Negócios, Notícias, Oportunidade de Mercado, Tecnologia

Carro da Stock Car será atração no Comex Tech Forum 2024

Segunda edição do maior evento de tecnologia e inovação para o comércio exterior ocorrerá em 18 de setembro, no WTC São Paulo

A Logcomex, empresa líder em soluções de tecnologia para planejar, monitorar e automatizar as operações do comércio global, anuncia uma novidade empolgante para a segunda edição do Comex Tech Forum: o carro da Stock Car, fruto de uma parceria inédita com a equipe Pole Motorsport. O veículo estará exposto durante o evento, oferecendo aos participantes uma amostra real de como a tecnologia avançada se conecta ao desempenho nas pistas e fora delas. 

Com data marcada para 18 de setembro de 2024, no World Trade Center (WTC) em São Paulo, o Comex Tech Forum deste ano promete superar todas as expectativas, reunindo inovação, networking e vivências práticas. Joselmo Barcik, líder da equipe Stock Car, e Júlio Campos, piloto da equipe Pole Motorsport, estarão presentes no evento para compartilhar suas experiências no automobilismo. 

“Vejo uma relação direta entre o automobilismo e o comércio exterior. A agilidade e a tecnologia são essenciais para alcançar o desempenho, seja nas pistas ou nos processos logísticos. Assim como nas corridas, o comércio exterior precisa de velocidade e precisão para ser bem-sucedido.”, comenta Barcik.

Já em relação ao carro em exibição, a réplica fiel foi montada sobre um chassi que já participou de corridas. Equipado com motor V8 6.2L, 400cv (com mais 100cv no modo push to pass), o veículo atinge uma velocidade máxima de 250 km/h. Ele possui câmbio X-Trac de 6 marchas com paddle shift e rodas de alumínio Mangels de 18 polegadas, além de pneus Hankook Ventus. Uma verdadeira obra-prima de engenharia, que ilustra o poder da tecnologia no automobilismo.

Tecnologia, inovação e velocidade: uma combinação de sucesso

O sucesso nas pistas é, muitas vezes, impulsionado por uma logística ágil e pela capacidade de importar rapidamente materiais de última geração e tecnologias inovadoras de diversas partes do mundo. Em 2023, por exemplo, as importações de autopeças e equipamentos no Brasil somaram mais de US$ 10 bilhões.

Nesse aspecto, a plataforma da Logcomex apoia as operações de comércio exterior ao fornecer visibilidade completa e inteligência de dados para gestão eficiente de processos. Com o uso de inteligência artificial e análise de dados, as empresas podem prever demandas, otimizar o planejamento e reduzir custos, o que impacta diretamente na inovação e na qualidade dos produtos finais

Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex, acredita que a parceria com a Stock Car é uma oportunidade de mostrar como as soluções voltadas para o comércio exterior são essenciais para indústrias que dependem da agilidade e da precisão logística, como o automobilismo.

“Durante o evento, todos os presentes terão a chance de assistir a palestras com temas que se conectam diretamente com o que oferecemos no comércio exterior. Essa troca de insights pode ajudar os participantes a enxergarem novos horizontes de inovação em suas próprias operações.”, explica Hofstatter.

Com a expectativa de reunir 2 mil participantes, o Comex Tech Forum já se consagrou como o principal evento do setor. Grandes nomes, como Camila Farani (ex-Shark Tank Brasil), Aaron Ross (autor de Receita Previsível) e Karin Schöner (CEO da JAS Brasil) estarão presentes nesta edição, dividindo suas visões em dois palcos principais: o Palco Innovate, focado na inovação tecnológica, e o Palco Insights, que trará discussões sobre estratégias centradas no cliente e liderança. 

Já os fãs e entusiastas da Stock Car poderão acompanhar Júlio Campos, piloto da Pole Motorsport, participando de um podcast que abordará, entre outros temas, a importância da resiliência na alta performance.

Serviço
Evento: Comex Tech Forum 2024
Data: 18 de setembro de 2024, das 08h às 18h
Local: WTC São Paulo
Endereço: Av. das Nações Unidas, 12551 – Cidade Monções, São Paulo (SP)
Ingressos:Link para ingressos
Informações adicionais: Programação completa e lista de palestrantes disponíveis no site oficial do evento.

 

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Economia, Informação, Mercado Internacional, Negócios, Oportunidade de Mercado

Serviço digital é futuro da exportação e Brasil cresce acima da média, diz OMC

Genebra

Entre todas as incertezas que permeiam as discussões sobre o futuro do comércio global, a OMC (Organização Mundial do Comércio) tem ao menos uma convicção. A instituição vê a venda de serviços digitais como grande impulsionadora das exportações nos próximos anos e países menos desenvolvidos com grande chance de serem beneficiados pela tendência.

A visão pode desafiar a noção tradicional de que a exportação de um país deve se basear em produtos manufaturados, mas os números mostram que os serviços digitais são campeões de crescimento no comércio internacional hoje e que o Brasil cresce acima da média global.

Especialistas dizem que os dados são apenas uma amostra do que está por vir.

O crescimento global da exportação de serviços digitais foi de 313% nos últimos 18 anos (2005 a 2023), enquanto no Brasil foi de 495%. No mesmo período, a venda de produtos físicos avançou em bases mais tímidas: 121% no mundo e 187% no país.

De acordo com a OMC, a expansão do trabalho remoto fez um número crescente de empresas, especialmente aquelas em economias de alta renda, dependerem de serviços importados para uma ampla gama tarefas como contabilidade, design gráfico e engenharia de software.

A instituição também destaca o potencial de áreas como tecnologia da informação e comunicação, além de ver demanda crescente por serviços digitais de saúde e bem-estar em decorrência do envelhecimento da população em economias de maior renda.

Ngozi Okonjo-Iweala, diretora-geral da OMC, tem direcionado grande parte da energia da instituição ao tema e vê na tendência uma chance para tornar a economia global mais inclusiva. “O comércio de serviços está no centro dos nossos esforços para reimaginar a globalização e estender os benefícios do comércio a mais pessoas e países”, afirmou durante discurso no fórum anual da instituição em Genebra.


Segundo ela, já há crescimento de empregos vinculado à exportação de serviços digitais. Em países como Índia, África do Sul e Turquia, trabalhos diretamente vinculados a esse item respondem por mais de 10% do total de empregos no setor de serviços. E para alguns países, como a Costa Rica, as exportações de serviços respondem por mais de 20% do total de empregos.

“Isso importa mais do que nunca porque as perspectivas de crescimento e geração de empregos das economias em desenvolvimento estão nos serviços. A manufatura, que é cada vez mais intensiva em capital e qualificação, não será capaz de absorver os entrantes da força de trabalho em massa da maneira que poderia ter feito no passado”, afirma Iweala.

A OMC enfatiza em especial o aspecto social da exportação de serviços. Enquanto a exportação de bens industrializados é executada por empresas maiores, a maior parte dos serviços é conduzida por micro, pequenas e médias empresas. Por isso, conectar essas empresas aos mercados internacionais espalharia os ganhos do comércio de forma ainda mais ampla.

Richard Baldwin, professor de economia internacional na IMD Business School, afirma que a pauta de serviços ganha relevância diante da difícil tarefa de expandir exportações em bens físicos de alto valor agregado. “Primeiro, a demanda por produtos industrializados estagnou. Além disso, a China domina a manufatura”, diz.

Ele afirma que ninguém no mundo está exatamente liderando esse mercado, o que dá uma grande oportunidade para países mais pobres, e que a a exportação de serviços já está crescendo em 70% dos países emergentes devido à a busca de grandes empresas por menores custos. Para ele, o movimento deve se acelerar conforme são derrubadas as barreiras comerciais existentes hoje –segundo ele, milhares de vezes mais potentes atualmente do que aquelas em vigor para bens físicos.

Também deve alavancar o mercado o avanço tecnológico de diferentes ferramentas, como tradução simultânea e inteligência artificial. A localização geográfica e o fuso-horário vão fazer diferença, diz ele, devido à necessidade de um contato mais próximo entre quem encomenda e quem entrega o serviço –por isso, a América Latina teria potencial de ficar com grande parte do mercado de EUA e Canadá; enquanto África atenderia às necessidades da Europa.

Um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) de 2022 apontou o Brasil como um forte competidor na área, por fatores como o crescimento da população com acesso à internet –que triplicou em apenas 15 anos.

“Os serviços digitais representam uma parcela importante e crescente das exportações do Brasil e, nessa área, o país supera muitos parceiros regionais”, afirma a OCDE. Uma boa chance para crescimento, diz a Organização, está na diminuição de barreiras para uso de tecnologia voltada à facilitação da exportação.

Jennifer Hillman, professora da Georgetown University Law Center e ex-integrante da OMC, diz que uma boa infraestrutura digital é o ponto de partida para as discussões. Para ela, no entanto, o crescimento do setor depender de uma boa regulamentação e a ausência dos Estados Unidos no debate, devido à ausência de consenso interno sobre o assunto, tem prejudicado o debate.

“O ponto-chave é que há uma grande promessa que os serviços digitais oferecem para o desenvolvimento, porque isso permitirá um crescimento massivo em muitas economias. Mas isso requer que não coloquemos mais barreiras e que descubramos uma maneira de fazer a regulamentação realmente funcionar”, afirma.


Fonte: Folha
Serviço digital é futuro da exportação, diz OMC – 16/09/2024 – Mercado – Folha (uol.com.br)

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Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Mercado Internacional, Negócios, Oportunidade de Mercado, Portos, Sustentabilidade

Embrapa prevê redução de 30% na produção agrícola devido a alterações no clima

Um dos principais motores da economia brasileira, o agronegócio tem sido o setor mais impactado pelas mudanças climáticas. Em 2024, a seca recorde, as altas temperaturas e as queimadas têm afetado as safras e devem provocar redução na produção e aumento nos preços de alimentos. Para o futuro, estudos mostram que esses impactos podem ser ainda maiores.
Com o aumento das temperaturas no mundo, esses eventos climáticos extremos devem ficar cada vez mais recorrentes. E essa combinação tende a reduzir o tamanho da área para produção agrícola das principais culturas do Brasil. Em alguns casos, como as plantações de café e de soja, a redução de terras potenciais pode chegar a 30% nas próximas décadas.

Para Giampaolo Pellegrino, pesquisador da área de mudanças climáticas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e engenheiro florestal, trata-se de um alerta para o país que é chamado de “celeiro do mundo” e para o próprio agronegócio adaptar métodos e acabar com as práticas de desmatamento e queimadas para abrir espaço para as lavouras.

“A planta tem uma capacidade térmica. Se aumenta a temperatura, pode ultrapassar o limite fisiológico dela. O café, por exemplo, se passar de 32 ºC, aborta a flor e não tem fruto. E tem a questão do solo, pois o aumento da temperatura demanda mais água na planta. Isso começa alterar as características de regiões, com perdas de áreas que sejam favoráveis térmica ou hidricamente para o cultivo de determinada planta”, explica.

Pellegrino diz que o impacto é diferente conforme a cultura agrícola. Isso porque há plantas que são naturais das regiões temperadas e acostumadas a climas mais amenos. É o caso de grãos como trigo, arroz, feijão e soja, além do café –produzidos majoritariamente na região centro-sul do Brasil. “Quando simulamos os cenários com o avanço do aquecimento global, temos percebido que principalmente para culturas de clima originalmente temperado têm uma tendência geral de redução das áreas boas para se plantar, que são os terrenos com baixo risco de plantio. E isso, consequentemente, vai se refletir numa redução da produção”, diz.

A pesquisa da Embrapa considera cenários pessimistas e mais otimistas do aquecimento global para estimar a área potencial de cultivo das principais culturas do agro nacional. No pior cenário, com as temperaturas subindo mais nas próximas décadas, a área para produção de soja pode reduzir 15% até 2050 e 26% até 2070.

Para as plantações de café, na comparação com a área potencial de cultivo de 2020, a extensão das terras propícias deve reduzir de 11% a 12% até 2050, e de 22% a 30% até 2070, considerando os cenários de menor e maior aumento nas temperaturas do planeta.

No caso das culturas mais típicas do clima tropical, como a mandioca e a cana-de-açúcar, o impacto tende a ser menor ou até ter efeito inverso. Essas plantações já são mais acostumadas com temperaturas mais altas. Com mais áreas do Brasil ficando mais quentes nas próximas décadas, como a região Sul, mais terras poderão receber essas produções.

“Esse é o caso da mandioca, por exemplo. No Nordeste, onde ela é base da agricultura e da alimentação, essa é uma cultura que já está no limite térmico e hídrico e poderia perder áreas se ficar mais quente. Mas poderia ganhar terras potenciais no resto do país, como nas regiões mais ao sul que ficarão mais quentes”, afirma Pellegrino.

A mandioca, pela pesquisa, pode ter um incremento de áreas potenciais de cultivo de 10% a 16% até 2050, e de 19% a 24% até 2070, de acordo com os cenários traçados pela Embrapa. A pesquisa também projeta que deve reduzir o número de municípios com potencial para receber essas plantações à medida que as cidades ficarem mais quentes nas próximas décadas.

No caso da soja, os mais de 2.462 municípios produtores em 2020 podem cair para 1.833 no pior cenário, até 2070. O café, cultivado em 1.132 cidades, pode chegar a 821 municípios produtores.  Para além da perda gradual de produção nas próximas décadas em função da menor disponibilidade de boas áreas de cultivo, as safras tendem a sofrer cada vez maiores baques com os eventos climáticos extremos, segundo o pesquisador Giampaolo Pellegrino.

“Quando acontecem esses eventos extremos, temos perdas quase totais, como enchentes, granizo e secas prolongadas que reduzem a disponibilidade hídrica. São casos extremos, mas pontuais. Mas a tendência projetada é de aumento da frequência desses eventos, ficando menos pontuais”, diz.

AGRO PRECISA SE ADAPTAR

De acordo com o pesquisador da Embrapa, há uma necessidade de adaptação do ciclo das culturas e de adoção de boas práticas na agricultura brasileira. Segundo ele, medidas assim podem ajudar a conter o avanço das mudanças climáticas e os seus impactos.

Giampaolo Pellegrino cita, por exemplo, técnicas de manejo da água para irrigação, incluindo reúso. “Também há técnicas de manejo e conservação do solo, uso de material genético mais resistente a altas temperaturas, rotação de culturas, técnicas de cultivo em locais sombreados. E, em nível nacional, distribuir melhor a produção de alimentos em mais áreas”.

Há necessidade também de preparar as lavouras para minimizar os impactos dos eventos climáticos extremos. Pellegrino lembra do Rio Grande do Sul, devastado pelas enchentes em maio deste ano. No Estado, ele avalia ser preciso repensar a lógica de ocupação do espaço rural para evitar as áreas de maior risco hidrológico.

“Se for adotada boa parte do que já existe de ciência e de melhores práticas agrícolas há muito tempo, mas que é pouco adotado, só isso já nos permitiria estar muito mais adaptados ao clima do futuro. E isso passa pelos produtores contribuírem com a redução das emissões, como o fim do desmatamento e das queimadas”, afirma.

Fonte: Poder360
Mudança do clima pode reduzir área de produção agrícola em 30% (poder360.com.br)

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Mercado Internacional, Negócios

Goiás alcança superávit de US$ 5 bilhões na balança comercial em 2024

No ranking nacional, Goiás ocupa a 8ª posição em exportações e a 11ª em importações

Goiás alcançou um superávit de US$ 5 bilhões na balança comercial entre janeiro e agosto de 2024, conforme relatório divulgado pela Superintendência de Comércio Exterior e Atração de Investimentos Internacionais, ligada à Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC). Esse resultado se deve a US$ 8,8 bilhões em exportações e US$ 3,7 bilhões em importações.

Em agosto de 2024, o saldo comercial de Goiás foi de US$ 356 milhões, com exportações atingindo US$ 998 milhões e importações somando US$ 642 milhões. No ranking nacional, Goiás ocupa a 8ª posição em exportações e a 11ª em importações.

“Na feira Internacional de Comércio Exterior do Brasil Central 2024, realizada aqui em Goiânia, no mês de agosto, Goiás se evidencia por sua competitividade e parcerias no mercado internacional, gerando emprego, renda e desenvolvimento sustentável para o estado”, reitera o titular da SIC, Joel de Sant’Anna Braga Filho.

O município de Rio Verde manteve sua posição como maior exportador de Goiás, com a China sendo o principal destino das exportações goianas, representando 33,17% em agosto e 50,82% de janeiro a agosto de 2024.

Anápolis destacou-se como o município com maior volume de importações em 2024, tendo a China como a principal origem dos produtos importados, com 19,37% em agosto e 20,36% no acumulado do ano. Os produtos mais exportados em agosto incluem o complexo da soja (38,71%), carnes (17,34%) e o complexo do milho (13,09%).

No cenário nacional, a balança comercial brasileira registrou um saldo positivo de US$ 4,8 bilhões em agosto de 2024, com exportações de US$ 29 bilhões e importações de US$ 24 bilhões. De janeiro a agosto de 2024, o superávit do Brasil foi de US$ 54 bilhões.

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Goiás alcança superávit de US$ 5 bilhões na balança comercial em 2024 – Jornal Opção (jornalopcao.com.br)

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Comércio Exterior, Industria, Mercado Internacional, Negócios, Oportunidade de Mercado, Sustentabilidade

MDIC debate nova economia do plástico no Fórum Público da OMC

Evento realizado na sede da Organização Mundial do Comércio, em Genebra, de 10 a 13 de setembro, para debater “Reglobalização” contou com um painel sobre Comércio e Poluição por Plástico.

A subsecretária de Articulação em Temas Comerciais da Secretaria Executiva da Camex, Heloísa Pereira, participou, nesta quinta-feira (12), do debate “Nova Economia do Plástico: Como Tornar a Transição Possível”, parte da programação do Fórum Público da Organização Mundial do Comércio (OMC) – WTO Public Forum.

Na sessão, que contou com representantes da Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e do setor privado para discutir políticas comerciais e soluções para a poluição por plástico, Pereira ressaltou a necessidade de debater o tema em nível global.

“Em um momento de proliferação de medidas que restringem o comércio com justificativa ambiental, um tratado na ONU que autorizaria os países membros a adotarem medidas desse tipo precisa ser muito bem discutido e desenhado”, disse.

Heloísa também destacou que a discussão se torna ainda mais importante diante das propostas de regras, tanto de proibições ao comércio de certos produtos químicos e plásticos quanto de obrigações relacionadas a padrões técnicos, rotulagem e rastreabilidade, com potenciais impactos para a indústria brasileira.

No debate, também foi discutido o papel que a OMC e as regras comerciais internacionais existentes devem desempenhar em uma nova economia circular dos plásticos.

“O Fórum Público é um lugar propício para que essa discussão ganhe mais visibilidade entre especialistas em comércio”, avaliou a subsecretária.
Com público recorde de mais de 4.400 participantes, o Fórum, realizado de 10 a 13 de setembro, tem como tema “Reglobalização: Melhor Comércio para um Mundo Melhor”. Os subtemas abordados nos diversos painéis são: políticas verdes para maximizar os benefícios do comércio; comércio de serviços para promover o progresso e melhorar o bem-estar; e digitalização como catalisador para um comércio inclusivo.

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EUA impõem aumentos acentuados em tarifas da China, com muitos vigorando a partir de 27 de setembro

O governo Biden impôs aumentos acentuados nas tarifas sobre as importações chinesas nesta sexta-feira, incluindo uma taxação de 100% sobre veículos elétricos, para fortalecer proteções a indústrias domésticas estratégicas contra o excesso de capacidade de produção estatal da China.

O Representante de Comércio dos EUA disse que muitas das tarifas, incluindo uma taxa de 100% sobre os veículos elétricos chineses, 50% sobre células solares e 25% sobre aço, alumínio, baterias para veículos elétricos e minerais importantes, entrarão em vigor em 27 de setembro.

A determinação do Representante mostrou que uma tarifa de 50% sobre os semicondutores chineses, que agora inclui duas novas categorias — polissilício usado em painéis solares e wafers de chip de silício –, deve começar a valer em 2025.

Os ajustes às tarifas punitivas da “Seção 301” sobre 18 bilhões de dólares em mercadorias, anunciados em maio pelo presidente Joe Biden, foram mínimos e desconsideraram os pedidos da indústria automobilística para reduzir tarifas sobre grafite e minerais essenciais necessários à produção de baterias de veículos elétricos, que ainda são muito dependentes dos suprimentos chineses.

O Representante deixou inalterado o aumento da tarifa de zero para 25% sobre baterias de íon-lítio, minerais e componentes, com o aumento para baterias de EVs entrando em vigor em 27 de setembro e para todos os outros dispositivos, incluindo laptops e telefones celulares, em 1º de janeiro de 2026.

“DURO, DIRECIONADO”

Lael Brainard, principal assessora econômica da Casa Branca, disse à Reuters que a decisão foi tomada para garantir que o setor de veículos elétricos dos EUA se diversifique e se afaste da cadeia de suprimentos dominante da China.

Ela disse que essas tarifas “duras e direcionadas” são necessárias para neutralizar os subsídios estatais e as políticas de transferência de tecnologia da China que levaram a investimentos excessivos e ao excesso de capacidade de produção. Mas Washington está investindo centenas de bilhões de dólares em seus próprios subsídios fiscais para desenvolver os setores domésticos de veículos elétricos, energia solar e semicondutores.

“A tarifa de 100% sobre os veículos elétricos aqui reflete a vantagem de custo injusta muito significativa que os veículos elétricos chineses, em particular, estão usando para dominar os mercados de automóveis em um ritmo impressionante em outras partes do mundo”, disse Brainard. “Isso não ocorrerá aqui sob a liderança da vice-presidente e do presidente.”

A China prometeu retaliação contra os aumentos tarifários “intimidadores” e argumentou que o sucesso de seu setor de veículos elétricos se deve à inovação, e não ao apoio do governo. Um porta-voz da embaixada da China em Washington não respondeu a um pedido de comentário em um primeiro momento.

As tarifas mais altas dos EUA entram em vigor no momento em que a vice-presidente Kamala Harris e o ex-presidente Donald Trump estão cortejando os eleitores dos Estados produtores de automóveis e aço, tentando se posicionar como duros em relação à China antes da eleição presidencial de novembro. Trump prometeu impor tarifas de 60% sobre todas as importações chinesas.

A União Europeia e o Canadá também anunciaram novas tarifas de importação sobre os veículos elétricos chineses, com o último igualando as tarifas de 100% dos EUA.

(Reportagem de David Lawder; Reportagem adicional de David Shepardson)
Informações Agência Reuters
EUA impõem aumentos acentuados em tarifas da China, com muitos vigorando a partir de 27 de setembro (msn.com)

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Jorginho Mello inicia programa de embaixadores honorários de SC; primeiro é na Espanha

Objetivo é fortalecer as relações internacionais de Santa Catarina com o exterior, em especial na área econômica.

Com o propósito de fortalecer as relações internacionais de Santa Catarina com o exterior, em especial na área econômica, o governador Jorginho Mello lançou na manhã desta segunda-feira (16) o programa de embaixadores honorários do Estado. O primeiro nomeado é o professor Josép Miquel Piqué Huerta, que vai representar SC na região autônoma da Catalunha, na Espanha, que tem Barcelona como cidade âncora. Piqué é referência internacional em ecossistemas de inovação e já colaborou com SC na criação da rede de centros de inovação.

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Jorginho Mello inicia programa de embaixadores honorários de SC; primeiro é na Espanha – NSC Total

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SC vai incentivar investimentos em tecnologia e capital humano pelo Prodec

Indústrias terão mais razões para investir em Santa Catarina. O estado passa a incentivar por meio do Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec), também investimentos em tecnologia, inovação e capital humano. É isso que define o decreto 708 assinado pelo governador Jorginho Mello, que foi publicado sexta-feira (13 de setembro).

A partir de agora, poderão ter o incentivo de postergação de ICMS investimentos em software, hardware, datacenters, equipamentos de automação, capital humano (formação de pessoas), inovação aberta, energia renovável, inteligência artificial, Internet das coisas (IoT) e conectividade.

Essa mudança teve à frente o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Fett e envolveu os demais secretários da área econômica, como o da Fazenda, Cleverson Siewert, e da Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck. O critério para definir o que incentivar, segue a mesma linha da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do governo federal.

Segundo Marcelo Fett, a decisão de mudar o Prodec, que tem 35 anos e apoiou até agora investimentos em fábricas, máquinas e equipamentos e infraestrutura, foi a partir de alertas de grandes empresas. Grandes indústrias como a WEG e a Intelbras falaram que não tinham incentivo do governo do estado para investir em tecnologia e inovação.

Na fase de estudos dessa mudança, o governador Jorginho Mello afirmou que ela ajudará a impulsionar startups do estado porque vai ficar mais acessível para indústrias investirem em novas tecnologias.

– Agora, pesquisa e desenvolvimento também poderão ser incentivados pelo Prodec. E a formação de capital humano, que sempre foi um desafio, um grande gargalo, também foi incluída no benefício – destacou o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado.

Ele explica que essa modernização do Prodec exigiu bastante estudo e atenção. Em função dela, o Comitê Técnico de avaliação dos projetos do programa foi ampliado, com a inclusão da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc) e da Associação de Tecnologia de Santa Catarina (Acate).

Além dos investimentos em tecnologia, o novo decreto considerou como atividade industrial o processamento e beneficiamento de maçãs e atividades de destinação correta de resíduos, utilização de materiais sustentáveis e à adoção de logística reversa em favor do meio ambiente.

O benefício do Prodec consiste numa postergação temporária da arrecadação de ICMS. De cada R$ 100 a ser recolhido do imposto, a empresa posterga 75% e recolhe 25% aos cofres do Estado.

Esse valor que fica para mais tarde é postergado por 48 meses. Nesse período, tem correção anual da ordem de 4%, sem juros. Conforme o secretário Marcelo Fett, esse é um dinheiro barato para as empresas que são favorecidas pelo Prodec.


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SC vai incentivar investimentos em tecnologia e capital humano pelo Prodec – NSC Total

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China pune PwC com 6 meses de banimento e multa recorde por auditoria na Evergrande

Os órgãos reguladores chineses impuseram nesta sexta-feira à unidade da PwC na China continental suspensão de atividades de seis meses e multa recorde de 441 milhões de iuans (62 milhões de dólares) por causa da auditoria realizada na incorporadora imobiliária Evergrande Group.

O órgão regulador do mercado financeiro na China disse que sua investigação descobriu que a PwC Zhong Tian “fez vista grossa” e “até tolerou” a fraude da Evergrande ao auditar os resultados anuais da principal unidade onshore da incorporadora – Hengda Real Estate e auxiliar em operações de emissão de títulos de dívida – em 2019 e 2020.

“O comportamento da PwC vai além da mera falha de auditoria. Ela, até certo ponto, encobriu e até tolerou a fraude financeira da Hengda Real Estate e a emissão fraudulenta de títulos corporativos”, disse a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) em um comunicado.

As autoridades chinesas estão examinando o papel da PwC nas práticas contábeis da Evergrande desde que a CSRC acusou a incorporadora, em março, de uma fraude de 78 bilhões de dólares em um período de dois anos até 2020.

A PwC auditou a Evergrande por quase 14 anos, até o início de 2023.

A PwC Zhong Tian disse em um comunicado que aceita que o trabalho de auditoria na Hengda ficou abaixo de seus próprios padrões elevados. “Estamos determinados a resolver as deficiências e fortalecer a forma como operamos daqui para frente.”

A suspensão dos negócios e as multas são as mais severas já recebidas por uma das quatro maiores empresas de contabilidade na China, e ocorrem em um cenário de êxodo de clientes e demissões em massa na empresa nos últimos meses.

No caso mais recente de um auditor das Quatro Grandes ter sido atingido por pesadas penalidades, a filial da Deloitte em Pequim, no ano passado, foi multada em 211,9 milhões de iuans e as operações foram suspensas por três meses depois que as autoridades encontraram sérias deficiências na auditoria realizada na China Huarong Asset Management.

“O custo é enorme em termos de reputação, afetando a capacidade de obter novos negócios na China além da multa”, disse Gary Ng, economista sênior da Natixis para a região Ásia-Pacífico.

A PwC Zhong Tian será impedida de assinar certos documentos importantes para clientes na China continental, como resultados financeiros e pedidos de IPO, pelos próximos seis meses.

A suspensão dos negócios também afetará a unidade como um todo, impedindo-a de aceitar novos clientes estatais ou listados em bolsa nos próximos três anos, de acordo com as regulamentações chinesas.

No ano passado, os órgãos reguladores nacionais reiteraram que as empresas estatais e as companhias listadas na China continental devem ser “extremamente cautelosas” quanto à contratação de auditores que tenham recebido multas regulatórias ou outras penalidades nos últimos três anos.

“Estamos desapontados com o trabalho de auditoria da PwC Zhong Tian sobre a Hengda, que ficou inaceitavelmente abaixo dos padrões que esperamos das firmas-membro da rede PwC”, disse o grupo em um comunicado separado.

A companhia disse que, como parte de sua “responsabilidade e ações corretivas”, o sócio sênior no território da PwC China, Daniel Li,  se demitiu dois meses após assumir o cargo, dadas suas “responsabilidades anteriores” como chefe do negócio de auditoria local.

Li assinou vários documentos da Evergrande, incluindo um sobre a emissão de títulos onshore da incorporadora em 2021, de acordo com uma revisão da Reuters dos documentos publicamente disponíveis.

Hemione Hudson, líder global de risco e regulamentação da empresa, assumiu o lugar de Li, que permanecerá na empresa onshore como contador-chefe, disse o comunicado da PwC.

“FRAUDE TOLERADA”

A suspensão dos negócios foi imposta pelo Ministério das Finanças da China (MOF), que também ordenou o fechamento da filial da PwC Zhong Tian em Guangzhou, que liderou o trabalho de auditoria da Hengda.

O ministério disse que tanto a PwC Zhong Tian quanto sua filial em Guangzhou estavam cientes de “erros materiais” na auditoria da incorporadora entre 2018 e 2020, mas não os apontaram e até emitiram relatórios de auditoria falsos.

O ministério também impôs uma multa de 116 milhões de iuans à empresa por falha na auditoria da Hengda em 2018.

A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China disse em sua declaração que multou a PwC Zhong Tian em 325 milhões de iuans, próximo ao valor total das penalidades impostas pelo órgão regulador a mais de 50 auditores nos últimos três anos.

A investigação da CSRC descobriu que 88% dos registros de observação da PwC sobre os projetos imobiliários da Evergrande em 2019 e 2020 eram inautênticos ou falsos, tornando seus documentos de trabalho de auditoria “gravemente não confiáveis”.

O órgão regulador apontou que a inspeção no local das propriedades da incorporadora feita pela PwC não detectou problemas – algumas propriedades residenciais que o auditor considerou prontas para entrega de casas ainda permaneciam como “terrenos vagos” quando a CSRC os inspecionou posteriormente.

A PwC também excluiu deliberadamente as propriedades que a Evergrande marcou como “fora dos limites” das amostras de auditoria, acrescentou.

Um cálculo da Reuters baseado em dados da China mostrou que, nos últimos meses, mais de 50 empresas chinesas deixaram de trabalhar com a PwC ou cancelaram planos de contratá-la, após o lançamento da investigação regulatória sobre a empresa.

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China pune PwC com 6 meses de banimento e multa recorde por auditoria na Evergrande (msn.com)

 

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Dubai lidera o ranking do melhor destino para os Nômades Digitais

O aumento do trabalho híbrido desde a pandemia de covid-19 levou muitos executivos a encontrarem uma nova base em outro lugar do mundo. De acordo com o mais recente estudo “Executive Nomad Index” da Savills, Dubai manteve em 2024 a sua posição de liderança pelo segundo ano consecutivo, como o melhor destino a nível mundial para os Nômades Digitais. Este estudo que faz parte do relatório Impacts da Savills, revela ainda que a capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi ocupa agora a segunda posição do ranking, enquanto Lisboa mantem a quinta posição.

A mudança para o trabalho híbrido levou muitos executivos a encontrarem novas casas em outras partes do mundo, muitas vezes em cidades costeiras, com clima quente e aeroportos de fácil acesso. Para executivos que se tornaram Nômades Digitais por conta da pandemia, não há lugar mais acolhedor do que Dubai. Fintechs e instituições já consolidadas de serviços financeiros, estão em rápido crescimento na cidade, atraindo uma enxurrada de trabalhadores sênior para trabalhos em sistema híbrido. Dubai e Abu Dhabi vem chamando a atenção para profissionais itinerantes, especialmente dos setores de finanças e consultoria, devido à sua forte conectividade aérea, infraestrutura moderna e alta qualidade de vida. “As pessoas querem o melhor dos dois mundos – um estilo de vida à beira-mar com as comodidades da cidade”, comentou Kelcie Sellers, membro da equipe de pesquisa global da Savills. “A maioria das cidades no top 10 se enquadra nesta categoria, e o desejo por este tipo de localização aumentou nos últimos anos”, concluiu. Entre as cidades de maior destaque, estão Málaga (3º), Miami (4º), Lisboa (5º), Barcelona (6º) e Palma (7º).

Tanto Dubai como Abu Dhabi estão bem classificados em diversas categorias, no entanto, Dubai tem uma grande vantagem na conectividade dos transportes aéreos que o coloca à frente de Abu Dhabi em termos gerais. O Dubai International, o seu principal aeroporto, é o mais movimentado do mundo em termos de tráfego internacional de passageiros. A recentemente anunciada expansão do aeroporto Al Makhtoum em Dubai, fará com que seja o maior aeroporto do mundo após a conclusão.

Entre os fatores em destaque comuns a maioria dos destinos mais procurados, encontram-se o clima favorável ​​durante todo o ano, uma elevada qualidade de vida e um mercado estabelecido de imóveis residenciais prime. Miguel Lacerda, Lisbon Residential director, da Savills Portugal comenta: “Lisboa manteve-se entre os cinco principais destinos para Nômades Digitais desde que lançamos o nosso índice em 2022. Isto deve-se, em grande parte, à elevada qualidade de vida que Portugal oferece em comparação com muitos dos seus pares, combinada com fortes desempenhos em todas as outras categorias – embora o aumento das rendas dos imóveis residenciais se esteja a tornar um ponto de pressão”. A conectividade, a inovação, um cenário cultural diversificado e um bom clima durante todo o ano, são fatores-chave que tornam Lisboa atrativa para os Nômades Digitais.

Entre as novas entradas no índice de 2024 encontram-se: Palermo (22º) e Cidade do Cabo (17º). A capital siciliana tem um património rico e uma longa história. É o mercado de aluguel prime mais acessível da Itália, com rendas prime até 70% inferiores às de Florença, por exemplo. Já a África do Sul introduziu o seu programa “Digital Nomad Visa” em maio de 2024, sendo a Cidade do Cabo beneficiada como um destino chave para estes viajantes e empresários no sul global. Também como novidades no índice 2024, surgem a ilha caribenha de Granada (11º), Bali (12º) e a capital da Costa Rica, San José, o primeiro destino da América Central a ser incluído no Índice Savills, ocupando o 13º lugar.

Fontes: boomberglinea.com.br; bing.com; hrportugal.sapo.pt; exame.com.

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