Comércio, Tecnologia

Maior navio de carros do mundo “abarrotado” com 7 mil BYDs tem data para chegar a SC

Batizada de Shenzhen, embarcação saiu da China no final do mês passado e levará semanas para atracar no porto de Itajaí

Já está a caminho do Porto de Itajaí o maior navio de transporte de carros do mundo. Propriedade da BYD, a famosa marca chinesa de automóveis elétricos enviou ao Brasil 7 mil veículos, o maior lote de exportação da empresa até o momento.

Apesar de serem 7 mil carros elétricos, o navio que saiu de Jiangsu, na China, tem capacidade para 9,2 mil, espaço equivalente a 20 campos de futebol. O “Shenzhen” saiu da China em 27 de abril e deve chegar na última semana deste mês, já que o tempo de viagem está estimado em um mês (ele atinge 34 km/h). A embarcação tem quase 220 metros de comprimento e 37,7 metros de largura.

A escolha por mandar o “Shenzhen” abarrotado para o país não é à toa. A BYD vende uma ampla gama de veículos no Brasil, que é o maior mercado externo da gigante chinesa, com carros a partir de R$ 100 mil. Em outubro do ano passado, a marca lançou a primeira picape híbrida, a Shark.

Veja fotos dos carros da marca em Blumenau e SC

Com ao menos três navios transportadores lançados no último ano, a ideia é acelerar a expansão da BYD pelo mundo. O Brasil é apenas um dos mercados internacionais na mira da chinesa. As vendas devem dobrar na Europa neste ano, com crescimento significativo em outras regiões importantes, como Japão e México.

Fonte: NSC

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Comércio, Tecnologia

De Hisense a Midea: marcas chinesas avançam no Brasil e provocam mudanças no varejo

Fabricantes chineses de eletrodomésticos e eletrônicos ampliam portfólio e desafiam marcas tradicionais no Brasil com foco em custo-benefício e presença em lojas físicas

Quando Lucas Silva Ferreira precisou de um novo ar-condicionado para sua casa no calor escaldante do Rio de Janeiro em fevereiro, ele decidiu comprar um modelo chinês em vez de uma marca mais conhecida.

Ferreira pagou R$ 2,3 mil pelo novo aparelho da Hisense, em comparação com cerca de R$ 4,1 mil por um ar-condicionado similar fabricado pela sul-coreana LG.

O modelo que ele escolheu ofereceu boa eficiência energética e mais recursos tecnológicos do que outros na mesma faixa de preço.

“Considerando o produto que eu procurava, era o melhor custo-benefício e está funcionando bem”, disse Ferreira, que tem 30 anos. “As marcas tradicionais eram muito mais caras.”

No Brasil, os consumidores têm se interessado por produtos chineses, que por sua vez estão cada vez mais presentes nas lojas de varejo em todo o país.

Nas semanas após a eleição de Donald Trump, empresas chinesas lotaram as lojas brasileiras com eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos. Marcas que só vendiam TVs e celulares ampliaram o leque.

Agora, HisenseTCL Midea expandiram sua linha de produtos para incluir itens como lava-louças, máquinas de lavar roupa e geladeiras.

A mudança é mais uma mostra de como a guerra comercial de Trump está remodelando o cenário global do varejo.

As empresas chinesas buscam ganhar participação de mercado na América Latina, já que as tarifas elevadas nos EUA e as políticas de Trump dificultam a venda de produtos no país.

Os Estados Unidos e a China concordaram na segunda-feira (12) em reduzir temporariamente as tarifas sobre os produtos um do outro por 90 dias para ganhar tempo e chegar a um acordo mais amplo.

A TCL, a Midea e a Hisense não responderam aos pedidos de comentário.

Os varejistas no Brasil apostam em produtos chineses para revitalizar a demanda, afetada pelas altas taxas de juros e pela desaceleração da economia.

Preços mais baixos e maior concorrência devem ser positivos para a indústria local.

As marcas chinesas agora representam 20% dos eletrônicos e eletrodomésticos vendidos no Brasil, ante 16,5% em 2019, segundo a empresa de pesquisa NIQ. Elas competem com produtos de empresas como LGSamsungElectroluxPanasonic Brastemp.

“As empresas chinesas estão aumentando sua participação de mercado e diversificando seus portfólios de produtos ao mesmo tempo”, disse Henrique Mascarenhas, diretor de Tecnologia e Duráveis ​​da NIQ para a América Latina, em entrevista à Bloomberg News.

“Estamos entrando em um ciclo em que o Brasil é cada vez mais um player-chave.”

Brasil é um alvo natural para expansão, visto que as TVs historicamente têm sido um forte mercado para as marcas chinesas.

O Brasil vende cerca de 12 milhões de televisores anualmente, tornando-se o maior mercado de eletrônicos de consumo da região, de acordo com a NIQ.

A estratégia para impulsionar as vendas no Brasil está focada em lojas físicas, em vez de vendas online, para superar a desconfiança de alguns consumidores em relação aos produtos chineses.

As marcas têm investido pesadamente em displays elaborados nas lojas para apresentar seus novos produtos. Enquanto a maioria das TVs é exibida lado a lado, em grandes prateleiras sob luz fluorescente, algumas marcas chinesas criam uma verdadeira sala de estar dentro das lojas, com sofás e iluminação confortáveis.

Para os lojistas, há um estímulo no fato de que as empresas chinesas pagam mais pelos displays e pela publicidade para que seus produtos cheguem a mais consumidores. Eles também oferecem às lojas condições mais favoráveis ​​em prazos e preços.

Casas Bahia, uma das maiores redes varejistas do Brasil, afirmou à Bloomberg News que, desde 2020, a participação dos fabricantes chineses em seus negócios cresceu de 10% para 18%.

Com a chegada de novos fornecedores e produtos, a varejista espera que esse número ultrapasse 20% até o final do ano.

“Elas chegam mais agressivas em prazo e preço”, disse Gustavo Senday, analista de varejo da XP. “A implicação disso no fim do dia é potencialmente margem melhor” para os varejistas brasileiros, acrescentou.

Fonte: Bloomberg Línea

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Internacional, Mercado Internacional, Tecnologia

Existem duas Chinas, e os Estados Unidos precisam entender ambas

O sucesso tecnológico que chamou a atenção de muitos nos Estados Unidos é um dos aspectos da economia chinesa. Há outro, mais sombrio.

Duas Chinas habitam o imaginário americano: uma é uma superpotência tecnológica e industrial pronta para liderar o mundo. A outra é uma economia à beira do colapso.
Ambas refletem aspectos reais da China.

Uma China — vamos chamá-la de China esperançosa — é representada por empresas como a startup de inteligência artificial DeepSeek, a gigante dos veículos elétricos BYD e a potência tecnológica Huawei. Todas são líderes em inovação.
Jensen Huang, CEO da gigante de chips do Vale do Silício Nvidia, disse que a China “não está atrás” dos Estados Unidos no desenvolvimento da inteligência artificial. Vários especialistas já declararam que a China dominará o século XXI.

A outra China — China sombria — conta uma história diferente: consumo estagnado, desemprego crescente, uma crise habitacional crônica e um setor empresarial que se prepara para o impacto da guerra comercial.

O presidente Trump, ao tentar negociar uma solução para essa guerra comercial, precisa lidar com ambas as versões de seu principal rival geopolítico.

Nunca foi tão importante compreender a China. Não basta temer seus sucessos ou se confortar com suas dificuldades econômicas. Conhecer o maior rival dos Estados Unidos exige entender como essas duas Chinas conseguem coexistir.

“Os americanos têm ideias muito fantasiosas sobre a China”, disse Dong Jielin, ex-executivo do Vale do Silício que recentemente voltou para São Francisco depois de passar 14 anos na China ensinando e pesquisando as políticas científicas e tecnológicas do país. “Alguns esperam resolver os problemas dos EUA com métodos chineses, mas isso claramente não vai funcionar. Eles não percebem que as soluções da China vêm acompanhadas de muita dor.”

Assim como os Estados Unidos, a China é um país gigante cheio de disparidades: litoral vs. interior, norte vs. sul, urbano vs. rural, ricos vs. pobres, setor estatal vs. setor privado, geração X vs. geração Z.
O próprio Partido Comunista que governa o país está cheio de contradições. Proclama o socialismo, mas recua quando se trata de oferecer aos cidadãos uma rede de proteção social sólida.

Os próprios chineses também enfrentam essas contradições.

Apesar da guerra comercial, os empreendedores e investidores do setor de tecnologia com quem conversei nas últimas semanas estavam mais otimistas do que em qualquer outro momento dos últimos três anos.
Essa esperança começou com o avanço da DeepSeek em janeiro. Dois capitalistas de risco me disseram que planejavam sair do período de “hibernação” iniciado após a repressão de Pequim ao setor de tecnologia em 2021. Ambos afirmaram que estavam buscando investir em aplicações chinesas de inteligência artificial e robótica.

Mas eles estão bem menos otimistas em relação à economia — a China sombria.

Dos 10 executivos, investidores e economistas que entrevistei, todos disseram acreditar que os avanços da China em tecnologia não seriam suficientes para tirar o país da sua estagnação econômica. A manufatura avançada representa apenas cerca de 6% da produção chinesa, bem menos que o setor imobiliário, que mesmo após uma forte desaceleração ainda responde por cerca de 17% do produto interno bruto (PIB).

Quando perguntei se a China poderia vencer os Estados Unidos na guerra comercial, ninguém respondeu que sim. Mas todos concordaram que o limiar de dor da China é muito mais alto.

Não é difícil entender a ansiedade dos americanos frustrados com as dificuldades de seu país em construir e fabricar. A China já construiu mais linhas de trem de alta velocidade do que o resto do mundo junto, implantou mais robôs industriais por 10.000 trabalhadores da indústria do que qualquer país — com exceção da Coreia do Sul e de Singapura — e hoje lidera globalmente em veículos elétricos, painéis solares, drones e várias outras indústrias avançadas.

Muitas das empresas chinesas mais bem-sucedidas ganharam resiliência com a desaceleração econômica e estão mais preparadas para os dias difíceis que virão.
“Elas estão fazendo DOGE-ing há muito tempo”, disse Eric Wong, fundador do fundo hedge Stillpoint, de Nova York, que visita a China a cada trimestre, referindo-se ao esforço de corte de custos do governo Trump conhecido como Departamento de Eficiência Governamental (Department of Government Efficiency).
“Em comparação, os EUA estão vivendo em excesso há muito tempo.”

Mas, enquanto admiramos os chamados milagres da China, é necessário perguntar: a que custo? Não apenas financeiro, mas humano.

O modelo de inovação de cima para baixo da China, fortemente dependente de subsídios e investimentos do governo, mostrou-se ineficiente e desperdiçador. Assim como o excesso de construção no setor imobiliário, que desencadeou uma crise e apagou boa parte da riqueza das famílias chinesas, a capacidade industrial excessiva aprofundou os desequilíbrios na economia e levantou dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo — especialmente se as condições mais amplas se deteriorarem.

A indústria de veículos elétricos exemplifica bem a força das duas Chinas. Em 2018, o país contava com quase 500 fabricantes de veículos elétricos. Em 2024, restavam cerca de 70. Entre as vítimas está a Singulato Motors, uma startup que arrecadou US$ 2,3 bilhões de investidores — incluindo governos locais de três províncias. Ao longo de oito anos, a empresa não conseguiu entregar um único carro e pediu falência em 2023.

O governo chinês tolera investimentos ineficientes em iniciativas escolhidas por ele, o que ajuda a alimentar o excesso de capacidade. No entanto, mostra-se relutante em fazer os tipos de investimentos substanciais em aposentadorias rurais e seguro de saúde que poderiam impulsionar o consumo.

“A inovação tecnológica sozinha não pode resolver os desequilíbrios estruturais da economia chinesa nem as pressões deflacionárias cíclicas”, escreveu Robin Xing, economista-chefe para a China no Morgan Stanley, em uma nota de pesquisa. “Na verdade”, continuou ele, “os avanços tecnológicos recentes podem reforçar a confiança dos formuladores de políticas no caminho atual, aumentando o risco de má alocação de recursos e capital.”

A obsessão da liderança chinesa com a autossuficiência tecnológica e a capacidade industrial não está ajudando a enfrentar seus maiores desafios: desemprego, consumo fraco e dependência das exportações — sem falar na crise imobiliária.

Oficialmente, a taxa de desemprego urbano na China está em 5%, excluindo os trabalhadores migrantes desempregados. Entre os jovens, o desemprego chega a 17%. Acredita-se que os números reais sejam muito mais altos. Só neste verão, mais de 12 milhões de formandos sairão das universidades chinesas em busca de trabalho.

Trump não estava errado ao dizer que fábricas estão fechando e pessoas estão perdendo seus empregos na China.

Em 2020, Li Keqiang, então primeiro-ministro, afirmou que o setor de comércio exterior, direta ou indiretamente, era responsável pelo emprego de 180 milhões de chineses. “Uma desaceleração no comércio exterior quase certamente afetará duramente o mercado de trabalho”, disse ele no início da pandemia. Tarifas podem ser ainda mais devastadoras.

Pequim minimiza os efeitos da guerra comercial, mas enquanto negociadores se reuniam com seus homólogos americanos no último fim de semana, o impacto era evidente. Em abril, as fábricas chinesas registraram a maior desaceleração mensal em mais de um ano, enquanto as exportações para os Estados Unidos caíram 21% em relação ao ano anterior.

Todo esse impacto econômico recairá sobre pessoas como um homem com quem conversei, de sobrenome Chen, ex-bibliotecário universitário em uma megacidade no sul da China. Ele pediu que eu não usasse seu nome completo nem dissesse onde mora, para proteger sua identidade das autoridades.

O Sr. Chen vive na China sombria. Parou de usar os famosos trens de alta velocidade porque custam cinco vezes mais do que o ônibus. Voar, muitas vezes, também sai mais barato.

Ele perdeu o emprego no ano passado porque a universidade — uma das melhores do país — estava enfrentando um déficit orçamentário. Muitas instituições estatais tiveram que demitir funcionários porque muitos governos locais, mesmo nas cidades mais ricas, estão profundamente endividados.

Como está na casa dos 30 anos, o Sr. Chen é considerado velho demais para a maioria das vagas. Ele e a esposa desistiram de comprar uma casa. Agora, com a guerra comercial, ele espera que a economia piore ainda mais e que suas perspectivas de trabalho sejam ainda mais sombrias.

“Passei a ser ainda mais cauteloso com os gastos”, disse ele. “Penso em cada centavo.”

Fonte: The New York Times




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Comércio, Internacional, Tecnologia

Ferrari sem rugido: marca aposta em carro elétrico diante de estagnação na China

Queda na demanda por veículos de luxo no país asiático tem impacto nas vendas da empresa, que espera que a taxação mais baixa do Elettrica ajude a impulsionar uma retomada

O primeiro carro totalmente elétrico da Ferrari deve se beneficiar de tarifas e impostos mais baixos na China, e a empresa espera que isso ajude a reanimar suas vendas no país.

Espera-se que o Elettrica que a Ferrari apresentará a partir de outubro seja tributado a uma taxa composta de 30% do preço de varejo sugerido pelo fabricante.

Os modelos da montadora equipados com seus potentes motores de 12 cilindros enfrentam um imposto combinado de importação, consumo e valor agregado que é quase quatro vezes maior que essa taxa.

Um dos carros que a Ferrari está lançando este ano será “mais adequado” para a China, disse o CEO Benedetto Vigna durante uma teleconferência de resultados nesta semana, sem especificar o modelo. “Isso melhorará o quadro”.

As vendas da Ferrari na China estagnaram devido à baixa demanda por veículos de luxo.

Os fabricantes locais liderados pela BYD também estão entrando nos segmentos de ponta com modelos destinados a competir com as marcas de supercarros.

As remessas da Ferrari para a China caíram 25% no primeiro trimestre, atingindo o nível mais baixo em quase quatro anos.

O mercado de carros de luxo da China encolheu em 2024 devido à desaceleração econômica do país e ao enfraquecimento do sentimento do consumidor.

Para o segmento que começa a partir de 500.000 yuans (US$ 69.200), os volumes ficaram estáveis em cerca de 850.000 unidades entre 2020 e 2023. Mas, no ano passado, esse número caiu cerca de 20%, para cerca de 677.000, de acordo com dados da consultoria automotiva Thinkercar, sediada em Xangai.

A Ferrari está menos exposta à China do que muitos de seus pares ocidentais porque a empresa limita as remessas para a região a cerca de 10% de seu total. A empresa poderia repensar esse limite ao entrar no segmento de veículos elétricos, disse Vigna no início deste ano.

A China limita a entrada de carros com motores a combustão, que consomem muito combustível, mesmo antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, aumentar as tensões comerciais globais.

Os veículos importados com motores maiores que quatro litros estão sujeitos a uma tarifa de importação de 15%, um imposto de consumo de 40% e um IVA de pelo menos 13% na China. A China isenta os veículos elétricos do imposto sobre o consumo.

O maior mercado individual da Ferrari são os EUA, onde a empresa planeja aumentar os preços de alguns carros devido às tarifas de Trump.

Fonte: Bloomberg Línea

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Economia, Inovação, Tecnologia

Alberta e Saskatchewan: polos de tecnologia e crescimento econômico para empresas brasileiras

O Canadá continua a se destacar como um dos principais polos de inovação e crescimento econômico global. Os estados de Alberta e Saskatchewan, anteriormente conhecidos por suas vastas paisagens e diversidades de recursos naturais, são exemplos marcantes dentro do país: ambos estão se reinventando e despontando como protagonistas na construção de base tecnológica robusta, geração de empregos e regionalização dos seus mercados

Consequentemente, têm atraído investimentos internacionais e se caracterizado como “novos destinos” de empresas que buscam expandir seus negócios na América do Norte.  

Base tecnológica: promovendo crescimento em Alberta e Saskatchewan

A base tecnológica de Alberta e Saskatchewan é marcada por investimentos em infraestrutura digital, centros de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e capital humano em universidades de excelência. Os resultados são: surgimento de startups e empresas inovadoras, compartilhamento de conhecimento e nova era de oportunidades de empregos qualificados. 

Essa identidade local gera uma rede colaborativa que moderniza a economia e, principalmente, impulsiona a sustentabilidade financeira e a competitividade nos setores público e privado dos dois estados.

Além disso, o governo canadense tem implementado políticas de incentivo à inovação para empresas que investem em P&D, com programas de financiamento, subsídios e benefícios fiscais. 

Ao incentivar a criação de polos regionais, é possível “democratizar os benefícios da inovação”. Assim, evitamos tanto a concentração de oportunidades apenas nos grandes centros urbanos, como a dependência dos setores tradicionais (exemplos: exploração de petróleo e a agricultura).

A transformação tecnológica também tem impactos sociais, pois contribui para melhoria na qualidade de vida da população e para o desenvolvimento de soluções essenciais para os desafios da sociedade.

Alberta: referência em Inteligência Artificial

O estado de Alberta, tradicionalmente conhecido por sua indústria de energia, está passando por uma transformação digital. A previsão é ter mais de C$ 3 bilhões investidos em tecnologia limpa e Inteligência Artificial (IA) até 2027. Nesse sentido, cidades como Edmonton e Calgary estão se posicionando como centros de inovação, tanto o Edmonton Research Park e o Calgary’s Center of Innovation abrigam startups promissoras em energia sustentável, blockchain e biotecnologia. 

O ecossistema de IA também é composto pela University of Alberta e pelo Alberta Machine Intelligence Institute (AMII).

Além disso, Alberta lidera iniciativas de energia limpa que buscam soluções inovadoras para os desafios ambientais. O destaque é a Carbon Capture and Storage (CCS), tecnologia que reduz emissão de carbono na extração de recursos naturais. 
Empresas como Suncor e Canadian Natural Resources estão colaborando com startups locais para modernizar a indústria de óleo e gás.

Saskatchewan: referência em tecnologia agrícola e mineração inteligente

O estado de Saskatchewan, por sua vez, se destaca no setor de AgriTech, combinando agricultura de precisão com tecnologia de Big Data. Assim, é possível aperfeiçoar a produtividade agrícola e promover a sustentabilidade com redução do impacto no meio ambiente. 

Sendo responsável pela produção de 28% dos grãos e de 54% da safra de trigo do Canadá, a província se destaca pela utilização de drones, sensores, Internet das Coisas (IoT) e Machine Learning para otimizar toda a cadeia produtiva. 
Vecima Networks e Saskatchewan Research Council são exemplos de empresas locais pioneiras em soluções para agricultura sustentável.

Na mineração, Saskatchewan é líder no Canadá em atração de investimentos e tem a maior indústria de potássio do mundo, respondendo por 35% da produção global.  A liderança contribuiu para uma forte atuação da International Minerals Innovation Institute (IMII), que conecta startups a diversas empresas mineradoras no intuito de desenvolver soluções inovadoras.
Esse ecossistema de Agritech também é composto pela University of Saskatchewan e pelo Innovation Place.

Geração de empregos: oportunidades em setores emergentes

A diversificação das economias de Alberta e Saskatchewan contribui diretamente para a capacitação profissional e o aumento das oportunidades de emprego. Prova disso é que estes são os estados com maior índice de empregabilidade no Canadá: 64% em Alberta e 63,2% em Saskatchewan (dados de fevereiro/2025).

Em Alberta, o momento de inovação está atraindo profissionais de diversas áreas. Já em Saskatchewan, a integração de tecnologias no setor agrícola está gerando demanda por especialistas em tecnologia aplicada, engenharia agrícola e análise de dados. 

Os bons índices da contratação de profissionais, incluindo brasileiros, são impulsionados por programas de desenvolvimento do mercado de trabalho nos dois estados: 

  • Alberta Advantage Immigration Program
  • Saskatchewan Immigrant Nominee Program 
  • Sask Polytech

Outro fator importante é o crescente número de parcerias entre o setor privado e instituições de ensino, que oferecem formação técnica e cursos de especialização para adaptação às demandas tecnológicas.

Essa convergência entre tecnologia e educação impacta positivamente na retenção de talentos na região, evitando que os trabalhadores queiram migrar para outras localidades em busca de emprego.

Isso representa uma excelente oportunidade para empresas brasileiras que desejam expandir suas equipes com acesso a talentos de nível internacional.

Regionalização: infraestrutura que liga todo o Canadá

Alberta e Saskatchewan são estados que priorizam a infraestrutura regional

Por exemplo, o Calgary-Edmonton Corridor, região mais urbanizada de Alberta que cobre uma distância de aproximadamente 400 km, destaca-se pelo sistema rodoviário avançado. Esse sistema inclui 12 vias que facilitam o transporte de pessoas e produtos pelo estado, além de uma rede de corredores que suporta a grande movimentação diária de cargas.

O Global Transportation Hub (GTH), localizado na cidade de Regina (Saskatchewan), é posicionado como um importante centro de distribuição não apenas do Canadá, mas de toda América do Norte. O fato de 75% da produção de Saskatchewan ser exportada para todo o mundo torna o GTH um ponto logístico estratégico para as indústrias locais e, consequentemente, para a economia do país.

Memorandos de Entendimento (MOUs) da CCBC com Alberta

A Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) desempenha um papel fundamental na facilitação de investimentos entre o Brasil e o Canadá. Um exemplo dessa atuação é a formalização de três MOUs da CCBC com empresas de Alberta.

O primeiro MOU foi firmado com a Invest Alberta, voltado para cooperação e organização conjunta de missões, eventos e projetos que podem identificar e viabilizar oportunidades de fortalecimento do intercâmbio entre Brasil e Alberta – especialmente nas áreas de negócios, investimentos, tecnologia e cultura.

Outro MOU é com a Edmonton Unlimited, agência de inovação da cidade de Edmonton, que vai elevar de forma colaborativa a inovação e internacionalização para empresas no Canadá e no Brasil. Por meio da parceria, a Edmonton Unlimited estende seus programas, atividades e espaço para startups brasileiras hospedadas no Brasil Hub em Edmonton (Alberta). 

Já o terceiro MOU foi firmado com o movimento Alberta IoT Association (Alberta IoT), com foco em estreitar relações entre os setores de tecnologia de Alberta e do Brasil. Como parte da colaboração, os membros da Alberta IoT têm acesso exclusivo ao Canadá Hub localizado em São Paulo (Brasil), e ao Brasil Hub, participando do Programa Start-up Visa da Alberta IoT. 

Os dois MOUs fazem da CCBC uma ponte entre os mercados brasileiro e canadense, de modo a promover oportunidades de negócios ao conectar empresas brasileiras a centros tecnológicos e redes de investimento no Canadá. 

Oportunidades para empresas brasileiras em Alberta e Saskatchewan 

O investimento em educação, a criação de ambientes colaborativos e o fortalecimento das parcerias público-privadas são pontos essenciais para a consolidação de uma economia inovadora e sustentável em Alberta e Saskatchewan. Por isso, as empresas brasileiras podem se beneficiar das oportunidades oferecidas em ambos os estados.

A CCBC possui mais de 45 anos de experiência em mediação comercial entre Brasil e Canadá, com expertise para auxiliar sua empresa em todas as etapas da internacionalização — desde análise de mercado até conexões estratégicas.

Fonte: Câmara de Comércio Brasil-Canadá

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Investimento, Sustentabilidade, Tecnologia

Embaixadores árabes veem potencial para investimentos em biotecnologia em SC 

Um dos setores que podem atrair capital árabe para Santa Catarina é o de pesquisas na área de biotecnologia

Comitiva de embaixadores de cinco países árabes, em visita oficial a Santa Catarina desde domingo (03), encerraram a missão com expectativas positivas para investir no Estado, em especial nas áreas de tecnologia e biotecnologia. Ficaram surpresos com avanços na área de biotecnologia, com produtos em fases avançadas de pesquisas, destaca o secretário de Articulação Internacional e Projetos Especiais, Paulo Bornhausen.

O grupo de cinco líderes da região do Golfo Arábico foi integrado pelos embaixadores dos Emirados Árabes Unidos, Saleh Ahmad Salem;do Marrocos, Nabil Adghoghi; do Bahrein, Bader Abbas Alhelaibi; do Catar, Ahmad Mohammed Al Shebani; e do Kuwait, Talal Rashed Almansour.

A missão foi organizada pela secretária de estado de Articulação Nacional, Vânia Franco. O grupo foi recebido pelo governador Jorginho Mello e pela vice-governadora Marilisa Boehm em almoço na Casa D’ Agronômica segunda-feira e cumpriu uma série de agendas para conhecer melhor Santa Catarina.

A programação incluiu visitas à Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), à Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), ao centro de tecnologia Sapiens Parque e também a outras instituições voltadas à tecnologia, como o centro empresarial Espaço +Um e à Fundação de Amparo à Tecnologia e Inovação (Fapesc).

– Uma das visitas que mais despertaram atenção dos líderes árabes foi na Vesper Ventures, um fundo de investimentos de Florianópolis focado em startups de biotecnologia que já investe em 12 empresas nessa área. Elas fazem diversas pesquisas para buscar curas de doenças ou soluções para enfrentar problemas climáticos. Eles ficaram surpresos com essas pesquisas na fronteira do conhecimento, destacadas pelo empresário Gabriel Bottós, cofundador e CEO da Vesper – observou o secretário Paulo Bornhausen.

Na avaliação do secretário, essa visita abriu portas para mais negócios de Santa Catarina com países árabes. A expectativa do governo catarinense colaborar para atrair investimentos árabes em tecnologia e infraestrutura ao Estado e, também, ampliar os negócios atuais. Parte dos países árabes têm fundos de investimentos com elevadas cifras de capital que podem aportar nos setores de tecnolgia, infraestrutura e outros.

Hoje, essa região é grande importadora de proteínas de SC, em especial carnes de aves, máquinas, equipamentos, confecções, celulose e móveis. É exportadora de fertilizantes, algodão, produtos químicos e outros.

Fonte: NSC

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Comércio, Tecnologia

BYD supera Fiat e assume 2º lugar no varejo de automóveis no Brasil

Em abril, marca chinesa foi destaque nas vendas de automóveis para o consumidor final

A BYD alcançou um novo marco no mercado brasileiro ao assumir a segunda posição nas vendas de automóveis no varejo em abril de 2025, segundo dados divulgados pela Fenabrave. Neste recorte, que considera as vendas diretas ao consumidor final — excluindo frotistas e locadoras — a marca chinesa ficou atrás apenas da Volkswagen e superou fabricantes tradicionais como Fiat, GM e Toyota.

No total, a BYD emplacou 8.485 unidades em abril (8.345 autos + 140 comerciais leves), restando uma parcela ínfima de vendas diretas. Com esse desempenho, a marca chinesa ocupou a nona posição no ranking geral de vendas (autos + comerciais leves), se destacando no recorte de emplacamentos no varejo onde alcançou a vice-liderança de automóveis vendidos diretamente ao consumidor. 

Emplacamentos no varejo em abril – Automóveis

Entre os modelos mais vendidos da marca no mês, o destaque foi a linha BYD Song, com 3.140 unidades. Em seguida, vieram o Dolphin Mini (2.175 unidades), o BYD King (1.599) e o Dolphin (973). O feito da BYD se torna ainda mais relevante pelo fato de a empresa vender exclusivamente veículos eletrificados, o que tem contribuído para a expansão da presença da marca no mercado nacional, especialmente em capitais e regiões metropolitanas.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2025, a BYD também apresentou resultados relevantes. A marca ocupa a 9ª colocação no ranking geral de vendas somando automóveis e comerciais leves, com 30.157 unidades emplacadas. Considerando apenas os automóveis, a BYD aparece em 8º lugar, com 29.723 unidades.

Participação no varejo de automóveis e comerciais leves no acumulado do 1º quadrimestre de 2025

No recorte específico de vendas de varejo no acumulado de janeiro a abril, a BYD aparece na 6ª colocação, mantendo um ritmo de crescimento consistente desde o início do ano. Esse avanço é reflexo da estratégia da montadora em ampliar sua rede de concessionárias – atualmente são 165 lojas no Brasil, com planos de encerrar o ano com 272 pontos de venda espalhados pelo país.

O desempenho da BYD chama atenção por ocorrer em um cenário ainda desafiador para a eletrificação no Brasil. Embora os carros híbridos e elétricos tenham ampliado sua participação de mercado nos últimos anos, os modelos a combustão ainda dominam as vendas. Mesmo assim, a montadora chinesa tem conseguido atrair consumidores com um portfólio variado, que vai desde modelos de entrada como o Dolphin Mini até SUVs maiores como o Song Plus. 

Os próximos passos envolvem a instalação da fábrica em Camaçari (BA), que deve impulsionar a expansão da BYD no país, especialmente diante do avanço das taxas de importação e do aumento no volume de veículos trazidos do exterior.

Fonte: Fenabrave

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Internacional, Mercado Internacional, Tecnologia

Amcham e Fazenda realizam encontro empresarial sobre oportunidades em tecnologia e IA entre Brasil e EUA

Agenda reuniu CEOs e altos executivos de empresas de Data Centers para discutir oportunidades entre os dois países

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou nesta terça-feira (6/5) de café da manhã com empresas e fundos globais de tecnologia, em Palo Alto, Califórnia. A mesa redonda “Breakfast Roundtable with Brazil’s Minister of Finance”, promovida pela Amcham Brasil, em parceria com o Ministério da Fazenda, reuniu mais de 40 representantes de empresas líderes em infraestrutura digital para discutir perspectivas e caminhos de cooperação no setor de tecnologia, data centers e inteligência artificial no Brasil.

O encontro foi realizado no contexto do lançamento da nova Política Nacional de Data Centers, apresentada pelo ministro Fernando Haddad durante missão oficial aos Estados Unidos. A iniciativa integra o plano de crescimento sustentável do governo brasileiro — o Novo Brasil — e busca consolidar um ambiente moderno, seguro e eficiente para o desenvolvimento da infraestrutura digital, com foco em inovação, sustentabilidade e competitividade.

O ministro destacou a importância da reforma tributária brasileira que vai levar o Brasil para os 10 melhores sistemas tributários do mundo e totalmente digitalizado. Nesse contexto, Haddad falou sobre o Plano de Transformação Ecológica, guarda-chuva da Nova Política Nacional de Data Centers do Governo Federal.

“Estamos construindo uma política pública robusta, com base em diálogo com o setor privado, para garantir previsibilidade, eficiência energética e segurança jurídica aos investidores. O Brasil reúne atributos únicos, como matriz energética limpa, capacidade técnica instalada e vocação para o crescimento digital”, afirmou o ministro. Segundo ele, a nova política para data centers está alinhada com os compromissos do país com a transição verde e a digitalização da economia.

O diretor de Políticas Públicas e Relações Governamentais da Amcham Brasil, Fabrizio Panzini, reforçou: “Tecnologia e infraestrutura digital representam uma agenda ganha-ganha para Brasil e EUA, com geração de empregos e produção de alto valor agregado. O Brasil já é destino relevante de investimentos no setor e possui vantagens competitivas como matriz energética limpa, marcos legais recentes e perspectivas robustas de crescimento. Nosso papel é contribuir para que o ambiente regulatório acompanhe essa ambição”, reforçou.

Participaram do evento representantes de empresas provedoras de serviços de dados em nuvem e de fundos de investimentos em tecnologia, entre elas, ABDC, Ascenty, AWS Brasil, Brasscom, CloudHQ, Data Center Platform, Digital Bridge, Elea Data Center, Equinix, Global Compute Infrastructure, Google, Meta, Miscrosoft, Nvidia, Scala Data Center, Schneider Electric, Takoda Data Centers, Tecto e Vertiv.

A agenda contou ainda com a presença do assessor especial do Ministério da Fazenda Igor Marchesini, responsável técnico do ministério pela formulação da Política Nacional para Data Centers.

A Amcham Brasil é a maior Câmara Americana de Comércio entre as 117 existentes fora dos Estados Unidos, reunindo aproximadamente 3.500 empresas associadas, que juntas representam cerca de um terço do PIB brasileiro. A entidade atua como ponte entre o setor público e o privado, promovendo diálogo qualificado sobre competitividade, comércio e desenvolvimento econômico.

Fonte: Ministério da Fazenda


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Agronegócio, Investimento, Tecnologia

Missão do Brasil em Angola mira investimentos no agro e transferência tecnológica

Ministro Carlos Fávaro ressaltou que, nos próximos meses, país africano poderá contar com a presença efetiva da Embrapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) organizou uma missão de negócios para levar produtores e empresários rurais do Brasil para Angola, na África.

O grupo de cerca de 30 pessoas, liderado pelo próprio ministro Carlos Fávaro, está no país de língua portuguesa para conhecer o potencial local na produção de alimentos e prospectar áreas para investimento de brasileiros.

“Estamos aqui na segunda visita a Angola em cinco meses buscando reverter o tempo perdido. Entendemos que há oportunidades recíprocas para os dois países. O Brasil tem semelhanças de clima, terra, água e de oportunidades na agricultura tropical. O Brasil que também já foi um grande importador de alimentos e conseguiu, através da Embrapa, principalmente, da pesquisa, desenvolver sua agropecuária forte, pujante e hoje com excedentes a ser exportados pode e quer ajudar a Angola a atingir esse patamar”, disse o chefe da pasta.

“Angola vive um momento de grande transformação e aposta na diversificação de sua economia, tenho a agricultura e a agroindústria como pilares desse processo”, complementou o secretário de Estado de Agricultura e Pecuária, Castro Paulino Camarada.

A missão brasileira em Angola começou pela capital Luanda, e segue ao longo da semana com visitas a propriedades com potencial para investimentos em áreas das províncias de Malanje e de Cuenza Norte, para depois retornar a Luanda.

“Nós estamos chegando hoje e vamos andar para conhecer as áreas produtivas, e analisar a disponibilidade de crédito, estradas, armazéns, quer dizer, para produzir grão precisa de um monte de coisas. Já existe agricultura aqui, já estamos sabendo, mas temos que acabar conhecendo um pouquinho mais a fundo e saber o que pode ser feito. Mas com certeza existe jeito para tudo”, ressaltou o produtor e distribuidor de insumos em Lucas do Rio Verde (MT), Carlos Simon.

A primeira visita dos brasileiros ao país africano foi ao porto da capital, por onde passam 80% de todas as exportações e importações de Angola. Ali, eles conheceram o moinho de trigo que faz parte de um dos principais grupos da cadeia do agro do país africano, que procura parceiros para ampliar as operações com trigo, feijão e arroz, entre outras culturas.

Embrapa na África

Um dos pontos chaves entre os acordos assinados entre Brasil e Angola é a transferência tecnológica. No encontro, o ministro Carlos Fávaro anunciou que, nos próximos meses, Angola poderá contar com a presença efetiva da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“Para que Angola dê esse passo importante, superamos as burocracias e os pesquisadores da Embrapa poderão estar aqui, auxiliando e transferindo tecnologia”, finalizou.

Fonte: Canal Rural

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Inovação, Mercado de trabalho, Tecnologia

De engenheiros ambientes a especialistas em big data: saiba quais profissões devem crescer até 2030

A nova era do trabalho já começou. Conheça as profissões que vão liderar a transformação digital e sustentável até 2030.

Enquanto algumas profissões desaparecem com o avanço da tecnologia, outras surgem e crescem a uma velocidade impressionante. O mercado de trabalho está se reconfigurando, impulsionado por macrotendências como a transição digital, a demanda por sustentabilidade, os avanços em inteligência artificial e a transformação energética.

Segundo o The Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, até 2030, serão criados cerca de 170 milhões de novos empregos em todo o mundo. A seguir, você confere as profissões que devem ganhar mais espaço e relevância nos próximos anos, e o que está por trás de cada uma delas.

1. ESPECIALISTAS EM BIG DATA

Com volumes crescentes de dados sendo gerados diariamente, as empresas precisam de especialistas capazes de organizar, interpretar e transformar essas informações em vantagem estratégica.

2. ENGENHEIROS DE FINTECH

A revolução nos serviços financeiros — impulsionada por blockchain, criptomoedas e pagamentos digitais — está criando demanda por profissionais que aliem tecnologia e finanças de forma inovadora.

3. ESPECIALISTAS EM IA E MACHINE LEARNING

Eles estão por trás dos sistemas inteligentes que aprendem, analisam padrões e tomam decisões com base em dados. Seja em marketing, saúde, finanças ou indústria, sua atuação é cada vez mais central.

4. DESENVOLVEDORES DE SOFTWARE E APLICATIVOS

A digitalização dos negócios e da vida cotidiana continua abrindo espaço para quem cria as ferramentas digitais que usamos no dia a dia — de apps a sistemas corporativos complexos.

5. ESPECIALISTAS EM GESTÃO DE SEGURANÇA

Com o aumento das ameaças digitais e o uso massivo de dados sensíveis, cresce a necessidade de profissionais focados em proteger sistemas, informações e operações.

6. ESPECIALISTAS EM DATA WAREHOUSING

São os responsáveis por armazenar e organizar grandes volumes de dados de forma eficiente e acessível. Eles tornam possível a análise inteligente e a tomada de decisão baseada em dados.

7. ESPECIALISTAS EM VEÍCULOS AUTÔNOMOS E ELÉTRICOS

A mobilidade do futuro já está em teste — e precisa de engenheiros, designers e programadores preparados para lidar com sensores, automação e sustentabilidade.

8. DESIGNERS DE UI E UX

À medida que a experiência digital se torna o principal ponto de contato entre marcas e pessoas, cresce a busca por profissionais que projetam interfaces intuitivas e experiências fluidas.

9. MOTORISTAS DE CAMINHONETES LEVES OU SERVIÇOS DE ENTREGA

Apesar do avanço da automação, a última milha da logística segue dependendo de pessoas. Com o boom do e-commerce, esse setor continua contratando — especialmente em áreas urbanas.

10. ESPECIALISTAS EM INTERNET DAS COISAS (IOT)

Dispositivos conectados estão invadindo casas, fábricas, hospitais e cidades. Profissionais de IoT projetam, instalam e mantêm essa infraestrutura inteligente.

11. ANALISTAS E CIENTISTAS DE DADOS

Eles interpretam grandes volumes de dados para descobrir tendências, padrões e oportunidades de negócio. Estão no centro da transformação orientada por dados.

12. ENGENHEIROS AMBIENTAIS

A busca por soluções sustentáveis para produção, consumo e descarte está acelerando. Engenheiros ambientais são chave para criar processos mais limpos e eficientes.

13. ANALISTAS DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

Com o aumento de ataques cibernéticos e vazamentos de dados, esses profissionais são essenciais para proteger ativos digitais e garantir a continuidade das operações.

14. ENGENHEIRO DE DEVOPS

Eles integram as equipes de desenvolvimento e operação de software, garantindo entregas mais rápidas, eficientes e seguras. São vitais para empresas digitais em ritmo acelerado.

15. ENGENHEIROS DE ENERGIA RENOVÁVEL

A transição energética global cria enorme demanda por especialistas em fontes limpas, como solar, eólica e hidrogênio. É uma das profissões mais promissoras da década.

POR QUE IMPORTA?

Essas novas profissões são a resposta direta aos desafios e oportunidades que o mundo atual impõe. Saber onde estão surgindo novas demandas permite planejar melhor uma transição de carreira, desenvolver habilidades relevantes e ocupar os espaços que o futuro já está abrindo hoje. 

No fim das contas, o futuro do trabalho não é sobre o que está acabando, é sobre o que está começando.

Fonte: StartSe

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