Economia

Câmara pauta urgência para derrubar alta do IOF nesta segunda (16)

Inclusão do requerimento na pauta é “recado” ao governo sobre insatisfação de parlamentares com as medidas do Executivo

A Câmara dos Deputados deve analisar nesta segunda-feira (16) o regime de urgência de um projeto para derrubar o novo decreto do governo sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A proposta mira o decreto editado pelo Executivo na quinta-feira (11) com a “recalibragem” nas alíquotas – é a terceira norma publicada sobre o tema desde maio. A decisão de pautar a urgência foi acordada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião com líderes partidários.

A inclusão do requerimento na pauta é um “recado” ao governo sobre a insatisfação dos parlamentares com as medidas do Executivo. Mesmo após a apresentação de propostas alternativas, os congressistas têm criticado sugestões que envolvem o aumento de impostos.

Se a urgência for aprovada, o projeto poderá ser analisado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões da Casa. Na prática, a tramitação da proposta será acelerada.

No sábado (14), em meio às tensões entre Executivo e Legislativo sobre o IOF e fora da agenda oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve reunião com Motta, a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). A pauta do encontro não foi divulgada.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), negou que haja uma “crise” sobre a questão do IOF e afirmou que o acordo firmado com Motta e os líderes partidários é para votar apenas a urgência e não o mérito da proposta em si. A oposição, no entanto, defende pressionar o governo e votar no mesmo dia o projeto.

CNN apurou que a oposição deve pedir o apensamento de todos os projetos que tratam da derrubada dos decretos relacionados ao IOF – conforme levantamento da CNN há mais de 40 propostas para sustar as normas. No plenário, o grupo mira articular um texto substitutivo para reunir as revogações dos três decretos que alteram as regras do IOF editados a partir de maio.

O aumento no IOF foi inicialmente anunciado em 22 de maio e, no mesmo dia, contou com um recuo parcial do Executivo. No dia seguinte, ante a repercussão negativa no mercado, o Ministério da Fazenda decidiu revogar o aumento do imposto para investimentos de fundos nacionais no exterior.

A insatisfação do empresariado e de parlamentares motivou a cúpula do Congresso a dar um prazo para o governo rever as medidas. O governo publicou na quarta-feira (11) um novo decreto “recalibrando” as mudanças no IOF – a medida faz parte do pacote de propostas alternativas elaborado pela equipe econômica.

A intenção do governo com as alterações no IOF mirava elevar a arrecadação para equilibrar as contas públicas com impacto de R$ 18 bilhões em 2025 e R$ 37 bilhões em 2026. Após as novas mudanças, a estimativa é de arrecadar cerca de até R$ 7 bilhões.

Fonte: CNN Brasil


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Economia, Finanças

O dólar renova mínimas e já se aproxima dos R$ 5,50. Até onde vai a queda?

Tendência de dólar mais fraco por conta das políticas de Donald Trump é vento de cauda para a divisa brasileira, mas uma queda estrutural abaixo dos R$ 5,50 depende muito da situação fiscal, apontam especialistas

“Deus inventou o câmbio para humilhar os economistas”, diz um ditado do mercado, mostrando a imprevisibilidade das moedas.

Mas, com o dólar apontando para baixo e renovando mínima atrás de mínima nos últimos pregões para o menor patamar desde outubro, a pergunta é inevitável: até onde vai a queda?

Antes de mais nada, a ordem dos fatores importa: mais do que uma valorização do real, trata-se de um enfraquecimento do dólar.

É um movimento global, puxado por alguma perda de confiança na economia dos Estados Unidos em meio ao caos tarifário e as políticas erráticas do presidente, como pela própria vontade patente de Donald Trump de reduzir o que ele acredita que seja uma sobrevalorização da moeda americana, que prejudica a competitividade da indústria local.

Quando observada a conjuntura doméstica no Brasil, o único motivo para a apreciação do real foi uma correção da desvalorização extrema ao fim de 2024, quando foi apresentado o pacote de corte de gastos.

Com poucos cortes e o anúncio da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, a percepção de risco disparou e a moeda ficou em níveis estressados.

“Mas hoje é consenso que foi uma reação um pouco exagerada, o dólar a R$ 7 seria uma possibilidade caso o Banco Central parasse de vender dólar [o que não ocorreu]. Aquele exagero no final do ano passado foi sendo compensado ao longo dos primeiros meses de 2025”, afirma Danillo Igliori, economista-chefe da Nomad.

Para fins de comparação, o economista cita que o dólar estava em R$ 4,85 no começo de 2024. Agora, está acima de R$ 5,50 – ou seja, a divisa ainda tem um longo caminho a percorrer para atingir patamares de anos anteriores.

Outro fator para real mais forte é o petróleo, que sobe 7,6% em dólar. “Como somos exportadores de petróleo, essa somatória de dólar fraco e petróleo forte, me parece uma melhor explicação do real está sendo negociado próximo dos R$ 5,50”, comenta Álvaro Frasson, estrategista macro do BTG Pactual.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos bastante elevado também ajuda a atrair capital para cá, comenta Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.

“Além disso, a gente está no fim ou muito próximo do fim do ciclo da alta de juros e, portanto, isso dá mais previsibilidade e maior apetite à renda variável”, afirma.

O interesse maior, no entanto, é no fiscal brasileiro, que pode mudar o jogo completamente. No atual cenário, a pauta em questão são as medidas do governo para substituir a revogação de parte do decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Segundo Sung, se houver algum problema na discussão entre o executivo e o legislativo em relação à Medida Provisória (MP) que será apresentada, isso pode aumentar as incertezas fiscais e se refletir no câmbio.

“Mas se a gente aproveitar essa janela de oportunidade que temos agora no terceiro trimestre, antes das eleições, para discutir e conseguir aprovar medidas mais estruturais em relação ao fiscal, vai ser importante para reduzir o risco e até levar o dólar a uma cotação abaixo dos R$ 5,50.”E o que o mercado está mais de olho – e é um dos principais riscos – são as eleições em 2026.

“Podemos entrar em um momento em uma antecipação de um debate eleitoral, que pode começar a fazer algum preço na moeda. E aí não iremos conseguir explicar por fatores econômicos ou de mercado”, diz Frasson.

Guerra comercial desvaloriza o dólar

A aposta dos grandes gestores está dividida. Ao abrirem a carteira, grandes casas como Verde, Gauss e Kapitalo estão comprados em real – em nenhuma delas essa é uma das posições relevantes, mas a aposta na valorização do câmbio brasileiro está presente.

Do outro lado, Itaú Optimus, ASA e Armor Capital já veem uma possibilidade de depreciação da moeda e apostam em posições vendidas.

Um consenso maior é a desvalorização da moeda americana: Legacy, Ibiuna, Ace, Gauss, entre várias outras estão vendidos em dólar contra diversas moedas, especialmente as fortes, como o euro.

Fato é que a guerra comercial imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desagradou o mercado, que passou a não ver mais os ativos americanos como porto-seguro.

“Essa dificuldade de encontrar alguma resolução, algum equilíbrio, do choque de tarifas, vem trazendo um tipo de desconfiança. O fluxo não está correndo para os EUA por conta dessas políticas de má qualidade”, afirma Frasson.

Isso se reflete em um dólar mais fraco, não só quando você olha o desempenho do real, mas em relação às moedas de todos os emergentes, que se apreciaram no ano.

Índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas de seis países, incluindo euro, iene japonês, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço, se desvalorizou 9% em 2025. (Na mesma linha, o real acumula valorização de quase 10% no ano.)

Para lá ou para cá

O questionamento do dólar como moeda segura em termos de incerteza causada pelos próprios Estados Unidos faz os impactos da guerra comercial dividirem opiniões.

“A redução de tensões comerciais entre Estados Unidos e outros países aumenta a chance de continuidade do excepcionalismo americano, resultando em um dólar mais forte globalmente”, disse ontem o Itaú BBA em relatório, comentando as notícias de um ‘acordo de Genebra’ entre China e Estados Unidos.

O banco aponta para um dólar a R$ 5,75 em 2025 e 2026 – enquanto o BTG é mais otimista, apontando para R$ 5,60 em 2025.

“Em relação ao acordo fechado com a China, não vejo [que fortalece] o dólar dessa forma agora”, Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital.

“A ideia da reindustrialização necessariamente permeia grandes investimento nos EUA, e para que eles se tornem competitivos, coisa que não acontece hoje, essas empresas precisam se instalar novamente lá, com um dólar alto, isso fica muito custoso e vão para outras alternativas.”

Fonte: Exame

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Economia, Finanças

Fluxo cambial total em 2025, até 6 de junho, é negativo em US$ 9,727 bilhões, diz BC

O comercial teve entrada líquida de US$ 22,362 bilhões.

O fluxo cambial do Brasil ficou negativo em US$ 9,727 bilhões em 2025, até o dia 6 de junho, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira, 11. O canal financeiro acumulou saída líquida de US$ 32,089 bilhões. O comercial teve entrada líquida de US$ 22,362 bilhões.

O segmento financeiro teve compras de US$ 246,114 bilhões e vendas de US$ 278,203 bilhões no período. Esse canal inclui investimentos diretos e em carteira, remessas de lucro, pagamento de juros e outras operações.

O canal comercial teve importações de US$ 99,718 bilhões e exportações de US$ 122,080 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 14,108 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio (ACC), US$ 32,966 bilhões em pagamento antecipado (PA) e US$ 75,005 bilhões em outras operações.

Mensal

Conforme os dados preliminares do BC, o fluxo cambial do Brasil foi positivo em US$ 437 milhões na primeira semana de junho. O canal financeiro teve entrada líquida de US$ 69 milhões. O canal comercial, de US$ 368 milhões.

Os dados dizem respeito ao período de 2 a 6 de junho, e também representam o acumulado do mês até a última sexta-feira.

O segmento financeiro teve compras de US$ 9,754 bilhões e vendas de US$ 9,675 bilhões.

O canal comercial teve importações de US$ 4,656 bilhões e exportações de US$ 5,024 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 1,038 bilhão em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 1,008 bilhão em pagamento antecipado e US$ 2,978 bilhões em outras operações.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Tributação

STJ aprova isenção de PIS/Cofins na Zona Franca de Manaus

Decisão unânime amplia isenção fiscal também para vendas e serviços a pessoas físicas e jurídicas na região

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta 4ª feira (11.jun.2025), por unanimidade, que a venda de produtos e serviços a pessoas físicas e jurídicas para a ZFM (Zona Franca de Manaus) está isenta da cobrança de PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).

Até o julgamento desta 4ª feira (11.jun), todos os processos judiciais sobre o tema estavam suspensos. A controvérsia girava em torno da interpretação do artigo 4º do Decreto-Lei 288 de 1967, que trata da isenção tributária nas operações do polo industrial. A tese foi fixada sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 1.239), o que significa que o entendimento deverá ser aplicado por Instâncias inferiores em casos semelhantes.

Empresas tinham dúvidas sobre se precisavam pagar os tributos PIS e Cofins nas vendas feitas para pessoas físicas –ou seja, para o consumidor final. A Receita Federal dizia que sim, porque a lei que concede incentivos fiscais na região não deixava claro que essas vendas a pessoas físicas estavam isentas.

Na prática, isso significava que produtos vendidos dentro da ZFM para quem mora lá e compra direto acabavam pagando, o que aumentava o custo final.

A Fazenda Nacional argumentou na sessão que não existe previsão legal para estender o benefício a operações realizadas com pessoas físicas, serviços ou mercadorias nacionalizadas. Para o órgão, a isenção deveria se restringir às hipóteses expressamente previstas na legislação.

Já o relator do caso, ministro Gurgel de Faria, afirmou que o objetivo da Zona Franca de Manaus é a redução das desigualdades regionais. “Qualquer interpretação restritiva vai na contramão desse propósito”, afirmou.

Ele também argumentou que as vendas feitas dentro do polo devem ser tratadas, do ponto de vista dos impostos, como exportações –que já são isentas de PIS e Cofins pela própria lei.

O colegiado seguiu o entendimento do relator. Os ministros entenderam que a isenção deve valer tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.

Fonte: Poder 360

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Internacional

Fed deveria baixar juros em 1 p.p., afirma Trump, após dado de inflação dos EUA 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar, em postagem na Truth Social, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) por uma redução de 1 ponto porcentual nas taxas de juros do país, após a divulgação dos números de inflação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês).

“O CPI acaba de sair. Números excelentes! O Fed deveria cortar um ponto porcentual inteiro. Pagaríamos muito menos juros sobre a dívida vencendo”, escreveu Trump.

Fonte: Info Money

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Economia

Governo irá recuar sobre IOF em VGBL e elevar piso para R$ 600 mil, diz jornal

Espera-se que o governo publique novo decreto com mudanças no aumento do IOF; nova regra isentaria 99,2% dos CPFs com planos VGBL

O governo federal irá alterar o piso de incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre aportes em planos de previdência privada do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), segundo reportagem da Folha de S. Paulo. Segundo o jornal, a nova proposta prevê que a alíquota de 5% anunciada no fim de maio seja aplicada apenas sobre valores acima de R$ 600 mil por mês.

A medida faz parte da revisão do decreto que elevou o IOF e enfrentou forte resistência no Congresso Nacional. De acordo com o jornal, a mudança inclui ainda uma regra de transição até 31 de dezembro de 2025, para permitir ajustes operacionais pelas instituições financeiras.

A alteração na base de cálculo também seria ajustada: o IOF incidiria apenas sobre o valor excedente ao limite, não sobre o montante integral do aporte.

Originalmente, o governo havia anunciado a incidência de IOF sobre qualquer aporte mensal superior a R$ 50 mil, o que gerou críticas tanto do setor quanto de parlamentares.

Segundo fontes ouvidas pela Folha, a nova regra isenta 99,2% dos CPFs com planos VGBL, o que representa 67% do volume de aportes nesse tipo de investimento. O restante — cerca de um terço dos aportes totais — continuaria sujeito à tributação. Para o governo, a medida ajuda a fechar brechas no uso do VGBL como ferramenta de planejamento tributário de alta renda.

No início do mês, a Fazenda já havia permitido que o repasse do imposto recolhido pelas seguradoras fosse retido até 25 de junho. Desde que o decreto foi editado, em maio, o pagamento do tributo por parte do investidor segue em vigor.

Fonte: Info Money


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Comércio, Economia

IPCA desacelera e sobe em 0,26% em maio, dado abaixo do esperado

De acordo com a mediana das estimativas de 19 economistas consultados entre 4 e 9 de junho consultadas pela Reuters, a projeção era de uma taxa mensal de 0,33% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,26% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10), recuando 0,17 ponto percentual (p.p.) em relação a abril (0,43%). No acumulado de 12 meses até maio, o IPCA teve alta de 5,32%.

O dado ficou abaixo do esperado. De acordo com a mediana das estimativas de 19 economistas consultados entre 4 e 9 de junho consultadas pela Reuters, a projeção era de uma taxa mensal de 0,33% em maio, acumulando em 12 meses avanço de 5,40%.

O resultado mensal foi influenciado, principalmente, pelo avanço no grupo Habitação (1,19% e 0,18 p.p. de impacto), após aumento nos preços da energia elétrica residencial, que passou de -0,08% em abril para 3,62% em maio, devido à mudança na bandeira tarifária. 

Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, ressalta o impacto dos principais grupos de produtos e serviços analisados. “Ao observar os três grupos principais — Alimentação e Bebidas, Habitação e Transportes — que juntos representam 57% do IPCA, nota-se que a desaceleração nos alimentos, que caiu de 0,82% em abril para 0,17% em maio, e a redução de 0,37% nos Transportes, compensam o aumento de 1,19% no grupo Habitação, refletindo no resultado final do índice geral”.

O grupo Habitação teve um avanço de 0,14% em abril para 1,19% em maio, impulsionado principalmente pelo aumento de 3,62% na energia elétrica residencial, que teve o maior impacto no índice do mês, com 0,14 pontos percentuais. “Além do reajuste em algumas áreas pesquisadas e do aumento nas alíquotas de PIS/COFINS, em maio vigorou a bandeira tarifária amarela, que adiciona uma cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 KWh consumidos na conta de luz”, explica Gonçalves.

Já o grupo Alimentação e Bebidas apresentou variação de 0,17% em maio (com impacto de 0,04 pontos percentuais), contra 0,82% em abril, sendo essa a menor variação mensal desde agosto de 2024, quando houve queda de 0,44%. Esse resultado foi influenciado pelas quedas nos preços do tomate (-13,52%), arroz (-4,00%), ovo de galinha (-3,98%) e frutas (-1,67%). Entre os aumentos, destacam-se a batata-inglesa (10,34%), cebola (10,28%), café moído (4,59%) e carnes (0,97%).

“A redução no preço do tomate pode ser atribuída ao aumento da oferta devido ao avanço da safra de inverno, enquanto a batata-inglesa sofre com uma safra de inverno ainda insuficiente para atender à demanda. No caso da cebola, fatores relacionados à importação do produto da Argentina influenciaram a alta dos preços”, comenta o gerente do IPCA.

Fonte: InfoMoney

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Comércio, Economia

Mercado reduz estimativa para a inflação e eleva projeção para o PIB

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 caiu de 5,46% para 5,44%. Agora, está 0,94 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Considerando apenas as 63 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 5,42% para 5,34%.

A projeção para o IPCA de 2026 permaneceu em 4,50% pela quarta semana consecutiva, colada ao teto da meta. Considerando apenas as 60 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também ficou em 4,50%.

Banco Central espera que o IPCA some 4,8% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de maio. O fim do ano que vem é o horizonte relevante do colegiado.

Na última decisão, de 7 de maio, o comitê aumentou a taxa Selic em 0,5 ponto porcentual, de 14,25% para 14,75% — o maior nível desde julho de 2006. O Copom volta a se reunir nos dias 17 e 18, terça e quarta-feira da próxima semana.

A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0% pela 16ª semana consecutiva. A projeção para o IPCA de 2028 se manteve em 3,85%. Um mês antes, era de 3,80%.

Alta do PIB

A mediana para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 aumentou de 2,13% para 2,18%. Um mês antes, era de 2,0%. Considerando apenas as 47 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, passou de 2,24% para 2,26%.

O Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou, na ata da sua reunião de maio, que a taxa de juros “significativamente contracionista” tem contribuído para moderar o crescimento da atividade. Segundo o colegiado, a tendência é que esse processo ganhe força nos próximos trimestres. O BC espera alta de 1,9% para o PIB em 2025.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 aumentou de 1,80% para 1,81%. Considerando só as 39 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,99% para 1,83%.

A mediana para o crescimento do PIB de 2027 permaneceu em 2,0% pela 10ª semana seguida. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 65ª semana seguida.

Selic

A mediana para a Selic no fim de 2025 continuou em 14,75% pela quinta semana consecutiva. Considerando apenas as 57 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para o fim de 2025 também se manteve em 14,75%.

A mediana para a Selic no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela 19ª semana consecutiva. Considerando apenas as 56 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária também se manteve em 12,50%.

A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 17ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 24ª semana consecutiva.

Dólar

A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 continuou em R$ 5,80. Um mês antes, era de R$ 5,85. A estimativa intermediária para a moeda americana no fim de 2026 caiu de R$ 5,90 para R$ 5,89. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,90.

A projeção para o dólar no fim de 2027 permaneceu em R$ 5,80 pela quarta semana seguida. A mediana para o fim de 2028 se manteve em R$ 5,80. Quatro semanas atrás, estava em R$ 5,82.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.A mediana para o crescimento do PIB de 2027 permaneceu em 2,0% pela 10ª semana seguida. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 65ª semana seguida.

Selic

A mediana para a Selic no fim de 2025 continuou em 14,75% pela quinta semana consecutiva. Considerando apenas as 57 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para o fim de 2025 também se manteve em 14,75%.

A mediana para a Selic no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela 19ª semana consecutiva. Considerando apenas as 56 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária também se manteve em 12,50%.

A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 17ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 24ª semana consecutiva.

Dólar

A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 continuou em R$ 5,80. Um mês antes, era de R$ 5,85. A estimativa intermediária para a moeda americana no fim de 2026 caiu de R$ 5,90 para R$ 5,89. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,90.

A projeção para o dólar no fim de 2027 permaneceu em R$ 5,80 pela quarta semana seguida. A mediana para o fim de 2028 se manteve em R$ 5,80. Quatro semanas atrás, estava em R$ 5,82.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

Fonte: MSN

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Economia

Alta do IOF: equipe econômica se reunirá com líderes do Congresso para debater alternativas

Encontro será realizado na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta

A equipe econômica do governo volta a se reunir com líderes da Câmara dos Deputados e do Senado no domingo para apresentar as alternativas ao aumento do IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras. O encontro vai ser realizado na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta e terá também a participação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A equipe econômica quer manter o aumento do IOF neste ano, mesmo que em uma taxa menor do que a anunciada, e deve propor reformas estruturantes para o ano que vem.

Fonte: R7


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Comércio

Balança comercial tem superávit de US$ 24,4 bi no ano até maio, queda de 30,6%

No acumulado do ano, a balança comercial está positiva em US$ 24,432 bilhões, valor 30,6% menor do que os US$ 35,2 bilhões registrados em 2024 no mesmo período. O valor é resultado de exportações de US$ 136,927 bilhões, contra importações de US$ 112,495 bilhões.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira, 5.

Em maio, o valor total das exportações brasileiras recuou 0,1% na comparação com o mesmo mês anterior, somando US$30,1 bilhões. Com importações de US$ 22,9 bilhões, o superávit no mês foi de US$ 7,39 bilhões, abaixo dos US$ 8,29 bilhões de dólares esperados por economistas segundo pesquisa da agência Reuters.

Veja a seguir os destaques da balança comercial no mês.

Exportações da indústria crescem com preço menor

A única categoria de bens exportados a registrar um aumento em maio foi a indústria da transformação, com alta de 3,4% para um valor de US$ 15,3 bilhões, com um volume embarcado 5,2% maior.

O volume de exportações da indústria extrativa também cresceu: registrou uma alta de 7,1%. No entanto, uma queda de 12,8% nos preços anulou os ganhos e levou à queda de 6,6% no valor exportado.

Principais produto de extração comercializado pelo Brasil, os óleos brutos de petróleo ficaram 15,2% mais barato no ano. Já o preço do minério de ferro recuou 11,3% no mesmo período.

Impactos da agropecuária na balança comercial

Na agropecuária, houve um recuo de 5,4% no volume. Apesar de preços 8,4% maiores, o valor total das exportações no mês, de US$ 7,4 bilhões, foi 0,6% menor do que no mesmo período em 2024.

O recuo foi puxado principalmente pelo café não torrado, cujo volume exportado diminuiu 30,3% em 2025. Como o Brasil é um dos principais exportadores do produto, o preço registrou alta, porém não suficiente para anular as perdas com a queda de quantidade.

Ainda no grupo da agropecuária, houve um recuo de 12,9% em preço e de 14,4% em volume nas exportações de carne de aves. O recuo na quantidade derivou sobretudo dos casos de gripe aviária identificados no Brasil.

No acumulado do ano, o volume total de exportações fica próximo a estabilidade, com uma leve queda de 0,3%. As diferenças de preços levam no entanto a uma diferença maior no valor exportado, que é 1,5% menor do que em 2025.

Importações

Já em relação aos itens importados pelo Brasil, cresceram os volumes de bens de capital (12,6%), bens intermediários (7,6%) e bens de consumo (24,4%). O único recuo sinalizado foi em combustíveis (10,7%).

No total, o crescimento do volume importado foi de 7,7%. No valor, o aumento foi de 4,7% para US$ 22,9 bilhões.

Fonte: Istoé Dinheiro

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