Internacional, Mercado Internacional

Canadá quer acordo comercial com Mercosul para reduzir dependência dos EUA

O Canadá tem 15 acordos de livre comércio que abrangem 51 países, o que lhe dá acesso a 1,5 bilhão de consumidores, e ministro do Comércio Exterior do Canadá disse que Ottawa buscará mais acordos desse tipo nos próximos meses

O ministro do Comércio Exterior do Canadá disse na quinta-feira (17) que há interesse de ambos os lados em avançar nas negociações comerciais com o bloco sul-americano Mercosul, já que Ottawa busca novos acordos em um esforço para se diversificar dos Estados Unidos.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e sua equipe têm mantido conversações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para chegar a um acordo comercial até 1º de agosto, o que poderia ajudar a reduzir as tarifas comerciais norte-americanas sobre o Canadá.

Mas seu governo também está se preparando para depender menos de uma relação que gerou um comércio bilateral de mais de 1 trilhão de dólares canadenses (US$727,33 bilhões) no ano passado e se concentrar na diversificação do comércio assinando pactos de livre comércio em todo o mundo.

“Conversei com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, e há interesse em realizar conversas sobre o Mercosul”, disse o ministro do Comércio Exterior canadense, Maninder Sidhu, em uma entrevista à Reuters.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em abril que está interessado em avançar nas negociações para um acordo comercial entre o bloco sul-americano e o Canadá.
O Mercosul — que inclui Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia — já teve rodadas de negociação para um acordo comercial com o Canadá no passado.

O Canadá também está interessado em continuar as conversações com a China para enfrentar os desafios comerciais e considera o descongelamento das relações entre a Índia e o Canadá como um passo importante para apoiar o comércio, disse o ministro.

“Com a China, há oportunidades, há desafios”, disse ele, acrescentando que os países estão mantendo discussões francas sobre um caminho a seguir em relação às tarifas comerciais sobre as exportações de canola, carne bovina, ração para animais de estimação e muitos outros produtos.

O Canadá tem 15 acordos de livre comércio que abrangem 51 países, o que lhe dá acesso a 1,5 bilhão de consumidores, e Sidhu disse que Ottawa buscará mais acordos desse tipo nos próximos meses, sem fornecer uma meta específica.

Ele assinou um acordo de livre comércio com o Equador e um pacto de promoção de investimentos com os Emirados Árabes Unidos em seus dois primeiros meses no cargo e disse que as discussões estão em andamento com os países da Asean e também individualmente com os países do Indo-Pacífico, incluindo a Indonésia e as Filipinas.

Exposição exagerada

Sidhu disse que as empresas canadenses estão excessivamente expostas aos EUA e não são tão competitivas quanto antes devido às tarifas de Trump.

“Meu trabalho é estar lá fora abrindo portas”, disse ele, acrescentando que procurará diversificar não apenas o comércio, mas também as aquisições de defesa do Canadá em relação aos EUA.

Carney prometeu aumentar os gastos com defesa em mais 9 bilhões de dólares canadenses este ano para cumprir a meta da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de gastar 2% do PIB.

“Estamos trabalhando com a União Europeia e outros parceiros em todo o mundo para ajudar a desbloquear algumas dessas oportunidades de aquisição na área de defesa para nossas empresas canadenses”, disse ele.

As exportações canadenses para os EUA caíram em maio para 68% do total das exportações, em comparação com uma média mensal de 75% no ano passado. A participação dos EUA em maio foi a mais baixa já registrada, uma vez que as empresas se esforçaram para diversificar.

Ele não respondeu diretamente sobre como seria um acordo comercial entre o Canadá e os EUA, mas disse que o governo “trabalhará para chegar a um acordo que seja melhor para as empresas e os trabalhadores canadenses”.

Fonte: InfoMoney

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Exportação

Receita estabelece requisitos para concessão dos benefícios nas Zonas de Processamento de Exportação

Instrução Normativa traz as condições para fruição dos benefícios fiscais para empresas exportadoras que tenham projeto aprovado pelo Conselho Nacional das ZPEs

A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou, no Diário Oficial da União de quinta-feira (17/07), a Instrução Normativa (IN) nº 2.269, que estabelece os requisitos e condições para fruição dos benefícios fiscais relativos ao regime das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) para empresas prestadoras de serviços exclusivamente ao mercado externo. O regime tributário, cambial e administrativo aplicável às ZPE está previsto na Lei nº 11.508/2007.

Os serviços abrangidos pela IN são os determinados pelo Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), na Resolução CZPE/MDIC Nº 95, de 29 de maio deste ano, como, por exemplo, licenciamento de direitos de uso de softwares e de bancos de dados; serviços de pesquisa e desenvolvimento em diversas áreas; serviços de engenharia para vários tipos de projetos; diversos serviços de Tecnologia da Informação (TI); serviços de manutenção de aplicativos e programas; serviços de processamento de dados, de acesso à internet banda larga, entre outros.

Principal instância decisória da Política Nacional das ZPEs, o Conselho é um órgão deliberativo da estrutura do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), sendo composto por diversos Ministérios, como o da Fazenda. Para ter acesso aos benefícios, as empresas precisam ter projeto aprovado pelo CZPE, para prestação de serviços exclusivamente ao mercado externo.

Com a publicação da Resolução e da Instrução Normativa, as empresas prestadoras de serviços poderão aproveitar os benefícios previstos na Lei nº 11.508/2007, incluindo, por exemplo, a possibilidade de importar ou adquirir, no mercado interno, máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos com isenção de Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Cofins-Importação, Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep); Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

FONTE: RECEITA FEDERAL

IMAGEM: DIVULGAÇÃO RECEITA FEDERAL

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Logística

ANTT atualiza piso mínimo de frete rodoviário com reajustes médios de 0,82% a 3,55%

A diretoria da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) aprovou nesta quinta-feira (17) nova tabela com preços mínimos de frete rodoviário, com reajustes médios que vão de 0,82% a 3,55%. Segundo o relator do processo, diretor Lucas Asfor, a atualização tem como base o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado de dezembro a maio, em 3,28%, e o preço do óleo diesel S10, em R$ 6,02, de acordo com a tabela disponibilizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A lei prevê que a agência reguladora deve reajustar a tabela até os dias 20 de janeiro e 20 de julho de cada ano. Os impactos médios no valor final de piso mínimo de frete vão de aumentos de 0,82% para operações de alto desempenho com contratação somente do veiculo automotor de cargas a 3,55% para operações do tipo carga lotação.

A ANTT também aprovou a segunda versão do AIR (Relatório de Análise de Impacto Regulatório) do projeto “ESG Cargas: Ambiental, Social e Governança no Transporte Rodoviário de Cargas”. Segundo a agência, a iniciativa propõe a criação do Selo ESG Cargas, um instrumento de reconhecimento público aos transportadores que se destacam por adotar práticas sustentáveis, responsáveis e transparentes na atividade.

Para ter o selo, os transportadores devem comprovar aderência aos critérios de três dimensões fundamentais: ambiental, social e governança (ESG). A proposta ainda será submetida à audiência pública. Ainda na reunião, os diretores aprovaram os regimentos internos dos Comitês de Desenvolvimento de Sustentabilidade de Ferrovias e de Rodovias.

Transporte internacional
A ANTT também deu aval a abertura de consulta pública, entre os dias 28 de julho e 11 de setembro, sobre o projeto de Consolidação e Aperfeiçoamento do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário coletivo Internacional de Passageiros. De acordo com o relator, Lucas Asfor, a proposta pretende flexibilizar a prestação dos serviços reguladores internacionais para possibilitar atendimento mais dinâmico e eficiente, aumentar o interesse de empresas transportadoras na prestação de serviço internacional e reduzir a discricionariedade na atuação dos agentes internos.

Fonte: Agência Infra

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Comércio, Logística

Movimentação de Cargas no Porto de São Francisco, no Brasil, Sobe para 8,8 Milhões de Toneladas no 1º Semestre de 2025

Movimentação de cargas no Porto de São Francisco no primeiro semestre do ano manteve a tendência de crescimento observada desde 2023. Entre janeiro e junho, passaram pelo terminal no norte de Santa Catarina 8,8 milhões de toneladas.

As exportações representaram 54% (4,7 milhões de toneladas), impulsionadas pelo embarque de grãos, que totalizaram 4,4 milhões de toneladas — sendo 3,4 milhões de toneladas de soja e 1 milhão de toneladas de milho.

As importações somaram 4,1 milhões de toneladas (46%), com destaque para 2,3 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos vindos da China e 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes provenientes do Oriente Médio, principalmente Egito, Omã e Irã.

No mesmo período do ano passado, o porto movimentou 8,7 milhões de toneladas.

“O Porto de São Francisco continua exercendo um papel fundamental como um dos principais corredores logísticos do sul do Brasil. O crescimento dos últimos anos exige uma gestão alinhada aos interesses dos operadores que utilizam o porto para desenvolver seus negócios de importação e exportação”, afirmou o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (Spaf), Beto Martins.

Segundo o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o crescimento é resultado de uma gestão técnica aliada ao desempenho eficiente dos operadores portuários e demais trabalhadores do terminal.

“Nos últimos dois anos, alcançamos os maiores volumes de carga da história do Porto: 16,8 milhões de toneladas em 2023 e 17 milhões de toneladas em 2024. Pensávamos que havíamos chegado ao limite, mas esse aumento no primeiro semestre mostra que todos os investimentos em infraestrutura feitos nos últimos meses estão contribuindo para esse crescimento contínuo”, disse Vieira.

Ele destacou que, nos últimos dois anos, melhorias estruturais aumentaram a competitividade do porto. “Além da abertura de uma nova via de acesso, investimos R$200 milhões em infraestrutura portuária, incluindo um novo parque tecnológico e modernização de equipamentos.”

Nos próximos meses, serão investidos mais R$324 milhões no aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, R$18 milhões na restauração do Berço 201 e R$12,5 milhões na quarta faixa da BR-280 que leva ao porto.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Portos

Remessas de Alimentos Paralisadas no Principal Porto do Brasil em Meio à Incerteza sobre Tarifas dos EUA

A tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já está tendo repercussões no Porto de Santos, localizado no litoral de São Paulo. De acordo com o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS), os embarques estão atualmente paralisados no maior complexo portuário do Brasil devido ao cancelamento de exportações por parte das empresas, principalmente do setor de alimentos.

Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), os EUA importaram mais de 8,1 milhões de toneladas através do Porto de Santos em 2024, totalizando R$ 12,8 bilhões. Isso representou 12,6% das exportações totais do complexo portuário, colocando os Estados Unidos atrás apenas da China, que importou 42,4 milhões de toneladas (R$ 26 bilhões ou 25,5%).

Abaixo está um gráfico histórico das exportações brasileiras em contêineres para os Estados Unidos via Porto de Santos, com base em dados do DataLiner:

Exportações em Contêineres para os Estados Unidos via Porto de Santos – Jan 2022 a Mai 2025 – TEUs

A tarifa de 50%, anunciada por Donald Trump, deve entrar em vigor no dia 1º de agosto. No entanto, os efeitos já estão sendo sentidos devido à incerteza por parte dos exportadores.

Em entrevista ao G1, o secretário do SDAS, Hugo Cesar Evangelista, afirmou que o sindicato recebeu relatos de seus associados (despachantes aduaneiros) sobre embarques paralisados nos terminais do Porto de Santos. “Algumas empresas já estão devolvendo mercadorias, especialmente pequenos negócios”, disse ele.

Ele explicou que a suspensão dos embarques se deve à incerteza sobre a alíquota que será aplicada quando a carga chegar aos Estados Unidos, já que o transporte leva vários dias.

“Temos relatos de cargas retidas enquanto as empresas aguardam para entender como a situação vai se desenrolar, enquanto outras estão cancelando e devolvendo os produtos para seus armazéns”, disse Evangelista.

Segundo o sindicato, produtos como frutas, sucos e carne bovina estão entre os que estão paralisados no complexo portuário. No entanto, o sindicato ainda não tem uma estimativa completa das exportações interrompidas.

O Brasil é o principal fornecedor de café para os Estados Unidos. A tarifa atual sobre o café é de 10%, e a nova taxa de 50% representaria um aumento de 400%. Cerca de 35% das exportações brasileiras com destino aos EUA são embarcadas pelo Porto de Santos.

Fonte: G1

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Agronegócio, Exportação

Exportações do agronegócio somam US$ 82 bilhões no 1º semestre de 2025 e mantêm protagonismo na balança comercial

Apesar de leve queda em relação ao ano anterior, setor responde por quase metade das vendas externas do país, com destaque para carnes, soja e aumento na diversificação de destinos

Balança comercial do agro mantém superávit robusto

As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 82,1 bilhões no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento da Consultoria Agro do Itaú BBA, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No mesmo período, as importações do setor somaram US$ 10,1 bilhões, resultando em um superávit de US$ 71,9 bilhões — uma leve retração de 1,1% em comparação a 2024.

A queda se deve a uma leve redução nas exportações (-0,2%) e aumento nas importações (+5,9%), impulsionadas principalmente pelos desembarques de cacau (319%), óleo de palma (48%) e trigo (3%).

Setor agro mantém quase metade da receita das exportações brasileiras

O agronegócio foi responsável por 49% de toda a receita das exportações do Brasil entre janeiro e junho de 2025, mesma participação registrada no mesmo período de 2024. O índice segue em linha com a média dos últimos cinco anos, consolidando o papel do setor como principal motor da balança comercial brasileira.

Junho fecha em leve queda, mas semestre é o terceiro melhor da história

Em junho, o setor exportou US$ 14,61 bilhões, valor 1,2% inferior ao de maio e 1,3% abaixo do mesmo mês de 2024. Ainda assim, o desempenho do semestre em dólares foi o terceiro melhor da história. A valorização cambial também favoreceu a receita em reais, com o dólar cotado, em média, a R$ 5,76 — alta de 13,27% na comparação anual.

Carnes ganham espaço; soja mantém liderança

A soja em grãos continuou liderando a pauta de exportações, com 31% de participação no total exportado — ligeira queda em relação aos 34% de 2024. Essa redução foi compensada por ganhos nas exportações de carne bovina, cuja participação subiu de 6% para 8%, com avanços em volume e preço. As carnes suína e de frango também apresentaram bom desempenho, embora esta última tenha sido impactada pela gripe aviária no Rio Grande do Sul a partir de maio.

No setor sucroenergético, os embarques de açúcar e etanol caíram em razão da antecipação da safra em 2024, o que distorce a base de comparação.

China segue como principal destino, mas perde participação

A China permaneceu como o maior mercado para o agro brasileiro, com 34% das exportações no semestre. No entanto, esse percentual foi ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período de 2024 (35%). Ao mesmo tempo, mercados como os Estados Unidos, União Europeia e países asiáticos emergentes ampliaram sua participação, indicando maior diversificação nos destinos.

Exportações para a Ásia somam US$ 41,5 bilhões

As vendas para o continente asiático caíram 2,7% em receita no semestre, reflexo da queda nos preços da soja. A China foi responsável por 67% das exportações para a região. Os principais produtos enviados foram soja em grãos, carne bovina, celulose e açúcar VHP.

União Europeia amplia compras, com destaque para café e farelo de soja

A União Europeia importou US$ 12 bilhões do agro brasileiro no primeiro semestre, crescimento de 8,6% em relação ao mesmo período de 2024. O café verde liderou as vendas, seguido por farelo de soja e soja em grãos. A Alemanha foi o maior comprador de café dentro do bloco, com 30% de participação.

Estados Unidos elevam importações mesmo com tarifas

Apesar de tarifas impostas em abril, os embarques para os EUA somaram US$ 6,6 bilhões — alta de 20% em relação ao 1º semestre de 2024. A carne bovina se destacou, com aumento superior a 100% no volume exportado, atingindo 157 mil toneladas e receita de US$ 791 milhões.

Desempenho por produto no semestre

Confira os principais números do 1º semestre de 2025:

  • Soja em grãos: 64,9 milhões de toneladas (+1%), com preço médio de US$ 391,5/t (-10%)
  • Óleo de soja: +26% no volume; preço médio de US$ 1.032,5/t (+9%)
  • Carne bovina: 1,29 milhão de toneladas (+13%), com preço médio 13% maior (US$ 5.100/t)
  • Etanol: Queda de 26% nos volumes; alta de 4% no preço médio
  • Milho: Redução de 22% no volume exportado; leve alta nos preços
  • Café verde: Queda de 18% no volume, mas alta de 79% nos preços (US$ 6.456,4/t)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio

Mercado de fertilizantes registra alta de preços em julho e pressiona relação de troca para produtores rurais

Volatilidade na ureia, valorização dos fosfatados e desvalorização do real impactam diretamente o custo dos insumos e desfavorecem o poder de compra no campo, aponta relatório do Itaú BBA

Cenário do mercado de fertilizantes em julho

O boletim Radar Agro, publicado em 15 de julho de 2025 pela Consultoria Agro do Itaú BBA, revelou que o mercado de fertilizantes continua sob pressão neste mês. O relatório destaca a forte volatilidade da ureia, a valorização consistente dos fosfatados e a estabilidade dos potássicos, que começam a apresentar sinais de alta. A desvalorização do real frente ao dólar também tem contribuído para o aumento dos custos, afetando negativamente a relação de troca para os produtores rurais.

Ureia: cenário volátil com impacto internacional

A ureia iniciou o mês com expressiva alta nos preços, influenciada pelo conflito entre Israel e Irã, que provocou a suspensão do fornecimento de gás natural de Israel ao Egito – insumo essencial na produção da ureia. Essa instabilidade elevou os preços em mais de US$ 100 por tonelada. Mesmo após o fim do conflito e a retomada da produção no Egito, os preços seguem elevados, com cotações girando em torno de US$ 490/t CFR Brasil. A demanda contínua da Índia, com volumes licitados ainda não totalmente atendidos, tem sustentado a alta no mercado.

Fosfatados: valorização impulsionada por custos e demanda

Os fosfatados mantêm trajetória de valorização, impulsionados pelo aumento dos custos das matérias-primas, oferta restrita e demanda aquecida. O MAP (fosfato monoamônico) atingiu o patamar de US$ 765/t CFR Brasil, representando uma alta de US$ 130/t desde o início do ano. O aumento no preço do ácido fosfórico, insumo essencial para a produção de fosfatados, reforça a tendência de alta em toda a cadeia. Brasil e Índia permanecem como mercados com demanda sólida.

Potássicos: estabilidade local e possíveis altas globais

No Brasil, os preços dos potássicos continuam estáveis, girando em torno de US$ 360/t CFR. No entanto, negociações entre China e Índia têm sinalizado novos patamares mínimos para os preços internacionais, o que pode influenciar em futuras elevações. Brasil e Índia seguem como os principais países importadores do produto, o que reforça a relevância desses movimentos globais no cenário nacional.

Câmbio desfavorável eleva custos dos insumos

A recente desvalorização do real frente ao dólar tem agravado os custos dos fertilizantes e defensivos, mesmo diante de um cenário já marcado por preços elevados. Esse fator amplia ainda mais os desafios para os produtores brasileiros, que enfrentam uma piora na relação de troca dos fertilizantes por grãos e outras commodities.

Impactos por cultura: relação de troca mais desfavorável

O relatório do Itaú BBA apresenta indicadores gráficos que mostram como a elevação dos preços dos fertilizantes impacta diferentes culturas:

  • Soja: A relação de troca em 2025 é desfavorável, exigindo mais sacas por tonelada de insumo.
  • Milho: Segue tendência semelhante à da soja, com aumento dos custos em relação ao valor do grão.
  • Algodão: Relação de troca variável, com oscilações conforme as cotações internacionais.
  • Café e Açúcar: Perda de poder de compra frente aos fertilizantes devido à valorização dos insumos.
  • Trigo e Arroz: Apresentam indicadores menos favoráveis que nos anos anteriores.
  • Boi Gordo: O número de arrobas necessário para adquirir fertilizantes aumentou, revelando o encarecimento também para a pecuária.

O cenário atual indica um momento de cautela para o produtor rural, que enfrenta aumento no custo dos fertilizantes, volatilidade internacional e pressão cambial. A combinação desses fatores compromete a rentabilidade e impõe desafios na tomada de decisão para o planejamento das próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio Exterior, Industria

Canadá anuncia novas medidas tarifárias sobre aço importado para proteger indústria nacional

O primeiro-ministro Mark Carney disse nesta quarta-feira que o Canadá introduzirá uma cota tarifária para os países com os quais tem acordos de livre comércio, excluindo os Estados Unidos, para proteger a indústria siderúrgica nacional.

O Canadá também implementará tarifas adicionais de 25% sobre as importações de aço de todos os países não norte-americanos que contenham aço derretido e derramado da China antes do final de julho.

Carney está respondendo às reclamações da indústria doméstica, que afirmou que outros países estão desviando aço para o Canadá e tornando a indústria doméstica não competitiva devido às tarifas dos EUA.

A indústria siderúrgica canadense pediu ao governo que introduzisse medidas antidumping mais rígidas para proteger a indústria nacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, aumentou as tarifas de importação sobre aço e alumínio de 25% para 50% no início deste mês. O Canadá é o maior vendedor de aço para os Estados Unidos.

Carney também disse que as empresas siderúrgicas nacionais seriam priorizadas nas compras governamentais e introduziu um fundo de 1 bilhão de dólares canadenses para ajudar as empresas siderúrgicas a avançar em projetos em setores como o de defesa.

“Essas medidas garantirão que os produtores de aço canadenses sejam mais competitivos, protegendo-os contra o desvio de comércio resultante de um ambiente global em rápida mudança para o aço”, disse Carney na quarta-feira.

Fonte: Reuters

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Comércio, Logística, Portos

Porto privado em SC tem avanço no movimento de cargas; quantos contêineres são transportados

Dados portuários foram atualizados até maio

O Porto Itapoá mantém o ritmo de crescimento na movimentação de cargas e chegou 337 mil contêineres no ano, até maio. O avanço é de 32,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em outra modalidade de medição, foram 6,7 milhões de toneladas movimentadas, em expansão de 26,5%, também em relação aos primeiros cinco meses do ano passado. Os dados são do painel estatístico da Antaq, a agência de regulação do setor.

O terminal de uso privado está em operação desde 2011 e faz parte do complexo portuário da baía da Babitonga, formado também pelos portos de São Francisco do Sul. Itapoá terá outro porto, também privado, a ser instalado pelo Coamo Agroindustrial Cooperativa – o empreendimento está em fase de licenciamento. No ano passado, o Porto Itapoá movimentou 13,6 milhões de toneladas, em crescimento de 16% na comparação com 2023. Em contêineres, foram 660 mil movimentados em 2024.

Conjunto de fatores explica a expansão no terminal. O porto conta com maior estrutura em tomadas reefer, usada em contêineres refrigerados. São 3.972 dispositivos em operação. A navegação de cabotagem tem ajudado na movimentação, com crescimento de 18%.  Em mais exemplos dos motivos pela expansão na movimentação, está o aumento na média de navios que utilizam o terminal, passando de 53 por mês para 60 e o avanço de 11% no indicador de movimento por hora.

Nos próximos meses, começa a obra de dragagem do canal externo da baía da Babitonga, com aumento do calado e capacidade de acesso de cargueiros de maior porte, o que também deverá ampliar a movimentação de cargas em Itapoá e São Francisco do Sul.

Fonte: NSC Total

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Internacional, Mercado Internacional

Peru, Jordânia e Hong Kong voltam a comprar carne de Frango do Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou hoje, 16 de julho de 2025, que Peru, Jordânia e Hong Kong removeram as restrições à carne de frango do Brasil. Com essa decisão, um total de 30 países já retomaram a compra do produto brasileiro.

Além disso, o Kuwait diminuiu as restrições especificamente para a carne de frango originária do Rio Grande do Sul e do município gaúcho de Montenegro. Foi em Montenegro que o Brasil registrou o primeiro e único caso confirmado de gripe aviária em uma granja comercial, em maio deste ano.

Países com Restrições Ativas

Apesar das recentes liberações, alguns mercados importantes ainda mantêm as importações suspensas. China, União Europeia, Canadá, Chile e outros cinco países permanecem com restrições totais. Outras 22 nações adotaram restrições mais limitadas, focando no estado do Rio Grande do Sul, no município de Montenegro ou em outras áreas específicas.

O Brasil se declarou livre da gripe aviária em 18 de junho, após a desinfecção da granja afetada e um período de 28 dias sem o registro de novos casos da doença no país.

O Que É a Gripe Aviária?

A influenza aviária, popularmente conhecida como gripe aviária, é uma doença que afeta principalmente aves, mas também pode ser detectada em mamíferos, incluindo bovinos. A transmissão ocorre pelo contato direto com aves doentes ou por meio de água e materiais contaminados.

É importante notar que a doença raramente afeta seres humanos. As autoridades de saúde orientam a população a se manter informada e a seguir as medidas preventivas recomendadas. O Ministério da Agricultura reforça que carnes e ovos são seguros para consumo, desde que sejam preparados adequadamente.

Fonte: News Rondônia

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