Tecnologia

Blue Route aposta em IA para elevar a eficiência no preenchimento do Catálogo de Produtos

Diante da nova exigência do Governo Federal para o preenchimento completo e padronizado do Catálogo de Produtos nas importações, empresas que atuam com tecnologia vêm se destacando ao oferecer soluções que facilitam a adaptação. É o caso da Blue Route, que já atua com inteligência artificial em sua plataforma e agora expande as funcionalidades com novas camadas de automação, validação e análise de risco.

Segundo Beatriz Grance Rinn, CEO da Blue Route, a ferramenta conta com um sistema de gerenciamento de risco integrado, no qual o próprio importador tem autonomia para definir o nível de auditoria que deseja aplicar. “É uma sistemática que gerencia o risco dessa operação. O importador é o próprio auditor dentro da nossa plataforma. Ele vai poder determinar o percentual de conferência mais adequado para sua segurança — seja 5%, 30% ou 70% dos itens”, explica.

IA que sugere, fundamenta e busca na fonte original

A plataforma da Blue Route foi aprimorada com quatro camadas de inteligência artificial, sendo a quarta — recentemente implantada — voltada à fundamentação técnica das informações. Essa etapa atende diretamente às exigências do novo Catálogo de Produtos, que demanda não apenas dados, mas justificativas claras e rastreáveis sobre a classificação e especificação de cada item. “A palavra fundamentação é muito importante nas exigências e nas normativas. Você não pode simplesmente reproduzir qualquer informação. É preciso justificar por que aquele produto é o que está sendo declarado”, afirma Beatriz. “Na nossa ferramenta, nós também fundamentamos toda essa base de dados: usamos laudo técnico, manual do fabricante, buscamos dados diretamente em sites confiáveis… Tudo isso gera um ciclo seguro de validação.”

Essa abordagem reduz drasticamente o risco de erros humanos, que são comuns quando grandes volumes de produtos precisam ser cadastrados um a um. “Nosso objetivo é criar uma menor interação humana e aumentar o nível de produtividade, assertividade e segurança nos preenchimentos”, reforça a CEO. “O nosso lema é: deixa a inteligência artificial trabalhar para você. Ela sugere, e o humano confere.”

Eficiência operacional com controle total do importador

Ao permitir que o próprio importador defina seu modelo de auditoria e risco, a Blue Route oferece mais do que automação — entrega controle estratégico e segurança regulatória. A lógica segue o mesmo princípio usado pela Receita Federal, que seleciona amostragens para inspeção física de cargas com base em análises de risco. “Não se abre todos os contêineres. O mesmo pode ser aplicado ao Catálogo: o importador escolhe sua porcentagem de conferência e implementa o processo com base na realidade do seu negócio”, detalha Beatriz.

Com essa estrutura robusta e inteligente, a plataforma da Blue Route se consolida como uma aliada essencial para empresas que precisam lidar com milhares de itens, alta complexidade técnica e exigências rigorosas do novo modelo de importação brasileiro.

Sobre a Blue Route

A Blue Route se consolidou como uma das principais empresas de tecnologia e consultoria para o comércio exterior no Brasil, oferecendo soluções inovadoras que integram pessoas, processos e inteligência estratégica. Com uma equipe altamente qualificada, a empresa tem como missão otimizar operações, aumentar a produtividade e gerenciar riscos, sempre com foco em compliance e segurança regulatória. Seu principal serviço é uma ferramenta avançada para gestão do Catálogo de Produtos, que já está presente em mais de 400 projetos ativos nas principais regiões do país, atendendo desde grandes varejistas até líderes globais da indústria automotiva e eletrônica. “Nosso objetivo sempre foi apoiar os importadores nesse grande desafio que é o comércio exterior e prepará-los para o futuro”, afirma Beatriz Grace Rinn, CEO da Blue Route. Para o CTO Christiano Fitarelli, o diferencial da empresa vai além da tecnologia: “Nossa missão não é apenas entregar tecnologia, mas oferecer soluções direcionadas ao compliance aduaneiro e às exigências normativas do setor”.

SAIBA MAIS EM: https://www.blueroute.com.br/ 

TEXTO: REDAÇÃO

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Comércio Exterior, Tecnologia

Plataforma gratuita de dados de comércio exterior ganha novas funcionalidades e está ainda mais acessível

Novos recursos do ComexVis ampliam e facilitam acesso aos dados brasileiros de exportação e importação de bens

A consulta aos dados de comércio exterior, como informações mais recentes e séries históricas de produtos por países e blocos, ficou mais fácil e interativa. A partir desta quarta-feira (23/7), entra no ar a nova versão do ComexVis, plataforma de visualização de dados que integra o sistema oficial de estatísticas do comércio exterior do governo federal, mantido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Parte integrante do ComexStat, que reúne dados das trocas comerciais brasileiras desde 1997, o ComexVis agora oferece cinco novas funcionalidades, desenvolvidas para ampliar o acesso e facilitar a utilização e compreensão dos dados. Entre as novidades estão dados de exportação e importação do último mês em forma de gráficos dinâmicos, consultas a séries longas e melhor usabilidade em celulares e tablets.

A ferramenta, gratuita e criada em 2016, fornece uma visão completa e interativa do comércio exterior do Brasil – por país, blocos econômicos, estados, municípios e produtos. Confira as principais novidades do sistema:

  • Dados do último mês, além do acumulado do ano corrente e do ano anterior;
  • Séries históricas mais longas de produtos por países e blocos nas métricas de peso e valor;
  • Opções de download de dados em formato aberto em cada gráfico;
  • Opções de impressão em cada gráfico de forma isolada e da página inteira;
  • Apresentação de gráficos mais dinâmicos e fluídos;
  • Melhor desempenho e usabilidade em celulares e tablets.

A Secretaria de Comércio Exterior do MDIC é responsável pela produção e divulgação das estatísticas oficiais do comércio exterior de bens do Brasil. Seus dados são amplamente utilizados por formuladores de políticas públicas, empresas, pesquisadores e organismos internacionais como base para análises, decisões e estudos. Para acessar a página de estatísticas da Secretaria, clique AQUI.

Webinário

Para apresentar as novidades da nova versão do ComexVis, demonstrar suas possibilidades de uso, bem como apresentar o Comex Stat, será realizado um webinário aberto ao público, no dia 12 de agosto, das 10h às 12h. O link para inscrição será divulgado em breve, inclusive pelas redes sociais do MDIC.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio Exterior, Tecnologia

Toyota aposta em novo membro do BRICS como 3ª polo global de elétricos

A Toyota confirmou que começará a produzir o SUV elétrico bZ4X na Indonésia até o fim de 2025. A decisão foi anunciada durante o Salão de Jacarta (GIIAS 2025) e marca a entrada do país como terceiro polo de produção de EVs da Toyota, ao lado de China e Japão. A empresa também confirmou que fabricará uma picape elétrica na Tailândia ainda neste ano, em resposta à rápida expansão de marcas chinesas na região.

A decisão de produzir o bZ4X localmente está diretamente ligada à política de incentivos fiscais criada pela Indonésia em 2023. O governo reduziu o imposto sobre valor agregado (VAT) de 11% para apenas 1% em veículos elétricos com ao menos 40% de conteúdo local. Marcas que se comprometem com a produção doméstica também ganham isenção de tarifas de importação e outros tributos.

A iniciativa faz parte do esforço da Indonésia para atrair investimentos em mobilidade elétrica, especialmente de países asiáticos como China e Japão, com os quais mantém acordos comerciais e cooperação tecnológica. A recente entrada do país no BRICS reforça esse posicionamento estratégico, buscando maior protagonismo industrial e energético no cenário global.

A Toyota ainda não divulgou o nível de nacionalização da produção do bZ4X, mas o modelo será montado pela joint venture local Toyota Astra Motor, em versão com tração dianteira (FWD). A expectativa é de que a produção local ajude a reduzir preços, ampliar o acesso ao modelo e melhorar a disponibilidade de peças e serviços.

Segundo Hiroyuki Ueda, presidente da Toyota Astra Motor, o projeto representa uma “contribuição para a independência tecnológica, criação de empregos e uma mobilidade mais verde na Indonésia”.

Na Europa, o bZ4X com tração dianteira é vendido em duas versões: uma com bateria de 57,7 kWh e motor de 123 kW (167 cv), que vai de 0 a 100 km/h em 8,6 s e tem autonomia de até 444 km; e outra com bateria de 73,1 kWh e motor de 165 kW (224 cv), que acelera em 7,4 s, atinge 568 km de alcance e velocidade máxima de 160 km/h.

Ainda não foi confirmado qual dessas configurações será adotada na Indonésia, mas espera-se foco na acessibilidade e uso urbano, priorizando eficiência e custo-benefício.

Além do bZ4X, a Toyota também apresentou no GIIAS o novo Urban Cruiser EV, um SUV compacto elétrico que pode chegar às lojas em 2026, após a estreia do Suzuki e-Vitara.

A outra novidade revelada pela Toyota é a intenção de iniciar ainda em 2025 a produção de uma picape elétrica na Tailândia, onde a montadora já mantém centros produtivos importantes, como os da Hilux. O movimento visa enfrentar rivais como a BYD, que também planeja atuar nesse segmento com força no Sudeste Asiático.

E o Brasil?

Enquanto a Toyota acelera a eletrificação em mercados emergentes com apoio de políticas públicas, o Brasil não tem nenhum modelo 100% elétrico da marca à venda, ainda que conte com a produção local dos híbridos-plenos Corolla e Corolla Cross, se preparando para estrear o SUV compacto Yaris Cross, também com versão híbrida. A produção do bZ4X na Indonésia mostra que, com incentivos e planejamento adequados, mesmo fabricantes mais conservadores conseguem investir na mobilidade elétrica. 

Fontes: Nikkei, Toyota Indonésia, Electrek

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Internacional, Tecnologia

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, quer vender chips mais avançados para a China após a suspensão da proibição do H20

A Nvidia está buscando enviar chips mais avançados para a China do que os da geração atual, disse o CEO Jensen Huang nesta quarta-feira, enquanto tenta revitalizar as vendas na segunda maior economia do mundo.

Os comentários foram feitos após a Nvidia anunciar na segunda-feira que retomará as vendas do chip de inteligência artificial H20 para a China, revertendo uma proibição anterior. O H20 é um semicondutor menos avançado, projetado para cargas de trabalho de IA que estão em conformidade com as restrições de exportação dos EUA para a China.

“Espero conseguir levar chips mais avançados para a China do que o H20”, disse Huang durante uma coletiva de imprensa em Pequim, na China, em resposta a uma pergunta da CNBC.

“E a razão para isso é que a tecnologia está sempre avançando… hoje o Hopper é excelente, mas daqui a alguns anos teremos tecnologias cada vez mais avançadas, e acho sensato que o que nos for permitido vender na China também continue a melhorar com o tempo”, disse ele, referindo-se ao Hopper, a arquitetura de chips da Nvidia na qual o H20 é baseado.

A Nvidia tem sido alvo das tensões entre os Estados Unidos e a China em relação ao comércio e à tecnologia. A gigante da tecnologia enfrentou diversas rodadas de restrições que a forçaram a limitar o acesso de seus chips mais avançados à China. Em resposta, a Nvidia desenvolveu semicondutores que estão em conformidade com as restrições de exportação, como o H20.

Em maio, a Nvidia registrou uma baixa contábil de US$ 4,5 bilhões relacionada ao estoque não vendido do H20 e afirmou que suas vendas no último trimestre fiscal teriam sido US$ 2,5 bilhões maiores se não houvesse restrições de exportação.

Jensen Huang tem adotado uma postura cuidadosa: ao mesmo tempo em que elogia as políticas do presidente dos EUA, Donald Trump, de trazer a fabricação de chips de volta para os Estados Unidos, também faz lobby por mudanças nas restrições impostas à China.

O CEO da Nvidia argumenta que o mercado de IA na China pode valer US$ 50 bilhões nos próximos dois a três anos, e que seria uma “perda tremenda” para as empresas americanas ficarem de fora desse mercado. Huang também disse à CNBC neste ano que a rival chinesa Huawei “cobre bem o mercado chinês” caso as empresas dos EUA não possam participar.

“Controles de exportação são coisas que estão fora do nosso controle e podem ser bastante disruptivos para o nosso negócio. Nosso papel é apenas informar os governos sobre a natureza e as consequências não intencionais das políticas que eles implementam”, disse Huang durante sua visita a Pequim.

A Nvidia também apresentou um plano para lançar chips mais avançados, embora ainda não esteja claro se o governo dos EUA permitirá que a empresa venda esses produtos para companhias chinesas. No entanto, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, sugeriu na terça-feira que o governo deve continuar permitindo a venda de chips para a China, de modo que as empresas chinesas permaneçam dependentes da tecnologia americana.

“A ideia é que os chineses são mais do que capazes de fabricar seus próprios chips”, disse Lutnick à CNBC. “Você quer estar sempre um passo à frente do que eles conseguem construir, para que continuem comprando os nossos.”

Fonte: CNBC

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Logística, Tecnologia

Mega operação logística da BYD! Desembarca mais de 2 mil veículos em tempo recorde no Brasil

A cidade de Itajaí, em Santa Catarina, foi palco de um feito inédito para o setor: a desova e movimentação de mais de dois mil veículos da BYD, a gigante chinesa que vem transformando o mercado automotivo global e brasileiro.

A complexidade da carga em contêineres e a agilidade necessária para o processo foram superadas por uma empresa local, consolidando a região como um polo estratégico para a distribuição de carros no país.

A gigante logística em ação: dois mil veículos da BYD desembarcam em Itajaí

operação logística que movimentou mais de dois mil veículos da BYD em Itajaí é um testemunho da capacidade e infraestrutura do setor no Sul do Brasil.

O processo, liderado pela Tecadi, uma das principais operadoras logísticas da região, começou com a chegada de mais de 665 contêineres no Porto de Itajaí, todos vindo diretamente da China. A dimensão da carga em contêineres já indicava a grandiosidade do desafio.

Desde o final de junho, quando a carga aportou, a operação não parou. Funcionando 24 horas por dia, a equipe da Tecadi orquestrou um verdadeiro balé de veículos e equipamentos.

O processo incluiu o transporte rodoviário dos contêineres do porto até o centro logístico da empresa em Itajaí, o descarregamento minucioso de cada veículo de dentro dos contêineres usando empilhadeiras especializadas e, por fim, o armazenamento seguro antes da distribuição para todo o território nacional.

Essa agilidade é crucial para que os veículos da BYD cheguem rapidamente às concessionárias e, consequentemente, aos consumidores brasileiros.

Rafael Dagnoni, co-fundador da Tecadi, destacou a importância do feito: “Esta operação marca um novo marco para a empresa, reforçando a confiança de grandes marcas globais na nossa infraestrutura e demonstrando nossa capacidade de executar operações complexas com agilidade, tecnologia e alinhamento com princípios de sustentabilidade e inovação.”

Essa confiança da BYD em um operador brasileiro sublinha a importância estratégica de Itajaí na cadeia de suprimentos da montadora.

Carga em contêineres: o desafio e a eficiência na desova dos veículos BYD

A movimentação de veículos automotores em carga em contêineres é um processo logístico que exige expertise e equipamentos específicos.

Diferente do transporte em navios roll-on/roll-off (que permite aos veículos rodarem para dentro e para fora do navio), o método em contêineres, embora mais complexo na desova, oferece vantagens em termos de segurança e proteção da carga contra intempéries e avarias durante o transporte marítimo.

Para a BYD, que vem expandindo rapidamente sua presença no mercado brasileiro, essa operação logística eficiente é vital.

Ela garante que os dois mil veículos da BYD desembarquem em perfeitas condições e estejam prontos para a distribuição. Melissa Toresin, supervisora de importação e exportação da BYD Auto do Brasil, elogiou o sucesso e a agilidade da movimentação dos veículos, ressaltando a “excelência operacional” da empresa parceira.

Essa colaboração é fundamental para o cumprimento dos prazos e para a satisfação da demanda crescente pelos carros eletrificados da marca.

Itajaí: o polo logístico que atrai gigantes como a BYD

A escolha de Itajaí para essa monumental operação logística não foi por acaso. A cidade e seu porto consolidaram-se como um dos principais hubs logísticos do Brasil, especialmente para o Sul e Sudeste do país.

Com operadoras logísticas proeminentes, infraestrutura robusta e uma localização estratégica, Itajaí oferece as condições ideais para movimentações de grande volume e alta complexidade.

A Tecadi, com mais de 18 anos de experiência e uma estrutura moderna que inclui mais de 300.000 m² de área de armazenagem e uma frota de mais de 460 veículos, demonstra a capacidade local para atender às necessidades de empresas do porte da BYD.

A capacidade de operar 24 horas por dia, sete dias por semana, entre os portos, é um diferencial que garante a fluidez necessária para a operação logística de volumes tão expressivos.

O sucesso na desova dos dois mil veículos da BYD é um testemunho da crescente importância de Itajaí no cenário logístico nacional, reforçando seu papel como porta de entrada para a chegada de veículos, especialmente os elétricos e híbridos que desenham o futuro da mobilidade no Brasil.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Inovação, Tecnologia

Bolha de IA pode ser maior do que a de empresas de internet na década de 1990

Economista-chefe da Apollo, Torsten Slok, afirma que as 10 principais ações do S&P 500 estão mais supervalorizadas hoje do que no boom da década de 1990. UBS e Citi também advertem para formação de bolha acionária

Os alertas mais recentes de analistas e investidores do mercado financeiro sobre uma possível bolha de supervalorização de ações no S&P 500 têm chamado atenção, com paralelos cada vez mais evidentes à crise das empresas pontocom de duas décadas atrás.

As discussões sobre a formação de uma bolha não são novidade em Wall Street. Começaram a ganhar fôlego desde que a estreia do ChatGPT, no fim de 2022, desencadeou uma corrida pelo desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial (IA), com repercussão no mercado de ações.

Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management – empresa global de gestão de ativos -, advertiu esta semana em nota a clientes que os 10 principais nomes do índice de referência, a maioria empresas de tecnologia, estão sendo negociados a uma relação preço/lucro futura de 12 meses, em contraposição a 25 meses da média do S&P 500.

“A diferença entre a bolha de TI da década de 1990 e a bolha de IA de hoje é que as 10 maiores empresas do S&P 500 hoje estão mais supervalorizadas do que na década de 1990”, escreveu Slok.

Mesas de pesquisa de grandes bancos, como Goldman Sachs e Bank of America, têm dado sinais mais sutis de que a IA pode impulsionar a produtividade e os lucros, com impacto no mercado de ações nos próximos anos.

Os lucros das empresas do S&P 500 devem crescer 8% este ano, um desempenho considerado mediano para um ano longe da média. O que chama a atenção é o quanto desse crescimento depende do setor de tecnologia. Espera-se que as empresas do Vale do Silício aumentem seus lucros em 21% — o maior crescimento de todos os setores. Em contrapartida, os lucros do varejo devem avançar apenas 2,5%.

No setor de tecnologia, a expectativa é que as empresas de semicondutores — um dos setores com maior exposição global no mercado de ações — impulsionem os lucros este ano, com uma alta projetada de 49%.

Esse entusiasmo é um sinal de que Wall Street está apostando que a demanda por casos de uso de IA superará a turbulência tarifária ou as oscilações do mercado de trabalho.

O desempenho das ações das Big Techs em 2025 reforça essa percepção. As Sete Magníficas — Apple, Amazon, Alphabet, Meta, Microsoft, Tesla e Nvidia — valem juntas cerca de US$ 14 trilhões em valor atualizado de mercado.

Esse grupo representa aproximadamente 31% do valor de mercado total do S&P 500. Em comparação, no auge da bolha pontocom, em 2000, as maiores empresas representavam cerca de 22% do índice.

Risco sistêmico

Essa concentração levanta preocupações sobre risco sistêmico e vulnerabilidade do índice a quedas abruptas. Em abril, em meio ao impacto causado pelo tarifaço do presidente americano Donald Trump, essas sete empresas perderam US$ 800 bilhões em valor de mercado num único dia.

Na semana passada, estrategistas do UBS advertiram clientes que o mercado tem todos os ingredientes para uma bolha acionária. O risco seria menor, no entanto, se o Federal Reserve (Fed) – o banco central dos EUA – mantiver uma estratégia mais conservadora de política monetária, mantendo juros mais elevados por mais tempo.

De acordo com o banco, assim que o Fed retomar os cortes de juros, as condições para uma bolha devem estar presentes. “Aumentamos a probabilidade de um cenário de bolha para 25% no fim de 2026 e reconhecemos o risco de que isso seja muito baixo”, escreveram os estrategistas.

No início do mês, o Citi disse acreditar que as ações continuariam a ter um desempenho superior, graças à formação de uma bolha de IA nas ações.

“Nosso palpite é que uma possível bolha em ações relacionadas à IA pode atingir o pico apenas cerca de meio ano antes do pico do investimento em dólares americanos”, escreveram analistas, referindo-se aos gastos de capital relacionados à IA.

Gigantes de tecnologia como Amazon, Google, Microsoft e Meta estão aumentando de forma robusta os investimentos em IA. Os gastos combinados das Big Techs devem ultrapassar US$ 320 bilhões em 2025.

Alguns investidores estão preocupados com o prazo para que essas apostas proporcionem retorno sobre o investimento – uma possível demora pode acelerar o risco sistêmico e a vulnerabilidade do S&P 500.

Fonte: NeoFeed

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Inovação, Negócios, Tecnologia

Uber investe US$ 300 milhões para criar frota de robotáxis e terá carros autônomos em 2026

Empresa planeja lançar táxis autônomos nos EUA já em 2026 e comprará 20 mil veículos elétricos do modelo Lucid Gravity

O aplicativo de transporte Uber anunciou que investirá cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,67 bilhão, na cotação atual) na compra de ações da fabricante americana de carros elétricos Lucid Motors, com o objetivo de criar sua própria frota de robotáxis.

O setor de táxis autônomos tem despertado o interesse de vários investidores, como a Waymo — empresa controlada pelo Google — que, até o momento, lidera esse mercado nos Estados Unidos.

No final de junho, a Tesla estreou seu primeiro serviço de táxis autônomos em Austin, no Texas, operando em uma área restrita e com uma frota ainda pequena.

A Uber, por outro lado, firmou uma parceria com a Waymo e já disponibiliza um serviço de veículos autônomos em Atlanta, na Geórgia, e também em Austin.

Contudo, o acordo anunciado nesta quinta-feira representa um avanço importante: a Uber adquiriu cerca de 3% do capital da Lucid Motors, com base na cotação atual das ações.

O anúncio provocou uma alta de quase 30% nas ações da Lucid em Wall Street, por volta das 11h40, no horário de Brasília.

Como parte do acordo, a Uber se comprometeu a adquirir pelo menos 20 mil carros autônomos, baseados no SUV Lucid Gravity, ao longo dos seis anos seguintes ao início da produção, previsto para o segundo semestre de 2026.

Os veículos serão projetados especialmente para a Uber, em colaboração com a Nuro, startup especializada em softwares de direção autônoma.

De acordo com comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Uber também fará um investimento na Nuro e pretende lançar seus novos veículos autônomos em uma “grande cidade dos Estados Unidos” até o final do próximo ano.

A Lucid e a Nuro já estão testando o protótipo do robotáxi em um circuito fechado na cidade de Las Vegas.

Fonte: G1

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Comércio Exterior, Tecnologia

Tecnologia, Big Data e o Futuro do Comércio Internacional: entrevista com a especialista Mariana Tomelin

Com mais de 15 anos de atuação no comércio exterior, Mariana Pires Tomelin é referência quando o assunto é internacionalização de empresas. À frente da Exon Trade Business Intelligence, ela lidera projetos que integram inteligência comercial, análise de dados e tecnologia de ponta, como Inteligência Artificial e Big Data, para ampliar o desempenho de empresas brasileiras em mercados globais. Com domínio de seis idiomas e uma abordagem estratégica, Mariana atua em negociações multiculturais e apoia indústrias a se posicionarem de forma sólida e competitiva fora do Brasil.

Nesta entrevista, a especialista compartilha sua visão sobre as transformações tecnológicas no comércio internacional, os desafios enfrentados por empresas iniciantes na exportação e os caminhos para a inovação no setor. Confira:

Como a tecnologia tem transformado o comércio internacional?

MARIANA – A transformação digital trouxe automação de processos aduaneiros, rastreabilidade logística em tempo real e plataformas de integração entre fornecedores, compradores e agentes logísticos. Hoje, é possível exportar com mais segurança, velocidade e inteligência.

Qual o papel do Big Data no comércio exterior?

MARIANA – O Big Data possibilita decisões baseadas em dados concretos: desde a identificação de mercados potenciais até a análise de concorrência, preços praticados e comportamento de consumo global. Com ferramentas avançadas, é possível traçar estratégias muito mais eficazes.

Quais tecnologias emergentes você considera aliadas das empresas que querem se posicionar globalmente?

MARIANA – Inteligência Artificial, blockchain, automação aduaneira, plataformas de e-commerce B2B e ERPs integrados são essenciais. Essas ferramentas otimizam custos, aumentam a segurança jurídica e ampliam o alcance comercial das empresas.

Qual a importância do comércio internacional para as empresas atualmente?

MARIANA – O comércio internacional é uma alavanca estratégica para o crescimento das empresas. Ele permite acesso a novos mercados, maior escala de produção, diversificação de receitas e redução de dependência do mercado interno. Para muitas empresas, internacionalizar-se deixou de ser uma opção e se tornou uma necessidade.

Como a exportação contribui para a solidez e longevidade das empresas?

MARIANA – Exportar é uma forma de gerar receita em moeda forte, diluir riscos e aumentar a competitividade. Além disso, empresas exportadoras tendem a investir mais em inovação, qualidade e eficiência, o que as torna mais resilientes em momentos de crise.

Por que diversificar mercados é uma estratégia tão relevante no comércio exterior?

MARIANA – A diversificação reduz a exposição a riscos geopolíticos, variações cambiais e mudanças regulatórias. Atuar em diferentes regiões permite equilibrar sazonalidades e adaptar produtos a múltiplos perfis de consumo.

Por que é fundamental que a empresa se posicione estrategicamente no mercado internacional?

MARIANA – O posicionamento define como a marca será percebida globalmente. Uma empresa bem posicionada comunica seus diferenciais, valores e capacidade produtiva de forma coerente e confiável, o que impacta diretamente na atração de clientes e parceiros comerciais.

Como consultorias especializadas podem acelerar o processo de internacionalização?

MARIANA – Consultorias estratégicas conhecem os atalhos legais, logísticos e comerciais para cada país. Elas ajudam a evitar erros caros, planejar com eficiência, reduzir custos tributários e abrir portas por meio de uma rede de contatos qualificada.

O quanto é importante entender a legislação internacional e os trâmites burocráticos?

MARIANA – O desconhecimento legal é um dos principais fatores que inviabilizam ou tornam uma operação internacional deficitária. Conhecer as normas, tanto do país de origem quanto de destino, garante segurança jurídica, redução de riscos e maior agilidade no processo.

Quais são os principais erros cometidos por empresas iniciantes no comércio exterior?

MARIANA – Entre os erros mais comuns estão: subestimar os custos logísticos, não adequar o produto ao mercado-alvo, negligenciar barreiras não-tarifárias, não buscar apoio técnico e trabalhar sem contratos bem elaborados.

Que papel o planejamento estratégico desempenha no sucesso da exportação?

MARIANA – O planejamento permite antecipar riscos, organizar processos, preparar equipes e construir metas realistas. Sem planejamento, a exportação pode virar um esforço isolado e insustentável.

Como as micro e pequenas empresas podem começar a exportar com segurança?

MARIANA – Elas devem buscar capacitação, participar de programas de incentivo à exportação, estudar o mercado-alvo e começar com operações-piloto. Hoje, há muitas plataformas e órgãos de apoio à disposição.

A atuação internacional exige adaptação dos produtos ou serviços?

MARIANA – Em muitos casos, sim. Pode ser necessária a adaptação de embalagem, rótulos, certificações técnicas e até mesmo do posicionamento da marca. Essa adaptação demonstra respeito ao mercado local e aumenta a aceitação do produto.

Como lidar com as exigências documentais do comércio exterior?

MARIANA – É essencial montar um checklist robusto e manter uma comunicação fluida entre os departamentos envolvidos. Ter apoio de um despachante aduaneiro e sistemas integrados de gestão documental é um grande diferencial.

O que mudou no comércio exterior nos últimos 5 anos?

MARIANA – Houve avanços expressivos na digitalização dos processos, maior exigência de sustentabilidade, aumento da volatilidade geopolítica e uma crescente demanda por rastreabilidade e transparência.

Quais habilidades você considera essenciais para um profissional da área?

MARIANA – Visão estratégica, capacidade de negociação, conhecimento técnico em legislação e logística, domínio de idiomas, familiaridade com tecnologia e sensibilidade cultural são indispensáveis.

Como você enxerga o papel do Brasil no comércio exterior nos próximos anos?

MARIANA – O Brasil tem potencial para ser protagonista, especialmente com alimentos, minérios, energia limpa e biotecnologia. Para isso, é preciso investir em infraestrutura, acordos comerciais e redução da burocracia.

Que conselhos você daria para quem deseja construir carreira em comércio exterior?

MARIANA – Busque conhecimento prático, aprenda com erros, esteja sempre atualizado e desenvolva uma mentalidade global. O profissional dessa área precisa ser curioso, resiliente e conectado com as mudanças do mundo.

Há espaço para inovação no comércio exterior?

MARIANA – Muito. Desde soluções logísticas inteligentes até plataformas de matchmaking internacional, passando por fintechs de câmbio e crédito. O setor ainda tem muito a evoluir com apoio de tecnologia.

Qual mensagem você deixa para as empresas brasileiras que ainda não exportam?

MARIANA – A internacionalização pode parecer desafiadora, mas é perfeitamente viável com planejamento, orientação e coragem. O Brasil tem produtos e talentos de altíssimo nível; com a preparação adequada é possível diversificar mercados e trazer inúmeros benefícios para a empresa e para a sociedade.

Sobre a especialista:

Mariana Pires Tomelin é especialista em Comércio Exterior e fundadora da Exon Trade Business Intelligence. Com atuação estratégica em projetos de internacionalização, Mariana tem como missão tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador. Seu trabalho une experiência técnica, visão de futuro e fluência cultural, transformando dados e desafios em estratégias de expansão global para empresas brasileiras.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Tecnologia

Tecnologia e Estratégia: a Revolução da Inteligência Artificial e do Big Data no Comércio Exterior

O comércio exterior vive uma revolução silenciosa, mas profunda, movida por tecnologias emergentes como a Inteligência Artificial (IA) e o Big Data. Em um cenário global altamente dinâmico, essas ferramentas vêm transformando a forma como as empresas se posicionam internacionalmente, passando da intuição à tomada de decisões baseadas em dados concretos.

Segundo a especialista em Comércio Exterior Mariana Pires Tomelin, o uso dessas tecnologias deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estratégica. “A IA permite analisar grandes volumes de informações em tempo real, identificar padrões de comportamento de consumo, antecipar variações de demanda e até sugerir mercados com maior potencial de aceitação para um determinado produto”, afirma.

Com mais de 15 anos de experiência na internacionalização de indústrias e à frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana destaca que sistemas inteligentes também ajudam a prever riscos cambiais, automatizar classificações fiscais, sugerir rotas logísticas mais eficientes e garantir o cumprimento de regulamentações locais. “O resultado é a redução de custos e o aumento da eficiência operacional”, explica.

Já o Big Data oferece uma leitura ampla e profunda do mercado internacional, permitindo acompanhar o comportamento de concorrentes, identificar tendências de preço e reconhecer oportunidades em mercados ainda pouco explorados. “A combinação entre volume, velocidade e variedade dos dados gera uma inteligência de mercado muito mais sofisticada, tornando possível a tomada de decisões com menor margem de erro”, reforça.

No entanto, Mariana alerta: é fundamental que as empresas tenham profissionais capacitados não apenas nas práticas técnicas do comércio exterior, mas também com fluência digital e capacidade de interpretar os dados. “Mais do que dominar leis e tratados, o novo profissional da área precisa ter um pensamento estratégico orientado por dados”, afirma.

Com domínio de seis idiomas e atuação em negociações multiculturais, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional. Sua missão é clara: “Tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo.”

Para ela, a integração entre tecnologia e inteligência humana é o caminho para uma atuação internacional mais competitiva e alinhada às exigências de um mercado globalizado. “Investir em IA e Big Data é investir na longevidade e na relevância da empresa no cenário internacional do presente e do futuro”, conclui.

TEXTO: REDAÇÃO
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Portos, Tecnologia

Nova função de aplicativo facilita o envio de informações para melhorias urbanas no Porto de Santos

População pode registrar problemas de zeladoria urbana dentro do complexo portuário e acompanhar a resolução diretamente no app.

A Autoridade Portuária de Santos (APS), no litoral de São Paulo, lançou uma nova funcionalidade no aplicativo Porto de Santos. A ferramenta conta com a área Zeladoria Cidadã, onde permite à população registrar e enviar informações sobre problemas urbanos no complexo portuário. O app busca fomentar a participação social e melhorar a infraestrutura local.

A nova funcionalidade já está disponível e permite que qualquer pessoa registre, envie fotos e abra um chamado junto à APS para solicitar reparos como buracos no asfalto, problemas de iluminação, acúmulo de lixo e vazamento de água nas vias do porto.

O aplicativo é gratuito e está disponível na Play Store e na Apple Store. Segundo a autoridade portuária, o desenvolvimento do programa foi realizado por meio da Fábrica de Softwares, uma parceria entre as empresas Paipe e MSB, contratadas para fornecer soluções tecnológicas sob demanda da Gerência de Desenvolvimento de Sistemas.

Os contratos somam cerca de R$ 6 milhões, valor que se refere ao atendimento de diversas necessidades de desenvolvimento da empresa. No entanto, o valor específico para o aplicativo não foi informado.

Como funciona

Para utilizar o serviço, é necessário baixar o aplicativo Porto de Santos, acessar a aba “Fale com o Porto” e, na sequência, “Acessar Zeladoria”. Após realizar o cadastro, o usuário pode registrar a solicitação, informando dados, o local exato e, se houver, anexar imagens para detalhar a situação.

A solicitação será analisada e, se aprovada, encaminhada ao órgão competente para atendimento. O sistema permite o acompanhamento e a resolução das demandas.

De acordo com a APS, o objetivo é beneficiar tanto os usuários quanto as equipes responsáveis pela zeladoria. A funcionalidade não será integrada a outras plataformas públicas, sendo conectada exclusivamente aos sistemas internos de gestão do Porto de Santos.

Investimentos em inovação

Além do aplicativo, a APS divulgou um portfólio de inovações para enfrentar desafios operacionais e consolidar sua liderança no cenário logístico internacional. Entre os projetos em andamento, constam uma rede 5G privativa, o VTMIS e o futuro Gêmeo Digital. Veja abaixo detalhes dos projetos:

Rede 5G

Um convênio de cooperação técnica e financeira firmado entre APS e Fundação Parque Tecnológico Itaipu (Itaipu Parquetec) prevê o investimento de cerca de R$ 31 milhões ao longo de três anos para ampliar a conectividade do Porto Organizado. A primeira fase, que aguarda a liberação da Anatel para instalação das antenas, contemplará o complexo da presidência da empresa, o Parque Valongo e a Ponte de Inspeção Naval.

VTMIS

A APS ainda lançará o edital para instalação do Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (Vessel Traffic Management Information System, VTMIS). A solução atuará como um centro de inteligência de dados, fornecendo às autoridades portuárias e à Marinha informações integradas sobre posicionamento de embarcações, condições climáticas, rotas de navegação e potenciais riscos.

Gêmeo Digital

Um grande simulador do Porto de Santos. Este é o conceito do Gêmeo Digital, outra parceria com o Itaipu Parquetec, que funcionará como uma réplica virtual do complexo portuário, espelhando informações sobre o tráfego de embarcações, movimento de cargas, uso dos berços, trânsito nas vias perimetrais, consumo de recursos hídricos, energéticos e outras variáveis.

Fonte: G1

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