Economia

Economia global deve desacelerar em 2026 após guerra com Irã e avanço da inflação, alerta FMI

A economia global deve perder força em 2026, impulsionada pelos impactos da guerra envolvendo o Irã e pelo aumento da inflação mundial. O alerta foi divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que revisou para baixo suas projeções de crescimento econômico.

Segundo a instituição, a escalada do conflito afetou as cadeias de fornecimento de energia, elevou os preços das commodities e ampliou as pressões inflacionárias em diversas regiões do planeta.

Crescimento econômico será menor em 2026

Na atualização do relatório Perspectiva da Economia Mundial, o FMI estima que o crescimento da economia mundial cairá para 3% em 2026, abaixo dos 3,5% registrados no ano anterior. O número também representa uma leve redução em relação à projeção de 3,1% divulgada em abril, indicando que os efeitos do conflito tendem a se prolongar.

A entidade ressalta, porém, que o cenário continua cercado de incertezas e pode sofrer novas alterações conforme a evolução das tensões geopolíticas.

Guerra no Oriente Médio amplia riscos para o mercado de energia

De acordo com o FMI, os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã provocaram retaliações iranianas à infraestrutura energética da região, agravando um ambiente econômico que já enfrentava os efeitos da pandemia de Covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Nos últimos dias, novos ataques contra navios que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz voltaram a gerar preocupações sobre a estabilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Além disso, o governo norte-americano revogou a autorização que permitia temporariamente a ampliação das exportações de petróleo iraniano.

Embora o presidente Donald Trump tenha declarado durante reunião da OTAN, na Turquia, que acredita no fim do conflito, o FMI avalia que a situação permanece instável.

Inflação mundial deve acelerar

As dificuldades no transporte marítimo pelo Estreito de Hormuz elevaram os preços da energia, refletindo diretamente no custo de vida em diversos países.

Com esse cenário, a expectativa é que a inflação global avance de 4,1% em 2025 para 4,7% em 2026, impulsionada principalmente pelos preços elevados das commodities.

Economia demonstra resiliência, apesar dos desafios

Mesmo com perspectivas menos favoráveis para 2026, o FMI afirma que a economia internacional apresentou desempenho superior ao esperado no início deste ano.

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado estão a expansão das energias renováveis, que ajudou a reduzir parte dos impactos da alta do petróleo, e o aumento dos investimentos em inteligência artificial, responsável por estimular a atividade econômica em diferentes setores.

Segundo os economistas do Fundo, a economia mundial conseguiu absorver os efeitos iniciais da guerra de maneira melhor do que se previa.

Oriente Médio concentra as maiores perdas

Os países produtores de petróleo no Oriente Médio aparecem entre os mais afetados pelo conflito e devem registrar retrações econômicas significativas ao longo do ano.

No caso do Irã, entretanto, a projeção econômica foi ligeiramente revisada para cima em relação ao relatório de abril, graças ao relaxamento temporário das sanções sobre suas exportações de petróleo. Essa flexibilização, no entanto, foi encerrada nesta semana após os novos episódios de ataques a embarcações na região.

Índia e China também devem crescer menos

As economias com elevado consumo de energia também sentirão os efeitos da valorização do petróleo.

A previsão é que o crescimento da Índia recue para 6,4% neste ano, abaixo dos 7,7% registrados em 2025. Já a China deverá desacelerar de 5% para 4,6% em 2026.

Nos Estados Unidos, o FMI manteve a estimativa de crescimento em 2,3%, sustentada pelo fortalecimento das exportações de petróleo e pelos investimentos no setor de tecnologia.

FMI reforça necessidade de controlar a inflação

O Fundo Monetário Internacional recomenda que autoridades econômicas mantenham o foco na estabilidade dos preços diante da volatilidade das commodities e da crescente demanda por tecnologias ligadas à inteligência artificial.

Nos Estados Unidos, embora o aumento dos preços dos combustíveis continue sendo motivo de preocupação política, o presidente do Federal Reserve, Kevin M. Warsh, afirmou recentemente que os riscos inflacionários diminuíram nas últimas semanas e reiterou o compromisso da autoridade monetária em manter a inflação sob controle.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arash Khamooshi/Polaris for The New York Times

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Tecnologia

IA e nova energia impulsionam crescimento dos lucros industriais da China em 2026

A forte demanda por produtos ligados à inteligência artificial (IA) e ao setor de nova energia impulsionou os resultados da indústria chinesa nos primeiros cinco meses de 2026. Dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) mostram que os lucros das principais empresas industriais do país mantiveram trajetória de aceleração, refletindo o avanço da manufatura de alta tecnologia e o fortalecimento da atividade econômica.

Entre janeiro e maio, as empresas industriais com receita anual superior a 20 milhões de yuans registraram lucro combinado de 3,14 trilhões de yuans (cerca de US$ 2,93 milhões de receita mínima por empresa), crescimento de 18,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Lucros industriais aceleram em maio

O desempenho superou o avanço de 18,2% registrado no acumulado até abril. Apenas no mês de maio, os lucros industriais cresceram 21,1%, indicando uma aceleração da atividade no setor.

Além disso, a receita industrial avançou 5,5% entre janeiro e maio, ritmo superior ao observado no quadrimestre anterior. Segundo o DNE, o resultado foi favorecido pela expansão da produção industrial e pela continuidade da recuperação dos preços ao produtor.

Setor de equipamentos lidera expansão

A manufatura de equipamentos permaneceu entre os principais motores da indústria chinesa. Os lucros do segmento aumentaram 14,1%, respondendo por uma parcela significativa do crescimento total registrado pela indústria.

Dentro desse grupo, a indústria eletrônica apresentou um desempenho expressivo, com alta de 103,9% nos lucros. O avanço foi impulsionado pela crescente demanda global por equipamentos voltados à inteligência artificial, especialmente produtos de computação de alto desempenho e componentes de memória.

Nova energia fortalece indústria de matérias-primas

Outro destaque foi o setor de matérias-primas, que registrou crescimento de 83,1% nos lucros durante o período.

O aumento da procura por insumos destinados às cadeias de energia limpa e IA manteve elevados os preços de metais como cobre e alumínio, favorecendo a indústria de metais não ferrosos, cujos lucros dispararam 117,1%.

Também houve recuperação da indústria de processamento de petróleo, que voltou a operar com lucro, enquanto o setor químico registrou avanço de 71,6%.

Alta tecnologia mantém crescimento acelerado

A manufatura de alta tecnologia continuou sendo um dos segmentos mais dinâmicos da economia chinesa. Entre janeiro e maio, os lucros cresceram 44,7%, reforçando sua contribuição para o desempenho industrial do país.

Os maiores destaques ficaram por conta da fabricação de materiais eletrônicos especiais, que registrou salto de 665,4%, além da produção de dispositivos optoeletrônicos (+53,8%) e de componentes eletrônicos discretos (+40,6%).

Custos caem e rentabilidade melhora

O levantamento também mostra uma melhora na eficiência operacional das empresas.

Para cada 100 yuans de receita operacional, os custos recuaram para 84,95 yuans, redução de 0,59 yuan em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse foi o quinto mês consecutivo de queda dos custos industriais.

A margem de lucro operacional alcançou 5,56%, avanço de 0,63 ponto percentual e o maior nível registrado em períodos acumulados desde 2024.

Governo pretende reforçar políticas de crescimento

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, a expectativa é de continuidade do fortalecimento da indústria ao longo de 2026. O governo chinês pretende ampliar o uso de políticas macroeconômicas para estimular a demanda interna, aperfeiçoar a oferta industrial e incentivar novos vetores de crescimento econômico, com foco no desenvolvimento de alta qualidade.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shi Kuanbing/Xinhua

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Economia

PIB do G20 mantém crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2026, aponta OCDE

O PIB do G20 registrou crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, repetindo o resultado observado no fim de 2025. Os dados são preliminares e foram divulgados nesta segunda-feira (15) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Segundo o relatório, a estabilidade do indicador reflete comportamentos distintos entre as principais economias globais, com avanços mais fortes em alguns países e desaceleração em outros.

Brasil e Coreia do Sul lideram aceleração do crescimento

Entre os países do grupo, a Coreia do Sul apresentou uma das recuperações mais expressivas do período. Após retração de 0,1% no quarto trimestre de 2025, a economia sul-coreana avançou 1,8% nos primeiros três meses deste ano.

O Brasil também se destacou positivamente. O crescimento da economia brasileira passou de 0,3% para 1,1% no período, figurando entre os melhores desempenhos do G20.

Economias avançadas registram crescimento moderado

O relatório aponta aceleração econômica em diversas nações, embora em ritmo mais moderado. Foi o caso do Reino Unido, cujo crescimento passou de 0,2% para 0,6%, e do Japão, que avançou de 0,2% para 0,5%.

Nos Estados Unidos, o PIB subiu de 0,1% para 0,4%. Já a Índia ampliou sua expansão de 1,8% para 1,9%, enquanto a China registrou alta de 1,2% para 1,3%.

Também houve melhora na África do Sul, que passou de 0,4% para 0,5%, e na Alemanha, cujo crescimento avançou de 0,2% para 0,3%.

A Indonésia manteve um ritmo forte de expansão, com crescimento de 1,4%, enquanto a Itália permaneceu estável em 0,3%. No Canadá, a economia ficou estagnada após registrar retração de 0,2% no trimestre anterior.

Cinco países registram desaceleração econômica

Em sentido oposto, cinco integrantes do G20 apresentaram enfraquecimento da atividade econômica.

A maior queda foi observada na Arábia Saudita, que saiu de uma expansão de 1,3% para retração de 1,2%. O México também registrou resultado negativo, passando de crescimento de 0,7% para queda de 0,6%.

A França recuou 0,1% após ter avançado 0,2% no trimestre anterior. Já a Turquia desacelerou de 0,4% para 0,1%, enquanto a Austrália reduziu seu ritmo de crescimento de 0,9% para 0,3%.

PIB do G20 cresce 3,2% em relação ao ano anterior

Na comparação anual, o Produto Interno Bruto do G20 apresentou crescimento de 3,2% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.

A Índia liderou o ranking de expansão entre as maiores economias do mundo, com avanço de 8% no acumulado de 12 meses. Na outra ponta, o Canadá registrou o pior desempenho, com retração de 0,1% na comparação anual.

Os números reforçam um cenário global de crescimento desigual, marcado por recuperações econômicas em algumas regiões e desafios persistentes em outras.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/OCDE

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Economia

PIB do Brasil: Banco Mundial reduz projeção de crescimento para 1,9% em 2026

O Banco Mundial revisou para baixo sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2026. A nova projeção aponta expansão de 1,9% do PIB, ligeiramente inferior aos 2% previstos anteriormente. Para 2027, a expectativa também foi ajustada, passando de 2,3% para 2%.

Consumo mais fraco pesa nas perspectivas

Segundo o relatório mais recente da instituição, divulgado nesta semana, a revisão reflete principalmente a expectativa de desaceleração do consumo interno nos próximos anos.

Apesar do ajuste, o Banco Mundial avalia que a economia brasileira poderá ganhar fôlego gradualmente a partir de 2027, impulsionada por um cenário de redução das taxas de juros. Ainda assim, o ritmo de recuperação projetado é mais moderado do que o previsto no início do ano.

Conflitos no Oriente Médio têm impacto limitado no Brasil

O documento também analisa os reflexos da escalada das tensões no Oriente Médio sobre a economia global.

Na avaliação da instituição, os efeitos diretos do aumento dos preços do petróleo tendem a ser mais limitados na América Latina, especialmente em países como o Brasil, que figuram entre os exportadores líquidos de commodities energéticas.

Por outro lado, o Banco Mundial alerta para possíveis pressões inflacionárias decorrentes da alta dos combustíveis, o que pode exigir medidas econômicas por parte dos governos, incluindo subsídios e mecanismos de controle de preços.

América Latina enfrenta desafios para crescer

As perspectivas para a região também foram revisadas. A previsão de crescimento para a América Latina e Caribe foi reduzida de 2,3% para 2,2%.

Entre os principais riscos apontados estão a desaceleração das economias dos Estados Unidos e da China, além da manutenção de juros elevados por um período mais longo no cenário internacional.

Inflação e restrições fiscais limitam estímulos

O relatório destaca que a persistência da inflação em algumas economias reduz a margem para cortes de juros e dificulta a adoção de políticas de estímulo ao crescimento.

Além disso, as restrições fiscais enfrentadas por diversos governos da região diminuem a capacidade de investimentos públicos e tornam mais onerosa a implementação de medidas para conter os impactos da alta dos combustíveis.

Reformas são apontadas como caminho para acelerar o crescimento

Na avaliação do Banco Mundial, a região continuará registrando um desempenho econômico modesto caso não avance em reformas estruturais.

Entre as prioridades destacadas estão o aumento da produtividade, a ampliação dos investimentos, a qualificação da mão de obra e melhorias no ambiente de negócios, fatores considerados fundamentais para elevar o potencial de crescimento de longo prazo.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE

A economia brasileira registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos últimos três meses de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE e mostram avanço do Produto Interno Bruto (PIB) em diferentes setores da atividade econômica.

Na comparação com o mesmo período de 2025, a expansão foi de 1,8%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento da economia alcançou 2%.

PIB brasileiro chega a R$ 3,3 trilhões

Segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o PIB brasileiro somou R$ 3,3 trilhões em valores correntes entre janeiro e março de 2026.

O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é considerado um dos principais termômetros da atividade econômica.

Agropecuária lidera crescimento da economia

Os três principais setores analisados pelo IBGE apresentaram desempenho positivo no trimestre:

  • Agropecuária: alta de 2%
  • Indústria: crescimento de 1%
  • Serviços: avanço de 0,5%

A agropecuária teve o maior impacto positivo no resultado geral da economia, enquanto o setor de serviços contribuiu de forma mais moderada para o desempenho do PIB.

Indústria cresce puxada por mineração e construção

A indústria brasileira, responsável por cerca de 23% do PIB, teve como destaque o avanço da atividade extrativa mineral, com crescimento de 3,6%.

O setor da construção civil também apresentou forte desempenho, com alta de 2,9% no período.

Setor de serviços mantém peso na economia

Mesmo com crescimento mais moderado, o segmento de serviços, que representa aproximadamente 70% da economia nacional, continuou sendo o principal componente do PIB.

As áreas que mais contribuíram para o avanço do setor foram:

  • Informação e comunicação: 2,4%
  • Atividades imobiliárias: 1,2%
  • Outras atividades de serviços: 0,8%
  • Comércio: 0,6%

Consumo das famílias e investimentos avançam

Os dados do IBGE também apontam crescimento de 1% nas despesas de consumo das famílias.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede o nível de investimentos na economia, avançou 3,5% no trimestre.

O consumo do governo apresentou elevação de 0,4%.

Exportações caem e importações sobem

No setor externo, as exportações brasileiras recuaram 1,7% no primeiro trimestre de 2026.

Em contrapartida, as importações cresceram 4,4%, movimento que acaba impactando negativamente o cálculo do PIB.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Economia

Economia da Alemanha cresce 0,3% no primeiro trimestre de 2026 com avanço das exportações

A Alemanha registrou crescimento de 0,3% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com os três meses anteriores. O resultado foi confirmado nesta sexta-feira pelo escritório federal de estatísticas do país.

O desempenho da economia da Alemanha foi impulsionado principalmente pela recuperação das exportações alemãs, que avançaram de forma significativa no início do ano.

Exportações fortalecem atividade econômica alemã

Segundo Ruth Brand, presidente do órgão de estatísticas, o aumento das vendas externas teve papel decisivo para o crescimento econômico no período.

As exportações de bens e serviços subiram 3,3% no primeiro trimestre, revertendo a queda observada no último trimestre de 2025. Enquanto isso, as importações registraram leve alta de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior.

O cenário reforça a relevância do setor externo para a recuperação da maior economia da Europa.

Gastos públicos avançam, mas consumo das famílias fica estagnado

Outro fator que contribuiu para o resultado positivo foi o crescimento dos gastos do governo. As despesas públicas aumentaram 1,1% no período, colaborando para sustentar a atividade econômica.

Por outro lado, o consumo das famílias permaneceu estável, sem crescimento no trimestre, indicando cautela dos consumidores diante do cenário econômico europeu.

Investimentos recuam no início de 2026

Apesar do avanço do Produto Interno Bruto (PIB), os investimentos apresentaram retração de 1,5% no primeiro trimestre do ano.

A queda nos investimentos mostra que, embora as exportações estejam fortalecendo a economia alemã, ainda existem desafios internos relacionados à confiança empresarial e à expansão da atividade produtiva.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Annegret Hilse

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Economia

PIB do Brasil deve crescer 1,6% em 2026, projeta Banco Central

O PIB do Brasil deve avançar 1,6% em 2026, conforme projeção mantida pelo Banco Central em relatório divulgado nesta quinta-feira (26). Apesar da estabilidade na estimativa, a autoridade monetária alerta para o aumento das incertezas, especialmente diante dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre a economia global.

Cenário externo pressiona crescimento

De acordo com o relatório, a continuidade das tensões internacionais pode gerar um choque negativo de oferta, com efeitos diretos na inflação e no ritmo de crescimento econômico.

A interrupção de cadeias produtivas e dificuldades logísticas na região podem prolongar os impactos, elevando preços e reduzindo a atividade econômica tanto no Brasil quanto no exterior. Ainda assim, setores específicos, como o segmento petrolífero, podem se beneficiar do cenário.

Fatores que sustentam a projeção

A manutenção da previsão de crescimento está associada ao desempenho recente da economia e à expectativa de expansão moderada ao longo de 2026.

Segundo o Banco Central, o cenário considera:

  • política monetária restritiva (juros elevados);
  • baixo nível de ociosidade na economia;
  • desaceleração da economia global;
  • ausência do forte impulso da agropecuária observado em 2025.

No ano passado, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, impulsionado principalmente pelo setor agropecuário.

Consumo e mercado de trabalho

Medidas recentes também entram no radar da projeção, como o aumento real do salário mínimo e mudanças no Imposto de Renda, que ampliam a renda disponível e ajudam a sustentar a demanda interna.

Além disso, o mercado de trabalho aquecido, com queda do desemprego e alta dos salários, contribui para manter o consumo das famílias.

Juros e política monetária

O relatório também detalha a atuação do Comitê de Política Monetária (Copom) na condução da taxa Selic, principal instrumento de controle da inflação.

Após uma sequência de altas entre 2024 e 2025, os juros foram mantidos em 15% ao ano por um período prolongado, sendo reduzidos recentemente para 14,75% ao ano. No entanto, o Banco Central não descarta interromper o ciclo de cortes caso o cenário externo pressione a inflação.

Inflação deve permanecer acima da meta

A projeção indica que a inflação no Brasil tende a subir até o fim de 2026, iniciando queda gradual posteriormente, mas ainda acima da meta oficial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o período em 3,6%, influenciado principalmente pela alta nos preços do petróleo.

A probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta (4,5%) aumentou, passando de 23% para 30%, segundo o relatório.

Crédito cresce, mas em ritmo menor

A previsão para o crédito no Brasil foi revisada para cima, com expansão de 9% em 2026, impulsionada pelo crédito a pessoas físicas e empresas.

Mesmo com a alta, o ritmo indica desaceleração pelo segundo ano consecutivo, refletindo o impacto dos juros elevados e o alto nível de endividamento das famílias.

Contas externas e exportações

O déficit em transações correntes foi levemente reduzido, com expectativa de US$ 58 bilhões (2,2% do PIB) em 2026. A melhora está ligada ao desempenho das exportações, favorecidas pela alta nos preços internacionais, especialmente de combustíveis.

A entrada de investimentos estrangeiros diretos deve garantir o financiamento desse déficit, com previsão de US$ 70 bilhões.

Riscos seguem no radar

Apesar das projeções, o Banco Central destaca que o cenário permanece incerto. A redução do fluxo comercial em regiões estratégicas, como o Estreito de Ormuz, pode afetar o comércio global, cadeias produtivas e condições financeiras internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Internacional

Rússia ultrapassa Brasil e Canadá e sobe no ranking das maiores economias do mundo

A Rússia avançou no ranking global das maiores economias e superou Brasil e Canadá, de acordo com atualização das projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Com base no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), o país passou a ocupar a 9ª posição mundial.

Com a mudança, o Canadá caiu para o 10º lugar, enquanto o Brasil passou a ocupar a 11ª colocação no ranking das economias globais.

Os números fazem parte da revisão do relatório World Economic Outlook, divulgado inicialmente em outubro de 2025 e atualizado com novas estimativas para 2026. A classificação considera o valor total de bens e serviços produzidos por cada país, convertido para dólares a partir da taxa média de câmbio anual.

Desempenho do Brasil ficou abaixo da estimativa

A queda do Brasil no ranking já era prevista nas projeções anteriores do FMI. Ainda assim, alguns fatores recentes alteraram ligeiramente os números finais da economia brasileira.

Um deles foi a valorização do real frente ao dólar, que aumentou o valor do PIB brasileiro quando convertido para a moeda norte-americana. O FMI havia estimado um câmbio médio de R$ 5,61 por dólar, mas o resultado final ficou em R$ 5,58.

Essa diferença elevou o tamanho da economia brasileira em cerca de US$ 24 bilhões em relação ao cálculo inicial.

Apesar disso, o crescimento econômico do país ficou levemente abaixo da projeção do fundo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o PIB do Brasil avançou 2,3% em 2025, enquanto a estimativa anterior do FMI apontava expansão de 2,4%.

Crescimento da Rússia impulsiona mudança no ranking

Outro fator determinante para a mudança na lista das maiores economias foi o desempenho da economia russa.

Segundo os dados atualizados, a Rússia registrou crescimento de 4,3% em 2024, resultado impulsionado principalmente pelo aumento dos gastos militares e por políticas de estímulo à atividade econômica.

Já o Canadá apresentou expansão de 1,7%, número 0,5 ponto percentual acima da previsão inicial do FMI. Mesmo com o desempenho melhor que o esperado, o país acabou sendo ultrapassado pela economia russa.

Para os próximos anos, no entanto, o FMI projeta uma desaceleração na atividade econômica da Rússia. As estimativas apontam crescimento de apenas 0,6% em 2025 e expansão próxima de 1% ao ano até 2027.

Economia mundial deve crescer 3,3% em 2026

No cenário global, o FMI também revisou para cima as projeções de crescimento da economia mundial.

De acordo com o relatório, o crescimento da economia global deve alcançar 3,3% em 2026, resultado 0,2 ponto percentual superior à estimativa anterior.

O desempenho mais forte é atribuído principalmente à atividade econômica dos Estados Unidos e da China, além do aumento de investimentos ligados ao avanço da inteligência artificial.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Economia

Atividade econômica da Argentina cresce 3,5% em dezembro e supera projeções do mercado

A atividade econômica da Argentina registrou alta de 3,5% em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2024, desempenho muito acima da expectativa de 0,5% projetada por analistas consultados pela Reuters. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos.

O resultado indica aceleração frente a novembro, quando o indicador havia apresentado retração de 0,3%.

Crescimento anual deve alcançar 4,4% em 2025

Com o avanço de dezembro, a terceira maior economia da América Latina deve encerrar 2025 com expansão acumulada de 4,4%, segundo estimativas oficiais.

O desempenho reforça sinais de retomada após meses de volatilidade econômica e ajustes fiscais promovidos pelo governo.

Agro lidera alta; indústria recua

Entre os setores que compõem o indicador mensal, 11 registraram crescimento na comparação anual.

O maior destaque foi o segmento de agricultura, pecuária, caça e silvicultura, que avançou 32%, impulsionado por uma produção recorde de trigo. O bom desempenho do campo foi determinante para o resultado positivo do mês.

Em sentido oposto, o setor manufatureiro apresentou queda de 3,9%, refletindo dificuldades persistentes na indústria.

Ajuste fiscal e reformas estruturais

Desde que assumiu a presidência, Javier Milei tem adotado medidas de forte ajuste fiscal, com cortes de gastos públicos, estratégia que contribuiu para a desaceleração da inflação argentina.

O governo agora busca estimular a recuperação de áreas mais sensíveis da economia, como indústria, consumo e construção civil, que ainda operam em níveis considerados baixos por analistas.

Entre as principais apostas está a proposta de reforma trabalhista, apresentada como instrumento para dinamizar o mercado de trabalho e ampliar a geração de empregos formais. A iniciativa, no entanto, enfrenta resistência de sindicatos, que afirmam que as mudanças podem comprometer direitos trabalhistas históricos.

O desempenho de dezembro reforça as expectativas de recuperação gradual da economia argentina, ainda que desafios estruturais permaneçam no radar.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels/Freerange

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Economia

Mercado financeiro reduz projeção da inflação de 2026 pela sexta vez seguida

O mercado financeiro revisou para baixo a expectativa de inflação em 2026, registrando a sexta queda consecutiva. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (18), a previsão do IPCA passou de 3,97% para 3,95%.

A estimativa atual fica 0,55 ponto percentual abaixo do teto da meta, que é de 4,5%, e demonstra uma trajetória de desaceleração em relação à projeção de um mês atrás, que estava em 4,02%.

Expectativa do IPCA para 2027 e anos seguintes

Para 2027, a projeção do IPCA se manteve em 3,80% pela 15ª semana consecutiva. Considerando apenas as 55 estimativas mais recentes, o índice chegou a 3,70%.

Em 2025, o IPCA acumulou alta de 4,26%, abaixo da mediana do Focus, que previa 4,31%, e da estimativa do Banco Central, de 4,4%.

O Copom projeta que a inflação de 2026 encerre em 3,4% e que a inflação em 12 meses atinja 3,2% no horizonte relevante, atualmente no terceiro trimestre de 2027. A partir de 2025, a meta de inflação tornou-se contínua, centrada em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso a inflação ultrapasse esse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central é considerado fora do alvo.

As projeções para 2028 e 2029 permanecem estáveis em 3,50%, mantendo-se constantes por 15 e 24 semanas consecutivas, respectivamente.

PIB brasileiro: projeções de crescimento mantidas

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o mercado manteve a estimativa de crescimento para 2026 em 1,80% pela 10ª semana consecutiva. Já o Banco Central elevou sua projeção para 2026 de 2% para 2,3%, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre.

O aumento reflete revisões nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que impactaram principalmente o desempenho da agropecuária no primeiro semestre, e resultados do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.

Para 2027, a estimativa do PIB permanece em 1,80%, acompanhando 29 projeções recentes. As projeções medianas para 2028 e 2029 também se mantêm estáveis em 2,00%, repetindo a sequência de 101 e 48 semanas consecutivas, respectivamente.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estadão

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