou os Estados Unidos e se tornou o maior produtor mundial pela primeira vez em décadas. Segundo dados do USDA compilados por consultorias privadas, o Brasil produziu 12,35 milhões de toneladas, contra 11,8 milhões de toneladas nos EUA.

O resultado reflete mudanças estruturais no setor, como aumento da produtividade, uso intensivo de tecnologia e reorganização do ciclo pecuário. Com participação de cerca de 20% da produção global de carne bovina, o país consolida seu papel estratégico na segurança alimentar internacional.

Fatores que impulsionaram a produção

A consultoria Athenagro aponta que parte do avanço se deve ao maior abate de fêmeas nos últimos anos, típico de ciclos de liquidação, que aumentou a oferta de carne no curto prazo. Além disso, ganhos de eficiência dentro da porteira elevaram o peso médio das carcaças e reduziram a idade ao abate, garantindo mais produção sem expansão do rebanho.

Liderança nas exportações

No mercado internacional, o Brasil também se destaca. Dados da Abiec mostram que as exportações de carne bovina somaram mais de 3,5 milhões de toneladas em 2025, atendendo mais de 150 países e registrando a maior receita da história. Segundo a associação, a cadeia da pecuária de corte movimenta bilhões de dólares, gera milhões de empregos e é pilar do superávit da balança comercial brasileira.

Desafios nos Estados Unidos

Enquanto o Brasil cresce, os EUA enfrentam dificuldades. O rebanho americano está no menor nível em cerca de 70 anos, afetado por secas severas que reduziram pastagens e elevaram custos de alimentação. O país se aproxima do segundo maior volume de importações de carne bovina da história, atrás apenas de 2004, ano marcado por casos de encefalopatia espongiforme bovina.

Segundo Hyberville Neto, diretor da HN Agro, a situação atual reflete uma inversão histórica: “Mais de duas décadas depois, os EUA aumentam importações, enquanto o Brasil alcança seu recorde de exportações”.

China: motor da expansão

A China foi responsável por quase metade do faturamento e do volume das exportações brasileiras em 2025, com mais de 1,5 milhão de toneladas importadas, segundo a Athenagro. A demanda chinesa estimulou investimentos em tecnologia, ampliação da produção e ajustes nos sistemas produtivos, especialmente para o boi jovem, abatido antes dos 30 meses, reduzindo o ciclo pecuário e aumentando o giro de capital.

A relação entre Brasil e China se tornou central no comércio internacional de carne bovina, permitindo que o país respondesse rapidamente a aumentos de demanda e se consolidasse como fornecedor estratégico de proteína animal.

Tecnologias e sistemas produtivos avançados

O crescimento da pecuária brasileira também está ligado à adoção de sistemas intensivos e semi-intensivos, onde o gado é terminado em áreas controladas com alimentação balanceada, acelerando ganho de peso e reduzindo tempo até o abate.

O aprimoramento da genética tropicalizada, especialmente da raça Nelore e cruzamentos industriais, aumentou a eficiência alimentar e o rendimento de carcaça. A integração lavoura-pecuária transformou áreas degradadas em sistemas produtivos de alta eficiência, elevando a taxa de lotação e reduzindo a necessidade de novas áreas.

Projeções da HN Agro indicam que, em 2026 e 2027, o Brasil pode iniciar uma fase de ajuste do rebanho, enquanto os EUA começam a estabilizar seu plantel, ainda que lentamente. A diferença estrutural entre os dois sistemas, porém, permanece significativa.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: karandaev/GettyImages

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Exportação

Indonésia habilita frigoríficos do Brasil e amplia exportação de carne bovina

A Indonésia autorizou a exportação de carne bovina de mais 14 frigoríficos do Brasil, ampliando de forma significativa a presença brasileira em um dos mercados mais estratégicos da Ásia. Com a nova liberação, o total de frigoríficos habilitados para vender ao país asiático chega a 52 unidades.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luís Rua, outras 17 plantas já haviam sido habilitadas em setembro do ano passado. Antes desse movimento, apenas 21 frigoríficos brasileiros estavam autorizados a acessar o mercado indonésio.

Processo reforça profissionalização do setor

De acordo com o Mapa, a ampliação das habilitações é resultado de um trabalho conjunto entre governo e setor privado, marcado por um processo contínuo de profissionalização, alinhamento técnico e atendimento às exigências do mercado internacional.

Entre as novas unidades habilitadas estão três plantas da JBS, localizadas em Andradina (SP), Anastácio (MS) e Campo Grande (MS).

Frigoríficos habilitados em diferentes estados

Em São Paulo, também receberam autorização unidades da Minerva, em Barretos, e da Zancheta, em Bauru. O Tocantins passa a contar com a Cooperfrigu, em Gurupi, enquanto Rondônia teve habilitação da Distriboi, em Ji-Paraná.

O Maranhão entra na lista com a Fribal, em Imperatriz. No Pará, foram habilitadas duas plantas: a Frigol, em São Félix do Xingu, e a Mercúrio, em Castanhal. Já o Mato Grosso foi contemplado com o Frigorífico Pantanal, em Várzea Grande, e Minas Gerais com a Primafoods, em Araguari. No Acre, a unidade habilitada é a Frisacre, em Rio Branco.

Acre pode superar US$ 50 milhões em exportações

Com a inclusão do frigorífico acreano, a estimativa do Mapa e da ApexBrasil é de que o estado exporte mais de US$ 50 milhões em proteína animal ao longo de 2026, considerando carne bovina e suína.

Segundo Luís Rua, a habilitação no Acre fortalece a cadeia produtiva local e contribui para o desenvolvimento de uma pecuária mais competitiva e estruturada. O secretário também participa da feira internacional Gulfood, em Dubai.

Indonésia mantém demanda por carne brasileira

Durante coletiva realizada no início de janeiro, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou que a Indonésia é um mercado estratégico e deve manter demanda consistente por carne bovina brasileira ao longo de 2026.

Com cerca de 283 milhões de habitantes, o país é o quarto mais populoso do mundo. Segundo o Mapa, o consumo de carne bovina vem crescendo, impulsionado pelo aumento da renda e pela expansão da classe média urbana.

Brasil se destaca como fornecedor confiável

A necessidade de importações para atender a demanda interna, aliada à busca por fornecedores confiáveis, coloca o Brasil em posição favorável. O ministério destaca que a carne bovina brasileira atende às exigências sanitárias e religiosas do mercado indonésio, fator considerado essencial para a sustentabilidade das exportações.

Em 2024, a Indonésia importou cerca de US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para os complexos sucroalcooleiro, soja, além de fibras e produtos têxteis.

A ampliação do número de frigoríficos habilitados fortalece a presença do Brasil no mercado indonésio e amplia as perspectivas de crescimento das exportações de carne bovina nos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mei Mei Chu

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Agronegócio

China deve seguir importando carne bovina brasileira em 2026, aponta Santander

Mesmo com a adoção de cotas e tarifas sobre a carne bovina importada, a China deve continuar recorrendo ao mercado externo nos próximos anos. A avaliação é do banco Santander, que vê um cenário estruturalmente favorável às exportações — especialmente para a carne bovina brasileira, que mantém forte competitividade internacional.

A análise consta em relatório assinado pelos analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata, divulgado nesta quarta-feira (14).

Rebanho menor e consumo em alta pressionam oferta interna

Segundo o Santander, o rebanho bovino chinês vem diminuindo de forma estrutural. O movimento é atribuído ao aumento do abate de fêmeas, fator que compromete a reposição dos animais e limita a produção local.

Em paralelo, o consumo de carne bovina na China segue em trajetória de crescimento, ampliando a necessidade de importações para equilibrar o mercado.

“Mesmo com tarifas, o diferencial de preços entre o mercado doméstico e os fornecedores externos tende a sustentar a demanda por carne importada”, destacam os analistas.

Cotas de importação não alteram cenário-base

No fim de 2025, a China anunciou a aplicação de tarifas adicionais de 55% sobre importações de carne bovina de países como Brasil, Austrália e Estados Unidos, caso os volumes ultrapassem os limites estabelecidos.

De acordo com o Ministério do Comércio da China (MOFCOM), a cota total prevista para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas. O Brasil, principal fornecedor do produto ao país asiático, ficará com 41,1% desse volume, o equivalente a 1,1 milhão de toneladas.

Para o Santander, a medida não altera a perspectiva de demanda chinesa firme ao longo de 2026.

Preço competitivo favorece carne bovina brasileira

Um dos principais diferenciais do Brasil está no custo da arroba, estimado em cerca de US$ 4 por quilo. O valor é inferior ao observado nos Estados Unidos e na Austrália, onde gira em torno de US$ 5/kg, além de ficar abaixo do preço médio de importação da China (US$ 5,5/kg) e do valor praticado no atacado chinês (US$ 9/kg).

Esse cenário beneficia exportadores sul-americanos mais competitivos, como Brasil, Argentina e Austrália.

China lidera compras de carne bovina do Brasil

Em 2025, a China manteve a posição de principal destino da carne bovina brasileira, com 1,7 milhão de toneladas importadas e movimentação financeira de US$ 8,90 bilhões. Os números representam altas de 25,5% em volume e 48,3% em valor na comparação com 2024.

Minerva Foods segue bem posicionada

Dentro desse contexto, empresas com forte exposição ao mercado chinês, como a Minerva Foods, tendem a continuar se beneficiando, segundo o relatório.

A companhia é citada como um dos principais fornecedores de carne bovina para a China, apoiada por sua presença diversificada na América do Sul.

Ações da Minerva: avaliação do Santander

O Santander manteve recomendação neutra para as ações da Minerva, com preço-alvo de R$ 6,80, o que representa potencial de valorização de 26,8% frente à cotação de R$ 5,36 registrada em 13 de janeiro de 2026.

De acordo com o banco, o papel negocia a 5,2 vezes o EV/EBITDA projetado para 2026, nível considerado justo diante da visibilidade limitada para expansão de margens e dos riscos regulatórios e sanitários.

Riscos e perspectivas para o setor

Os analistas apontam dois fatores de atenção para a Minerva:

  • Incertezas na alocação das cotas chinesas de importação;
  • Possibilidade de sanções sanitárias que afetem plantas brasileiras habilitadas.

Ainda assim, o relatório ressalta que a carne bovina representa uma fatia relativamente pequena do consumo total de proteínas na China, mercado amplamente dominado pela carne suína. Esse espaço abre oportunidades de crescimento, impulsionadas pela sofisticação do consumo urbano e por mudanças nos hábitos alimentares da população.

Mesmo diante dos desafios, a Minerva segue vista como uma empresa altamente competitiva no mercado global, com maior resiliência a choques pontuais graças à sua diversificação geográfica.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Exportação

Vietnã autoriza mais quatro frigoríficos brasileiros a exportar carne bovina

O Vietnã concluiu a avaliação técnica e habilitou mais quatro frigoríficos brasileiros para a exportação de carne bovina, tanto com osso quanto desossada. A decisão foi tomada pelas autoridades sanitárias vietnamitas após análise dos requisitos exigidos para o acesso ao mercado.

Unidades estão em três estados brasileiros

Os frigoríficos habilitados estão localizados em Rondônia (2 unidades), Mato Grosso do Sul (1) e Tocantins (1). Com as novas autorizações, essas plantas se somam a outras quatro já aptas a exportar, instaladas em Goiás (3) e Mato Grosso (1).

Avaliação técnica confirmou padrões sanitários

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os dossiês técnicos apresentados foram aprovados após verificação do cumprimento das exigências sanitárias e dos critérios de inocuidade dos alimentos estabelecidos pelo país asiático.

Mercado foi aberto após décadas de negociação

O mercado vietnamita de carne bovina foi oficialmente aberto em 2025, depois de anos de negociações bilaterais. O avanço ocorreu durante a missão oficial do presidente brasileiro a Hanói, que fortaleceu o relacionamento entre os países e ampliou as oportunidades comerciais para produtos do Brasil.

Capacidade de oferta dobra com novas autorizações

Com a inclusão das novas plantas, o Brasil passa a contar com oito estabelecimentos habilitados, dobrando a capacidade atual de oferta ao Vietnã. O movimento reforça a presença da carne bovina brasileira em um mercado que vem registrando forte crescimento no consumo de proteína animal.

Parceria técnica e comercial segue em expansão

O avanço é resultado de diálogo técnico e negocial contínuo entre os dois países. O Mapa informou que continuará trabalhando para ampliar o número de frigoríficos habilitados e diversificar os mercados internacionais, com base na transparência, no sistema oficial de inspeção e na qualidade dos produtos brasileiros.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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