Comércio Exterior

CNA pede medidas contra União Europeia após embargo à carne brasileira

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao governo federal medidas de resposta ao embargo da União Europeia à carne brasileira, anunciado pelo bloco nesta semana. A entidade também pediu ao Ministério da Agricultura uma investigação sobre a qualidade do azeite de oliva importado e comercializado no Brasil.

CNA quer reação ao embargo europeu

Em ofício encaminhado ao Itamaraty, o presidente da CNA, João Martins, pediu que o governo acione o Mecanismo de Reequilíbrio de Concessões (MRC) em resposta à decisão europeia de suspender as compras de carne do Brasil.

Segundo a entidade, o mecanismo permitiria ao país buscar uma recomposição do equilíbrio comercial por meio de compensações equivalentes. Entre as possibilidades está a suspensão de concessões tarifárias concedidas ao bloco europeu.

A medida ocorre após a União Europeia confirmar que interromperá, a partir de quinta-feira, as importações de carne brasileira. O bloco argumenta que o Brasil não teria assegurado o cumprimento das regras europeias relacionadas ao uso de substâncias antimicrobianas.

Exportações de carne para a UE movimentam US$ 1,8 bilhão

A CNA argumenta que o embargo poderá gerar impactos relevantes para o setor agropecuário brasileiro. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e de frango.

De acordo com dados do governo, as exportações brasileiras de carne bovina e de frango para a União Europeia somaram aproximadamente US$ 1,8 bilhão no ano passado.

Para a confederação, o potencial prejuízo ao comércio de produtos de origem animal justifica a adoção de medidas para restabelecer o equilíbrio nas relações comerciais com o bloco.

Entidade pede investigação sobre azeite importado

Paralelamente à reação ao embargo, a CNA solicitou ao Ministério da Agricultura uma investigação sobre o azeite de oliva importado e vendido no mercado brasileiro.

O pedido tem como objetivo verificar se os produtos comercializados atendem aos requisitos nacionais de identidade, qualidade e classificação estabelecidos pela legislação.

Embora o comunicado da CNA sobre o azeite não cite diretamente a União Europeia, o bloco europeu é responsável pela ampla maioria das importações brasileiras do produto. Em 2025, cerca de 89% das quase 90 mil toneladas de azeite importadas pelo Brasil tiveram origem na UE, principalmente em Portugal, Espanha e Itália.

CNA questiona classificação de azeites extravirgens

No documento enviado ao ministro da Agricultura, André de Paula, João Martins pediu que sejam verificadas eventuais diferenças entre a classificação declarada na importação e as características efetivamente encontradas nos produtos disponíveis para os consumidores brasileiros.

A preocupação da entidade está concentrada especialmente nos azeites comercializados como extravirgens.

Segundo a CNA, a entrada no mercado nacional de produtos que não correspondam à classificação informada poderia gerar uma vantagem competitiva indevida aos importadores e prejudicar a valorização da produção brasileira.

As importações de azeite provenientes da União Europeia movimentaram cerca de US$ 540 milhões no ano passado, valor inferior ao registrado nas exportações brasileiras de carnes para o bloco.

Até o momento, os Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores não haviam se manifestado sobre os pedidos da CNA.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Exportação

Nova cota dos EUA para carne bovina pode abrir alternativa ao mercado chinês

A ampliação temporária da cota de importação de carne bovina pelos Estados Unidos é vista pelo setor frigorífico brasileiro como uma oportunidade para reduzir os impactos do esgotamento da cota destinada à China. A medida, que prevê mais 300 mil toneladas de carne bovina magra com tarifa reduzida, entra em vigor em 1º de setembro.

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) avaliou positivamente a decisão do governo norte-americano. Segundo a entidade, o aumento do volume autorizado pode favorecer a competitividade da carne bovina brasileira no mercado dos Estados Unidos em um momento de maior pressão sobre o comércio internacional.

EUA ampliam cota para carne bovina magra

A decisão do presidente Donald Trump estabelece, pelos próximos 90 dias, uma ampliação de 300 mil toneladas na cota de importação de carne bovina magra pelos Estados Unidos.

O volume adicional inclui as chamadas trimmings, ou aparas de carne, que são utilizadas principalmente na fabricação de carne moída.

Para a Abrafrigo, a medida chega em um momento estratégico para o setor brasileiro e representa uma possibilidade adicional de acesso ao mercado americano de carne bovina.

Medida pode reduzir efeitos da cota chinesa

Em comunicado, a associação destacou que a nova oportunidade comercial poderá ajudar a amenizar os efeitos provocados pelo esgotamento da cota de exportação para a China, um dos principais destinos da carne bovina brasileira.

A entidade considera que o aumento temporário da cota nos EUA cria uma alternativa para os frigoríficos brasileiros em um cenário de maior restrição e disputa no comércio internacional de proteínas.

Abrafrigo cobra habilitação de novos frigoríficos

Apesar da avaliação positiva, a Abrafrigo criticou a ausência de frigoríficos de Pará, Acre e Maranhão entre as plantas habilitadas a exportar para os Estados Unidos.

Na avaliação da entidade, essa limitação impede que os ganhos proporcionados pela nova cota sejam distribuídos de forma equilibrada entre os diferentes Estados produtores de carne bovina.

O presidente executivo da Abrafrigo, Paulo Mustefaga, defendeu a ampliação das habilitações brasileiras para o mercado internacional.

Segundo ele, o país precisa continuar trabalhando para autorizar novos Estados e frigoríficos exportadores, ampliando o acesso a diferentes destinos e permitindo que um número maior de produtores e empresas aproveite as oportunidades geradas pelo comércio exterior.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Mapa

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Exportação

Brasil pode exportar até 120 mil toneladas de carne bovina aos EUA sem tarifa

O Brasil poderá ocupar uma parcela significativa da nova oportunidade aberta pelos Estados Unidos para a importação de carne bovina sem tarifa. A estimativa de analistas é que os frigoríficos brasileiros tenham condições de fornecer entre 30% e 40% das 300 mil toneladas que Washington pretende autorizar nos próximos 90 dias.

A medida foi anunciada na sexta-feira (21) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua rede social Truth Social. Segundo ele, o país permitirá a entrada de até 300 mil toneladas de carne destinada à produção de carne moída, sem a cobrança de tarifas adicionais sobre volumes que ultrapassem as cotas atualmente estabelecidas para os fornecedores.

Trump afirmou que a iniciativa tem como objetivo aumentar a oferta e reduzir o preço da carne moída para os consumidores americanos. Segundo o presidente, o compromisso é de que o produto seja comercializado por valores 25% inferiores aos preços atuais de mercado.

Brasil está entre os países com potencial para atender demanda

Trump não informou quais países poderão participar do novo volume de importação. A decisão ocorre em meio aos esforços do governo americano para ampliar a oferta de carne bovina no mercado dos EUA e conter a alta dos preços.

Entre as medidas adotadas anteriormente estão a ampliação das compras de carne da Argentina e a retomada das importações de gado vivo do México destinado ao abate.

O movimento ocorre em um cenário de redução do rebanho americano, que está entre os menores registrados no país em mais de sete décadas.

Abiec vê possibilidade de ampliar exportações

Após o anúncio, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que ainda não havia recebido detalhes oficiais sobre a implementação da medida, incluindo os volumes destinados a cada país e os critérios para participação.

A entidade, entretanto, avaliou que uma eventual ampliação da cota tarifária para carne bovina poderá beneficiar o Brasil.

Atualmente, os exportadores brasileiros participam de uma cota compartilhada com outros países fornecedores. Quando esse limite é atingido, a carne brasileira fica sujeita a uma tarifa de 26,4% sobre o volume excedente.

Por isso, uma ampliação da cota que inclua o Brasil poderia melhorar as condições de acesso da carne bovina brasileira ao mercado americano.

Brasil pode responder por até 120 mil toneladas

Para Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, o Brasil está bem posicionado para aproveitar a oportunidade criada pelos Estados Unidos.

Na avaliação do especialista, o país possui um número relevante de frigoríficos habilitados para exportar aos EUA, além de capacidade para fornecer carne magra, característica importante para a produção de carne moída.

Com base nesses fatores, Iglesias estima que o Brasil poderia responder por 30% a 40% das 300 mil toneladas previstas pela medida americana. Isso representaria um potencial de até 120 mil toneladas de carne bovina.

Exportações brasileiras aos EUA já somam US$ 1,5 bilhão

O mercado americano já tem peso significativo nas exportações brasileiras de carne bovina.

Entre janeiro e julho, o Brasil embarcou 223,8 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos, gerando aproximadamente US$ 1,5 bilhão em receita.

Caso o novo mecanismo de importação contemple efetivamente o Brasil, o setor poderá ganhar espaço adicional no mercado americano, especialmente no fornecimento de carne magra destinada à fabricação de hambúrgueres e outros produtos de carne moída.

Trump voltou a defender a medida na sexta-feira, afirmando que a prioridade do governo é reduzir os preços da carne para os consumidores e atender à demanda dos eleitores americanos.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Exportação

Exportação de carne bovina recua após China preencher cota de importação

A exportação de carne bovina brasileira perdeu ritmo depois que a China completou a cota de 1,1 milhão de toneladas para importações sem a cobrança da tarifa adicional de 55%. Com a mudança, o Brasil começa a registrar redução no volume embarcado para o mercado internacional.

Na segunda semana de agosto, o país exportou, em média, 8,4 mil toneladas de carne bovina por dia útil, abaixo das 10,5 mil toneladas registradas na primeira semana do mês.

Considerando os dez primeiros dias úteis de agosto, a média ficou em 9.442 toneladas diárias. O resultado representa uma queda de 26% em relação a agosto de 2025 e corresponde ao menor nível desde janeiro do ano passado.

China antecipou compras antes da nova tarifa

A expectativa de aumento da tributação levou o mercado chinês a antecipar parte das compras de carne bovina do Brasil. Enquanto a alíquota permanecia em 12%, os importadores elevaram os volumes adquiridos.

O movimento ajudou a impulsionar as exportações brasileiras. Em novembro de 2025, os embarques chegaram a uma média de 16,8 mil toneladas por dia útil, período em que a demanda chinesa teve papel importante no desempenho.

Desde janeiro, passou a valer uma cota de 1,1 milhão de toneladas. Após esse limite ser atingido, as importações brasileiras ficam sujeitas a uma tarifa adicional de 55%. Na prática, a carne bovina brasileira passa a enfrentar uma tributação total de 67%.

Preço da carne bovina continua sustentado

Apesar da retração no volume embarcado, os preços da carne bovina brasileira no mercado internacional permanecem em patamar elevado.

Dados acompanhados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostram que a tonelada de carne bovina in natura é negociada, em média, por US$ 6.140.

O valor está abaixo do registrado em julho, mas ainda representa uma alta de aproximadamente 10% sobre agosto do ano passado.

Carne de frango e carne suína têm desempenhos diferentes

O comportamento das exportações de outras proteínas animais é diferente do observado na carne bovina.

Os embarques de carne de frango alcançaram 22,6 mil toneladas por dia útil em agosto, alta de 27% na comparação com o mesmo período de 2025. O preço médio também avançou, com aumento de 17%.

No mercado de carne suína, as exportações diárias estão 10,5% acima das registradas em agosto do ano passado. O desempenho dos preços, porém, é negativo, com queda de 8%, segundo dados da Secex.

China responde por quase metade da receita da carne bovina

A China continua sendo o principal destino da carne bovina exportada pelo Brasil.

De acordo com a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), o setor acumulou US$ 11,4 bilhões em receitas entre janeiro e julho. Desse total, 47% tiveram origem nas vendas para o mercado chinês.

Em volume, a participação da China também foi significativa: 45% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no período teve o país asiático como destino.

Preços no campo têm movimentos distintos

No mercado pecuário paulista, a arroba do boi gordo está cotada a R$ 345. O preço acumula queda de 0,43% no mês, segundo o Cepea.

No mesmo período, a cotação do suíno recuou 2,6%, enquanto o preço do frango registrou alta de 0,42%.

Exportações de arroz avançam em agosto

As vendas externas de arroz brasileiro apresentaram forte crescimento nas duas primeiras semanas de agosto.

Segundo a Secex, os embarques de arroz em casca chegaram a 10,8 mil toneladas por dia útil. O volume representa uma alta de 250% em relação ao mesmo período de 2025.

Pecuaristas de Mato Grosso ampliam intenção de confinamento

A pesquisa de intenção de confinamento realizada pelo Imea em julho aponta que os pecuaristas de Mato Grosso pretendem colocar 1,33 milhão de cabeças de gado em confinamento.

O número é 43% maior que o registrado na mesma pesquisa de 2025. Em relação à sondagem realizada em abril deste ano, porém, houve uma redução de 8%.

O levantamento estima ainda um custo diário médio de R$ 13,62 por animal no sistema de confinamento.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Joel Silva/Reuters

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Exportação

Carne bovina de Mato Grosso amplia destinos e eleva valor das exportações

A carne bovina de Mato Grosso ganhou espaço no mercado internacional no primeiro semestre de 2026, tanto em número de compradores quanto no valor obtido pelas exportações. Ao todo, o estado embarcou o produto para 88 países, movimentando US$ 2,4 bilhões.

O preço médio também avançou. A tonelada de carne bovina foi comercializada por cerca de US$ 6,1 mil, acima dos US$ 5,1 mil registrados no mesmo período de 2025.

Exportações alcançam mais países

Os números mostram uma expansão do mercado externo da pecuária mato-grossense. Nos primeiros seis meses de 2025, a carne produzida no estado tinha como destino 77 países e gerava US$ 1,47 bilhão em receita.

Além do aumento no número de mercados, houve valorização do produto. Em média, cada tonelada exportada passou a render aproximadamente US$ 1 mil a mais do que no ano anterior.

China segue como principal destino

Apesar da diversificação, a China permanece como o maior mercado para a carne bovina de Mato Grosso. No primeiro semestre, foram enviadas 282,4 mil toneladas ao país asiático.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 41 mil toneladas importadas. Na sequência está o Chile, que recebeu 31 mil toneladas.

Entre os dez principais compradores também estão Rússia, Filipinas, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Itália e Países Baixos.

Diversificação reduz riscos para a pecuária

Além dos grandes mercados, a carne de Mato Grosso também chegou a países com volumes menores de compras, como Cabo Verde, Azerbaijão, Cazaquistão, Iraque, Porto Rico, Catar, Albânia e Líbia.

Para o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), ampliar a quantidade de compradores é uma estratégia importante para reduzir a dependência de mercados específicos.

Segundo o diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade, uma maior diversificação pode diminuir os impactos de oscilações econômicas e contribuir para dar mais previsibilidade à indústria frigorífica e aos produtores.

A expansão também abre espaço para a busca por mercados de maior valor, especialmente aqueles que remuneram melhor características relacionadas à qualidade da proteína.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

JBS destaca mercado interno e diversificação das vendas de carne bovina

A JBS atribuiu parte do desempenho da operação brasileira no segundo trimestre de 2026 à força do mercado interno e à estratégia de diversificação dos destinos da carne bovina. A companhia afirmou que vem ajustando a distribuição dos volumes entre o consumo doméstico e as exportações para aproveitar as melhores oportunidades comerciais e preservar as margens.

Entre abril e junho, a operação brasileira registrou receita de US$ 4,585 bilhões, avanço de 28% sobre os US$ 3,581 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

O EBITDA ajustado alcançou US$ 269 milhões pelo IFRS, com margem de 5,9%. Segundo a empresa, esse foi o melhor resultado para um segundo trimestre da operação no Brasil.

JBS amplia estratégia comercial no Brasil

A companhia informou que a estratégia comercial tem como foco aumentar o valor obtido com cada animal abatido, combinando diferentes canais de distribuição e mercados consumidores.

Entre as iniciativas destacadas estão o fortalecimento do portfólio voltado ao churrasco e a ampliação das ações comerciais junto a grandes redes varejistas.

Para a JBS, a presença consolidada no mercado brasileiro de carne bovina, associada a marcas conhecidas e relações de longo prazo com clientes, representa uma vantagem competitiva.

Durante a teleconferência de resultados, o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni, afirmou que a empresa passou por uma reorganização operacional e espera colher os efeitos das mudanças implementadas.

“Apesar de operarmos em um ambiente desafiador, reorganizamos nossa estrutura operacional e estamos muito confiantes nos resultados dessas mudanças”, afirmou o executivo.

Exportações também impulsionam resultado

Embora o mercado doméstico tenha sido um dos destaques, a operação brasileira também se beneficiou da demanda internacional por carne bovina.

A JBS avaliou que a oferta mais restrita em diferentes regiões do mundo contribuiu para manter o mercado externo aquecido durante o trimestre.

A estratégia da empresa é aproveitar essa dinâmica sem concentrar excessivamente as vendas em um único destino. Dessa forma, os volumes podem ser direcionados para os mercados que apresentem melhores condições de retorno.

China segue entre os principais mercados

A China continua sendo um destino relevante para a carne bovina brasileira, mas a JBS afirmou que pretende manter uma distribuição equilibrada entre o país asiático, outros compradores internacionais e o consumidor brasileiro.

Segundo a companhia, as mudanças recentes nos fluxos globais de comércio reforçam a necessidade de flexibilidade para escolher os mercados mais atrativos em cada momento.

“A China continua sendo um destino importante. As recentes mudanças nos fluxos comerciais reforçam a importância de manter uma exposição equilibrada entre os mercados de exportação e o mercado doméstico”, afirmou a empresa.

A diversificação, segundo a JBS, permite adaptar a estratégia comercial às mudanças nos preços, na demanda e nas condições de negociação de cada mercado.

Oferta global de carne bovina permanece limitada

Para Gilberto Tomazoni, os fundamentos do mercado global de carne bovina continuam positivos, apesar das diferenças entre as regiões.

O executivo destacou que a oferta permanece restrita em diversos países, enquanto a demanda segue resiliente. A presença internacional da JBS permite direcionar produtos para os mercados que oferecem melhores oportunidades de rentabilidade.

A empresa considera que essa combinação entre oferta limitada e demanda firme cria um ambiente favorável para companhias capazes de redistribuir seus volumes de acordo com as condições de cada mercado.

Maior disponibilidade de gado favorece operação brasileira

Outro fator apontado pela JBS foi a melhora na disponibilidade de gado no Brasil durante o segundo trimestre.

A companhia afirmou que trabalha para elevar o valor capturado por animal por meio da integração entre a produção industrial, a área comercial e os diferentes canais de distribuição.

O desempenho ocorreu mesmo com os preços do gado em níveis elevados. Ainda assim, a operação brasileira alcançou o maior EBITDA já registrado para um segundo trimestre, de US$ 269 milhões pelo IFRS.

Na avaliação da empresa, a combinação entre maior oferta de animais, demanda externa consistente e uma política comercial mais disciplinada ajudou a sustentar os resultados no período.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Exportação

Carne bovina de Mato Grosso tem maior valorização na Europa e supera preços da China

Embora a China continue como o principal destino em volume da carne bovina de Mato Grosso, os compradores europeus apresentam maior retorno financeiro para o setor. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), analisados pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), indicam que países da Europa chegaram a pagar até 40% a mais por tonelada do produto em comparação ao mercado chinês no primeiro semestre de 2026.

Entre janeiro e junho, a União Europeia desembolsou, em média, US$ 6.390 por tonelada da carne produzida no estado. Já os demais países europeus pagaram cerca de US$ 6.667 por tonelada, enquanto a China registrou média de US$ 4.745 por tonelada.

China mantém liderança em volume de exportações

Apesar da diferença de preços, o mercado chinês segue como o maior comprador da produção mato-grossense. No período analisado, a China respondeu por 55,2% de todo o volume exportado pelo estado.

A forte presença chinesa está ligada à capacidade de absorção de grandes quantidades. No entanto, os mercados europeus ganham destaque pela valorização de atributos como qualidade da carne, rastreabilidade, certificações e padrões de produção mais rigorosos, fatores que aumentam o valor agregado do produto.

Índice de Atratividade mostra maior retorno da Europa

A vantagem econômica dos embarques para a Europa também aparece no Índice de Atratividade das Exportações, desenvolvido pelo Imea para medir o retorno gerado por cada mercado comprador em relação ao preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso.

No levantamento, a União Europeia liderou o ranking com índice de 108,49, seguida pelos demais países europeus, com 98,59. A China alcançou 74,37, ficando atrás do Oriente Médio, com 76,58, e da América do Norte, com 75,47.

Quanto maior o índice, maior a capacidade do mercado de gerar agregação de valor para a cadeia produtiva da pecuária estadual.

Diversificação de mercados fortalece a pecuária de Mato Grosso

Para o setor produtivo, os resultados mostram que a pecuária mato-grossense está preparada para atender tanto grandes compradores internacionais quanto consumidores que exigem padrões elevados de produção.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a China continuará sendo um parceiro estratégico pela escala das compras, mas o avanço em mercados como o europeu demonstra a capacidade dos produtores de atender demandas relacionadas à qualidade, regularidade no fornecimento e controle de origem.

Ainda de acordo com Andrade, ampliar a presença em destinos de maior remuneração contribui para reduzir riscos comerciais e estimular investimentos em tecnologia no campo, melhoramento genético, eficiência produtiva e práticas de conformidade socioambiental.

FONTE: Itatiaia
TEXTO: Redação
IMAGEM: IMAC/Reprodução

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Informação

Governo critica exigência da União Europeia sobre antimicrobianos e defende sistema sanitário brasileiro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) classificou como “inaceitável” a exigência da União Europeia (UE) para que o Brasil comprove previamente o controle do uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais destinados à exportação de carnes ao bloco europeu.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (23), a pasta reforçou que o país deve permanecer na lista de nações autorizadas a exportar para a UE, independentemente do tempo necessário para que todas as cadeias produtivas atendam integralmente às novas exigências sanitárias.

Brasil defende confiança no sistema de fiscalização

O governo brasileiro argumenta que o comércio internacional de produtos agropecuários é sustentado pela confiança entre as autoridades sanitárias e pelo reconhecimento dos sistemas oficiais de inspeção.

Na avaliação do ministério, exigir a comprovação antecipada de medidas que são implementadas gradualmente ao longo do processo produtivo contraria esse princípio.

Segundo o Mapa, cabe justamente ao sistema oficial de fiscalização verificar o cumprimento das normas e garantir que apenas produtos em conformidade com os requisitos sanitários recebam certificação para exportação.

Certificação depende do ciclo produtivo

O Brasil passou a adotar recentemente um modelo de controle que acompanha todo o ciclo de produção dos animais quanto ao uso de antimicrobianos.

O tempo necessário para atender às exigências varia conforme a cadeia produtiva. Na pecuária bovina, por exemplo, a certificação pode levar cerca de dois anos, enquanto na produção de aves o processo é concluído em aproximadamente 40 dias.

Para o ministério, essa diferença demonstra que a disponibilidade de produtos aptos para exportação depende do ciclo de produção de cada setor, sem comprometer a credibilidade do sistema brasileiro de fiscalização.

Governo afirma que não pediu flexibilização das regras

O Ministério da Agricultura destacou que o Brasil não solicitou mudanças nas normas sanitárias da União Europeia.

Segundo a pasta, o compromisso continua sendo cumprir integralmente as exigências estabelecidas pelos mercados importadores, preservando os padrões internacionais de segurança alimentar.

O governo informou ainda que encaminhou à Comissão Europeia uma ampla documentação técnica com informações sobre os mecanismos de fiscalização, rastreabilidade, monitoramento e certificação aplicados às cadeias de carne bovina, carne de aves, ovos, mel e produtos da pesca.

Até o momento, de acordo com o ministério, as autoridades europeias ainda não apresentaram uma manifestação definitiva sobre os documentos enviados.

Setor quer manutenção do Brasil na lista de exportadores

Representantes da indústria frigorífica e da pecuária apoiaram a posição adotada pelo governo brasileiro.

Segundo fontes do setor, a principal reivindicação é que o Brasil permaneça habilitado para exportar ao bloco europeu, ainda que parte dos produtos leve mais tempo para atender plenamente às novas exigências.

Na avaliação de integrantes da cadeia produtiva, a discussão sobre a disponibilidade de animais certificados não deve ser confundida com a confiabilidade do sistema sanitário nacional.

Entenda o impasse com a União Europeia

Em maio, a Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e derivados para o bloco a partir de 3 de setembro, alegando falhas na comprovação do controle do uso de antimicrobianos.

Como alternativa, representantes da indústria frigorífica defenderam o banimento desses insumos na produção nacional para atender às exigências europeias. No entanto, estimativas do setor apontam que essa medida poderia elevar os custos da cadeia pecuária em cerca de US$ 2 bilhões por ano, devido ao aumento das despesas com alimentação animal e medicamentos.

Exportações para a União Europeia movimentam bilhões

A União Europeia permanece entre os principais mercados para a proteína animal brasileira.

Em 2025, o bloco importou aproximadamente 128 mil toneladas de carne bovina do Brasil, movimentando cerca de US$ 1 bilhão. Considerando todas as proteínas exportadas, o comércio entre as partes alcançou US$ 1,8 bilhão.

O Ministério da Agricultura reafirmou que continuará o diálogo técnico com as autoridades europeias e defendeu que futuras decisões sejam baseadas em critérios científicos, transparência e cooperação internacional, princípios considerados fundamentais para o comércio global de produtos agropecuários.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araujo/CNA

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Exportação

Exportação de carne bovina para a China: Brasil já utilizou quase 80% da cota de 2026

O Brasil já utilizou 78,86% da cota de exportação de carne bovina para a China em 2026, de acordo com dados divulgados pela Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) e pelo Ministério do Comércio chinês (Mofcom). O percentual corresponde a 872,2 mil toneladas de carne bovina in natura desembaraçadas no mercado chinês até junho.

Somente no mês de junho, a China internalizou 148,7 mil toneladas do produto brasileiro. Diante desse ritmo, exportadores e analistas consideram que a cota está praticamente esgotada.

Limite da cota pode ser atingido nas próximas semanas

A cota de importação concedida ao Brasil é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de importação de 12%. Após esse volume, os embarques passam a estar sujeitos a uma sobretaxa de 55%, além da possibilidade de devolução das cargas ou atraso na liberação alfandegária.

A expectativa do setor é de que a China confirme ainda nesta semana o alcance de 80% da cota, enquanto o esgotamento total deverá ocorrer ao longo de agosto.

Diferença entre embarques e cargas desembaraçadas gera impacto

Os números chineses diferem dos registros brasileiros devido ao tempo de transporte das mercadorias. Enquanto o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) contabiliza 774,1 mil toneladas exportadas neste ano, a China considera também cargas embarcadas nos últimos meses de 2025 e liberadas apenas em 2026.

Segundo estimativas do setor, cerca de 227,7 mil toneladas ainda estão em trânsito rumo ao mercado chinês. Com isso, restaria um saldo disponível de aproximadamente 5,9 mil toneladas dentro da cota atual.

Frigoríficos reduzem produção para evitar excedente

Diante da proximidade do limite, frigoríficos habilitados a exportar para a China já começaram a ajustar suas operações.

Entre as medidas adotadas estão:

  • Redução do ritmo de abates;
  • Concessão de férias coletivas;
  • Suspensão da produção de cortes específicos destinados ao mercado chinês;
  • Em alguns casos, redução do quadro de funcionários.

Os embarques previstos para julho também devem ser menores, já que existe o risco de as cargas chegarem ao destino após o preenchimento da cota e ficarem sujeitas às tarifas adicionais.

Setor projeta retomada das exportações no fim do ano

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima que as vendas brasileiras de carne bovina para a China devem ficar próximas de 900 mil toneladas em 2026.

A expectativa é que a produção destinada ao mercado chinês seja retomada em outubro, com novos embarques a partir de novembro, visando atender a cota de importação de 2027.

Mercado acompanha ritmo da liberação alfandegária chinesa

Especialistas também observam uma diferença entre o volume exportado pelo Brasil e o ritmo de desembaraço das cargas na China.

Segundo analistas do setor, o percentual de utilização da cota já deveria ser superior, considerando o volume embarcado. Entre as hipóteses levantadas estão atrasos na logística internacional ou um processamento mais lento por parte da alfândega chinesa.

Outros fornecedores ainda têm espaço em suas cotas

Enquanto o Brasil se aproxima do limite permitido, outros países ainda utilizam apenas parte das cotas concedidas pela China.

No primeiro semestre de 2026:

  • Estados Unidos: exportaram apenas 876 toneladas, o equivalente a 0,53% da cota disponível;
  • Nova Zelândia: embarcou 59,5 mil toneladas, cerca de 29% do limite autorizado;
  • Uruguai: exportou 82,3 mil toneladas, correspondendo a 25,4% da cota;
  • Argentina: registrou 239,5 mil toneladas, aproximadamente 47% do volume permitido.

Já a Austrália ultrapassou sua cota de importação, com 588 toneladas desembaraçadas acima do limite estabelecido.

Mercado espera redistribuição da demanda chinesa

A consultoria Safras & Mercado avalia que, após o esgotamento da cota brasileira, parte da demanda chinesa poderá migrar para fornecedores como Argentina, Uruguai e Nova Zelândia, que ainda possuem margem para ampliar as exportações.

Segundo a análise, também cresce a atenção sobre o aumento das compras por mercados como Hong Kong, Uruguai e Argentina, movimento que pode indicar operações de redistribuição comercial para abastecer, de forma indireta, o mercado chinês.

Entre janeiro e junho, a China importou cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina in natura de diversos países, volume equivalente a 56,9% da cota global de 2,6 milhões de toneladas destinada aos fornecedores internacionais em 2026.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Belli

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Exportação

Cota da China para carne bovina muda estratégia das exportações e pressiona mercado brasileiro

A nova cota de importação da China para carne bovina já começa a produzir reflexos na cadeia pecuária brasileira. Com o limite de exportações praticamente preenchido, frigoríficos reduziram o ritmo de compras de animais, diminuíram a produção destinada ao mercado chinês e aumentaram a preocupação entre exportadores e pecuaristas.

A medida faz parte de uma política de proteção adotada pelo governo chinês para fortalecer a produção doméstica e altera a dinâmica do principal destino da carne bovina brasileira.

China impõe limite para importações de carne bovina

A salvaguarda comercial entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano, após ser anunciada pelo governo chinês em dezembro de 2025. O objetivo é conter o avanço das importações e proteger produtores e indústrias locais.

Pelo novo sistema, cada país possui um volume máximo de exportações que pode entrar na China pagando apenas a tarifa padrão. Após esse limite, passa a valer uma sobretaxa que reduz significativamente a competitividade do produto importado.

No caso do Brasil, a cota foi fixada em 1,106 milhão de toneladas. Até esse volume, permanece a tarifa de importação de 12%. Acima desse teto, incide uma taxa adicional de 55%, elevando a tributação total para 67%.

Volume autorizado é inferior ao histórico das exportações brasileiras

Os números mostram que o limite estabelecido ficou abaixo da demanda habitual da China pelo produto brasileiro.

Dados da ComexStat indicam que, em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,68 milhão de toneladas de carne bovina para o mercado chinês, cerca de 35% acima da nova cota estabelecida.

Segundo o diretor da Athenagro, Maurício de Palma Nogueira, a decisão faz parte de uma estratégia chinesa para reduzir a dependência externa e fortalecer sua cadeia pecuária.

De acordo com o especialista, o Brasil recebeu a maior cota justamente por ser o principal fornecedor de carne bovina para o país asiático. No entanto, o excedente passa a sofrer uma carga tributária que praticamente elimina a competitividade do produto brasileiro.

Exportações devem perder ritmo no segundo semestre

Para o pesquisador do FGV Agro, Felippe Serigatti, a tendência é de desaceleração dos embarques brasileiros nos próximos meses.

Embora contratos já assinados continuem sendo cumpridos e cortes de maior valor agregado ainda possam encontrar espaço no mercado chinês, esses casos devem ser pontuais.

Na avaliação do pesquisador, a nova política tende a concentrar os embarques no primeiro semestre de cada ano, período em que ainda existe espaço dentro da cota, reduzindo significativamente o fluxo de exportações após o limite ser alcançado.

China continua dependente da carne bovina importada

Apesar das novas barreiras comerciais, especialistas avaliam que a China continuará comprando volumes relevantes de carne bovina brasileira.

Maurício de Palma Nogueira destaca que, embora o país tenha recuperado boa parte da produção de carne suína após os impactos da peste suína africana, a situação da bovinocultura permanece diferente.

Segundo ele, o consumo de carne bovina segue crescendo em ritmo superior à capacidade de produção doméstica, mantendo a necessidade de importações.

Além da proteção à indústria local, a estratégia também busca reforçar a segurança alimentar chinesa diante das incertezas no comércio internacional.

Cota já está perto do limite e frigoríficos reduzem produção

Levantamento da StoneX aponta que, até o fim de junho, aproximadamente 98,5% da cota brasileira já havia sido comprometida pelos embarques.

Como o transporte marítimo até a China leva cerca de um mês, a expectativa do mercado é de que o limite seja oficialmente atingido em agosto.

Esse cenário já provocou mudanças nas indústrias frigoríficas, que reduziram o ritmo de compra de boi gordo, anunciaram férias coletivas, diminuíram turnos de produção e desaceleraram os abates voltados ao mercado chinês.

Segundo Felipe Fabbri, da Scot Consultoria, existe diferença entre os dados oficiais chineses e o acompanhamento feito pelo mercado, que considera não apenas a carne desembarcada, mas também os embarques já realizados.

Empresas podem redirecionar exportações para outros países

Grupos com operações internacionais, como Minerva e MBRF, poderão utilizar unidades instaladas em países como Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia para manter o abastecimento da China.

Conforme analistas do setor, esses países ainda possuem espaço disponível dentro das cotas concedidas pelo governo chinês, permitindo um eventual redirecionamento das exportações.

Enquanto isso, parte das plantas brasileiras tende a ampliar as vendas para mercados como os Estados Unidos e outros compradores internacionais.

Mercado interno deve sentir impactos moderados

Mesmo com a possibilidade de parte da produção permanecer no Brasil, especialistas não projetam uma queda significativa nos preços da carne bovina para o consumidor.

Felippe Serigatti explica que outros mercados podem absorver parte da produção, enquanto o atual ciclo pecuário, marcado pela retenção de fêmeas, reduz a oferta de animais para abate e ajuda a sustentar os preços.

Outro fator observado é o mercado futuro do boi gordo, que continua indicando valorização da arroba até o fim do ano.

No mercado físico, a Scot Consultoria aponta que a arroba perdeu força desde a segunda quinzena de junho, mas a expectativa é de manutenção dos preços em São Paulo entre R$ 320 e R$ 330 durante julho e agosto.

Consumidor deve encontrar apenas promoções pontuais

A avaliação predominante entre analistas é que a nova cota chinesa não será suficiente para provocar redução expressiva no preço da carne bovina no varejo.

A expectativa é de que ocorram apenas ajustes localizados e promoções em determinados cortes, sem mudanças estruturais no mercado.

Especialistas também alertam que uma queda prolongada na remuneração dos pecuaristas poderia desestimular investimentos na atividade, reduzir a oferta de animais nos próximos ciclos e, futuramente, voltar a pressionar os preços ao consumidor.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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