Economia, Exportação, Importação, Industria, Informação, Logística, Negócios, Tributação

Economia Balança comercial registra superávit tímido, de US$ 1,57 bi em dezembro

Resultado representa uma redução de 66,4% em comparação ao mesmo período de 2023. No ano, o superávit é de US$ 71,42 bilhões, 25,4% menor.

O superávit comercial caiu para US$ 1,57 bilhão no mês de dezembro, uma redução de 66,4% em comparação ao mesmo período de 2023. As exportações diminuíram 21%, totalizando US$ 11,37 bilhões, enquanto as importações aumentaram 0,8%, alcançando US$ 9,81 bilhões.

No acumulado de 2024 até a segunda semana de dezembro, as exportações somaram US$ 323,64 bilhões, uma queda de 1,6% em relação ao mesmo período de 2023, enquanto as importações aumentaram 8,2%, totalizando US$ 252,22 bilhões. O superávit acumulado ficou em US$ 71,42 bilhões, 25,4% inferior ao de 2023.

A desaceleração nas exportações foi impulsionada pela queda nos preços das commodities e pela menor demanda, especialmente da China. Em novembro de 2024, por exemplo, o superávit de US$ 7 bilhões, embora positivo, representou uma queda de 20% em relação ao mesmo período de 2023, o que revela que a desaceleração vem acontecendo ao longo deste ano.

O setor agropecuário, um dos principais motores das exportações, registrou uma retração de 24,2%, com quedas expressivas nas vendas de milho (-27%) e soja (-58,7%). A indústria extrativa também enfrentou dificuldades, com uma redução de 50,2%, em parte devido à queda de 47,3% nas exportações de minério de ferro. A indústria de transformação recuou 6%, impactada pela redução de itens como açúcar e farelo de soja.

Com a China consumindo menos commodities e os preços internacionais enfraquecidos, o setor exportador brasileiro enfrenta uma tempestade perfeita. Em novembro de 2024, por exemplo, o superávit de US$ 7 bilhões, embora positivo, representou uma queda de 20% em relação ao mesmo período de 2023.

A alta taxa de juros interna, com a Selic em patamar elevado, elevou os custos de crédito e produção, prejudicando a competitividade das exportações, mesmo com a depreciação do real, que deveria, em tese, favorecer os produtos brasileiros. Por outro lado, o aumento nas importações foi impulsionado por uma maior demanda por insumos e bens intermediários, além da alta dos preços dos produtos importados devido ao câmbio desfavorável.

FONTE: Veja Negócios
https://veja.abril.com.br/economia/balanca-comercial-registra-superavit-timido-de-us-157-bi-em-dezembro/

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Informação, Inovação, Investimento, Mercado Internacional, Negócios, Notícias, Sustentabilidade, Tecnologia

BC participa de projeto do BIS que viabilizará o compartilhamento transfronteiriço de dados por meio da interoperabilidade de open finance

O Banco de Compensações Internacionais (Bank for International Settlements – BIS) está lançando o Projeto Aperta (“aberto” em latim), com vistas a explorar como reduzir fricções e custos nas finanças globais, ao permitir compartilhamento transfronteiriço de dados de forma contínua.
O projeto busca conectar infraestruturas domésticas de open finance de diferentes jurisdições. O caso de uso inicial a ser explorado é o financiamento do comércio internacional (trade finance) para pequenas e médias empresas (PME), com várias outras aplicações a seguir.
Por que o Projeto Aperta?
Negócios baseados em trade finance enfrentam diversos desafios quando utilizam produtos financeiros que facilitam o comércio, tais como cartas de crédito, seguro de crédito comercial e financiamento a cadeias produtivas. Os processos costumam ser ineficientes e dispendiosos devido ao excesso de burocracia manual e à ausência de portabilidade digital de dados. A digitalização do trade finance pode promover o crescimento econômico sustentável e apoiar a estabilidade financeira, contribuindo para a resiliência do sistema financeiro global.
Por volta de 70 jurisdições atualmente regulamentam o open finance com variadas abordagens, sendo o open banking um subconjunto. Esses ecossistemas de open finance normalmente operam com diferentes padrões e protocolos domésticos, impedindo o regular fluxo transfronteiriço de dados. Contudo, as tecnologias baseadas em interfaces de programação de aplicação (application programming interfaces – APIs) têm o potencial de melhorar significativamente o compartilhamento transfronteiriço de dados por meio desses ecossistemas já existentes, uma vez que o verdadeiro valor reside na facilitação dos fluxos internacionais de dados.
Algumas jurisdições começaram a adotar o compartilhamento transfronteiriço de dados através de acordos bilaterais, mas isso acarreta risco de causar fragmentação no escopo, nos padrões e nas soluções. Tal fragmentação, por sua vez, reduz a interoperabilidade e a escalabilidade, ao mesmo tempo que aumenta a complexidade geral. É essencial concentrar-se em evitar a fragmentação e promover a interoperabilidade.
É neste ponto que o Projeto Aperta pode desempenhar um papel fundamental para preencher esta lacuna.
O que é o Projeto Aperta
O Projeto Aperta é um protótipo de rede multilateral de interoperabilidade transfronteiriça, que conecta as infraestruturas domésticas de open finance de diferentes jurisdições, permitindo um compartilhamento de dados financeiros de forma segura, criptografada de ponta a ponta, consentida pelo consumidor, e sem interrupções, por meio de APIs. Isso permite que instituições financeiras e demais instituições participantes desses ecossistemas possam estabelecer confiança mútua transfronteiriça e compartilhar dados em um ambiente seguro de ponta a ponta.
Como funciona o Projeto Aperta
O Projeto Aperta fornecerá um mecanismo inovador para interoperabilidade global, oferecendo harmonização de recursos, funcionalidades, casos de uso, protocolos de segurança, procedimentos operacionais e estruturas de confiança para open finance em diversas jurisdições. Nesta fase inicial, as jurisdições participantes incluem Brasil, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Hong Kong RAE. Os participantes possuem diferentes abordagens para open finance – variando de modelos liderados pela regulação, híbridos a modelos liderados pelo mercado.
A natureza multilateral do Projeto Aperta permitirá que uma instituição – como um banco, fintech, ou outro tipo de instituição – em uma jurisdição se conecte perfeitamente com instituições em outras jurisdições. Isto facilitará a troca de informações, como dados de pagamento e de conta, cartas de crédito ou conhecimentos de embarque eletrônicos (electronic bills of lading).
Quais são os casos de uso para o protótipo?
O protótipo habilitará o compartilhamento transfronteiriço de:
• dados da conta do consumidor e do negócio para um banco no exterior para abrir uma nova conta lá mais rapidamente
• dados de trade finance relacionados a transportes para reduzir significativamente os custos e aumentar a velocidade do comércio internacional
Quem está envolvido no Projeto Aperta?
O Projeto Aperta é uma colaboração entre o BIS Innovation Hub Hong Kong Centre, o Banco Central do Brasil, o Central Bank of the United Arab Emirates, a Financial Conduct Authority do Reino Unido, a Hong Kong Monetary Authority, a Global Legal Entity Identifier Foundation, a International Chamber of Commerce Digital Standards Initiative, e a Hong Kong University Standard Chartered Foundation FinTech Academy.
FONTE: Banco Central do Brasil
https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20464/nota
Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Gestão, Informação, Logística, Mercado Internacional, Negócios, Notícias, Tributação

Dólar a R$ 7 tornou-se uma realidade para investidores; entenda.

Analistas estrangeiros não conseguem ver uma luz no fim do túnel do câmbio entre o real e o dólar.

Conforme mostra a coluna de Carlo Cauti na Edição 247 da Revista Oeste, os gringos avaliam a possibilidade de um câmbio em R$ 7 em 2025. De acordo com um relatório recente do banco Morgan Stanley, a depreciação do real pode ir ainda mais longe caso o Banco Central peca autonomia, ou seja, deixe de controlar as expectativas de inflação por meio da política monetária. É um cenário chamado pelos economistas de “dominância fiscal”.

Segundo o Morgan Stanley, o real tem “espaço para ficar ainda mais barato”. De outra forma, o câmbio pode piorar ainda mais. O banco norte-americano Wells Fargo está um pouco mais otimista nesse prazo do que o Morgan Stanley; aquela instituição financeira vê a chance de o dólar chegar a R$ 7 até o começo de 2026.

As projeções para o dólar em 2025.

A crescente preocupação com o cenário cambial no Brasil reflete-se nas previsões para o dólar nos próximos anos. A Pesquisa Focus, um termômetro relevante do mercado financeiro, projeta que o dólar chegue a R$ 5,77 ao fim de 2025, o que indica uma deterioração nas expectativas para o real.

Estimativas de bancos estrangeiros são ainda mais pessimistas, sugerindo que o dólar pode ultrapassar a marca de R$ 6 — dependendo da condução da política fiscal. Desde o começo do ano, o real sofreu uma desvalorização significativa, com acúmulo de alta de 24,61% pelo dólar. A moeda brasileira se tornou a segunda com pior desempenho entre as principais divisas globais.

O Morgan Stanley projeta que o dólar possa alcançar R$ 6,30 no segundo semestre de 2025. Ioana Zamfir, chefe de estratégia para América Latina do banco, ressalta que, na ausência de medidas fiscais eficazes, “mais prêmios de risco podem ser precificados”. Em um cenário de dominância fiscal, o dólar poderia alcançar entre R$ 6,70 e R$ 7, o que reflete a perda de confiança dos investidores.

O Wells Fargo também revisou suas previsões para o câmbio, agora esperando que o dólar atinja R$ 6,80 em 2025. Os economistas do banco acreditam que a deterioração das condições fiscais pode levar o real a novos níveis mínimos, em relação ao dólar norte-americano, com a taxa de câmbio podendo atingir R$ 7 até o primeiro trimestre de 2026.

Os estrategistas do Deutsche Bank compartilham dessa visão pessimista, projetando o dólar a R$ 6 no fim de 2025 e R$ 6,50 no fim de 2026. Eles não descartam a possibilidade de a moeda atingir R$ 7, caso ocorram choques adicionais na política fiscal.

Perspectiva otimista do Citi para o dólar

O Citi, no entanto, adota uma perspectiva mais otimista para o câmbio. Leonardo Porto, economista-chefe para o Brasil do banco, acredita que a atual incerteza fiscal deverá diminuir ao longo do próximo ano, o que resultará em um cenário cambial mais neutro. A instituição financeira espera que o dólar esteja em torno de R$ 5,70 em 2025, prevendo uma estabilização do real.

Recentemente, o Citi abriu uma posição comprada em real contra uma cesta de moedas, incluindo o dólar e o euro — o que reforça sua confiança na recuperação da moeda brasileira. A comparação com 2015, quando o real se desvalorizou 30% ante uma cesta de moedas, revela que a está atualmente apenas 10% mais barata.

Fonte: Revista Oeste
https://revistaoeste.com/economia/dolar-a-r-7-virou-realidade-na-cabeca-dos-investidores-entenda/

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Industria, Informação, Negócios

Montadoras vão apresentar ao governo pacote de pedidos para incentivo à exportação

Pela primeira vez em uma década, os emplacamentos de importados superaram as exportações no setor nacional: 463 mil contra 403 mil

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prepara um pacote de pedidos ao governo para incentivar suas exportações. Presidente da entidade, Márcio de Lima Leite externou preocupações com a queda das vendas do setor ao exterior em entrevista à CNN.

Segundo o representante, o pacote é composto por medidas regulatórias, que reduzam o Custo Brasil e apoiem acordos bilaterais com países que são destinos para as exportações brasileiras.

“O Brasil precisa avançar na harmonização regulatória. Acordos bilaterais com os destinos das nossas exportações são essenciais. Precisamos de atenção, porque a indústria brasileira tem perdido espaço nestes mercados”, disse à CNN.

Em balanço de 2024 apresentado em São Paulo, a Anfavea destacou que pela primeira vez desde 2014 os emplacamentos de importados superaram as exportações: 463 mil contra 403 mil.

Em queda, as exportações brasileiras estão cada vez mais concentradas na Argentina (39%) – em um sinal considerado preocupante pela indústria. As exportações chegaram a atingir 766 mil em 2017.

Neste momento é confeccionado um estudo e são mapeadas possíveis medidas para incentivar as vendas.

FONTE: CNN Brasil

Montadoras vão apresentar ao governo pacote de pedidos para incentivo à exportação

Ler Mais
Economia, Importação, Investimento, Negócios, Notícias, Tributação

RS não aumentará alíquota de ICMS sobre importados por remessas postais e expressas

O Estado tem a menor alíquota modal do país, fixada em 17%

O governo do Estado não vai aumentar a alíquota do ICMS que incide sobre remessas postais e expressas importadas pelo Regime de Tributação Simplificada (RTS), como produtos têxteis. O tributo ficou popularmente conhecido como “Imposto das Blusinhas”. Na semana passada, em reunião do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), em Foz do Iguaçu (PR), houve deliberação de elevar a alíquota para 20% nos estados. Segundo a decisão do Comsefaz, os estados que quiserem aumentar sua alíquota devem encaminhar a mudança para suas respectivas Assembleias Legislativas para que a medida tenha efetividade.

Ao fazer importantes reformas e o ajuste fiscal necessário, o governador Eduardo Leite conseguiu manter a alíquota em 17%, a menor do país, e fazer com que o Rio Grande do Sul voltasse a investir em diferentes áreas, como infraestrutura, segurança pública, saúde e educação, mas, em especial, naquelas que beneficiam diretamente as famílias gaúchas em situação de vulnerabilidade. Um exemplo disso é que, pela primeira vez, o Rio Grande do Sul alcançou a menor taxa de extrema pobreza entre os estados brasileiros.

O resultado positivo indica que os programas sociais do governo do Estado para apoio às famílias que mais precisam estão produzindo frutos. Desde 2019, as famílias gaúchas foram beneficiadas com 32 ações e programas focados no desenvolvimento social, como Devolve ICMS, Todo Jovem na Escola, Volta por Cima e iniciativas habitacionais.

Programa Remessa Conforme

Hoje, pelas regras federais do Programa Remessa Conforme, as compras internacionais têm 60% de Imposto de Importação (administrado pela Receita Federal) e mais o valor do ICMS de cada estado. Se a compra for de até 50 dólares, há redução do Imposto de Importação de 60% para 20%. Se a compra for acima, incide o imposto federal de 60%, mas terá desconto de 20 dólares. Em ambos os casos, há previsão de ICMS.

Texto: Secom e Ascom Sefaz
Edição: Secom

FONTE: Governo do Estado do RS
https://www.estado.rs.gov.br/rs-nao-aumentara-aliquota-de-icms-sobre-importados-por-remessas-postais-e-expressas

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Industria, Informação, Mercado Internacional, Negócios

A China recorrerá à Argentina para preencher sua lacuna nas importações agrícolas?

Empresas argentinas tem demonstrado interesse em aumentar seus embarques agrícolas para a China, uma boa notícia para Pequim, que busca fornecedores alternativas de produtos básicos em meio às crescentes tensões com os Estados Unidos, que parecem improváveis de arrefecer no curto prazo.

A primeira remessa de trigo da Argentina – um dos maiores exportadores do produto no mundo – logo começará sua jornada para a China, conforme informou o jornal econômico Ambito Financiero na segunda-feira. O jornal não forneceu uma data exata de partida da carga.

Esta será a primeira exportação de trigo da Argentina para a China desde a década de 1990, e segue uma autorização obtida em janeiro para o envio do produto. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina chamou a aprovação de “um passo importante para as exportações argentinas” em seu comunicado à imprensa na época.

A China é o terceiro maior importador de trigo do mundo, recebendo 12,1 milhões de toneladas em 2023, no valor de US$ 4,42 bilhões, de acordo com dados da alfândega. Os Estados Unidos ocupam o terceiro lugar entre os maiores fornecedores de trigo para a China, tendo enviado um total de 4,3 milhões de toneladas nos primeiros 10 meses deste ano, representando 10,3% das importações totais do país.

Mas, à medida que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça impor tarifas de 10% sobre os produtos chineses – com ações mais rígidas facilmente escaláveis – analistas argumentam que isso pode representar uma oportunidade para os países do Sul Global expandirem seu comércio com a China, especialmente no setor agrícola.

“A China tem procurado diversificar seus parceiros de exportação e importação há anos, particularmente durante o primeiro mandato de Trump. O retorno de Trump para um segundo mandato vai adicionar muita urgência a isso”, disse Nick Marro, analista chefe de comércio global da Economist Intelligence Unit.

Em retaliação às pesadas tarifas impostas durante o primeiro mandato de Trump, a China aplicou tarifas de 25% sobre produtos agrícolas dos EUA em 2018, afetando itens essenciais como soja, carne bovina, carne suína, trigo, milho e sorgo.

Como resultado, as importações de produtos agrícolas dos EUA diminuíram à medida que outros países com estoques abundantes dos mesmos produtos – como o Brasil, notavelmente – preencheram o vácuo. Nos primeiros 10 meses de 2024, apenas 16,7% da soja importada pela China, em volume, veio dos EUA, em comparação com 34,3% em 2017.

O Brasil, por outro lado, respondeu por 75,5% das importações de soja da China até agora em 2024, um aumento significativo em relação aos 53,3% registrados em 2017.

O gráfico abaixo mostra quais produtos foram os mais exportados em contêineres do Brasil para portos chineses em 2024. Os dados são derivados do DataLiner, um produto da Datamar.

Principais Exportações para a China | 2024 | TEUs

A China é agora o maior parceiro comercial do Brasil, com o valor do comércio subindo 6,1% ano a ano, para US$ 181,5 bilhões em 2023. De forma semelhante, a Argentina busca expandir sua relação comercial com a China.

Até o final de maio, a China havia ampliado seu mercado para as exportações de milho da Argentina, conforme informaram autoridades agrícolas.

Embora seus US$ 6,7 bilhões em importações da América do Sul em 2023 representem uma queda de 21,7% em comparação com o ano anterior, a China é o segundo maior parceiro comercial da Argentina. Seus principais produtos importados são agrícolas – principalmente soja, carne bovina e cevada.

Aumento de tarifas dos EUA pode fazer com que a China acelere o desenvolvimento de seu mercado interno e reduza ainda mais sua dependência dos EUA, observaram analistas.

“A China pode se transformar de uma ‘fábrica mundial’ para uma ‘fábrica e mercado mundial’”, escreveu Lin Hongyu, reitor da Faculdade de Relações Internacionais da Universidade Huaqiao, em um artigo publicado na segunda-feira.

Mas Marro alertou que isso dependerá da própria situação econômica da China. A demanda interna tem sido insuficiente em alguns momentos, o que, por sua vez, afetou o volume de importações.
“Esforços para restaurar a demanda interna e incentivar o consumo devem ser muito mais importantes do que qualquer promessa política em torno do aumento das importações”, disse Marro.

O valor das importações da China diminuiu 5,5% em relação ao ano anterior, para US$ 2,6 trilhões em 2023. Nos primeiros 10 meses deste ano, esse valor aumentou 1,7% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 2,1 trilhões.

Fonte: South China Morning Post
https://www.scmp.com/economy/global-economy/article/3289201/will-china-turn-argentina-fill-its-farming-import-gap-wheat-and-see

Ler Mais
Comércio, Economia, Informação, Negócios, Notícias, Oportunidade de Mercado

Vendas no comércio catarinense crescem 7,2% em um ano, aponta IBGE

Dados são da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nessa quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

As vendas no comércio de Santa Catarina cresceram 7,2% em um intervalo de 12 meses, de outubro de 2023 a outubro de 2024. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nessa quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em outubro deste ano, as vendas cresceram 0,4% na série com ajustes sazonais. Este é o quarto melhor resultado de 2024, e deixou o Estado no mesmo patamar de vendas no Brasil, que também está com 0,4%. Os números deixam Santa Catarina na 14ª posição no ranking nacional, que é liderado por Roraima (4,3%).

Ainda assim, o resultado apresenta uma desaceleração se comparado com o mês de setembro, quando as vendas do varejo cresceram 0,7%.

Comércio foi responsável por quase 35% de empregos gerados

Em outubro, o comércio foi responsável por 34,6% das vagas de emprego geradas em Santa Catarina, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado positivo é devido a uma perspectiva de aumento do consumo por parte das famílias catarinenses, de acordo com a economista da Fecomércio/SC, Edilene Cavalcanti.

A intenção de consumir dos catarinenses cresceu 0,1% em outubro, sendo a segunda maior do Brasil, atrás apenas do Amazonas.

— Outro dado positivo é que a satisfação com o acesso ao crédito cresceu 2,5% em outubro, apesar do cenário de aumento dos juros e crescente pressão inflacionária no país. Como um todo, o contexto tem sido altamente positivo para o comércio em 2024. Além disso, estamos prestes a iniciar a temporada, que costuma ser um período bastante positivo, em especial no litoral — afirma Edilene.

Ao mesmo tempo, a satisfação com o acesso ao crédito cresceu 2,5% no mês, apesar das perspectivas de aumento da taxa de juros e da pressão inflacionária no país.

As vendas no comércio estão em crescimento ininterrupto desde maio. Em outubro, o aumento chegou ao segundo maior nível da série histórica do IBGE, ocorrido em julho de 2021.

Móveis e eletrodomésticos cresceram mais

Na comparação anual, o principal aumento das vendas foi nos itens de móveis e eletrodomésticos, que cresceram 23,3%, seguido por cosméticos e artigos farmacêuticos, com 15,1%.

Em outubro deste ano, um destaque positivo foi o aumento de 15,1% nas vendas de “Artigos
Farmacêuticos, médicos e cosméticos”. O aumento superou o crescimento observado em setembro, que foi de 12,6%.

As vendas de equipamentos e de materiais para escritório, por outro lado, caíram em 10,5%. A de livros,
jornais, revistas e papelaria caiu em 2,4%.

O comércio ampliado catarinense — que inclui as vendas de veículos, motocicletas, materiais de construção e o atacarejo, cresceu 12,3% no mês — ocupando o 10º lugar no ranking nacional e superando em 3,5 p.p a média brasileira de 8,8%, e em 7,1% o resultado de setembro, quando as vendas tinham crescido 5,2%. Novamente, foram destaques as vendas de Veículos, motocicletas, partes e peças.

Veja variação do volume de vendas do varejo restrito e ampliado

Varejo Restrito: Variação Mensal 0,4%, Acumulado 4,2%

  • Combustíveis e lubrificantes: Variação Mensal 1,2%, Acumulado -2,1%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: Variação Mensal 7,4%, Acumulado 4,5%
  • Tecidos, vestuário e calçados: Variação Mensal 0,8%, Acumulado -4,6%
  • Móveis e eletrodomésticos: Variação Mensal 23,3%, Acumulado 10,5%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos: Variação Mensal 15,1%, Acumulado 12,8%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: Variação Mensal -2,4%, Acumulado -5,3%
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: Variação Mensal -10,5%, Acumulado 5,5%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: Variação Mensal 12,5%, Acumulado 8,5%

Varejo Ampliado: Variação Mensal 12,3%, Acumulado 7,9%

  • Veículos, motocicletas, partes e peças: Variação Mensal 28,2%, Acumulado 20,0%
  • Materiais de construção: Variação Mensal 10,2%, Acumulado 0,2%
  • Atacarejo: Variação Mensal 5,5%, Acumulado 6,5%

    FONTE: NSCtotal
    https://www.nsctotal.com.br/noticias/vendas-no-comercio-catarinense-crescem-72-em-um-ano-aponta-ibge?utm_source=WhatsApp&utm_medium=link&utm_campaign=WhatsApp

 

Ler Mais
Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Industria, Informação, Mercado Internacional, Negócios, Notícias

Nova guerra comercial de Trump ameaça agricultores americanos em meio competição com Brasil por mercados

A primeira guerra comercial do ex-presidente Donald Trump resultou em perdas estimadas de US$ 11 bilhões para os agricultores americanos de soja. Agora, uma possível nova disputa tarifária com a China pode trazer consequências ainda mais graves.

A soja foi o principal produto impactado na primeira guerra comercial. Durante os dois primeiros anos de governo Trump, as exportações americanas da commodity para a China, maior compradora mundial, caíram 79%, devido a guerra comercial. Na época, a China ainda dependia de parte da oferta dos EUA. Hoje, ela pode recorrer ao Brasil, que consolidou sua posição como principal fornecedor da commodity, reduzindo sua vulnerabilidade às tarifas americanas.

Além da soja, a China tem diversificado sua base de suprimentos para outras commodities agrícolas. Importações de milho e trigo da Argentina, sorgo do Brasil e algodão da Austrália reforçam a estratégia chinesa de reduzir sua dependência dos Estados Unidos. Os estoques domésticos da China estão elevados, e o enfraquecimento da economia local tem diminuído a demanda interna.

“Primeiro, a China não estava preparada. Agora, eles estão prontos, com estoques recordes de soja em casa”, afirmou Steve Nicholson, estrategista global de grãos e oleaginosas do Rabobank.

O risco de uma escalada na guerra comercial com Trump surge em um momento em que os agricultores americanos já enfrentam dificuldades para recuperar sua posição como principais exportadores de milho e trigo, após o Brasil conquistar fatias significativas do mercado. Os produtores também estão recebendo menos por suas colheitas, com os preços do milho e da soja caindo para os menores níveis desde 2020 no início deste ano.

Espera-se que Trump repita a estratégia de seu primeiro mandato, com tarifas seguidas por possíveis medidas retaliatórias da China, que pressionariam ainda mais os preços dos grãos. Embora uma resolução seja possível, a China terá um “apetite menor” para retornar aos níveis anteriores de importação, segundo analistas do Citigroup Global Markets em nota publicada na segunda-feira.

A maioria dos produtos agrícolas “está na linha de frente para medidas comerciais retaliatórias”, dizem analistas da Bloomberg Intelligence, porque mudar de fornecedores envolve custos comparativamente menores.

A primeira guerra comercial contribuiu para o cenário atual de oferta, já que a mudança da China para fornecedores não americanos levou o Brasil a expandir sua produção de soja, desmatando áreas para aumentar a capacidade de plantio. Como resultado, o Brasil pode colher no próximo ano uma safra de soja mais de 30% maior do que os níveis vistos antes da guerra comercial entre os EUA e a China.

Apesar dos estoques globais elevados, os agricultores americanos continuam aumentando sua produção. Recentemente, colheram a maior safra de soja de todos os tempos, impulsionados pelo aumento do consumo doméstico. Mesmo que uma nova guerra comercial prejudique a demanda, os produtores americanos provavelmente continuarão plantando. Durante a última disputa comercial, Trump concedeu US$ 28 bilhões em subsídios aos agricultores para suavizar o impacto das tarifas.

“Nós não esperamos uma redução na área plantada nos EUA”, disse Chuck Magro, CEO da fabricante de sementes Corteva Inc., que, no entanto, busca expandir seu programa de soja no Brasil. “Assumindo que as tarifas sigam a mesma linha, onde a China sente que precisa comprar de outros mercados, a produção dos EUA ainda encontrará um destino”, afirmou.

O gráfico abaixo mostra quais produtos foram os mais exportados em contêineres do Brasil para portos chineses em 2024. Os dados são derivados do DataLiner, um produto da Datamar.

Principais Exportações para a China | 2024 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Aqui está um olhar mais detalhado sobre como as tarifas de Trump podem impactar diversas culturas:

Soja, Milho e Trigo

Em janeiro de 2020, EUA e China assinaram o Acordo Comercial de Fase 1, no qual a China se comprometeu a comprar bilhões de dólares em produtos agrícolas americanos e cancelar tarifas.

Se essas tarifas forem reinstauradas, os agricultores americanos podem perder milhões de toneladas de grãos e soja em exportações anuais, de acordo com um estudo conjunto encomendado pela National Corn Growers Association e pela American Soybean Association, divulgado antes das eleições.

Para reduzir sua dependência dos EUA, a China aprovou em 2022 importações de milho brasileiro. Os EUA haviam recentemente enviado quantidades recordes de milho para a China antes de ela mudar para o Brasil.

A China também começou a comprar milho e trigo da Argentina. Autorizou as importações no início deste ano, permitindo os primeiros embarques de milho em 15 anos e as primeiras transações significativas de trigo desde a década de 1990.

Sorgo

Os produtores de sorgo dos EUA são altamente dependentes da China, que consome cerca de 70% da produção americana para ração animal e fabricação do licor baijiu.

Recentemente, porém, a China também autorizou importações de sorgo do Brasil. Embora o Brasil tenha exportado pouco sorgo no passado, sua produção aumentou para cerca de 4,6 milhões de toneladas, representando um novo desafio à participação de mercado dos EUA.

Carne suína

A China aumentou as importações de carne suína americana nos últimos anos, mas também abriu seu mercado para o Brasil. Ainda assim, as perspectivas para o setor são fracas, mesmo sem uma guerra comercial. O consumo de carne suína na China, maior consumidora mundial do produto, está em queda, à medida que os consumidores diversificam suas dietas, preferindo aves, carne bovina e frutos do mar, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Algodão

As importações chinesas de algodão também devem diminuir, refletindo a alta produção doméstica e o crescimento dos estoques, além de uma economia em desaceleração que afeta a demanda por têxteis.

Walter Kunisch, estrategista sênior de mercados de commodities da Hilltop Securities, observa que a cadeia de fornecimento de algodão e têxteis da China está “radicalmente diferente” em relação a 2018. Além disso, a China tem buscado fornecedores como Brasil e Austrália, embora o algodão americano ainda seja considerado o “padrão de ouro” em qualidade e rastreabilidade.

O Brasil, que se tornou o maior exportador mundial na safra 2023-24, enviou quase 1,3 milhão de toneladas de algodão para a China naquela temporada, superando os EUA.

Fonte: Bloomberg News Articles
https://www.bloomberg.com/news/articles/2024-12-11/trump-trade-war-to-hurt-us-farmers-more-as-china-turns-to-brazil

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Gestão, Industria, Informação, Investimento, Mercado Internacional, Negócios

Promulgado Acordo sobre Compras Públicas do Mercosul

Acordo melhora condições de acesso a mercado para exportações brasileiras nos países do Mercosul, promovendo maior integração regional

O Protocolo de Contratações Públicas do Mercosul foi promulgado nessa segunda-feira (9). Firmado em dezembro de 2021, o acordo permitirá o acesso dos exportadores brasileiros de bens e serviços às contratações públicas dos países do bloco, com igualdade de tratamento.

Os mercados de compras públicas de Argentina, Paraguai e Uruguai são importantes destinos de exportações brasileiras de bens e serviços. Juntos, esses mercados são estimados em aproximadamente R$ 76,2 bilhões, segundo dados do Banco Mundial.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destaca que o decreto coloca em prática um importante instrumento para fortalecer o negócio entre países do bloco. “A entrada em vigor do Protocolo dá seguimento ao processo de aprofundamento do Mercosul, avançando em mais uma frente da integração econômica regional”, destaca. De acordo com a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, o decreto fortalecerá a corrente de comércio brasileira. “O Mercosul é importante destino de exportações brasileiras industriais, de médio e alto valor agregado. Com a entrada em vigor do acordo, as empresas brasileiras terão um acesso ainda maior ao mercado dos sócios”, ressalta.

Como contrapartida, será permitida a participação dos fornecedores de bens e serviços dos demais países do Mercosul nas compras governamentais brasileiras. Ao mesmo tempo, na lista de oferta de compromissos, publicada no decreto, o Brasil garantiu a manutenção de importantes políticas públicas que utilizam o poder de compra do Estado para promoção da inovação e do desenvolvimento industrial, como compras de produtos estratégicos do Sistema Único de Saúde (SUS), encomendas tecnológicas, compras de pequenas e médias empresas e de produtores rurais e o uso de compensações comerciais em compras públicas para promoção da inovação.

O acordo conta, ainda, com dispositivos que buscam garantir a transparência e a previsibilidade nos processos licitatórios.

O Uruguai, que encerra nesta semana a Presidência Pro Tempore do Mercosul, já internalizou o acordo em seu ordenamento jurídico, de maneira que o acordo entrará em vigor bilateralmente para Brasil e Uruguai, enquanto Argentina e Paraguai finalizam os trâmites internos em seus respectivos ordenamentos.

FONTE: MDIC
https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/noticias/2024/dezembro/promulgado-acordo-sobre-compras-publicas-do-mercosul

Ler Mais
Economia, Investimento, Logística, Negócios, Notícias, Tributação

Reforma tributária eleva importância da logística na competitividade de SC

Setor produtivo destaca relevância do PELT para identificar demanda crescente por serviços e infraestrutura de transportes e para a atração de novos investimentos em reunião na FIESC

Florianópolis, 09.12.24 – A logística vai ganhar uma importância ainda maior na competitividade catarinense com as mudanças previstas na arrecadação de impostos com a implantação da reforma tributária. O consenso do setor produtivo é corroborado pelo governo de SC, que destaca que o Plano Estadual de Logística e Transportes (PELT) tem como objetivo preparar o estado para atrair novos investimentos e atender a demanda crescente por transporte de cargas e pessoas.

Para o presidente da Invest SC, Renato Lacerda, a expectativa é que Santa Catarina tenha inicialmente uma perda de arrecadação, já que os impostos serão direcionados para o local de consumo. “O estado produz mais do que consome. Quando os incentivos fiscais deixarem de existir, a infraestrutura e a logística serão um diferencial para nossa capacidade de atrair empresas e gerar empregos”, explicou durante oficina sobre o PELT realizada na Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) nesta segunda-feira, 9.

Na avaliação do presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar, ao planejar tecnicamente o futuro da infraestrutura de transportes de SC, o estado atende uma demanda antiga da FIESC e corrige uma deficiência histórica, em um momento crítico. “A logística ganha maior importância com a reforma tributária, já que ela será um critério determinante para que as empresas decidam onde farão seus investimentos, pensando na competitividade”, afirmou.

O diretor de atração de investimentos da Invest SC, Rodrigo Prisco Paraíso, salientou que, além de competir com outros estados do Brasil por investimentos que geram desenvolvimento e empregos, Santa Catarina precisa ser competitiva também em termos globais. Na visão dele, a reorganização das cadeias globais de suprimentos se apresenta como oportunidade, mas precisamos que a nossa logística esteja preparada. “Precisamos ter o que mostrar, que estamos pensando no futuro para passar confiança e confiança aos investidores”, destacou.

Integração regional
O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de SC, Ivan Amaral, informou durante a reunião, que os três estados do Sul estão elaborando seus planos de transporte e logística, e que estudam o desenvolvimento de um plano integrado, que leve em conta as principais demandas e potencialidades da região. Amaral afirmou ainda que SC, PR e RS estão unindo esforços para apresentar demandas conjuntas no debate sobre a extensão do contrato de concessão da Malha Sul, ferrovia de 7.223 quilômetros que corta os três estados, atualmente sob administração da Rumo.

Força de trabalho
Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que o setor de logística é o que mais vai demandar profissionais. O documento estima que, de 2025 e 2027, a indústria catarinense precisará de 224,9 mil trabalhadores nesta área, em funções como técnico de controle de produção, almoxarife, armazenista e motorista de veículos de cargas.

FONTE: FIESC
https://fiesc.com.br/pt-br/imprensa/reforma-tributaria-eleva-importancia-da-logistica-na-competitividade-de-sc

 

 

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook