Exportação

China retoma exportações de combustível e pode aliviar crise energética global

A China deve retomar as exportações de combustível — incluindo querosene de aviação, gasolina e diesel — a partir de maio, segundo informações do jornal Financial Times. A decisão ocorre após grandes estatais do setor energético solicitarem autorização para novos embarques.

O movimento indica uma possível flexibilização das restrições impostas por Pequim no início da guerra envolvendo o Irã, quando o país priorizou o abastecimento interno diante das incertezas no mercado internacional.

Impacto direto na crise global de energia

A retomada das exportações de combustíveis da China tende a reduzir a pressão sobre a oferta global, especialmente em um momento de escassez provocada pelo conflito no Oriente Médio. A liberação parcial dos embarques pode contribuir para estabilizar preços e garantir maior disponibilidade de energia em mercados afetados.

Fontes ouvidas pelo veículo afirmam que o governo chinês avalia que a demanda doméstica está “estável”, permitindo a retomada das vendas externas.

Prioridade para países asiáticos com baixa oferta

A estratégia de Pequim deve focar principalmente no envio de combustível de aviação para países da Ásia que enfrentam níveis críticos de estoque. Além disso, também estão previstos embarques de gasolina e diesel, ainda que em menor escala.

A região asiática é atualmente a mais impactada pela crise energética. Como maior importador de petróleo do mundo, a China também desempenha papel relevante como fornecedora de combustíveis refinados para países como Austrália, Japão, Vietnã, Filipinas e Bangladesh.

Exportações haviam caído pela metade

Antes do agravamento do conflito, a China exportava cerca de 800 mil barris diários de combustíveis refinados, segundo dados da Kpler. Em abril, esse volume foi reduzido aproximadamente pela metade devido às restrições.

Especialistas avaliam que a retomada pode ser decisiva para conter os efeitos da crise. Para analistas do setor, a China é atualmente o único país da região com capacidade de ampliar significativamente a oferta de combustíveis no curto prazo, ajudando a equilibrar o mercado.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: AP Photo/Altaf Qadri,File

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Transporte

Lufthansa reduz 20 mil voos no verão devido à alta do combustível

A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou a redução de 20 mil voos de curta distância na Europa durante o verão, em resposta ao aumento expressivo dos custos com combustível de aviação. Segundo a empresa, diversas rotas deixaram de ser economicamente viáveis.

Alta do combustível pressiona setor aéreo

O preço do querosene de aviação praticamente dobrou desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A escalada da tensão afetou a produção e o transporte de energia no Oriente Médio, impactando diretamente o setor aéreo global.

Outras companhias, como KLM-Air France e Delta Air Lines, também adotaram medidas semelhantes, incluindo cortes temporários de voos e aumento no preço das passagens para compensar os custos operacionais.

Especialistas alertam que os passageiros devem se preparar para novas altas nas tarifas e possíveis cancelamentos, caso o cenário geopolítico continue instável.

Dependência europeia do combustível do Golfo

Cerca de 50% do combustível de aviação na Europa é importado da região do Golfo. Grande parte desse volume passa pelo Estreito de Ormuz, área estratégica que foi praticamente bloqueada pelo Irã em resposta às ações militares dos EUA e de Israel.

Rotas suspensas e impacto nos passageiros

A Lufthansa informou que a redução de voos permitirá economizar aproximadamente 40 mil toneladas métricas de combustível. A maior parte desse corte está ligada ao encerramento das operações da subsidiária CityLine.

Com isso, a companhia suspenderá temporariamente voos para cidades como Heringsdorf, Cork, Gdańsk, Ljubljana, Rijeka, Sibiu, Stuttgart, Trondheim, Tivat e Wrocław.

Passageiros afetados poderão optar por reembolso ou remarcação em voos de empresas parceiras do grupo, como SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines e ITA Airways.

Possibilidade de cortes permanentes

Parte dessas mudanças pode se tornar definitiva. A Lufthansa informou que está revisando toda a sua malha aérea europeia e deve divulgar novos detalhes ao longo de abril.

Risco de escassez de combustível

A Agência Internacional de Energia alertou recentemente que a Europa pode enfrentar escassez de querosene de aviação em poucas semanas. Apesar disso, governos e companhias aéreas afirmam que, até o momento, não há interrupções no fornecimento.

A União Europeia anunciou a criação de um observatório para monitorar a produção, importação, exportação e estoques de combustíveis, com o objetivo de antecipar possíveis crises e reduzir impactos no setor aéreo.

Operações de longa distância mantidas

Apesar da redução na malha europeia, a Lufthansa garantiu que os passageiros continuarão tendo acesso às rotas globais, especialmente voos de longa distância. A empresa destacou que essas operações serão realizadas com maior eficiência diante do cenário atual.

A decisão também ocorre após o anúncio de aceleração do encerramento da CityLine, com a retirada de 27 aeronaves de operação, motivada pelo aumento dos custos com combustível e pressões trabalhistas.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Informação

Combustível de aviação: governo anuncia medidas para conter alta do QAv

O governo federal anunciou um conjunto de ações para enfrentar a alta do combustível de aviação (QAv) e seus efeitos sobre o setor aéreo. As medidas, divulgadas na segunda-feira (6), foram elaboradas pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a área econômica, com foco em preservar a oferta de voos e conter o aumento das passagens aéreas.

A iniciativa surge em meio à elevação global dos preços do QAv, que pressiona os custos das companhias e pode afetar a conectividade aérea no país.

Estratégia busca equilíbrio fiscal e apoio ao setor

Segundo o Ministério da Fazenda, o pacote foi estruturado para gerar impacto direto no setor sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. Já o Ministério de Portos e Aeroportos destacou que o objetivo central é evitar o repasse integral dos custos ao consumidor.

A preocupação do governo é manter o ritmo de crescimento do transporte aéreo, que recentemente registrou aumento na demanda por passageiros.

Linhas de crédito e financiamento para companhias aéreas

Entre as principais medidas está a criação de uma linha de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), destinada à compra de combustível. Cada empresa poderá acessar até R$ 2,5 bilhões, com operacionalização pelo BNDES e risco assumido pelas próprias companhias.

Também foi anunciada uma linha de crédito adicional de R$ 1 bilhão para capital de giro, cujas regras serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com garantia da União.

Redução de impostos sobre o querosene de aviação

Outra medida relevante é a desoneração tributária. O governo editará decreto para zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o QAv, o que deve reduzir o preço do combustível em cerca de R$ 0,07 por litro.

A iniciativa busca aliviar custos operacionais e contribuir para a estabilidade das tarifas aéreas.

Flexibilização de pagamentos e apoio da Petrobras

O pacote inclui ainda a possibilidade de adiamento no pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Os valores referentes aos meses de abril a junho poderão ser quitados apenas em dezembro de 2026.

Além disso, a Petrobras anunciou recentemente um modelo de transição para o reajuste do QAv. A proposta permite que distribuidoras repassem inicialmente 18% do aumento, com o restante parcelado em seis vezes a partir de julho.

Medidas tentam conter pressão sobre passagens aéreas

Combinadas, as ações buscam reduzir a pressão sobre os custos das companhias e evitar aumentos expressivos nas tarifas aéreas. O governo aposta que o pacote ajudará a sustentar a expansão do setor e garantir maior previsibilidade ao mercado.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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