Comércio Exterior

EUA aplicam tarifas de 100% a 150% sobre produtos chineses de setores marítimo e logístico

O governo dos Estados Unidos anunciou a imposição de tarifas de 100% a 150% sobre produtos chineses ligados aos setores marítimo, logístico e de construção naval. A medida, que será publicada nesta quinta-feira (16) no Federal Register, tem como objetivo reduzir a dependência de fontes chinesas e fortalecer a segurança econômica e das cadeias de suprimentos do país.

Produtos afetados e início da cobrança

As novas tarifas entram em vigor a partir de 9 de novembro e abrangem uma ampla gama de equipamentos portuários e de transporte intermodal. Entre os itens impactados estão os guindastes ship-to-shore (STS), usados no descarregamento de contêineres, além de chassis intermodais, trailers e semirreboques utilizados no transporte marítimo e ferroviário de cargas.

A cobrança também se aplica a equipamentos fabricados, montados ou contendo componentes de origem chinesa, inclusive produtos de empresas controladas ou substancialmente influenciadas por nacionais chineses. Além disso, a tarifa sobre navios estrangeiros transportadores de veículos passará a ser calculada por tonelada líquida, com o valor fixado em US$ 46 (cerca de R$ 250) por tonelada, limitado a cinco cobranças por embarcação ao ano.

Navios construídos fora dos EUA estarão sujeitos à cobrança, enquanto embarcações do governo americano e inscritas no Maritime Security Program ficarão isentas até abril de 2029.

Justificativa e tarifas adicionais

A USTR (United States Trade Representative), agência responsável pela política comercial americana, afirmou que a tarifa de 100% sobre guindastes e chassis intermodais visa aumentar a alavancagem dos EUA e responder a práticas e políticas investigadas na China. A proposta ainda prevê tarifas adicionais de até 150% sobre outros equipamentos portuários.

O documento abre consulta pública até 10 de novembro para possíveis ajustes nas tarifas. Guindastes STS contratados antes de 17 de abril de 2025 e entregues até 18 de abril de 2027 serão isentos da alíquota de 100%. A USTR também revogou a possibilidade de suspender licenças de exportação de gás natural liquefeito (GNL), buscando evitar disrupções no fornecimento.

FONTE: Pleno News
TEXTO: Redação
IMAGEM: EFE/EPA/SHAWN THEW

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Evento

138ª Canton Fair destaca inovação, tecnologia e sustentabilidade em Guangzhou

A 138ª Feira de Importação e Exportação da China (Canton Fair) será realizada em Guangzhou de 15 de outubro a 4 de novembro, consolidando-se como um dos maiores eventos de comércio internacional do mundo. A feira será dividida em três fases e manterá uma plataforma on-line ativa 24 horas, oferecendo aos compradores globais acesso contínuo aos fornecedores chineses. Com uma área de 1,55 milhão de metros quadrados, o evento contará com 74.600 estandes e mais de 32 mil empresas participantes, um recorde histórico.

Escala recorde e foco em inovação

A nova edição da Canton Fair 2025 marca um avanço em escala e inovação. Mais de 10 mil expositores são reconhecidos como empresas nacionais de alta tecnologia, PMEs especializadas ou líderes em manufatura, representando 34% dos exportadores presentes.

Entre os destaques, está a estreia da Zona de Saúde Inteligente, prevista para a Fase 3 (31 de outubro a 4 de novembro), que reunirá 47 empresas focadas em robôs cirúrgicos, sistemas de monitoramento inteligentes e dispositivos médicos vestíveis. Já a Zona de Robôs de Serviço retorna na Fase 1 (15 a 19 de outubro) com 46 expositores apresentando robôs humanoides e cães robóticos de última geração.

Sustentabilidade e tecnologia verde

Reforçando seu papel como símbolo de abertura e modernização da economia chinesa, a Canton Fair investe fortemente em sustentabilidade e energia limpa. A seção de Novos Recursos Energéticos exibirá soluções de armazenamento de energia, tecnologias de hidrogênio e mais de 1,08 milhão de produtos de baixo carbono.

O evento busca impulsionar o comércio exterior de alta qualidade e promover novos motores de crescimento econômico, com ênfase em inovação digital e inteligência artificial.

Inteligência digital e produtos inéditos

Mais de um milhão de novos produtos serão apresentados, incluindo 1,1 milhão com propriedade intelectual independente. Das 175 seções de exposição, 18 serão dedicadas às tecnologias inteligentes, exibindo mais de 350 mil produtos que refletem a transformação digital das indústrias chinesas.

A programação também inclui fóruns sobre inteligência artificial e comércio digital, com debates sobre automação, eficiência operacional e novos modelos de negócios.

Experiência aprimorada com tecnologia 5G e IA

A experiência dos visitantes será aprimorada com navegação em tempo real alimentada por Bluetooth, sistema BeiDou e tecnologia 5G, permitindo localizar estandes e eventos com precisão.

O Canton Fair App foi atualizado com ferramentas de IA, oferecendo recomendações personalizadas, vídeos curtos de produtos e conexão inteligente entre compradores e fornecedores, tornando a feira mais interativa, sustentável e eficiente.

Para registrar a 138ª Canton Fair, clique em https://buyer.cantonfair.org.cn/register/buyer/email?source_type=16.  

FONTE: Canton Fair
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Newswire

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Comércio Exterior

China defende controle de exportação de terras raras e minimiza impacto nas cadeias globais

Pequim afirma que medidas têm foco em segurança e não devem afetar abastecimento internacional

O Ministério do Comércio da China afirmou neste domingo (12) que as novas restrições à exportação de terras raras terão impacto “muito limitado” nas cadeias globais de abastecimento. Segundo o governo chinês, as medidas são legítimas e visam aprimorar o sistema de controle de exportações, em conformidade com leis e regulamentos internacionais.

De acordo com o porta-voz do ministério, os controles de exportação não representam uma proibição total e as licenças serão concedidas a pedidos que atendam aos requisitos estabelecidos. Pequim afirmou ainda que informou antecipadamente seus parceiros comerciais sobre as novas regras, por meio de mecanismos bilaterais de diálogo.

“As empresas não precisam se preocupar”, garantiu o representante da pasta, destacando que o objetivo é evitar o uso de terras raras e seus derivados na produção de armamentos, reforçando o compromisso da China com a paz mundial e a não proliferação militar.

China amplia lista de metais controlados

Na última quinta-feira (9), o governo chinês anunciou uma nova rodada de restrições à exportação de terras raras, ampliando o controle para cinco novos metais estratégicos utilizados na fabricação de tecnologias avançadas.

A China domina mais de 70% da produção global e cerca de 90% do processamento mundial desses minerais, considerados essenciais para indústrias de defesa, energia e eletrônicos. As restrições têm sido vistas como instrumento de pressão geopolítica desde o início da guerra tarifária com os Estados Unidos, em abril deste ano.

Escalada nas tensões entre China e EUA

Em resposta às medidas chinesas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (10) uma tarifa adicional de 100% sobre as importações chinesas, com início previsto para 1º de novembro — ou antes, “dependendo de eventuais ações futuras de Pequim”, segundo o republicano.

Trump também afirmou que Washington implementará controles de exportação sobre softwares críticos destinados à China. A decisão, publicada na rede social Truth, foi classificada por Pequim como um exemplo de “dois pesos, duas medidas”.

O Ministério do Comércio chinês reagiu, dizendo que as medidas dos EUA “prejudicam gravemente os interesses da China” e deterioram o ambiente de negociações comerciais entre os dois países. “Ameaçar constantemente com tarifas elevadas não é a forma correta de cooperar com a China”, destacou o comunicado oficial.

Tensões podem afetar encontro da APEC

As novas medidas foram anunciadas às vésperas da reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), que ocorrerá na Coreia do Sul. O evento poderia sediar um encontro entre os presidentes chinês e norte-americano, mas a escalada das tensões comerciais coloca a reunião em risco.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MSN

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Exportação

China anuncia controle de exportação de terras-raras e baterias

Novas regras para exportação entram em vigor em novembro

O Ministério do Comércio da China e a Administração Geral das Alfândegas anunciaram nesta quinta-feira medidas que restringem a exportação de terras-raras, baterias de lítio e materiais superduros.

A partir de 8 de novembro, itens como matérias-primas de terras-raras médias e pesadas, incluindo o hólmio, baterias de lítio e materiais de ânodo de grafite sintética, só poderão ser exportados mediante aprovação oficial do governo chinês.

Impacto nas negociações internacionais

O anúncio aumenta a tensão sobre o comércio entre China e Estados Unidos, já que a exportação de terras-raras e ímãs é um dos pontos mais sensíveis discutidos pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

O Ministério do Comércio chinês reforçou que está aberto ao diálogo bilateral para promover o comércio em conformidade, mantendo canais de comunicação sobre políticas e práticas de controle de exportação.

Justificativa do governo chinês

Segundo autoridades, as restrições se aplicam a itens de uso dual, ou seja, produtos que podem ter aplicação tanto civil quanto militar. A China afirma que as medidas estão em conformidade com leis internacionais e visam proteger a segurança nacional e cumprir compromissos globais de não proliferação.

O governo também garantiu que as medidas não têm como alvo nenhum país específico e que pedidos de exportação legais e conformes serão aprovados após análise.

Repercussão no mercado global

Especialistas alertam para o impacto das restrições na cadeia global de suprimentos. Ellie Saklatvala, da consultoria Argus, destaca:

“A expansão do controle de exportação da China para elementos de terras-raras pesadas aumenta significativamente o risco de perturbações industriais em todo o mundo. Não há produção comercial fora da China para a maioria desses elementos, e já observamos uma corrida por materiais adicionais fora do país.”

O óxido de érbio, por exemplo, já apresentava dificuldades de fornecimento antes do anúncio oficial, com embarques retidos em portos chineses e aumento de preços na Europa para cerca de US$ 50/kg. Com a inclusão oficial do érbio nas restrições, espera-se restrição ainda maior da oferta e possível alta de preços globalmente.

Rigor na fiscalização e desafios futuros

Embora a China já controlasse tecnologias relacionadas às terras-raras, a medida recente enquadra esses itens como de “uso dual”, o que indica aplicação mais rigorosa.

Ainda não está definido como o governo rastreará a exportação de produtos contendo terras-raras por entidades estrangeiras, mas fornecedores fora da China deverão se adaptar às novas regras para não comprometer relações comerciais com o país.

FONTE: Monitor Mercantil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Yang Shiyao

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Logística

Câmara aprova acordo internacional sobre transporte de cargas TIR

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (9) o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 655/25), que ratifica a Convenção Aduaneira sobre o Transporte Internacional de Mercadorias ao Abrigo das Cadernetas TIR. O texto, relatado pelo deputado Alex Manente (Cidadania-SP), será agora analisado pelo Senado.

O Brasil mantém acordos internacionais de transporte de cargas com diversos países e entidades, e, conforme a Constituição, esses instrumentos precisam do aval do Congresso Nacional para serem implementados.

O que é o sistema TIR

O TIR (Transportes Internacionais Rodoviários) é um sistema global de trânsito de mercadorias criado pela Organização das Nações Unidas em 1949 e atualizado em 1975. Implementado como uma parceria público-privada, o TIR facilita a circulação de cargas entre quase 80 países.

Benefícios e funcionamento das Cadernetas TIR

As Cadernetas TIR permitem que transportadores autorizados operem sob um regime aduaneiro simplificado. Esse sistema oferece benefícios como:

  • Circulação de veículos e contêineres com selos alfandegários específicos
  • Sistema de garantia internacional
  • Reconhecimento recíproco dos controles aduaneiros
  • Acesso controlado ao sistema TIR

Para usufruir dessas vantagens, é necessária a aprovação de veículos e contêineres, além do cumprimento de todas as normas internacionais do acordo.

FONTE: Agência Câmara de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Agricultura

União Europeia anuncia medidas para proteger agricultores no acordo com o Mercosul

Bloco promete salvaguardas e monitoramento das importações para reduzir resistência ao tratado

A União Europeia (UE) anunciou, nesta quarta-feira (8), um conjunto de medidas para proteger agricultores europeus diante do impacto do acordo de livre comércio com o Mercosul. O bloco se comprometeu a monitorar as importações e investigar possíveis efeitos negativos sobre a produção local, adotando ações corretivas quando necessário.

O tratado entre a UE e o Mercosul — formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — criará a maior zona de livre comércio do mundo, com cerca de 700 milhões de habitantes. A expectativa de Bruxelas é concluir a ratificação até o fim de 2025, durante a presidência brasileira do bloco.

França mantém resistência ao acordo

Apesar do avanço, a França segue como principal opositor do tratado. O governo francês afirma que o acordo ameaça setores sensíveis como carne bovina, aves, açúcar e biocombustíveis, defendendo a adoção de medidas de proteção adicionais.

Em resposta, a Comissão Europeia prometeu mecanismos de salvaguarda “robustos” para garantir a competitividade dos agricultores locais.

Monitoramento de importações e apoio de países

Entre as medidas anunciadas está a vigilância reforçada de produtos sensíveis, como carne bovina, frango, arroz, mel, ovos, alho e açúcar. Relatórios semestrais sobre o impacto dessas importações serão enviados ao Parlamento Europeu e aos Estados-membros.

O tratado, no entanto, tem forte apoio de países como a Alemanha, que busca ampliar o acesso de suas empresas a novos mercados — especialmente após a volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e a retomada de tarifas comerciais.

Critérios para investigações e possíveis sanções

A Comissão Europeia definiu critérios para abrir investigações:

  • quando o preço de produtos do Mercosul for 10% mais baixo que o similar europeu;
  • quando o volume de importações com isenção de tarifas subir acima de 10%.

Caso seja identificado dano grave ao setor agroalimentar, a UE poderá restabelecer tarifas sobre os produtos afetados.

As investigações terão prazo máximo de quatro meses, mas se um Estado-membro solicitar a análise, a Comissão deverá iniciar o processo em até 21 dias.

Declaração oficial

Segundo o comissário europeu de Agricultura, Christophe Hansen, as medidas buscam equilibrar os interesses comerciais com a proteção do setor produtivo.

“A Comissão estará pronta para agir rápida e decisivamente, se necessário, para proteger os interesses do nosso setor agroalimentar”, declarou Hansen.

De acordo com estimativas da Comissão, o acordo Mercosul–UE permitirá que exportadores europeus economizem mais de 4 bilhões de euros por ano (cerca de R$ 25 bilhões) em tarifas para acessar o mercado latino-americano.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Daniel Roland/AFP

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Comércio Exterior

Mercosul e Canadá retomam negociações para acordo de livre comércio

Nova rodada de diálogo em Brasília busca atualizar compromissos bilaterais

O Mercosul e o Canadá deram início, nesta quinta-feira (9/10), em Brasília (DF), a uma nova rodada de negociações do Acordo de Livre Comércio Mercosul-Canadá. As discussões, conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), seguem até esta sexta-feira (10/10).

O objetivo do encontro é atualizar os entendimentos comerciais entre o bloco sul-americano e o país norte-americano diante do atual cenário internacional, fortalecendo a integração econômica e as oportunidades de negócios.

Visita canadense abriu caminho para retomada

As negociações foram reativadas após a visita ao Brasil do ministro de Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, em agosto de 2025. Na ocasião, Sidhu se reuniu com o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, reforçando o interesse mútuo em ampliar o diálogo econômico e retomar a agenda de cooperação.

De acordo com a Secex, o processo reflete o compromisso do Mercosul em firmar acordos modernos, equilibrados e benéficos para ambas as partes, seguindo modelos de negociações recentes com Singapura, União Europeia e EFTA.

Temas em negociação

A rodada de discussões reúne chefes negociadores e equipes técnicas dos quatro Estados Partes do Mercosul e do Canadá. A agenda inclui balanço dos avanços já alcançados, revisão de pendências e definição de prioridades em capítulos estratégicos, como:

  • Acesso a mercados e regras de origem;
  • Facilitação de comércio e barreiras técnicas;
  • Medidas sanitárias e fitossanitárias;
  • Serviços, investimentos e compras governamentais;
  • Propriedade intelectual e meio ambiente;
  • Questões relacionadas à concorrência, micro e pequenas empresas, gênero, trabalho e povos indígenas.

Relação comercial Brasil–Canadá

O Canadá é um parceiro estratégico para o Brasil. Em 2024, a corrente de comércio bilateral alcançou US$ 9,1 bilhões, consolidando o país como o 19º destino das exportações brasileiras.

Do total exportado pelo Brasil ao Canadá, que somou US$ 6,3 bilhões, cerca de 91% correspondeu à indústria de transformação. Entre os principais produtos estão alumínio, ouro, aço, máquinas e equipamentos, aeronaves e café.Nova rodada de diálogo em Brasília busca atualizar compromissos bilaterais

O Mercosul e o Canadá deram início, nesta quinta-feira (9/10), em Brasília (DF), a uma nova rodada de negociações do Acordo de Livre Comércio Mercosul-Canadá. As discussões, conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), seguem até esta sexta-feira (10/10).

O objetivo do encontro é atualizar os entendimentos comerciais entre o bloco sul-americano e o país norte-americano diante do atual cenário internacional, fortalecendo a integração econômica e as oportunidades de negócios.

Visita canadense abriu caminho para retomada

As negociações foram reativadas após a visita ao Brasil do ministro de Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, em agosto de 2025. Na ocasião, Sidhu se reuniu com o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, reforçando o interesse mútuo em ampliar o diálogo econômico e retomar a agenda de cooperação.

De acordo com a Secex, o processo reflete o compromisso do Mercosul em firmar acordos modernos, equilibrados e benéficos para ambas as partes, seguindo modelos de negociações recentes com Singapura, União Europeia e EFTA.

Temas em negociação

A rodada de discussões reúne chefes negociadores e equipes técnicas dos quatro Estados Partes do Mercosul e do Canadá. A agenda inclui balanço dos avanços já alcançados, revisão de pendências e definição de prioridades em capítulos estratégicos, como:

  • Acesso a mercados e regras de origem;
  • Facilitação de comércio e barreiras técnicas;
  • Medidas sanitárias e fitossanitárias;
  • Serviços, investimentos e compras governamentais;
  • Propriedade intelectual e meio ambiente;
  • Questões relacionadas à concorrência, micro e pequenas empresas, gênero, trabalho e povos indígenas.

Relação comercial Brasil–Canadá

O Canadá é um parceiro estratégico para o Brasil. Em 2024, a corrente de comércio bilateral alcançou US$ 9,1 bilhões, consolidando o país como o 19º destino das exportações brasileiras.

Do total exportado pelo Brasil ao Canadá, que somou US$ 6,3 bilhões, cerca de 91% correspondeu à indústria de transformação. Entre os principais produtos estão alumínio, ouro, aço, máquinas e equipamentos, aeronaves e café.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Comércio Exterior

Participação feminina no comércio internacional ganha força com apoio do MDIC

Participação feminina no comércio internacional ganha força com apoio do MDIC

Brasília foi palco de um importante avanço na inclusão de gênero no comércio exterior, durante o 11º Encontro da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul (CEMM), realizado em 8 de outubro. A secretária em exercício de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Daniela Matos, destacou o compromisso do governo federal em ampliar a presença feminina nas exportações brasileiras e incorporar a pauta de gênero nos acordos comerciais.

Diagnóstico revela desafios e avanços na liderança feminina

Segundo Daniela Matos, fortalecer a participação das mulheres no comércio internacional é uma das prioridades da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Um estudo realizado pela Secex em 2023 revelou que apenas 14% das empresas exportadoras brasileiras tinham liderança feminina em sua composição societária. Embora um novo levantamento divulgado em 2025 indique avanços, os obstáculos ainda são significativos.

“Esse diagnóstico nos mostrou o tamanho do desafio. As mulheres continuam sendo minoria entre as exportadoras e enfrentam barreiras maiores que os homens. Por isso, o MDIC passou a tratar o tema como prioridade, com iniciativas como o programa Elas Exportam e a inclusão da perspectiva de gênero em acordos comerciais”, afirmou Daniela.

Acordo Mercosul–União Europeia inclui capítulo sobre empoderamento feminino

Um dos destaques do evento foi a menção ao novo capítulo do Acordo Mercosul–União Europeia, que trata especificamente de comércio e empoderamento feminino. O texto prevê ações de cooperação, intercâmbio de experiências e políticas voltadas à ampliação da participação das mulheres no comércio internacional.

“Esses dispositivos são fundamentais para garantir que os benefícios do acordo cheguem às empresas brasileiras, especialmente aquelas lideradas por mulheres. A diversidade precisa estar refletida no comércio exterior, promovendo oportunidades mais justas e inclusivas”, completou Daniela.

Lideranças do Mercosul celebram protagonismo feminino

A coordenadora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul, Laura Velásquez, classificou a inclusão da pauta de gênero como um marco histórico. “As mulheres empresárias têm papel essencial na economia dos nossos países. É fundamental que elas também ocupem espaço nos acordos comerciais. Esse novo capítulo é um avanço significativo”, declarou.

O embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, também participou do painel e destacou o progresso nas negociações do acordo entre os blocos. “As disciplinas jurídicas estão compatibilizadas e há disposição total do Mercosul para que o acordo entre em vigor ainda sob a presidência brasileira”, afirmou.

Evento reúne lideranças femininas do setor produtivo

O painel de abertura do CEMM, com o tema “Atualizações sobre o Acordo Mercosul–União Europeia”, foi conduzido por Lilian Schiavo, diretora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Brasil. O encontro reuniu empresárias da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além de representantes governamentais, instituições financeiras e entidades do setor produtivo.

FONTE: Com informações de Agência Gov, Conexão Maríliaconexaomarilia.com.br e Rádio Itatiaia.
TEXTO: REDAÇÃO

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Importação

EUA aplicam tarifa sobre madeira e móveis importados; setor brasileiro já sente impactos

Tarifas entram em vigor e setor brasileiro registra demissões.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou tarifas de 10% sobre madeira e de 25% sobre armários, pias e móveis estofados, com validade a partir de 14 de outubro. Produtos farmacêuticos e caminhões pesados terão novas taxas já aplicadas a partir de 1º de outubro. A medida reforça a estratégia do governo americano de proteger a segurança nacional, segundo o presidente.

Justificativa americana e base legal

Trump utilizou a Seção 232 da Lei de Comércio de 1974 para embasar a taxação, alegando que a importação de madeira enfraquece a indústria local, provoca fechamento de serrarias e compromete cadeias de suprimento essenciais. A ordem executiva também prevê aumento das tarifas em janeiro de 2025: 30% para produtos de madeira estofados e 50% para armários e pias importados, caso não haja acordo com os países exportadores.

Impactos internacionais e acordos comerciais

Canadá, México e Vietnã estão entre os mais afetados. O Canadá, maior fornecedor de madeira serrada aos EUA, já lida com tarifas de cerca de 35% devido a disputas históricas sobre exploração florestal. México e Vietnã vêm ganhando espaço no fornecimento de móveis de madeira após as tarifas impostas à China em 2018, que chegaram a 55%. Países com acordos prévios, como Reino Unido, União Europeia e Japão, tiveram suas tarifas limitadas entre 10% e 15%.

Setor madeireiro brasileiro registra efeitos imediatos

A aplicação das tarifas sobre produtos brasileiros já provocou demissões significativas, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci). Entre 9 de julho e 15 de setembro, cerca de 4 mil trabalhadores foram desligados, 5,5 mil estão em férias coletivas e 1,1 mil em layoff. Caso a situação persista, projeta-se a perda de mais 4,5 mil empregos nos próximos 60 dias.

O setor registrou queda de 35% a 50% nas exportações para os EUA em agosto, em comparação com julho, refletindo cancelamento de contratos e retração de novas negociações devido à imprevisibilidade tarifária. Em 2024, os Estados Unidos absorveram US$ 1,6 bilhão em produtos de madeira do Brasil, representando cerca de 50% da produção nacional, chegando a 100% em determinados segmentos.

Posicionamento da Abimci e reivindicações

Em nota divulgada em 16 de setembro, a Abimci reforçou que a única solução para minimizar os impactos é a negociação direta entre Brasil e Estados Unidos para adequação das tarifas. A entidade alertou ainda que a manutenção das taxas compromete cerca de 180 mil empregos formais na cadeia produtiva brasileira, afetando a sustentabilidade econômica e social do setor.

A associação também destacou que, até a data em questão, não houve ação efetiva por parte do governo brasileiro para abrir um canal de diálogo diplomático com Washington, baseado em argumentos técnicos e comerciais, o que poderia reduzir o impacto das tarifas sobre a indústria. 

A ABIMCI ainda não se manifestou após a nova decisão dessa semana. 

Consequências para o comércio bilateral

Especialistas ressaltam que a medida americana, ao mesmo tempo que aumenta arrecadação, agrava a instabilidade do comércio internacional, prejudica contratos existentes e pode afetar a competitividade das indústrias brasileiras e norte-americanas. Nos EUA, o governo também aponta que a restrição visa proteger infraestrutura crítica e setores estratégicos de defesa nacional.

FONTE: G1, Reuters e ABIMCI.
TEXTO: REDAÇÃO 
IMAGEM: REPRODUÇÃO G1

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Mercado Internacional

EUA ampliam restrições de exportação e incluem subsidiárias de empresas estrangeiras

O Departamento de Comércio dos EUA adotou medidas rigorosas nesta segunda-feira (29) contra empresas da China e de outros países que utilizam subsidiárias para contornar restrições a equipamentos de fabricação de chips e outras tecnologias sensíveis.

Expansão da Lista de Entidades restringe exportações

A nova regra publicada no Registro Federal dos EUA amplia a chamada Lista de Entidades, incluindo automaticamente subsidiárias controladas em pelo menos 50% por uma empresa já listada. Com isso, cresce significativamente o número de empresas que precisarão de licenças de exportação para receber produtos e serviços norte-americanos.

Impactos nas cadeias de suprimentos

Especialistas alertam que a medida pode desestruturar cadeias de suprimentos globais e dificultar que empresas determinem se suas exportações estão sujeitas a restrições. Algumas transações específicas poderão ser autorizadas por um período de até 60 dias, mas muitas licenças provavelmente serão negadas.

Semelhança com regras do Departamento do Tesouro

A regra das subsidiárias se assemelha à chamada “regra dos 50%” aplicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA. Segundo a norma, se uma entidade detiver 50% ou mais de uma empresa da lista, qualquer exportação para essa subsidiária exigirá licença especial, sujeita a aprovação, como ocorre com as próprias empresas sancionadas.

Essa medida reforça a estratégia dos EUA de limitar o acesso a tecnologia avançada por empresas estrangeiras e pode alterar o cenário global de exportações de chips e equipamentos estratégicos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jeenah Moon

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