Comércio Exterior

EUA são os que menos perdem em guerra comercial, avalia Samuel Pessôa

Pesquisador do BTG Pactual e do Ibre-FGV indica que, em cenário de conflito tarifário global, economia americana é mais protegida do que possíveis adversários

Com a nova configuração no comércio global, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump tem mais poder de barganha do que seus pares e é por isso que fazem acordos, afirmou Samuel Pessôa, pesquisador do BTG Pactual e do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Samuel aponta que o processo de desglobalização e do fim do multilateralismo nas relações internacionais “é um desastre para o mundo e para o bem estar. Se for desfazer cadeias globais, o custo é alto”.

Segundo ele, a perda de bem estar é uma ameaça “crível” em democracias, com uma capacidade pior de perder essa questão do que sociedades autocráticas.

O pesquisador traça um paralelo entre a economia americana e a chinesa, especialmente pela diferença no sistema político dos dois países. “O Xi Jinping não tem eleição. Ele pode impor a perda de bem estar.”

Desde quando Trump iniciou sua guerra comercial, o principal adversário do presidente dos Estados Unidos foi a China. Os dois países trocaram retaliações até chegarem a um acordo de pausa, que se encerra em 12 de agosto. 

“Eles estão retaliando, mas aqueles bens que são muito importantes para as cadeias locais da China, os produtores se organizam e não colocam tarifa.”, aponta Samuel. De acordo com o pesquisador, a estratégia de proteção dos produtos importantes para balança comercial chinesa, é “um dos motivos do porquê as tarifas não estão tendo o impacto esperado até aqui”.

Outro fator colocado por Samuel pelo impacto limitado das taxas é que as alíquotas “que estão sendo de fato praticadas são bem menores do que as anunciadas no ‘dia da libertação.'”

Trump já apresentou cerca de 10 acordos tarifários, que reduziram partes do tarifaço anunciado – além de pausas temporárias para alguns países. Mesmo assim, os consumidores americanos vão pagar a maior tarifa desde os anos de 1930, com 18,3%.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

SC está entre os quatro estados do país mais afetados pelo tarifaço

SC está entre os quatro estados do país mais afetados pelo tarifaço

O aumento de 50% das tarifas de importação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, a partir do dia 6 de agosto, terá grandes impactos econômicos pra Santa Catarina. Conforme levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o estado aparece em 4º lugar na lista de maior prejuízo financeiro do país (R$ 1,7 bilhão), e terá a segunda maior queda no PIB, com taxa prevista de -0,31%.

A CNI estima que o tarifaço pode gerar a perda de pelo menos 110 mil empregos, além de reduzir em 0,16% o PIB do Brasil e de provocar uma queda de 0,12% na economia global. Em Santa Catarina, quase tudo (99%) que o estado vende pros EUA vem da indústria. Antes mesmo da vigência da sobretaxa, os exportadores catarinenses já tiveram queda de 70% dos pedidos dos importadores norte-americanos.

Mesmo com a retirada de produtos do tarifaço, as principais mercadorias que Santa Catarina exporta pros EUA estão fora das exceções e serão impactadas. Entre elas estão as da indústria náutica, impactando o polo de Itajaí; de motores e transformadores, atingindo gigantes como Weg e Tupy; e de carnes, com impacto em empresas como Sadia, BRF, Seara e Aurora.

O complexo portuário de Itajaí, por onde passa a maioria das exportações do estado, deve sofrer o efeito das operações na indústria. Enquanto 61% das empresas já buscam novos mercados para reduzir os prejuízos, o Porto de Itajaí também articula com o governo federal a ampliação das exportações para a Ásia pra compensar as perdas dos pedidos dos EUA.

Segundo pesquisa da Fiesc, com a vigência da tarifa, 72,1% das indústrias do estado preveem demissões nos próximos seis meses. Também é previsto um tombo no faturamento, atingindo 94% dos exportadores catarinenses, dos quais 51% estimam queda de mais de 30% na receita. Entre as empresas pesquisadas, 54% já suspenderam embarques para os EUA e cerca de 39% estão renegociando preços com os clientes.

“A pesquisa mostra que as perspectivas do setor para os próximos seis meses são de um cenário de redução de pedidos, demissões e recuo significativo no faturamento, demandando uma ação rápida e assertiva do poder público, de forma a preservar empregos e a nossa economia”, resume o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

Governos estadual e federal anunciam medidas nesta semana

O governo de Santa Catarina vai anunciar nesta semana medidas de proteção da economia catarinense contra o tarifaço dos Estados Unidos. No pacote estão previstas prorrogação de pagamento de impostos, crédito de ICMS e linhas de crédito para as empresas prejudicadas.

As ações também preveem a manutenção dos empregos pelas indústrias beneficiadas com as medidas. O estudo do governo estadual levou em conta a análise dos impactos por setor e por região, o total das exportações catarinenses e a geração de emprego pelas empresas.

Um pacote de socorro às empresas brasileiras também será anunciado pelo governo federal. As medidas deverão ser por setor. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou na sexta-feira já ter mandado pro presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) as propostas do plano, elaborado com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Porto discute abertura de novos mercados

A Agência Brasileira de Promoção das Exportações (Apex-Brasil) discutiu em reunião na sexta-feira o impacto do tarifaço especialmente para os produtos cujas exportações são feitas pelo Porto de Itajaí. O superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos, participou do encontro.

Ele destacou preocupação sobre setores estratégicos de Santa Catarina, como os de proteína animal, pescados e móveis, entre outros. Segundo João Paulo Bastos, a medida tem gerado insegurança entre os produtores e ameaça comprometer o desempenho do comércio exterior na região.

O presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, adiantou as iniciativas em andamento pelo governo federal pra reduzir os prejuízos, incluindo a abertura de novos mercados na Ásia, com destaque para a China, para produtos como pescados. Ainda estão previstas missões internacionais para ampliar o acesso de exportadores nacionais a novos destinos.

Empresários catarinenses devem integrar essas comitivas, inclusive com a participação de Lula. “Estamos aguardando as orientações do governo federal para construir alternativas no comércio internacional”, disse João Paulo. “O Brasil é gigante. Santa Catarina também. E o Porto de Itajaí saberá dar as respostas à altura, com agilidade e responsabilidade”, completou.

Setor náutico faz diagnóstico

Os impactos do tarifaço no setor náutico ainda são avaliados pelas empresas catarinenses. Nesta semana, o segmento, que também está à espera das medidas dos governos federal e estadual, deve fazer um balanço da situação, segundo o presidente da Associação Náutica Brasileira (Acatmar), Leandro “Mané” Ferrari.

A sobretaxa preocupa o setor, já que os EUA são um dos principais compradores de barcos brasileiros, principalmente das embarcações de lazer e iates de luxo que têm Itajaí como polo de construção em Santa Catarina. Neste ano, o Brasil exportou 559 barcos, sendo 68% da movimentação da receita vinda das exportações aos EUA.

De acordo com a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar), SC responde por metade da produção nacional de barcos de lazer e 90% das exportações do setor. Itajaí é destaque, concentrando 70% da produção estadual e 35% da nacional, segundo a Acatmar. A cidade abriga 27% das empresas náuticas catarinenses e lidera a exportação estadual de embarcações de esporte e lazer.

Fonte: Diarinho


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Comércio Exterior

Trump diz que Lula pode ligar para ele “a qualquer momento”

Presidente dos EUA falou a repórteres no jardim da Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (1°) que o presidente Lula pode ligar para ele “a qualquer momento” para discutir tarifas e outros conflitos entre os países.

Cerca de 44,6% das exportações brasileiras foram isentadas do tarifaço, segundo cálculo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A ordem executiva traz uma lista com cerca de 700 produtos que ficaram de fora da sobretaxa. Entre eles estão aviõescelulosesuco de laranjapetróleo e minério de ferro. Para esses itens, continua valendo a tarifa de 10% anunciada em abril.

A fala do presidente americano acontece após a oficialização das tarifas de 50% aos produtos brasileiros na terça-feira (30). O governo dos EUA justificou as tarifas como uma “emergência nacional” em razão das políticas e ações “incomuns” e “extraordinárias” do Brasil.

Na quinta-feira (31), Trump assinou uma ordem executiva impondo tarifas que variam de 10 a 41% a diversos países.Em entrevista à jornalistas no jardim da Casa Branca, Trump disse: “Ele pode falar comigo quando quiser. Vamos ver o que acontece, eu amo o povo brasileiro” e finalizou afirmando que “as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”.

O decreto trata de reajustar as tarifas anunciadas pelo republicano em 2 de abril, que ficou conhecido como Dia da Libertação.

No texto, Trump ainda sinaliza que pode baixar essas tarifas, a depender de acordos celebrados com os parceiros comerciais, tratativas estas que ele reitera estarem avançando.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Com expectativa de safra maior, contratos do algodão apresentam queda em Nova York

Contratos encerram com quedas de 2,1% para dezembro de 2025 e 1,3% em 2026

A perspectiva de uma safra mundial de algodão maior pressionou os contratos em Nova York nesta semana. O contrato para dezembro de 2025 encerrou com queda de 2,1%, enquanto para 2026 de 1,3%.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (1º).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 31/jul cotado a 67,25 U$c/lp (-2,1% vs. 24/jul). O contrato Dez/26 fechou em 69,10 U$c/lp (-1,3% vs. 24/jul).

Basis Ásia – o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 910 pts para embarque Ago/Set-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 31/jul/25.

Altistas 1 – O Produto Interno Bruto (PIB) real dos EUA cresceu a uma taxa anual de 3,0% no segundo trimestre de 2025, em comparação com uma queda de 0,5% no primeiro trimestre.

Altistas 2 – As condições da lavoura dos EUA pioraram esta semana: a classificação “boa a excelente” caiu 2 pontos percentuais, para 55%, ainda assim acima dos 49% da safra passada.

Baixistas 1 – Por outro lado, o clima quente e seco do Texas ao Delta tem favorecido o avanço da safra, embora ambas as regiões necessitam de umidade adicional neste momento.

Baixistas 2 – China e EUA não fecharam um acordo sobre produtos agrícolas e essa falta de avanço é mais um limitador para as cotações.

Oferta – A Cotlook elevou as projeções de produção global de algodão para 2024/25 (+113 mil tons) e 2025/26 (+118 mil tons), ultrapassando 26 milhões tons, maior volume desde 2017/18.

Demanda 1 – O consumo global de algodão segue pressionado pelas incertezas tarifárias. China, Paquistão e Turquia tendem a reduzir o uso, enquanto Índia, Bangladesh e Vietnã projetam alta – embora ainda insuficiente para compensar a queda geral.

Demanda 2 – A previsão do Cotlook é de consumo abaixo de 25 milhões tons em 2024/25 e 2025/26, o que resultaria em acúmulo de mais de 1 milhão tons em estoques por temporada.

Missão Compradores 1 – A Abrapa recebe de 3 a 9/ago um grupo com 20 executivos da indústria têxtil de 6 países (Bangladesh, China, Índia, Paquistão, Turquia e Vietnã) que, juntos, respondem por 84,9% das exportações brasileiras de algodão.

Missão Compradores 2 – Nesta 9ª edição da Missão Compradores, serão visitados MT, BA e GO. O objetivo é mostrar como o Brasil se tornou o maior exportador mundial a partir de boas práticas de sustentabilidade, qualidade e rastreabilidade.

Missão Compradores 3 – A delegação inclui 19 empresas têxteis diferentes que consomem, anualmente, 1,4 milhão tons. A pluma brasileira representa, em média, 35% desse consumo total.

Missão Compradores 4 – Além de visitas guiadas a fazendas, a missão passará por algodoeiras, laboratórios e terá workshops técnicos. A iniciativa integra as ações do programa Cotton Brazil.

Tarifas 1 – Nesta semana, antes do aguardado dia 1º de agosto, muitos acordos de renegociação das taxas norte-americanas foram anunciados.

Tarifas 2 – Conversas entre EUA e China mantêm um tom positivo, mas sem perspectiva de resolução rápida. O prazo de 12/ago pode ser estendido novamente.

Tarifas 3 – Há esperança de que, em algum momento da nova temporada, um acordo global estimule compras em larga escala de produtos agrícolas e industriais dos EUA (como ocorreu em 2020) e revitalize o comércio.

Paquistão – Produtores paquistaneses comemoram pausa nas chuvas de monção. A produção de algodão foi estimada em torno de 1,1 milhão tons a 1,3 milhão tons, e o desenvolvimento da safra é considerado satisfatório.

Qualidade 1 – A Abrapa é uma das organizações brasileiras a participar de treinamento sobre classificação de algodão em Memphis (EUA). O curso começou na segunda a convite do USDA e da Uster, fabricante de equipamentos HVI.

Qualidade 2 – O objetivo é qualificar a equipe técnica para dar mais transparência ao processo de classificação. Além da Abrapa, o grupo inclui representantes da Abapa, Amipa, Agopa e Embrapa.

Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 111,7 mil tons na terceira semana de julho. A média diária de embarque é 19,1% menor que no mesmo mês em 2024.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até o dia de ontem (31/07) foram colhidos no estado da BA (40,56%), GO (66,41%), MA (55%), MG (60%), MS (68%), MT (17%), PI (67,9%), PR (95%) e SP (95%). Total Brasil: 25,69%.

Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até o dia de ontem (31/07) foram beneficiados nos estados da BA (25%), GO (19,3%), MA (6%), MG (25%), MS (22%), MT (2%), PI (30,8%)  PR (90%) e SP (100%). Total Brasil: 8,46%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior

Frigoríficos de MT podem adotar férias coletivas após tarifa dos EUA, diz Sindifrigo

Setor descarta demissões e afirma que ajuste no mercado será temporário; EUA respondem por 12% das exportações de carnes do estado

Apesar da nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos à carne brasileira, frigoríficos de Mato Grosso não devem promover demissões, segundo o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do estado (Sindifrigo). A medida, que entra em vigor no dia 6 de agosto, pode levar o setor a adotar férias coletivas pontuais enquanto o mercado se ajusta.

“Creio que não haverá demissões de colaboradores nos frigoríficos em decorrência da taxação americana. No caso de Mato Grosso, poderão ocorrer férias coletivas, mas somente no período necessário para ajustes de mercados e equilíbrio entre oferta e procura, nada além disso”, afirma o presidente do Sindifrigo, Paulo Bellincanta, por meio de nota.

De acordo com ele, os Estados Unidos respondem por cerca de 12% do volume total das exportações de carnes de Mato Grosso (bovina, suína e de aves), o que torna difícil substituir esse mercado de forma imediata.

“O grande problema é que 12% de volume de exportação, no atual momento do mercado, é um número muito elevado para ser ajustado. É preciso algum tempo para ajuste de volume nos diversos mercados”, avalia.

Somente as exportações de carne bovina mato-grossense no primeiro semestre de 2025 somaram 368,81 mil Toneladas em Equivalente Carcaça (TEC). Deste volume 49,55% tiveram a China como destino e apenas 7,20% os Estados Unidos, segundo maior importador do estado no ano, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), trazidos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

No acumulado do ano, os Estados Unidos adquiriram em carne bovina de Mato Grosso 26.549 toneladas, enquanto a China, como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, que soma 182,7 mil toneladas.

Mesmo diante da pressão, o setor frigorífico reforça sua relevância econômica. Atualmente, Mato Grosso possui 43 plantas frigoríficas, que geram aproximadamente 40 mil empregos diretos e quase 100 mil indiretos em toda a cadeia produtiva.

“Temos o embate de dois fatores opostos, por um lado os produtores aplaudindo a medida de seu presidente e de outro lado os preços pressionando a inflação o que nos dá a expectativa de uma negociação para a carne”, conclui Bellincanta.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior

Produção continuará em plena capacidade mesmo com tarifas dos EUA, diz Marfrig

A Marfrig afirmou nesta sexta-feira que as operações da companhia no Brasil continuam normalmente, sem interrupções nas linhas de produção e em plena capacidade.

A companhia também destacou a ausência de “impactos na receita e na rentabilidade decorrentes dos efeitos da nova política tarifária dos Estados Unidos”.

Em comunicado ao mercado, a Marfrig esclareceu que “acessa o mercado dos Estados Unidos por meio de suas operações no Uruguai e Argentina e que as exportações para o país totalizaram 27 mil toneladas em 2025”.

“Em linha com a estratégia de diversificação geográfica e nosso portfólio de maior valor agregado, a Marfrig está presente no mercado norte-americano por meio da Operação da National Beef”, acrescentou.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Comércio Exterior

Pedidos dos EUA caem para 70% das exportadoras de SC, diz FIESC

Se tarifa de 50% for mantida, 72,1% das indústrias respondentes preveem demissões nos próximos 6 meses, mostra pesquisa;

Principais produtos da pauta exportadora catarinense ao mercado norte-americano estão fora da lista de exceções

O impacto das tarifas de 50% sobre as exportações do Brasil para os Estados Unidos já afeta as exportadoras de SC mesmo antes da entrada da medida em vigor. Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias de SC (FIESC) mostra que, entre as indústrias exportadoras que responderam o questionário, 69,23% já tiveram recuo no volume de pedidos dos importadores norte-americanos.

“A pesquisa mostra que as perspectivas do setor para os próximos seis meses são de um cenário de redução de pedidos, demissões e recuo significativo no faturamento, demandando uma ação rápida e assertiva do poder público, de forma a preservar empregos e a nossa economia”, resume Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC.

A queda na receita deve atingir 93,8% das exportadoras, e 51,2% delas preveem perdas de mais de 30% no faturamento. O reflexo nos empregos também é claro: 72,1% das indústrias pesquisadas estimam demissões.

Impactos já sentidos
O decreto que detalhou a nova tarifa norte-americana foi publicado ontem e vigora a partir da próxima quarta-feira (6), mas as indústrias catarinenses já vêm sentindo os impactos, em decorrência da insegurança gerada pelo anúncio, realizado no dia 9 de junho. Além de pedidos em queda, 53,84% das empresas foram obrigadas a suspender embarques. Os clientes norte-americanos pediram renegociação de preços para 38,46% das indústrias e 17,7% delas já deram férias coletivas aos trabalhadores. “O fator positivo é que 61,4% das indústrias já estão prospectando novos mercados internacionais, de forma a reduzir sua exposição aos Estados Unidos”, explica Pablo Bittencourt, economista-chefe da FIESC.

Próximos 6 meses
A pesquisa aponta que a manutenção das tarifas norte-americanas nos patamares anunciados no dia 30 teria efeitos sobre a capacidade das indústrias catarinenses de honrar seus compromissos com fornecedores e credores. As pequenas empresas devem ser as mais afetadas no curto prazo.

Em relação ao recuo do faturamento, 51,2% das empresas que responderam a pesquisa preveem queda superior a 30%. Já 20,9% das indústrias estimam redução de até 10%, enquanto 21,7% das empresas projetam perdas entre 10 e 20%.

“Esses são dados relevantes para considerarmos na elaboração de políticas públicas para minimizar o efeito do tarifaço. A perda de receita, combinada com endividamento, têm reflexos diretos sobre os níveis de emprego”, destaca Bittencourt.

O presidente da FIESC lembrou que a entidade se reuniu com o vice-presidente e ministro do desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e executivos do ministério para debater os impactos do tarifaço, além de ter iniciado articulações com o governo do estado para propor medidas para mitigar os efeitos do tarifaço.

Apenas 27,9% das exportadoras não preveem demissões como consequência das tarifas. Das indústrias que estimam demissões, 29,5% projetam cortes de mais de 30% dos empregados, enquanto 22,5% estimam demitir entre 10 e 20%. Já 21,7% das indústrias afirmam que a expectativa é demitir até 10% da equipe nos próximos 6 meses se as tarifas continuarem em 50%.

Produtos isentos
Análise da FIESC aponta que, de forma geral, os principais produtos da pauta exportadora de Santa Catarina não estão na lista de produtos isentos. A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, explica, no entanto, que a situação dos exportadores de SC deve ser avaliada caso a caso, considerando a longa lista de exceções.

“Os produtos de madeira e derivados, como móveis, que lideram as exportações catarinenses para os Estados Unidos, estão sob investigação pela seção 232. Até o fim da investigação, essas mercadorias seguem sendo tarifadas com alíquotas anteriores ao anúncio do tarifaço”, explica.

Já o segmento de veículos e autopeças, segundo na lista dos principais produtos, tem taxa fixada em 25%, a mesma para todos os países do mundo, explica Maitê Bustamante. Não haverá sobretaxa de 50% ao setor.

“A lista de produtos isentos é extensa e muito particular. Um setor pode ter produtos dentro e fora da lista. Cabe à indústria avaliar com cuidado o documento e identificar possíveis exclusões considerando a classificação de cada um de seus produtos conforme a Comissão de Comércio Internacional dos EUA”, explica.

Fonte: FIESC

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Exportação

Tarifaço exclui 44,6% das exportações do Brasil para EUA, informa Mdic

Tarifaço exclui 44,6% das exportações do Brasil para EUA, informa Mdic

O tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump exclui 44,6% das exportações brasileiras em valores para os Estados Unidos, divulgou nesta quarta-feira (31) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A pasta calculou o impacto da lista com cerca de 700 exceções para produtos que ficaram fora da sobretaxação.

Esses 700 itens, entre os quais aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro, continuarão a pagar a tarifa de até 10% definida em abril. Segundo a pasta, as medidas anunciadas na quarta-feira (30) incidirão apenas sobre 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Há ainda 19,5% das vendas sujeitas a tarifas específicas, adotadas pelo governo de Donald Trump com base em argumentos de segurança nacional. Entre esses produtos, estão as autopeças e automóveis de todos os países, que pagam 25% para entrarem nos Estados Unidos desde maio.

O aço, alumínio e cobre pagam alíquota de 50%, mas, segundo o levantamento do Mdic, estão dentro dos 19,5% porque as tarifas foram definidas com base nos argumentos de segurança nacional em fevereiro, com entrada em vigor em março.

De acordo com o Mdic, 64,1% das exportações brasileiras continuam concorrendo em condições semelhantes com produtos de outros países no mercado estadunidense. Esse percentual é a soma dos 44,6% de vendas excluídas do tarifaço e dos 19,5% de exportações com tarifas específicas.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Mdic, o levantamento é preliminar e foi elaborado com base nas exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2024. O governo brasileiro espera alguns esclarecimentos sobre se algumas especificações de produtos estão fora da lista de exceções.

A pasta esclareceu que os produtos em trânsito para os Estados Unidos não serão afetados pelas tarifas adicionais. A decisão, emitida na quinta-feira (30), excluiu da elevação da tarifa mercadorias que tenham sido embarcadas no Brasil até sete dias após a data da ordem executiva, observadas as condições previstas.

O Mdic divulgou uma tabela do efeito do tarifaço e da lista de exceções sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos: Com base nos valores vendidos em 2024:

Exportação brasileira aos EUA em 2024:

Fonte: Agência Brasil

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Negócios

10 maiores multinacionais brasileiras nos Estados Unidos

A expansão de multinacionais brasileiras para mercados estrangeiros é um cenário cada vez mais comum, pois contribui para o fortalecimento da economia de todos os países envolvidos. As empresas brasileiras têm se destacado ao estabelecerem presença em diversas nações, sobretudo nos Estados Unidos, a maior potência econômica do mundo.

A busca por novas oportunidades de crescimento, o acesso a tecnologias de ponta e a ampliação do alcance comercial são alguns dos benefícios que têm impulsionado esse cenário. Porém, atravessar fronteiras e conquistar um espaço sólido em solo norte-americano não é somente uma estratégia de expansão, mas também uma capacidade de se adaptar a contextos empresariais distintos e desafiadores. 

Ao longo deste artigo, você vai conhecer o panorama das 10 maiores multinacionais brasileiras nos Estados Unidos, de modo a evidenciar a relevância desses empreendimentos para o desenvolvimento econômico global e para o fortalecimento das relações entre Brasil e Estados Unidos. Boa leitura!

O que é considerada uma multinacional?

Uma empresa multinacional representa toda organização que, apesar de contar com uma sede oficial em seu país de origem, expandiu suas atividades para outras nações. Ou seja, é um negócio que atua de maneira internacional, independentemente da quantidade de países em que está presente.

As multinacionais também são chamadas de transnacionais ou empresas globais, sendo características do atual mundo globalizado em que vivemos. Elas começaram a surgir após a Revolução Industrial, passando a dominar o mercado com o fim da Segunda Guerra Mundial.

Para as organizações, esse modelo é uma forma de expandir os negócios e aumentar a presença global, além de maximizar os lucros. Já para os países que recebem filiais, há benefícios como o desenvolvimento tecnológico local, a geração de empregos e uma maior competitividade, o que traz melhores preços e variedade de produtos.

A expansão de multinacionais é um processo quase natural. Isso porque, quando uma empresa já contempla praticamente todo o seu mercado interno e percebe que há um nicho no mercado externo, é natural que ela queira abrir filiais, fábricas ou outras formas de extensões do negócio para conquistar novos consumidores e aumentar os seus lucros.

Como é a atuação de empresas brasileiras nos EUA?

Os EUA oferecem um futuro promissor para a expansão de empresas de diversos setores, impulsionando seu crescimento e apresentando um consumo mais atento e sustentável. É por isso que, nas últimas décadas, diversas organizações brasileiras passaram a marcar presença em território norte-americano.

De acordo com o “Mapeamento de Empresas Brasileiras Instaladas nos Estados Unidos”, elaborado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) em 2020, mais de 500 empresas do Brasil atuam nos EUA, em 29 setores de bens de consumo e de serviços. Elas demonstram forte representação nos segmentos de produtos comerciais, produtos de consumo e serviços comerciais.

As empresas presentes nos EUA têm uma média de 14 instalações no país, além de apresentarem uma média de 772 funcionários e atuarem em solo estadunidense há cerca de 16,7 anos. Outro dado interessante é quanto ao local de atuação dos brasileiros: a maioria (70%) concentra suas operações na Flórida, estado considerado como centro de acesso à América Latina, seguida por Texas e Califórnia.

Quais são as maiores multinacionais brasileiras instaladas nos EUA?

Após conhecer as características de uma multinacional e os números da atuação brasileira nos EUA, é hora de conferir as 10 maiores multinacionais brasileiras instaladas em solo norte-americano. Elas souberam enfrentar os desafios do mercado externo e construíram uma estratégia de sucesso, passando a obter boa parte de seu faturamento no exterior. A seguir, veja quais são elas.

1. Stefanini

Esta multinacional nasceu no interior de São Paulo, em 1987, com sede no município de Jaguariúna. Seu foco é na prestação de serviços, software e consultoria de informática, sendo considerada hoje como uma das principais empresas de Tecnologia da Informação (TI) do mundo.

A Stefanini tem subsidiárias em 37 países, incluindo os Estados Unidos, além de 24 mil empregados. Sua primeira filial internacional foi aberta na Argentina, em Buenos Aires, em 1996. Mas sua expansão no mercado exterior só foi se intensificar a partir dos anos 2000.

O sucesso da multinacional se deve, sobretudo, às suas aquisições internacionais, como a norte-americana RCG Staffing, especializada em recrutamento e treinamento de profissionais de TI para empresas, e a IHM Engenharia, integradora de sistemas, instrumentação, elétrica e TI Industrial.

2. Gerdau

Maior empresa brasileira produtora de aço, a Gerdau é outra multinacional com atuação expressiva nos Estados Unidos. Trata-se de uma organização centenária, inaugurada em 1901, com sede localizada na cidade de São Paulo. 

A empresa está presente em 9 países, conta com 32 unidades produtoras de aço e tem mais de 28 mil colaboradores diretos e indiretos no mundo. Além disso, é conhecida como uma das fornecedoras de aços longos mais importantes das Américas e de aços especiais no globo, reconhecida também como a maior recicladora da América Latina.

Sua primeira operação fora do país ocorreu em 1980, no Uruguai. A partir daquele ano, a empresa intensificou cada vez mais sua atuação no exterior, com a demanda dos Estados Unidos se tornando a principal fonte de ganhos de desempenho da multinacional no primeiro trimestre de 2023.

3. Tupy

Com sede em Joinville (SC), a Tupy é uma empresa global do mercado de metalurgia, focada na produção de componentes estruturais em ferro fundido de alta complexidade geométrica e metalúrgica. Foi fundada em 1938 e tem escritórios no Brasil e em outros quatro países: Alemanha, Estados Unidos, Itália e Holanda. 

As soluções de engenharia desenvolvidas pela Tupy são aplicadas nos setores de transporte de carga, infraestrutura, agronegócio e geração de energia. Os produtos são exportados para cerca de 40 países, contando com uma mão de obra de 13 mil funcionários.

Em 2022, a multinacional adquiriu a MWM, tradicional fabricante de motores e geradores. Assim, ingressou no setor de Energia & Descarbonização, Marítimo e de Reposição, melhorando ainda mais seus resultados.

4. Metalfrio

Produtora e fornecedora de soluções na indústria de refrigeração comercial, a Metalfrio tem fábricas na América Latina (Brasil e México) e Ásia (Rússia e Turquia). Mas sua atuação é muito mais ampla: conta com escritórios, lojas e representantes comerciais espalhados em 74 países nos 5 continentes.

Fundada em 1960, a multinacional oferece soluções customizadas para marcas mundiais e regionais, atendendo diferentes necessidades e mercados. Mesmo com uma atuação tão ampla, seu quadro de funcionários é baixo se comparado às demais empresas desta lista: são pouco mais de 1 mil colaboradores.

Graças ao seu empenho em alavancar a produção nas operações europeias, a Metalfrio se tornou uma das empresas que mais faturam fora do Brasil. Um resultado desse trabalho é o aumento de vendas na Europa e no Oriente Médio e um faturamento de mais de R$ 1 bilhão por ano.

5. JBS

A JBS foi fundada em Anápolis, no estado de Goiás, em 1953. Nesses 70 anos de atuação, a empresa se tornou uma das maiores indústrias de alimentos do mundo, passando a contar com cerca de 250 mil empregados e 500 unidades em mais de 20 países em 5 continentes, entre fábricas e escritórios. Em relação aos clientes, são mais de 275 mil em, aproximadamente, 190 países.

Seu primeiro negócio fora do país foi aberto em 2005, na Argentina. Mas o destaque fica por conta de sua atuação na América do Norte, onde opera as unidades JBS USA Beef (maior empresa de carne bovina do mundo) e JBS USA Pork (segunda maior produtora mundial de carne suína).

Marcas mundialmente famosas, como Seara, Swift e Friboi, pertencem à JBS e contribuem para seu faturamento expressivo. Porém, a multinacional vai além dos alimentos, comercializando também embalagens metálicas, itens de higiene e limpeza, colágeno, biodiesel, entre outros.

6. CZM

Outra empresa brasileira que se destaca no exterior é a CZM, fundada em 1976, em Belo Horizonte (MG). Se em seus primeiros anos o negócio consistia em apenas uma oficina de máquinas e tratores, nas décadas seguintes ele cresceu cada vez mais, tornando-se líder no mercado de produção de equipamentos de perfuração e cravação de estaca.

Hoje, a CZM tem uma fábrica em Contagem (MG) e outra na Geórgia (EUA), exportando seus produtos para mais de 30 países, com foco na América do Sul e do Norte. O portfólio inclui máquinas para fundação, construção civil, logística, mineração e energia.

O processo de internacionalização desta multinacional foi iniciado recentemente, mas ela chama a atenção pelas vendas e pós-vendas sem intermediários, diretamente das fábricas e filiais próprias. Desse modo, a relação com os clientes é mais rápida e fácil.

7. Marfrig

Em nossa lista de maiores empresas multinacionais brasileiras nos EUA, a Marfrig não poderia ficar de fora. Isso porque estamos falando da líder global na produção de hambúrgueres e uma das maiores empresas de proteína bovina do mundo.

Foi fundada há pouco mais de duas décadas, em 2000, tendo como sede São Paulo. Mas hoje, seus produtos estão presentes em mais de 100 países, reunindo 21 unidades produtivas bovinas, 10 centros comerciais e de distribuição em 4 continentes e cerca de 30 mil funcionários.

A Marfrig também produz e comercializa itens à base de proteína vegetal, sendo a primeira multinacional brasileira a atuar nesse setor em escala comercial. Para esse nicho, a empresa firmou um acordo exclusivo com a norte-americana Archer Daniels Midland Company (ADM), o que deu origem à PlantPlus Foods!, focada nas Américas do Sul e do Norte.

8. BRF

Em 2009, duas das maiores empresas de alimentos do mundo, a Sadia e a Perdigão, se fundiram, dando origem à BRF, cujo início das operações ocorreu em 2013. A multinacional está presente em mais de 130 países de 5 continentes e tem sede em Itajaí (SC), reunindo uma equipe de mais de 90 mil profissionais pelo mundo.

A atuação da BRF na América vem ganhando cada vez mais relevância nos últimos anos, pois é constituída de mercados com grande potencial de crescimento. Na região, a empresa tem 3 escritórios comerciais, 9 unidades produtivas e 13 centros de distribuição.

Desde 2021, a empresa decidiu investir em seu mercado nos Estados Unidos, Europa e China, tendo como objetivo o alcance de um faturamento de R$ 100 bilhões até 2030 nesses locais. Os esforços foram bem-sucedidos e a BRF tem apresentado bons resultados nos últimos anos.

9. DMS Logistics

Com sede no Rio de Janeiro (RJ), a DMS Logistics foi fundada em 1987 e é uma multinacional brasileira de agenciamento de carga, com polos em São Paulo e Miami. Ela impressiona pelo baixo número de funcionários (cerca de 300), mas também pela alta receita e faturamento milionário.

Se nos anos 1990 a empresa se dedicou a consolidar sua atuação, a virada do milênio foi marcada por uma forte expansão. Foi quando começou a atuar nos Estados e o processo de internacionalização foi concluído.

Um ponto forte da empresa é sua diversificação: em 2012, decidiu mudar de ares e deu os primeiros passos na indústria farmacêutica. Após poucos anos, esse se tornou seu principal segmento de atuação, mostrando que um negócio pode ter como foco diferentes produtos ou serviços.

10. WEG

A WEG é uma empresa voltada para o segmento de bens industriais, motores, compressores, entre outros. Tem sede na cidade de Jaraguá do Sul (SC) e foi criada em 1961, com sua primeira filial fora do Brasil tendo sido aberta nos Estados Unidos, em 1991.

É reconhecida no mercado como uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, contando com uma equipe de mais de 39 mil colaboradores e 3 mil engenheiros em todo o globo. Além disso, tem filiais em 37 países e fábricas em 15, marcando presença em 5 continentes.

A WEG não comercializa seus produtos diretamente aos clientes, pois sua produção está voltada à compra de insumos e matérias-primas, como chapas de aço e cobre. Após adquiri-los com fornecedores, a empresa modifica-os e desenvolve equipamentos industriais.

Fonte: Amcham

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Comércio Exterior

Trump ameaça dobrar a aposta se Lula aplicar reciprocidade no tarifaço

Tarifaço de Donald Trump sobre o Brasil entra em vigor na próxima quarta-feira (6) com lista de quase 700 exceções

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou o “tarifaço” sobre o Brasil ao assinar um decreto na quarta-feira (30). O texto impõe taxa de 40% aos produtos brasileiros, em complemento aos 10% anunciados em abril, o que ainda pode aumentar conforme a reação do governo brasileiro.

O tarifaço entra em vigor na próxima quarta-feira (6). O governo estadunidense, porém, abriu exceção para quase 700 produto brasileiros, como suco de laranja, castanha-do-Pará, minérios, petróleo, ventiladores e peças de aviação civil.

Trump deixou claro que pode modificar o decreto a depender da resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em caso de retaliação aos Estados Unidos, ele promete reforçar a medida.

“Por exemplo, se o governo do Brasil retaliar aumentando as tarifas sobre exportações dos Estados Unidos, vou aumentar a taxa estabelecida nesta ordem para uma quantia correspondente”, declarou Trump.

Ele também está disposto a mudar de ideia se o governo brasileiro tomar providências contra o que chamou de “emergência nacional” e se alinhar com os Estados Unidos em “questões de segurança nacional, economia e política externa” abordadas no decreto.

Trump voltou a criticar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por golpe de Estado no STF (Supremo Tribunal Federal), que classificou de “perseguição política”.

“O tratamento do ex-presidente Bolsonaro pelo governo brasileiro contribui para o colapso deliberado do Estado de direito no Brasil, para a intimidação política e para abusos dos direitos humanos”, escreveu no decreto.

O norte-americano também citou o ministro Alexandre de Moraes, que teria “abusado de sua autoridade judicial para atacar oponentes políticos, proteger aliados corruptos e reprimir a dissidência”.

Em referência às ordens do STF para que plataformas suspendessem o perfil de investigados como Allan dos Santos, Trump disse que o ministro está “coagindo empresas estadunidenses para censurar discurso político”.

Moraes foi enquadrado na quarta-feira na Lei Magnitsky, que impõe sanções a autoridades estrangeiras acusadas de corrupção ou violação aos direitos humanos. Além da proibição da entrada no país, a lei bloqueia contas bancárias nos Estados Unidos e impede transações com empresas estadunidenses.

‘Interferência inaceitável’: Lula reage ao tarifaço de Trump

Em nota na quarta-feira, o presidente Lula reiterou que o Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes.

“É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira”, rebateu o presidente.

Lula se solidarizou com o ministro Alexandre de Moraes e criticou o tarifaço dos Estados Unidos, se colocando novamente à disposição para negociar com Trump.

“O governo brasileiro considera injustificável o uso de argumentos políticos para validar as medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano contra as exportações brasileiras. O Brasil tem acumulado nas últimas décadas um significativo déficit comercial em bens e serviços com os Estados Unidos”, declarou.

“O Brasil segue disposto a negociar aspectos comerciais da relação com os Estados Unidos, mas não abrirá mão dos instrumentos de defesa do país previstos em sua legislação. Nossa economia está cada vez mais integrada aos principais mercados e parceiros internacionais”, acrescentou o presidente.

Por fim, Lula afirmou que o governo federal já iniciou a avaliação dos impactos das medidas e a elaboração das ações para apoiar e proteger os trabalhadores, as empresas e as famílias brasileiras.

Fonte: ND+

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