Economia

Ibovespa cai e dólar sobe com reação do mercado ao tarifaço

Na Europa, os principais índices fecharam em queda. Já na Ásia, as bolsas oscilaram.

O mercado financeiro avalia, nesta quinta-feira (31), os efeitos do tarifaço aplicado pelo governo Donald Trump ao Brasil. O dólar oscila durante todo o dia. No começo da tarde, operava em leve alta de 0,03%, cotado aos R$ 5,59. Já o Ibovespa caia 0,57%, aos 133.229 pontos.

Na Europa, os principais índices fecharam em queda:

  • Stoxx 600: queda de 0,71%, aos 546,34 pontos;
  • FTSE 100 (Londres): queda de 0,08%, aos 9.130,04 pontos;
  • DAX (Frankfurt): queda de 0,81%, aos 24.065,47 pontos;
  • CAC 40 (Paris): queda de 1,14%, aos 7.771,97 pontos;

Na Ásia, os principais índices oscilaram:

  • Nikkei 225 (Tóquio): alta de 1,1%, para 41.069,82 pontos;
  • Kospi (Seul): queda de 0,3%, para 3.245,44 pontos;
  • Hang Seng (Hong Kong): queda de 1,5%, para 24.803,18 pontos;
  • Xangai Composto (Xangai): queda de 1,2%, para 3.573,21 pontos;
  • S&P ASX 200 (Austrália): queda de 0,2%, para 8.742,80 pontos;
  • Taiex (Taiwan): alta de 0,3%, para 23.542,52 pontos;
  • BSE Sensex (Índia): alta de 0,2%, para 81.642,81 pontos.

Impacto para os setores

Quase 60% dos produtos brasileiros ainda serão taxados em 50% quando entrarem nos Estados Unidos, se não houver acordo. A medida assinada pelo presidente Donald Trump afeta produtos como o café, frutas, pescado e carne bovina.

O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, o Cecafé, Marcos Matos, disse, em entrevista ao CBN São Paulo, que as negociações continuam em andamento.

Ele ressaltou que, apesar das tarifas, uma queda do preço do café no mercado interno não deve acontecer no momento. Marcos Matos explica que isso depende de outros fatores:

“O mercado já começou a trabalhar. As tarifas são só mais um item dessa equação, mais uma variável – ela é incerta porque, a todo momento, também as condições mudam, os acordos comerciais com cada país mudam. Continuamos a trabalhar para que a gente consiga colocar o produto na lista de exceções, mas sempre buscando o diálogo entre os dois países que é primordial também”, afirmou.

O setor de pescados também ficou de fora da lista de exceções. Em entrevista ao Jornal da CBN, o diretor-executivo da ABIPESCA, Jairo Gund, explicou que as exportações serão inviáveis para o mercado americano.

“Estamos vivendo talvez o momento mais sensível da história recente do nosso setor. E, agora, a gente fica numa situação onde temos a perda total de de competitividade, comparado com os nossos principais concorrentes externos. Fica completamente inviável. Já estava tendo retenções de embarque pelo receio da confirmação da entrada em vigor -que se confirmou na data de ontem. Agora, nós teremos um impacto severo na redução da produção primária”, explica.

Os mercados caribenho e asiático, que são os concorrentes, também foram tarifados, mas em taxas menores do que a do Brasil.

Uma situação similar atinge o setor de carnes. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, a carga tributária total ultrapassaria os 76%, dificultando o processo. A Abiec afirmou em nota que ainda busca uma negociação com os importadores norte-americanos e com o governo brasileiro.

A tarifa também afetará a competitividade dos derivados de cacau brasileiro e pode gerar riscos fiscais e operacionais para o setor. Segundo a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau, os Estados Unidos responderam por 18% do valor total exportado pelo Brasil.

A Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados ainda acompanha o desdobramentos de negociações entre os dois países.

Em relação ao setor do Alumínio, a Associação Brasileira do Alumínio estima um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão para o setor. De acordo com a Abal, as tarifas também ameaçam a cadeia de reciclagem.

Fonte: CBN

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Economia

Brasil tem 2ª maior taxa de juros real no mundo com Selic a 15%; veja lista

Copom manteve taxa básica no maior patamar desde 2006

Brasil segue com o 2º maior juro real do mundo após o BC (Banco Central) manter a Selic em 15%, em decisão divulgada nesta quarta-feira (30). É o que mostra um levantamento da consultora econômica MoneYou, que leva em consideração 40 países das Américas, África, Ásia, Europa e Oceania.

A taxa básica real do país é de 9,76%, atrás apenas da Turquia, a 10,88%. No mês passado, esses números eram, respectivamente, 9,53% e 14,44%.

O que são juros reais?

Os juros reais são a diferença entre a taxa nominal e a inflação, e, mais do que a taxa bruta, é o número que de fato afeta a economia.

O cálculo considera tanto a inflação quanto os juros futuros, estimados pelo mercado para 12 meses à frente, já que a tendência futura dessas duas variáveis é o que realmente influencia no andamento da economia e nas decisões do BC para a Selic.

Para a taxa brasileira, a metodologia usou a inflação projetada para os próximos 12 meses pelo mercado e coletada pelo Boletim Focus, que é de 4,53%.

Também foi considerada a taxa de juros DI a mercado dos próximos 12 meses, aproximadamente, no vencimento mais líquido, em julho de 2026.

Selic segue em 15%

Por volta das 18h30 desta quarta, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) confirmou o encerramento do ciclo de aperto monetário, mantendo a taxa no patamar de 15% ao ano, o mais elevado desde 2026.

O voto foi unânime pela manutenção dos juros, movimento que veio em linha com a ampla expectativa do mercado.

Fonte: CNN Brasil

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Economia

Economia melhora, e Argentina reabre mercado para o Brasil

A ligeira melhora econômica obtida pelo governo do presidente Javier Milei e a valorização – em alguma medida artificial – do peso têm impulsionado a retomada das exportações brasileiras para a Argentina. O movimento traz alento ao setor externo brasileiro, que sofre com preços mais baixos de commodities e incerteza nas relações comerciais com os Estados Unidos.

As exportações para a principal economia do planeta vinham crescendo nos últimos anos – ainda que longe de ameaçar a liderança da China -, mas devem sofrer um baque com o cada vez mais provável início das tarifas de 50% para produtos brasileiros anunciado pelo presidente Donald Trump. Embora a pauta de exportação brasileira para ambos os países tenha perfil menos dominado por commodities e com maior presença de produtos de maior valor agregado, economistas se dividem sobre a capacidade do vizinho de absorver parte da produção normalmente dirigida aos EUA.

Entre janeiro e junho, as exportações à Argentina somaram US$ 9,120 bilhões, alta de 55,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados compilados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Com isso, o país assegura o posto de terceiro principal destino dos produtos brasileiros, que chegou a ser ameaçado em 2024 pela Holanda.

Confira abaixo as exportações Brasileiras para a Argentina de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras à Argentina | 2022 – 2025 | TEU

A recuperação das compras pela Argentina é algo que já era perceptível desde o fim do ano passado, nota Gabriela Faria, economista da Tendências Consultoria. “O perfil das nossas exportações segue parecido: veículos de passeio, partes e acessórios para veículos, produtos industriais, máquinas elétricas e outros itens relacionados à indústria de transformação, como plástico”, explica.

Individualmente, a categoria veículos automóveis, tratores, ciclos e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios lidera o crescimento das exportações em valor, com crescimento de 121,8% no primeiro semestre, na comparação com igual período de 2024, segundo dados da Secex.

Já de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de veículos ao vizinho cresceram 59,8% nos seis primeiros meses do ano, para 264 mil. Já a participação da Argentina no total exportado quase dobrou, de 34% para 60%. É também o patamar mais alto desde 2018 (68%).

“O câmbio argentino se valorizou muito no período, prejudicou a competitividade do produto de lá. Como as montadoras que atuam aqui e lá são as mesmas, existe uma estratégia de exportar a partir do Brasil, inclusive para lá”, diz Lia Valls, coordenadora do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), do FGV Ibre.

Desde dezembro de 2023, quando Milei assumiu a Presidência, o peso acumula valorização nominal de 54,8%. De lá para cá, a política de choque econômico também começa a render frutos. Após contrair 1,7% em 2024, o PIB do país cresceu 0,8% no primeiro trimestre, na comparação com o trimestre anterior, e 5,8% ante igual período de 2024.

Segundo analistas, a recuperação das compras argentinas foi puxada principalmente pela forte expansão do consumo das famílias e dos investimentos, que também levou as importações a um salto: alta de 42,8% no período.

Outro fator que tem ajudado o exportador brasileiro é a derrubada de barreiras não tarifárias, como licenças de importação e restrições a pagamentos, nota o ex-secretário de Comércio Exterior e sócio da consultoria BMJ, Welber Barral.

“Era algo muito complicado. Já recebi ligação de cliente meu dizendo que esperava há 12 meses autorização para receber pagamento por parte do banco central argentino”, conta.

A situação agora é outra, continua. As reclamações são cada vez menos numerosas, e a recuperação econômica também tem despertado o interesse de empresas brasileiras em investir no vizinho. Barral cita a aprovação recente do Regime de Incentivo para Grandes Investimentos (RIGI) – que busca dar segurança ao investimento estrangeiro e também benefícios fiscais, aduaneiros e cambiais – como fator que tem ajudado a aumentar o interesse em se instalar por lá, em especial por empresas do setor agrícola e de mineração.

Outro setor que tem se beneficiado dessa retomada foi o de máquinas. Segundo dados da Abimaq, houve crescimento de 55,3% das vendas do setor nos seis primeiros meses, totalizando US$ 760,2 milhões.

“Todos os setores tiveram crescimento das compras argentinas, exceto máquinas para petróleo e energia renovável”, nota a diretora-executiva de Mercado Externo da Abimaq, Patricia Gomes.

A Argentina é o segundo maior comprador do setor representado pela Abimaq, com 13,4% das exportações, atrás apenas dos Estados Unidos. Para Gomes, os sinais são positivos, mas uma recuperação maior ainda precisa ser encarada com cautela.

“O cenário agora é diferente, existe mais concorrência, principalmente por parte dos países asiáticos. Além disso, o cenário internacional não ajuda, já que este é um setor muito sensível a problemas de confiança sobre a economia”, diz.

Para Livio Ribeiro, sócio da consultoria BRGC e pesquisador do FGV Ibre, a recuperação das vendas à Argentina ocorre mais por conta da base de comparação ruim. “Ano passado foi catastrófico do ponto de vista do crescimento econômico. Esse ano, com a melhora do ambiente econômica, sistema de preços funcionando, a economia pega no tranco”, diz. As vendas ao país vizinho seguem distantes do pico mais recente, em 2011, quando o Brasil exportou US$ 22,7 bilhões para lá.

A retomada do parceiro do Mercosul, por outro lado, pode ajudar o Brasil na dura tarefa de redirecionamento das exportações tradicionalmente destinadas aos Estados Unidos, mas que devem sofrer com a possível chegada do tarifaço promovido por Donald Trump.

“Não é exatamente a mesma cesta – os EUA compram muito avião, por exemplo, que não serão comprados pela Argentina. Mas ambos têm um perfil similar no sentido de que importam bens industriais, muito comércio intrafirma. É muito diferente da pauta média brasileira de exportação, concentrada em commodities”, explica Ribeiro. “Então a Argentina é um candidato mais adequado que outros parceiros para esse redirecionamento.”

Já a diretora da Abimaq é mais cética quanto a essa possibilidade. “É um mercado natural, já que faz parte do Mercosul. As empresas que começam a exportar naturalmente olham a América do Sul e Argentina. Só que não é uma mudança fácil nem rápida de se processar”, diz. “Muitas empresas são de capital americano e produzem aqui de olho no mercado americano. Além disso, as empresas podem fazer muitas exigências de ordem técnica, o que dificulta o processo.”

Barral também vê um potencial pequeno nesse sentido. “Em vários produtos que o Brasil exporta para os EUA – frutas, grãos, carnes -, a gente compete com a Argentina. Além disso, o mercado argentino é muito menor que o americano”, sintetiza.

Fonte: Valor Econômico

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Economia

Dólar fecha em alta e Bolsa tem forte queda após acordo tarifário entre EUA e União Europeia

O dólar fechou em alta de 0,54% segunda-feira (28), cotado a R$ 5,592, um dia depois dos Estados Unidos e da União Europeia chegarem a um acordo sobre tarifas de importação. Essa é a maior cotação para a moeda desde abril deste ano.

A pauta comercial ditou os negócios globalmente. Por aqui, o mercado monitorou os esforços do Brasil para evitar a ameaça tarifária do presidente Donald Trump, mas ainda não há sinais de que o lado norte-americano está disposto a negociar.

Pressionada pela percepção de risco sobre o Brasil, a Bolsa fechou em forte queda de 1,04%, a 132.129 pontos.

Estados Unidos e União Europeia concordaram em estabelecer tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos do bloco, mesma taxa acordada com o Japão na semana passada.

Segundo o presidente dos EUA, a UE gastará US$ 750 bilhões adicionais em produtos do setor de energia dos EUA, investirá US$ 600 bilhões no país e comprará “uma enorme quantidade” de equipamentos militares americanos, no valor de “centenas de bilhões de dólares”, como parte do acordo.

Já Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que a taxa básica de 15% deve ser aplicada a automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos, e que uma tarifa zero por zero foi estabelecida para certos produtos estratégicos, como aeronaves e peças de aeronaves, químicos e medicamentos genéricos. Nenhuma decisão foi tomada sobre vinhos e bebidas alcoólicas ainda.

O acordo é, de certa forma, uma vitória para Trump, avalia Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. “Ele está conseguindo concessões importantes para os Estados Unidos, como abertura de mercados externos, acordos ou promessas de investimentos no país e ainda tarifas de importação a um nível bem mais alto do que o observado antes”, afirma.

Da ótica dos mercados, o entendimento encerra, ao menos por ora, uma novela que inspirou cautela globalmente. Grandes parceiros comerciais e duas das maiores potências econômicas do mundo, EUA e UE estavam em negociação sobre as tarifas desde o “dia da libertação”, em 2 de abril, quando o tarifaço empurrou os mercados financeiros para uma queda livre.

Se não chegassem a um acordo até 1º de agosto, Trump afirma que os produtos do bloco seriam taxados em 30%. A resolução deixa os mercados menos apreensivos, especialmente sobre os ativos norte-americanos: o dólar vinha se enfraquecendo nos últimos meses diante da perspectiva de que os EUA seriam os principais prejudicados por uma guerra comercial global.

Com o entendimento, o índice DXY, que compara a força do dólar em relação a seis outras moedas fortes, saltou 1,04%, a 98,65 pontos.

Para o Brasil, porém, não há muito espaço para otimismo. O prazo para negociar as sobretaxas de 50% a produtos brasileiros também é 1º de agosto, mas os canais de comunicação dos Estados Unidos estão, até agora, fechados.

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem tentado dialogar com os norte-americanos há semanas e, a poucos dias do prazo, afirma que seguirá apostando na saída diplomática. O chanceler Mauro Vieira estará em Nova York nesta semana para uma conferência da ONU e já sinalizou disposição para viajar à capital Washington, caso o governo Trump queira sentar à mesa para negociar.

O próprio presidente Lula fez um apelo nesta segunda para que Trump “reflita sobre a importância do Brasil”.

“Espero que o presidente dos Estados Unidos resolva fazer aquilo que no mundo civilizado a gente faz: tem divergência? Tem, sente numa mesa, coloque a divergência do lado e vamos tentar resolver”, afirmou em discurso durante cerimônia da inauguração de usina termelétrica a gás natural no Rio de Janeiro.

Mas, ao que parece, há pouco espaço para um entendimento. Um funcionário da Casa Branca com acesso às tratativas ligadas às tarifas afirmou à Folha de S.Paulo na sexta-feira (25) que o governo Trump avalia não ter recebido engajamento relevante ou propostas significativas por parte do Brasil para negociar os tributos.

Membros do governo brasileiro viram nessa afirmação dois possíveis indicativos: o de que os americanos preparam a narrativa para culpar o governo Lula pela imposição das tarifas e um sinal de que Trump indica querer tratar mesmo de questões não comerciais, mas políticas -o que a gestão brasileira rechaça.

Na carta endereçada ao presidente Lula em 9 de julho, Trump atribuiu a decisão de elevar a tarifação do país, “em parte”, ao que vê como uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Também citou “centenas de ordens” judiciais que censurariam a liberdade de expressão.

Auxiliares de Lula ressaltam que não haverá concessão na parte política ligada ao tarifaço. O Brasil quer levar a conversa ao campo comercial.

Mas, segundo a agência de notícias Bloomberg, o governo Trump está preparando uma nova declaração como base legal para impor tarifas sobre o Brasil. O presidente republicano tem usado esse mecanismo para justificar seu tarifaço global, mas ainda não há detalhes do texto.

Trump também citou ter déficit com o Brasil, o que é incorreto, porque os EUA têm superávit com o país, então os americanos devem buscar alguma justificativa, fora da política, para deixar o decreto mais robusto.

“Agora, o Brasil entra no radar de Washington e uma nova tarifa de até 50% pode ser anunciada a partir de 1º de agosto. A medida, vista como retaliação política, eleva o grau de incerteza sobre o câmbio e as exportações brasileiras”, diz Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP.

Fora do âmbito comercial, os mercados também avaliarão as decisões de juros do Brasil e dos Estados Unidos na quarta-feira. A expectativa é que tanto o BC (Banco Central) quanto o Fed (Federal Reserve) mantenham suas taxas.

Fonte: Folha de São Paulo

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Negócios

Itália anuncia financiamento bilionário ao Banco do Brasil para ajudar na retomada do Rio Grande do Sul após enchentes

O banco público italiano Cassa Depositi e Prestiti (CDP) concedeu um financiamento de 250 milhões de euros — aproximadamente R$ 1,6 bilhão — ao Banco do Brasil. Desse valor, 80% contam com a garantia da Sace, a agência italiana de crédito à exportação. O objetivo é contribuir com a recuperação econômica do Rio Grande do Sul, fortemente impactado pelas enchentes que ocorreram entre abril e maio de 2024.

De acordo com o CDP e a Sace, a colaboração reforça as linhas de crédito do Banco do Brasil voltadas a projetos de cunho ambiental e social. Metade dos recursos — 125 milhões de euros, cerca de R$ 800 milhões — será destinada especificamente a ações em regiões severamente atingidas pelas inundações no sul do Brasil.

A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo de intensificação dos laços entre Itália e Brasil, que é o segundo maior parceiro comercial da nação europeia na América Latina. Em 2024, o intercâmbio comercial entre os dois países ultrapassou 10 bilhões de euros (cerca de R$ 65 bilhões), refletindo também o aumento da presença de empresas italianas em áreas-chave para a transição verde e digital.

– A operação com o Banco do Brasil está totalmente alinhada aos objetivos do Plano Estratégico 2025-2027, que promove intervenções para apoiar o crescimento sustentável dos países parceiros – afirmou Dario Scannapieco, CEO da CDP.

Fonte: Comunità Italiana

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Economia

Dólar dispara com notícia de que EUA preparam base legal para tarifaço

A cotação do dólar subiu de forma acentuada no início da tarde desta sexta-feira (25/7). Às 10h30, a moeda americana operava em alta de 0,25% frente ao real, a R$ 5,53. Às 15 horas, entretanto, a elevação era de 0,82%, a R$ 5,56. Pouco antes disso, ela havia atingido R$ 5,57.

O salto ocorreu depois da veiculação de uma notícia da agência Bloomberg, segundo à qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara uma nova declaração de emergência sobre as tarifas que pretende impor contra os produtos exportados pelo Brasil.

Em 9 de julho, Trump anunciou que fixaria uma sobretaxa de 50% sobre as exportações brasileiras, valor que será cobrado a partir de 1º de agosto. A ação do republicano ocorreu como uma demonstração de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Agora, nova medida cogitada pela Casa Branca seria necessária para confirmar a tarifa, uma vez que a balança comercial dos EUA é superavitária em relação ao Brasil. Isso não ocorria nas relações comerciais com os outros países que foram alvo de sanção semelhante por parte do governo americano.

Ibovespa acentua queda

Com o novo tumulto no front externo, a Bolsa brasileira (B3) acentuou a tendência de queda. Às 15h10, o Ibovespa, o principal índice da B3, caía 0,32%, aos 133.295 pontos. Pouco depois das 10 horas, ele registrava uma leve elevação de 0,07%, aos 133.898 pontos.

Fonte: Metrópoles 

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Comércio Exterior

Lula propõe aprofundar relações econômicas e comerciais com o México

Alckmin visitará o país em agosto, acompanhado de comitiva empresarial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou nesta quarta-feira (23) para a presidente do México, Claudia Sheinbaum, para discutir as relações econômicas e comerciais entre os dois países. Segundo o Palácio do Planalto, Lula ressaltou a importância de aprofundar essas relações, principalmente diante do atual momento de incertezas. 

Na conversa, Lula e Sheinbaum acertaram uma visita oficial ao México que será liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. A data da viagem será dias 27 e 28 de agosto. Alckmin deverá levar uma comitiva de empresários de diferentes setores.

“Como resultado da visita, Lula propôs o início de negociações para ampliar acordo comercial Brasil-México, que favoreça a expansão do fluxo comercial entre os dois países”, informou o Palácio do Planalto, em nota sobre o telefonema.

Os dois presidentes também destacaram os setores da indústria farmacêutica, agropecuária, de etanol, biodiesel, aeroespacial, bem como de inovação e educação como áreas estratégicas na relação bilateral.

A visita de Alckmin ao México ocorre em meio à ampliação da pressão tarifária por parte dos Estados Unidos contra seus parceiros históricos. Recentemente, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o aumento tarifário a ser aplicado a partir de 1º de agosto sobre produtos brasileiros exportados para os EUA.

Dias antes, Trump já havia imposto 30% de tarifas de exportação sobre produtos oriundos do México, país vizinho que tem profunda relação comercial com os EUA.  O vice-presidente brasileiro também tem sido o principal interlocutor do país com empresários e com o governo norte-americano nas tentativas de negociação sobre as tarifas unilaterais. 

Fonte: Agência Brasil

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Economia

Haddad: governo tem plano para socorrer setores afetados por tarifaço

Segundo Haddad, Casa Branca está interditando conversas

As áreas técnicas da equipe econômica e do Ministério das Relações Exteriores concluíram o desenho do plano de contingência para socorrer os setores da economia afetados pela imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos, revelou nesta quarta-feira (23) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. As medidas serão levadas na próxima semana ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A área técnica dos três ministérios envolvidos [Fazenda, Indústria e Relações Exteriores] vão me apresentar amanhã os detalhes. Provavelmente semana que vem nós devemos levar para o presidente [Lula]”, afirmou o ministro, que não adiantou detalhes sobre nenhuma medida.

Elaborado com base nos parâmetros definidos por Haddad e pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o plano de contingência ainda precisa ser avaliado pelos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Casa Civil, Rui Costa, antes de serem enviadas a Lula, que tomará a decisão final.

Dificuldades

Haddad reiterou que a prioridade do governo continua sendo a negociação com os Estados Unidos. O ministro, no entanto, admitiu que a Casa Branca está interditando qualquer debate.

“Nós [do Ministério da Fazenda] estamos falando com a equipe técnica da Secretaria do Tesouro [estadunidense], mas não com o secretário Scott Bessent”, disse Haddad. Alckmin tem conseguido falar com alguns secretários americanos, mas não tem recebido respostas da Casa Branca.

“A informação que chega é que o Brasil tem um ponto, o Brasil tem razão em querer sentar à mesa, mas que o tema está muito concentrado na assessoria da Casa Branca, daí a dificuldade de entender melhor qual vai ser o movimento [dos Estados Unidos]”, justificou Haddad.

Apesar das dificuldades, o ministro afirmou ainda ver espaço para negociações com o país, baseados nas experiências de acordos recentemente fechados com o Vietnã, o Japão, a Indonésia e as Filipinas. Haddad também citou avanços nas negociações entre os Estados Unidos e a União Europeia como fator que pode estimular o Brasil.

“Houve boas surpresas em relação a outros países nos últimos dias. Podemos chegar à data de 1º de agosto com algum aceno e alguma possibilidade de acordo, mas para haver acordo precisa haver duas partes sentadas à mesa para chegar a uma conclusão. Não dá para antecipar um movimento que não depende só de nós, mas o Brasil nunca saiu da mesa de negociação”, acrescentou Haddad.

Governadores

O ministro elogiou a iniciativa de governadores em oferecer ajuda aos setores dos respectivos estados afetados pelo tarifaço do governo Donald Trump. No entanto, disse que as medidas de ajuda locais têm pouco alcance diante do impacto sobre as exportações brasileiras.

“Toda ajuda é bem-vinda, mas são movimentos um pouco restritos, não tem um alcance, porque uma linha de R$ 200 milhões, você está falando de US$ 40 milhões, enquanto estamos falando de US$ 40 bilhões de exportação”, afirmou Haddad.

O ministro referiu-se a uma linha de crédito de R$ 200 milhões anunciada nesta quarta pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Apesar do alcance restrito, Haddad reconheceu o esforço dos governadores de se mobilizarem em torno das empresas e dos setores econômicos afetados.

“É bom saber que os governadores estão mobilizados e percebendo, finalmente, que é um problema do Estado brasileiro. É bom notar que eles estão mudando de posição, deixando de celebrar uma agressão estrangeira ao Brasil. Isso é importante: caírem na real e abandonarem o movimento inicial que fizeram de apoio ao tarifaço contra o Brasil”, comentou.

Fonte: Agência Brasil

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Economia

Atividade econômica de Santa Catarina cresce 6,1% nos cinco primeiros meses do ano

Percentual ficou acima da média brasileira, de 3,4% no período, e demonstra a pujança e competitividade da economia de Santa Catarina – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

A atividade econômica de Santa Catarina cresceu 6,1% entre janeiro e maio de 2025 e colocou o estado, mais uma vez, como destaque nacional. O percentual ficou acima da média brasileira, de 3,4% no período, e demonstra sobretudo a pujança e competitividade da economia de Santa Catarina. Os dados foram apurados por meio do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central, que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), e foram divulgados nesta quarta-feira, 23.

O governador Jorginho Mello afirma que o percentual comprova a força da economia catarinense. “É uma notícia que nos enche de orgulho, porque o crescimento de Santa Catarina vem da nossa indústria forte, do turismo, do agronegócio, mas principalmente porque o catarinense põe a mão na massa e faz acontecer. Estamos batendo recorde de abertura de empresas. Esse resultado positivo também impacta na geração de empregos. Só pelo Sine são mais de 9 mil vagas”, destaca.

Santa Catarina possui o segundo maior crescimento do Brasil no ranking nacional entre os estados pesquisados, atrás apenas do vizinho Paraná (6,8%). Em terceiro está Goiás, com 6%, e na sequência aparecem Pará (5,6%), Bahia (4,3%), bem como Minas Gerais (3%). No âmbito nacional destaca-se o resultado do setor de agropecuária, que acumula forte crescimento devido à boa safra de grãos. 

Crescimento em setores de indústria, comércio e serviços de Santa Catarina

O bom desempenho da atividade econômica de Santa Catarina é puxado por diversos setores. A produção industrial, por exemplo, soma avanço de 4,8% entre janeiro e maio, um dos maiores percentuais do país e à frente da média nacional de 1,8%. Nesse sentido, o comércio também avança. Conforme o IBGE, o setor acumula elevação de 7% nos primeiros cinco meses do ano, frente a uma média nacional de 2,2%.

Acompanhando os demais setores, a prestação de serviços também cresceu acima da média. Enquanto Santa Catarina teve avanço de 5% no período, a média brasileira ficou em 2,5%. O mesmo ocorre no setor do turismo: alta de 11,1% em Santa Catarina e de 6% no Brasil. 

“A economia de Santa Catarina está demonstrando muita solidez e competitividade frente a adversidades no cenário nacional e internacional. Assim, estamos produzindo mais, com inovação e exportações para diversos mercados pelo mundo. Isso é resultado de uma produção com excelência, competitividade, bem como qualidade. Portanto, Santa Catarina segue como modelo para o país e para o mundo”, diz o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck.  

:: Ranking dos estados (atividade econômica – janeiro a maio)

1- Paraná +6,9%

2- Santa Catarina +6,1%

3- Goiás +6%

4- Pará +5,6%

5- Bahia +4,3%

6- Minas Gerais +3%

7- Ceará +2,9%

8- Espírito Santo +2,6%

9- São Paulo +2,3%

10- Amazonas +1,4%

11- Rio de Janeiro +1,4%

12- Rio Grande do Sul +0,6%

13- Pernambuco -0,9%

:: Ranking das regiões (atividade econômica – janeiro a maio)

1- Centro-Oeste +8,1%

2- Sul +4,4%

3- Norte +3,8%

4- Nordeste +2,4%

5- Sudeste +2,2%

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Comércio Exterior, Economia

Tarifaço é ação de grupo político, diz presidente da Apex

Taxação aos produtos brasileiros está prevista para começar em agosto

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, disse nesta terça-feira (22) que o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil não se trata de um “problema” de comércio, mas da ação de grupos políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu não consigo achar o problema que nós temos com os Estados Unidos, para poder agir. Porque o que está vindo para nós não é um problema de comércio, é uma ação perversa de família, de grupos extremistas que querem danificar o país, querem danificar quem trabalha, danificar as empresas e danificar a soberania do nosso país. E diante disso devemos estar unidos como nunca antes”, disse Viana.

A afirmação foi feita durante cerimônia de assinatura de um convênio da Apex com a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), voltado para a exportação de produtos agroindustriais produzidos pelas cerca de 1,5 mil cooperativas ligadas à organização.

Cooperativas

Batizado de Projeto de Extensão Industrial Exportadora (Peiex), a ação é destinada exclusivamente às cooperativas e visa dar os subsídios para que elas consigam atingir mercados externos, por meio de capacitações.

Segundo dados da Unicafes, 92,6% das cooperativas adotam práticas sustentáveis na produção; 75% são agroindústrias e 73,4% promovem a inclusão de jovens e mulheres. A valorização das mulheres é um dos eixos do projeto, como reconhecimento ao trabalho desenvolvido e a dedicação ao cultivo de suas terras e ao desenvolvimento das comunidades onde atuam.

A presidente da Confederação Unicafes, Fátima Torres, destacou que a iniciativa vai ajudar a aumentar a força e a competitividade das cooperativas na abertura de novos mercados, tanto fora quanto dentro do país.

“Nós vamos estar disponibilizando capacitação para as nossas cooperativas e essa formação serve para os mercados. Claro que a Apex tem um foco no mercado internacional, mas essa capacitação vem para promover, cada vez mais, o amadurecimento da gestão das nossas cooperativas. E aí, a outra coisa é que, a partir desse convênio, nós vamos poder cada vez mais internacionalizar o nosso cooperativismo solidário”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

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