Tecnologia

Carros elétricos avançam em Santa Catarina com alta do diesel e da gasolina

O aumento no preço do diesel e da gasolina no Brasil, influenciado pela volatilidade do petróleo e por tensões geopolíticas, tem acelerado a adoção de carros elétricos em Santa Catarina. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o diesel acumulou alta de quase 20% desde fevereiro, enquanto a gasolina subiu 5,5%.

Esse cenário tem levado consumidores a buscar alternativas mais econômicas e sustentáveis, fortalecendo a eletromobilidade no país.

Frota de veículos eletrificados cresce no Brasil

Desde 2020, o uso de veículos elétricos e híbridos vem ganhando espaço entre motoristas brasileiros. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a frota nacional cresceu 26% em 2025, superando 230 mil unidades.

Em Santa Catarina, mais de 30 mil veículos eletrificados já circulam, representando cerca de 10% do mercado de veículos leves, com destaque para modelos 100% elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV).

Infraestrutura de recarga ainda é desafio

Apesar do crescimento, a expansão da infraestrutura de recarga elétrica ainda enfrenta limitações. O Brasil conta atualmente com cerca de 16 mil pontos públicos e semipúblicos, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Mesmo em expansão, essa rede atende apenas cerca de 25% dos municípios, evidenciando um gargalo que demanda novos investimentos para acompanhar o avanço da frota elétrica.

Economia no uso favorece adoção

O fator econômico também pesa na decisão dos consumidores. O custo por quilômetro rodado com carros elétricos pode ser até 70% menor em comparação aos veículos a combustão.

Além disso, a menor dependência das oscilações do mercado internacional garante maior previsibilidade de खर्च, especialmente para quem percorre longas distâncias mensalmente.

Expansão de eletropostos acompanha demanda em SC

Em Santa Catarina, a rede de postos de recarga começa a se expandir para atender ao crescimento da demanda. Um dos exemplos é o Ecoposto Rudnik, que já opera unidades em cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú, Santo Amaro da Imperatriz e Tubarão.

A estratégia inclui parcerias com redes varejistas e postos de combustíveis, integrando a recarga a atividades do dia a dia. A empresa projeta alcançar 50 unidades na região Sul até o fim de 2026, ampliando a cobertura e reduzindo lacunas na infraestrutura.

Energia solar reforça sustentabilidade do modelo

Outro destaque é a integração da energia solar aos sistemas de recarga. Parte dos eletropostos opera com geração própria por meio de usinas solares, alinhando a mobilidade elétrica à transição energética.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil já ultrapassa 30 GW de capacidade instalada em geração distribuída. Esse modelo reduz custos operacionais, diminui a dependência de fontes fósseis e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

A combinação entre mobilidade elétrica e fontes renováveis aponta para uma transformação estrutural no setor, com impactos no consumo, na sustentabilidade e nos modelos de negócio.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Tecnologia

BYD registra R$ 700 milhões em vendas no Brasil e acelera meta de liderança até 2030

A BYD no Brasil segue ampliando sua presença no mercado e deu mais um passo relevante rumo à meta de se tornar líder do setor automotivo até 2030. Em apenas 48 horas, a montadora chinesa alcançou R$ 700 milhões em vendas de carros elétricos e híbridos, impulsionada pela crescente aceitação desse tipo de veículo entre os consumidores brasileiros.

Recorde de vendas em campanha de 48 horas

Entre os dias 20 e 21 de março, a empresa comercializou cerca de 4,3 mil veículos, estabelecendo um novo recorde interno. A ação, chamada de “48 horas eletrizantes”, superou com folga a edição anterior, realizada em julho de 2025, quando foram registrados 2,6 mil pedidos — um avanço de 64%.

O destaque ficou para o sábado, responsável por 3,2 mil unidades vendidas, o maior volume já registrado pela marca em um único dia de fim de semana no país.

Crescimento reforça confiança do consumidor

Segundo executivos da companhia, o resultado reflete o aumento da confiança do público, especialmente entre consumidores que ainda tinham dúvidas sobre a adoção de carros elétricos.

A estratégia da montadora tem sido focada em ampliar o conhecimento do mercado sobre benefícios, custos e desempenho dos veículos eletrificados, reduzindo barreiras de entrada e acelerando a adesão.

Mercado em expansão favorece veículos elétricos

O desempenho recente acompanha um cenário de crescimento consistente. Em 2025, a BYD vendeu 112,8 mil veículos no Brasil, um salto de 47% na comparação anual.

Desde o início das operações no país, em 2022, já foram comercializadas mais de 200 mil unidades entre elétricos e híbridos plug-in, consolidando o Brasil como o principal mercado da empresa fora da China.

Além disso, a montadora lidera com folga o segmento de veículos elétricos, concentrando mais de 70% de participação de mercado, segundo dados do setor.

Produção nacional avança com fábrica na Bahia

Para sustentar o crescimento, a BYD acelera os investimentos na produção local. A empresa está destinando cerca de R$ 5,5 bilhões para sua fábrica em Camaçari (BA), antiga unidade da Ford.

A expectativa é ampliar gradualmente a produção:

  • Meta de 800 veículos por dia no curto prazo
  • Projeção de até 25 mil carros por mês até o fim do ano

Atualmente, parte dos veículos ainda chega ao Brasil em regime semimontado, mas o plano é aumentar a produção nacional e reduzir a dependência de importações.

Nacionalização e cadeia produtiva

Outro objetivo estratégico é alcançar 50% de nacionalização nos componentes dos veículos. Para isso, a empresa pretende fortalecer a cadeia de fornecedores locais e, quando necessário, atrair novos investimentos industriais para o país.

Essa estratégia busca não apenas reduzir custos, mas também consolidar a presença da marca no longo prazo.

Política industrial e ambiente regulatório

A BYD também avalia de forma positiva as mudanças recentes na política de importação, incluindo o fim gradual de benefícios fiscais para veículos semimontados.

Segundo a empresa, o processo ocorreu de maneira transparente e alinhada com o governo, sem comprometer os planos de expansão no Brasil.

Perspectivas para o setor automotivo

Com o avanço da eletrificação e maior aceitação do consumidor, o mercado brasileiro de carros elétricos e híbridos deve continuar em expansão nos próximos anos.

Nesse cenário, a BYD aposta em escala, produção local e fortalecimento da marca para disputar a liderança do setor até o fim da década.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Exportação

BYD exportação Brasil: fábrica na Bahia vai enviar 100 mil carros para América Latina

A montadora chinesa BYD anunciou que utilizará sua fábrica em Camaçari (BA) como base para a exportação de veículos na América Latina, ampliando o papel estratégico da unidade além do mercado brasileiro.

O plano inicial prevê o envio de 100 mil carros produzidos no Brasil, com destino principalmente a México e Argentina.

Brasil como hub de exportação da BYD

O anúncio foi feito pela vice-presidente executiva da empresa, Stella Li, que destacou o Brasil como peça-chave na expansão regional da marca.

Segundo a executiva, a fábrica baiana será responsável por abastecer diferentes países latino-americanos, começando com:

  • 50 mil veículos para o México
  • 50 mil veículos para a Argentina

Ainda não há data confirmada para o início das exportações, mas a capacidade produtiva já foi reservada para atender à demanda.

Produção começa em 2026

A unidade de Camaçari deve iniciar a produção completa de veículos a partir de julho. Atualmente, a operação funciona no modelo SKD (semi knocked down), no qual os carros chegam parcialmente desmontados para montagem local.

A expectativa é que os envios internacionais ocorram de forma gradual, acompanhando o ritmo de consumo dos mercados atendidos.

Estratégia segue padrão de outras montadoras

A decisão da BYD segue uma prática comum entre grandes fabricantes instaladas no Brasil, que utilizam o país como base de exportação regional.

Entre as montadoras que já adotam esse modelo estão:

  • Volkswagen
  • Toyota
  • Fiat
  • Jeep

Essa estratégia reforça a importância da indústria automotiva brasileira no comércio exterior da região.

Estrutura da fábrica em Camaçari

O complexo industrial da BYD na Bahia é considerado o maior da empresa fora da China. A unidade possui:

  • área total de 4,6 milhões de m²
  • investimentos estimados em R$ 5,5 bilhões

Atualmente, são montados no local os modelos:

  • Dolphin Mini
  • Song Pro
  • King

A capacidade inicial é de 150 mil veículos por ano, podendo dobrar para 300 mil unidades em uma segunda fase de expansão.

Expansão da BYD na América Latina

Com a iniciativa, a BYD no Brasil consolida sua presença na região e fortalece a cadeia de produção local, além de ampliar a participação no mercado internacional de veículos.

A estratégia também acompanha o crescimento da demanda por carros elétricos e híbridos na América Latina.

FONTE: AutoEsporte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Tecnologia

Veículos eletrificados impulsionam 69% do crescimento do mercado automotivo brasileiro

Os veículos eletrificados foram responsáveis pela maior parte da expansão do mercado automotivo brasileiro na primeira quinzena de fevereiro de 2026. Segundo levantamento da Bright Consulting, o segmento respondeu por aproximadamente 69% do crescimento registrado no período.

Ao todo, o Brasil emplacou 86.565 veículos leves nos primeiros quinze dias do mês. O volume representa alta de 26,6% frente à primeira quinzena de janeiro e avanço de 13% na comparação anual. Apesar da expansão generalizada, os dados indicam que a eletrificação concentra a maior fatia da evolução do setor.

Eletrificação ganha protagonismo

Na quinzena, foram comercializadas 13.487 unidades eletrificadas, crescimento de 18,7% em relação ao mês anterior e salto de 104,6% na comparação com o mesmo período de 2025. A participação desses modelos chegou a 15,6% do total do mercado.

Do aumento anual registrado no setor, cerca de 6.896 unidades vieram exclusivamente dos eletrificados. O desempenho mostra que a transição para carros híbridos e elétricos deixou de ser um movimento pontual e passou a liderar a expansão estrutural do segmento automotivo.

No acumulado de 2026, as vendas somam 40.257 unidades, alta de 77,3% frente ao ano anterior, com participação próxima de 16,2% — praticamente o dobro da fatia registrada em 2025.

Híbridos lideram, mas elétricos avançam

A divisão por tecnologia revela um cenário equilibrado entre diferentes soluções de mobilidade elétrica.

Na primeira quinzena de fevereiro:

  • híbridos plenos (HEV): 4.205 unidades (31,2%)
  • elétricos a bateria (BEV): 4.104 unidades (30,4%)
  • híbridos plug-in (PHEV): 3.679 unidades (27,3%)
  • mild hybrid (MHEV): 1.499 unidades (11,1%)

Os híbridos convencionais lideraram o volume, impulsionados principalmente pela Toyota, responsável por cerca de um terço das vendas dessa categoria.

Entre os modelos 100% elétricos, o BYD Dolphin Mini se destacou com mais da metade dos emplacamentos do segmento. Já no grupo dos híbridos plug-in, o BYD Song Pro liderou as vendas.

O crescimento simultâneo de BEVs e PHEVs reforça a aceleração da eletrificação automotiva no Brasil, tanto nas soluções intermediárias quanto nos modelos totalmente elétricos.

Montadoras chinesas ampliam participação

O avanço da eletrificação está diretamente associado ao desempenho das montadoras chinesas. Na primeira quinzena de fevereiro, elas responderam por 13,2% das vendas totais do mercado brasileiro, patamar levemente inferior ao de janeiro (13,9%), mas ainda elevado.

A BYD já figura entre as principais fabricantes do país, com 6,2% de participação nas vendas do período. A GWM também passou a integrar o grupo das dez maiores montadoras em volume de emplacamentos.

A estratégia dessas empresas tem sido baseada em portfólio focado em modelos eletrificados, preços competitivos e oferta tecnológica ampliada. A tendência é de fortalecimento dessa presença com a expansão das operações locais e o lançamento de novos produtos.

Crescimento seletivo do setor

Embora o mercado automotivo apresente alta nas vendas totais, os números indicam que a transformação ocorre de forma concentrada. O dinamismo está principalmente nos carros elétricos e híbridos, enquanto os modelos convencionais registram evolução mais moderada.

Mantido o ritmo observado neste início de ano, a eletrificação deve se consolidar como principal motor de crescimento da indústria automotiva brasileira ao longo de 2026.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InsideEVs Brasil

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Indústria

Brasil entra na disputa global pela indústria dos carros elétricos

O Brasil passou a integrar a corrida internacional pela nova indústria dos carros elétricos, em um momento em que a eletrificação deixou de ser apenas uma tendência ambiental e se transformou em um eixo central de reorganização da indústria automotiva global. Um relatório recente da Carbon Tracker aponta que o avanço dos veículos elétricos a bateria (BEVs) vem alterando custos, cadeias de suprimentos e decisões de investimento em todo o mundo.

Escala chinesa redefine o mercado global

O estudo destaca que a principal mudança estrutural ocorreu a partir da escala produtiva da China, que conseguiu reduzir de forma expressiva o custo das baterias elétricas ao longo da última década. Com isso, os carros elétricos deixaram de ser um produto restrito a nichos e passaram a disputar o mercado de massa.

Atualmente, a China concentra a maior parte da produção global de BEVs e seus fabricantes avançam para mercados internacionais, ampliando a competição e pressionando montadoras tradicionais.

Tarifas em países ricos impulsionam emergentes

Ao mesmo tempo, Estados Unidos e Europa elevaram tarifas para proteger suas indústrias locais, o que tem redirecionado investimentos para economias emergentes. Nesse contexto, o Brasil surge como um dos destinos mais estratégicos para a expansão industrial ligada à eletrificação.

Segundo a Carbon Tracker, essa dinâmica transforma a transição energética em uma disputa industrial, na qual países que atraem produção local tendem a concentrar empregos, tecnologia e capital, enquanto aqueles que se limitam ao consumo correm o risco de perder relevância.

Vantagens competitivas do Brasil

O relatório aponta que o Brasil reúne condições favoráveis para capturar parte dessa nova cadeia produtiva. Entre os principais fatores estão:

  • Matriz elétrica majoritariamente limpa
  • Reservas de minerais estratégicos
  • Base industrial automotiva consolidada

Esses elementos ampliam a capacidade do país de receber fábricas, centros de desenvolvimento e investimentos ligados aos veículos elétricos.

Riscos regulatórios e sinais contraditórios

Apesar das oportunidades, o estudo alerta que atrasos regulatórios e mensagens pouco claras de política industrial podem comprometer o ritmo da transição. Segundo a Carbon Tracker, a falta de direcionamento aumenta o risco de o Brasil permanecer atrelado a tecnologias que o mercado global começa a deixar para trás.

Nesse cenário, a crescente presença de fabricantes chineses no país passa a representar mais do que uma estratégia comercial: é um indicativo de uma mudança estrutural na indústria automotiva brasileira.

Eletrificação como caminho inevitável

Para a Carbon Tracker, a eletrificação já não é mais uma hipótese futura, mas uma transformação inevitável. O diferencial entre os países passa a ser a velocidade de adaptação e a capacidade de se posicionar estrategicamente na nova configuração do setor.

Após protagonizar duas grandes mudanças — com o etanol e os veículos flex —, o Brasil se depara com mais uma inflexão tecnológica. Desta vez, impulsionada pelos carros elétricos e pela reorganização global da produção automotiva.

No fim, a discussão vai além dos veículos. Trata-se de definir onde estarão os empregos, as fábricas e os investimentos do futuro. Para o Brasil, a questão central já não é se os elétricos vão dominar o mercado, mas qual papel o país pretende desempenhar na próxima fase da indústria automotiva.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BYD

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Tecnologia

Carros eletrificados já representam 14% das vendas no Brasil em janeiro de 2026

O mercado automotivo brasileiro iniciou janeiro de 2026 sem grandes rupturas, repetindo um comportamento já esperado após o pico artificial registrado em dezembro. Com o fim das campanhas promocionais e a sazonalidade típica do começo do ano, os emplacamentos retornaram a um nível mais próximo da média histórica. Ainda assim, a eletrificação de veículos segue como o principal vetor de transformação do setor, avançando de forma gradual e estrutural.

Mercado volta à normalidade após dezembro inflado

Segundo dados da Bright Consulting, foram vendidos 161.803 veículos leves no Brasil em janeiro. O volume representa uma queda de 38,9% em relação a dezembro, quando os emplacamentos chegaram a 264.946 unidades. Na comparação anual, houve crescimento discreto de 1,4% frente a janeiro de 2025.

Com 21 dias úteis, a média diária ficou em aproximadamente 7,7 mil veículos, superior à do mesmo mês do ano anterior, mas bem distante do ritmo excepcional observado no fim de 2025. O cenário indica uma normalização sazonal, e não uma retomada consistente da demanda.

Eletrificados já somam 16,3% dos emplacamentos

Os carros eletrificados totalizaram 26.361 unidades em janeiro, o que equivale a 16,3% do mercado. Embora o número seja inferior ao de dezembro, quando foram registrados 37.822 emplacamentos, a comparação anual revela avanço expressivo sobre janeiro de 2025.

A retração mensal é atribuída principalmente ao encerramento de incentivos comerciais e ao comportamento tradicionalmente mais fraco do início do ano, sem comprometer a tendência de crescimento do segmento.

Eletrificação real ganha espaço no Brasil

Ao excluir os MHEV (micro-híbridos) da conta, a eletrificação no Brasil mostra um retrato ainda mais relevante. Os chamados eletrificados reais, que contam com tração elétrica parcial ou integral, somaram 23.025 unidades no mês.

Isso significa que cerca de 90% dos eletrificados vendidos já oferecem participação efetiva do motor elétrico. Em relação ao mercado total, esses modelos representam aproximadamente 14,2% dos emplacamentos, um patamar que até poucos anos atrás parecia distante da realidade brasileira.

Modelos eletrificados mais vendidos em janeiro

Entre os destaques por categoria, alguns modelos concentraram a liderança:

  • BEV (100% elétrico): BYD Dolphin Mini – 2.840 unidades
  • PHEV (híbrido plug-in): BYD Song Pro – 2.230 unidades
  • HEV (híbrido convencional): Toyota Corolla Cross
  • MHEV (micro-híbrido): Fiat Fastback – 1.309 unidades

Nesse cenário, a BYD se consolida como a principal marca de eletrificados entre as montadoras generalistas, com volumes cada vez mais próximos aos das fabricantes tradicionais.

Transição energética avança apesar da demanda fraca

O início de 2026 confirma um mercado automotivo que cresce pouco e segue pressionado por fatores macroeconômicos. Ainda assim, a mudança no perfil da frota avança de forma consistente, com os SUVs dominando o mix e a eletrificação deixando de ser um nicho para se tornar parte estrutural do setor.

Mesmo em um ambiente de consumo moderado, os números indicam que a transição energética no Brasil já ocorre em ritmo próprio, cada vez mais integrada ao volume regular de vendas.

FONTE: InsideEvs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

China lança navio Glovis Leader com capacidade para quase 11 mil veículos e fortalece exportações automotivas

A China estreou um novo navio RoRo (roll-on/roll-off), o Glovis Leader, capaz de transportar até 10.800 veículos por viagem. Considerada uma das maiores embarcações do mundo para transporte automotivo, a iniciativa reforça a estratégia chinesa de ampliar a presença internacional de carros elétricos e híbridos, principalmente em rotas para a Europa e Américas.

Navio de grande porte e alta flexibilidade

Construído no estaleiro Guangzhou Shipyard International pela Hyundai, o Glovis Leader supera em cerca de 1.800 veículos os maiores transportadores atualmente em operação, incluindo os utilizados pelas principais montadoras chinesas.

A embarcação mede aproximadamente 230 metros de comprimento e 40 metros de largura, contando com 14 conveses para veículos, sendo cinco móveis, o que garante flexibilidade para diferentes tipos de cargas e otimiza a operação logística.

China reforça exportações de carros elétricos e híbridos

O lançamento do navio coincide com o fortalecimento da indústria automotiva chinesa no mercado internacional. A BYD, uma das maiores exportadoras mundiais de veículos eletrificados, já mantém frota própria de navios RoRo que transportam milhares de unidades para o Brasil, Argentina e outros países da América Latina.

Em 2025, o navio BYD Shenzhen, um dos maiores porta-carros em operação, iniciou sua primeira viagem ao Brasil com mais de 7.000 veículos elétricos e híbridos, consolidando a estratégia da marca de controlar diretamente grande parte da cadeia logística de exportação.

Navios próprios como estratégia logística

Especialistas destacam que o uso de embarcações próprias tem se tornado essencial para fabricantes chineses. Além de reduzir custos logísticos, essa prática aumenta a previsibilidade das entregas e permite atender à crescente demanda por veículos eletrificados fora da China.

Navios de grande porte, como o Glovis Leader, têm capacidade para aportar em terminais brasileiros, incluindo Vitória e Itajaí, potencializando o fluxo de importação de carros automotivos chineses no país.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Glovis/Reprodução

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Negócios

BYD no Brasil: estratégias para desafiar Fiat, Volkswagen e GM no mercado automotivo

A BYD, maior montadora da China, vem ganhando destaque no mercado brasileiro de veículos elétricos e híbridos. Segundo dados da Fenabrave de novembro, a fabricante superou a Fiat em vendas no varejo de carros de passeio, ficando atrás apenas da Volkswagen (16,4%), Hyundai (10,2%) e GM (10,23%), com participação de 9,8%.

Além de liderar globalmente as vendas de carros 100% elétricos, com 2,26 milhões de unidades em 2025, superando a Tesla, a BYD consolida sua presença estratégica no Brasil, mostrando que sua expansão vai além de nichos de veículos sustentáveis.

Desafio de competir com motores 1.0 flex nacionais

Quando se incluem veículos comerciais leves, a Fiat retoma a liderança graças ao sucesso da picape Strada, modelo mais vendido do país. O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, reforça que a Fiat continua entre os principais concorrentes.

A BYD enfrenta um desafio estrutural: os modelos mais populares no Brasil, como Onix, Polo, HB20 e Strada, utilizam motores 1.0 turbo flex, adaptados ao sistema tributário local e com preços mais acessíveis. Como todos os veículos da BYD são 100% elétricos ou híbridos plug-in, o custo ainda limita a penetração da marca em alguns segmentos.

Domínio no mercado de novas energias

Focada em novas energias, a BYD mantém liderança clara em carros elétricos e híbridos (HEV + PHEV). Segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), a participação da empresa chega a 56,6%, seguida da GWM (14,8%) e da Toyota (9,8%). Entre veículos totalmente elétricos, a BYD praticamente monopoliza o segmento, enquanto nos híbridos ainda enfrenta competição do GWM Haval.

Parcerias com locadoras podem ampliar participação

Para expandir sua presença, a BYD busca atuar além do varejo, mirando vendas para frotas e locadoras. Negociações estariam em andamento com grandes redes do setor, com destaque para a Localiza, embora a empresa negue qualquer acordo formal em 2025. Caso concretizada, a parceria poderia envolver até 10 mil veículos, representando 9% da produção anual da BYD no Brasil, priorizando híbridos plug-in como Song Pro e Song Plus.

Investimento em infraestrutura de recarga

A expansão depende também de infraestrutura de carregamento. A BYD planeja instalar 800 carregadores rápidos de alta potência (Flash Charging), capazes de fornecer até 400 km de autonomia em 5 minutos, principalmente nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

A estratégia mira facilitar o uso de híbridos plug-in e elétricos em deslocamentos urbanos e viagens longas, superando a limitação atual: o Brasil possui apenas 17 mil carregadores, contra 4,5 milhões na China.

Complexo fabril de Camaçari é a alavanca da expansão

A BYD investiu R$ 5,5 bilhões na modernização do complexo de Camaçari (BA), ocupando área de 4,6 milhões de m², antiga fábrica da Ford. O local produz o Dolphin Mini, elétrico mais vendido do país, e os híbridos plug-in King e Song Pro.

A capacidade inicial era de 150 mil veículos por ano, mas com o segundo turno, já alcança 300 mil unidades. A meta é chegar a 600 mil veículos anuais, quase seis vezes o volume atual de 110 mil carros, mostrando a ambição da montadora de se consolidar como líder também no Brasil.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração/João Brito

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Importação

Brasil eleva imposto de importação e amplia taxa sobre carros elétricos e painéis solares até 2026

Governo retoma tarifas e eleva alíquotas para até 35%
O governo federal deu continuidade à política de retomada gradual do imposto de importação sobre veículos elétricos, híbridos e painéis solares, com alíquotas que podem chegar a 35% até julho de 2026. A medida marca uma mudança em relação ao período de incentivos fiscais adotado desde 2015 para estimular tecnologias sustentáveis no país.

A estratégia busca fortalecer a indústria nacional, ao mesmo tempo em que mantém um cronograma de transição para o mercado se adaptar às novas regras.

Fim gradual das isenções para veículos eletrificados
Desde janeiro de 2024, o governo iniciou a recomposição das tarifas de importação para veículos eletrificados. O cronograma prevê aumentos progressivos:

  • Veículos 100% elétricos
    • 10% em 2024
    • 18% a partir de julho de 2024
    • 25% em julho de 2025
    • 35% em julho de 2026
  • Veículos híbridos e híbridos plug-in
    • Alíquotas variáveis, também chegando a até 35% em 2026

O governo manteve cotas temporárias de importação com isenção parcial até 2027, permitindo uma adaptação gradual do setor automotivo.

Programa Mover e incentivo à produção nacional
A arrecadação gerada pelas novas tarifas será direcionada ao Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), voltado ao estímulo da produção nacional de veículos sustentáveis, inovação tecnológica e redução de emissões.

O objetivo é atrair investimentos e fortalecer a cadeia produtiva brasileira no setor automotivo, reduzindo a dependência de importações no médio e longo prazo.

Painéis solares também entram no novo regime tributário
Os módulos fotovoltaicos, majoritariamente importados da China — responsável por cerca de 99% das compras brasileiras —, também passam por mudanças tributárias.

  • Em 2024, as alíquotas variam entre 10,8% e 12%, após o fim de regimes especiais e isenções temporárias.
  • A partir de 2025 e 2026, a taxa pode chegar a 25% para importações acima das cotas estabelecidas.

A medida impacta diretamente o setor de energia solar, que vinha crescendo de forma acelerada nos últimos anos.

Setor solar critica impacto econômico e ambiental
A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) criticou o aumento das tarifas. Segundo a entidade, a mudança pode elevar o custo da energia, inviabilizar projetos e afetar investimentos estimados em R$ 97 bilhões, além de colocar em risco cerca de 25 GW em projetos.

Indústria nacional defende proteção contra concorrência externa
Por outro lado, entidades como a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) apoiam a decisão. O argumento é que as tarifas ajudam a equilibrar a concorrência com produtos estrangeiros subsidiados e estimulam a produção local de equipamentos e tecnologias limpas.

Impactos no mercado e próximos passos
A política de reoneração indica uma mudança estrutural na estratégia industrial brasileira, buscando conciliar sustentabilidade, desenvolvimento tecnológico e geração de empregos. No entanto, especialistas alertam que os efeitos sobre preços e investimentos precisarão ser monitorados de perto.

FONTE: Portal VV8
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal VV8

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Importação

Importação de veículos eletrificados no Brasil cai 19% no acumulado do ano

Queda puxada pelos carros 100% elétricos
A importação de veículos eletrificados registrou uma retração de 19% no Brasil entre janeiro e setembro deste ano, de acordo com dados da Logcomex, plataforma de tecnologia voltada ao comércio exterior. O principal motivo do recuo foi a forte queda nas compras externas de carros elétricos puros, cujo valor importado despencou 56% no período. O total passou de US$ 1,4 bilhão em 2024 para US$ 653,6 milhões em 2025.

Híbridos plug-in assumem a liderança
Enquanto os elétricos apresentaram forte redução, os híbridos plug-in (PHEV) avançaram 3% e se tornaram os principais representantes das importações de modelos eletrificados. Juntos, esses veículos somaram US$ 1,8 bilhão, o equivalente a 56% de todo o valor movimentado pelo setor no acumulado do ano.

Desempenho dos outros eletrificados
Os híbridos convencionais (HEV), que não precisam de recarga externa, também cresceram 3%, atingindo US$ 637,3 milhões. Já os híbridos a diesel tiveram resultado negativo, com queda de 9% e movimentação de US$ 75,8 milhões.

FONTE: Correio 24 Horas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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