Agronegócio, Economia, Tributação

Aumento de tarifas impulsiona a receita do agronegócio brasileiro

Tensões comerciais entre os EUA e a China elevam os lucros do primeiro trimestre para empresas locais

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou formalmente amplos aumentos tarifários no início de abril, a guerra comercial já vinha se delineando durante o primeiro trimestre do ano. Como resultado, seu impacto já era visível nos resultados financeiros das empresas brasileiras do agronegócio no período.

Segundo analistas ouvidos pelo Valor, o efeito imediato foi uma disparada do dólar, o que, por sua vez, impulsionou as receitas com exportações. A taxa de câmbio média foi de R$ 5,70, um aumento de 13,77% em relação à média de R$ 5,01 registrada no primeiro trimestre de 2024, segundo dados do Valor Data.

Coincidindo com o pico da colheita de grãos no Brasil, o conflito comercial também elevou os prêmios de exportação da soja e levou a China a antecipar parte de suas compras. O impacto poderia ter sido ainda maior, mas uma parte da safra já havia sido comercializada antecipadamente.

Crescimento da receita

Dados compilados pelo Valor Data mostram que 17 das 20 empresas de capital aberto do agronegócio que divulgaram seus resultados do primeiro trimestre de 2025 registraram aumento na receita líquida em comparação ao ano anterior. Apenas Heringer, Kepler Weber e Josapar tiveram queda.

“Acredito que [a guerra comercial] seja o principal motivo de estarmos vendo receitas tão fortes, mesmo com a queda nos lucros em alguns casos”, afirmou Gabriel Hartt, analista de agronegócio da Terra Investimentos.

Hartt observou que a variação cambial beneficiou principalmente as empresas do setor de proteína animal. De acordo com o Valor Data, todas as frigoríficas registraram crescimento de receita no primeiro trimestre, com a Minerva liderando o setor com um aumento de 55,8% na comparação anual entre janeiro e março.

A Minerva chegou a antecipar o envio de carne bovina aos EUA dentro da cota com isenção tarifária ainda em janeiro, antecipando-se ao aumento de tarifas anunciado pouco depois pelo governo Trump.

“A alíquota subiu para cerca de 36% com as mudanças do Trump, então enviar o máximo possível dentro da cota fez muita diferença — e foi exatamente isso que fizemos”, afirmou Edison Ticle, CFO e diretor de relações com investidores da Minerva, em maio, durante a divulgação dos resultados trimestrais da companhia.

No início de abril, o presidente Trump impôs tarifas amplas a vários países, incluindo um imposto de importação de 10% sobre produtos do Brasil. Com isso, a carne bovina brasileira vendida fora da cota — que já era tributada em 26,5% — passou a pagar uma alíquota de 36,5%.

Vantagem para exportadores

No segmento de grãos, o analista do Citi, Gabriel Barra, destacou produtores e exportadores como a SLC como destaques nos resultados trimestrais.

“Eles se beneficiaram da recuperação da produtividade da soja graças ao clima mais favorável, o que levou à redução dos custos unitários e maior volume de produção. Combinado com preços relativamente estáveis e uma taxa de câmbio mais forte, isso resultou em resultados melhores em relação ao ano anterior”, disse Barra.

Segundo ele, “já estamos vendo alguns efeitos [da guerra comercial], como prêmios mais altos para a soja nos portos brasileiros, o que sustenta as margens dos produtores”.

Barra espera que exportadores de grãos e produtores de açúcar e etanol continuem se beneficiando do dólar forte e das boas condições climáticas nos próximos meses.

“No entanto, prevemos uma queda nos preços internacionais de commodities agrícolas como açúcar, soja e milho, o que pode neutralizar os ganhos vindos da valorização cambial. Dito isso, muitos exportadores já travaram preços para uma parte significativa das vendas de 2025″, acrescentou.

Lucros e margens

Apesar do dólar favorável para os exportadores, a mesma valorização da moeda americana elevou os custos para fornecedores de insumos, observou Hartt. Isso ajuda a explicar por que nem todas as empresas registraram aumento nos lucros no primeiro trimestre.

No que diz respeito às margens e ao lucro líquido, o desempenho foi variado no setor. Das 20 empresas analisadas pelo Valor Data, dez tiveram resultado líquido positivo — com as frigoríficas novamente na liderança.

“O desempenho da Marfrig no Brasil se destacou, e o segmento de aves também apresentou bons resultados, especialmente Seara e BRF”, disse Guilherme Palhares, analista do Santander.

Fonte: Valor International






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Agronegócio, Exportação, Exportadores agrícolas

Abertura de dez novos mercados para a exportação agropecuária brasileira

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023

O governo brasileiro concluiu, nesta semana, dez negociações na área agrícola com seis parceiros comerciais: Bahamas, Cameroun, Coreia do Sul, Costa Rica, Japão e Peru. As novas autorizações contemplam uma variedade de produtos, como carne bovina, carne suína, carne de aves e seus derivados, material genético bovino, material genético avícola, óleo de peixe e produtos do etanol de milho.

Nas Bahamas, as autoridades locais aprovaram o certificado sanitário para que o Brasil exporte carne bovina, carne suína, carne de aves e seus produtos. Essa abertura reflete o elevado grau de confiança no sistema de controle sanitário brasileiro e poderá contribuir para a segurança alimentar da população bahamense.

No Cameroun, as autoridades locais aprovaram a exportação de bovinos vivos para reprodução e material genético bovino pelo Brasil, o que permitirá o fortalecimento da pecuária local, além de oferecer aos produtores brasileiros oportunidades futuras para ampliação de negócios na África.

Na Coreia do Sul, as autoridades locais autorizaram a exportação de material genético avícola (ovos férteis e pintos de um dia), reforçando a liderança do Brasil nessa área e o reconhecimento internacional sobre a qualidade, a sanidade e a rastreabilidade do plantel brasileiro.

Na Costa Rica, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de “grãos secos de destilaria” (DDG e DDGS, na sigla em inglês). Trata-se de um subproduto do etanol de milho que constitui fonte valiosa de proteína para alimentação animal e que, pelas características produtivas, reflete as credenciais de sustentabilidade da produção bioenergética brasileira.

No Japão, as autoridades sanitárias autorizaram a exportação de óleo de peixe produzido no Brasil, o que corrobora o elevado nível de confiança depositado por aquele país nos padrões sanitários brasileiros.

No Peru, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de filé de tilápia refrigerada ou congelada do Brasil. Essa abertura poderá ampliar as oportunidades de negócio para a piscicultura nacional, uma vez que o país andino é grande importador de pescados.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Notícias Agrícolas


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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação

Abertura de dez novos mercados para a exportação agropecuária brasileira

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023

O governo brasileiro concluiu, nesta semana, dez negociações na área agrícola com seis parceiros comerciais: Bahamas, Cameroun, Coreia do Sul, Costa Rica, Japão e Peru. As novas autorizações contemplam uma variedade de produtos, como carne bovina, carne suína, carne de aves e seus derivados, material genético bovino, material genético avícola, óleo de peixe e produtos do etanol de milho.

Nas Bahamas, as autoridades locais aprovaram o certificado sanitário para que o Brasil exporte carne bovina, carne suína, carne de aves e seus produtos. Essa abertura reflete o elevado grau de confiança no sistema de controle sanitário brasileiro e poderá contribuir para a segurança alimentar da população bahamense.

No Cameroun, as autoridades locais aprovaram a exportação de bovinos vivos para reprodução e material genético bovino pelo Brasil, o que permitirá o fortalecimento da pecuária local, além de oferecer aos produtores brasileiros oportunidades futuras para ampliação de negócios na África.

Na Coreia do Sul, as autoridades locais autorizaram a exportação de material genético avícola (ovos férteis e pintos de um dia), reforçando a liderança do Brasil nessa área e o reconhecimento internacional sobre a qualidade, a sanidade e a rastreabilidade do plantel brasileiro.

Na Costa Rica, as autoridades locais autorizaram as exportações brasileiras de “grãos secos de destilaria” (DDG e DDGS, na sigla em inglês). Trata-se de um subproduto do etanol de milho que constitui fonte valiosa de proteína para alimentação animal e que, pelas características produtivas, reflete as credenciais de sustentabilidade da produção bioenergética brasileira.

No Japão, as autoridades sanitárias autorizaram a exportação de óleo de peixe produzido no Brasil, o que corrobora o elevado nível de confiança depositado por aquele país nos padrões sanitários brasileiros.

No Peru, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de filé de tilápia refrigerada ou congelada do Brasil. Essa abertura poderá ampliar as oportunidades de negócio para a piscicultura nacional, uma vez que o país andino é grande importador de pescados.

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro atinge 381 desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Governo Federal – Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio, Comércio, Mercado Internacional

Brasil busca novos mercados para expandir exportações de carne bovina; especialista analisa impacto das tarifas dos EUA

O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, projeta alcançar até 3,7 milhões de toneladas exportadas em 2025. No ano passado, o país registrou o melhor desempenho da história, com 2,8 milhões de toneladas e receita superior a US$ 12,8 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Impacto das tarifas dos EUA deve ser limitado, diz especialista

Apesar da imposição de uma tarifa de 10% pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o especialista em comércio exterior Rogério Marin, CEO da Tek Trade, avalia que essa medida não deverá afetar significativamente as exportações brasileiras de carne bovina. “Os EUA mantêm forte demanda interna e importam principalmente para atender nichos específicos, como carne magra para hambúrgueres. Mesmo com os custos adicionais, a demanda alta e a competitividade do Brasil devem sustentar o crescimento das exportações”, afirma Marin.

Exportações brasileiras seguem em alta em 2025

Até abril de 2025, as empresas brasileiras já exportaram 423.833 toneladas de carne bovina, gerando receita superior a US$ 2 bilhões. O Brasil exporta atualmente para mais de 150 países, com a China sendo o principal destino, seguida por Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Chile e Hong Kong, que juntos representam grande parte da receita do setor, estimada em mais de US$ 8 bilhões.

Projeções otimistas para o setor em 2025

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deve exportar cerca de 3,6 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, número próximo à estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta até 3,7 milhões de toneladas. Fatores como a desvalorização do real, a queda na oferta de concorrentes como Austrália e Nova Zelândia e avanços em acordos comerciais sustentam o otimismo do setor.

Novos mercados estratégicos: Japão e Vietnã

Buscando diversificar seus mercados, o Brasil mira o Japão e o Vietnã como destinos estratégicos. O Japão, reconhecido por rígidas exigências sanitárias, representa um mercado de alto valor agregado, focado em produtos premium. Já o Vietnã, com uma classe média em crescimento, desponta como um mercado promissor para cortes de qualidade superior.

Rogério Marin destaca que “os acordos com Japão e Vietnã ajudam a reduzir a dependência da China, maior importadora brasileira, e trazem maior estabilidade às exportações ao mitigar riscos ligados a flutuações em um único mercado.” Porém, a entrada nesses países exige melhorias em rastreabilidade, certificações e qualidade dos produtos.

Confira abaixo os principais destinos da carne bovina brasileira. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Top 10 destinos das exportações brasileiras de carne bovina | Jan – Mar 2025 | TEUs

Sustentabilidade e crescimento contínuo

Com foco em inovação e expansão, o Brasil busca manter sua posição de liderança global no comércio de carne bovina, aproveitando oportunidades internacionais e superando desafios como barreiras tarifárias e exigências sanitárias para garantir crescimento sustentável no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio, Saúde

Como é a estrutura de SC para evitar casos de gripe aviária em granjas comerciais 

Estado tem um caso suspeito de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial

Considerada referência na produção e exportação de frangos, Santa Catarina também é destaque na biosseguridade, ou seja, na adoção de medidas e procedimentos que visam prevenir, controlar e limitar a exposição de animais a agentes causadores de doenças, como a gripe aviária. É o que disse Celles Regina de Matos, presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em entrevista à NSC TV nesta terça-feira (20).

— Santa Catarina realmente alcançou um nível de excelência em biosseguridade. Isso é muito apoiado pelo trabalho em conjunto que temos. O governo do Estado, junto com as associações, as cooperativas, os sindicatos, produtores rurais, a gente faz todo um trabalho conjunto. A biosseguridade nesse momento, junto com as notificações, são as palavras-chave para que a gente mantenha o controle — diz. 

A fala da presidente da Cidasc faz referência a um caso suspeito de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial de Ipumirim, no Oeste de Santa Catarina. A situação é investigada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o resultado do laudo deve sair ainda nesta terça-feira (20). 

Após a suspeita de gripe aviária, os médicos veterinários da Cidasc foram até a cidade do Oeste catarinense para fazer avaliação clínica. 

— Eles entenderam que era o caso de fazer a coleta dos órgãos. Foram feitas as coletas, enviadas ao laboratório oficial do Ministério da Agricultura. Estamos aguardando o laudo oficial com o resultado. Não temos resultado ainda daquela investigação e assim que tivermos informaremos — declara. 

A suspeita em Santa Catarina surgiu após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial de Montenegro, no Rio Grande do Sul, na última quinta-feira (15). Esta é a primeira vez que o Brasil confirma um caso do tipo.  

SC proíbe entrada de aves e ovos do RS

Em uma nota técnica publicada no sábado (17) pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) de Santa Catarina, em conjunto com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o Estado proibiu a entrada de aves e ovos de 12 municípios do Rio Grande do Sul. 

O veto se aplica às cidades gaúchas de Cachoeirinha, Canoas, Capela Santana, Esteio, Gravataí, Montenegro, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Portão, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Triunfo. 

De acordo com Celles, os produtos dos municípios poderão voltar a circular em Santa Catarina quando a biosseguridade for confirmada. A presidente também declara que o Estado está alinhado com o Ministério da Agricultura:

 — Todas as propriedades no raio de 10 quilômetros do entorno desses focos estão sendo visitados, analisando clinicamente os animais, para ver se não há mais casos. É feita a orientação também de biosseguridade, não havendo mais nada, a gente aqui, como Estado, pode ir flexibilizando. Perceba a responsabilidade de Santa Catarina, pelo nosso próprio movimento econômico nessa área e por ser a passagem para o resto do país. 

Casos de gripe aviária no Brasil

O país investigou 2.883 casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves desde que o vírus chegou ao Brasil, em 15 de maio de 2023. Ao todo, foram confirmados 166 casos de gripe aviária, equivalente a cerca de 5% das suspeitas.

Entre os casos confirmados, somente um foco da doença foi registrado em granja comercial, três atingiram aves de subsistência (criação doméstica) e 164 em aves silvestres. O ministério reforça que não existe risco no consumo da carne ou de ovos.

Suspeitas de gripe aviária em análise no Brasil

  • Salitre (Ceará) – região de produção familiar para subsistência;
  • Ipumirim (SC) – granja comercial;
  • Aguiarnópolis (TO) – granja comercial.

Fonte: NSC

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Agronegócio, Internacional

China não é dependente do agronegócio brasileiro, diz especialista

Larissa Wachholz, coordenadora do núcleo de Ásia do Cebri, destaca que o país asiático é grande produtor de culturas estratégicas como arroz e trigo

A China, frequentemente vista como um comprador totalmente dependente do agronegócio brasileiro, na realidade possui uma relação mais complexa com as importações agrícolas do Brasil.

Para a coordenadora do núcleo de Ásia do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Larissa Wachholz, sócia da Vallya Participações — assessoria financeira com atuação no mercado chinês —, embora o Brasil seja o maior fornecedor de soja para a China e responsável por aproximadamente 25% de todas as importações agrícolas chinesas, o gigante asiático mantém uma significativa produção própria de alimentos essenciais.

Autossuficiência em culturas estratégicas

A especialista ressalta que a China é capaz de se manter em termos de necessidades básicas da sua população, especialmente em cenários extremos. “A China consegue mais ou menos se manter ali em termos de necessidades básicas da sua população”, afirma Wachholz.

Ela destaca que o país asiático é particularmente forte na produção de culturas consideradas estratégicas, como arroz, trigo e milho. Essa capacidade de produção interna garante à China uma certa independência em relação a importações de alimentos básicos.

Diversificação e valor agregado

As importações chinesas de produtos agrícolas brasileiros, portanto, focam-se mais na diversificação da dieta e em alimentos de maior valor agregado. Wachholz menciona que a China importa “diversificação de alimentos, são alimentos de maior valor agregado, carnes inclusive”.

A especialista observa que, embora o consumo de proteína animal seja desejável para o bem-estar da população, não é considerado essencial do ponto de vista estratégico chinês. Isso sugere que, em situações de crise, a China poderia priorizar sua produção interna de grãos básicos.

Fonte: CNN Brasil

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Agronegócio, Comércio

Cidasc investiga suspeita de gripe aviária em granja no Oeste de SC

Até o momento, os casos só foram confirmados nas cidades gaúchas de Montenegro e Sapucaia do Sul

A gripe aviária que o Ministério da Agricultura identificou no Rio Grande do Sul na semana passada pode ter contaminado criações também em Santa Catarina. O Governo do Estado confirmou na manhã desta segunda-feira (19) o surgimento de um caso suspeito que já está sob investigação na cidade de Ipumirim, no Oeste de Santa Catarina.

Até o momento, os casos só foram confirmados nas cidades gaúchas de Montenegro e Sapucaia do Sul, respectivamente numa granja comercial e num zoológico. Além de Ipumirim, outros cinco casos estão sendo investigados em Triunfo (RS), Aguiarnópolis (TO), Gracho Cardoso (SE), Salitre (CE) e Nova Brasilândia (MT).

Santa Catarina também proibiu a entrada de aves vivas e ovos férteis provenientes de 12 municípios do Rio Grande do Sul após a confirmação de um foco de gripe aviária no estado vizinho. A medida foi confirmada em uma nota técnica divulgada pelo governo catarinense no domingo (18).

Comunicado sobre a gripe aviária

A proibição cita a necessidade de adoção de medidas imediatas de contenção, mitigação e prevenção à disseminação da doença.

Em um comunicado nesta segunda-feira (19), a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, afirmou que o órgão foi até o local da suspeita no sábado (17), fez exames e encaminhou as amostras ao governo do estado.

A entidade afirmou ainda que aguarda o resultado, previsto para terça-feira (20).

“No momento em que falamos de gripe aviária, houve esse chamado no município de Ipumirim, a Cidasc foi lá, avaliou os sintomas das aves e cumpriu o protocolo que é coletar as amostras e enviar para o laboratório do Ministério da Agricultura. Estamos ainda aguardando os laudos”, disse.

Medidas previstas

O Mapa alerta que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves nem de ovos. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo”, diz comunicado da pasta.

O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas).

As autoridades sanitárias sustentam que já começaram a adotar as medidas previstas no plano nacional de contingência. O objetivo é conter a doença, garantir a segurança alimentar e evitar qualquer impacto na produção.

Fonte: Guararema News

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Agricultura, Comércio

Ministério da Agricultura confirma primeiro caso de gripe aviária em granja comercial no Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta quinta-feira, 15, a presença do vírus da gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma unidade de matrizes de aves comerciais. A pasta divulgou nota oficial nesta sexta-feira, 16.

O caso foi identificado no município de Montenegro, no Estado do Rio Grande do Sul. Esse é o primeiro registro da doença em um plantel da avicultura comercial brasileira.

Desde 2006, o vírus circula em regiões como Ásia, África e norte da Europa. No Brasil, até então, o patógeno não havia atingido o sistema de produção comercial. A confirmação acende um alerta, mas não altera a segurança dos alimentos de origem avícola.

A transmissão da gripe aviária
Segundo o Mapa, a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos. Produtos que passam por inspeção seguem seguros para a população. Não há necessidade de restrição ao consumo, garante o ministério. Casos de infecção em humanos continuam raros e, em geral, ocorrem entre pessoas que mantêm contato direto com aves doentes, como tratadores e profissionais da área.

Diante da confirmação, o governo colocou em prática o Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária. As ações buscam eliminar o foco da doença e preservar a capacidade produtiva da avicultura. Com isso, o país mantém o abastecimento interno e protege a segurança alimentar da população.

O Mapa também enviou comunicado oficial aos integrantes das cadeias produtivas, à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), aos ministérios da Saúde e do Meio Ambiente, além dos principais parceiros comerciais do Brasil.

Estrutura para enfrentar surtos da doença
Desde o início dos anos 2000, o Serviço Veterinário brasileiro passou a investir no preparo técnico e na estrutura necessária para enfrentar surtos como o da gripe aviária, afirmou o Ministério da Agricultura.

“Ao longo desses anos, para prevenir a entrada dessa doença no sistema de avicultura comercial brasileiro, várias ações vêm sendo adotadas”, afirmou. O Mapa cita o monitoramento de aves silvestres, a vigilância epidemiológica na avicultura comercial e de subsistência, o treinamento constante de técnicos dos serviços veterinários oficiais e privados, ações de educação sanitária e a implementação de atividades de vigilância nos pontos de entrada de animais e seus produtos no Brasil.

Fonte: Revista Oeste

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Agronegócio, Comércio Exterior, Internacional

China busca produtos agrícolas da Argentina para substituir importados dos EUA

A China assinou uma carta de intenção com exportadores na Argentina para comprar cerca de US$ 900 milhões (R$ 5,1 bilhões) em soja, milho e óleo vegetal. É a mais recente indicação de que o país asiático está evitando adquirir esses produtos dos Estados Unidos durante a guerra comercial promovida pelo presidente Donald Trump.

Autoridades chinesas estiveram em Buenos Aires na quarta-feira para assinar o acordo não vinculativo, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela agência Bloomberg, que não puderam ser identificadas por discutirem conversas privadas. O jornal argentino Clarín foi o primeiro a noticiar o acordo.

A China já é o maior comprador de soja não processada da Argentina, assim como do grão brasileiro. Além disso, Pequim, que já era cliente do óleo de soja argentino, abriu seu mercado parra o milho do país sul-americano no ano passado.

Embora não seja o primeiro acordo desse tipo, um compromisso tão grande e antecipado da China por produtos agrícolas argentinos é incomum. E sua concretização em meio à escalada da guerra comercial é um sinal de que a China está disposta a manter as tarifas sobre importações dos EUA — em retaliação aos tributos impostos por Trump aos produtos chineses exportados para o mercado americano — e, em vez disso, buscar produtos agrícolas na América do Sul.

A trading chinesa Cofco International afirmou hoje, em um comunicado de sua assessoria de imprensa em Buenos Aires, que chegou a um entendimento com a Sinograin, empresa estatal responsável pela gestão das reservas estratégicas de alimentos da China, para “ampliar o fornecimento de commodities agrícolas da Argentina para a China e explorar uma cooperação de longo prazo.”

Paralelamente, o Fufeng Group Ltd. da China está interessado em construir uma planta de processamento de milho, informou a Sociedade Rural Argentina em um post no X (antigo Twitter) no mês passado.

Fonte: O Globo

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Agronegócio, Importação, Internacional

China retoma importação de soja de cinco empresas brasileiras; saiba quais

Empresas de soja estavam proibidas de exportar há três meses por conta de adversidades sanitárias

Após três meses de embargo, a China retomou as importações de soja de cinco unidades de empresas brasileiras, que haviam sido suspensas em janeiro deste ano devido a questões sanitárias. O embargo foi imposto após a detecção de resíduos de pesticidas em grãos de soja, algo comum em sementes, mas inaceitável no produto destinado ao consumo humano e animal. A suspeita foi de que, por erro, cargas de soja e sementes tenham sido misturadas. O aval de liberação vale desde o fim de abril.

O governo chinês também identificou a presença de pragas quarentenárias nas cargas de soja. Embora isso tenha gerado uma suspensão temporária, o Brasil tratou o incidente como um procedimento técnico e rotineiro, sem qualquer conotação política ou comercial entre os dois países. Apesar de o impacto econômico da suspensão ser relativamente controlado devido à diversidade de exportadores brasileiro, as empresas afetadas, que são a ADM do Brasil, Cargill S.A., Terra Roxa Comércio de Cereais, Olam Brasil e C.Vale Cooperativa Agroindustrial, ficaram impossibilitadas de exportar durante os três meses de embargo, afetando sua capacidade de atender ao mercado chinês, um dos maiores importadores globais de soja.

A retomada das exportações ocorre em um momento estratégico, coincidindo com a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, onde ele será acompanhado por uma comitiva de empresários do agronegócio brasileiro, com o objetivo de fortalecer ainda mais os laços comerciais entre os dois países. Além da soja, o Brasil também busca expandir as exportações de outros produtos agropecuários para o vasto mercado chinês, incluindo carne bovina, suína e café.

Em paralelo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destaca a importância de atrair investimentos chineses para a infraestrutura logística do país, com foco na ampliação de estruturas de armazenagem, nos investimentos em transporte multimodal e na modernização de portos, todos essenciais para otimizar o escoamento da produção agrícola e fortalecer o setor como um todo.

Fonte: Canal Rural

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