Sustentabilidade

IDB Invest financia Paracel para criar primeiro polo industrial de florestas sustentáveis no Paraguai

O IDB Invest aprovou um financiamento de até US$ 165 milhões para a Paracel S.A., destinado ao desenvolvimento do primeiro polo industrial de florestas sustentáveis do Paraguai. O projeto deve gerar cerca de 7.000 empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia regional.

O aporte financeiro viabilizará a construção de infraestrutura essencial e é um passo fundamental para consolidar a cadeia de valor florestal do país, além de apoiar a instalação da futura fábrica de celulose da Paracel e o desenvolvimento de novas indústrias ligadas ao setor madeireiro.

Compromisso com o crescimento e o setor privado

Anunciada em Assunção, a operação reforça o compromisso do IDB Invest com o crescimento do Paraguai e com o fortalecimento do setor privado como motor do desenvolvimento econômico na América Latina e no Caribe. O financiamento combina recursos próprios do IDB Invest com capital de terceiros, mostrando o interesse de investidores internacionais no projeto.

Segundo Ilan Goldfajn, presidente do Grupo BID:
“Projetos como o da Paracel mostram o potencial do setor privado para gerar crescimento, emprego e desenvolvimento regional no Paraguai. O IDB Invest contribui criando condições e apoiando investimentos que fortalecem a base produtiva e abrem novas oportunidades de desenvolvimento.”

James Scriven, CEO do IDB Invest, acrescentou:
“Nosso financiamento apoiará a construção da infraestrutura essencial para este polo industrial florestal e ajudará a mobilizar capital privado em um dos investimentos mais significativos da história do país.”

Desenvolvimento sustentável e cadeia florestal consolidada

Para o presidente da Paracel, Per Olofsson:
“A aprovação deste financiamento é um passo decisivo para o avanço da fábrica de celulose e do polo industrial no Paraguai. Com mais de 90 milhões de árvores plantadas e uma base florestal competitiva certificada por padrões internacionais, o apoio do IDB Invest garante os recursos necessários para consolidar a cadeia de valor florestal, gerar empregos, atrair novos investimentos e promover o desenvolvimento sustentável no norte do país.”

O projeto será implementado de forma faseada, com a construção de ativos estratégicos como porto e terminal fluvial, linhas de transmissão elétrica, vias de acesso e infraestrutura logística. Essas iniciativas melhorarão a conectividade regional, reduzirão custos logísticos e facilitarão a instalação de novas atividades industriais ligadas ao setor florestal.

Potencial regional e sustentabilidade

Localizado no departamento de Concepción, região com alto potencial produtivo e recursos florestais abundantes, o polo industrial aproveitará as vantagens competitivas do Paraguai, como acesso à energia, logística eficiente e regime de Zona de Livre Comércio. O projeto visa fortalecer a competitividade do setor florestal e ampliar sua integração em mercados regionais e globais.

A operação segue rigorosos padrões ambientais, sociais e de governança (ESG), alinhados às melhores práticas internacionais. O IDB Invest apoiará o projeto por meio de um Plano de Ação Ambiental e Social, além de iniciativas voltadas ao fortalecimento institucional, eficiência energética e resiliência, promovendo sustentabilidade integrada desde o início.

Modelo “Originate-to-Share”

O financiamento da Paracel exemplifica o modelo de negócios “Originate-to-Share” do IDB Invest, que mobiliza capital privado para projetos que fomentam crescimento econômico, geram empregos formais e fortalecem a integração do Paraguai em cadeias de valor regionais e globais por meio do setor privado.

FONTE: IDB Invest
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB Invest

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JBS Biotech aposta em proteínas sob medida e inaugura centro de biotecnologia em Florianópolis

A JBS, considerada a maior empresa de alimentos do mundo, inaugurou um centro de pesquisa avançada em Florianópolis voltado ao desenvolvimento de proteínas sob medida. Instalado no Sapiens Parque, o complexo conta com cerca de 4.200 metros quadrados e reúne mais de 20 laboratórios especializados.

Batizado de JBS Biotech, o espaço foi criado para desenvolver soluções inovadoras em nutrição personalizada, com foco em ganho de massa muscular, fortalecimento do sistema imunológico e melhora do desempenho metabólico — tanto em humanos quanto em animais.

Foco em superproteínas e nutrição de precisão

A proposta do centro é avançar na chamada engenharia de alimentos em nível molecular. A partir do entendimento detalhado dos componentes dos alimentos, pesquisadores buscam criar proteínas funcionais com aplicações específicas no organismo.

Na prática, isso significa desenvolver ingredientes capazes de promover efeitos direcionados, como aumento de massa muscular, suporte à imunidade e otimização do metabolismo. A iniciativa também contempla aplicações na nutrição animal, com soluções que contribuem para o bem-estar e prevenção de doenças.

Outra frente relevante é o conceito de clean label, que busca reduzir o uso de aditivos químicos por meio de compostos naturais com propriedades antioxidantes e antimicrobianas, mantendo qualidade e durabilidade dos produtos.

Estrutura reúne tecnologia de ponta e ciência de dados

O JBS Biotech foi projetado para atuar em todas as etapas da pesquisa, desde a biologia molecular até a validação industrial. O complexo dispõe de tecnologias avançadas, como sequenciamento de DNA, análises ômicas (genômica, proteômica e metabolômica) e um biobanco com armazenamento criogênico.

Além disso, o centro possui infraestrutura para estudos com culturas celulares, microrganismos e plantas, permitindo mapear a composição dos alimentos e identificar combinações de compostos bioativos com efeitos específicos no organismo.

Economia circular transforma resíduos em valor

Um dos pilares estratégicos do laboratório é a bioconversão, processo que transforma subprodutos da cadeia produtiva em ingredientes de alto valor agregado, como suplementos e compostos bioativos.

A iniciativa reforça a aposta da empresa em economia circular, reduzindo desperdícios e abrindo novas oportunidades de negócios em setores como o farmacêutico, cosmético e médico.

Florianópolis se consolida como polo de inovação científica

A escolha de Florianópolis para sediar o projeto está alinhada ao posicionamento da cidade como um dos principais polos de tecnologia do país. O ambiente favorece a integração de profissionais de diversas áreas, como biologia, química, física e engenharia.

O centro também se conecta a iniciativas globais da empresa, incluindo pesquisas em proteínas cultivadas e soluções voltadas à segurança alimentar.

Estratégia global mira o futuro da alimentação

Com presença em mais de 20 países, a JBS posiciona o novo laboratório como peça-chave em sua estratégia de inovação. O objetivo é combinar melhorias em produtos já existentes com o desenvolvimento de soluções disruptivas para o mercado de alimentos.

A criação de alimentos personalizados, a redução de aditivos e o uso de ciência de dados aplicada à nutrição indicam uma mudança significativa na forma como os alimentos poderão ser produzidos e consumidos nas próximas décadas.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Outorga Verde em Suape impulsiona projeto de energia a partir de resíduos

O Complexo Industrial Portuário de Suape foi escolhido como área de referência para a implementação da primeira Outorga Verde aprovada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A proposta faz parte de um programa inovador que busca estimular soluções voltadas à transição energética nos portos e ao fortalecimento da economia circular no Brasil.

O projeto selecionado, apresentado pela empresa Hardrada Energy Tech, prevê investimentos de até R$ 28,8 milhões e será desenvolvido dentro de um ambiente regulatório experimental da agência.

Projeto transforma resíduos em energia limpa e insumos industriais

A iniciativa contempla a instalação de uma planta voltada ao processamento de resíduos urbanos e portuários, com foco na geração de energia renovável e na produção de novos insumos industriais.

Entre as tecnologias previstas estão a gaseificação e a pirólise, processos que permitem a decomposição térmica de materiais orgânicos em altas temperaturas, sem presença de oxigênio. O projeto também prevê integração com a cadeia de reciclagem e com a logística regional, garantindo o abastecimento de matéria-prima.

Suape reforça papel estratégico em inovação sustentável

A participação de Suape ocorre por meio de apoio institucional, alinhado à estratégia do complexo de incentivar a inovação tecnológica, a sustentabilidade e a descarbonização das operações portuárias.

As etapas de implantação seguirão os procedimentos regulatórios específicos, incluindo uso de áreas e formalizações exigidas em cada fase do projeto.

Segundo a diretora interina da Antaq, Cristina Castro, a Outorga Verde representa um marco para o setor. A iniciativa busca transformar compromissos climáticos e políticas públicas de energia limpa em ações práticas, com colaboração entre agentes públicos e privados.

Já o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, destaca que o projeto reforça a capacidade do complexo de atrair iniciativas que conciliam desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

Ambiente experimental amplia soluções de baixo carbono

Para o diretor de Sustentabilidade e Inovação de Suape, Sóstenes Alcoforado, o projeto contribui para expandir o ambiente de testes tecnológicos no porto. A proposta estimula alternativas capazes de transformar resíduos em recursos úteis, além de reduzir as emissões de carbono nas operações.

A Outorga Verde integra o primeiro sandbox regulatório da Antaq, que já selecionou propostas em áreas como energia renovável, combustíveis alternativos, eletrificação portuária e abastecimento com combustíveis limpos.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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China acelera armazenamento de energia renovável com mega reservatórios

A China energia renovável avança em ritmo acelerado e já superou metas estabelecidas para o setor. O país atingiu, ainda em julho de 2024, a marca de 1.200 GW de capacidade instalada em energia eólica e solar, seis anos antes do previsto.

Até o fim de 2025, esse número ultrapassou 1.840 GW, representando 47,3% da capacidade elétrica total. Pela primeira vez, essas fontes limpas superaram os combustíveis fósseis, como carvão e gás, na matriz energética chinesa.

Desafio agora é armazenar energia em larga escala

Com a expansão rápida das renováveis, surge um novo desafio: garantir a estabilidade do sistema elétrico. Como a geração de energia solar e eólica é intermitente, o país precisa investir em armazenamento de energia e em redes inteligentes capazes de equilibrar oferta e demanda.

Para lidar com essa questão, o governo chinês transformou o armazenamento em prioridade estratégica, apostando em diferentes tecnologias.

Hidrelétricas reversíveis lideram estratégia

A principal aposta da China está no armazenamento hidrelétrico por bombeamento, tecnologia que utiliza reservatórios em diferentes altitudes para armazenar energia.

O funcionamento é simples: o excedente de eletricidade é usado para bombear água para um reservatório superior. Quando há necessidade de energia, a água retorna ao nível inferior, acionando turbinas e gerando eletricidade.

Esse modelo, considerado um dos mais eficientes para armazenamento de energia em larga escala, se beneficia da geografia montanhosa do país.

Atualmente, a China concentra mais projetos desse tipo do que o restante do mundo somado e pretende ampliar significativamente sua capacidade nos próximos anos.

Meta ambiciosa prevê expansão acelerada

O plano chinês prevê adicionar cerca de 100 GW de capacidade em usinas de bombeamento nos próximos cinco anos. Hoje, o país já conta com aproximadamente 59 GW nessa modalidade.

Caso a meta seja atingida, o sistema hidrelétrico reversível deve se consolidar como a principal solução para armazenamento de longa duração no país.

Baterias também avançam em ritmo acelerado

Paralelamente, a China também investe fortemente em armazenamento com baterias. Em 2025, a capacidade instalada cresceu 75% em relação ao ano anterior.

Ao final do mesmo ano, o país alcançou 136 GW nesse tipo de tecnologia — um volume 40 vezes maior do que o previsto em planos anteriores.

As baterias de íon-lítio lideram o mercado, mas há esforços para diversificar soluções, incluindo pesquisas com baterias de íon-sódio, sistemas de ar comprimido, volantes de inércia e armazenamento gravitacional.

Transição energética ganha escala global

O avanço chinês reforça o papel do país na transição energética global, especialmente ao combinar expansão de fontes limpas com soluções robustas de armazenamento.

Essa estratégia é vista como essencial para garantir segurança energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que sustenta o crescimento econômico.

FONTE: Xataka
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka

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Megabarco elétrico da China inaugura nova era no transporte marítimo sustentável

A China colocou em operação o maior porta-contêineres 100% elétrico já construído, marcando um avanço significativo no transporte marítimo sustentável. O navio, batizado de Ning Yuan Dian Kun, representa uma aposta concreta na redução das emissões de carbono em um setor responsável por cerca de 90% do comércio global — e também por uma parcela relevante das emissões de CO₂ na logística internacional.

Maior navio elétrico do mundo inicia testes em Xangai

Desenvolvido pelo estaleiro Jiangxi Jiangxin Shipbuilding, o Ning Yuan Dian Kun começou os testes de navegação na região de Xangai após concluir as provas de amarração.

Com 127,8 metros de comprimento e 21,6 metros de largura, o cargueiro tem capacidade para transportar até 740 contêineres de 20 pés (740 TEU). O deslocamento é de aproximadamente 10 mil toneladas, e a embarcação pode atingir velocidade máxima de 11,5 nós.

Projetado desde o início para operar em rotas costeiras comerciais, o navio foi concebido para atuar tanto em navegação quanto em operações portuárias com zero emissões.

Sistema de baterias intercambiáveis reduz tempo de parada

O principal diferencial do megabarco está no sistema de propulsão elétrica. A embarcação utiliza dez baterias instaladas em contêineres modulares, somando capacidade de até 19.000 kWh. A energia alimenta dois motores elétricos de ímãs permanentes, com potência de 875 kW cada.

Além da recarga convencional em conexão de alta tensão nos portos, o projeto permite a substituição rápida dos módulos de bateria por unidades já carregadas. Na prática, o navio pode “reabastecer” por meio da troca de contêineres energéticos, reduzindo drasticamente o tempo de inatividade — modelo que a China também vem testando no transporte rodoviário pesado.

O sistema ainda conta com painéis fotovoltaicos integrados, que complementam o fornecimento de energia durante a operação.

Navegação autônoma e tecnologia embarcada

Mais do que um navio elétrico, o Ning Yuan Dian Kun incorpora recursos avançados de navegação autônoma. Entre as funcionalidades estão:

  • Monitoramento ambiental em tempo real;
  • Sensores com percepção visual em diferentes condições climáticas;
  • Planejamento automático de rotas;
  • Sistemas de prevenção de colisões.

Os testes em andamento na costa de Xangai avaliam o desempenho do casco, a eficiência do sistema elétrico e a confiabilidade dos recursos digitais antes da liberação para operação comercial.

Operação comercial e meta de descarbonização

Após a fase de testes, o navio será operado pela Ningbo Ocean Shipping em rotas regionais de alimentação conectadas ao porto de Porto de Ningbo-Zhoushan, um dos maiores hubs marítimos do mundo.

O projeto integra a lista nacional chinesa de iniciativas de “demonstração de tecnologias verdes”, com o objetivo de transformar o modelo em referência para o transporte marítimo sem emissões em corredores costeiros.

Caso o sistema de baterias intercambiáveis se consolide em escala regional, os impactos podem ser diretos: redução da poluição atmosférica e sonora nos portos, menor dependência de combustíveis fósseis e fortalecimento de um novo padrão industrial para a navegação comercial.

FONTE: Xataka
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka

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Sustentabilidade

Acordo Mercosul–UE pode fortalecer controle da origem da madeira brasileira

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia é visto pelo setor florestal como uma oportunidade estratégica para ampliar o controle da origem da madeira brasileira. A presidente da AMIF (Associação Mineira da Indústria Florestal), Adriana Maugeri, afirmou que a iniciativa pode gerar impactos positivos que vão além da economia, especialmente no fortalecimento da rastreabilidade e da sustentabilidade ambiental.

Segundo Maugeri, o tratado incorpora exigências já adotadas pelo mercado europeu, com foco na garantia de que os produtos brasileiros sejam livres de desmatamento. A proposta, de acordo com ela, reforça mecanismos de monitoramento e transparência ao longo da cadeia produtiva.

Metas ambientais alinhadas a compromissos internacionais

Entre os pontos centrais do acordo estão compromissos ambientais considerados ambiciosos, como a redução de até 50% do desmatamento em curto prazo. As metas dialogam diretamente com os compromissos assumidos pelo Brasil em fóruns internacionais, como a COP30.

A expectativa do setor é que haja maior integração entre produtividade florestal e rastreabilidade da madeira, criando barreiras para a comercialização de produtos oriundos de áreas desmatadas ilegalmente e estimulando práticas mais responsáveis.

Diferenças de critérios desafiam a rastreabilidade

Um dos principais entraves destacados pela presidente da AMIF está na divergência entre os critérios adotados pelo Brasil e pela União Europeia para definir o que é desmatamento. De acordo com Maugeri, a legislação ambiental brasileira é ampla e detalhada, tanto em nível federal quanto estadual, e prevê situações de desmatamento legal, autorizado pelos órgãos competentes.

No entanto, essas autorizações nem sempre são reconhecidas pelos parâmetros europeus, o que dificulta a comprovação de que determinados produtos atendem às exigências internacionais. Para ela, há um descompasso na leitura das normas, mesmo quando o Brasil adota regras consideradas mais rigorosas do que as de diversos países europeus.

Minas Gerais como exemplo de produção e conservação

Maugeri destacou que o setor florestal mineiro demonstra, na prática, ser possível equilibrar produção econômica e preservação ambiental. Minas Gerais possui cerca de 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas, número superior à área agrícola do estado.

Além disso, o setor é responsável pela conservação de mais de 1,3 milhão de hectares de vegetação nativa, reforçando o papel da atividade florestal como aliada da conservação ambiental.

Cenário internacional e diversificação de mercados

No cenário externo, a China, um dos principais destinos da celulose brasileira, tem sinalizado a intenção de ampliar sua autossuficiência em papel e produtos florestais. Para a presidente da AMIF, esse movimento exige tempo, tecnologia e adaptações estruturais, áreas nas quais o Brasil ainda mantém vantagem competitiva.

Ela avalia que o país asiático enfrenta desafios relacionados ao uso do território, especialmente na conciliação entre produção de alimentos e madeira. Ao mesmo tempo, a aproximação da China com outros países da Ásia tende a ampliar a concorrência para o Brasil.

Diante desse contexto, o setor aposta na diversificação de mercados e no aumento das aplicações da madeira. Considerada um material do futuro, a madeira pode ser utilizada na produção de energia, biocombustíveis, tecidos, alimentos e mais de 5 mil bioprodutos. Dados da FAO indicam que o consumo global de madeira pode dobrar até 2050.

FONTE: CNN Money
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Money

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Sustentabilidade

Norma estabelece diretrizes de sustentabilidade para o Programa Selo Verde Brasil

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou, na terça-feira (27/1), uma nova norma que define diretrizes gerais de sustentabilidade e a base técnica do Programa Selo Verde Brasil. O documento foi elaborado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

A iniciativa cria critérios para certificação de produtos e serviços nacionais, considerando de forma integrada as dimensões ambiental, social e econômica, com foco em estimular práticas sustentáveis no setor produtivo brasileiro.

Base para certificações e capacitação produtiva

As diretrizes servirão como referência para a elaboração de normas técnicas específicas voltadas a produtos e serviços selecionados para o programa. A partir dessas normas, o Selo Verde Brasil prevê a capacitação das cadeias produtivas, culminando na certificação por organismos acreditados pelo INMETRO.

De acordo com a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, a publicação marca a transição do debate para a aplicação prática da política pública. Segundo ela, a expectativa é gerar impactos concretos na ponta, incentivando a sustentabilidade e reconhecendo empresas que adotam esse modelo.

Construção participativa e segurança técnica

A norma foi desenvolvida a partir de debates técnicos e de uma Consulta Pública Nacional, realizada no fim do ano passado. O processo reuniu contribuições de especialistas, representantes da indústria, empresas, pesquisadores, servidores públicos e cidadãos.

Para o presidente da ABNT, Mario William Esper, a participação social garante legitimidade, transparência e segurança técnica à construção das diretrizes, fortalecendo a credibilidade do programa.

Três eixos centrais de sustentabilidade

O texto normativo está organizado em três eixos principais. O primeiro trata da redução de impactos negativos e ampliação de impactos positivos nas dimensões ambiental, social e econômica. O segundo estabelece critérios claros e verificáveis de sustentabilidade ao longo do ciclo de vida de produtos e serviços. O terceiro eixo busca fortalecer as compras públicas sustentáveis.

Selo Verde e acesso ao mercado internacional

Criado por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 18 de julho de 2024, o Selo Verde Brasil tem como objetivo facilitar a comercialização de produtos e serviços sustentáveis e harmonizar exigências ambientais impostas por governos e empresas de outros países.

A proposta é reduzir barreiras que hoje limitam o acesso de produtos brasileiros ao mercado internacional, especialmente diante de normas ambientais cada vez mais rigorosas.

Primeiros produtos certificados

Nos próximos meses, comitês técnicos da ABNT devem desenvolver normas específicas para os dois primeiros produtos do programa: chapas laminadas de alumínio e polímeros de eteno de fonte renovável. Esses materiais são usados na produção de sacolas recicláveis, filmes e outros itens sustentáveis, substituindo plásticos de origem fóssil.

Segundo Julia Cruz, o país está próximo de implementar o programa de forma integral, permitindo ampliar a oferta de produtos sustentáveis e valorizar empresas alinhadas à economia verde.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Sustentabilidade

Engie Brasil conquista nota máxima em ranking global de preservação ambiental

A Engie Brasil, multinacional com forte atuação em Santa Catarina e líder nacional em energia renovável, voltou a se destacar no cenário internacional ao alcançar pontuação máxima nas categorias Clima e Água da A-list do CDP (Carbon Disclosure Project). O reconhecimento integra os relatórios anuais da entidade, que avaliam o desempenho ambiental de empresas em todo o mundo.

Avaliação rigorosa de clima e recursos hídricos

As notas atribuídas pelo CDP levam em conta critérios como qualidade das estratégias ambientais, governança corporativa, transparência na divulgação de dados e a efetividade das ações voltadas ao combate às mudanças climáticas e à preservação da água.

Reconhecido como o principal sistema independente de divulgação ambiental global, o CDP analisa, todos os anos, a atuação de companhias em relação aos desafios ambientais mais relevantes da atualidade.

Governança ambiental e resiliência sustentável

Para a Engie Brasil, integrar novamente a A-list do CDP reforça o amadurecimento de sua governança ambiental e o avanço contínuo em resiliência climática. A empresa se destaca pela divulgação ampla e consistente de informações ambientais e pela adoção de práticas alinhadas às melhores referências internacionais.

“Esse reconhecimento internacional comprova que nossa estratégia de sustentabilidade vai além do discurso e gera impactos positivos concretos para o planeta e para a sociedade”, afirma Eduardo Sattamini, CEO da Engie Brasil. Segundo ele, a nota máxima é resultado de um trabalho contínuo, baseado em melhorias constantes e no engajamento coletivo da companhia.

Protagonismo na transição energética

A diretora de Sustentabilidade da Engie Brasil, Thais Soares, ressalta que a empresa, por operar com geração de energia 100% renovável, exerce papel central na transição energética justa. De acordo com ela, as iniciativas ambientais da companhia abrangem tanto operações internas quanto ações voltadas à cadeia de valor.

“Nossas estratégias para enfrentar as mudanças climáticas e proteger os recursos naturais avançam em diversas frentes. Esse reconhecimento reforça que nossas práticas têm impacto real”, destaca.

Critérios técnicos e alinhamento internacional

As empresas listadas pelo CDP passam por uma avaliação técnica rigorosa e independente, alinhada à ciência climática e às diretrizes da TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures). Entre os principais critérios analisados estão a profundidade e a transparência dos relatórios, a gestão de riscos ambientais, a definição de metas e a comprovação de resultados.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Sustentabilidade

Viagem histórica com biocombustível no Chile marca avanço da transição energética no transporte pesado

Rota chilena sediará a mais longa viagem com caminhão a biocombustível da América Latina
O Chile será palco do mais longo percurso já realizado na América Latina por um caminhão movido a biocombustível. A iniciativa resulta de uma parceria entre o Centro de Transporte e Logística (CTL) da Faculdade de Engenharia da Universidade Andrés Bello, a salmonicultora Cermaq Chile, a transportadora GLA e a Lipigas, responsável pelo fornecimento energético.

O projeto será colocado em prática no início de 2026, quando um trator-caminhão abastecido com bioGNL (biogás natural liquefeito) percorrerá a rota entre Chiloé e o Aeroporto de Santiago, transportando salmão fresco produzido pela Cermaq.

Parceria impulsiona transporte sustentável e redução de emissões
Segundo o CTL, o marco simboliza a consolidação de soluções energéticas sustentáveis aplicadas à logística. Para Rolando Campos, chefe de Projetos do Laboratório de Validação Tecnológica do CTL, a colaboração entre as empresas envolvidas tornou viável uma operação mais limpa, com redução de emissões e custos operacionais.

O principal objetivo da iniciativa é diversificar a matriz energética do transporte rodoviário, historicamente dependente do diesel, promovendo o uso do bioGNL na indústria salmonicultora e avançando rumo a operações com emissões zero.

Uso de bioGNL viabiliza neutralidade de carbono
Durante o trajeto, o caminhão operará com uma mistura composta por 15% de bioGNL e 85% de GNL, combinação que garante a neutralidade de carbono. De acordo com Helmuth Raddatz, engenheiro de projetos do CTL, o acordo assegura que, a partir de 2026, todas as operações da Cermaq e da GLA sejam 100% carbono neutro.

A proposta também representa um passo intermediário entre o uso de combustíveis fósseis e a futura adoção da eletromobilidade, ao utilizar energia proveniente de resíduos orgânicos.

Testes técnicos e dados reais sustentam o projeto
O acordo foi formalizado em dezembro, nas instalações da Cermaq em Quemchi, na ilha de Chiloé. O CTL ficou responsável pelo desenvolvimento de testes com metodologias robustas e dados reais de operação, avaliando desempenho energético, econômico, ambiental e operacional dos caminhões.

Essas análises deram origem a um relatório técnico que servirá de base para comparações e avaliações de mercado, criando condições para a futura ampliação do uso do bioGNL no transporte pesado.

Iniciativa cria precedente para a indústria
Para Alex Arzola, gerente de Logística e Comércio Exterior da Cermaq, o percurso representa um desafio logístico relevante e, ao mesmo tempo, estabelece um precedente para novas iniciativas sustentáveis no setor.

Na avaliação de Nicolás Hidalgo, subgerente de GNL e Biocombustíveis da Lipigas, o projeto demonstra a viabilidade de modelos logísticos mais sustentáveis, baseados em soluções energéticas limpas. Já Esteban Alveal, gerente-geral da GLA Chile, destacou o comprometimento técnico e profissional das equipes envolvidas.

Chile avança na liderança em energia limpa no transporte
Com a realização da viagem em 2026, o Chile deve se consolidar como referência regional na transição energética do transporte de cargas, especialmente no segmento de veículos pesados, segundo avaliação do CTL.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Sustentabilidade

Reflorestamento na China altera ciclo da água e redistribui recursos hídricos no país

A China promoveu, ao longo das últimas décadas, um dos maiores programas de reflorestamento do mundo, com o objetivo de conter a desertificação, recuperar áreas degradadas e enfrentar as mudanças climáticas. No entanto, um novo estudo aponta que essa expansão florestal provocou um efeito inesperado: a redistribuição da água em escala nacional.

Estudo revela impacto do reflorestamento no ciclo hidrológico

Pesquisa publicada na revista científica Earth’s Future indica que as mudanças na cobertura vegetal entre 2001 e 2020 alteraram a forma como a água circula pelo território chinês. Segundo os pesquisadores, a água passou a permanecer mais tempo na atmosfera antes de retornar ao solo — e nem sempre nas mesmas regiões de origem.

“O que observamos é que as mudanças na cobertura do solo redistribuem a água”, explicou Arie Staal, professor da Universidade de Utrecht, ao site Live Science. Ele destaca que o processo de reflorestamento em larga escala, especialmente em áreas como o Planalto de Loess, reativou o ciclo hidrológico em diferentes níveis.

Árvores intensificam a evapotranspiração

O principal fator por trás dessa mudança é o aumento da evapotranspiração, processo pelo qual as plantas absorvem água do solo e a liberam para a atmosfera. As árvores desempenham papel central nesse mecanismo, sobretudo por possuírem raízes profundas que acessam água mesmo em períodos de seca.

De acordo com o estudo, a evapotranspiração na China cresceu, em média, 1,71 milímetro por ano entre 2001 e 2020. Embora a precipitação também tenha aumentado, o ritmo foi menor, resultando em uma redução líquida da disponibilidade hídrica em diversas regiões.

Água migra para o Planalto Tibetano

O impacto do reflorestamento não foi homogêneo. Regiões do leste e noroeste da China, que juntas representam cerca de 74% do território nacional, registraram queda na disponibilidade de água. Em contrapartida, o Planalto Tibetano passou a receber mais precipitação.

Segundo os pesquisadores, florestas plantadas em áreas de monções no leste e a recuperação de pastagens no noroeste intensificaram o consumo de água. Parte dessa umidade foi transportada pelos ventos e acabou se concentrando no planalto. “Mesmo com um ciclo da água mais ativo, localmente há perda de disponibilidade”, explicou Staal.

A situação mais crítica foi observada na Região Árida do Noroeste, onde a redução média da água disponível chegou a 1,14 milímetro por ano.

Desafios para a gestão hídrica e a agricultura

O fenômeno preocupa especialistas porque a distribuição de água na China já é desigual. O norte do país abriga cerca de 46% da população e 60% das terras agrícolas, mas dispõe de apenas 20% dos recursos hídricos nacionais.

Embora o governo invista em grandes projetos de gestão da água, os pesquisadores alertam que essas iniciativas podem falhar se não considerarem os impactos do reflorestamento sobre o ciclo hidrológico.

“É essencial avaliar caso a caso se mudanças na cobertura do solo são realmente benéficas, levando em conta onde a água retorna como precipitação”, afirmou Staal.

Segundo o estudo, a China foi responsável por aproximadamente 25% do aumento global da área verde registrado entre 2000 e 2017, reforçando seu papel central nas transformações ambientais globais.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pang Zhengzheng/Getty Images

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