Informação, Inovação, Negócios, Notícias, Sustentabilidade, Tecnologia

BÚZIOS 7/FPSO Almirante Tamandaré inicia produção no pré-sal

A Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras informa que o FPSO Almirante Tamandaré (Búzios 7) entrou em produção hoje no Campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Ao todo, serão 15 poços, 7 produtores de óleo, 6 injetores de água e gás, 1 conversível (produtor e injetor) e 1 injetor de gás, interligados à plataforma por meio de uma infraestrutura submarina.

De acordo com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, Búzios 7 é a primeira unidade de alta capacidade a ser instalada no campo. “Tem potencial para produzir diariamente até 225 mil barris de óleo (bpd) e processar 12 milhões de metros cúbicos de gás. O FPSO Almirante Tamandaré é parte do sexto sistema de produção de Búzios e contribuirá para que o campo alcance a produção de 1 milhão de barris de óleo por dia, previsto para o segundo semestre de 2025”, afirmou a presidente.

“A capacidade média das plataformas no mundo fica em torno dos 150 mil barris diários de óleo e compressão de 10 milhões de m3 de gás. Com o Almirante Tamandaré, estamos alcançando um outro patamar de produtividade, que só é possível em campos como o de Búzios. Além da alta capacidade, agregamos configurações que possibilitam mais eficiência e tecnologias de descarbonização”, declarou Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras.

Em breve, espera-se que o campo de Búzios se torne o maior campo de produção da Petrobras. “É altamente produtivo, com reservas substanciais de petróleo leve. Até 2030, nossa expectativa é de superar o marco de 1,5 milhões de barris de produção por dia”, explicou Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da Petrobras.

A unidade foi afretada junto à SBM Offshore e, além de apresentar capacidade acima da média das unidades da indústria, conta com tecnologias de descarbonização, como o flare fechado, que contribui para redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Há também tecnologias para aproveitamento de calor, que reduzem a demanda de energia adicional para a unidade.

O consórcio de Búzios é composto por Petrobras (operadora), as empresas parceiras chinesas CNOOC, CNODC e a PPSA, empresa gestora dos contratos de partilha da produção.

FONTE:  Agencia Petrobras
BÚZIOS 7/FPSO Almirante Tamandaré inicia produção no pré-sal

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Comércio Exterior, Economia, Inovação, Mercado Internacional, Sustentabilidade, Tecnologia

China domina mercado de carros elétricos e promete desbancar concorrentes!

O mercado de veículos elétricos e híbridos plugáveis no Brasil tem registrado avanços significativos nos últimos anos. Em janeiro de 2024, as vendas ultrapassaram a marca de 10 mil unidades, com um claro domínio das montadoras chinesas.

A BYD e a GWM lideram este segmento, representando juntas mais de 80% do mercado, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

A busca por alternativas sustentáveis no setor automobilístico ganhou impulso com a ampla adoção de veículos elétricos e híbridos no mundo. No Brasil, a tendência não é diferente, refletindo uma transformação gradual no modelo de negócios da indústria automotiva, fortemente fomentada por inovações provenientes da China.

Quais montadoras dominam o mercado brasileiro?

A liderança do mercado é evidentemente chinesa. A BYD foi a principal fornecedora, com um total de 6.587 veículos vendidos, correspondendo a 63,3% das vendas de carros com novas tecnologias energéticas. Em seguida, a GWM emplacou 1.979 unidades, garantindo sua posição com 19% do mercado. Ambas as empresas têm investido significativamente na expansão das suas operações e infraestrutura para suportar esse crescimento.

Como as outras montadoras estão performando?

Embora as montadoras chinesas representem uma fatia expressiva do mercado, outras empresas também têm se mantido competitivas. A Volvo, por exemplo, conquistou o terceiro lugar no ranking de vendas, totalizando 656 unidades e ocupando 6,3% do mercado. Mesmo que sua participação seja modesta se comparada às asiáticas, a Volvo demonstra um desempenho superior quando posta lado a lado com marcas premium alemãs, como a BMW, Porsche, Mercedes e Audi combinadas.

China domina mercado de carros elétricos e promete desbancar concorrentes!
Honda Prologue Elétrico – Créditos: Honda

Por que os carros elétricos e híbridos estão ganhando popularidade?

A transição para veículos movidos a energias alternativas tem sido impulsionada por uma série de fatores. Primeiramente, o ambiental, com uma crescente consciência sobre a necessidade de reduzir as emissões de gases poluentes. Além disso, avanços tecnológicos têm tornado esses veículos mais acessíveis e com maior autonomia, atraindo tanto consumidores quanto investidores.

  • Acessibilidade econômica e incentivos fiscais
  • Desenvolvimento de infraestruturas de carregamento
  • Inovações tecnológicas melhorando a eficiência dos motores elétricos

O que o futuro reserva para os carros plugáveis no Brasil?

O mercado brasileiro de carros elétricos e híbridos plugáveis está em plena expansão. À medida que os custos continuem a cair e a infraestrutura se desenvolva, é esperado que outras montadoras ganhem mais espaço. Paralelamente, políticas governamentais favoráveis podem acelerar essa transição, promovendo um ambiente mais verde e inovador.

Com a perspectiva de que a tecnologia continue a evoluir rapidamente, a previsão é que o domínio de mercados como o brasileiro continue a sofrer transformações, com a China se mantendo como um player crucial, mas com desafios e oportunidades emergindo para outros participantes.

FONTE: Terra Brasil Notícias
China domina mercado de carros elétricos e promete desbancar concorrentes! – Terra Brasil Notícias

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Boeing registra melhor nível de entregas desde o final de 2023

A fabricante americana Boeing entregou 45 aeronaves comerciais em janeiro, seu maior nível mensal desde o incidente de janeiro de 2024 que mergulhou a empresa em uma profunda crise sobre a qualidade de sua produção. 

Segundo informações publicadas em seu site nesta terça-feira (11), o grupo entregou 40 aviões do modelo 737 MAX, o mais vendido da fabricante. Sete foram para a United Airlines, cinco para a Southwest e três para as companhias de aluguel Air Lease e Jackson Square Aviation. Empresas chinesas receberam outros sete

A Boeing também entregou quatro 787 Dreamliners, um para a United e um para a Korean Air, além de um cargueiro 767 para a Ethiopian Airlines. A Boeing não atingia esse nível de entregas mensais desde dezembro de 2023, quando entregou 67. Em janeiro de 2024, entregou 27.

No início daquele mês, um 737 MAX, operado pela Alaska Airlines, fez um pouso de emergência após perder um painel da fuselagem durante o voo.  Após o incidente, a Boeing ficou sob intensa fiscalização dos reguladores de aviação dos Estados Unidos e desacelerou sua produção.

A fabricante também enfrentou uma greve de trabalhadores no ano passado que durou mais de sete semanas e paralisou duas grandes fábricas de montagem na região de Seattle.

FONTE:  Noticias Uol
Boeing registra melhor nível de entregas desde o final de 2023

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Okean Yachts estreia iate de luxo com piscina no Miami Boat Show

O iate Okean 57, fabricado em Itajaí, leva inovação para o maior evento náutico do mundo

A Okean Yachts, fabricante brasileira de iates de luxo com sede em Itajaí, fará a estreia internacional no Miami International Boat Show, que começa nesta quarta-feira e segue até 16 de fevereiro, com o lançamento do Okean 57.

A grande novidade? Uma piscina na proa, com água do mar,  e que oferece espaço para até oito pessoas, elevando a experiência de navegação a outro nível. O modelo projetado pelo arquiteto italiano Paolo Ferragni, combina design inovador e funcionalidade, com amplos espaços e tecnologia de ponta. A piscina com piso antiderrapante e apoio nas laterais é a estrela, e oferece conforto para passeios curtos ou longas travessias.

O Okean 52 também estará exposto, com seu design elegante e recursos como a plataforma submergível e deques laterais que ampliam o espaço social.

O Miami International Boat Show atraiu mais de 100 mil visitantes em 2024 e é uma das maiores feiras náuticas do mundo.

FONTE: Diarinho
Okean Yachts estreia iate de luxo com piscina no Miami Boat Show | DIARINHO

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Finep corta financiamentos para SC e revolta setor de tecnologia

Estado se organiza para pressionar em Brasília contra a decisão da financiadora

A Finep – Agência pública que financia a inovação, desde a pesquisa básica até a preparação do produto para o mercado – comunicou aos empresários catarinenses que o dinheiro previsto para Santa Catarina pela financiadora de projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia para o ano de 2005 já acabou em fevereiro.

A informação ganhou divulgação numa circular da Finep. No documento, ela comunica a suspensão de novos aportes, uma vez que o “limite de recursos que se estabeleceu para 2025 foi atingido em tempo recorde”. A notícia repercutiu na secretaria de Ciência e Tecnologia de Santa Catarina. A pasta divulgou uma nota para a imprensa com as medidas que está tomando contra a decisão da Finep.

Finep corta financiamentos para SC e revolta setor de tecnologia
Secretário Marcelo Fett demonstrou indignação com o governo Federal. foto: Roberto Zacarias / divulgação

“Principalmente a justificativa dada é absurda e parece questionar a inteligência do empresário catarinense! Como que o limite projetado para todo 2025 foi atingido em poucos dias do ano? Santa Catarina não vai aceitar isso”, afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia, Marcelo Fett.

Bastidores

De acordo com Fett, a decisão da Finep afeta projetos “enquadrados e na fila para contratação”. Eles foram “desenquadrados”, prejudicando milhões de reais em investimentos nos setores de tecnologia, indústria e serviços de Santa Catarina.

Presidente do Finep, Celso Pansera virou alvo das críticas. Foto: divulgação

A nota da Secretaria de Ciência de Tecnologia menciona que nos “bastidores” há uma explicação para a medida. Seria o contingenciamento de recursos no Sul e no Sudeste, regiões líderes em desembolsos da Finep. Isso serviria para “distribuir posteriormente para projetos de outras regiões do país”.

Dessa forma, o governo federal estaria prejudicando Santa Catarina para ajudar “outros lugares”, como o Nordeste do País. Além da indignação, a nota afirma que Fett solicitou audiência com o presidente da Finep, Celso Pansera. Além disso, promete mobilizar a bancada catarinense em Brasília contra a medida.

O texto afirma que Pansera é natural do Oeste catarinense. No entanto, o presidente da Finep é filho de pequenos agricultores da pequena São Valentim, no norte do Rio Grande do Sul, não muito longe da fronteira com Santa Catarina. Pansera tem sua base política no Rio de Janeiro, onde se graduou em letras pela UFRGS, se envolveu na UNE no começo dos anos 90 e se elegeu deputado federal pelo PMDB em 2014.

Recursos reembolsáveis

No ano seguinte, Pansera foi nomeado ministro de Ciência e Tecnologia pela então presidente Dilma Rousseff. Ele seguiu no cargo mesmo depois do desembarque do PMDB do governo e só saiu para votar a favor de Rousseff no processo do impeachment em 2016. Nas eleições de 2018, foi candidato a deputado federal pelo PT, mas não conseguiu ser reeleito ao obter cerca de 15 mil votos.

A Finep concede recursos reembolsáveis e não-reembolsáveis a instituições de pesquisa e empresas brasileiras. O apoio da Finep abrange todas as etapas e dimensões do ciclo de desenvolvimento científico e tecnológico: pesquisa básica, pesquisa aplicada, inovações e desenvolvimento de produtos, serviços e processos.

ACATE

A Acate (Associação Catarinense de Tecnologia), entidade que reúne o setor de tecnologia catarinense, soltou uma nota cautelosa sobre a situação dos financiamentos da Finep. No texto, a entidade afirma que “acompanha as informações a respeito de possíveis mudanças” nos financiamentos da Finep para o estado, e está “monitorando demandas de suas associadas acerca do assunto, além de estudar os possíveis impactos nos programas”.

A entidade diz ainda que está buscando atualizações sobre o assunto com parceiros e representações institucionais junto ao governo federal, para avaliar o cenário e possíveis reflexos no ecossistema de inovação catarinense, que responde por 7,5% do PIB estadual.

FONTE: Guararema News
Finep corta financiamentos para SC e revolta setor de tecnologia – Guararema News

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“Nosso desafio é demonstrar que o Brasil produz máquinas e tecnologia”

Paulo Guerra, gerente de relações institucionais da ABIMAQ, descreveu o trabalho que realizam para internacionalizar as empresas brasileiras.

O desenvolvimento das exportações industriais é um pilar fundamental para fortalecer a economia de qualquer país. A inserção em mercados internacionais permite que as empresas acessem novas oportunidades, melhorem sua competitividade e consolidem a imagem do país como produtor de tecnologia e inovação. Para isso, as parcerias público-privadas são essenciais.

Nesse sentido, a experiência da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX Brasil), é um exemplo claro de como essa sinergia pode impulsionar a presença da indústria local no mundo.

De Atlanta, nos Estados Unidos, onde foi realizada a International Production & Processing Expo (IPPE), com a participação de 13 empresas brasileiras de máquinas e equipamentos para a cadeia de proteína animal, Paulo Guerra, gerente de relações institucionais da ABIMAQ, em diálogo com serindustria.com.ar, destacou a importância da aliança com a APEX Brasil, que em abril comemora seu 25º aniversário.

“A ideia é promover o produto brasileiro em espaços internacionais onde os compradores possam conhecer nossa tecnologia e conversar diretamente com os empreendedores”, explicou, acrescentando que o programa se concentra especialmente nas Pequenas e Médias Empresas (PMEs), dando-lhes a oportunidade de competir em feiras onde participam os principais fabricantes do mundo.

Um dos principais aspectos dessa colaboração é sua continuidade além das mudanças de governo. Isso é algo que a principal economia da América Latina conseguiu realizar. “Não importa se o governo é de esquerda ou de direita, a agência está sempre lá para apoiar os empresários“, disse Guerra. Embora cada administração possa implementar estratégias distintas, a política de promoção das exportações permaneceu firme ao longo dos anos.

Para a ABIMAQ, é fundamental que as empresas brasileiras participem de feiras internacionais.

A primeira ideia que as pessoas, em geral, têm do Brasil não é a de um país que fabrica tecnologia ou maquinário. Esse é um dos grandes desafios que enfrentam: transmitir a ideia de que a oitava maior economia do mundo também produz máquinas e desenvolve tecnologia. Espaços como feiras internacionais e outros eventos setoriais são fundamentais nesse processo, pois permitem que visitantes e empresários locais conheçam em primeira mão o maquinário brasileiro. “É uma mudança que vai acontecer gradualmente, mas é fundamental continuar mostrando o progresso que fizemos. Por isso, nosso desafio é demonstrar que o Brasil produz máquinas e tecnologia.”

Além disso, a demanda dos mercados internacionais em termos de sustentabilidade gerou um impacto positivo na indústria brasileira. “Quando uma empresa exporta para a Europa ou outras regiões com regulamentações ambientais rígidas, ela entende a necessidade de adaptar seus processos”, explicou Guerra. “Equipamentos que economizam água e energia não são apenas mais sustentáveis, mas também reduzem custos“, acrescentou.

Competitividade e adaptação aos mercados

Para melhorar a competitividade das empresas brasileiras, a ABIMAQ desenvolve estudos de mercado que permitem identificar os setores e oportunidades mais estratégicos de cada região. “O mundo é muito grande, mas devemos concentrar nossos esforços nos mercados onde as empresas brasileiras têm maior potencial”, disse Guerra. A América Latina é uma prioridade devido à sua proximidade geográfica e cultural, seguida pelos Estados Unidos, Europa e África. Neste último caso, a semelhança entre os solos brasileiro e africano possibilitou a exportação de máquinas agrícolas adaptadas às suas necessidades.

Um aspecto fundamental dessa estratégia é o desenvolvimento de produtos específicos para o mercado. “Não podemos exportar o mesmo maquinário para a Tailândia ou Austrália sem adaptações”, disse Guerra. “As condições de solo e produção variam, então o projeto e a operação do equipamento precisam ser ajustados.”

Outro mercado que eles estão olhando com interesse é a Índia. “No ano passado, participamos de uma feira de tecnologia para o setor de alimentos naquele país e ficamos surpresos com os desenvolvimentos tecnológicos apresentados. É uma nação enorme, com inúmeros centros de pesquisa e universidades reconhecidas por sua inovação, o que torna difícil englobar tudo o que está sendo criado lá.”

Embora algumas empresas já exportem, o volume para a Índia ainda é limitado. “Buscamos gerar mais oportunidades para os empresários brasileiros participarem de feiras e eventos tecnológicos por lá”, disse Guerra e destacou a possibilidade de alianças estratégicas entre fabricantes dos dois países.

Um dos principais obstáculos para a expansão das exportações brasileiras é a logística. “O transporte interno no Brasil depende em grande parte das estradas, o que aumenta os custos de produção”, explicou Guerra. A falta de um sistema ferroviário desenvolvido e a distância entre os centros industriais e os portos dificultam a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. “Se uma fábrica estiver perto do porto, o custo de exportação é razoável, mas se for longe, o transporte interno torna o produto significativamente mais caro”, disse ele.

Petróleo e Gás e Tecnologia Brasileira

Quanto ao setor de energia, o Brasil conseguiu fortalecer sua indústria de máquinas para exploração de petróleo e gás. “Durante anos, os equipamentos foram importados, mas hoje muitas empresas fabricam seus próprios produtos“, disse Guerra.

O desenvolvimento do offshore no Rio de Janeiro e a estabilidade macroeconômica impulsionaram a manufatura local, o que permitiu que as empresas brasileiras buscassem se expandir para outros mercados. Um exemplo disso é a participação da ABIMAQ na feira OTC em Houston, onde 30 empresas brasileiras apresentarão sua tecnologia para o mundo.

O caso da ABIMAQ e da APEX Brasil mostra que a colaboração entre os setores público e privado é essencial para promover a internacionalização das empresas. “Muitos países têm agências de promoção de exportações, mas a chave é que elas trabalhem em conjunto com associações setoriais”, disse o executivo. “As associações têm uma melhor compreensão da realidade de cada setor e podem direcionar melhor os recursos disponíveis.”

Para conseguir uma maior participação no comércio mundial, é essencial fortalecer as empresas nacionais. Nesse sentido, Guerra citou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva: “Um país forte é um país com empresas fortes“.

FONTE: Ser Indústria
“Nosso desafio é mostrar que o Brasil produz máquinas e tecnologia” – Ser Indústria

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Informação, Negócios, Notícias, Tecnologia

7 bilhões de dólares: Embraer recebe encomenda recorde de jatos executivos

Empresa brasileira vai fabricar 200 jatos executivos para empresa dos EUA

Uma empresa norte-americana fez nesta semana a maior encomenda de aeronaves da história da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronaves). Trata-se da Flexjet, que fez um pedido de cerca de 200 jatos executivos, num total de 7 bilhões de dólares.

Criada em 1965, a Embraer tornou-se a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo e líder absoluta no segmento de até 130 assentos. A companhia brasileira anunciou na quarta-feira que a encomenda envolve 182 jatos executivos e 30 opções, incluindo os modelos Praetor 600, Praetor 500 e Phenom 300E, além de pacote de serviços e suporte.

7 bilhões de dólares: Embraer recebe encomenda recorde de jatos executivos
Fábrica da Embraer, em São José dos Campos. Foto: divulgação

“Este é o maior pedido feito pela norte-americana Flexjet em seus 30 anos de história, e também é o maior pedido firme para jatos executivos da Embraer”, afirmou a fabricante de aviões em comunicado à imprensa.

Cronograma de entregas da Embraer

O modelo de negócio da Flexjet envolve o compartilhamento de uso de aviões, a chamada propriedade fracionária. A companhia é cliente de longa data da Embraer, tendo recebido mais de 150 aviões da fabricante brasileira.

A Embraer não mencionou no anúncio do pedido quando a encomenda será incorporada à carteira e ou cronograma das entregas, embora tenha mencionado que “com essa encomenda…a frota da Flexjet quase dobrará de tamanho nos próximos cinco anos”.

A empresa tem sede no município de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo, e possui diversas unidades no Brasil e no exterior. Para atender demandas globais, estabeleceu unidades industriais, escritórios e centros de distribuição de peças e serviços nas Américas, África, Ásia e Europa. Sua receita líquida em 2016, foi de 21,4 bilhões de reais (6,1 bilhões de dólares).

FONTE: Guararema News
7 bilhões de dólares: Embraer recebe encomenda recorde de jatos executivos – Guararema News

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Logística, Negócios, Tecnologia

Integração de dados deve elevar segurança e eficiência logística

A complexidade das cadeias de suprimentos globais demanda soluções tecnológicas que promovam segurança, rastreabilidade e eficiência logística.

A complexidade das cadeias de suprimentos globais demanda soluções tecnológicas que promovam segurança, rastreabilidade e eficiência logística. Nesse cenário, a Fractal oferece ferramentas de integração de dados e interoperabilidade, que visam atender às necessidades de segurança e eficiência em operações logísticas.

“A interoperabilidade é fundamental para conectar diferentes sistemas e agentes na cadeia logística. Isso não apenas melhora a comunicação, mas também aumenta a transparência e a rastreabilidade dos processos”, afirma Mary Anne Amorim, cofundadora e CCO da Fractal.

As soluções da Fractal incluem lacres eletrônicos passivos e ativos, dispositivos que monitoram em tempo real o estado e a localização das cargas. Esses lacres estão integrados a um sistema central de gestão de dados, permitindo que os usuários acompanhem cada etapa da operação de forma centralizada e segura. A plataforma oferece alertas proativos sobre possíveis violações ou inconsistências, otimizando a tomada de decisões e reduzindo os riscos de perdas ou atrasos.

Além disso, a interoperabilidade das soluções Fractal permite a integração com sistemas preexistentes de gestão logística e compliance. Isso facilita a adoção das ferramentas, eliminando a necessidade de substituir tecnologias já implementadas pelas empresas. “Nosso objetivo é simplificar processos e proporcionar aos nossos clientes maior controle e segurança em suas operações”, destaca Mary Anne.

Outro diferencial apresentado pela empresa é o suporte à gestão de cadeias de custódia, que assegura que os dados sejam capturados e registrados de forma precisa em cada ponto de contato.

FONTE: Folha Vitória
Integração de dados deve elevar segurança e eficiência logística – Folha Vitória

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Fractal apresenta nova marca com foco em segurança e monitoramento logístico

A Fractal, anteriormente conhecida como i-Monitor, anuncia sua nova identidade de marca, destacando sua plataforma avançada de monitoramento e gerenciamento de riscos para o setor logístico.

A Fractal, anteriormente conhecida como i-Monitor, anuncia o lançamento de sua nova identidade visual, reforçando sua atuação no setor de segurança e eficiência logística. Com sede em Santos, São Paulo, a empresa continua seu foco em soluções para monitoramento de riscos no transporte, armazenagem e correio, oferecendo tecnologias avançadas de rastreamento e controle. A mudança de marca visa refletir a evolução tecnológica da plataforma e a ampliação dos serviços prestados pela empresa.

Entre as soluções oferecidas pela Fractal, destacam-se os lacres eletrônicos passivos, preparados para tecnologias RFID e NFC. Esses lacres possibilitam a identificação de autenticidade e o monitoramento do status de cargas em tempo real, oferecendo rastreabilidade e integridade ao longo da cadeia logística. Essa inovação é uma das principais propostas da Fractal para otimizar o gerenciamento de riscos em operações de exportação e transporte.

A Fractal também oferece consultoria especializada em segurança na cadeia de custódia. Esse serviço envolve uma análise detalhada dos participantes, rotas e vulnerabilidades presentes em cada processo, possibilitando a personalização de estratégias de segurança e a implementação de protocolos robustos. O objetivo da consultoria é garantir a proteção abrangente de ativos, desde o ponto de origem até o destino final, utilizando tecnologias como geofence para aprimorar o controle.

Além disso, a empresa disponibiliza soluções de gestão de imagens através do sistema VIDEO I/O, que integra tecnologias já instaladas pelos operadores logísticos e atende às exigências da Receita Federal. A plataforma também engloba o monitoramento em tempo real das operações e infraestrutura tecnológica visando a execução segura e eficiente de todas as etapas do processo logístico.

Segundo José Roberto França de Mesquita Filho, diretor executivo da Fractal, “essa nova fase da empresa marca a evolução de nossa oferta de tecnologias e soluções de segurança para o setor logístico, mantendo o compromisso com a proteção e a gestão inteligente das operações”.

FONTE: Folha Vitória
Fractal apresenta nova marca com foco em segurança e monitoramento logístico – Folha Vitória

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Governo Federal divulga íntegra do acordo de parceria entre Mercosul e União Europeia

Com 20 capítulos, documento reúne medidas para impulsionar o comércio internacional e contribuir para o desenvolvimento sustentável

O Governo Federal publicou nesta terça-feira, 10 de dezembro, a íntegra do acordo de parceria entre o Mercosul e a União Europeia, com o fim da negociação de todos os pontos do tratado — composto por 20 capítulos, além de anexos e documentos adicionais. A conclusão do acordo foi anunciada na última sexta-feira (6/12), na 65ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai.

“Esta Cúpula tem um significado especial. Ela marca a conclusão das negociações do Acordo Mercosul-União Europeia, no qual nossos países investiram um enorme capital político e diplomático, por quase três décadas. Após dois anos de intensas tratativas, temos hoje um texto moderno e equilibrado, que reconhece as credenciais ambientais do Mercosul”, declarou o presidente Lula na ocasião.

A parceria com a União Europeia é o maior acordo comercial já concluído pelo Mercosul. Os dois blocos reúnem cerca de 718 milhões de pessoas e economias que, somadas, alcançam aproximadamente US$ 22 trilhões de dólares.

“Estamos falando de mais de 27 países da União Europeia, dos mais ricos do mundo. São muitas oportunidades e ganhos recíprocos. Pode ajudar a fazer o PIB do Brasil crescer mais, as exportações brasileiras crescerem, a renda e o emprego crescerem e derrubar a inflação. Os estudos mostram que as exportações para a União Europeia poderiam crescer na agricultura 6,7%, nos serviços 14,8% e na indústria de transformação 26,6%”, ressaltou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

DESENVOLVIMENTO — O Mercosul e a União Europeia negociaram um anexo ao capítulo sobre Comércio e Desenvolvimento Sustentável, com o objetivo de promover o comércio internacional e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo em que reforçam seus compromissos ambientais, as partes rechaçam barreiras desnecessárias ao comércio. O anexo inclui dispositivos a respeito de regimes multilaterais ambientais e trabalhistas; relação entre comércio, investimentos e o desenvolvimento sustentável; comércio e empoderamento feminino; e cooperação.

As partes acordaram uma série de compromissos de proteção ao meio ambiente e de promoção do trabalho decente, além de ações para a promoção de produtos sustentáveis no comércio birregional, promovendo oportunidades para pequenos produtores, cooperativas, povos indígenas e comunidades locais.

O novo anexo conta com seção dedicada à promoção de cadeias de valor sustentáveis para a transição energética. Além disso, pela primeira vez, um acordo comercial do Mercosul contará com dispositivos sobre comércio e empoderamento feminino, com vistas a favorecer a cooperação e troca de melhores práticas em políticas que promovam a participação das mulheres no comércio internacional.

COMPRAS — O capítulo de Compras Governamentais foi renegociado entre Mercosul e UE a partir de 2023. O Brasil propôs ajustes nos termos que haviam sido tratados no passado, para preservar o uso do poder de compra do Estado como ferramenta da nova política industrial brasileira. Dentre os ajustes promovidos, destaca-se a completa exclusão das compras realizadas pelo Sistema Único de Saúde do âmbito do acordo; a manutenção de espaço para políticas de incentivo a micro e pequenas empresas e agricultura familiar; e a preservação de margens de preferências para produtos e serviços nacionais.

SETOR AUTOMOTIVO — O texto final do acordo também estabeleceu a eliminação tarifária em período mais longo para o setor automotivo. Com novas rotas tecnológicas para viabilizar a transição energética e diante da importância do setor para o Brasil, o Mercosul negociou cronogramas mais longos para a redução tarifária nos casos de veículos eletrificados e para veículos de novas tecnologias:

  • veículos eletrificados: a desgravação passará a se dar em 18 anos;
  • veículos a hidrogênio: o período será de 25 anos, com 6 anos de carência;
  • para novas tecnologias: 30 anos, com 6 anos de carência.

Foi estabelecido, ainda, um mecanismo inédito de salvaguardas para veículos. Caso haja uma disparada de importações da União Europeia que cause dano à indústria, o Brasil pode suspender o cronograma de desgravação de veículos ou retomar a alíquota aplicável às demais origens (hoje, de 35%) por um período de três anos, renovável por mais dois anos, sem necessidade de oferecer compensação à União Europeia.

TRANSPARÊNCIA — O Brasil fez questão de incluir no acordo compromissos que garantem a transparência e a inclusividade. Entidades da sociedade civil, sindicatos, organizações não governamentais, além do setor privado e representantes de diversos segmentos sociais, ganham canais para expressar sua voz e monitorar os impactos do acordo, que poderá ser revisado periodicamente para melhor atender aos interesses da sociedade.

PRÓXIMOS PASSOS – Não há prazo definido para a assinatura do acordo, que irá depender do processo de revisão legal e tradução. Confira abaixo um resumo dos próximos passos:

  • Revisão legal: o processo de revisão legal do acordo, voltado a assegurar a consistência, harmonia e correção linguística e estrutural aos textos do documento, está avançado.
  • Tradução: concluída a revisão legal, o acordo passará por tradução da língua inglesa para as 23 línguas oficiais da UE e as 2 línguas oficiais do Mercosul, entre as quais a língua portuguesa.
  • Assinatura: a assinatura, em que as partes manifestam formalmente sua aceitação do acordo, será realizada após concluídas a revisão legal e as traduções.
  • Internalização: seguida da assinatura, as partes encaminharão o acordo para os respectivos processos internos de aprovação. No Brasil, tal processo envolve os Poderes Executivo e Legislativo, por meio da aprovação do Congresso Nacional.
  • Ratificação: as partes notificam sobre a conclusão dos respectivos trâmites internos e confirmam, por meio da ratificação, seu compromisso em cumprir o acordo.
  • Entrada em vigor: o acordo entrará em vigor e, portanto, produzirá efeitos jurídicos no primeiro dia do mês seguinte à notificação da conclusão dos trâmites internos. Como o Acordo Mercosul-UE estabelece a possibilidade de vigência bilateral, bastaria que a UE e o Brasil – ou qualquer outro país do Mercosul – tenham concluído o processo de ratificação para a sua entrada em vigor bilateralmente entre tais partes.

COMÉRCIO — A União Europeia é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de aproximadamente US$ 92 bilhões em 2023. O acordo deverá reforçar a diversificação das parcerias comerciais do Brasil, ativo de natureza estratégica para o país, além de fomentar a modernização do parque industrial brasileiro com a integração às cadeias produtivas da União Europeia. Também espera-se que o tratado dinamize ainda mais os fluxos de investimentos, o que deve reforçar a atual posição da UE como a detentora de quase metade do estoque de investimento estrangeiro direto no Brasil.

FONTE: Planalto.gov
Governo Federal divulga íntegra do acordo de parceria entre Mercosul e União Europeia — Planalto

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