Agronegócio, Exportação, Portos

Prefeitura aposta no Porto de Maricá para impulsionar exportação de gado vivo e fortalecer o agronegócio

A Prefeitura de Maricá quer aproveitar o crescimento da exportação de gado vivo no Brasil para trazer a atividade para a cidade. Uma reunião na manhã desta terça-feira (17/06) alinhou ações e medidas necessárias para a implantação de um dos maiores segmentos dentro do agronegócio brasileiro na atualidade.

construção do Porto de Maricá – cujas obras começam no segundo semestre deste ano – é vista como fundamental para o sucesso da exportação no município. Apesar disso, mesmo enquanto o empreendimento ainda não estiver pronto, o município já apresenta condições para se tornar uma área de quarentena dos animais, onde o gado vindo de vários lugares do Brasil passará por um pré-embarque.

“Toda essa parte de quarentena do gado foi discutida. Maricá pode receber esses animais de outras partes do Brasil para quarentenar e depois exportar. Aqui existe muito potencial para que a cidade faça parte desse novo momento do agronegócio no Rio de Janeiro na exportação”, disse Raphael Moreira, superintendente do Ministério da Agricultura no Estado do Rio de Janeiro.

Brasil exportou mais de 1 milhão de animais no último ano. Já o Rio de Janeiro, a partir de janeiro deste ano, teve habilitado o Porto do Açu, em São João da Barra, como primeiro local no estado para a exportação de gado em pé. Cada embarcação leva de 5 a 7 mil gados, podendo chegar a 20 mil.

Antes, só se exportava gados vivos por São Paulo, Pará e Rio Grande do Sul. Com a construção do Porto de Maricá e a possibilidade de outros portos entrarem em condições para a exportação, vai haver crescimento econômico nas cidades participantes, além da geração de emprego e renda.

“Serão gerados muitos empregos em várias áreas ligadas ao segmento. Transporte, alimentação dos animais, cuidados veterinários… toda essa cadeia será envolvida. Cada embarcação movimenta cerca de R$ 400 milhões na economia do estado. Logo, mais empresas que virão para Maricá e, consequentemente, a população será beneficiada”, concluiu Raphael.

Início do projeto

Antes mesmo da conclusão das obras do Porto, Maricá já terá condições de se inserir no mapa da exportação de gado vivo. Havendo uma unidade de pré-embarque, a atividade já poderá ser executada na cidade. O município vai funcionar, inicialmente, como espaço de quarentena para os gados, efetuando a exportação por outros portos.

agronegócio é tratado como uma das potências do Brasil, pela importância de impacto no crescimento do PIB. O Rio, apesar de ser um estado pequeno territorialmente, mostra capacidade em disputar com os outros estados em termos de qualidade. A vinda da exportação de gado Maricá é vista como um marco de desenvolvimento da agricultura.

“Maricá tem a possibilidade de ter uma demanda que hoje, ainda, é reprimida. Teremos tanto a exportação quanto o confinamento do gado na região. Eu entendo que Maricá tendo um porto teria total condição de se tornar uma potência em exportação para o mundo inteiro”, relatou Renato Poubel, veterinário e empresário.

Diversificação econômica

companhia Maricá Alimentos (Amar), responsável pelas estratégias de diversificação da economia a partir da biotecnologia e setor agroalimentar, também fará parte do processo de exportação de gados vivos na cidade.

“Nós queremos expandir todas as iniciativas. E a exportação de gado vivo é algo que está crescendo no Rio de Janeiro. A partir desse encontro, vamos ver as possibilidades do gado confinado aqui em Maricá sendo destinado à exportação”, garantiu Marlos Costa, presidente de Amar.

A companhia trabalha paralelamente também há alguns meses para conseguir a certificação agropecuária nacional na cidade junto ao Ministério da Agricultura. Já há a inspeção municipal, de responsabilidade da Secretaria de Agricultura e Pecuária, e Maricá quer garantir também produtos com o Serviço de Inspeção Federal (SIF) para que toda a produção municipal de alimentos possa ser destinada ao mercado brasileiro e internacional.

Fonte: Compre Rural

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Portos

Projeto pode gerar perda salarial de até R$ 4 bilhões por mês no Porto de Santos; entenda

Estudo sobre o reflexo do fim da exclusividade no cais santista foi apresentado em audiência pública

Um estudo de impacto do Projeto de Lei (PL) 733/2025, que tramita na Câmara Federal para revisar a Lei dos Portos (12.815/2013), projeta uma redução de massa salarial de até R$ 4,1 bilhões por mês na economia de Santos, com o fim da exclusividade na contratação do trabalhador portuário avulso (TPA), se a lei for aprovada como está hoje.

A análise foi apresentada nesta segunda (23), durante audiência pública na Câmara de Santos. O encontro foi conduzido pelo vereador Chico Nogueira (PT) e contou com as presenças de lideranças sindicais de categorias diversas ligadas à atividade portuária.

O estudo foi apresentado pelo advogado Marcílio Santos, especialista em Portos, Logística e Infraestrutura Portuária. “Essa pesquisa mostra o impacto do PL 733 nas economias das cidades portuárias, em especial Santos, com dados compilados por meio da Rais (Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego)”, afirmou.

O advogado explicou que foram simulados três cenários de redução da massa salarial, de 20%, 30% e 50%. “No pior cenário, com retração de 50%, deixariam de circular mais de R$ 4 bilhões, mensalmente, impactando diretamente a economia da Cidade – comércio, serviços, arrecadação e consumo – e indiretamente economias da região. No melhor cenário, perderíamos R$ 859 milhões”.

A análise apontou ainda que a taxa de desocupação em Santos é similar à média nacional, de 7%, indicada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Mesmo com expansão do Porto, o emprego formal portuário não cresceu proporcionalmente. O PL pode agravar o quadro, com aumento da rotatividade e informalidade”, disse o advogado.

Chico Nogueira disse que a ata da audiência pública será enviada à comissão especial que aprovará o PL, na Câmara Federal.

Sindicalistas

O presidente do Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários (Sintraport), Miro Machado, que também é membro do Conselho de Sindicatos dos Trabalhadores do Porto de Santos, criado pela Prefeitura, frisou que todos os trabalhadores portuários, autoridades municipais e deputados da região precisam se unir para evitar a aprovação do PL. “Se passar, vai todo mundo entrar na luta, se não for pelo amor, vai ser pela dor. Acabou a Cidade!”.

Sindicatos fazem críticas à revisão do marco legal

Coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), Fábio Mello afirmou que o que está em jogo é a “transferência de renda e precarização do trabalho em nome de uma falácia de modernização do Porto”.

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de São Paulo (FTTRESP), Valdir Pestana, disse que “o projeto é inconstitucional” e levará a questão ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, com quem se reunirá na quinta-feira.

O presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga, Marco Sanches, disse que é preciso “fazer a Cidade entender o que nós estamos passando para abraçar a nossa causa”.

O coordenador da Central Única dos Trabalhadores (CUT) da Baixada Santista, Carlos Riesco, afirma que o PL “vai quebrar a Autoridade Portuária pública e estabelecer a privatização do Porto”.

O representante do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Alexandre Machado, disse que os caminhoneiros apoiam os portuários. “Se tiver que trancar rodovia, avenida, nós vamos trancar”.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Carga a Granel de Guarujá, Santos, Cubatão (Sindgran), José Cavalcante, declarou que se trata de um projeto “perverso para acabar com o cais público na Baixada Santista, prejudicando o trabalhador avulso e o vinculado”.

Fonte: A Tribuna

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Portos

Em 2025, Receita Federal soma 433 kg de cocaína apreendidos no Porto

A Receita Federal apreendeu, na semana passada, 13,5 kg de cocaína no Terminal de Contêineres no Porto de Paranaguá, no litoral paranaense. Com esta apreensão já são 433 kg de cocaína retidos no porto paranaense pelos servidores da Receita Federal neste ano.

Na última apreensão, a droga estava escondida dentro da máquina evaporadora reefer de um contêiner com carga de frango que iria para o Porto de Zadur, em Durban, na África do Sul.

O método usado para esconder a cocaína é conhecido como rip-on/rip-off, que é quando uma carga é violada e mercadorias ilegais são introduzidas em um contêiner, sem o conhecimento do exportador.

Ao fim da operação, a droga foi entregue à polícia judiciária competente para prosseguimento de investigações.

A Receita Federal atua no controle aduaneiro sobre cargas e veículos vindos do exterior ou a ele destinados com o objetivo de facilitar o comércio internacional e manter a segurança das operações lícitas.

Fonte: Bem Paraná

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Negócios, Portos, Sustentabilidade

Empresa que atua no Porto de Santos reduz em 63% resíduos que vão para aterros

Uma empresa do Porto de Santos afirma ter reduzido em 63% o envio de resíduos para aterros sanitários em apenas um ano, entre janeiro e dezembro de 2024. A Santos Brasil, que possui um terminal de contêineres na Margem Esquerda, em Guarujá, e centros logísticos em Santos e Vicente de Carvalho, alcançou uma meta que era prevista para 2026. A empresa não informou, porém, o volume de resíduos no ano passado. Mas disse que, nos últimos quatro anos, diminuiu os resíduos orgânicos em 187 toneladas.

A companhia lançou, em 2024, o projeto Aterro Zero, porque pretende eliminar completamente a destinação de resíduos para aterros até 2028. O projeto é estruturado em quatro principais frentes: tratamento de resíduos orgânicos com biodigestores, reaproveitamento energético por meio do Combustível Derivado de Resíduos Sólidos Urbanos (CDRU), reciclagem e logística reversa, além de um incentivo ao uso de materiais reutilizáveis, como garrafas e canecas entre os colaboradores.

A implementação de biodigestores, que operam nas unidades da Santos Brasil que possuem refeitórios, transforma resíduos orgânicos em água cinza, que pode ser reutilizada. Além disso, a destinação de resíduos não recicláveis para fornos industriais promove reaproveitamento energético.

Coordenadora de sustentabilidade ambiental da Santos Brasil, Sônia Hermsdorff conta que o programa Aterro Zero começou efetivamente em 2024, mas existem ações de gestão de resíduos desde 2021. Ela destaca que o biodigestor trata resíduos orgânicos, como cascas e restos de alimentos, transformando-os em um efluente de água escura que é tratado e reutilizado, principalmente para lavagem de pátios e equipamentos. “Tudo é reprocessado dentro de um próprio ciclo, não gerando resíduo no final”.

A economia gerada com transporte e destinação final de resíduos, ficou em torno de R$ 518 mil, enquanto houve investimento de R$ 329 mil nos biodigestores.

Especialista em Direito Ambiental, o advogado Marcos Paulo Marques Araújo destaca a relevância de projetos para reduzir resíduos no setor portuário, que, historicamente, segundo ele, gera grandes volumes. “Essa iniciativa vai além do setor portuário, pois envolve uma reestruturação logística na gestão de resíduos. O uso de biodigestores e a reciclagem são estratégias fundamentais”, afirma.

Ele também conta que projetos como o Aterro Zero podem servir como modelo para outras empresas logísticas, promovendo uma economia circular, onde os resíduos de uma empresa se tornam matéria-prima para outra.

“Essa abordagem não só reduz a quantidade de resíduos enviados a aterros, mas também melhora a eficiência operacional e a sustentabilidade das empresas. Quanto mais resíduos são evitados nos aterros, maior é a vida útil desses locais”, afirma.

Projeto faz parte do Plano de Transição Climática
O Projeto Aterro Zero é parte do Plano de Transição Climática da Santos Brasil, que visa atingir a neutralidade de carbono até 2040. Pensando nessa meta, há diversas ações, como a substituição de guindastes movidos a diesel por modelos elétricos e a instalação de painéis fotovoltaicos na empresa.

A empresa explica que os resultados do projeto são monitorados por meio de indicadores ambientais, que incluem a quantidade de resíduos encaminhados para aterros, reciclados e tratados internamente.

“Estamos comprometidos em garantir que nossos resíduos sejam geridos de forma responsável e sustentável”, diz Sônia Hermsdorff .

Conscientização
A Santos Brasil também possui práticas internas para os funcionários. Coordenadora de Meio Ambiente, Gestão Farmacêutica e Química, Mirian de Almeida Lauretti explica que o setor de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) é responsável por promover treinamentos e campanhas de conscientização.

“Através de eventos como a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente (Sipatma) e o Dia do Meio Ambiente, buscamos engajar nossos funcionários na importância da gestão de resíduos”, detalha Mirian Lauretti.

Fonte: A Tribuna

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Investimento, Portos

Na Fiesc, Porto de São Francisco apresenta próximos investimentos em infraestrutura que somam R$ 340 milhões

Duas importantes obras de infraestrutura, com início previsto para 2025, vão aprimorar a logística e facilitar o acesso ao Complexo Portuário da Baía da Babitonga, no Norte catarinense. São elas a dragagem de aprofundamento e alargamento do canal de acesso à Baía e a obra da terceira faixa da BR-280, no acesso ao Porto, que será realizada com recursos próprios do terminal portuário.

O detalhamento destas obras foi apresentado pelo presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, durante um debate na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), no último dia 17, em Florianópolis.
O evento abordou a mobilidade urbana no entorno da BR-280, principal acesso ao Complexo Portuário.

“Até 2026, com o aprofundamento para 16 metros, os portos da Babitonga terão condições de receber navios maiores, de 366 metros, com capacidade plena”, explicou Vieira, acrescentando que a licitação já está em curso e resultado da empresa vencedora para realizar a obra será conhecido no dia 4 de julho.

Com um investimento de R$ 324 milhões, a dragagem é caracterizada por dois aspectos inéditos e inovadores. Pela primeira vez no Brasil, um porto público firma parceria com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza.

Além disso, parte dos sedimentos retirados do mar será destinada ao engordamento de sete quilômetros da praia de Itapoá, que nos últimos anos, tem sofrido com erosão marítima.

O presidente do Porto de São Francisco também detalhou a obra da terceira faixa da BR-280, no acesso ao terminal portuário. “São R$ 12,4 milhões de recursos próprios do Porto para facilitar a chegada e saída dos caminhões”.
Num aparte no debate, o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Santa Catarina, Alysson de Andrade, parabenizou e agradeceu a diretoria do Porto por viabilizar esta obra da terceira faixa da BR-280.

Participaram também do evento o secretário estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias (Spaf), Ivan Amaral, e o diretor de Integração de Modais da Spaf, Lucas Sampaio Ataliba.

Confira a seguir um histórico da movimentação de cargas no longo curos Porto de São Francisco do Sul a partir de janeiro de 2022 em toneladas. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de Cargas no Porto de São Francisco do Sul| Jan 2022 – Abr 2025 | TON

Financiamento
A obra será viabilizada por meio de uma Parceria Público Privada (PPP): o porto público de São Francisco aportará R$ 24 milhões e o terminal privado Itapoá, R$ 300 milhões, investimento que será devolvido de modo parcelado até 2037, aproximadamente 10 anos após o fim da obra.

O ressarcimento do investimento de Itapoá será em cima do adicional de tarifas portuárias geradas pelo acréscimo no número de navios e pelo aumento no volume de carga movimentada, a partir da conclusão da obra de aprofundamento.

Na obra de aprofundamento do Canal de Acesso ao Complexo Portuário da Baía da Babitonga serão removidos cerca de 15 milhões de metros cúbicos de material.

– Parte desses sedimentos, em torno de 6 milhões de metros cúbicos, serão utilizados para o engordamento da faixa de areia da orla do Município de Itapoá, ao lado da Baía da Babitonga.

O local, nos últimos anos, tem sofrido com erosão marítima.

– Esta será a primeira vez no Brasil que os sedimentos de uma dragagem portuária terão como destino o alargamento de uma praia.

– Ao invés de dispensar a areia no mar, este material de ótima qualidade será usado em benefício das praias de Itapoá, favorecendo o turismo na região.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Portos

Porto de Santos bate novo recorde com 16,6 milhões de toneladas de cargas em um mês

Foi a maior movimentação mensal da história do complexo portuário santista para o mês de maio

O Porto de Santos registrou a maior movimentação mensal de sua história em maio de 2025, com 16,6
milhões de toneladas de cargas processadas. O volume representa um crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, consolidando, também, a melhor performance já alcançada para o mês de maio. As informações são da Autoridade Portuária de Santos (APS).

Dentre os segmentos que impulsionaram o desempenho, destacam-se os granéis sólidos (+5,3%), com aumento significativo do embarque de soja em grãos (+12,6%) e farelo de soja (+6,9%). Já a carga geral conteinerizada alcançou 477 mil TEU (medida padrão de um contêiner de 20 pés), a melhor marca para o mês de maio (+7,5%).

No acumulado do ano, a movimentação de contêineres também registra números recordes, chegando a 2,29 milhões de TEU (+6%). Já os granéis líquidos apresentaram aumento de 2,3% sobre maio de 2024, com 1,6 milhão de toneladas e destaque para o crescimento do embarque de óleo combustível (+51,3%) e sucos cítricos (+11,8%).

“Este recorde histórico em maio reflete a excelência da gestão portuária e a robustez da nossa logística. Cada tonelada movimentada é fruto de planejamento estratégico, investimentos em eficiência operacional e parcerias sólidas com o setor privado”, comenta Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos.

Os destaques positivos ainda incluem o crescimento nos desembarques de enxofre (141,8 mil toneladas, +29,9%), soda cáustica (129,7 mil toneladas, +65,3%) e trigo (126,1 mil toneladas, +12,8%). O fluxo de navios também reflete a dinâmica de expansão portuária, com 495 atracações em maio (+4,9% ante 2024).

Nacional

No ano (janeiro a maio), o porto aumentou sua relevância na logística nacional, respondendo por 29,8% da corrente comercial brasileira — alta frente aos 29,3% de 2024. A China, com 29,3% das transações com o exterior em 2025, mantém-se como o maior parceiro comercial do Porto.

Apesar do cenário positivo, alguns segmentos apresentaram quedas pontuais, como açúcar (–7,2% nos embarques) e café (–21,4%), “reflexo de ajustes sazonais e de mercado”, diz a APS.

Fonte: A Tribuna



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Portos

Portos enfrentam congestionamento crescente com 40% dos navios atrasados

Portos ao redor do mundo estão enfrentando um aumento acentuado no congestionamento, com atrasos crescendo até 300% em junho de 2025, segundo dados recentes da Tradlinx.

Principais centros marítimos como Singapura, Cidade do Cabo e Roterdã estão entre os mais afetados, enfrentando longas filas de navios e sérios desafios operacionais.

Os dados revelam que 96% dos principais portos de contêineres estão atualmente lidando com interrupções operacionais, com tempos médios de espera de navios ultrapassando 10 dias em algumas localidades.

Essa é a pior situação de congestionamento portuário global desde a pandemia da COVID-19, com apenas 58,7% dos navios chegando no prazo.

A Tradlinx atribui o agravamento da situação a uma combinação de fatores, incluindo greves trabalhistas, condições climáticas adversas e gargalos persistentes na cadeia de suprimentos.

Em Singapura, por exemplo, o porto tem registrado um acúmulo rápido de navios, levando algumas transportadoras a desviar cargas para outros destinos. Da mesma forma, a Cidade do Cabo sofre com lentidão causada por condições climáticas, enquanto Roterdã enfrenta um acúmulo de embarcações e congestionamento nos pátios.

Os atrasos estão provocando efeitos em cascata nas redes de comércio global, com exportadores enfrentando custos mais altos e maior incerteza. Transportadoras têm ajustado cronogramas, pulado escalas e aplicado sobretaxas, prejudicando ainda mais a confiabilidade da cadeia de suprimentos.

O congestionamento também está afetando cargas a granel e gerais, gerando preocupações sobre impactos mais amplos na gestão de estoques e nos prazos de produção.

Embora alguns portos tenham adotado medidas para aliviar o congestionamento — como ampliar o horário de funcionamento dos portões e usar equipamentos adicionais —, a Tradlinx alerta que a recuperação deve ser gradual, dada a magnitude da interrupção.

Fonte: Port Technology

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Logística, Portos

Dragagem de mais de R$ 300 milhões e “maior alargamento de praia” tem estimativa de início em SC

Obras terão dez meses para a realização

As obras de dragagem do canal externo da baía da Babitonga, com aproveitamento da areia removida do fundo do mar no alargamento de praias em Itapoá, têm estimativa de início em novembro. As propostas da concorrência serão abertas no início de julho e a empresa vencedora terá três meses para elaborar o projeto executivo, conforme previsão contratual. A projeção de início dos trabalhos ainda em 2025, foi apresentada pelo presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, em reunião na Fiesc. A licitação foi lançada pelo porto em março. No encontro, o dirigente apresentou informações sobre o desempenho do porto e os planos de investimentos. O futuro da BR-280 esteve em discussão.

Confira imagens:

Fonte: NSC Total

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Comércio, Portos

Movimentação no Porto do Rio de Janeiro cresce 27% no 1º quadrimestre de 2025

No primeiro quadrimestre de 2025 (janeiro a abril), o Porto do Rio de Janeiro alcançou excelente desempenho, registrando a movimentação de 5,4 milhões de toneladas de carga, o que representa um crescimento de 27,48% em relação ao mesmo período de 2024 . Desse montante:
• Cabotagem: 1,8 milhão de toneladas (+44,80%)
• Longo curso: 3,6 milhões de toneladas (+19,61%)
• Carga conteinerizada: 3,8 milhões de toneladas (+21,92%)
• Granel sólido: 774 mil toneladas (+20,86%)
• Granel líquido: 540 mil toneladas (+74,98%)
• Carga geral: 324 mil toneladas (+60,85%) .

Esses resultados reforçam a relevância do Porto do Rio como importante hub logístico, atendendo diversos estados do país.

A PortosRio celebrou o desempenho, que acompanha o recorde nacional de movimentação em 2024, e atribuiu o resultado à modernização de infraestrutura, à eficiência operacional e à sinergia com todos os parceiros logísticos envolvidos .

Francisco Martins, Diretor‑Presidente da PortosRio, destaca:

“Nosso foco em aprimorar a infraestrutura portuária e aumentar a movimentação de cargas tem sido prioridade. Confiamos que o ritmo de crescimento se manterá ao longo do ano, refletindo a capacidade e o potencial dos nossos portos e terminais, e reafirmando a relevância estratégica da PortosRio para o setor portuário e para o desenvolvimento econômico.”

O crescimento notável também é ressaltado pelos dados da ANTAQ. Segundo o superintendente do Porto do Rio, Leandro Lima:

“As altas nas várias modalidades de carga, especialmente no granel líquido, com quase 75% de crescimento, demonstram nosso compromisso em diversificar serviços e aumentar competitividade. Continuaremos investindo para consolidar o Porto do Rio como referência em eficiência e qualidade operacional.”

Com esse crescimento expressivo no quadrimestre, a PortosRio reforça sua missão de impulsionar o desenvolvimento econômico nacional, aprimorando a infraestrutura portuária e promovendo conectividade de alto nível para toda a cadeia logística. A expectativa é de que o crescente desempenho se mantenha até o fim do ano, consolidando o Porto do Rio como protagonista no cenário portuário brasileiro.

Fonte: Portos e Navios

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Portos, Sustentabilidade

Empresa que atua no Porto de Santos reduz em 63% resíduos que vão para aterros

Companhia alcançou em 2024 a meta que era prevista para 2026

Uma empresa do Porto de Santos afirma ter reduzido em 63% o envio de resíduos para aterros sanitários em apenas um ano, entre janeiro e dezembro de 2024. A Santos Brasil, que possui um terminal de contêineres na Margem Esquerda, em Guarujá, e centros logísticos em Santos e Vicente de Carvalho, alcançou uma meta que era prevista para 2026. A empresa não informou, porém, o volume de resíduos no ano passado. Mas disse que, nos últimos quatro anos, diminuiu os resíduos orgânicos em 187 toneladas.

A companhia lançou, em 2024, o projeto Aterro Zero, porque pretende eliminar completamente a destinação de resíduos para aterros até 2028. O projeto é estruturado em quatro principais frentes: tratamento de resíduos orgânicos com biodigestores, reaproveitamento energético por meio do Combustível Derivado de Resíduos Sólidos Urbanos (CDRU), reciclagem e logística reversa, além de um incentivo ao uso de materiais reutilizáveis, como garrafas e canecas entre os colaboradores.

A implementação de biodigestores, que operam nas unidades da Santos Brasil que possuem refeitórios, transforma resíduos orgânicos em água cinza, que pode ser reutilizada. Além disso, a destinação de resíduos não recicláveis para fornos industriais promove reaproveitamento energético.

Coordenadora de sustentabilidade ambiental da Santos Brasil, Sônia Hermsdorff conta que o programa Aterro Zero começou efetivamente em 2024, mas existem ações de gestão de resíduos desde 2021. Ela destaca que o biodigestor trata resíduos orgânicos, como cascas e restos de alimentos, transformando-os em um efluente de água escura que é tratado e reutilizado, principalmente para lavagem de pátios e
equipamentos. “Tudo é reprocessado dentro de um próprio ciclo, não gerando resíduo no final”.

A economia gerada com transporte e destinação final de resíduos, ficou em torno de R$ 518 mil, enquanto houve investimento de R$ 329 mil nos biodigestores.

Especialista em Direito Ambiental, o advogado Marcos Paulo Marques Araújo destaca a relevância de projetos para reduzir resíduos no setor portuário, que, historicamente, segundo ele, gera grandes volumes. “Essa iniciativa vai além do setor
portuário, pois envolve uma reestruturação logística na gestão de resíduos. O uso de biodigestores e a reciclagem são estratégias fundamentais”, afirma.

Ele também conta que projetos como o Aterro Zero podem servir como modelo para outras empresas logísticas, promovendo uma economia circular, onde os resíduos de uma empresa se tornam matéria-prima para outra.

“Essa abordagem não só reduz a quantidade de resíduos enviados a aterros, mas
também melhora a eficiência operacional e a sustentabilidade das empresas. Quanto mais resíduos são evitados nos aterros, maior é a vida útil desses locais”, afirma.

Projeto faz parte do Plano de Transição Climática

O Projeto Aterro Zero é parte do Plano de Transição Climática da Santos Brasil, que visa atingir a neutralidade de carbono até 2040. Pensando nessa meta, há diversas ações, como a substituição de guindastes movidos a diesel por modelos elétricos e a instalação de painéis fotovoltaicos na empresa.

A empresa explica que os resultados do projeto são monitorados por meio de indicadores ambientais, que incluem a quantidade de resíduos encaminhados para aterros, reciclados e tratados internamente.

“Estamos comprometidos em garantir que nossos resíduos sejam geridos de forma
responsável e sustentável”, diz Sônia Hermsdorff .

Conscientização

A Santos Brasil também possui práticas internas para os funcionários. Coordenadora de Meio Ambiente, Gestão Farmacêutica e Química, Mirian de Almeida Lauretti explica que o setor de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) é responsável por promover treinamentos e campanhas de conscientização.

“Através de eventos como a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente (Sipatma) e o Dia do Meio Ambiente, buscamos engajar nossos funcionários na importância da gestão de resíduos”, detalha Mirian Lauretti.

Fonte: A Tribuna


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