Comércio Exterior

Aproximação entre EUA e China acende alerta no mercado da soja brasileira

A reaproximação entre Estados Unidos e China nas negociações comerciais reacende a preocupação entre produtores e exportadores de soja no Brasil. Caso um acordo tarifário seja firmado, o país pode enfrentar queda nas exportações e recuo nos preços internos do grão, que ainda está no início do plantio da nova safra.

Desde o início da guerra comercial, em fevereiro deste ano, a soja brasileira vinha se beneficiando da perda de espaço do produto americano no mercado chinês. Em setembro, a China não importou um único grão de soja dos EUA, algo que não acontecia desde novembro de 2018, segundo autoridades alfandegárias chinesas. No mesmo período, as compras de soja brasileira somaram 10,96 milhões de toneladas, um aumento de 30% em relação a setembro de 2024, representando 85% do total das importações chinesas.

Encontro entre Trump e Xi Jinping pode mudar cenário

O presidente americano Donald Trump anunciou que se reunirá com o líder chinês Xi Jinping durante a Cúpula da APEC, em novembro, e a soja será um dos principais temas da pauta. Embora as tensões entre os dois países ainda sejam evidentes, analistas acreditam que há uma tentativa concreta de aproximação diplomática.

Segundo Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, as recentes declarações públicas de ambos os governos indicam que um acordo comercial está sendo costurado.

“Toda vez que as tensões aumentam, os países criam um problema para depois inventar uma solução. A China pode negociar o acesso às suas terras raras em troca da compra de soja americana — e tem poder de barganha para isso, já que mostrou que pode ficar sem importar dos EUA por um bom tempo”, afirma.

Impactos diretos sobre a soja brasileira

Caso o acordo se concretize, o Brasil pode ser o principal prejudicado. De janeiro a setembro de 2025, a China respondeu por 77% das exportações brasileiras de soja, com alta de 4,83% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fernandes explica que o preço da soja seria pressionado por diversos fatores.

“O dólar cairia, os preços na bolsa de Chicago subiriam e o prêmio nos portos brasileiros despencaria, podendo ficar negativo nos contratos de fevereiro e março de 2026. Ou seja, a soja brasileira apanharia de todos os lados”, avalia.

Com esse cenário, os analistas estimam uma queda acentuada nos preços internos. De acordo com Luiz Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, a saca de soja no interior do Paraná, atualmente cotada a R$ 131, poderia cair para R$ 100. O prêmio de exportação, que hoje está em 167 pontos positivos no porto de Paranaguá (PR), teria redução de 82%.

Brasil segue como pêndulo entre China e EUA

“Hoje, o Brasil é o pêndulo do comércio global de soja”, resume Pacheco. Ele lembra que, caso a produção nacional atinja as 176 milhões de toneladas estimadas pela Conab para a safra 2025/26, a China poderá manter a estratégia de não comprar soja americana por mais um ano. Porém, qualquer problema climático pode inverter esse quadro e devolver o poder de negociação aos Estados Unidos.

China desacelera compras à espera de acordo

Após um primeiro semestre de forte demanda, os chineses reduziram o ritmo de importações da soja brasileira.

“Neste mês, a China comprou apenas um navio de soja do Brasil para embarque em novembro. A demanda segue fraca, mesmo com a necessidade de importar 9 milhões de toneladas entre dezembro e janeiro”, explica Pacheco.

A justificativa chinesa seria o alto custo da soja brasileira, mas, segundo Fernandes, isso serve como pretexto estratégico para diversificar fornecedores.

“Na primeira guerra comercial, o prêmio da soja brasileira chegou a 300 pontos, e hoje está abaixo de 200. A China usou esse argumento para buscar soja no Canadá e na Argentina”, relembra.

Com estoques elevados, o país asiático pode evitar novas compras até fevereiro — ou até que haja um desfecho nas negociações com os EUA.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Internacional

Trump sinaliza reduzir tarifas à China, mas exige retomada da compra de soja dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (19) que está disposto a reduzir as tarifas sobre produtos chineses, desde que a China adote medidas favoráveis em contrapartida. Segundo ele, o país asiático “terá que fazer coisas por nós também” para que as taxas sejam revistas.

Nas últimas semanas, Trump voltou a elevar as tarifas sobre importações chinesas, chegando a um aumento total de 100%, somado aos 30% já em vigor. A decisão reacendeu as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Soja volta ao centro das negociações comerciais

Entre as exigências de Trump está a retomada das compras de soja norte-americana pela China. O republicano pediu que os embarques retornem “ao menos aos níveis anteriores” e demonstrou otimismo quanto a um novo acordo comercial para reaquecer as exportações agrícolas dos EUA.

A China é o maior importador de grãos do mundo e, até recentemente, dependia fortemente dos produtores norte-americanos. No entanto, a guerra comercial deflagrada por Trump no início do ano reduziu drasticamente o volume negociado, abrindo espaço para outros fornecedores — principalmente o Brasil, que ampliou sua participação no mercado chinês.

Exportações dos EUA caíram quase 80%

De acordo com um relatório da American Farm Bureau Federation (AFBF), entidade que representa cerca de 6 milhões de agricultores norte-americanos, o volume exportado de soja dos EUA para a China caiu 78% entre janeiro e agosto deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024.

O estudo, assinado pela economista Faith Parum, destaca que “entre junho e agosto, os Estados Unidos praticamente não enviaram soja para a China, e o país não comprou nenhuma soja da nova safra”.

Apesar da queda nas importações dos EUA, o relatório ressalta que a China manteve seu consumo de soja, substituindo os grãos americanos por produtos do Brasil, Argentina e outros países.

“Mesmo com preços competitivos, a China vem reduzindo sua dependência dos Estados Unidos, priorizando fornecedores alternativos”, aponta o documento.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Comércio Exterior

Empresários buscam ampliar comércio com Sudeste Asiático em meio a tarifas dos EUA

Com o objetivo de fortalecer as relações comerciais com o Sudeste Asiático, uma comitiva formada por empresários brasileiros embarca nos próximos dias para Indonésia e Malásia. A missão ocorre em um momento de tensões comerciais globais, agravadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

A delegação, composta por 94 empresas dos setores industrial e agropecuário, é coordenada pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e conta com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Indonésia é destaque entre as oportunidades de negócios

Segundo estudo da ApexBrasil, apresentado pela CNI, os maiores potenciais de crescimento comercial estão na Indonésia, com destaque para os setores agroindustrial, têxtil e de defesa. O país asiático ocupa atualmente a 19ª posição entre os destinos das exportações brasileiras.

Entre os principais produtos enviados pelo Brasil estão farelo de soja, petróleo bruto, açúcares e melaço. Já as importações brasileiras concentram-se em óleos e gorduras vegetais, calçados e peças automotivas. Além disso, há investimentos bilaterais em áreas como mineração, papel e celulose, tabaco e têxteis.

Malásia também entra no radar das exportações brasileiras

A Malásia aparece como o 23º maior destino das exportações do Brasil e é considerada um parceiro estratégico para a diversificação de mercados, especialmente em meio ao aumento das barreiras comerciais globais.

Para a CNI, a missão empresarial representa uma oportunidade concreta de aproximar o Brasil de economias emergentes asiáticas, reduzindo a dependência de mercados tradicionais.

“Diante das recentes turbulências e das novas taxações norte-americanas, é essencial que o Brasil amplie suas parcerias e consolide uma agenda comercial mais diversificada”, destacou a entidade.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana/File Photo

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Internacional

Lula defende comércio sem dependência do dólar durante visita à Indonésia

Durante visita oficial à Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a redução da dependência do dólar nas relações comerciais internacionais. Em discurso nesta quinta-feira (23), o petista destacou a importância de utilizar moedas locais nas transações bilaterais e criticou o protecionismo econômico.

Indonésia e Brasil não querem uma nova Guerra Fria. Queremos comércio livre. E mais: tanto a Indonésia quanto o Brasil têm interesse em discutir a possibilidade de comercializar usando nossas próprias moedas. Essa é uma mudança necessária”, afirmou Lula em coletiva à imprensa.

Lula prega multilateralismo e menos dependência internacional

O presidente ressaltou que o século 21 exige coragem política e novas formas de atuação econômica para reduzir a dependência de grandes potências. Segundo ele, a meta é fortalecer o multilateralismo e promover uma “democracia comercial” baseada em cooperação e equilíbrio.

“Precisamos mudar nossa forma de agir comercialmente para não ficarmos dependentes de ninguém. Queremos multilateralismo, não unilateralismo. Queremos democracia comercial, não protecionismo”, disse o chefe do Executivo brasileiro.

A defesa de Lula vai na contramão da posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem criticado abertamente iniciativas de países do Brics e de outras nações emergentes para diminuir o uso do dólar no comércio global.

Acordos e fortalecimento da relação Brasil–Indonésia

Durante a agenda oficial, Lula se reuniu com o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, no Palácio Merdeka, onde ambos assinaram acordos nas áreas de agricultura, energia e mineração, ciência e tecnologia e comércio.

Atualmente, o fluxo comercial entre os dois países gira em torno de US$ 6 bilhões, valor considerado baixo por Lula. “É pouco para a Indonésia, é pouco para o Brasil. Nossos povos merecem um esforço maior para garantir que esse comércio cresça de acordo com o aumento da nossa população”, afirmou o presidente.

Possível encontro entre Lula e Trump na Ásia

A viagem de Lula ao continente asiático pode incluir uma reunião com Donald Trump, prevista para ocorrer no domingo, na Malásia, durante a Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Os dois líderes conversaram por telefone no início do mês e demonstraram interesse em um encontro presencial.

O diálogo deve servir para reduzir tensões diplomáticas e discutir a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, um dos principais pontos de atrito entre os dois países.

FONTE: Metrópoles
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert / PR

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Comércio Exterior

Trump deve anunciar novas tarifas contra a Colômbia nesta segunda-feira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que seu governo planeja aplicar novas tarifas comerciais contra a Colômbia, aumentando a tensão entre os dois países. O anúncio está previsto para esta segunda-feira (20).

Motivo das tarifas: combate ao tráfico de drogas

A declaração ocorre após o senador republicano Lindsey Graham afirmar nas redes sociais que Trump anunciaria “grandes tarifas” devido ao suposto envolvimento da Colômbia com o tráfico de drogas.

Trump confirmou a intenção à imprensa durante viagem a Washington, dizendo: “Li a declaração do senador Graham e está correta. Estive com ele hoje e anunciamos a tarifa amanhã”.

O presidente destacou que a suspensão de ajuda financeira à Colômbia, anunciada no domingo anterior, não prejudica os esforços para combater as drogas. Segundo ele, o país estaria envolvido na produção e refino de cocaína.

Críticas à gestão colombiana

Trump afirmou: “Eles não lutam contra as drogas. Eles fabricam drogas. Eles refinam drogas. Eles produzem cocaína. Eles têm fábricas de cocaína”.

Ele acrescentou que, devido à postura do governo colombiano, todos os pagamentos dos Estados Unidos à Colômbia estão suspensos. “A Colômbia está fora de controle e agora eles têm o pior presidente que já tiveram”, completou.

O anúncio oficial das tarifas deve ocorrer ainda nesta segunda-feira, marcando mais um episódio na relação econômica e diplomática entre os dois países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Kotico/ Divulgação Casa Branca

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Comércio Exterior

Trump admite que tarifa de 100% contra China é insustentável, mas mantém pressão comercial

Presidente dos EUA culpa China por novo impasse nas negociações e anuncia medidas mais duras

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a proposta de impor uma tarifa de 100% sobre produtos chineses não é economicamente sustentável, mas justificou a medida como uma resposta direta às ações recentes de Pequim, que intensificou o controle sobre as exportações de terras raras, essenciais para o setor tecnológico.

Durante entrevista exibida nesta sexta-feira pela Fox Business Network, Trump declarou: “Não é sustentável, mas o número é esse.” Ele acrescentou que foi forçado a tomar essa decisão devido à postura da China: “Eles me forçaram a fazer isso.”


Novas tarifas e restrições de exportação

Na semana passada, Trump anunciou novas tarifas de 100% sobre todas as exportações da China para os Estados Unidos. Além disso, determinou restrições adicionais à exportação de qualquer software crítico, com prazo final até o dia 1º de novembro — apenas nove dias antes do fim das isenções tarifárias atualmente em vigor.

Essas medidas foram apresentadas como uma reação direta ao endurecimento das regras chinesas sobre os elementos de terras raras, materiais fundamentais na produção de equipamentos eletrônicos e tecnologias avançadas. A China lidera o mercado global desses elementos estratégicos, o que a torna peça central na cadeia de suprimentos global.


Reunião com Xi Jinping está confirmada

Apesar do aumento nas tensões comerciais, Trump confirmou que irá se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, em duas semanas, na Coreia do Sul. O encontro havia sido colocado em dúvida recentemente, mas agora foi reafirmado pelo líder norte-americano.

Durante a entrevista ao programa “Mornings with Maria”, Trump elogiou o presidente chinês e sinalizou abertura para o diálogo: “Acho que vamos nos dar bem com a China, mas temos que ter um acordo justo. Tem que ser justo.”

FONTE: Com informações da Fox Business Network.
TEXTO: Redação

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Internacional

Mauro Vieira se reúne com secretário de Estado dos EUA para discutir tarifaço e relações bilaterais

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta quinta-feira (16.out.2025) de uma reunião com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington D.C.. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, o encontro está marcado para as 14h no horário local (15h em Brasília).

A reunião marca o primeiro contato direto entre os dois diplomatas e tem como objetivo preparar o terreno para um futuro encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump. O foco principal será negociar a reversão das tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros e tratar das sanções aplicadas a autoridades do país.

Temas de interesse nas negociações

O governo norte-americano deve aproveitar a reunião para reforçar seu interesse nos minerais críticos brasileiros e discutir condições regulatórias mais favoráveis às big techs que operam no país. Já o Brasil busca reduzir os impactos do tarifaço, medida que vem prejudicando exportadores nacionais e ampliando tensões comerciais entre os dois países.

O convite oficial para o encontro partiu de Marco Rubio, que telefonou para Vieira em 9 de outubro propondo uma reunião presencial em Washington.

Censura e direitos humanos voltam à pauta

Às vésperas da reunião, autoridades norte-americanas voltaram a citar preocupações com o Estado de Direito e a liberdade de expressão no Brasil — temas que estavam há semanas fora do discurso público.

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o tarifaço está relacionado a “preocupações extremas com o Estado de Direito, a censura e os direitos humanos no Brasil”. Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, mencionou a “detenção ilegal de cidadãos norte-americanos em território brasileiro”, sem apresentar detalhes.

Lula comenta clima diplomático

Durante um evento no Rio de Janeiro, o presidente Lula confirmou o encontro e lembrou o tom amistoso da breve conversa que teve com Trump nos bastidores da 80ª Assembleia Geral da ONU, em setembro. Na ocasião, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com o líder brasileiro — frase que Lula voltou a mencionar com humor ao anunciar a nova rodada de negociações.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Lula confirma reunião com EUA para negociar fim do tarifaço sobre produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o Brasil e os Estados Unidos terão uma reunião nesta quinta-feira (16) para discutir as tarifas extras aplicadas a produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.

O encontro será o primeiro diálogo formal entre autoridades dos dois países desde a conversa entre Lula e o presidente Donald Trump, ocorrida no início de outubro.

Em tom descontraído, Lula comentou a videoconferência da semana anterior com o líder americano: “Não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”, brincou o presidente, fazendo referência à fala de Trump sobre a “excelente química” entre ambos durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro.

Negociações em Washington

De acordo com Lula, a rodada de negociações comerciais acontecerá nesta quinta-feira. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já desembarcou em Washington na última terça (14) para liderar a delegação brasileira. A equipe norte-americana será chefiada pelo secretário de Estado Marco Rubio, designado por Trump para conduzir as tratativas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil apresentará “os melhores argumentos econômicos” para tentar reverter o tarifaço. Segundo ele, a medida está encarecendo produtos e o custo de vida nos Estados Unidos. Haddad destacou ainda que o país norte-americano já possui superávit comercial com o Brasil e conta com amplas oportunidades de investimento no território brasileiro — especialmente nos setores de energia limpa, minerais críticos, terras raras e transformação ecológica.

Entenda o tarifaço americano

O chamado tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política comercial da Casa Branca, adotada pelo presidente Donald Trump, que busca elevar tarifas sobre parceiros estratégicos em resposta à perda de competitividade dos EUA frente à China nas últimas décadas.

Em 2 de abril, Trump determinou barreiras alfandegárias com base no déficit comercial dos Estados Unidos com cada país. Como os EUA têm superávit com o Brasil, a tarifa inicial foi de 10%. No entanto, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40%, em retaliação a decisões brasileiras que, segundo Trump, prejudicariam as big techs norte-americanas e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Produtos afetados pelas tarifas

Entre os produtos brasileiros atingidos pelas novas taxas estão café, frutas e carnes. Ficaram isentos na primeira rodada cerca de 700 itens, equivalentes a 45% das exportações do Brasil aos EUA, incluindo suco de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis (com motores, peças e componentes). Posteriormente, outros produtos também foram liberados das tarifas adicionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados e U.S. Department of State

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Comércio Exterior

Exportações da China crescem 8,3% em setembro, mesmo com tensão da guerra tarifária com os EUA

A China registrou um aumento de 8,3% nas exportações em setembro, em comparação com o mesmo mês de 2024, segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). O país acumulou US$ 328,6 bilhões em receitas de exportação, resultado que superou as expectativas e demonstrou força da economia chinesa em meio à nova escalada da guerra comercial com os Estados Unidos.

O desempenho positivo antecede a entrada em vigor da tarifa de 100% sobre produtos chineses, anunciada recentemente pelo presidente Donald Trump. As novas taxas começam a valer em 1º de novembro, o que significa que os dados de setembro ainda não refletem o impacto direto da medida.

Exportações superam expectativas e mostram força do comércio chinês

De acordo com o vice-ministro da GACC, Wang Jun, o resultado reflete a capacidade da China de resistir às pressões externas e manter o ritmo de crescimento.

“Apesar de um ambiente externo complexo, os produtos comerciais da China resistiram à pressão e alcançaram um crescimento constante, demonstrando forte resiliência”, afirmou o vice-ministro nesta segunda-feira (13).

A plataforma chinesa de dados econômicos Wind havia previsto um crescimento mais modesto, de 5,7% nas exportações, o que reforça o caráter surpreendente e otimista do balanço.

Importações também sobem e superávit ultrapassa US$ 90 bilhões

As importações chinesas tiveram alta de 7,4% em relação a setembro de 2024, somando US$ 238,1 bilhões. O resultado deixou o país com um superávit comercial de US$ 90,5 bilhões no mês — um dos maiores do ano.

Entre janeiro e setembro, o volume total da balança comercial da China atingiu US$ 4,7 trilhões, alta de 3,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Comércio entre China e EUA segue em queda

Apesar do bom desempenho global, os laços comerciais entre China e Estados Unidos continuam em retração. As exportações chinesas para o mercado norte-americano caíram 16,9% no acumulado do ano, enquanto as importações de produtos dos EUA recuaram 11,6%, segundo a GACC.

A deterioração da relação bilateral se intensificou após o anúncio das novas tarifas de 100% por parte de Trump, feito na sexta-feira (10), um dia depois de Pequim endurecer as restrições à exportação de terras raras — insumo essencial para a produção de tecnologia e equipamentos militares.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

China reage a tarifas de 100% impostas por Trump e acusa EUA de “duplo padrão”

A China reagiu neste domingo (12) ao anúncio do presidente Donald Trump, que decidiu aplicar tarifas adicionais de 100% sobre produtos chineses. O governo chinês acusou os Estados Unidos de adotar “dois pesos e duas medidas” e alertou que as novas sanções aprofundam a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Trump justificou a decisão como resposta à “postura comercial extraordinariamente agressiva” da China, que recentemente reforçou restrições à exportação de tecnologias ligadas às terras raras — um setor estratégico utilizado na fabricação de equipamentos como mísseis guiados, baterias, veículos elétricos e dispositivos eletrônicos.

As novas tarifas americanas devem entrar em vigor em 1º de novembro, “ou antes”, segundo o próprio Trump.

Pequim diz que medidas são injustas e prejudicam negociações

Em comunicado, um porta-voz do Ministério do Comércio da China classificou a declaração dos EUA como “um exemplo típico de duplo padrão”, afirmando que Washington prejudica o ambiente de diálogo econômico e comercial entre os dois países.

“As ações dos Estados Unidos afetam gravemente os interesses da China e dificultam qualquer avanço nas negociações”, destacou o ministério, acrescentando que ameaças constantes de tarifas elevadas não representam uma forma adequada de cooperação.

EUA ampliam sanções e tensões aumentam antes da APEC

As novas tarifas anunciadas por Trump se somam aos 30% já aplicados desde maio a todos os produtos chineses, além das taxas específicas sobre aço, alumínio, cobre, móveis e medicamentos, de acordo com informações da Casa Branca.

A medida também surge pouco antes da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcada para o fim de outubro, na Coreia do Sul. Trump declarou que não pretende mais se reunir com o presidente Xi Jinping durante o evento — um encontro que ele mesmo havia anunciado em setembro.

“Foi uma verdadeira surpresa”, disse o republicano, ao comentar a decisão da China de endurecer os controles sobre exportações de terras raras.

Trégua comercial chega ao fim e retaliações continuam

A nova ofensiva marca o fim da trégua comercial firmada entre Pequim e Washington no início do ano, que previa tarifas provisórias de 30% sobre produtos chineses e 10% sobre produtos americanos até novembro.

Na sexta-feira (10), a China respondeu anunciando tarifas “especiais” sobre navios americanos que atracarem em seus portos — uma retaliação direta às medidas impostas por Washington em abril.

Com ambos os países ampliando barreiras comerciais, o cenário aponta para uma nova fase de tensão entre China e Estados Unidos, com impactos potenciais sobre as cadeias globais de produção e o comércio internacional.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: FRED DUFOUR/AFP

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