Evento, Negócios, Notícias

FIESC realiza SC Day na Colômbia em julho

Evento focado nos segmentos de máquinas e equipamentos elétricos e máquinas agrícolas terá participação do governador

As oportunidades de exportações das indústrias de Santa Catarina para a Colômbia são o foco do evento SC Day Colômbia, que a Federação das Indústrias de SC (FIESC) organiza de 7 a 10 de julho, em Bogotá.

O evento, focado nos setores de máquinas e equipamentos elétricos e máquinas agrícolas, terá participação do governador Jorginho Mello, de membros do governo e industriais de SC. A escolha dos setores levou em conta estudo de inteligência comercial e a identificação de oportunidades na Colômbia.

Entre os ramos com potencial exportador estão a fabricação de máquinas e equipamentos para a indústria de laticínios, desde a produção de leite até equipamentos de refrigeração. A avicultura também é outro ramo com demanda por produtos. A indústria colombiana também tem demandas no setor de máquinas e equipamentos elétricos.

A iniciativa da Federação tem como objetivo fomentar parcerias comerciais entre a indústria catarinense e empresas colombianas, de forma a intensificar o comércio internacional. Durante o SC Day Colômbia, indústrias de SC poderão apresentar seus produtos para compradores selecionados em rodadas de negócios com suporte da FIESC, além da visita à AgroExpo.

A agenda traz ainda apresentações sobre os diferenciais de SC e do setor industrial catarinense a potenciais parceiros colombianos.  

As inscrições para empresas que desejam iniciar ou intensificar relações comerciais com a Colômbia podem ser feitas no site https://fiesc.com.br/scday. As vagas são limitadas.

Fonte: FIESC

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Comércio, Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Notícias

Brasil e Chile podem encontrar soluções eficazes para enfrentar desafios comuns

Presidente da FIESC, e vice-presidente da CNI, Mario Cezar de Aguiar representou a entidade industrial brasileira no Fórum Empresarial Brasil-Chile, realizado em Brasília nesta terça (22)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Sociedad de Fomento Fabril (SOFOFA) realizaram o Fórum Empresarial Brasil-Chile, em Brasília, nesta terça-feira (22/4). A iniciativa, que segue nesta quarta, conta com o apoio dos governos do Brasil e do Chile e acontece no contexto da visita oficial do presidente chileno, Gabriel Boric. O Brasil é o maior parceiro comercial do Chile na América do Sul. Bens industriais representam boa parte da pauta comercial. O Fórum contou com as presenças dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Chile, Gabriel Boric.

O presidente da FIESC e vice-presidente da CNI, Mario Cezar de Aguiar, ressaltou que a CNI continua aberta ao diálogo e disposta a contribuir para a implementação de políticas e iniciativas que atendam às demandas do setor produtivo e promovam o desenvolvimento econômico e social das duas nações. “Com entendimento e união dos empresários e do poder público, Brasil e Chile podem encontrar soluções eficazes para enfrentar os desafios comuns e para aproveitar as oportunidades que estão se abrindo em meio ao atual cenário de incerteza”, afirmou ele, que no evento representou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o atual cenário geopolítico mundial demanda do Brasil coragem para crescer e buscar oportunidades em diferentes parceiros comerciais, como o Chile. Ele enfatizou os fatores de atração de investimento são os mesmos que compõem a competitividade de uma economia, como educação, na formação de novos pesquisadores, cientistas e de mão de obra qualificada.

Já o presidente chileno, Gabriel Boric, abordou o momento de incerteza do comércio mundial e destacou aos empresários brasileiros que o Chile oferece ao Brasil certeza e segurança. “O Chile é um parceiro confiável, um país estável e que respeita as regras do jogo; e nosso compromisso com a estabilidade socioeconômica torna o nosso país um ótimo destino para investir, especialmente neste tempo de turbulências”, disse.

Comércio: O Brasil e Chile são parceiros econômicos estratégicos na América Latina e têm relação comercial sólida e em expansão: enquanto o Brasil é o principal destino das exportações chilenas na região, o Chile é o terceiro maior mercado para os produtos brasileiros. Ao longo das últimas décadas, os países aprofundaram seus vínculos por meio da modernização de acordos comerciais, criando uma base robusta para a integração econômica.

O Chile é o 7º maior parceiro comercial do Brasil e representa 2,1% da corrente de comércio brasileira. Em 2024, o intercâmbio comercial entre os dois países somou US$ 11,7 bilhões, sendo US$ 6,7 bilhões em exportações brasileiras para o Chile e US$ 5 bilhões em importações. A indústria da transformação tem papel relevante: na última década, o setor produtivo representou 69,8% das exportações do Brasil para o Chile e 64,8% das importações brasileiras de produtos chilenos. Os dados são de um levantamento feito pela CNI com base em estatísticas do Comex Stat.

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior, Evento, Informação, Inovação, Logística, Negócios, Networking, Tecnologia

RêBot conquista a Intermodal e conecta o Brasil ao futuro! 

O primeiro dia da Intermodal South America 2025 foi marcado por conexões estratégicas, alta circulação de visitantes e um elemento inesperado que parou a feira: RêBot, o humanoide do futuro, desembarcou direto no estande do RêConecta News para encantar, provocar reflexões e mostrar que o amanhã já começou. 

Com 1,40m de altura, mais de 60kg de tecnologia de ponta e muito carisma, RêBot não apenas interagiu com os visitantes – ele representou um elo simbólico entre o Brasil e o que está acontecendo de mais avançado no mundo da tecnologia, especialmente na Canton Fair, na China, onde os humanoides são os grandes destaques de 2025. 

O Brasil conectado às maiores tendências globais 

Enquanto a Canton Fair apresenta ao mundo o que há de mais disruptivo em Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, Realidade Virtual, cibersegurança, IoT, automação e robótica, o RêConecta News dá um passo à frente e traz esse futuro para o presente no maior evento de logística, transporte e comércio exterior das Américas. 

Renata Palmeira, CEO do RêConectaNews, foi quem apresentou RêBot ao público da Intermodal. Para ela, essa ação vai além da inovação visual. “Trazer o RêBot para a Intermodal é uma validação do que fazemos no RêConecta: manter nossos parceiros, clientes e seguidores alinhados com o que está bombando no mercado global. Não se trata só de chamar atenção, mas de mostrar que estamos prontos para o futuro – e o futuro está agora”, destaca Renata. 

O RêBot estará no estande G100, durante os três dias da Intermodal.   

Networking e negócios em alta no estande do RêConecta News – G100 

O estande G100 foi palco de muito mais do que selfies com RêBot,  o espaço reúne mais de 10 empresas de diferentes segmentos do comércio exterior e logística, promovendo conexões estratégicas, apresentações de produtos e serviços, e um ambiente de muita troca e colaboração. Um verdadeiro hub de inteligência coletiva.  

Reconhecida como a maior feira das Américas nos setores de logística, transporte de cargas, intralogística e comércio exterior, a Intermodal atrai players do mundo inteiro. São três dias de evento, entre os dias 22 a 24 de abril, onde empresas, especialistas e entusiastas exploram tendências, fecham negócios e se preparam para os próximos passos do setor.  

Vem ser um conectado 

O RêConecta News é um portal digital dedicado a informar, conectar e fortalecer o ecossistema do Comércio Exterior e da Logística no Brasil. Mais do que um canal de notícias, é uma plataforma de conexões reais, que promove visibilidade, networking e desenvolvimento para profissionais, empresas e instituições do setor. 

Com conteúdos que abrangem importação, exportação, tributos, operações logísticas e tendências globais, o RêConecta impulsiona o setor por meio de eventos exclusivos, parcerias estratégicas e ações de valorização profissional. Entre suas iniciativas de destaque está o projeto Divas do Comex & Log, que promove o protagonismo feminino no setor, e a marcante participação na Intermodal South America, ao lado de parceiros estratégicos, fortalecendo a presença do Brasil no cenário internacional. 

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Valorização surpreendente do peso argentino atenua temores de retomada da inflação

Argentina aliviou abruptamente neste mês a maioria dos controles em vigor desde 2019 que haviam atrelado o peso e restringido severamente o acesso de pessoas físicas e empresas aos mercados de câmbio

O peso argentino está avançando, apesar de ter sido liberado de controles cambiais de anos destinados a impedir sua queda, ajudando a afastar os temores de que o pesadelo recorrente da Argentina – a inflação – retorne.

O país sul-americano aliviou abruptamente neste mês a maioria dos controles em vigor desde 2019 que haviam atrelado o peso e restringido severamente o acesso de pessoas físicas e empresas aos mercados de câmbio, distorcendo os fluxos de comércio e investimento.

Isso desencadeou uma queda de mais de 10% na moeda na semana passada, gerando preocupações de que a inflação, que vinha desacelerando sob o plano de austeridade do presidente Javier Milei, voltasse a se acelerar.

Entretanto, o reforço dos planos do governo para um superávit fiscal, as promessas de não intervir no mercado de câmbio até que o peso se fortaleça, uma entrada de dólares provenientes das exportações de grãos, bem como as condições monetárias apertadas, têm impulsionado o peso desde então.

O peso tem se recuperado para perto de seu nível antes da suspensão dos controles, desafiando as expectativas do mercado e atenuando os temores de que um enfraquecimento fomentaria a inflação, que caiu para 56% na base anual, de quase 300% no início de 2024.

Os futuros do peso – apostas dos operadores sobre o rumo da moeda – têm se fortalecido de forma acentuada após as quedas iniciais, mesmo que ainda sugiram que o peso se enfraquecerá ao longo do ano como um todo.

“Agora não esperamos um impacto imediato sobre os preços”, disse o economista Fausto Spotorno, da consultoria local OJF, acrescentando que o aumento da concorrência e a falta de pesos no mercado devem compensar qualquer inflação importada por uma moeda mais fraca.

“O mercado também está dizendo que não tem dinheiro.”

A Reuters consultou seis analistas, que estimaram que a inflação de abril ficará entre 3% e 5%, mais alta do que nos últimos meses, mas abaixo das previsões anteriores, acima de 5%.

Milei tem feito do combate à inflação uma prioridade e reduziu a taxa mensal de um pico de cerca de 25% logo após assumir o cargo no final de 2023. No entanto, o patamar de 2% tem se provado ser um nível difícil de ser quebrado e, em março, a inflação chegou a subir para 3,7%.

O governo também precisa aumentar as reservas de moeda estrangeira esgotadas como parte de um acordo de empréstimo de US$ 20 bilhões recentemente fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Fonte: InfoMoney

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Dólar opera em baixa, com atrito entre Trump e Fed ainda no radar; Ibovespa sobe

Na última quinta-feira, a moeda norte-americana recuou 1,03%, cotada a R$ 5,8042. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 1,04%, aos 129.650 pontos.

O dólar opera em baixa nesta terça-feira (22), na volta do pregão brasileiro após um feriado prolongado. Apesar dos mercados estarem fechados, porém, novas falas do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repercutem entre os investidores desde o fim da semana passada e geram maior cautela com os ativos de risco.

Depois de criticar o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na quinta-feira (17) e afirmar que, se pedisse, Jerome Powell deixaria o comando da instituição, o entorno de Trump voltou a falar sobre o banqueiro central.

Na sexta (18), o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, foi questionado por repórteres se Trump planejava demitir Powell da presidência do Fed e respondeu que o presidente e sua equipe estavam “estudando” as opções.

A legislação americana não permite que Trump demita o presidente do Fed, mas a ameaça repercutiu negativamente nos mercados financeiros globais, que valorizam os bancos centrais independentes.

“A independência do banco central é importante para que a instituição não tome decisões com base no populismo, mas sim tentando assegurar uma economia saudável no médio e longo prazo, e não apenas no curto prazo para beneficiar o presidente da vez”, explica o analista de investimentos Vitor Miziara.

Luan Aral, especialista em câmbio da Genial Investimentos, comenta que, além da estabilidade da inflação, a autonomia do banco central também é importante para manter a confiança do mercado, principalmente em anos eleitorais.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

💲Dólar

Às 14h10, o dólar caía 1,32%, cotado a R$ 5,7278.

Na última quinta-feira (17), a moeda americana teve queda de 1,03%, cotada a R$ 5,8042.

Com o resultado, acumulou:

  • recuo de 1,14% na semana;
  • ganho de 1,73% no mês; e
  • perda de 6,08% no ano.

Variação do dólar em 2025
Cotação de fechamento, em R$:

📈Ibovespa

No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,65%, aos 130.487 pontos.

Na quinta, o índice teve alta de 1,04%, aos 129.650 pontos.

Com o resultado, o Ibovespa acumulou:

  • alta de 1,54% na semana;
  • recuo de 0,47% no mês; e
  • ganho de 7,79% no ano.

Variação do Ibovespa em 2025
Pontuação de fechamento

O que está mexendo com os mercados?

O mercado financeiro continua operando de olho na relação entre Donald Trump e o presidente do Fed, Jerome Powell.

Na última sexta, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse que Trump e sua equipe estão “estudando” a opção de demitir Powell, ao ser questionado por um repórter sobre essa possibilidade.

Trump, porém, não pode demitir diretamente o chefe do Fed. Para isso, um processo teria de ser aberto para comprovar que quem está no comando do BC americano cometeu alguma irregularidade grave durante seu mandato.

Segundo especialistas, a credibilidade do Fed como o banco central mais poderoso do mundo se baseia em grande parte em sua independência histórica para agir sem influência política, e uma tentativa de remover Powell do cargo poderia perturbar ainda mais os mercados, já afetados pelo tarifaço.

“Uma eventual tentativa de reestruturar completamente o comitê de política monetária representaria um risco institucional significativo”, disse a XP Investimentos, em relatório.

Na quinta-feira passada, Trump já havia gerado barulho nos mercados após chamar Powell de “atrasado e errado”, Trump ainda reclamou do tempo que falta para que o mandato do banqueiro central à frente do Fed seja concluído, dizendo que esse momento “não chega rápido o suficiente”.

Os mandatos de presidente e vice do Fed têm duração de quatro anos. Powell deve deixar o cargo somente daqui a um ano, em maio de 2026.

Trump também chegou a afirmar a jornalistas que Powell deixaria o cargo caso fosse solicitado e reiterou que o banqueiro central deveria promover novos cortes de juros no país — o que foi negado por Powell.

As taxas de juros nos EUA estão, atualmente, entre 4,25% e 4,50% ao ano — um patamar alto para os padrões de juros do país — e Trump já criticou essa política monetária em diversas ocasiões, desejando o corte dos juros.

  • 🔎 Isso porque juros altos são uma ferramenta para controlar a inflação, já que encarecem a tomada de crédito pela população e pelas empresas e, assim, impacta os níveis de consumo e investimentos da economia, reduzindo a pressão sobre os preços.
  • ⚠️ No entanto, com menor consumo, a atividade econômica tende a desacelerar, afetando o crescimento da economia do país.

A renovação do mau humor de Trump com Powell ocorreu após o presidente do Fed criticar o tarifaço imposto pelo republicano.

Segundo Powell, a guerra tarifária iniciada pelos EUA pode dificultar o trabalho do BC americano, que toma suas decisões sempre guiado pelo objetivo de controlar a inflação e fortalecer o mercado de trabalho.

As tarifas maiores podem encarecer os custos de produção no país e esses preços tendem a ser repassados para o consumidor, impactando a inflação.

Além do atrito entre Trump e Powell, novos desdobramentos do tarifaço também repercutem.

Nesta terça, o vice-presidente dos EUA. J.D. Vance, disse que o país e a Índia chegaram aos termos finais de referência para um acordo comercial que pode evitar as tarifas recíprocas cobradas pelo governo Trump.

Vance afirmou que o “futuro do século XXI será determinado pela parceria entre EUA e Índia” e que “se a Índia e os EUA não trabalharem juntos, o século 21 será um período sombrio para o mundo”.

Embora não tenha dado tantos detalhes, Vance indicou que o acordo pode ser influenciado, sobretudo, por parcerias nas áreas de energia e defesa.

Fonte: G1

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FMI alerta que riscos à estabilidade financeira aumentaram

FMI advertiu que o aperto das condições financeiras, junto do aumento da incerteza, está elevando os riscos financeiros em todo o mundo

Os riscos à estabilidade financeira global cresceram de forma significativa desde o outono, impulsionados em grande parte pelo aumento da incerteza econômica em torno do comércio e de outros fatores geopolíticos, alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira (22).

Em seu semestral Relatório de Estabilidade Financeira Global, o FMI advertiu que o aperto das condições financeiras, junto do aumento da incerteza, está elevando os riscos financeiros em todo o mundo.

“Tais fragilidades podem amplificar os choques e desencadear um aperto abrupto das condições financeiras, exacerbando as retrações econômicas com custos econômicos adicionais potencialmente consideráveis”, alertou o credor multilateral em seu mais recente relatório.

Especificamente, o FMI apontou três vulnerabilidades que podem pesar sobre a estabilidade financeira no futuro.

Primeiro, as avaliações ainda permanecem altas em alguns mercados de ações e de dívida, apesar das recentes vendas, deixando espaço para novas quedas.

Em segundo lugar, algumas instituições financeiras altamente alavancadas, como os hedge funds, podem ficar sob pressão e exacerbar quaisquer vendas.

E, por fim, mais turbulência pode pesar sobre os mercados de dívida soberana, principalmente para os países com altos níveis de endividamento.

A última atualização do FMI em seu indicador de riscos financeiros ocorre após a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus esforços para impor tarifas abrangentes aos parceiros comerciais em todo o mundo.

O relatório chega no momento em que o FMI e o Banco Mundial iniciam sua reunião semestral em Washington.

Especificamente, o FMI alertou que a turbulência tarifária pode pesar sobre os bancos, já que um choque comercial pode forçar os bancos a reservar mais fundos contra possíveis perdas.

Além de reduzir a receita sem juros se houver uma desaceleração nos mercados ou interromper o financiamento comercial, um impulsionador de US$ 18 bilhões em receita bancária.

“O financiamento comercial depende de fluxos de caixa, cadeias de suprimentos e estruturas regulatórias estáveis, que podem ser prejudicados por mudanças bruscas nas tarifas”, afirma o relatório.

Em resposta a esses riscos, o FMI reiterou seu apelo para que os órgãos reguladores de todo o mundo garantam que os bancos tenham capital e liquidez suficientes, inclusive por meio da implementação do acordo global “Basel III” sobre padrões mais elevados de capital.

O FMI solicitou a “implementação completa, oportuna e consistente” desses novos padrões de capital, o que ocorre em um momento em que os órgãos reguladores dos EUA têm abandonado tentativas anteriores de impor essas regras e, em vez disso, provavelmente tentarão elaborar um novo padrão.

FMI também solicitou uma supervisão “independente e intensiva” dos bancos, com um foco maior na interação entre bancos e instituições não bancárias, que não enfrentam escrutínio semelhante.

Fonte: CNN Brasil

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Controles de exportação da China reduzem envio de minerais críticos

Para qualquer item da lista de controle, exportadores devem solicitar licenças, processo pouco transparente que permite que Pequim domine a situação

Os controles de exportação da China sobre três metais importantes para os setores de defesa e de chips estão mantendo os embarques em níveis historicamente baixos apesar dos preços elevados no mercado global, à medida que Pequim flexibiliza seu controle sobre a cadeia de suprimentos de minerais.

A China é o maior produtor mundial de antimônio, germânio e gálio, que desempenham papéis nichados mas vitais nos segmentos de energia limpa, fabricação de chips e defesa.

Desde 2023, Pequim tem gradualmente adicionado os metais à sua lista de controles de exportação. Em dezembro, proibiu as exportações para os Estados Unidos.

Para qualquer item da lista de controle, os exportadores devem solicitar licenças, um processo pouco transparente que permite que Pequim exerça o domínio que construiu durante anos sobre a mineração e o processamento de minerais importantes.

Novos dados alfandegários divulgados no domingo (20) reforçaram um padrão que vem se formando desde que os controles foram impostos: as exportações caíram e alguns compradores, especialmente na Europa, foram excluídos da cadeia de suprimentos.

As exportações de produtos de antimônio e germânio no primeiro trimestre caíram 57% e 39%, respectivamente, em comparação com o ano anterior.

As exportações de gálio em março atingiram o nível mais baixo desde outubro de 2023. As remessas trimestrais aumentaram em relação ao ano passado, mas a tendência atual ainda está bem abaixo de 2022, o último ano completo antes das restrições.

Os minerais que são exportados, no caso do antimônio, estão indo para um conjunto menor de países.

Após um hiato de cinco meses, pequenas remessas de antimônio foram enviadas para a Bélgica e a Alemanha em março, mas as exportações ficaram bem abaixo dos níveis históricos. Compradores grandes e antigos, como a Holanda, não recebem remessas desde setembro.

O padrão observado para os três metais levanta questões sobre quantas licenças de exportação a China aprovará para os sete elementos de terras raras que adicionou à lista de controle este mês — e com que rapidez.

Exportadores dizem prever uma espera de meses pelas licenças e até mais tempo se estiverem vendendo para os Estados Unidos.

Não houve exportações de antimônio para os Estados Unidos desde setembro do ano passado e nenhuma desde 2023 para germânio e gálio.

A redução das exportações da China fez com que consumidores estrangeiros se esforçassem para obter os materiais, elevando os preços, o que, por sua vez, sustentou os preços na China.

Fonte: CNN Brasil

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Guerra comercial deve encarecer roupas básicas nos EUA; entenda

Tarifas sobre importações chinesas afetarão principalmente itens essenciais do vestuário, com aumentos previstos de até 65% em roupas e 87% em calçados no próximo ano

guerra comercial do presidente Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, está chegando ao guarda-roupa dos consumidores, e os itens mais afetados serão os básicos.

O setor de vestuário é desproporcionalmente impactado pelas tarifas de Trump, que incluem uma taxa mínima de 10% sobre todos os países e uma taxa de 145% sobre importações chinesas.

Noventa e oito por cento das roupas nos armários dos americanos são importadas para os Estados Unidos, e a China é o maior importador de roupas para os Estados Unidos, representando 22% do mercado de vestuário.

Enquanto as tarifas de Trump aumentarão o custo da maioria das roupas, os aumentos mais acentuados de preços serão nos itens básicos.

Como as camisetas de US$ 5, o pacote com seis pares de meias por US$ 10 e os tênis de US$ 25 que muitos americanos usam, dizem pesquisadores de política comercial e economistas.

“Necessidades básicas de vestuário como camisetas de algodão, roupas íntimas e meias terão aumento de preço mais alto e mais rápido porque os consumidores ainda precisarão comprá-las mesmo com o aumento do preço”, disse Sheng Lu, professor de estudos de moda e vestuário da Universidade de Delaware.

Em outras palavras, como os clientes compram esses itens durante todo o ano, os varejistas precisarão reabastecê-los mais rapidamente do que equipamentos sazonais e vestidos ocasionais ou ternos que as empresas podem guardar por mais tempo, explicou ele.

Isso significa que as empresas que importam roupas estão fazendo isso com mais frequência, aumentando a probabilidade de suas remessas serem tarifadas.

Os Estados Unidos não são apenas fortemente dependentes da China, mas também da fabricação de roupas de baixo custo em países como Vietnã e Bangladesh.

Como não há formas alternativas de produzir roupas nos Estados Unidos a custos competitivos ou em larga escala, os compradores podem esperar pagar 65% a mais por roupas e 87% a mais por calçados no próximo ano, segundo uma análise do Yale Budget Lab, um centro de pesquisa de políticas apartidário.

Os preços das roupas permanecerão 25% mais altos e os preços dos calçados 29% mais altos a longo prazo.

As tarifas de Trump aumentarão os preços das roupas básicas do mercado de massa da China, mais do que os preços dos produtos de luxo, porque as margens são menores em itens mais baratos, disse Edward Gresser, diretor de comércio e mercados globais do Progressive Policy Institute, um think tank de tendência esquerdista.

Mesmo antes da nova agenda tarifária da administração Trump, o vestuário importado para os Estados Unidos tinha algumas das mais altas taxas de qualquer setor — um legado da grande indústria têxtil doméstica durante os séculos XIX e XX e das crescentes tarifas sobre a China nos últimos anos.

Em 2024, o vestuário representou 5% das importações, mas cerca de 26% das tarifas coletadas, de acordo com a American Apparel & Footwear Association, um grupo comercial do setor.

As tarifas de Trump elevarão ainda mais essas taxas sobre o vestuário, deixando os varejistas com menos margem para absorver qualquer aumento de custo em produtos de baixa margem.

No entanto, a maioria dos produtos de luxo é fabricada na Europa, como bolsas e sapatos de couro da Itália e Espanha e relógios da Suíça.

Os custos podem aumentar em itens de luxo, mas os aumentos de preços serão mais moderados do que os itens importados da China, dizem os analistas.

Por exemplo, a Hermès disse que os preços aumentarão em suas bolsas e lenços de luxo a partir de 1º de maio para “compensar totalmente” o impacto das tarifas.

“As indústrias de beleza e luxo parecem isoladas do pior das tarifas”, disseram analistas do Telsey Advisory Group em um relatório de pesquisa na semana passada.

A produção de calçados de preço mais alto também saiu da China, enquanto a produção de calçados de mercado de massa permaneceu, disseram eles.

Preços mais altos para roupas básicas pressionarão os clientes de baixa renda, que gastam uma parcela maior de sua renda em necessidades como vestuário e calçados.

As famílias de menor renda na América gastaram mais do que o triplo de sua parcela de renda em vestuário em comparação com as famílias mais ricas, de acordo com um relatório da Trade Partnership Worldwide, uma empresa de pesquisa econômica.

fim da isenção de envio “de minimis” no próximo mês — que permite que pacotes com valor inferior a $800 entrem livres de impostos nos Estados Unidos, um benefício para empresas chinesas de comércio eletrônico como Shein e Temu — também prejudicará desproporcionalmente as famílias de baixa renda, de acordo com pesquisas de economistas da UCLA e Yale.

A participação de pacotes entregues sob o limite de minimis diminui com a renda, descobriu o estudo, com 48% dos pacotes enviados para os CEPs mais pobres, em comparação com 22% para os CEPs mais ricos nos Estados Unidos.

“Em grande parte, os consumidores que estão comprando itens básicos mais baratos têm muito menos renda disponível”, disse Margaret Bishop, professora assistente da Parsons School of Design. “As pessoas das camadas socioeconômicas baixa e média estão sendo desproporcionalmente afetadas pelas tarifas.”

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

China vai retaliar países que priorizem acordo com os EUA

Porta-voz do ministério do Comércio chinês afirmou que o país está “não aceitará” negociações às custas dos interesses do país

O porta-voz do Ministério do Comércio da China declarou nesta 2ª feira (21.abr.2025) que o governo chinês vai retaliar países que cheguem a acordos comerciais com os Estados Unidos “às custas dos interesses chineses”. A declaração foi em resposta a um jornalista que perguntou como a China reagiria se a Casa Branca pressionasse outros países a retirar investimentos na China para garantir tarifas mais baixas. Recentemente, diversos líderes globais têm se reunido com Donald Trump (Republicano) para discutir as medidas fiscais.

O representante do Ministério do Comércio disse que é legítimo os países buscarem acordos com os EUA, mas que se essas negociações envolverem o enfraquecimento de relações com a China, o país “jamais aceitará” e está preparado para defender seus interesses.

“A China se opõe firmemente a qualquer parte que chegue a um acordo às custas dos interesses chineses. Se isso acontecer, a China jamais aceitará e tomará resolutamente contramedidas de forma recíproca. A China está determinada e é capaz de salvaguardar seus próprios direitos e interesses”, disse o porta-voz. Eis a íntegra do comunicado do Ministério do Comércio da China (PDF – 40 kB, em inglês).

O porta-voz do governo chinês afirmou que os EUA transformaram o comércio internacional em uma “lei da selva” e que os países devem se unir para resistir ao bullying econômico norte-americano.

“Trata-se da busca por políticas hegemônicas e intimidação unilateral nos campos econômico e comercial sob o pretexto de “reciprocidade”. O apaziguamento não traz paz, e o compromisso não pode ser respeitado”, declarou.

Os EUA e a China estão em uma guerra comercial desde o início de abril, quando Trump anunciou o “liberation day”. A Casa Branca aplicou tarifas comerciais contra todos os seus parceiros, em especial a China, que foi penalizada em 145%. Os chineses retaliaram os norte-americanos com tarifas de 125% sobre os produtos dos EUA.

Fonte: Poder 360

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Bolsas de NY despencam com independência do BC americano em xeque

Ameaças de Trump de demitir Jerome Powell, presidente do Fed, assustam agentes de mercado e investidores.

Os índices acionários das bolsas de Nova York operaram em forte queda, nesta segunda-feira, desde a abertura, com a preocupação crescente em torno de uma interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na atuação do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

O índice Dow Jones registrou queda de 2,5%, aos 38.170 pontos; o S&P 500 recuou 2,4%, a 5.158 pontos, e o índice de tecnologia Nasdaq caiu 2,6%, aos 15.870 pontos. Os três principais indicadores do mercado acionário americano chegaram a cair mais de 3%, durante algumas horas do pregão.

O feriado prolongado não ajudou a acalmar as preocupações dos investidores, à medida que a venda de ativos ligados aos Estados Unidos segue ganhando tração.

Na sexta-feira, o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, disse que Trump está estudando a possibilidade de demitir Jerome Powell, presidente do Fed. Essa possibilidade, aventada pela Casa Branca, também pode explicar um aumento acentuado nos rendimentos de longo prazo nos títulos do Tesouro, os treasuries, nesta manhã.

“Se Trump demitisse Powell, a reação do mercado provavelmente seria negativa, já que a independência do Fed é altamente valorizada”, aponta Kathy Jones, estrategista-chefe de renda fixa da Schwab.

Em paralelo, investidores se preparam para uma importante bateria de resultados corporativos ao longo desta semana, como da montadora de automóveis elétricos Tesla, da Alphabet (dona do Google) e da fabricante de aeronaves Boeing.

Segundo a FactSet, até o fim da semana passada, 12% das empresas do S&P 500 informaram os resultados do 1º trimestre de 2025. Dessas empresas, 71% informaram lucros por ação real acima das estimativas, percentual que está abaixo da média de 5 anos de 77% e abaixo da média de 10 anos de 75%.

“No total, as empresas estão informando lucros 6,1% acima das estimativas, o que está abaixo da média de 5 anos de 8,8% e abaixo da média de 10 anos de 6,9%”, aponta o analista da FactSet, John Butters.

Fonte: Valor Investe

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