Sustentabilidade

São Paulo terá primeira planta industrial de combustível sustentável de aviação produzido a partir da cana

O estado de São Paulo vai sediar a primeira planta industrial voltada à produção de combustível sustentável de aviação (SAF) obtido a partir de biogás gerado por resíduos da biomassa da cana-de-açúcar. A unidade será implantada no município de Elias Fausto, localizado a cerca de 45 quilômetros de Campinas.

A iniciativa prevê um cronograma de três anos e receberá investimentos de aproximadamente 7,8 milhões de euros. Desse total, 1,5 milhão de euros será financiado pelo governo da Alemanha.

Parceria internacional impulsiona o projeto

O empreendimento será executado pela Geo Bio Gas & Carbon, em parceria com a Coopersucar. A cooperação também conta com o apoio do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha.

Segundo a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, o projeto está alinhado às metas climáticas do Estado de São Paulo, que busca ampliar a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio de soluções sustentáveis.

Produção de SAF deve alcançar 750 litros por dia

A expectativa é que a planta produza cerca de 750 litros diários de SAF, combustível que poderá ser misturado ao querosene de aviação (QAV) convencional. A previsão inicial era de início da produção a partir de 2025.

O combustível sustentável de aviação é considerado uma das principais alternativas para diminuir a pegada de carbono do transporte aéreo, permitindo sua utilização na infraestrutura já existente do setor.

O que é o combustível sustentável de aviação?

O SAF é um biocombustível produzido a partir de diferentes matérias-primas renováveis, como óleos vegetais, gorduras animais, resíduos agrícolas e até óleo de cozinha usado.

Dependendo da matéria-prima e do processo de fabricação, esse combustível pode reduzir entre 60% e 80% das emissões de carbono em comparação ao querosene de aviação utilizado atualmente.

SAF é peça-chave para a descarbonização da aviação

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) estima que o SAF responderá por aproximadamente 65% da redução das emissões de carbono necessária para que a aviação alcance a meta de neutralidade climática até 2050.

A entidade também projeta que novas tecnologias, como aeronaves elétricas e movidas a hidrogênio, contribuirão com 13% dessa redução, enquanto melhorias operacionais e de infraestrutura representarão 3%. Os 19% restantes deverão vir de soluções de captura de carbono.

Brasil tem potencial para liderar a produção de SAF

Estudos elaborados pela consultoria Agroicone em conjunto com a organização Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB) apontam que o Brasil possui capacidade para produzir mais combustível sustentável de aviação do que consome atualmente.

A análise considera cinco principais fontes de matéria-prima: resíduos da cana-de-açúcar, resíduos de eucalipto, sebo bovino, gases provenientes do refino do aço e óleo de cozinha usado.

Atualmente, o consumo nacional de querosene de aviação gira em torno de 7,5 bilhões de litros por ano. Com o aproveitamento dessas matérias-primas, o país teria potencial para produzir cerca de 8,4 bilhões de litros de SAF anualmente, sendo que apenas os resíduos da cana responderiam por aproximadamente 77% desse volume.

FONTE: Brasil Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Pixabay

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Sustentabilidade

Eco Invest Brasil amplia busca por investimentos na Ásia para impulsionar inovação e transformação ecológica

O Eco Invest Brasil iniciou uma rodada de apresentações na Ásia para atrair novos investimentos destinados à transformação ecológica, à inovação e ao desenvolvimento produtivo do país. A missão, promovida pelo Ministério da Fazenda, começou na China e reúne investidores, instituições financeiras, fundos, empresas e representantes de governos interessados em oportunidades de negócios sustentáveis no Brasil.

A agenda inclui encontros em Xangai e Pequim, onde a delegação brasileira apresenta as oportunidades oferecidas pelo programa, com destaque para o novo leilão voltado à criação de Fundos de Inovação.

Missão fortalece diálogo com instituições financeiras e empresas

Durante a etapa na China, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participa de compromissos ao lado de integrantes da equipe econômica brasileira. A programação contempla o Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes, reuniões bilaterais com investidores e empresas, além de encontros com instituições como o Banco Popular da China, o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, a Renmin University e o Banco da China.

Os debates também abordam temas estratégicos, como finanças verdes, mercado de carbono e transição ecológica, considerados prioritários para ampliar a cooperação entre Brasil e países asiáticos.

Novo leilão prioriza inovação e descarbonização

Um dos principais focos da missão internacional é a divulgação do 5º Leilão do Eco Invest Brasil, que prevê a criação de Fundos de Inovação para conectar investidores, centros de pesquisa, indústria e mercado.

A iniciativa pretende acelerar projetos em setores considerados estratégicos para a economia brasileira, incluindo combustíveis verdes, fertilizantes verdes, minerais críticos, química verde, biomateriais, sistemas de baterias, inteligência artificial, automação industrial e soluções voltadas à descarbonização dos processos produtivos.

Ásia é considerada parceira estratégica para o programa

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a escolha da Ásia como destino da missão reflete o potencial tecnológico, industrial e financeiro da região, especialmente em áreas ligadas à inovação e à economia de baixo carbono.

De acordo com ele, China, Japão e Coreia do Sul concentram importantes centros globais de tecnologia e financiamento de longo prazo, tornando-se parceiros estratégicos para ampliar investimentos em projetos sustentáveis no Brasil.

Japão e Coreia do Sul serão os próximos destinos

Após a etapa na China, a missão seguirá para o Japão e a Coreia do Sul, com agendas previstas em Tóquio e Seul. O objetivo é ampliar o diálogo com mercados que possuem elevada capacidade de investimento e forte presença em cadeias produtivas essenciais para a transformação ecológica.

Integrante do Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica, o Eco Invest Brasil já mobilizou mais de R$ 140 bilhões para financiar projetos sustentáveis. Desse total, mais de R$ 63 bilhões deverão ser captados no mercado internacional, reforçando a capacidade do programa de atrair capital estrangeiro de longo prazo para iniciativas ambientais e de inovação.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério da Fazenda

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Sustentabilidade

Fundo Amazônia alcança R$ 1,3 bilhão anuais e reforça parceria com ApexBrasil na promoção da bioeconomia

O Fundo Amazônia celebrou um novo ciclo de expansão ao atingir a marca de R$ 1,3 bilhão em projetos aprovados por ano, consolidando sua maior capacidade de investimento desde a criação. O balanço foi apresentado durante a 36ª reunião do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA), realizada em Brasília, com participação de representantes do governo federal, sociedade civil e instituições parceiras.

O fundo, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já soma 153 projetos aprovados e cerca de R$ 5,3 bilhões em doações acumuladas. A iniciativa também ampliou sua atuação para mais de 650 organizações, alcançando 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e aproximadamente 260 mil pessoas.

Desde 2023, o volume anual de aprovações cresceu de cerca de R$ 300 milhões para R$ 1,3 bilhão, marcando uma fase de fortalecimento das políticas de conservação ambiental, desenvolvimento sustentável e apoio às comunidades da Amazônia.

Parceria com ApexBrasil reforça imagem internacional do Brasil sustentável

A integração entre o Fundo Amazônia e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) tem sido apontada como estratégica para a consolidação da imagem do país no exterior.

Segundo a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a parceria contribui para posicionar o Brasil como referência em economia verde, inovação e sustentabilidade. A articulação busca integrar a agenda ambiental às ações de promoção internacional da bioeconomia brasileira e dos produtos amazônicos.

Produtos da Amazônia ganham espaço no mercado internacional

A ApexBrasil também desempenha papel direto na internacionalização de iniciativas apoiadas pelo fundo. De acordo com a gerente de Relações Institucionais e Governamentais da agência, Carla Duarte, pelo menos três cooperativas beneficiadas pelo Fundo Amazônia já conseguiram acessar mercados internacionais.

A estratégia inclui ações de dupla via: levar produtos amazônicos ao exterior e, ao mesmo tempo, atrair compradores estrangeiros para conhecer os modelos produtivos da região.

Esse movimento busca demonstrar que a produção sustentável na Amazônia pode ser compatível com a preservação da floresta e gerar novas oportunidades de renda para comunidades locais.

Fundo Amazônia amplia apoio e recebe novos aportes internacionais

Durante a reunião do COFA, foi informado que o Fundo Amazônia conta atualmente com 653 organizações apoiadas direta ou indiretamente, além de nove países doadores, entre eles Alemanha, Estados Unidos, Dinamarca, Suíça, Japão, União Europeia, Reino Unido e Irlanda.

Os três últimos anunciaram novos aportes que somam R$ 600 milhões, reforçando o papel internacional do fundo como instrumento de financiamento climático.

Tereza Campello destacou que o fundo vive um momento de retomada e expansão, após anos de retração, ampliando sua capacidade de investimento e fortalecendo sua atuação em políticas ambientais e sociais.

Novas iniciativas e premiação para projetos sustentáveis

Como parte das ações de incentivo, seguem abertas até 6 de julho as inscrições para o Prêmio Fundo Amazônia – Conhecer e Reconhecer. A iniciativa selecionará 50 projetos, sendo:

  • 15 iniciativas de organizações indígenas
  • 15 de comunidades quilombolas
  • 20 de outros povos e comunidades tradicionais

Cada projeto premiado receberá R$ 50 mil, totalizando R$ 2,5 milhões em repasses.

Fundo Amazônia reforça transparência e governança

O fundo também foi destacado por seu alto nível de controle institucional. Segundo a direção do BNDES, a iniciativa é uma das mais auditadas do país, passando por avaliações do Tribunal de Contas da União, da Controladoria-Geral da União e auditorias independentes.

Os resultados, segundo a gestão, reforçam a efetividade dos projetos e sua relevância tanto no cenário nacional quanto internacional.

Agenda estratégica integra governo, sociedade e organismos internacionais

A reunião contou com representantes de diversos ministérios, incluindo Meio Ambiente e Mudança do Clima, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Ciência, Tecnologia e Inovação, Justiça e Segurança Pública, além da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e membros da sociedade civil.

Na programação, os participantes também visitaram a exposição “Afluentes: caminhos e histórias do Fundo Amazônia”, em Brasília, em uma agenda que antecedeu o evento comemorativo “Fundo Amazônia 18 Anos: Resultados que Transformam”.

Sustentabilidade e desenvolvimento seguem como eixo central

Com a ampliação dos investimentos e o fortalecimento de parcerias como a da ApexBrasil, o Fundo Amazônia reforça sua posição como um dos principais instrumentos globais de apoio à conservação ambiental, à inclusão social e ao desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: apexBrasil

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Sustentabilidade

Etanol de milho brasileiro pode ser 80% mais limpo que combustível marítimo, aponta OMI

O etanol de milho brasileiro ganhou destaque no cenário internacional após a Organização Marítima Internacional (OMI) definir oficialmente sua pegada de carbono. A classificação coloca o biocombustível como uma das alternativas mais promissoras para a descarbonização do transporte marítimo global.

Segundo a entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), o combustível produzido a partir do milho de segunda safra no Brasil apresenta intensidade de carbono de 20,8 gramas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) por megajoule, índice significativamente inferior ao dos combustíveis atualmente utilizados pelos navios.

Combustível marítimo tem emissão muito superior

Os dados da OMI mostram que a intensidade média de gases de efeito estufa dos combustíveis usados hoje no transporte marítimo é de 93,3 gramas de CO2e por megajoule. Isso significa que o etanol de milho produzido no Brasil pode ser cerca de 80% menos poluente em comparação aos combustíveis convencionais do setor.

Para especialistas da indústria, a definição desse parâmetro representa um avanço importante para a regulamentação internacional dos chamados combustíveis de baixa emissão de carbono.

De acordo com Gustavo Mariano, vice-presidente de comercialização da Inpasa, a decisão fortalece a posição do etanol brasileiro como alternativa viável para reduzir as emissões no transporte marítimo.

“O reconhecimento da OMI representa um marco importante para o setor e reforça o potencial do etanol de milho produzido no Brasil e na América do Sul na transição para uma matriz energética mais sustentável”, afirmou.

Produção de etanol de milho cresce rapidamente no Brasil

Embora o mercado brasileiro de etanol tenha sido historicamente dominado pela cana-de-açúcar, o segmento de etanol de milho registrou forte expansão nos últimos anos.

Dados da associação UNEM indicam que a produção do biocombustível deve alcançar quase 10 bilhões de litros na safra 2025/26. No início da década, esse volume era de aproximadamente 2,65 bilhões de litros, demonstrando o crescimento acelerado do setor.

A evolução da produção acompanha o aumento dos investimentos em tecnologia, eficiência industrial e projetos voltados à redução das emissões de carbono.

Setor aposta em combustível ainda mais sustentável

Empresas do segmento já trabalham em iniciativas para diminuir ainda mais a pegada ambiental do produto. Rafael Abud, diretor-executivo da Fueling Sustainability (FS), destaca que a companhia tem investido em diversas soluções para ampliar a sustentabilidade do combustível.

Entre as medidas adotadas estão a redução das emissões provenientes do uso de biomassa, melhorias nos processos industriais e projetos de bioenergia com captura e armazenamento de carbono.

Segundo o executivo, essas iniciativas poderão tornar o etanol produzido pela empresa um combustível com pegada de carbono negativa no futuro.

Mercado marítimo abre novas oportunidades para os biocombustíveis

Representantes do setor acreditam que a eventual aprovação dos biocombustíveis para uso em larga escala no transporte marítimo poderá gerar novas oportunidades de negócios e agregar valor aos combustíveis de menor impacto ambiental.

Além disso, o tamanho do mercado global de combustíveis marítimos indica que haverá espaço para diferentes alternativas renováveis, incluindo o etanol de milho, o etanol de cana-de-açúcar e o biodiesel.

Segundo Gustavo Mariano, se todo o mercado mundial de combustível bunker fosse convertido para seu equivalente em etanol, a demanda poderia chegar a quase 400 bilhões de litros.

Para o executivo, o volume necessário para abastecer a navegação internacional é tão expressivo que exigirá a participação conjunta de diversas fontes sustentáveis de energia renovável.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Sustentabilidade

Armazenamento de energia e hidrogênio ganham protagonismo nas estratégias de Brasil e China

O avanço do armazenamento de energia e do hidrogênio verde tem reforçado o papel dessas tecnologias como pilares da transição energética global. O tema esteve no centro das discussões do painel “Fortalecendo as energias renováveis com hidrogênio e armazenamento de energia em uma nova era”, realizado nesta sexta-feira (12) durante o 17º Fórum e Exposição Internacional de Investimentos e Construção de Infraestrutura, em Macau.

Promovido pela PowerChina e conduzido por Li Sisheng, vice-presidente executivo da companhia, o encontro reuniu representantes do setor energético, especialistas e lideranças empresariais de diferentes países para debater os desafios da expansão das energias renováveis e as soluções necessárias para garantir maior estabilidade aos sistemas elétricos.

Brasil prepara primeiro leilão nacional de baterias

O debate ocorre em um momento estratégico para o Brasil. Recentemente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou a realização do primeiro leilão nacional de sistemas de armazenamento por baterias, previsto para dezembro de 2026.

A expectativa é que a iniciativa atraia mais de R$ 10 bilhões em investimentos, contribuindo para ampliar a segurança energética, aumentar a flexibilidade operacional do sistema e facilitar a integração de fontes renováveis ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Armazenamento de energia se torna peça-chave da transição energética

Durante a abertura do painel, Fang Qiuchen, presidente da Associação Internacional de Empreiteiros da China (CHINCA), destacou que o setor energético mundial vive uma nova etapa de transformação impulsionada pela inovação tecnológica, pela expansão das fontes limpas e pelas mudanças na matriz energética.

Segundo ele, o modelo tradicional está sendo substituído por sistemas mais eficientes, inteligentes e sustentáveis. Nesse cenário, o armazenamento de energia e o hidrogênio assumem funções estratégicas para equilibrar oferta e demanda, aumentar a capacidade de regulação das redes elétricas e viabilizar a integração de fontes renováveis.

Fang ressaltou ainda que a rápida expansão da energia solar e da energia eólica traz desafios relacionados à intermitência da geração. Para ele, o armazenamento é essencial para garantir o aproveitamento eficiente desses recursos em larga escala.

Integração tecnológica fortalece sistemas energéticos

Na sequência, He Yanfeng, vice-presidente executivo da Power Construction Corporation of China, afirmou que a busca simultânea por crescimento econômico, sustentabilidade ambiental e segurança energética tem acelerado a transformação do setor.

De acordo com o executivo, os sistemas de armazenamento passaram a desempenhar papel estrutural ao permitir que a eletricidade produzida por fontes renováveis seja utilizada de forma mais previsível e eficiente.

He destacou que a combinação entre energia solar, hidrogênio verde, armazenamento de energia e redes inteligentes representa uma das principais rotas tecnológicas para os sistemas energéticos do futuro.

O executivo também apresentou projetos desenvolvidos pela empresa em diferentes regiões do mundo, incluindo um dos maiores empreendimentos de armazenamento conectado à rede elétrica na Arábia Saudita e iniciativas voltadas ao uso industrial de energia renovável na Ásia Central.

Segundo ele, o armazenamento agrega “valor de tempo” à energia renovável, permitindo que a eletricidade gerada em períodos de maior produção seja utilizada posteriormente com segurança e estabilidade.

Hidrogênio verde e armazenamento caminham juntos

A visão internacional do tema foi reforçada por Adel Alsaeedi, vice-presidente sênior da Emirates Water and Electricity Company (EWEC), dos Emirados Árabes Unidos.

O executivo alertou que o aumento da demanda global por eletricidade, impulsionado pelo crescimento populacional, pela industrialização e pela expansão tecnológica, exige soluções capazes de fornecer energia limpa em grande escala.

Para Alsaeedi, embora as fontes renováveis sejam fundamentais para a descarbonização da economia, elas não conseguem, sozinhas, atender todas as exigências dos sistemas elétricos modernos.

Nesse contexto, o hidrogênio verde e os sistemas de armazenamento de energia tornam-se indispensáveis para garantir flexibilidade operacional, estabilidade das redes e maior resiliência energética.

Ele destacou ainda que o hidrogênio terá papel decisivo na redução das emissões em setores de difícil eletrificação, como aviação, transporte marítimo e indústria pesada, enquanto o armazenamento permitirá ampliar a participação das fontes renováveis com maior confiabilidade.

Estratégias de Brasil e China mostram convergência

As discussões realizadas em Macau reforçam que o armazenamento de energia deixou de ser uma solução complementar para se tornar um elemento central na expansão das energias renováveis em escala global.

A avaliação está alinhada com os movimentos adotados pelo Brasil, que busca ampliar sua capacidade de armazenamento por meio do leilão nacional de baterias e fortalecer a integração da geração solar e eólica ao sistema elétrico.

Nesse cenário, os debates promovidos pela PowerChina evidenciam uma crescente convergência entre as estratégias de Brasil e China. Os dois países avançam na construção de sistemas energéticos mais limpos, resilientes e preparados para absorver volumes cada vez maiores de energia renovável, tendo o armazenamento de energia e o hidrogênio verde como protagonistas dessa transformação.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Brasil 247

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Sustentabilidade

China instala sistema de energia limpa em base científica na Antártida para enfrentar noite polar

A China colocou em operação um avançado sistema de energia híbrida na Antártida para abastecer a Estação Qinling, localizada no Mar de Ross. A estrutura combina energia solar, turbinas eólicas, hidrogênio, baterias especiais para baixas temperaturas e geradores a diesel, garantindo funcionamento contínuo mesmo durante a longa noite polar.

O projeto faz parte da estratégia chinesa de ampliar sua presença científica no continente antártico e reduzir a dependência de combustíveis fósseis em áreas remotas e de difícil acesso.

Estação Qinling opera em uma das regiões mais extremas do planeta

Instalada na Ilha Inexpressible, na Baía Terra Nova, a Estação Qinling é a quinta base científica da China na Antártida. A unidade iniciou oficialmente suas atividades em fevereiro de 2024 e foi projetada para funcionar durante todo o ano.

A estrutura pode abrigar até 80 pesquisadores no verão e cerca de 30 pessoas durante o inverno antártico.

O sistema energético começou a operar em março de 2025 e foi desenvolvido para enfrentar condições extremas, como temperaturas negativas intensas, ventos fortes, gelo constante e longos períodos sem luz solar.

Sistema híbrido combina energia solar, eólica e hidrogênio

A infraestrutura energética da base inclui turbinas eólicas de 100 quilowatts, painéis solares com capacidade de 130 quilowatts, baterias de baixa temperatura e uma unidade de hidrogênio capaz de gerar energia contínua.

O modelo permite alternar diferentes fontes de geração conforme as condições climáticas da Antártida. Em períodos de vento forte, a produção eólica assume parte do abastecimento. Já durante os momentos de maior incidência solar, os painéis fotovoltaicos alimentam laboratórios, alojamentos e sistemas de comunicação.

Quando não há vento nem luz solar suficiente, o armazenamento em baterias e o sistema de hidrogênio entram em operação para manter a estação ativa.

Hidrogênio garante energia durante a noite polar

Um dos principais desafios das bases científicas na Antártida é a chamada noite polar, período em que a região permanece semanas ou meses sem luz solar.

Para enfrentar essa condição, a Estação Qinling utiliza o hidrogênio como reserva estratégica de energia. Segundo informações divulgadas por veículos chineses, a unidade consegue fornecer 30 quilowatts de eletricidade contínua por até 14 dias sem geração solar.

As baterias especiais instaladas na base também foram desenvolvidas para suportar temperaturas extremamente baixas, condição que normalmente reduz o desempenho de sistemas convencionais de armazenamento energético.

China quer reduzir uso de diesel na Antártida

Apesar do foco em energia renovável, a estação mantém geradores a diesel como sistema de apoio e segurança operacional. O modelo híbrido garante redundância energética em situações de baixa geração renovável ou falhas técnicas.

A meta da China é fazer com que cerca de 60% da energia consumida na Qinling venha de fontes limpas, reduzindo a necessidade de transporte de combustível por navios e aeronaves — operações consideradas caras, complexas e ambientalmente sensíveis.

Base amplia presença científica chinesa no Mar de Ross

A localização da Estação Qinling fortalece a atuação chinesa em uma área estratégica para pesquisas climáticas e ambientais.

O Mar de Ross é considerado uma das regiões mais relevantes da Antártida para estudos sobre oceanografia, glaciologia, mudanças climáticas e ecossistemas polares.

Com a nova estrutura, a China amplia sua capacidade de coleta de dados científicos e reforça sua presença em uma região onde a pesquisa também possui importância geopolítica.

Projeto pode servir de modelo para áreas isoladas

Além do uso na Antártida, a experiência da Estação Qinling pode contribuir para soluções energéticas em regiões remotas ao redor do mundo.

A integração entre energia eólica, solar, hidrogênio e baterias em ambientes extremos pode ajudar no desenvolvimento de sistemas para ilhas isoladas, regiões montanhosas e comunidades sem acesso estável à rede elétrica.

A operação da base demonstra que a combinação entre fontes renováveis, armazenamento energético e geração emergencial pode garantir fornecimento contínuo mesmo em ambientes severos e de difícil logística.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Sustentabilidade

Pacto pela Sustentabilidade: empresas têm até 5 de junho para aderir à iniciativa do MPor

Empresas dos setores portuário, aquaviário e aeroportuário têm prazo até 5 de junho de 2026 para aderir ao Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa criada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para estimular práticas sustentáveis na infraestrutura de transporte do país.

O programa faz parte da Política de Sustentabilidade do ministério e busca alinhar o setor logístico brasileiro aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Selo de Sustentabilidade reconhecerá empresas participantes

As organizações que aderirem ao pacto poderão concorrer ao Selo de Sustentabilidade, dividido nas categorias Bronze, Prata, Ouro e Diamante.

A classificação será definida conforme o nível de comprometimento das empresas e os resultados alcançados nas áreas de governança, meio ambiente e responsabilidade social.

Para participar da avaliação, as companhias deverão apresentar iniciativas ligadas aos três pilares da política: Planejamento e Governança, Meio Ambiente e Mudança do Clima e Responsabilidade Social.

Iniciativa prevê benefícios para participantes

Entre os incentivos oferecidos pelo programa estão prioridade na análise de projetos, acompanhamento de processos de licenciamento ambiental e reconhecimento institucional pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

A proposta é ampliar a adoção de práticas de ESG na logística, incentivando empresas a desenvolver ações voltadas à sustentabilidade ambiental, transparência corporativa e impacto social positivo.

Critérios para adesão ao programa

As inscrições devem ser realizadas no site oficial do MPor. A participação é voluntária, mas as empresas interessadas precisam atender alguns critérios estabelecidos pelo ministério.

Entre as exigências estão possuir mais de 100 funcionários, estar em conformidade com as obrigações trabalhistas e não ter histórico comprovado de práticas como trabalho infantil, trabalho forçado, assédio ou discriminação sem a devida apuração.

Além disso, será necessário apresentar um Plano de Ação contendo metas e iniciativas relacionadas às boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa.

Política busca fortalecer sustentabilidade na logística

A Política de Sustentabilidade do MPor foi criada por meio da Portaria nº 58, publicada em janeiro de 2025. O objetivo é fortalecer a governança ambiental, climática e social nos segmentos portuário, aquaviário e aeroportuário.

A iniciativa pretende garantir que a infraestrutura logística brasileira avance de forma alinhada à preservação ambiental, responsabilidade social e transparência, além de incentivar maior participação do setor privado em projetos sustentáveis.

Serviço

O que é: adesão ao Pacto pela Sustentabilidade
Prazo: até 5 de junho de 2026
Quem pode participar: empresas dos setores portuário, aquaviário e aeroportuário com mais de 100 funcionários
Inscrições: disponíveis no site do Ministério de Portos e Aeroportos

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Sustentabilidade

Porto de Santos lidera avanço da energia limpa nos portos brasileiros

O setor portuário brasileiro tem acelerado investimentos em energia limpa e tecnologias sustentáveis para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte marítimo. Responsável por mais de 95% do comércio exterior do Brasil, a atividade marítima enfrenta pressão internacional para diminuir seu impacto ambiental, já que responde por cerca de 3% das emissões globais relacionadas à energia.

Estudos apontam que, sem mudanças estruturais, as emissões do setor podem crescer entre 90% e 130% até 2030, na comparação com os níveis registrados em 2008.

Portos brasileiros ampliam ações de descarbonização

Entre as principais iniciativas adotadas pelos portos nacionais estão a eletrificação de equipamentos, o uso de sistemas de abastecimento elétrico para embarcações atracadas — conhecidos como Onshore Power Supply (OPS) — além do monitoramento de emissões e investimentos em combustíveis de baixo carbono e hidrogênio verde.

O Porto de Santos, maior complexo portuário do Hemisfério Sul, está entre os destaques desse movimento. Desde 2024, o terminal utiliza o sistema OPS para fornecer energia elétrica a rebocadores atracados, substituindo o consumo de diesel.

A energia utilizada é gerada pela Usina Hidrelétrica de Itatinga, localizada em Bertioga (SP), contribuindo diretamente para a redução das emissões de gás carbônico (CO2) nas operações portuárias.

Paranaguá investe em energia solar e logística ferroviária

No Paraná, o Porto de Paranaguá também vem ampliando medidas voltadas à sustentabilidade. Entre os projetos em andamento está a conclusão do Moegão, estrutura que aumentará a capacidade de movimentação ferroviária no terminal.

Além disso, sistemas de energia solar instalados em áreas portuárias ajudam a reduzir as emissões desde 2023, fortalecendo a eficiência operacional e a matriz energética limpa do complexo.

Porto de Suape terá terminal totalmente eletrificado

Em Pernambuco, o Porto de Suape prepara a implantação do primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina. O projeto prevê equipamentos movidos exclusivamente a energia elétrica, automação operacional e integração digital das operações.

A expectativa é que a nova estrutura entre em funcionamento até o fim deste ano, consolidando o porto como referência em infraestrutura portuária sustentável.

Pecém e Porto do Açu apostam no hidrogênio verde

No Ceará, o Complexo do Pecém avança na criação de um hub de hidrogênio verde, aproveitando o potencial regional de geração de energia renovável. O projeto inclui iniciativas voltadas à produção de amônia verde e expansão da infraestrutura logística para atender à nova demanda energética a partir de 2030.

Já o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, trabalha na implementação de um corredor verde voltado ao abastecimento com combustíveis de baixo carbono. O complexo também desenvolve projetos ligados ao hidrogênio e à descarbonização da indústria siderúrgica.

Sustentabilidade se torna prioridade no setor marítimo

Com o aumento das exigências ambientais globais, os portos brasileiros intensificam investimentos em inovação, eficiência energética e redução de emissões. A tendência é que projetos ligados à transição energética, eletrificação e combustíveis renováveis ganhem ainda mais espaço nos próximos anos.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/AT/Arquivo

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Sustentabilidade

Maersk conclui teste inédito com navio movido 100% a etanol

A Maersk, considerada a maior armadora do mundo, anunciou a realização bem-sucedida da primeira navegação de um navio abastecido integralmente com etanol. A operação ocorreu no primeiro trimestre de 2026 e foi divulgada pela companhia no relatório financeiro do período.

O teste representa mais um passo da empresa na busca por soluções de combustíveis renováveis para reduzir as emissões de carbono no setor marítimo.

Testes começaram com mistura entre etanol e metanol

Os experimentos da armadora com etanol tiveram início em 2025, utilizando combinações graduais do biocombustível com metanol em navios bicombustíveis. Essas embarcações conseguem operar tanto com bunker — combustível fóssil derivado do petróleo — quanto com alternativas renováveis.

Os primeiros testes utilizaram uma mistura com 10% de etanol e 90% de metanol. Posteriormente, a proporção evoluiu para 50% de cada combustível, até chegar ao uso integral do etanol.

Segundo a companhia, os resultados comprovaram que o biocombustível pode ser incorporado de forma segura e eficiente às operações marítimas.

Etanol surge como alternativa de baixa emissão

Para a Maersk, o uso do etanol amplia as possibilidades de descarbonização da frota marítima global.

A empresa avalia que o combustível pode se tornar uma alternativa escalável e de baixa emissão para navios bicombustíveis atualmente preparados para operar com metanol.

O avanço ocorre em um momento de forte pressão internacional para redução das emissões no setor naval. Regras da Organização Marítima Internacional determinam que o transporte marítimo elimine completamente as emissões de gases de efeito estufa até 2050. Até 2030, a meta mínima de redução é de 20%.

Atualmente, o setor responde por cerca de 2% a 3% das emissões globais de gases-estufa.

Maersk quer neutralidade de carbono até 2040

Além das metas internacionais, a armadora estabeleceu um compromisso próprio de alcançar a neutralidade de carbono até 2040, antecipando em dez anos o prazo estipulado pela IMO.

Para cumprir o objetivo, a companhia vem investindo em alternativas como bioetanol, e-metanol, biodiesel e outros combustíveis sustentáveis.

A empresa já encomendou 45 navios bicombustíveis, sendo que 14 embarcações já estão em operação.

Setor marítimo amplia busca por combustíveis renováveis

Outras companhias de navegação também aceleram investimentos em tecnologias voltadas à transição energética. Entre as alternativas mais estudadas estão o gás natural liquefeito (GNL), a amônia verde e os biocombustíveis.

Especialistas do setor estimam que, caso apenas 10% da frota mundial passe a utilizar etanol, a demanda global pelo combustível poderá atingir 50 bilhões de litros por ano — volume superior à produção atual do Brasil, mesmo considerando o crescimento do etanol de milho.

Brasil pode ganhar espaço no mercado marítimo de biocombustíveis

Os principais fornecedores globais de etanol para o transporte marítimo são os Estados Unidos e o Brasil, responsáveis juntos por aproximadamente 80% da produção mundial do biocombustível.

Apesar do potencial brasileiro, a falta de infraestrutura portuária para abastecimento de navios ainda é um desafio para ampliar a participação do país nesse mercado.

Nos testes realizados pela Maersk, cargas de etanol produzidas no Brasil foram transportadas até o Porto de Amsterdã, onde abasteceram o navio Laura Mærsk.

Origem sustentável do combustível preocupa setor naval

Além da logística, a indústria marítima acompanha com atenção a origem dos combustíveis alternativos utilizados nas embarcações.

No caso do etanol brasileiro, existe preocupação sobre possíveis impactos ambientais provocados pela expansão da produção agrícola para atender uma futura demanda bilionária do setor naval, incluindo riscos relacionados ao avanço do desmatamento.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Sustentabilidade

Energia renovável no Brasil cresce e deve adicionar 9 GW em 2026

O Brasil deve registrar um forte avanço na energia renovável em 2026, com a instalação de 9.142 megawatts (MW) em nova capacidade elétrica. O volume, projetado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, representa um crescimento de 23,4% em relação ao ano anterior e equivale à geração de cerca de nove usinas do porte de Angra III.

Energia solar lidera expansão da matriz

A energia solar será a principal responsável pela expansão, com previsão de 4.560 MW adicionados — um salto de 61,7% frente a 2025. O ritmo indica que o país deve inaugurar, em média, uma usina solar de médio porte por dia útil ao longo do ano.

Já a energia eólica deve contribuir com 1.430 MW, abaixo do registrado no ano anterior, indicando uma desaceleração no segmento e uma mudança no protagonismo entre as fontes renováveis.

Termelétricas ainda têm peso relevante

Apesar do avanço das fontes limpas, as termelétricas fósseis seguem presentes na expansão da matriz, com previsão de 2.770 MW — quase 30% do total.

Outras fontes, como biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, completam a expansão com participação menor, somando pouco mais de 300 MW.

Brasil mantém uma das matrizes mais limpas do mundo

O país já se destaca globalmente pela alta participação de fontes renováveis. Em janeiro de 2026, a capacidade instalada total chegou a 215,9 gigawatts (GW), sendo 84,63% provenientes de fontes limpas.

Esse percentual é mais que o dobro da média global, estimada em cerca de 40%, colocando o Brasil entre as matrizes energéticas mais sustentáveis do mundo.

Primeiro trimestre já indica forte crescimento

Os dados iniciais de 2026 reforçam a tendência de expansão. Apenas nos três primeiros meses do ano, foram adicionados 2.426 MW — o equivalente a 26,5% da meta anual.

Em março, a predominância foi ainda mais evidente:

  • 27 usinas inauguradas;
  • 25 delas solares;
  • mais de 1.100 MW vindos da fonte fotovoltaica.

Estados como Ceará, Bahia, Goiás e Pernambuco lideraram os novos projetos.

Geração distribuída amplia ainda mais a expansão

Vale destacar que os números oficiais consideram apenas a geração centralizada. A geração distribuída, com painéis solares instalados em residências, empresas e propriedades rurais, cresce paralelamente e não está incluída nesses dados.

Isso significa que a expansão real da energia solar no Brasil é ainda maior do que os números indicam.

Comparação internacional e desafios

Embora expressivo, o crescimento brasileiro ainda é menor que o de grandes potências. Países como China e Estados Unidos adicionam dezenas de gigawatts por ano.

Por outro lado, o Brasil já possui uma base renovável consolidada, o que reduz a necessidade de uma transição inicial e direciona o foco para a expansão e modernização do sistema.

Dependência de fontes fósseis ainda é necessária

A presença das termelétricas na expansão reflete uma necessidade técnica. Essas usinas garantem segurança energética em momentos de baixa geração hídrica, solar ou eólica.

No futuro, soluções como armazenamento por baterias podem reduzir essa dependência, mas a tecnologia ainda está em fase inicial no país.

Projeções podem variar

As estimativas para 2026 dependem da entrada efetiva das usinas em operação. Fatores como licenciamento ambiental, financiamento e condições climáticas podem impactar o resultado final.

Mesmo assim, o cenário aponta para a consolidação do Brasil como protagonista em energia limpa, com crescimento acelerado da solar e avanço contínuo das renováveis.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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