Comércio Exterior, Tecnologia

Toyota aposta em novo membro do BRICS como 3ª polo global de elétricos

A Toyota confirmou que começará a produzir o SUV elétrico bZ4X na Indonésia até o fim de 2025. A decisão foi anunciada durante o Salão de Jacarta (GIIAS 2025) e marca a entrada do país como terceiro polo de produção de EVs da Toyota, ao lado de China e Japão. A empresa também confirmou que fabricará uma picape elétrica na Tailândia ainda neste ano, em resposta à rápida expansão de marcas chinesas na região.

A decisão de produzir o bZ4X localmente está diretamente ligada à política de incentivos fiscais criada pela Indonésia em 2023. O governo reduziu o imposto sobre valor agregado (VAT) de 11% para apenas 1% em veículos elétricos com ao menos 40% de conteúdo local. Marcas que se comprometem com a produção doméstica também ganham isenção de tarifas de importação e outros tributos.

A iniciativa faz parte do esforço da Indonésia para atrair investimentos em mobilidade elétrica, especialmente de países asiáticos como China e Japão, com os quais mantém acordos comerciais e cooperação tecnológica. A recente entrada do país no BRICS reforça esse posicionamento estratégico, buscando maior protagonismo industrial e energético no cenário global.

A Toyota ainda não divulgou o nível de nacionalização da produção do bZ4X, mas o modelo será montado pela joint venture local Toyota Astra Motor, em versão com tração dianteira (FWD). A expectativa é de que a produção local ajude a reduzir preços, ampliar o acesso ao modelo e melhorar a disponibilidade de peças e serviços.

Segundo Hiroyuki Ueda, presidente da Toyota Astra Motor, o projeto representa uma “contribuição para a independência tecnológica, criação de empregos e uma mobilidade mais verde na Indonésia”.

Na Europa, o bZ4X com tração dianteira é vendido em duas versões: uma com bateria de 57,7 kWh e motor de 123 kW (167 cv), que vai de 0 a 100 km/h em 8,6 s e tem autonomia de até 444 km; e outra com bateria de 73,1 kWh e motor de 165 kW (224 cv), que acelera em 7,4 s, atinge 568 km de alcance e velocidade máxima de 160 km/h.

Ainda não foi confirmado qual dessas configurações será adotada na Indonésia, mas espera-se foco na acessibilidade e uso urbano, priorizando eficiência e custo-benefício.

Além do bZ4X, a Toyota também apresentou no GIIAS o novo Urban Cruiser EV, um SUV compacto elétrico que pode chegar às lojas em 2026, após a estreia do Suzuki e-Vitara.

A outra novidade revelada pela Toyota é a intenção de iniciar ainda em 2025 a produção de uma picape elétrica na Tailândia, onde a montadora já mantém centros produtivos importantes, como os da Hilux. O movimento visa enfrentar rivais como a BYD, que também planeja atuar nesse segmento com força no Sudeste Asiático.

E o Brasil?

Enquanto a Toyota acelera a eletrificação em mercados emergentes com apoio de políticas públicas, o Brasil não tem nenhum modelo 100% elétrico da marca à venda, ainda que conte com a produção local dos híbridos-plenos Corolla e Corolla Cross, se preparando para estrear o SUV compacto Yaris Cross, também com versão híbrida. A produção do bZ4X na Indonésia mostra que, com incentivos e planejamento adequados, mesmo fabricantes mais conservadores conseguem investir na mobilidade elétrica. 

Fontes: Nikkei, Toyota Indonésia, Electrek

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Internacional

URGENTE: Rússia fala em expandir o Brics após ofensiva de Trump contra o Brasil

Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor tarifas de 50% sobre os produtos do Brasil, a Rússia sugeriu expandir o Brics, grupo geopolítico que inclui, além de Brasil e Rússia, países como a China. A manifestação do governo russo aconteceu nesta quinta-feira (10/7).

Trump x Brics
No início de 2025, Trump já havia feito ameaças contra os Brics.
Na ocasião, o presidente norte-americano ameaçou aplicar taxas de 100% aos países membros do bloco que não se curvassem aos “interesses comerciais dos EUA”.
Há alguns anos, os países membros dos Brics discutem a criação de uma moeda comum para negociações, como uma alternativa ao dólar no comércio internacional.
De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, o aumento do grupo pode acontecer por meio de países parceiros — aqueles que, na prática, possuem menor poder de decisão em relação aos membros plenos do bloco.

“Estamos confiantes de que os países incluídos no primeiro círculo de [membros] parceiros trarão seus próprios elementos especiais de valor agregado à cooperação do Brics”, afirmou Ryabkov. “Tenho certeza de que outros os seguirão no futuro”.


A categoria de membros parceiros foi criada na cúpula dos Brics em Kazan, realizada na Rússia em 2024, e se tornou realidade no início deste ano. Sob a presidência do Brasil, o bloco anunciou a entrada de Nigéria, Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã sob tal condição.

De acordo com os últimos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), os países do Brics, juntos, representam atualmente 40% da economia mundial. O número supera a participação, por exemplo, do G7. O grupo, composto pela economias mais desenvolvidas do mundo, soma 28%

Antes de anunciar a tarifa de 50% sobre exportações do Brasil para os EUA, Trump chegou a fazer ameaças contra o Brics, por meio de sua guerra tarifária.

Na ocasião, o presidente norte-americano disse que os países do bloco, ou nações que se aproximassem do que chamou de políticas antiamericanas, poderiam ser alvos de taxas econômicas na casa dos 10%. Ele prometeu que a medida poderia ser anunciada “em breve”.

Fonte: Metrópoles

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Evento

Lula no Fórum Empresarial do BRICS: “Cabe aos governos abrir portas e aos empresários fazer negócios”

Vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin também participou do encontro deste sábado (5) que antecede a Cúpula dos Chefes de Estado do grupo, no Rio de Janeiro, e discute estratégias para o desenvolvimento econômico sustentável

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participaram da abertura do Fórum Empresarial do BRICS, neste sábado, 5 de julho, no Rio de Janeiro (RJ). O evento antecede a Cúpula dos Chefes de Estado do BRICS, neste domingo (6) e na segunda-feira.

“Tenho a convicção de que cabe aos governos abrir portas e aos empresários fazer negócios. Estou certo de que este Fórum e a Cúpula do BRICS que se inicia amanhã aportarão soluções. Ao invés de barreiras, promovemos integração. Contra a indiferença, construímos solidariedade”, destacou o presidente, indicando que aproximar os setores produtivos é um pilar fundamental do BRICS.

Estou certo de que este Fórum e a Cúpula do BRICS que se inicia amanhã aportarão soluções. Ao invés de barreiras, promovemos integração. Contra a indiferença, construímos solidariedade”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

Neste ano, o fórum aborda temas cruciais para o desenvolvimento econômico sustentável, com destaque para estratégias de comércio e segurança alimentar, transição energética, descarbonização, desenvolvimento de habilidades e economia digital, além de financiamento e inclusão financeira.

Em seu discurso, Lula lembrou que, em 2024, enquanto o mundo cresceu 3,3%, o BRICS registrou uma expansão média de 4%. “Este ano seguiremos em ritmo superior. Com o acréscimo de países parceiros e convidados, consolidamos o grupo como um polo aglutinador de economias prósperas e dinâmicas”, afirmou. “Diante do ressurgimento do protecionismo, cabe às nações emergentes defender o regime multilateral de comércio e reformar a arquitetura financeira internacional. O BRICS segue como fiador de um futuro promissor”, completou o presidente.

Lula também enfatizou as complementaridades econômicas entre os integrantes do grupo. “Nossos países podem liderar um novo modelo de desenvolvimento pautado em agricultura sustentável, indústria verde, infraestrutura resiliente e bioeconomia.
Reunimos 33% das terras agricultáveis e respondem por 42% da produção agropecuária global”, disse.

OPORTUNIDADES — Na cerimônia, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou a importância do encontro de representantes do setor empresarial e a promoção de oportunidades de investimentos recíprocos entre os países. “Hoje nós temos três grandes debates planetários: segurança alimentar, o Brasil é o grande protagonista, como maior exportador do mundo de alimentos; na segurança energética, nós temos 85% da energia limpa e renovável e compromisso com a energia limpa; no combate às mudanças climáticas, o Brasil tem compromisso nesse combate, invertemos a curva do desmatamento e a meta é desmatamento ilegal zero”, enumerou Alckmin.

ESTRATÉGICO – Os países do BRICS contam com minerais estratégicos essenciais para a transição energética, com concentração de 84% das reservas de terras raras, 66% do manganês e 63% do grafite do mundo. A Agência Internacional de Energia estima que a demanda por minérios críticos triplicará até 2040, apontou Lula. “Queremos ir além da extração dessas riquezas. Em parceria com o setor privado, vamos qualificar nossa participação em todas as etapas das cadeias de suprimento. O Brasil está bem posicionado para esse salto. Contamos com marcos regulatórios estáveis, mão de obra qualificada e energia limpa para processamento mineral eficiente e sustentável”.

ASEAN — Lula comunicou que aceitou o convite do primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, para participar do encontro da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em outubro, na capital do país, Kuala Lumpur. “Eu saúdo o presidente Lula por ter a coragem de prosseguir com visão clara, compromisso de dar voz às preocupações, às aspirações das pessoas do Sul Global. Acredito que o BRICS será muito significativo, vai alterar e causar uma mudança no curso da história da humanidade”, afirmou Anwar Ibrahim, na abertura do Fórum Empresarial do BRICS.

FÓRUM — O evento reúne líderes empresariais, autoridades governamentais e especialistas dos países membros do grupo, além de nações convidadas. O encontro é organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), coordenadora do Conselho Empresarial do BRICS (CEBRICS), e da Women’s Business Alliance (WBA), grupos de engajamento do setor privado dos países membros, durante a presidência brasileira do bloco.

O QUE É — O BRICS é um agrupamento formado por 11 países membros: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Serve como foro de articulação político-diplomática de países do Sul Global e de cooperação nas mais diversas áreas.

REPRESENTATIVIDADE – Os países do BRICS representam 48% da população mundial, 36% do território do planeta, 40% do PIB global e 21,6% do comércio (TradeMap; Banco Mundial). A corrente de comércio do Brasil com o BRICS totalizou US$ 210 bilhões, representando 35% do total em 2024.

RELEVÂNCIA – O BRICS foi o destino de US$ 121 bilhões das exportações brasileiras, representando 36% do total exportado pelo Brasil em 2024 e foi a origem de US$ 88 bilhões das importações brasileiras, representando 34% do total importado pelo Brasil no mesmo ano (ComexStat). No ano anterior, os investimentos dos países do bloco no Brasil totalizaram cerca de US$ 51 bilhões (Banco Central).

BALANÇA COMERCIAL — De janeiro a junho de 2025, o intercâmbio entre o Brasil e países do BRICS foi de US$ 107,6 bilhões. As exportações brasileiras alcançaram US$ 59 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 48,5 bilhões — superávit de US$ 10,4 bilhões. A pauta de importações brasileiras é baseada, em grande parte, em óleos combustíveis de petróleo, adubos e fertilizantes químicos, embarcações e outras estruturas flutuantes. O Brasil exporta majoritariamente para o BRICS soja, óleos brutos de petróleo e minério de ferro, além de carne bovina, açúcares e celulose.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Negócios

Ministro Fávaro destaca potencial do BRICS para novas oportunidades

Na ocasião, ressaltou que o multilateralismo para promover um sistema internacional mais justo

Neste domingo (6), foi realizada a 17ª Cúpula dos Chefes de Estado do BRICS. A abertura do encontro foi conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Na Sessão Plenária Paz e Segurança e Reforma da Governança Global, o presidente Lula destacou o potencial do BRICS para a mediação e prevenção de conflitos no mundo. “Se a governança internacional não reflete a nova realidade multipolar do século XXI, cabe ao BRICS contribuir para sua atualização. Sua representatividade e diversidade o torna uma força capaz de promover a paz e de prevenir e mediar conflitos. Podemos lançar as bases de uma governança revigorada”.

Já o ministro Carlos Fávaro, em entrevista, ressaltou sua percepção durante o evento. “O que ouvi de todos os líderes, nas plenárias e nas reuniões bilaterais, foi uma defesa firme do multilateralismo. O Brasil vem ganhando cada vez mais espaço nesse cenário, por meio do diálogo e da construção de pontes. O BRICS é uma grande oportunidade para levar essa mensagem positiva a diversos setores”, declarou.

O ministro também comentou que o mercado está cada vez mais exigente e que boas práticas abrem novas oportunidades. “O mundo está cada vez mais atento à procedência dos alimentos e é natural que seja assim. O consumidor não aceita mais produtos de origem ambiental questionável, envolvendo desmatamento, queimadas ilegais ou degradação. Também não aceita produtos sem boas práticas sanitárias”, explicou.

Fávaro elogiou ainda a robustez do sistema sanitário brasileiro. “O Brasil tem um nível baixíssimo de restrições ao comércio internacional. A nossa eficiência no enfrentamento da gripe aviária demonstrou a força e a solidez do sistema”.

Comentou também o processo em curso para a recuperação de mercados. “Hoje, apenas nove países ainda mantêm restrições à carne de frango brasileira. Desses, três não têm relação comercial relevante conosco. Então, são apenas seis países em que precisamos focar para retomar as vendas. Tive a oportunidade de tratar do assunto durante a bilateral entre o presidente Lula e o primeiro-ministro da China. Ele disse que já estava ciente do caso e que os protocolos estão sendo revistos rapidamente para retomar as compras”, relatou o ministro.

Outro destaque foi a exportação do primeiro lote de carne bovina brasileira para o Vietnã, realizada no último sábado (5). O mercado foi aberto em março, durante missão oficial ao país asiático, fruto de reuniões com as principais lideranças políticas vietnamitas.

BRICS

Os países do BRICS representam 48,5% da população mundial, 36% do território do planeta, 40% do PIB global e 21,6% do comércio internacional (fonte: TradeMap; Banco Mundial). A corrente de comércio do Brasil com o grupo totalizou US$ 210 bilhões, o equivalente a 35% do comércio exterior brasileiro em 2024.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Internacional, Mercado Internacional

Trump ameaça países que se alinhem ao Brics com tarifa de 10%

“Não haverá exceções a essa política”, disse o presidente

Em meio à reunião de cúpula do Brics, que ocorre no Rio de Janeiro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou taxas extras a produtos de países que se alinhem ao grupo, formado por 11 nações, entre elas Brasil Rússia Índia, China e África do Sul. A publicação foi feita em seu perfil na rede Truth Social.

“Qualquer país que se alinhe às políticas antiamericanas do Brics será taxado com tarifa extra de 10%. Não haverá exceções a essa política. Obrigado pela atenção em relação a essa questão”, escreveu Trump.

Em sua declaração de líderes, divulgada no domingo (6), o Brics criticou medidas protecionistas adotadas no comércio global. 

“Reiteramos nosso apoio a um sistema multilateral de comércio baseado em regras, aberto, transparente, justo, inclusivo, equitativo, não discriminatório e consensual, com a OMC em seu núcleo, com tratamento especial e diferenciado (TED) para seus membros em desenvolvimento”, destaca a declaração do Brics.

Trump, que assumiu em janeiro deste ano, anunciou, logo no início de seu mandato, aumento de tarifas sobre produtos importados, o que gerou críticas e respostas de vários países.

Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, compõem o Brics a Arábia Saudita, o Irã, os Emirados Árabes, a Indonésia, o Egito e a Etiópia. Mais dez países são parceiros do grupo: Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

Fonte: Agência Brasil

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Internacional, Negócios

Brasil recebe cúpula do Brics em meio a guerras e disputas comerciais de países

Líderes de bloco de nações com economias emergentes se reúnem neste domingo e segunda no Rio de Janeiro com desafios em pauta

O Brasil sedia neste domingo (6) e segunda-feira 7) a cúpula do Brics, grupo de países com economias emergentes que reúne nações como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro ocorre no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ). As informações são do portal g1.

A cúpula dos Brics ocorre em um momento delicado para o bloco, com guerras em andamento envolvendo países do grupo, disputas comerciais e novos integrantes. Segundo especialistas, o desafio do Brasil na edição do encontro sediada pelo país é evitar uma suposta “guinada anti-Ocidente”, após a entrada de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Irã no bloco dos Brics.
O encontro deve testar a habilidade do país de governar com democracias e também com governos autoritários de países como Rússia, China e Irã.

Outro assunto a ser abordado na cúpula é a proposta de uma moeda comum entre os países do Brics para transações comerciais. A ideia seria reduzir a dependência do dólar, mas por outro lado poderia causar um desgaste ainda maior com os Estados Unidos.

Entre os assuntos defendidos pelo Brasil devem estar o meio ambiente e o avanço da Inteligência Artificial — conflitos armados entre os países devem ficar em segundo plano na discussão, segundo a agenda brasileira.

Ausência de líderes internacionais

Um fato importante sobre a cúpula do Brics no Brasil é a ausência de algumas lideranças importantes do grupo. O líder chinês Xi Jinping não está presente no encontro do Brasil, em gesto que foi atribuído a resposta a postura do presidente Lula após convite feito a lideranças da Índia. O presidente russo Vladimir Putin também participará apenas por videoconferência — como o Brasil é signatário do Tribunal Penal Internacional (TPI), precisaria prender Putin caso o líder viesse ao país. Sem dois dos principais líderes do bloco, o protagonismo deve ficar com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modri, que virá ao país também como visita de estado.

Ao término do encontro, os países elaboram uma declaração final, que neste ano deve abordar condenação a ataques militares, defesa de reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) e protecionismo cultural.

Fonte: NSC Total

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Economia, Mercado Internacional, Notícias

No Brics, Lula defende adoção de nova moeda de comércio entre países

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta sexta-feira (4/7), a discussão sobre a adoção de uma nova moeda para transações comerciais entre os países do Brics. Atualmente, o grupo discute mecanismos para reduzir a dependência do dólar.

O chefe do Planalto reconheceu que há entraves políticos sobre a questão, mas defendeu a necessidade de “encontrar uma nova fórmula”.

“A discussão de vocês sobre a necessidade de uma nova moeda de comércio é extremamente importante. É complicado. Tem problemas políticos, eu sei. Mas, se a gente não encontrar uma nova fórmula, a gente vai terminar o século 19 igual começou o século 20, e isso não será benéfico para a humanidade”, destacou Lula.
A declaração ocorreu durante a cerimônia de abertura da 10ª reunião anual do conselho do NDB, o chamado Banco do Brics. No discurso, o petista pediu que a presidente da instituição financeira, Dilma Rousseff, converse com outros bancos multilaterais, com o objetivo de avançar com discussão.

Ele defendeu a criação de modelos de financiamento e criticou o de austeridade, que costuma ser adotado por grandes bancos como condição para a concessão de empréstimos.

“A chamada austeridade exigida pelas instituições financeiras levou os países a ficarem mais pobres. Porque toda vez que se fala em austeridade, o pobre fica mais pobre e o rico fica mais rico”, criticou Lula.

Fonte: Metrópoles

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Venezuela quis vir ao Brics e driblar calote com Brasil antes de parar negociação

A quatro dias da Cúpula de Líderes no Rio, o ditador Nicolás Maduro ficou de fora da lista de convidados especiais de Lula

Antes de suspender as negociações da dívida bilionária com o Brasil, a ditadura da Venezuela sugeriu ao governo brasileiro pagar os débitos de mais de US$ 1,7 bilhão ( R$ 9,8 bilhões) com “lucros” obtidos por novos investimentos brasileiros no país.

Em paralelo, a ditadura chavista voltou a manifestar o desejo de participar das atividades do Brics, grupo do qual tentou fazer parte, mas foi barrado no ano passado por objeção política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

A quatro dias da Cúpula de Líderes no Rio, o ditador Nicolás Maduro ficou de fora da lista de convidados especiais de Lula. O evento é o principal do calendário do Brics neste ano, mas o País segue no comando até dezembro, quando passa a presidência do bloco para a Índia.

A vontade da Venezuela foi comunicada à Coordenação-Geral do Brics. Mas o Estadão/Broadcast apurou que o governo Lula jamais considerou convidar Maduro ou membros de sua equipe. Interlocutores dizem que, se o fizesse, Lula passaria por uma “humilhação” depois do que ocorreu na eleição passada, quando a ditadura chavista fraudou abertamente o pleito.

Como presidente do Brics até dezembro, o Brasil tem o poder de sugerir uma pauta ao bloco e estender convites a países aliados da própria região ou de nações relevantes do Sul Global – essas reuniões costumam ser chamadas de Brics+ e Brics Outreach. Para a cúpula, o governo convidou México, Uruguai, Colômbia, Chile, Angola e Turquia, além de dois outros não revelados pelo Itamaraty.

Um telegrama obtido pelo Estadão revela que a Venezuela fez sugestões diplomáticas e mantinha vivo o desejo de participar do Brics durante a presidência brasileira do grupo. A ofensiva ocorreu a despeito do veto exercido pelo Brasil contra Maduro em 2024. O argumento foi que somente países com relações políticas amigáveis com todos os membros seriam aceitos.

Na cúpula anterior, em Kazan, a Venezuela tinha tanta certeza de que seria admitida como “parceira do Brics”, uma nova categoria de associação criada na época, que Maduro viajou para a Rússia de surpresa. No entanto, saiu de lá frustrado e furioso com o governo Lula e o Itamaraty, a quem acusou de lhe “apunhalar pelas costas”. O bloqueio deteriorou ainda mais as relações entre os antigos aliados de esquerda.

O veto foi motivado pelo fato de o Brasil não ter reconhecido a alegada e não comprovada reeleição de Maduro na eleição presidencial marcada por fraudes do chavismo e restrições e perseguição à oposição, em julho do ano passado. Lula gastara prestígio político para tentar reabilitar o chavista e mediar a realização de eleições transparentes e livres. Mas se viu enganado e ignorado pela ditadura, ao passar meses cobrando a divulgação de documentos que atestassem a suposta vitória de Maduro.

Lula, por sua vez, deixou de atender telefonemas de Maduro e determinou um esfriamento das relações políticas, enquanto o chavismo o acusava de ingerência externa e de atuar como “agente imperialista dos Estados Unidos”, entre outras provocações e ofensas.

Mesmo com as rusgas, a Venezuela voltou à carga, depois de o governo brasileiro retomar laços discretos e explicitar que não romperia relações diplomáticas. Em 5 de março, a embaixadora brasileira em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, reportou ao Itamaraty um encontro com a ministra do Comércio Exterior, Coromoto Godoy.

Na conversa, ocorrida em 28 de fevereiro, a embaixadora brasileira deixou claro à ditadura que “uma grande barreira para o maior adensamento do comércio bilateral seria a dívida venezuelana, referente às operações de financiamento às exportações de bens e serviços por empresas brasileiras”.

Segundo a diplomata brasileira, a ministra venezuelana respondeu de forma vaga e logo compartilhou sua “expectativa” de participar do Brics. A ministra venezuelana sugeriu que um convite fosse feito pelo governo brasileiro a algum representante da ditadura chavista.

“Minha interlocutora disse estar ciente da questão da dívida e manifestou, em tom vago, a expectativa de que esse entrave possa ser equacionado entre os dois países. Adicionou que o distanciamento não gerou benefícios para nenhum país e que um dos caminhos para a retomada do desenvolvimento da Venezuela seria a aproximação com o Brics. Nesse contexto, fez um apelo a que o Brasil considerasse convidar representante venezuelano para participar de eventuais atividades que possam contribuir para estreitar laços com o grupamento”, reportou Glivânia.

Fonte: InfoMoney

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Internacional, Mercado Internacional

BRICS: um novo capítulo para o Brasil e o mundo

Por Michelle Fernandes, especialista em comércio exterior, CEO da Get Global Trading, professora e mediadora da CAAEB.

Em julho de 2025, o Brasil será palco de um encontro estratégico para as economias emergentes. O Rio de Janeiro sediará a 16ª Cúpula dos BRICS, agora com novos países membros, já apelidado de BRICS+ e reforçando o protagonismo do grupo no cenário global.

Desde que conheci o acrônimo BRICS em 2005, por meio do economista Jim O’Neill, acompanho a transformação da sigla em uma aliança real. O que era apenas previsão se consolidou. Agora, com a entrada de Egito, Irã, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, os BRICS se expandem e se fortalecem, representando quase metade da população mundial e ganhando ainda mais peso no comércio, na energia e na geopolítica.

Essa expansão amplia a pluralidade econômica e cultural do grupo e aponta para um novo equilíbrio global. Os BRICS evoluem como alternativa às instituições ocidentais tradicionais, buscando maior autonomia, inclusão e cooperação entre países em desenvolvimento.

Para o Brasil, sediar essa cúpula reforça sua posição estratégica. Somos um país que constrói pontes, promove o diálogo e mantém relações diplomáticas sólidas. Nossa economia tem avançado, especialmente no agronegócio, na infraestrutura e na exportação de produtos com valor agregado.

O evento no Rio será uma oportunidade para discutir temas-chave, como o uso de moedas alternativas ao dólar, financiamento de projetos sustentáveis, inovação e segurança alimentar.

Estamos em um momento crucial para reposicionar o Brasil no centro das decisões internacionais. A recente reforma tributária é um passo importante, mas ainda precisamos enfrentar desafios internos, como o Custo Brasil e a qualificação da mão de obra. Com uma visão estratégica e integrada, podemos transformar nosso potencial em influência real.

O Brasil segue no radar global e os BRICS, com novos integrantes e novas agendas, são parte fundamental desse caminho.

Fonte: Última Hora

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Internacional, Mercado Internacional

Xi Jinping favorece Trump contra Lula ao não vir ao BRICS

O presidente chinês, Xi Jinping, estaria ou não cometendo erro estratégico ao não comparecer à reunião dos BRICS, na próxima semana, presidida pelo presidente Lula?

Também, será sentida a ausência do presidente da Rússia, Vladimir Putin, mas esta tem justificativa compreensível, porque ele poderia ser preso por ordem do Tribunal Penal Internacional, sob acusação de sequestros de crianças ucranianas, na guerra na Ucrânia.

Igualmente, não comparecerá o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, provavelmente, solidário com a decisão dos seus dois maiores aliados na agressão dos Estados Unidos contra seu país, para evitar a derrota de Israel para os iranianos.

Sem esses três importantes integrantes do BRICS, formado por 11 países( Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia), a reunião mais importante do bloco, em 2025, esvazia-se, politicamente.

TRUMP SE FORTALECE

A consequência óbvia desse esvaziamento político, que enfraquece Lula, é o fortalecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considera o BRICS principal perigo à desestabilização do dólar nas relações de trocas internacionais.

Justificativas para as importantes ausências de Xi Jinping: conflito de agendas.

Trata-se de algo questionável, porque não haveria, por suposto, fato internacional mais relevante do que a reunião dos BRICS, considerado força internacional emergente que supera em poder econômico efetivo o G7, graças ao peso da China como nova potência mundial que ameaça a hegemonia americana.

Fonte: MSN

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