Comércio Exterior

ApexBrasil aprimora Mapa de Oportunidades e amplia chances de exportação para 175 países

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) lançou uma atualização do Mapa de Oportunidades de Exportações Brasileiras para o Mundo, plataforma de inteligência comercial que reúne dados estratégicos sobre exportações, tarifas e acesso a mercados. O objetivo é ajudar empresários a identificar novos destinos potenciais para seus produtos e planejar a inserção internacional de forma mais eficiente.

Criado em 2015, o Mapa de Oportunidades ganhou um design interativo e filtros inteligentes, permitindo análises detalhadas sobre mercados promissores e setores com maior demanda global. A nova versão destaca 45 mil oportunidades de exportação para 175 países, consolidando-se como uma ferramenta essencial para quem busca diversificar mercados e aumentar a competitividade no comércio exterior.

América do Sul e União Europeia concentram as principais oportunidades

Segundo a ApexBrasil, a América do Sul concentra cerca de 14 mil oportunidades, com importações totais de US$ 231 bilhões em 2024. Entre os principais destinos estão Argentina (1.960 oportunidades e US$ 44,6 bilhões), Paraguai (2.056 e US$ 13 bilhões) e Chile (1.731 e US$ 49,8 bilhões).

Na União Europeia, o estudo identificou 6.700 oportunidades, totalizando US$ 771 bilhões. Os destaques são Espanha (416 e US$ 77,2 bilhões), Alemanha (384 e US$ 151,8 bilhões) e França (374 e US$ 107,3 bilhões). Já a China reúne 385 oportunidades de exportação, com importações globais de US$ 811,7 bilhões.

Entre os setores mais promissores estão Máquinas e equipamentos de transporte (9.931 oportunidades e US$ 735,6 bilhões) e Produtos alimentícios e animais vivos (7.133 oportunidades e US$ 439,5 bilhões).

Ferramenta orienta exportadores na tomada de decisão

O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil permite ao usuário analisar o desempenho das exportações brasileiras e identificar mercados que já importam produtos similares, informando valores, fornecedores e nível de competitividade do Brasil. A ferramenta cruza dados de oferta e demanda para indicar mercados com potencial de abertura, consolidação, manutenção ou recuperação, conforme o histórico de importações.

O sistema também aponta os principais concorrentes internacionais e a participação brasileira nas importações de cada país, facilitando o planejamento estratégico das empresas exportadoras.

Diversificação de mercados: estratégia essencial para o crescimento sustentável

A diversificação de mercados é considerada fundamental para reduzir riscos e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras. Em um cenário global marcado por instabilidades geopolíticas, variações cambiais e mudanças nos padrões de consumo, depender de poucos parceiros comerciais pode comprometer o crescimento sustentável.

Por isso, a Gerência de Inteligência de Mercado da ApexBrasil investe em estudos e ferramentas de apoio estratégico. O Mapa de Oportunidades se destaca como um instrumento acessível e atualizado, disponível no portal da ApexBrasil, permitindo análises por grupos de produtos e países.

Em complemento, a agência lançou em 2025 o Estudo de Diversificação por Estados, que avalia o grau de concentração das exportações estaduais para os Estados Unidos e propõe ações para ampliar a presença internacional dos setores produtivos locais.

FONTE: ApexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ApexBrasil

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Negócios

Couro brasileiro: cinco empresas participam da feira ANPIC no México

As exportações de couro brasileiro para o México tiveram um aumento de 26,3% em valor no último ano, consolidando o país como um mercado estratégico para o setor. Reconhecido fornecedor dos Estados Unidos e altamente industrializado, o México é relevante para a produção de calçados, móveis e automóveis, e será o próximo destino do projeto Brazilian Leather, iniciativa do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

De 22 a 24 de outubro, cinco empresas brasileiras participarão da feira ANPIC, em León, apresentando produtos e fortalecendo laços comerciais no país.

Empresas brasileiras expositoras

As companhias que terão estande apoiado pelo Brazilian Leather são: Couros Bom Retiro, Couro e Arte, Curtume Partner, OCM Best Brasil e Pacific Leather. Segundo Letícia Luft, gerente do projeto, “o grupo traz empresas com diferentes tipos de fornecimento, atendendo a variados segmentos e portes de indústria, mostrando o potencial do México para todos os nossos produtos”.

No estande exclusivo do Brazilian Leather, serão apresentadas peles da nova coleção Preview do Couro, reunindo artigos de diferentes curtumes brasileiros, com desenvolvimentos especiais e antecipação de tendências de moda.

Oportunidades de negócios na ANPIC

A feira ANPIC é a maior do segmento no México, reunindo compradores e decisores da indústria calçadista. Para os expositores brasileiros, o evento representa uma oportunidade de expandir contatos, reforçar relações com clientes tradicionais e explorar novos negócios. León, cidade-sede da feira, é o principal polo de produção de calçados do país.

Além de couros, a ANPIC apresenta químicos, máquinas e outros materiais para o setor, com áreas dedicadas a tendências e palestras, atraindo visitantes de mais de 30 países. Segundo dados do Anuário Mundial do Calçado 2024, o México ocupa o 10º lugar na produção mundial, com 214 milhões de pares de calçados por ano, dos quais 36 milhões são exportados, sendo 54% em couro.

Sobre o Brazilian Leather

O Brazilian Leather é um projeto setorial de internacionalização do couro brasileiro, conduzido pelo CICB em parceria com a ApexBrasil. Entre suas estratégias estão a participação de curtumes em feiras internacionais e missões empresariais para fortalecer laços com compradores estrangeiros. Mais informações: www.brazilianleather.com.br.

Sobre a ApexBrasil

A ApexBrasil promove produtos e serviços brasileiros no exterior e atrai investimentos estrangeiros para setores estratégicos. Realiza ações como missões comerciais, rodadas de negócios e apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, fortalecendo a marca Brasil.

Sobre o CICB

O CICB representa as indústrias de couro do Brasil desde 1957, atuando na sustentabilidade, inovação tecnológica, formação de profissionais, promoção comercial, defesa de interesses e qualificação técnica. A entidade também mantém diálogo com órgãos governamentais e grupos de trabalho voltados à rastreabilidade e comunicação no setor.

FONTE: Brazilian Leather
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brazilian Leather

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Evento

ApexBrasil seleciona empresas interessadas em participar da Hannover Messe

ApexBrasil está com edital aberto até o próximo dia 26; edição 2026 da maior feira industrial do mundo terá o Brasil como país homenageado

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) convida as empresas e indústrias catarinenses a participarem da seleção da ApexBrasil para a Hannover Messe 2026, a maior feira industrial do mundo. O prazo para inscrição no edital da agência é 26 de outubro. 

📩 Para inscrições consulte o site da ApexBrasil

Seleção para a Hannover Messe 2026

Público-alvo

– Empresas brasileiras dos setores de energia, hidrogênio, biocombustíveis, automação industrial, robótica, cibersegurança, economia circular, smart grids, software industrial, entre outros.

– Startups IndTechs ligadas à transformação digital da indústria.

– ICTs, Universidades e Centros de Excelência.

– Instituições governamentais.
 

Por que participar?

– Destaque internacional: como país homenageado, o Brasil terá posição de honra e visibilidade ampliada durante toda a feira.

– Contato direto com compradores, investidores e tomadores de decisão.

– Inclusão em campanha global de promoção do Brasil.

– Inserção no catálogo digital BuyBrazil e no diretório oficial da feira.


Principais informações

Local: Hannover, Alemanha

Data: 20 a 24 de abril de 2026

Pavilhões do Brasil: 11, 12, 16, 17 e 26

Prazo de inscrição: até 26 de outubro de 2025

FONTE: FIESC
IMAGEM: Reprodução/Hannover Messe

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Industria

Alckmin anuncia núcleo do PEIEX e destaca Pavilhão Brasil na Hannover Messe 2026 em São José dos Campos

O vice-presidente Geraldo Alckmin lançou nesta segunda-feira (29) o núcleo do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) em São José dos Campos (SP) e apresentou os planos para o Pavilhão Brasil na Hannover Messe 2026, na Alemanha. A iniciativa marca um passo estratégico na internacionalização de empresas brasileiras, alinhada à política da Nova Indústria Brasil.

Conexão entre capacitação e projeção global

O novo núcleo do PEIEX foi criado em parceria com o Sebrae, a Faculdade Sebrae e o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT). A proposta é ampliar a preparação de empresas para o comércio exterior e, ao mesmo tempo, conectar essa qualificação às oportunidades oferecidas pela Hannover Messe, onde o Brasil será País-Parceiro Oficial em 2026.

Alckmin ressaltou a importância da agenda:

“O comércio exterior é emprego e renda. Muitas empresas precisam da exportação para ganhar escala e competitividade. Ao mesmo tempo, ela permite que pequenas empresas cresçam. Esse é o trabalho da Apex: promover produtos brasileiros e atrair investimentos”, afirmou.

Nova Indústria Brasil: inovação, sustentabilidade e competitividade

Durante o evento, o vice-presidente destacou os três pilares da Nova Indústria Brasil (NIB):

  • Inovação: R$ 110 bilhões disponíveis por meio de BNDES, Embrapii e Finep, com juros reduzidos;
  • Sustentabilidade: R$ 180 bilhões anunciados pela indústria automotiva para a mobilidade verde;
  • Competitividade: incentivo à renovação do parque industrial brasileiro, cuja idade média das máquinas é de 15 anos, para reduzir custos e aumentar eficiência energética.

Alckmin também ressaltou o papel estratégico do Vale do Paraíba, região considerada um dos maiores corredores industriais do mundo, comparável ao Vale do Ruhr, na Alemanha.

PEIEX já qualificou mais de 30 mil empresas

Criado em 2004, o PEIEX já apoiou mais de 30 mil empresas brasileiras, das quais 20 mil eram micro e pequenas. Entre 2017 e 2023, os negócios atendidos pelo programa exportaram cerca de US$ 3,6 bilhões, especialmente para mercados da Ásia, Europa e América do Sul.

Em São Paulo, o programa já preparou 3.900 empresas desde 2010. O convênio atual prevê atendimento recorde de 2.425 companhias até 2027, sendo que o novo núcleo em São José dos Campos vai atender 100 empresas do Vale do Paraíba.

Brasil como protagonista na Hannover Messe 2026

Com público estimado em 130 mil visitantes e 4 mil expositores de mais de 60 países, a Hannover Messe é considerada a maior feira industrial do mundo. O Pavilhão Brasil, coordenado pela ApexBrasil, terá 2.000 m² em áreas temáticas de automação, robótica, energia, sustentabilidade e indústria digital.

A expectativa é reunir 450 representantes brasileiros, que terão acesso a rodadas de negócios, promoção internacional e matchmaking exclusivo. O espaço será vitrine da inovação, tecnologia e sustentabilidade da indústria nacional.

Apoio contínuo às empresas exportadoras

Segundo Ana Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, a estratégia é preparar desde a base até a entrada em mercados globais:

“98% do mercado mundial está fora do Brasil. O PEIEX ajuda as empresas nessa jornada, desde a adaptação de produtos até certificações e rótulos. O consultor acompanha cada etapa”, explicou.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Comércio

A agência de comércio do Brasil recomenda a mudança para exportações de alto valor para a China

As commodities ainda dominam o comércio, mas a ApexBrasil vê espaço para crescimento em alimentos processados, comércio eletrônico e produtos sustentáveis

Mesmo com o crescimento da China desacelerando — de taxas de dois dígitos entre 1980 e 2010 para uma projeção de 4,5% a 5% ao ano — o país continua oferecendo ao Brasil oportunidades “escondidas nos grandes números” do comércio de commodities.

Um estudo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), encomendado pelo Valor, constatou que o ritmo mais lento reflete uma mudança na natureza das oportunidades, e não uma redução em seu número. O novo ciclo de crescimento da China prioriza qualidade em vez de quantidade, criando espaço para o Brasil fornecer bens com maior valor agregado, alinhados ao modelo econômico em evolução do país.

A agência, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e com escritórios na China, vem mapeando oportunidades para exportações e investimentos brasileiros.

A desaceleração da China reflete fatores estruturais, como o envelhecimento da população, a transição para uma economia mais baseada em serviços e inovação, e ajustes internos para reduzir a dependência de gastos pesados em infraestrutura e indústrias de baixa tecnologia.

Mesmo em ritmo mais lento, o crescimento da China permanece entre os mais altos das grandes economias. Em termos absolutos, observou a Apex, isso significa adicionar ao PIB chinês a cada ano o equivalente à economia inteira de um país de médio porte, mantendo a China como um mercado estratégico para o Brasil.

Novos nichos para exportações brasileiras

A atual fase de crescimento da China traz tendências favoráveis aos exportadores brasileiros: a segurança alimentar continua sendo prioridade; a classe média urbana impulsiona a demanda por conveniência e produtos de maior valor; o comércio eletrônico, que respondeu por quase 30% das vendas de bens de consumo em 2024, em um mercado avaliado em US$ 2,22 trilhões, cria visibilidade para café, vinhos e frutas; e há crescente demanda por alimentos naturais e funcionais ligados à saúde e bem-estar.

Embora o comércio bilateral ainda seja dominado por commodities, existem nichos pouco explorados com alto valor agregado. Alimentos processados, produtos de soja, sucos, snacks saudáveis e itens congelados de conveniência poderiam atender às necessidades dos consumidores urbanos chineses. Além da alimentação, cosméticos naturais, vinhos e espumantes, produtos de madeira e design sustentável, biotecnologia e suplementos, energia renovável e minerais estratégicos também apresentam potencial. O Brasil poderia ainda expandir em celulose e bioprodutos, entrando em embalagens sustentáveis e papéis especiais.

A Apex destacou que o Brasil deve olhar além das commodities tradicionais, com o e-commerce como canal estratégico. Os consumidores chineses são cada vez mais exigentes, tornando crucial que o Brasil ofereça produtos que se destaquem em qualidade, inovação e sustentabilidade. Essa mudança beneficiaria não apenas as empresas, mas também as cadeias de suprimento, as comunidades locais e a economia como um todo.

Desafios da diversificação das exportações

Tatiana Prazeres, secretária de comércio exterior do Brasil, afirmou que o perfil de exportações do país para a China já está mudando, embora sem alterar o domínio dos “grandes números”. Com soja, petróleo e minério de ferro ainda respondendo por cerca de 75% das exportações, os ganhos de outros produtos ainda não são visíveis na escala macro acompanhada pelos analistas.

“O Brasil não precisa se contentar em vender soja, petróleo e minério de ferro para a China. Essa realidade muitas vezes é ignorada por quem foca apenas na visão macro”, disse ela em entrevista ao Valor. Ela apontou categorias de exportação que tiveram crescimento dramático de 2024 para 2025: chocolate e preparações à base de cacau, praticamente inexistentes antes, cresceram mais de 1.000%; tubos e conexões de plástico quase 980%; torneiras e válvulas quase 800%; óleos essenciais mais de 100%; e carne bovina congelada cerca de 40%.

Embora pequenos em termos absolutos, esses ganhos podem sinalizar mercados pouco explorados para o Brasil, acrescentou. “Isso não muda nosso perfil geral de exportação para a China, mas para as empresas envolvidas pode ser transformador. Até para cadeias de suprimento e comunidades locais. E, em um contexto global desafiador, encontrar novos destinos é altamente relevante.”

Para Prazeres, o principal desafio está na falta de conhecimento sobre a China. Ela destacou três camadas no comércio exterior: competitividade, apoio à exportação e relacionamento com a China. As duas primeiras são limitadas pelo chamado “custo Brasil”, que afeta todos os mercados. A terceira é única, moldada pela ampla falta de entendimento do mercado chinês. Segundo ela, todas as três devem ser tratadas simultaneamente.

“O setor privado precisa estar mais presente na China. É necessário ter presença física, construir relacionamentos, compreender o ecossistema digital chinês, que é completamente diferente do nosso”, disse. Embora a China seja competitiva em setores industriais, ela não impõe grandes barreiras a produtos industriais, deixando oportunidades que as empresas brasileiras ainda precisam explorar.

Ela afirmou que parcerias público-privadas devem impulsionar esses esforços, já que muitas iniciativas privadas dependem do suporte adequado do governo. Ao mesmo tempo, as próprias empresas devem se engajar para transformar oportunidades em negócios concretos.

Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior e sócio da BMJ Consultants, observou que produtos de valor agregado têm forte impacto nas cadeias de suprimento, mas que a responsabilidade inicial recai sobre o setor privado. Por se tratar de uma agenda de nicho, envolve principalmente pequenas e médias empresas (PMEs), ainda inexperientes em exportações. “Acho que falta iniciativa ao setor privado. As empresas ainda olham pouco para o exterior. Poderiam fazer mais e, depois, exigir mais do governo também”, disse.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou que os baixos níveis de inovação do Brasil limitam a capacidade das empresas, especialmente PMEs, de competir em mercados sofisticados que exigem produtos de alta tecnologia e diferenciados. Exportar continua sendo um desafio não apenas por falta de iniciativa ou know-how, mas também por obstáculos externos, como gargalos logísticos, altos custos de transporte, ineficiências portuárias, lacunas de infraestrutura, volatilidade cambial, taxas de juros e a estratégia nacional de comércio ainda recente.

A CNI defendeu parcerias em pesquisa, desenvolvimento e inovação, afirmando que “linhas de financiamento direcionadas, programas de inovação, segurança jurídica e capacitação profissional são condições essenciais”.

Fonte: Valor International
Imagem:  Júlio César Silva/MDIC

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Agronegócio, Negócios

ApexBrasil terá escritório em Cuiabá e aproxima Mato Grosso do mercado internacional

Brasília testemunhou nesta terça-feira (23/09) um marco histórico para a agricultura e pecuária mato-grossense. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, assinou, ao lado do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, um termo de cooperação que oficializa a instalação de um escritório regional da ApexBrasil no Edifício Famato, em Cuiabá.

A iniciativa, proposta pela Famato, consolida Mato Grosso como protagonista no cenário global do agronegócio. Com a chegada da ApexBrasil, o estado passa a contar com uma estrutura dedicada a preparar e conectar cadeias produtivas diretamente ao mercado internacional, garantindo acesso a certificações, orientação estratégica e atração de novos investidores.

Maior produtor nacional de soja, milho, algodão e carne bovina, Mato Grosso concentra números que o colocam entre as maiores potências do setor no planeta. Agora, com a presença física da ApexBrasil em Cuiabá, os produtores rurais terão acesso facilitado a serviços que antes dependiam de articulações em Brasília ou em outros polos do país, o que representa mais agilidade e competitividade.

Para o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a medida coloca o produtor rural como protagonista no processo de internacionalização. “Nosso compromisso é abrir mercados e levar o nome de Mato Grosso para o mundo. Esse escritório vai dar ao produtor rural condições de competir em pé de igualdade, com suporte técnico, acesso a certificações e oportunidades que consolidam nossa posição como referência global em alimentos. É o agro mato-grossense, de mãos dadas com o Brasil, mostrando sua força e sustentabilidade ao planeta”, afirmou.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que também é de Mato Grosso, destacou a importância do momento para o estado e para o país. “Ter um escritório da ApexBrasil em Cuiabá significa aproximar ainda mais o agro mato-grossense das oportunidades globais. Mato Grosso é a maior potência agropecuária do Brasil, e essa estrutura permitirá que os produtores tenham acesso direto a programas de internacionalização, certificações e parcerias estratégicas. É um passo que fortalece o produtor e projeta o Brasil no cenário mundial”, disse Fávaro.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, reforçou o papel da Agência e a relevância da nova regional. “A missão da ApexBrasil é abrir portas, criar pontes e apoiar empresas e produtores que querem conquistar mercados internacionais. Estar em Cuiabá, coração do agronegócio brasileiro, é estratégico. Mato Grosso produz em grande escala e com qualidade, e merece ter esse apoio de perto. Esse escritório vai permitir que os produtores tenham mais acesso a programas de capacitação, feiras internacionais e investidores, ampliando o alcance da produção mato-grossense no mundo”, afirmou Viana.

O ato contou ainda com a participação do superintendente do Sistema Famato, Cleiton Gauer. Pela ApexBrasil, estiveram presentes a diretora de negócios, Ana Repezza, o coordenador de Relações Institucionais e Governamentais, Lucas Brandão, a gerente de Relações Institucionais e Governamentais, Carla Duarte, o gerente executivo da presidência, Raphael Cittadino, a coordenadora do Agronegócio, Luciana Pecegueiro, e o coordenador regional, Fellipe Paulino. Do Ministério da Agricultura e Pecuária participaram o chefe de gabinete, Wilson Taques, e o secretário-adjunto de Comércio e Relações Institucionais, Marcel Moreira.

Para o presidente da Famato, mais do que abrir mercados, a chegada da ApexBrasil simboliza um passo decisivo para que o maior beneficiado, o produtor rural, possa transformar potencial em resultado, consolidando Mato Grosso como motor do desenvolvimento brasileiro e referência no fornecimento de alimentos ao mundo.

Fonte: Famato

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Comércio Exterior

Protagonismo feminino no comércio exterior: programa da ApexBrasil vence prêmio internacional na África do Sul

Iniciativa “Mulheres e Negócios Internacionais” (MNI) é reconhecida como a melhor do mundo em inclusão e sustentabilidade de negócios pelo WTPO Awards 2024

O programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), conquistou mais um reconhecimento global ao vencer o WTPO Awards 2024 – na categoria “Melhor iniciativa que garante a inclusão e sustentabilidade de um negócio”. A premiação, promovida pelo International Trade Centre (ITC), foi entregue nesta terça-feira (22) em Joanesburgo, África do Sul, durante a primeira Reunião Ministerial Global de Pequenas e Médias Empresas.

A premiação destaca o impacto transformador do programa no fortalecimento da presença feminina no comércio exterior, tornando o Brasil referência em iniciativas de inclusão de gênero e empoderamento feminino no mercado internacional.

Mulheres liderando negócios globais

Idealizado por Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, o MNI foi criado em 2023 com o propósito de inserir mais mulheres no ecossistema de exportações e promover a equidade de gênero no comércio exterior. “A aspiração de trazer mais mulheres para os negócios internacionais está se concretizando em ações efetivas, impactando centenas de empresárias e ecoando no trabalho de diferentes entidades e parceiros governamentais”, afirmou Repezza.

Com ações estruturadas e parcerias estratégicas, o MNI já transformou a trajetória de mais de 1.400 empresas lideradas por mulheres, com 63% dessas empresas sendo de micro e pequeno porte, segmento prioritário para o desenvolvimento inclusivo do Brasil.

Reconhecimento global e impacto local

Esse é o terceiro prêmio internacional que a iniciativa recebe. Em 2024, o programa também foi laureado com o Prêmio de Boas Práticas do Movimento Elas Lideram 2030, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. Além disso, o programa “Elas Exportam”, do MDIC – vinculado ao MNI – ganhou o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, da OMC, na Suíça.

Segundo Repezza, combate à desigualdade de gênero exige ações permanentes: “Incluir mulheres nos fluxos de comércio exterior gera riqueza, renda e impactos intergeracionais. Cada reconhecimento reforça nosso compromisso com uma economia mais inclusiva.”

MNI: inclusão de gênero como estratégia institucional

Desde sua criação, o MNI tornou-se ação transversal na ApexBrasil, influenciando todos os projetos da Agência com a aplicação de uma lente de gênero. O objetivo é ampliar as oportunidades para empreendedoras brasileiras nos mercados internacionais, com apoio estruturado em capacitação, inteligência de mercado e inserção em feiras e rodadas de negócio.

MPEs ganham protagonismo na exportação brasileira

O apoio às micro e pequenas empresas (MPEs) tem sido uma das prioridades da ApexBrasil. Em 2024, a Agência apoiou 20.596 empresas, sendo 54,2% de micro e pequeno porte – um aumento de mais de 50% em relação a 2023. O Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) capacitou 5.071 empresas este ano, 70% delas MPEs.

Dados da Secex/MDIC mostram que o número de pequenas empresas exportadoras cresceu 112,45% nos últimos 10 anos.Em 2024, foram 5.952 microempresas e MEIs e 5.480 pequenas empresas exportando ativamente.

No entanto, o desafio permanece: as MPEs respondem por menos de 1% do valor total exportado pelo Brasil (US$ 2,6 bilhões dos US$ 337 bilhões). Por isso, ações como o MNI são fundamentais para quebrar barreiras de entradaconectar empresárias a compradores internacionais e incentivar a internacionalização de negócios liderados por mulheres.

Próximos passos: interseccionalidade e redes globais

De acordo com Maira Cauchioli, especialista líder do programa MNI, o foco agora é expandir as ações para além da questão de gênero: “Vamos atuar na interseccionalidade com raça/etnia e fortalecer redes de relacionamento internacionais. Também vamos mapear mulheres atuantes no comércio exterior e conectá-las a compradores e investidores inclusivos.”

A ApexBrasil acredita que o comércio exterior pode ser uma ferramenta poderosa de transformação social, e que mulheres protagonistas nos negócios internacionais representam uma força crescente na economia brasileira.

Texto: REDAÇÃO / FONTE: APEX BRASIL

Imagem: DIVULGAÇÃO

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Economia, Industria, Informação, Investimento, Sustentabilidade

ApexBrasil lança programa para descentralizar investimentos estrangeiros no Brasil

Iniciativa busca atrair recursos para regiões menos contempladas e impulsionar a economia verde

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), vai lançar na próxima sexta-feira (4/4) o programa “Investe Mais Estados”. A iniciativa tem como principal objetivo diversificar os destinos dos investimentos estrangeiros no Brasil e impulsionar soluções sustentáveis em todas as regiões do país.

Atualmente, a maior parte dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, que respondem por aproximadamente 80% das receitas brutas geradas por empresas internacionais no país. Enquanto isso, Norte e Nordeste representam apenas cerca de 10% desses recursos. Com o “Investe Mais Estados”, a ApexBrasil pretende reverter essa concentração, promovendo visitas de investidores a diferentes regiões, mapeando oportunidades e orientando estados na estruturação de projetos para captar financiadores internacionais.

O evento de lançamento acontece no B Hotel, em Brasília, e vai contar com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, da chefe da Representação do BID no Brasil, Annette Killmer, além de autoridades federais.

Jorge Viana destaca a importância estratégica do programa para estimular um desenvolvimento mais equitativo e sustentável no Brasil. “O lançamento é um marco para diversificar os destinos de investimentos estrangeiros no Brasil. Nossa gestão tem um olhar muito especial para o Norte e Nordeste em relação às exportações, e iremos fazer o mesmo com a atração de investidores. Além disso, queremos atrair recursos internacionais para combater as mudanças climáticas, que são uma emergência global”, comentou.

O governo federal estima que o Plano de Transformação Ecológica (PTE) do Brasil precisa de US$ 130 bilhões anuais em investimentos para avançar em pesquisa e desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, a diversificação dos investimentos é essencial para garantir que todas as regiões possam se beneficiar dos recursos internacionais e contribuir para a descarbonização da economia.

A chefe da Representação do BID no Brasil, Annette Killmer, reforça o compromisso da instituição com o programa. “A diversidade oferecida pelos estados brasileiros é um ativo extremamente valioso. Queremos ajudar governos e empresas a transformá-lo em oportunidades, além de incentivar investidores a identificarem esse potencial, sobretudo em regiões que não têm sido destino prioritário de investimentos”, frisou. Segundo ela, a iniciativa contribuirá para democratizar os investimentos e fortalecer setores estratégicos para o desenvolvimento sustentável do país.

FONTE: Correio Braziliense
ApexBrasil lança programa para descentralizar investimentos estrangeiros no Brasil

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Brasil fortalece presença no mercado tailandês durante a VIV Asia 2025

Mapa articula reuniões e busca ampliar exportações de proteína animal, etanol de milho e insumos para saúde animal

Entre os dias 11 e 14 de março, o Brasil participou da VIV Asia 2025, uma das principais feiras do setor de proteína animal na Ásia, realizada em Bangkok, na Tailândia. A missão contou com a presença da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina (ABIQUIFI) e de empresas brasileiras, com apoio institucional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da ApexBrasil.

Durante a programação, foram realizadas reuniões com entidades e empresas locais, com o objetivo de apresentar os produtos brasileiros e ampliar o acesso ao mercado tailandês. A agenda foi articulada pela adida agrícola do Brasil na Tailândia, Ana Carolina Lamy, cuja atuação envolve o acompanhamento das relações comerciais entre os dois países no setor agropecuário e o suporte técnico às iniciativas de exportação.

Entre os compromissos da semana, destacou-se a visita à Associação Tailandesa das Indústrias de Ração Animal (TFMA), onde representantes da ABRA e da UNEM apresentaram informações sobre a produção brasileira e seus processos. Também houve reunião com a vice-presidente da Associação de Pet Food da Tailândia, na qual foram discutidas as exigências técnicas e regulatórias para a entrada de novos produtos.

No setor privado, a UNEM se reuniu com executivos do CP Group, um dos maiores conglomerados empresariais da Tailândia, para apresentar o DDG/DDGS brasileiro, derivados do etanol de milho utilizados na alimentação animal. A ABRA também manteve conversas com o setor de ingredientes de origem animal não comestível, tratando da habilitação de novas plantas exportadoras brasileiras.

Atualmente, seis plantas brasileiras estão autorizadas a exportar farinhas para o mercado tailandês. O Mapa trabalha para ampliar esse número por meio de uma missão de auditoria prevista para ocorrer no Brasil, com a intenção de habilitar novas unidades e aumentar a oferta de produtos ao país asiático.

A participação brasileira incluiu estandes da ABRA, ABIQUIFI e UNEM, com apoio da ApexBrasil, e contou com representantes de empresas que atuam nos segmentos de proteína, nutrição e saúde animal. Segundo os organizadores, as reuniões permitiram o avanço nas negociações bilaterais e contribuíram para a promoção dos produtos brasileiros na Tailândia e em outros mercados do sudeste asiático.

FONTE: MAPA.gov
Brasil fortalece presença no mercado tailandês durante a VIV Asia 2025 — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Jorge Viana faz história na Apex com a aprovação do novo plano de cargos e salários

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, anunciou nesta quinta-feira (20), a aprovação do Plano de Desenvolvimento Profissional (cargos e salários) para os funcionários e colaboradores da instituição.

O instrumento, que não era atualizado há uma década, foi apresentado ao lado dos diretores de Gestão Corporativa, Floriano Pesaro, e de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, durante reunião do Conselho Deliberativo, presidido pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.

A ApexBrasil tem papel central na promoção das exportações e atração de investimentos estrangeiros para o Brasil, teve avanços significativos sob a gestão de Viana. Durante os dois primeiros anos do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Agência contribuiu para um saldo comercial de US$ 160 bilhões.

Valorizando os profissionais da Apex

O novo Plano de Desenvolvimento Profissional da ApexBrasil traz melhorias estruturais, incluindo a reformulação das tabelas salariais e a criação de novos incentivos para os colaboradores. Segundo Jorge Viana, a medida garante não apenas a satisfação e valorização dos trabalhadores, mas também melhora a qualidade dos serviços prestados pela instituição.

A primeira iniciativa de Viana na Apex foi a melhoria salarial dos funcionários terceirizados. Em seguida, ele implementou ajustes nos vencimentos dos colaboradores alocados nos 12 escritórios da ApexBrasil no exterior. Agora, com a aprovação do novo plano, os trabalhadores da sede também serão beneficiados.

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O plano foi recebido com entusiasmo pelos colaboradores e aprovado, por unanimidade, pelo Conselho de Administração da Apex, presidido pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A medida será implementada em breve.

Nova sede e participação internacional

Além da reestruturação salarial, Jorge Viana está conduzindo a obra de construção da nova sede da ApexBrasil, prevista para ser inaugurada neste semestre. Outra iniciativa relevante sob sua liderança é a participação brasileira na Expo Universal de Osaka, no Japão. No próximo dia 13 de abril, será inaugurado o Pavilhão do Brasil, construído sob a coordenação da ApexBrasil, reforçando a presença do país no cenário global.

Gestão marcada por transformações

Jorge Viana destacou que sua gestão à frente da ApexBrasil segue a mesma linha de suas atuações anteriores na Prefeitura de Rio Branco, no governo do Acre e no Senado Federal: valorizar os profissionais, promover mudanças estruturais e trazer resultados concretos.

“Hoje foi um dia histórico meu trabalho na ApexBrasil, junto com a diretora Ana Repezza, o diretor Floriano Pesaro e a chefe do RH, Celene Boaventura, apresentamos aos colegas o Plano de Desenvolvimento Profissional, que traz a maior mudança em suas vidas profissionais — estou falando de cargos e salários. Há 10 anos, não havia mudanças, e este plano de valorização dos profissionais vai mudar suas vidas e certamente ajudará a fortalecer essa organização tão importante e que trabalha com competência e eficiência”, afirmou Viana.

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O presidente da ApexBrasil também ressaltou que a agência segue contribuindo para a economia nacional. “Em dois anos à frente da Apex, já entregaremos uma nova sede, entregamos hoje um plano de carreira e estamos fazendo história com o governo do presidente Lula. O mais importante: foram US$ 160 bilhões de saldo na balança comercial nesses dois primeiros anos, e essa história de sucesso está só começando”, completou.

Com a implementação do novo plano, a ApexBrasil reforça seu papel estratégico no desenvolvimento econômico do Brasil, valorizando seus profissionais e garantindo condições mais justas e competitivas para a promoção do comércio exterior e atração de investimentos ao país.

FONTE: AC24horas
Jorge Viana faz história na Apex com a aprovação do novo plano de cargos e salários | ac24horas | Notícias do Acre

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