Exportação

Exportações para a China crescem 28,6% e neutralizam impacto do tarifaço dos EUA

O crescimento das exportações brasileiras para a China ajudou a compensar a forte retração nas vendas ao mercado americano após a entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos, iniciado em agosto. No período entre agosto e novembro, o Brasil conseguiu equilibrar sua balança externa ao ampliar o fluxo comercial com o principal parceiro asiático.

Dados mostram que o valor exportado para a China avançou 28,6% em comparação com o mesmo intervalo de 2024. No sentido oposto, as exportações destinadas aos Estados Unidos recuaram 25,1% no mesmo período.

Volume exportado segue tendência semelhante

O comportamento se repete quando analisado o volume das exportações. As vendas brasileiras para portos e aeroportos chineses registraram alta de 30%, enquanto os embarques para os Estados Unidos caíram 23,5%. A diferença entre valor e volume está relacionada, sobretudo, à variação dos preços dos produtos exportados.

As informações constam no Indicador de Comércio Exterior (Icomex), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

China consolida liderança como principal destino das exportações

A China, responsável por cerca de 30% das exportações brasileiras, manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil, à frente dos Estados Unidos. Segundo o Icomex, esse peso foi decisivo para mitigar os efeitos negativos do tarifaço americano.

O relatório aponta que o governo dos EUA superestimou sua capacidade de provocar danos amplos às exportações brasileiras, ao considerar que o país possui elevada diversificação de mercados.

Setores mais afetados pelas tarifas americanas

Entre agosto e novembro, alguns segmentos registraram quedas expressivas nas vendas aos Estados Unidos, com destaque para:

Extração de minerais não metálicos, com retração de 72,9%
Fabricação de bebidas, queda de 65,7%
Fabricação de produtos do fumo, recuo de 65,7%
Extração de minerais metálicos, redução de 65,3%
Produção florestal, baixa de 60,2%
Produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, queda de 51,2%
Produtos de madeira, recuo de 49,4%

Evolução mensal das exportações em 2025

O levantamento da FGV mostra que as exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram de abril a julho, sempre na comparação anual. No entanto, após a adoção das tarifas, o país acumulou quatro meses consecutivos de retração.

Já as exportações para a China aceleraram de forma significativa a partir de agosto, com taxas mensais expressivas, impulsionadas principalmente pelo embarque de soja, concentrado no segundo semestre.

Segundo a pesquisadora do Ibre/FGV Lia Valls, o redirecionamento dos embarques teve papel relevante no desempenho global do comércio exterior brasileiro. Ela explica que o aumento das vendas à China ocorreu justamente quando as exportações aos Estados Unidos começaram a cair.

No acumulado até novembro, as exportações totais do Brasil cresceram 4,3% em relação aos mesmos 11 meses de 2024.

Argentina tem crescimento, mas impacto limitado

O Icomex também analisou o desempenho das exportações para a Argentina, terceiro maior parceiro comercial do Brasil. Entre agosto e novembro, houve crescimento de 5% em valor e 7,8% em volume.

Apesar do avanço, Lia Valls ressalta que o peso da Argentina na pauta exportadora brasileira é reduzido e não tem capacidade de compensar perdas geradas pelo tarifaço americano, sobretudo porque o comércio bilateral é concentrado no setor automotivo.

Entenda o tarifaço imposto pelos Estados Unidos

O tarifaço de Donald Trump entrou em vigor em agosto de 2025, elevando impostos sobre produtos importados com o objetivo declarado de estimular a produção interna americana. No caso do Brasil, a medida incluiu sobretaxas de até 50%, uma das mais elevadas aplicadas pelo governo dos EUA.

Além de razões econômicas, Trump chegou a justificar a medida como retaliação política ao Brasil, em meio às críticas ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, posteriormente condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde então, os dois países negociam ajustes no acordo comercial. No último dia 20, o governo americano retirou uma sobretaxa adicional de 40% sobre 269 produtos, principalmente do setor agropecuário, como carnes e café. Segundo o Icomex, os efeitos dessa decisão devem ser percebidos apenas a partir de dezembro e janeiro.

O vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, estima que 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ainda seguem sujeitas às tarifas adicionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 12,4 bilhões na segunda semana de dezembro

A corrente de comércio brasileira somou US$ 12,4 bilhões na segunda semana de dezembro de 2025, com superávit de US$ 1,5 bilhão. O resultado é fruto de exportações de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Resultado mensal mantém saldo positivo

No acumulado de dezembro, o país registra US$ 14,3 bilhões em exportações e US$ 11 bilhões em importações, o que gera um saldo comercial positivo de US$ 3,3 bilhões. A corrente de comércio do mês atinge US$ 25,2 bilhões, mantendo a tendência de crescimento observada ao longo do ano.

Desempenho anual reforça força do comércio exterior

No acumulado de 2025, as exportações brasileiras totalizam US$ 332,1 bilhões, enquanto as importações somam US$ 271 bilhões. O superávit comercial no ano chega a US$ 61,1 bilhões, com corrente de comércio acumulada de US$ 603 bilhões, consolidando o bom desempenho do comércio exterior brasileiro.

Médias diárias mostram avanço expressivo

Na comparação entre as médias diárias até a segunda semana de dezembro de 2025 e o mesmo período de 2024, as exportações cresceram 20,4%, passando de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,4 bilhão por dia. As importações avançaram 13,9%, com média diária de US$ 1,1 bilhão, ante US$ 964,06 milhões no ano anterior.

Com isso, a média diária da corrente de comércio alcançou US$ 2,52 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 327,67 milhões. Em relação a dezembro de 2024, houve alta de 17,5% na corrente de comércio.

Exportações por setor puxam crescimento

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária até a segunda semana de dezembro de 2025 frente ao mesmo período de 2024, todos os segmentos apresentaram crescimento. A Agropecuária registrou aumento de US$ 77,86 milhões, alta de 41,1%. A Indústria Extrativa teve avanço de US$ 125,57 milhões, com crescimento de 52,0%. Já a Indústria de Transformação apresentou elevação de US$ 37,67 milhões, equivalente a 5,0%.

Importações também avançam em todos os segmentos

O desempenho das importações por setor também foi positivo no período analisado. A Agropecuária cresceu 12,6%, com acréscimo de US$ 2,85 milhões na média diária. A Indústria Extrativa avançou 28,9%, somando US$ 11,2 milhões. A Indústria de Transformação teve aumento de US$ 121,47 milhões, alta de 13,6%.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNC

Ler Mais
Exportação

Exportações do Paraná: nove produtos avançam mais de 30% em 2025

O desempenho das exportações do Paraná manteve ritmo forte ao longo de 2025. Segundo o relatório de novembro do Ipardes, baseado em dados do MDIC, nove produtos paranaenses registraram crescimento superior a 30% nas vendas externas entre janeiro e novembro, em comparação ao mesmo período de 2024.

Cereais e carne bovina impulsionam o avanço

Entre os itens com maior salto nas exportações, os cereais lideram com folga. As vendas passaram de US$ 478 milhões para US$ 1 bilhão, avanço de 109%. Na mesma direção, a carne bovina in natura ampliou sua presença no mercado internacional, crescendo 63% e alcançando US$ 187 milhões.

O balanço também mostra aumentos relevantes em outros segmentos, reforçando a expansão da pauta exportadora do Estado. Entre os produtos com altas acima de 30% aparecem:

  • Carne suína in natura (+41,2%)
  • Torneiras e válvulas (+41%)
  • Tratores (+38%)
  • Automóveis (+37%)
  • Veículos de carga (+34,4%)
  • Óleo de soja bruto (+34%)
  • Café solúvel (+32%)

O conjunto desses resultados demonstra a força tanto de itens do agronegócio quanto de bens industrializados, especialmente aqueles com maior conteúdo tecnológico.

Diversificação fortalece competitividade do Estado

Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, a variedade de produtos é reflexo do amadurecimento da estrutura produtiva paranaense. Ele destaca que o Estado consegue avançar simultaneamente em itens agrícolas e industriais devido à política de atração de investimentos.

O secretário do Planejamento, Ulisses Maia, reforça que essa diversificação torna o Paraná menos vulnerável às oscilações internacionais. Segundo ele, mesmo com o aumento das barreiras tarifárias dos Estados Unidos, o Estado manteve resultados expressivos, evidenciando a capacidade competitiva dos exportadores locais.

Principais produtos e mercados compradores

De janeiro a novembro, o Paraná exportou US$ 21,6 bilhões, o que coloca o Estado na sexta posição do ranking nacional e como o líder da região Sul. Os produtos mais vendidos foram:

  • Soja em grãos – US$ 4,3 bilhões
  • Carne de frango in natura – US$ 3,2 bilhões
  • Farelo de soja – US$ 1,1 bilhão
  • Açúcar bruto – US$ 1 bilhão
  • Cereais – US$ 999 milhões

Os principais destinos foram China (US$ 4,9 bilhões), Argentina (US$ 1,7 bilhão), Estados Unidos (US$ 1,1 bilhão) e México (US$ 837 milhões). Houve crescimento destaque nas relações com Argentina (+59,5%), Irã (+47,7%), Emirados Árabes Unidos (+35,9%), Paraguai (+6,5%), Chile (+2,6%) e Peru (+9,1%).

Saldo comercial positivo

A balança comercial do Paraná acumulou superávit de US$ 2,6 bilhões até novembro. O resultado é fruto de US$ 21,6 bilhões em exportações e US$ 18,8 bilhões em importações, concentradas sobretudo em fertilizantes, autopeças, óleos e combustíveis e produtos farmacêuticos.

FONTE: Governo do Estado do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Dziura Jr/AEN

Ler Mais
Comércio Exterior

Superávit da balança comercial em novembro atinge US$ 5,84 bilhões

A balança comercial brasileira encerrou novembro de 2025 com superávit de US$ 5,842 bilhões, segundo dados divulgados pela Secex/MDIC na quinta-feira (4). O saldo ficou acima da mediana estimada pelo levantamento Projeções Broadcast, que previa superávit de US$ 5,539 bilhões. As projeções variavam entre US$ 4,6 bilhões e US$ 7,010 bilhões.

O resultado foi obtido com exportações totalizando US$ 28,515 bilhões e importações de US$ 22,673 bilhões, após um superávit de US$ 6,964 bilhões registrado em outubro.

Resultado das exportações e importações

As exportações cresceram 2,4% em relação a novembro de 2024. Houve avanço de 25,8% na Agropecuária (US$ 1,16 bilhão), retração de 14% na Indústria Extrativa (US$ 1,06 bilhão) e alta de 3,7% na Indústria de Transformação (US$ 570 milhões).

As importações tiveram aumento de 7,4% na comparação anual. O desempenho foi marcado por queda de 5,4% na Agropecuária (US$ 20 milhões), redução de 18,1% na Indústria Extrativa (US$ 210 milhões) e crescimento de 9,3% na Indústria de Transformação (US$ 1,79 bilhão).

Acumulado de janeiro a novembro

No acumulado de 2025, a balança registra superávit de US$ 57,839 bilhões, queda de 16,8% em relação ao mesmo período de 2024, quando o saldo foi de US$ 69,540 bilhões.

As exportações somaram US$ 317,821 bilhões, avanço de 1,8% na comparação anual. As importações também cresceram, chegando a US$ 259,983 bilhões, alta de 7,2% frente aos primeiros onze meses de 2024.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Amanda Perobelli / Reuters

Ler Mais
Exportação

Exportações para a China avançam em novembro e impulsionam saldo comercial

As exportações para a China registraram forte alta em novembro, com avanço de 41% e faturamento de US$ 8,27 bilhões no mês. Segundo Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, o mercado chinês foi o principal responsável pelo impulso nas vendas externas brasileiras no período. No acumulado de janeiro a novembro, os embarques para o país asiático cresceram 4,2%, alcançando US$ 92,91 bilhões.

Importações também aumentaram
As importações da China tiveram elevação mais moderada. Em outubro, subiram 3,1%, chegando a US$ 5,70 bilhões. Considerando o acumulado do ano, as compras de produtos chineses avançaram 12,1%, totalizando US$ 65,54 bilhões.

Saldo comercial positivo com a China
Mesmo com o aumento das importações, o Brasil manteve superávit comercial com o país asiático. Em novembro, o saldo positivo foi de US$ 2,57 bilhões. De janeiro a novembro, o superávit acumulado alcançou US$ 27,37 bilhões.

Desempenho reforça importância da China na balança comercial
Os números divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços reforçam o papel estratégico do mercado chinês para o comércio exterior brasileiro e para o equilíbrio da balança comercial.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

Ler Mais
Exportação

Exportações brasileiras crescem 3,3% no 3º trimestre mesmo após tarifaço dos EUA

As exportações brasileiras de bens e serviços avançaram 3,3% no terceiro trimestre de 2025, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (4) pelo IBGE. O desempenho positivo ocorreu mesmo após o tarifaço dos Estados Unidos, que passou a valer em agosto e elevou em até 50% as tarifas sobre diversos produtos nacionais.

Na comparação com o mesmo período de 2024, as vendas externas cresceram ainda mais: 7,2%.

Tarifas impactaram vendas aos EUA, mas Brasil diversificou destinos

Entre julho e setembro, itens como carnes e café enfrentaram uma tarifa adicional de 50% para entrar no mercado americano. Segundo o MDIC, isso provocou uma queda de 18,5% nas exportações brasileiras para os EUA apenas em agosto.

Apesar disso, o Brasil ampliou os envios para outros parceiros comerciais, o que garantiu o crescimento global. As exportações totais subiram quase 4% naquele mês, e o resultado trimestral confirma essa tendência de diversificação.

Trump retira parte das sobretaxas após conversa com Lula

No fim de novembro, o presidente Donald Trump suspendeu uma sobretaxa de 40% aplicada a uma lista de produtos brasileiros, incluindo novamente carnes e café. O republicano justificou a medida mencionando uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do mês, indicando tentativa de reaproximação comercial entre os dois países.

Indústria extrativa impulsiona exportações

Segundo o economista Rafael Perez, da Suno Research, a alta das exportações no trimestre foi puxada pelo fortalecimento da indústria extrativa e pelo redirecionamento das vendas para outros mercados, estratégia que compensou os efeitos do tarifaço.

Os preços internacionais da soja, um dos principais produtos de exportação do país, também favoreceram o movimento de alta. O economista-chefe da Fiesp, Igor Rocha, destaca o “aumento das vendas de grãos” como fator determinante.

Importações crescem, mas balança comercial permanece favorável

As importações brasileiras também subiram no trimestre, mas de forma mais moderada: 0,3%. Com isso, o saldo da balança comercial ficou maior no período encerrado em setembro em comparação ao segundo trimestre. Em relação ao mesmo período de 2024, as importações avançaram 2,2%.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Galdieri/Bloomberg via/Getty Images

Ler Mais
Economia

Déficit das contas externas do Brasil recua 31% em 12 meses, aponta Banco Central

O Banco Central informou que as contas externas brasileiras encerraram outubro com déficit de US$ 5,1 bilhões, resultado melhor que o registrado no mesmo mês de 2024, quando o rombo havia alcançado US$ 7,4 bilhões. O desempenho mais sólido da balança comercial ajudou a amenizar o resultado negativo.

No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit em transações correntes totalizou US$ 76,7 bilhões, equivalente a 3,48% do PIB, ligeiramente abaixo dos 3,61% observados em setembro.

Balança comercial sustenta melhora do resultado
A balança comercial — que reúne exportações e importações — foi novamente o principal fator que evitou um déficit maior. O saldo ficou positivo em US$ 6,2 bilhões, quase o dobro dos US$ 3,2 bilhões registrados um ano antes.

Os dados mostram:

  • Exportações: US$ 32,1 bilhões (+8,9%)
  • Importações: US$ 25,9 bilhões (–1,3%)

O avanço das vendas externas e a queda das compras de produtos importados compensaram fraquezas em outras contas do balanço.

Serviços seguem pressionados por turismo e tecnologia
A conta de serviços manteve déficit de US$ 4,4 bilhões, repetindo o nível de outubro de 2024. Alguns segmentos mostraram melhora, como transporte, cujo déficit caiu 18,5% e ficou em US$ 1,3 bilhão.

Outras áreas, porém, tiveram alta expressiva:

  • Viagens internacionais: déficit de US$ 1,3 bilhão (+14,5%)
    • gastos de brasileiros no exterior: US$ 1,9 bilhão
    • receitas com estrangeiros no Brasil: US$ 573 milhões
  • Serviços de propriedade intelectual: déficit de US$ 995 milhões (+35,6%)
  • Serviços de TI, telecomunicação e informação: déficit de US$ 591 milhões (+142%)

O desempenho desses segmentos anulou as reduções registradas em outras subcontas e manteve o setor no vermelho.

Renda primária tem piora com remessa de lucros e juros mais altos
A conta de renda primária foi o componente de maior pressão negativa em outubro. O déficit chegou a US$ 7,4 bilhões, alta de 12,7% na comparação anual.

Veja os destaques:

  • Juros pagos ao exterior: US$ 2,2 bilhões (+31,7%)
  • Lucros e dividendos remetidos: US$ 5,3 bilhões (ante US$ 5,0 bilhões em 2024)

O aumento das saídas de recursos amenizou os efeitos do forte superávit comercial.

Investimento estrangeiro direto permanece robusto
Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 10,9 bilhões em outubro, bem acima dos US$ 6,7 bilhões registrados no mesmo mês de 2024.

Composição dos investimentos:

  • Participação no capital: US$ 10,1 bilhões
    • novos aportes: US$ 6,6 bilhões
    • lucros reinvestidos: US$ 3,5 bilhões
  • Operações intercompanhia: US$ 855 milhões

Em 12 meses, o IDP acumulado atingiu US$ 80,1 bilhões (3,63% do PIB).
Já os investimentos em carteira registraram ingresso líquido de US$ 3,2 bilhões, puxados por compras de títulos de dívida.

Reservas internacionais sobem para US$ 357,1 bilhões
As reservas internacionais encerraram outubro em US$ 357,1 bilhões, aumento de US$ 521 milhões em relação ao mês anterior.

O avanço foi impulsionado por:

  • receita de juros: US$ 809 milhões
  • ganhos de preços: US$ 736 milhões

Vendas de US$ 1 bilhão no mercado à vista e efeitos cambiais atenuaram parte da alta.

BC atualiza metodologia e passa a separar tipos de criptoativos
O Banco Central também revisou a forma de registrar operações com criptoativos. Agora, as estatísticas diferenciam ativos sem emissor (como Bitcoin) — classificados como ativos não financeiros — e criptoativos com emissor, como stablecoins, que passam a ser registrados como ativos financeiros.

A mudança segue orientações atualizadas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

Ler Mais
Comércio Exterior

Corrente de comércio do Brasil alcança US$ 12,1 bilhões na terceira semana de novembro

A corrente de comércio brasileira atingiu US$ 12,1 bilhões na terceira semana de novembro de 2025, segundo dados da Secex/MDIC. No período, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,8 bilhão, resultado de US$ 7 bilhões em exportações e US$ 5,1 bilhões em importações.

No acumulado de novembro, o país soma US$ 21,2 bilhões em vendas externas e US$ 17,2 bilhões em compras do exterior, gerando saldo positivo de US$ 4,1 bilhões. A corrente de comércio mensal já chega a US$ 38,4 bilhões.

Desempenho no ano ultrapassa US$ 565 bilhões
De janeiro até a terceira semana de novembro, as exportações totalizam US$ 311 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 254,5 bilhões. O superávit acumulado é de US$ 56,5 bilhões, e a corrente de comércio anual soma US$ 565,5 bilhões.

Comparando as médias diárias de exportações até a terceira semana de novembro de 2025 (US$ 1,5 bi) com o mesmo período de 2024, houve alta de 3,5%. Nas importações, a média diária cresceu 10,4%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,2 bilhão.

Com isso, a média diária da corrente de comércio no mês chegou a US$ 2,7 bilhões, enquanto o saldo positivo médio ficou em US$ 290,75 milhões. Em relação a novembro de 2024, houve crescimento de 6,5%.

Exportações por setor: agropecuária em destaque
No acumulado até a terceira semana do mês, o desempenho setorial das exportações mostra crescimento significativo na Agropecuária, com avanço de US$ 77,41 milhões (32,8%). Os produtos da Indústria de Transformação registraram alta de US$ 31,21 milhões (3,8%), enquanto a Indústria Extrativa recuou US$ 57,38 milhões (14,4%).

Importações por setor: indústria de transformação puxa a alta
Nas importações, houve aumento de US$ 117,85 milhões (11,6%) na Indústria de Transformação, reforçando a demanda por bens intermediários e insumos industriais. Já a Agropecuária teve queda de US$ 0,74 milhão (3,3%), e a Indústria Extrativa recuou US$ 1,76 milhão (2,8%).

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tecnologística

Ler Mais
Comércio Exterior

Brasil dribla impacto das tarifas dos EUA e mantém crescimento das exportações, aponta Icomex

O mais recente relatório do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), divulgado nesta quarta-feira (19/11) pelo Ibre/FGV, mostra que as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros não afetaram de forma significativa o desempenho das exportações totais do Brasil no curto prazo.

Embora as vendas para o mercado americano tenham recuado 24,9% entre agosto e outubro, o Brasil ampliou embarques para outros parceiros comerciais e para terceiros mercados, garantindo um avanço geral de 6,4% nas exportações no período.
“O efeito do tarifaço não comprometeu as exportações totais do Brasil”, destaca o relatório, reforçando, porém, que o mercado dos EUA continua sendo estratégico tanto para o Brasil quanto para o comércio global.

Superavit cresce e exportações ganham força

A balança comercial de outubro registrou superavit de US$ 7 bilhões, valor US$ 2,9 bilhões superior ao de outubro de 2024. As exportações subiram 9,1%, enquanto as importações recuaram 0,8%.

No acumulado de janeiro a outubro, o superavit chegou a US$ 52,4 bilhões, uma queda de US$ 10,4 bilhões frente ao mesmo período do ano passado. Nesse intervalo, as exportações avançaram 1,9% e as importações cresceram 7,1%.
Segundo o Icomex, a tendência de alta das importações observada no primeiro semestre começou a mudar a partir de julho, com exceção de setembro.

Dependência de acordo com os EUA

O relatório também acende um alerta: o Brasil precisa acelerar negociações comerciais com os Estados Unidos para evitar perda de competitividade. Isso porque Washington tem firmado novos acordos bilaterais que podem redirecionar exportações atualmente destinadas ao mercado americano.

“À medida que os Estados Unidos avançam com novos acordos, as margens de preferência do Brasil tendem a cair em terceiros mercados”, diz o Icomex.

O governo brasileiro enviou uma proposta no início de novembro, e o chanceler Mauro Vieira se reuniu com sua contraparte americana no dia 13. No entanto, ainda não houve anúncio de avanços concretos nas negociações.

EUA negociam com novos parceiros e ampliam vantagens

Os Estados Unidos já estabeleceram acordos com países como Malásia, Camboja, Tailândia, Vietnã, Coreia do Sul, Japão, Suíça, União Europeia, El Salvador, Guatemala, Equador e Argentina. Os pactos variam de alcance, mas todos ampliam o acesso de produtos e serviços americanos a esses mercados — em alguns casos, como no Vietnã, com abertura quase total.

Entre as cláusulas mais comuns estão:

  • isenção de tributos para plataformas digitais;
  • maior proteção à propriedade intelectual;
  • regras específicas sobre terras raras;
  • estímulos a investimentos nos EUA;
  • compromissos de segurança econômica, incluindo restrições a acordos com países considerados ameaças aos interesses americanos.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: mrcolo/Pixabay

Ler Mais
Comércio Exterior

Brasil alcança corrente de comércio de US$ 12,5 bi na segunda semana de novembro

Comércio exterior mantém ritmo estável em novembro
O Brasil registrou uma corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões na segunda semana de novembro de 2025. Segundo dados da Secex/MDIC, o período fechou com superávit de US$ 0,5 bilhão, resultado de exportações que somaram US$ 6,5 bilhões e importações de US$ 6 bilhões.

Desempenho do mês
No acumulado de novembro, as exportações alcançam US$ 14,3 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 12 bilhões. Com isso, o saldo comercial permanece positivo em US$ 2,3 bilhões, e a corrente de comércio chega a US$ 26,4 bilhões.

Resultados no ano
Entre janeiro e 17 de novembro de 2025, o país já exportou US$ 304,049 bilhões e importou US$ 249,373 bilhões. O superávit acumulado é de US$ 54,677 bilhões, com corrente de comércio de US$ 553,422 bilhões, reforçando o desempenho robusto do comércio exterior brasileiro ao longo do ano.

Médias diárias mostram variações importantes
As exportações médias diárias até a segunda semana de novembro ficaram em US$ 1,432 bilhão, uma leve queda de 2,3% frente ao mesmo mês de 2024. Já as importações médias diárias cresceram 8,3%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,2 bilhão.
A corrente de comércio diária atingiu US$ 2.635,47 milhões, alta de 2,3% na comparação anual.

Setores exportadores: agro puxa alta, indústria extrativa recua
No recorte por setor, considerando as médias diárias até a segunda semana de novembro de 2025, o desempenho das exportações mostra:

  • Agropecuária: crescimento de 34,3% (+US$ 80,96 milhões)
  • Indústria Extrativa: queda de 27,4% (–US$ 109,46 milhões)
  • Indústria de Transformação: leve recuo de 0,5% (–US$ 4,13 milhões)

Setores importadores também avançam
Nas importações, a comparação anual revela:

  • Agropecuária: avanço de 0,4% (+US$ 0,09 milhão)
  • Indústria Extrativa: aumento de 6,9% (+US$ 4,28 milhões)
  • Indústria de Transformação: crescimento de 8,7% (+US$ 88,27 milhões)

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook