Negócios, Portos

Presidente do Porto do Recife projeta duplicar o faturamento do ancoradouro até o final de 2026

Até o final de 2026, o Porto do Recife deve passar por um processo de modernização e dragagem para ampliação da capacidade e do faturamento do ancoradouro. Em visita ao Diario de Pernambuco, nesta segunda-feira (28), o novo presidente do Porto do Recife, Paulo Nery, confirmou que, como parte das estratégias da sua atual gestão, o objetivo é de chegar a duplicar o faturamento do ancoradouro. Em 2024, o Porto faturou R$ 42 milhões e movimentou 1,7 milhões de toneladas.

De acordo com o presidente do ancoradouro, um dos projetos para a modernização do Porto do Recife é o de uma nova dragagem, que está sendo tocado no Ministério dos Portos e Aeroportos e deve necessitar de investimentos de R$ 103 milhões em recursos para a execução da obra. A expectativa é de que a contratação para o início das obras seja realizada ainda neste ano.

“Além do canal interno do Porto, nós temos o canal externo e o desemboque dos rios ali próximo. Por isso, a necessidade dessa dragagem é fundamental para manter e melhorar a nossa competitividade quando a gente está falando de calado”, aponta o presidente do Porto do Recife.

Ele explica que o calado do atracadouro varia de acordo com os berços, que no Porto do Recife operam em seis variedades, entre 8, 9 e 10 metros de profundidade. A capacidade dessa estrutura varia de acordo com o tipo de carga transportada no terminal. No caso do transporte de contêiner, que acontece exclusivamente no Porto de Suape, que precisa de navios maiores, o calado suportado mede em torno de 13 metros.

O presidente do Porto do Recife completa ainda que a ideia não é concorrer com o Porto de Suape, já que a concorrência do terminal da capital é externa, dos portos da Paraíba e de Alagoas. Diante disso, a ideia é viabilizar o transporte de novos produtos, aumentando o volume de carga no Porto do Recife para elevar o seu faturamento.

Além da dragagem, Paulo Nery destaca também que está em processo de captação de recursos públicos federais para a atualização do projeto de drenagem e pavimentação do Porto. Ainda segundo ele, uma parceria do ancoradouro com o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar), vai viabilizar uma obra para melhorar a logística de exportação de açúcar no Porto, um dos produtos transportados no local.

Concessão do terminal marítimo

Outro ponto abordado por Nery é que a concessão pública do terminal está em fase de estudos para a precificação e deve ser finalizada até o final do primeiro semestre de 2025 para ser lançada no mercado. Ele sinalizou o interesse de um grande grupo que opera no Brasil há mais de 90 anos, que deve trazer mais navios para o ancoradouro. “Além do governo do estado, do Porto e da Secretaria do Turismo, trabalhando a prospecção de novos navios, nós vamos ter um operador que vai também trabalhar junto com os armadores para trazer mais navios para Pernambuco”, afirma.

Segundo Paulo Nery, as estratégias para a modernização do Porto do Recife chegam para somar ao que já vem sendo implementado pelo governo do estado para melhorar a logística no estado. “Sob a liderança da governadora Raquel Lyra, estamos imbuídos de criar condições para apoiar esse desenvolvimento que já vem acontecendo em Pernambuco. Percebemos a melhoria da logística nas estradas, por meio do programa PE na Estrada, são mais de R$ 5 bilhões aplicados na recuperação das estradas”, aponta.

Leilões

Sobre os leilões que foram arrematados pelo Porto do Recife em agosto do ano passado, Paulo Nery destaca que os três terminais estão em fase de investimentos para o desenvolvimento das estruturas no ancoradouro.

Uma das empresas vencedoras do leilão é a LiquiPort que já opera no atracadouro, com o transporte de malte e cevada, e deve ter o seu volume duplicado com a conclusão dos investimentos no terminal e no armazenamento. A expectativa é que o Porto do Recife centralize toda a carga para abastecer as indústrias de cerveja do estado.

Outra empresa vencedora foi o grupo Petribu, que segundo Paulo Nery, opera como exportador de açúcar e deve expandir o volume transportado no local. A companhia montou outro espaço de armazenamento no local para não atrasar o embarque na exportação do produto.

Por fim, o presidente do atracadouro destacou uma terceira indústria vencedora, que vai movimentar fertilizantes, material importado pelo estado, e deve impactar no setor de agricultura e a produção de cana no estado. “Esse é um material que vem sofrendo por conta da guerra da Ucrânia e da Rússia e a Ucrânia é um dos grandes exportadores de fertilizantes, da matéria-prima para fertilizantes do mundo”, disse.

Fonte: Diário de Pernambuco

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Comércio, Internacional, Negócios

Líder da indústria brasileira alerta para uma guerra comercial “perde-perde” com os EUA

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defende cotas de importação e critica políticas populistas trabalhistas e tributárias em meio às tensões entre EUA e China.

Em meio à guerra tarifária iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, uma delegação empresarial brasileira deve desembarcar em solo americano nesta quarta-feira. Segundo Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a missão é ajudar a preservar a relação complementar entre os setores industriais dos dois países. Na visão dele, “não há ganha-ganha — só perde-perde”.

Alban defende um sistema de cotas como forma de proteger a indústria brasileira de um possível aumento nas importações de produtos que os EUA deixem de comprar de outros países. Ele afirmou que já discutiu a proposta com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. “Está no radar”, disse.

A entrevista foi realizada na véspera do 1º de maio, quando um dos principais apelos dos movimentos trabalhistas era o fim da jornada 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso) — proposta que Alban classifica como “populista”. Para ele, a baixa produtividade brasileira não permite esse tipo de medida.

Sobre o projeto de reforma do Imposto de Renda enviado recentemente ao Congresso, ele se posiciona contra o que considera uma forma de bitributação: um imposto mínimo sobre pessoas físicas de alta renda que já são tributadas na esfera corporativa e agora seriam taxadas também como indivíduos. Alban também demonstrou preocupação com a complexa transição para um novo regime de impostos sobre o consumo.

A seguir, os principais trechos da entrevista ao jornal Valor Econômico:

Valor: O senhor viaja aos EUA na próxima semana?

Ricardo Alban: Sim, vamos na quarta-feira com cerca de dez empresas brasileiras que já têm relações com empresas americanas. Estaremos acompanhados da Amcham, de representantes do governo e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Vamos nos reunir com interlocutores do governo americano.

Valor: Qual o objetivo da viagem?

Alban: Identificar pontos críticos e construir mais alinhamento. Algumas questões envolvem segmentos inteiros das cadeias produtivas, outras são específicas de produtos. Estamos lidando com os debates sobre aço e alumínio, atingidos não só pela tarifa de 10% imposta por Trump, mas também por sobretaxas. Mais importante ainda, temos segmentos integrados — áreas de verdadeira complementaridade entre os dois países. O Brasil exporta produtos semielaborados para os EUA, e eles nos vendem produtos quase finalizados ou finais, como equipamentos. Isso não é ganha-ganha; é perde-perde. Vai apenas aumentar os custos dos dois lados. O Brasil não impõe tarifas tão altas sobre produtos americanos porque há exceções, compensações e mecanismos de equilíbrio.

Valor: Como o senhor avalia as medidas tarifárias de Trump até agora?

Alban: O Brasil precisa aproveitar esse momento com inteligência. Não podemos simplesmente ignorar a China, nem virar as costas para os EUA. Os EUA são parceiros industriais fundamentais, enquanto a China é uma parceira relevante em commodities. Precisamos de equilíbrio.

Valor: A China pesa mais que os EUA hoje?

Alban: Não necessariamente, mas a China domina em escala global. E não dá mais para desprezar a tecnologia chinesa. A época de dizer que “máquinas chinesas são baratas, mas ruins” acabou. A China hoje compete em setores de alta tecnologia, como satélites e data centers. Essa é a nova realidade — e mudou o jogo.

Valor: O setor industrial teme o redirecionamento de produtos chineses para o Brasil. É por isso que a CNI defende cotas de importação?

Alban: É uma questão que precisa ser discutida. Vejo as cotas — como o próprio Trump já usou no caso do aço — como uma forma de lidar com o fluxo crescente de aço chinês no Brasil. Com essa disputa entre EUA e China e o esfriamento do comércio global, é inevitável o aumento de produtos chineses no Brasil. Os dados já mostram isso.

Valor: De que forma?

Alban: No primeiro trimestre deste ano — antes mesmo da situação se agravar, o que começou em março — as exportações de manufaturados da China para o Brasil aumentaram mais de 30%. Isso considerando o total. Imagine o que pode acontecer se a guerra comercial se intensificar. Então, por que não estabelecer uma referência com base nos níveis de 2024 e criar um modelo de cotas ou faixas tarifárias que tragam previsibilidade às cadeias produtivas?

Valor: Mas não há conflitos internos nas cadeias? Alguns setores se beneficiam com insumos mais baratos…

Alban: A indústria tem conflitos internos legítimos e naturais. No agronegócio, por exemplo, soja não compete com milho, nem o milho com o trigo — eles se complementam. Já na indústria, aço e máquinas competem — um é insumo do outro. Políticas de preços petroquímicos competem com a indústria de plásticos. Esses conflitos existem e precisam ser debatidos com transparência e base técnica — e não com foco apenas em produtos isolados.

Valor: O Brasil deveria adotar cotas especificamente para produtos chineses?

Alban: Não especificamente. Não devemos apontar um país só. O que precisamos é aplicar o conceito de cotas dentro de uma política tarifária mais ampla. As duas devem se complementar — para evitar protecionismo excessivo, mas também impedir o enfraquecimento da base industrial.

Valor: Então, as medidas dos EUA são justificáveis?

Alban: A Europa provavelmente terá que fazer o mesmo para se reindustrializar ou modernizar. O que são as medidas dos EUA senão formas de proteger sua indústria? Estão realmente errados? Essa é a pergunta.

Valor: Como o governo brasileiro está tratando a questão das cotas?

Alban: Estamos conversando tanto setor a setor quanto diretamente com o governo. A própria embaixada americana afirmou que o Brasil está tendo um diálogo muito construtivo. O vice-presidente Alckmin parece ter sido o primeiro a iniciar essa conversa. Mas também há uma dimensão geopolítica. Haverá solução de curto prazo? Difícil dizer — a cada dia surge algo novo. Um dia é um anúncio de programa, no outro é uma declaração do presidente dos EUA sobre acordo com a Índia… Isso vai acalmar ou piorar?

Valor: Os EUA alegam que há aço chinês sendo vendido indiretamente via Brasil — uma triangulação. Isso faz sentido?

Alban: É preciso analisar os dados. Também importamos aço para nossa indústria de máquinas. Como eu disse, aço e máquinas têm políticas concorrentes. O mesmo vale para plástico e resinas. Então, não se pode assumir que o aço importado é apenas para reexportação. Temos uma indústria avançada de máquinas agrícolas. O aço vem dos EUA, do México, da China. Esse debate é antigo na relação com os EUA — aço, alumínio. Já passamos por isso no governo Trump, e foi resolvido com cotas. É o que se pede de novo agora.

Valor: Isso não causaria problemas com a OMC? O Brasil costuma respeitar a instituição.

Alban: Os EUA não parecem muito preocupados com a OMC. Sinceramente, precisamos ter um referencial, e não concordo em ignorar a OMC, pois é importante ter um mediador. Mas o mundo está, em muitos aspectos, ignorando a OMC. Isso não significa que o Brasil deva fazer o mesmo — mas ela não dará soluções de curto ou médio prazo. Esse é o ponto.

Valor: O que acha da lei de reciprocidade aprovada pelo Congresso?

Alban: Gostaria que o Congresso tivesse a mesma unidade em outros temas importantes para o país. Precisamos de convergência em torno do que é bom para o Brasil — e não apenas de medidas que nos dividem. A reciprocidade não pode ser nossa única ferramenta.

Valor: Como o 6×1, por exemplo?

Alban: Exatamente.

Valor: O presidente Lula está sob pressão para se posicionar sobre isso…

Alban: Porque é uma pauta populista. E, no momento, tanto o governo quanto a oposição estão apelando ao populismo — isso é claro. Mas qual é a lógica? Tenho plena convicção de que o capital não funciona sem o trabalho. Isso não é demagogia — é fato. Claro que hoje o trabalho tem peso menor comparado ao capital, por causa da automação. Mas o que falta no Brasil hoje? Nos rankings de competitividade, ficamos em último lugar. Produtividade não se melhora da noite para o dia. E temos baixa produtividade. Enquanto isso, fala-se em pleno emprego…

Valor: Os dados oficiais mostram isso…

Alban: Não concordo. Ver o copo meio cheio é dizer que temos pleno emprego. Mas é preciso ver quem realmente está procurando trabalho. Muitos já desistiram. Sim, o emprego aumentou — é fato. Mas temos uma narrativa de pleno emprego combinada com baixa produtividade e falta real de mão de obra qualificada.

Valor: Então o problema é a qualificação?

Alban: É um problema relativamente simples. Não temos nem pedreiro suficiente para obra. Num cenário desses, como se fala em reduzir jornada? Onde vamos encontrar mão de obra para repor? Como vamos melhorar a competitividade com aumento de custo? Isso tudo está sendo discutido com oportunismo. Precisamos de racionalidade.

Valor: A isenção de IR para quem ganha até R$5.000 também é populista?

Alban: Isso é populista, sim — mas é justo. Ainda assim, precisamos de uma abordagem racional para encontrar uma solução. Caso contrário, corremos o risco de judicialização e bitributação. A empresa já é tributada, e agora estamos impondo um imposto adicional à pessoa física. É uma forma de compensação fiscal sobre algo que a empresa já pagou.

Valor: E não houve mudança no Imposto de Renda das Empresas…

Alban: Exato. É apenas um aumento da carga tributária indireta. E tudo isso para atingir os chamados “super-ricos”. Mas sabe quem é realmente afetado? Pequenas empresas e profissionais autônomos.

Valor: Acho que é a primeira vez que venho à CNI e não ouço um apelo por reformas estruturais…

Alban: Vamos ver como será a experiência com essa reforma tributária nos próximos três ou quatro anos. Teremos que lidar com dois regimes tributários paralelos. Vamos precisar de muito esforço para entender todas as novas normas…

Valor: Mas, no longo prazo, a reforma não simplifica o sistema?

Alban: Simplifica — até certo ponto. Não é o ideal, mas pelo menos elimina o efeito cascata dos créditos. Isso é uma grande conquista para o setor industrial. Ainda nem sabemos qual será a alíquota final do IVA. Então, como vamos navegar por esse período de transição, especialmente com dois sistemas sobrepostos? Vai ser confuso.

Valor: O senhor tem alguma proposta concreta sobre o período de transição da reforma? Deveria ser estendido?

Alban: Não, acho que poderia até ser mais curto. Prolongar demais só vai gerar mais disputas.

Valor: Como os juros altos estão afetando a indústria?

Alban: Independentemente dos gastos públicos irracionais do governo, a política monetária está extremamente apertada. Nossos juros reais são absurdos. Não há nada parecido no mundo. Some-se a isso nosso sistema financeiro — com todos os calotes e inseguranças jurídicas, que também questiono — e se chega a um spread médio de 15% a 20%. Como se sustenta um setor produtivo com esse “Custo Brasil”?

Valor: O Banco Central está exagerando?

Alban: É claro que o Banco Central tem uma meta de inflação a cumprir. Mas o Brasil é uma nação. Precisamos de uma visão de médio e longo prazo. Juros altos são uma ferramenta legítima de controle da inflação — mas não nesse nível de juros reais. Não sou contra uma política monetária rígida, especialmente se houver uma política fiscal mais racional. Mas precisamos de racionalidade.

Valor: O que o senhor quer dizer com isso?

Alban: Política fiscal não é só responsabilidade do governo federal — vamos dar a César o que é de César. Os três Poderes não colaboram com a disciplina fiscal. Nenhum deles. Há gastos públicos irracionais em todos os Poderes.

Valor: Por exemplo? O novo arcabouço fiscal depende de medidas que ainda não foram implementadas — como aconteceu com o antigo teto de gastos.

Alban: Esses vínculos obrigatórios de gastos são um grande problema. O orçamento é engessado por causa das receitas carimbadas e da forma como o Congresso administra os recursos disponíveis. Mas sabemos que isso não começou com o atual governo, então não se trata de culpar um só. Temos decisões judiciais… A judicialização virou um problema sério no país.

Valor: Um tema em discussão é a racionalização dos gastos tributários. Como o setor privado pode contribuir? O senhor defende um corte linear ou uma revisão caso a caso?

Alban: Estamos falando de gastos tributários — ou de incentivos fiscais direcionados, necessários ao desenvolvimento de certos setores? Acho que tem um pouco dos dois. Mas aqui vai a questão: por que o lobby não é legalizado neste país? O que impede isso? Por que não temos discussões estruturadas, setor por setor? Talvez seja necessário aumentar incentivos em alguns setores e reduzir em outros. Mas esse tipo de decisão não deveria ser unilateral do Ministério da Fazenda ou da Receita Federal.

Valor: Já há uma proposta no Congresso prevendo corte linear. Qual a sua opinião?

Alban: Isso não é lavar as mãos como Pôncio Pilatos? É o caminho mais fácil — mas você acaba com as mesmas distorções. Acredito que precisamos de uma discussão mais profunda e aberta. A isenção do IR até R$ 5 mil já está definida. Mas alguém que ganha R$ 50 mil por mês não é “super-rico”. Não sei em que lugar do mundo isso é considerado super-riqueza. Se há legislação que dá vantagens injustas aos verdadeiramente ricos, corrija-se isso. Mas isso aqui não resolve nada. Só vai atingir a classe média. Na minha visão, a classe média molda a opinião pública — mas não é formada por super-ricos. Se quem ganha R$ 50 mil por mês fosse super-rico no Brasil, estaríamos com uma distribuição de renda maravilhosa.

Valor: A CNI tem uma posição sobre esse projeto de imposto de renda?

Alban: Temos participado ativamente do debate sobre tributação justa, especialmente sobre as big techs. Mas acho que a sociedade se beneficiaria mais se o foco fosse o combate ao comércio ilegal e ao crime organizado. Em 2023, identificamos comércio ilegal em 17 setores, somando R$ 500 bilhões. A perda potencial de arrecadação? Cerca de R$ 150 bilhões.

Valor: E quanto ao projeto sobre reincidência tributária?

Alban: Inicialmente apoiamos, mas ele travou na Câmara. Agora há duas novas propostas em discussão no Senado.

Fonte: Valor International




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Internacional, Negócios

Xi Jinping confirma visita à Rússia para o Dia da Vitória e reunião com Putin

Nos últimos anos, as relações entre a China e a Rússia têm se intensificado, especialmente no contexto das tensões geopolíticas globais. A visita do presidente chinês Xi Jinping à Rússia, a convite do presidente Vladimir Putin, destaca a importância dessa parceria estratégica. Durante a visita, além de participar de comemorações do Dia da Vitória, os líderes discutiram o desenvolvimento das relações bilaterais e questões internacionais e regionais.

Desde o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, em fevereiro de 2022, a China tem mantido uma posição que se autodenomina neutra. No entanto, Pequim tem apoiado algumas das alegações do Kremlin, além de fornecer componentes essenciais para a produção de armas russas. Essa dinâmica ressalta a complexidade das relações sino-russas em um cenário de sanções ocidentais.

Que efeitos a guerra na Ucrânia teve na economia russa?

O conflito com a Ucrânia teve um impacto significativo na economia russa, principalmente devido às sanções impostas por países ocidentais. Essas sanções limitaram o acesso da Rússia ao sistema comercial internacional, forçando Moscou a buscar alternativas para manter sua economia funcionando. Nesse contexto, a China emergiu como um parceiro crucial para a Rússia.

A dependência econômica da Rússia em relação à China aumentou consideravelmente. Moscou redirecionou grande parte de suas exportações de energia para o mercado chinês. Além disso, empresas chinesas têm sido fundamentais para a importação de componentes de alta tecnologia, essenciais para as indústrias militares russas.

De que maneira a China atua no cenário do conflito Rússia-Ucrânia?

A posição da China no conflito entre a Rússia e a Ucrânia é complexa. Embora Pequim declare neutralidade, suas ações indicam um apoio tácito a Moscou. A China tem criticado as sanções ocidentais e defendido a narrativa russa de que o Ocidente provocou a ação militar. Essa postura tem gerado críticas de várias nações, que veem a China como um facilitador indireto das ações russas.

Além disso, a cooperação econômica entre os dois países fortalece a capacidade da Rússia de resistir às sanções. A China, por sua vez, se beneficia do acesso a recursos energéticos russos a preços competitivos, além de fortalecer sua posição geopolítica em um cenário global cada vez mais polarizado.

A evolução das relações China-Rússia

O futuro das relações entre a China e a Rússia dependerá de vários fatores, incluindo a evolução do conflito na Ucrânia e a resposta da comunidade internacional. A parceria estratégica entre os dois países parece sólida, mas está sujeita a desafios internos e externos. A cooperação econômica e militar continuará a ser um pilar central dessa relação, enquanto ambos os países buscam fortalecer suas posições no cenário global.

Fonte: Terra Brasil Notícias

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Comércio Exterior, Internacional, Negócios

China e México expõem iniciativas de Trump em busca de negociação de tarifas: veja o que pressiona o americano

Novos indicadores macroeconômicos e das empresas apontam impactos negativos da política comercial do republicano na economia dos EUA

Após a retração de 0,3% na economia dos EUA no primeiro trimestre, revelada na quarta-feira, colocar de vez no radar a possibilidade de o país entrar em recessão, surgiram sinais de novos recuos do presidente Donald Trump em seus movimentos para redesenhar a política americana de comércio exterior com a taxação de importações. Destacaram-se ontem informações de que os EUA tomaram a iniciativa de estreitar negociações de acordos comerciais com a China e o México.

Os recuos não foram oficiais, e os sinais tampouco partiram da Casa Branca ou das corriqueiras manifestações de Trump nas redes sociais.

As novidades sobre eventuais negociações com a o governo de Xi Jinping vieram da imprensa estatal chinesa. Segundo publicação do Yuyuantantian — uma conta do Weibo afiliada à Televisão Central da China (CCTV) que frequentemente sinaliza as visões de Pequim sobre comércio—, o governo dos EUA entrou recentemente em contato com Pequim por diversos canais. A publicação citou pessoas não identificadas com conhecimento do assunto, sem dar detalhes.

“A China não precisa conversar com os EUA até que estes tomem medidas significativas”, afirmou a publicação do Yuyuantantian. Do ponto de vista da negociação, os EUA são “claramente a parte mais ansiosa no momento”, acrescentou, citando a pressão doméstica enfrentada pelo governo Trump em várias frentes.

Desde o início do segundo governo Trump, em janeiro, a China tem sido alvo preferencial das sobretaxas no comércio exterior anunciadas pelo governo americano.

Ao mesmo tempo, tanto o presidente americano quanto seus assessores já declararam publicamente que estão abertos a negociar um acordo comercial com os chineses, mas que esperavam um primeiro movimento de Pequim, numa espécie de jogo de empurra.

À espera de xi Jinping

Trump afirmou repetidamente que o presidente Xi Jinping precisa contatá-lo para dar início às negociações sobre tarifas e, no início da semana, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que cabe a Pequim dar o primeiro passo para reduzir a tensão.

Anteontem, Trump disse, durante uma reunião de gabinete, estar “descontente” com a acentuada redução no comércio entre os dois países porque queria que “a China se saísse bem”, mas tratando os EUA de forma justa.

Outro sinal de recuo veio do México. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, revelou numa postagem nas redes sociais que conversou ao telefone com Trump. Segundo ela, foi o americano quem telefonou.

A mandatária disse que a ligação foi “muito positiva”, embora sem definições. Ficou acordado que as equipes de ambos “continuarão trabalhando nos próximos dias em alternativas para melhorar nossa balança comercial”.

Na terça-feira, já havia ocorrido um recuo oficial. Trump assinou uma ordem executiva atenuando os efeitos das sobretaxas sobre a importação de automóveis, cedendo após semanas de intensa pressão de montadoras, fornecedores de autopeças e concessionárias, que alertaram que tarifas excessivas poderiam elevar os preços dos carros nos EUA, provocar o fechamento de fábricas e causar desemprego.

Mais sinais de fraqueza

Junto dos sinais de novos recuos, indicadores divulgados ontem reforçaram o cenário de fraqueza na atividade econômica dos EUA. O Departamento de Trabalho informou que os pedidos de seguro-desemprego nos EUA aumentaram durante a semana após a Páscoa.

Foram 18 mil pedidos a mais, chegando a 241 mil na semana encerrada em 26 de abril, acima do esperado, segundo pesquisa de projeções da agência Bloomberg, que apontava para 223 mil solicitações.

O total de pedidos semanais é o maior desde fevereiro, mas economistas ponderaram que altas do tipo são esperadas nessa época do ano, por causa do recesso de primavera (no Hemisfério Norte) nas escolas públicas de Nova York, já que parte dos trabalhadores da educação do estado tem direito ao seguro no período de pausa, inflacionando a estatística nacional.

Outro indicador de fraqueza na economia veio da indústria. O índice do setor industrial do Instituto de Gestão de Suprimentos (ISM, na sigla em inglês) caiu 0,3 ponto, chegando a 48,7. O subíndice de produção da entidade recuou mais de 4 pontos, para 44. Leituras abaixo de 50 indicam contração.

A perspectiva de contração foi corroborada por dados empresariais. A fabricante de carros General Motors anunciou ontem uma redução na sua previsão de lucro para 2025, em parte por causa do tarifaço de Trump.

A montadora agora espera que o lucro antes de juros e impostos fique entre US$ 10 bilhões e US$ 12,5 bilhões este ano, abaixo da previsão inicial feita em janeiro, que chegava a US$ 15,7 bilhões.

As metas financeiras da gigante do comércio eletrônico Amazon para o segundo trimestre, anunciadas ontem com o balanço contábil do primeiro trimestre, vieram abaixo do esperado por analistas de mercado, segundo a agência Bloomberg. A varejista anunciou que espera lucro operacional entre US$ 13 bilhões e US$ 17,5 bilhões para este trimestre, enquanto as projeções estavam em US$ 17,8 bilhões.

Já as vendas em mesmas lojas da rede de fast food McDonald’s nos EUA caíram 3,6% no primeiro trimestre, ante igual período de 2024, segundo dados divulgados ontem.

Bolsas sobem

Por outro lado, resultados vistos como positivos anunciados pela Meta, gigante das redes sociais dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, e pela Microsoft — que foram anunciados na noite de anteontem, após o fechamento das bolsas de valores — impulsionaram os índices de ações ontem nos EUA, onde não foi feriado, pois o Dia do Trabalhador é comemorado em setembro.

O índice Dow Jones encerrou em alta de 0,21% ontem, aos 40.752 pontos; o S&P 500 subiu 0,63%, aos 5.604 enquanto o Nasdaq, que concentra papéis de tecnologia, avançou 1,52%, aos 17.710 pontos.

Fonte: O Globo

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Comércio, Economia, Negócios, Tributação

McDonald’s, GM, Samsung e mais: empresas alertam para impacto negativo das tarifas nos negócios

Companhias têm reduzido as projeções de crescimento para este ano e já sinalizam que consumidores devem reduzir as compras, em meio às incertezas sobre o futuro da economia dos EUA.

A nova política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já começou a afetar as empresas norte-americanas e acendeu um alerta entre empresários sobre as perspectivas à frente. 

Com uma série de incertezas sobre os impactos que o tarifaço de Trump deve ter na economia e no consumo dos Estados Unidos à frente, grandes empresas como McDonald’s, General Motors (GM), Samsung e UPS, por exemplo, já alertaram seus investidores que seus resultados podem não ser tão bons assim ao longo deste ano. 

A perspectiva mais negativa sobre o futuro acompanha as sinalizações feitas por economistas de que as políticas tarifárias de Trump devem acabar encarecendo produtos para os consumidores norte-americanos — o que além de pressionar a inflação dos EUA, também pode forçar o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), a trazer um novo ciclo de alta de juros no país. 

Os juros mais altos tendem a encarecer o acesso ao crédito para pessoas físicas e jurídicas. Com isso, além da expectativa de uma redução no consumo das famílias e nos investimentos feitos pelas empresas, o mercado também projeta uma desaceleração da maior economia do mundo. 

Menos gasto em restaurantes

Nesta quinta-feira (1º), por exemplo, o McDonald’s informou que registrou uma queda surpreendente em suas vendas globais no primeiro trimestre deste ano — um reflexo da demanda consideravelmente menor em restaurantes dos EUA e da Europa, devido às incertezas geradas pelas tarifas. 

As vendas recuaram 1%, bem abaixo da previsão dos analistas, de um aumento de 0,95% para o período. Nos EUA, o maior mercado da rede de fast-food, a queda foi de 3,6%, o maior recuo desde a pandemia de Covid-19, em 2020. 

Segundo o presidente executivo da companhia, Chris Kempczinski, a rede está enfrentando as “mais difíceis condições de mercado”. 

O resultado do McDonald’s ecoa os alertas já feitos por outros restaurantes, como Domino’s Pizza, Chipotle Mexican Grill e Starbucks, que indicaram que os norte-americanos estão gastando menos para jantar fora, já que a inflação e a perspectiva econômica sombria prejudicam a confiança do consumidor.

Piora no setor automotivo

Outro segmento que também sinalizou uma piora das perspectivas à frente, diante do tarifaço de Trump, foi o setor automotivo. 

Enquanto a General Motors reduziu sua projeção de lucro para 2025 nesta quinta-feira (1º) e previu um impacto de até US$ 5 bilhões (R$ 28,3 bilhões), a Volkswagen indicou, na quarta-feira, que sua margem de lucro provavelmente ficará na parte inferior da faixa de previsão divulgada pela montadora. 

“Estamos prontos para trabalhar com os formuladores de políticas para encontrarmos soluções que apoiem o setor e, ao mesmo tempo, preservem as oportunidades para os trabalhadores”, disse o diretor financeiro da montadora, Arno Antlitz, enfatizando a importância da iniciativa de redução de custos da Volkswagen em um mundo incerto.

Os anúncios foram divulgados mesmo após o presidente dos EUA ter assinado uma ordem para reduzir o impacto de suas tarifas sobre o setor automotivo, oferecendo um conjunto de créditos e isenções de outras taxas sobre materiais e peças. 

Ainda assim, outras fabricantes de automóveis como Mercedes-Benz, Stellantis e Volvo Cars continuam sem uma previsão de lucro para este ano, após terem cancelado as estimativas de desempenho para o ano em meio às incertezas. 

A Porsche, que não tem produção nos EUA, afirmou na última terça-feira (29) que as tarifas levaram a um impacto de pelo menos 100 milhões de euros somente em abril e maio.

Efeitos diversos no setor de tecnologia

O segmento de tecnologia, por sua vez, tem dado uma série de sinalizações diferentes, uma vez que também depende de resultados relacionados a investimentos em inteligência artificial e vários outros fatores. 

Na véspera, por exemplo, a Microsoft reportou que superou as expectativas de receita trimestral, puxado pelo forte crescimento da computação em nuvem do Azure. Ainda assim, a Xbox, braço de consoles de videogames da companhia, informou nesta quinta-feira (1º) que está elevando os preços de seus consoles, controles, títulos originais e outros acessórios. 

A decisão segue medidas semelhantes de concorrentes e vem em função das tarifas comerciais dos Estados Unidos, que têm impactado as cadeias de suprimentos globais. 

Também na quarta-feira, a gigante sul-coreana de tecnologia Samsung Electronics alertou que as tarifas de Trump podem reduzir a demanda por produtos como smartphones, o que torna difícil trazer alguma previsão do desempenho futuro da companhia. 

Segundo a maior fabricante de chips de memória do mundo, a pequena alta no lucro operacional do primeiro trimestre reflete que os clientes da empresa, preocupados com as tarifas, correram para comprar smartphones e chips comum. A empresa anunciou lucro operacional de 6,7 trilhões de wons (US$ 4,68 bilhões ou R$ 26,5 bilhões) no período, aumento de 1,2% em relação ao ano anterior.

Nesta quinta-feira, ainda são esperados os resultados da Amazon e da Apple. As empresas devem dar novas sinalizações sobre o que esperam para o futuro, principalmente após Washington já ter sinalizado que algumas taxas podem ser aplicadas a eletrônicos nas próximas semanas.

Fonte: G1

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Eventos, Negócios, Networking, Pessoas

Intermodal 2025: a edição que entrou para a história

Confira os melhores momentos e o que aconteceu no estande G100 do RêConecta News

A Intermodal South America 2025 entrou para a história como a edição mais vibrante, inovadora e estratégica do setor logístico das Américas. Pela primeira vez realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo, a feira atraiu quase 50 mil profissionais em três dias intensos de conexões, lançamentos e troca de conhecimento. O RêConecta News esteve presente com um estande colaborativo que reuniu 10 empresas parceiras, consolidando um espaço de relacionamento, visibilidade e negócios em grande estilo.

RêBot: o futuro bateu à porta

O primeiro dia da feira foi marcado por um momento inesquecível: a chegada do RêBot, o humanoide do futuro, que desembarcou direto no estande do RêConectaNews para surpreender e provocar reflexões. Com seu 1,40m de altura, mais de 60kg de tecnologia e muito carisma, RêBot simbolizou a ponte entre o Brasil e as inovações globais, especialmente as que estavam sendo apresentadas na Canton Fair, na China.

Para Renata Palmeia, CEO do RêConecta News, essa presença foi mais que um atrativo visual: “Trazer o RêBot para a Intermodal foi uma validação do que fazemos no RêConecta: manter nossos parceiros, clientes e seguidores alinhados com o que está bombando no mercado global. Não se tratou só de chamar atenção, mas de mostrar que estamos prontos para o futuro – e o futuro já começou.”

Parcerias que geraram resultados

Nos três dias do evento, o estande do RêConecta foi casa para 10 marcas inovadoras, que aproveitaram a visibilidade da feira para gerar leads, fortalecer conexões e ampliar negócios. Entre elas, esteve a NAC Bank, que apresentou soluções financeiras exclusivas para importadores e exportadores. Segundo Lauana Pereira, CTO da NAC, participar com o RêConecta superou as expectativas: “Foi a nossa primeira vez como expositores e tivemos resultados muito interessantes. Esperamos estar aqui no próximo ano, ainda maiores e fazendo mais barulho do que fizemos este ano.”

Com um ambiente receptivo e dinâmico, o espaço preparado pelo RêConecta proporcionou uma verdadeira experiência de marca para quem passou por ali. As interações com o RêBot, as apresentações das marcas parceiras e os momentos de networking consolidaram o espaço como um dos mais movimentados da feira.

Para a GH Solucionador Logístico, foi um momento único e de muitas oportunidades. “Foi uma experiência incrível, com muito networking. Esperávamos encontrar muitos clientes ativos, mas, além da expectativa, acabamos conectando com muitas oportunidades novas, de empresas que em algum momento havíamos prospectado e que agora vieram fechar negócio”, revelou Carlos Alberto, diretor comercial da GH.

Programação animada e descontração

Além de todo o trabalho, conexões estratégicas e geração de negócios, o estande do RêConecta News também foi palco de momentos especiais de descontração. Tivemos o animado Encontro das Divas, o Encontro dos Amigos, homenagem aos Despachantes Aduaneiros, além de DJ e música todos os dias para manter o clima leve e vibrante. As mulheres foram presenteadas com sessões de maquiagem, enquanto convidados e parceiros puderam desfrutar de comidas e bebidas em um ambiente acolhedor e cheio de energia.

Até 2026, ainda mais conectados!

O RêConecta News encerrou sua participação na Intermodal 2025 com o sentimento de missão cumprida e com muitas histórias para contar. Mais do que participar de um evento, foi um momento de reafirmação de propósito: reunir empresas, provocar reflexões e abrir caminhos para o futuro.

Nós veremos em abril de 2026, novamente no Distrito Anhembi, prontos para mais uma edição histórica da Intermodal South America.

Porque o futuro se constrói com conexões,
O RêConecta esteve lá para isso.

VEJA MAIS MOMENTOS DA INTERMODAL 2025 – BAIXE AS FOTOS AQUI:

DIA 22 DE ABRIL
https://drive.google.com/drive/folders/14VfMIfdVJ7USNi4VWY7LqjdY0TrkLJiE

DIA 23 DE ABRIL
https://drive.google.com/drive/folders/1_-jGhLB1u0TUGsQuyWts6oVbPV0fBENM

DIA 24 DE ABRIL
https://drive.google.com/drive/folders/17Xr42lrSlLOTfVMeKyS2PyNw7YINN2Jj

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Comércio, Negócios, Portos

Três terminais do Porto de Paranaguá recebem de 5 a 6 propostas para leilão na 4ª-feira

Os leilões de três terminais do Porto de Paranaguá (PR) que serão disputados na quarta-feira, 30, receberam de cinco a seis propostas, cada. Ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a Portos do Paraná, que administra o recinto portuário, detalhou que uma das áreas será disputada por seis grupos, um recorde para o setor. O bloco em disputa é composto pelas áreas PAR14, PAR15 e PAR25.

O PAR14 atraiu cinco propostas. O projeto prevê investimentos de R$ 529,2 milhões e deverá gerar 310 empregos diretos na fase de operação. A expectativa é de que o terminal contribua para o aumento das exportações de grãos e fortalecerá a inserção do porto no mercado internacional. O contrato é de 35 anos.

Já o PAR15, com capacidade para movimentar quatro milhões de toneladas por ano, será disputado por seis grupos, o maior número de concorrentes para terminais portuários em leilões da B3. A área receberá investimentos de R$ 293,2 milhões ao longo dos 35 anos de contrato. A expectativa é de criação de 180 novos postos de trabalhos diretos na fase operacional.

Por fim, a disputa pelo PAR25 terá cinco concorrentes. O terminal receberá investimentos de R$ 233,5 milhões, além de um aporte adicional de R$ 331,6 milhões, somando R$ 565,1 milhões.

O Porto de Paranaguá é o segundo maior do Brasil em tamanho e movimentação total de cargas, ficando atrás apenas do Porto de Santos. É o complexo que mais movimenta soja no país (grãos, farelo e óleo) e responsável pela descarga de 33% dos fertilizantes importados pelo Brasil, que é o quarto maior mercado consumidor de fertilizantes do mundo.

Paranaguá será o primeiro porto a regularizar 100% de suas áreas com a promoção de arrendamentos e concessões. O governo está conduzindo cerca de 50 projetos de parceria com a iniciativa privada para o setor portuário. Além de arrendamentos de terminais, também serão ofertadas outras quatro concessões de canais de acesso. Os projetos mais avançados são para Santos (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

Também na quarta-feira será leiloado o terminal RDJ11, localizado no Porto do Rio de Janeiro (RJ). Com contrato de modelo simplificado e duração de dez anos, o terminal é destinado à movimentação e à armazenagem de granéis sólidos e carga geral, com previsão de investimentos diretos da ordem de R$ 6,8 milhões.

Fonte: UOL

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Comércio, Economia, Negócios, Notícias

Após vitória dos liberais, governo Lula demonstra interesse em firmar acordo entre Mercosul e Canadá

Eventual acordo reduziria dependência canadense em relação aos EUA, principal motor dos votos que confirmaram um novo mandato para Mark Carney como primeiro-ministro do país

O governo Lula (PT) parabenizou o liberal canadense Mark Carney pela vitória nas eleições realizadas na última segunda-feira 28 no país norte-americano.

Ao comentar o resultado, o Planalto disse que pretende aprofundar a cooperação “em áreas de interesse mútuo, como a promoção e a proteção dos direitos humanos e o combate à mudança do clima”. E sinalizou um interesse em dar um passo adiante em um possível acordo entre o Mercosul e o Canadá.

“Temos interesse em avançar nas negociações de um acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá para diversificar e expandir nosso intercâmbio”, diz a nota assinada por Lula.

O bloco sul-americano e o Canadá chegaram a iniciar, em 2018, as negociações para um acordo comercial. Atualmente, porém, as tratativas estão suspensas.

Mas a volta de Donald Trump ao poder nos Estados Unidos reacende a necessidade de fortalecimento de acordos bilaterais. Com uma postura bélica na arena comercial, o republicano não se furta a aumentar a extensão do muro tarifário para a entrada de produtos estrangeiros, o que tem tido consequências em praticamente todo o mundo.

Um dos países mais afetados pela política comercial de Trump é, justamente, o Canadá. Um eventual acordo do Mercosul com o país agora governado por Mark Carney poderia servir como meio de diminuir a dependência do Canadá em relação aos Estados Unidos, dado o fato de que, comercialmente, os EUA marcham para serem vistos como um parceiro pouco confiável.

O Brasil, outro afetado pela guerra tarifária, também busca alternativas para ampliar seus mercados ao redor do mundo. O Mercosul, nesse caso, é um dos caminhos encontrados por Lula para ampliar sua participação no comércio global. O acordo com a União Europeia, por exemplo, ganhou novo vigor com a chegada do republicano ao poder. As relações com a China também esquentaram desde a confirmação do retorno de Trump à Casa Branca.

Fonte: Carta Capital

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Investimento, Negócios

Sertrading, do BTG Pactual, assina acordo para operar no Rio de Janeiro

Governo do estado assina acordo para trazer ao Rio a Sertrading, gigante do comércio exterior

A Sertrading, do BTG Pactual, assinou acordo com o Governo do Rio de Janeiro para operar no estado. A assinatura do termo permite que a empresa esteja apta a usufruir de incentivo fiscal. A operação deve ter início a partir do mês que vem. A expectativa da equipe do governador Cláudio Castro é que a medida atraia maiores investimentos ao Rio de Janeiro, por meio dos negócios realizados pela Sertrading. “A presença de uma gigante do comércio exterior não apenas fortalece nossa posição no cenário econômico, mas também traz novas oportunidades de emprego e desenvolvimento para nossa população”, afirmou o governador.

A assinatura foi realizada no estande da Codin na Intermodal South América, maior evento do segmento de logística das Américas, que aconteceu no Centro de Convenções Distrito Anhembi, em São Paulo.

A Sertrading movimenta 25 bilhões de reais ao ano e possui parcerias estratégicas com 16 segmentos da economia, entre eles farmacêutico, químico e petroquímico, tecnologia e energia.

Fonte: Veja


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Economia, Investimento, Negócios

Déficit externo supera investimento estrangeiro direto pela primeira vez em 5 anos

O desequilíbrio vem se acelerando desde o segundo trimestre de 2024 em meio ao forte crescimento doméstico

O déficit nas contas externas nos 12 meses até março superou o valor do investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil, a fonte mais estável de financiamento do déficit, no mesmo período. Historicamente, os valores de IED têm sido superiores aos déficits, e essa reversão não ocorria desde fevereiro de 2020, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, dia 28.

O déficit nas contas externas acumulado nos 12 meses encerrados em março foi de US$ 68,5 bilhões (3,21% do PIB), enquanto o investimento estrangeiro direto (IED) no mesmo período foi de US$ 68,2 bilhões (3,19% do PIB). Apesar da diferença numérica, o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, destacou que, em termos macroeconômicos, os dois indicadores apresentam a mesma magnitude.

“Embora numericamente o déficit em transações correntes seja maior, a forma macroeconomicamente correta de se referir a esse resultado é dizer que ambos apresentam a mesma magnitude e, portanto, os investimentos diretos no país continuam financiando integralmente o déficit em conta corrente”, afirmou.

O déficit em conta corrente vem crescendo desde o segundo trimestre do ano passado em ritmo mais acelerado que o IED. Em março de 2024, o déficit em 12 meses estava em US$ 26,3 bilhões (1,17% do PIB), enquanto o IED era de US$ 64,1 bilhões (2,85% do PIB). No entanto, esse aumento não continuou em março: tanto o déficit quanto o IED caíram no mês. Segundo Rocha, ainda é cedo para afirmar se a redução do déficit representa uma tendência.

O diretor de pesquisa econômica do Pine Bank, Cristiano Oliveira, explicou que o aumento do déficit se deve aos estímulos fiscais e monetários aplicados entre o fim de 2022 e o início do ano passado.

Segundo o economista, nesse período a demanda agregada cresceu mais rápido que a oferta. Contudo, ele acredita que esse cenário “já não está mais ocorrendo” e, portanto, o déficit deve se estabilizar entre 2,5% e 3% do PIB nos próximos anos. “Um nível que consideramos bastante saudável”, observou.

O aumento do déficit acompanha a elevação das importações, impulsionada pela expansão da economia. Com o aumento da atividade, é natural que cresçam as importações de bens de consumo, intermediários e de capital, o que impacta a balança comercial — um dos principais componentes do balanço de pagamentos.

Comparando o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2024, houve uma redução no superávit da balança comercial de US$ 16,3 bilhões para US$ 7,9 bilhões.

No mesmo intervalo, o déficit na conta de serviços aumentou de US$ 11,3 bilhões para US$ 12,8 bilhões. Já o déficit de renda primária caiu de US$ 18 bilhões para US$ 15,5 bilhões.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC também destacou os resultados mensais do balanço de pagamentos, que indicaram uma redução do déficit de US$ 4,1 bilhões para US$ 2,2 bilhões entre março de 2024 e março de 2025. Rocha observou que essa é a primeira redução na comparação interanual em 12 meses e reforçou que ainda é cedo para dizer se isso representa uma tendência.

A estimativa do Pine é que o IED chegue a US$ 73 bilhões (3,3% do PIB) este ano, enquanto o déficit em conta corrente deve encerrar 2025 em US$ 56,9 bilhões. O IED representa investimentos de longo prazo no país, com participação societária e operações entre empresas como seus principais componentes.

O economista da CM Capital, Matheus Pizzani, afirmou que ver o IED e o déficit no mesmo patamar ou com uma diferença marginal é “relativamente indiferente” do ponto de vista contábil, já que o IED “tende a se igualar efetivamente ao balanço de pagamentos”. Para ele, o importante é analisar a composição do IED.

Pizzani destacou que aumentou a participação de investimentos em participação societária, indicando que “embora menor em volume, a composição do IED deste ano tem se mostrado mais benigna do que a observada um ano atrás”.

Oliveira, do Pine Bank, observou ainda que o atual cenário de incerteza global pode levar a um IED inferior ao estimado em mercados emergentes como o Brasil.

“No entanto, esse não é o nosso cenário base. Julgamos que o cenário econômico e geopolítico global favorece as contas externas do país, entre outros fatores, pelo perfil das nossas exportações e importações. Por isso, mantemos a avaliação de que a robustez das contas externas favorece o comportamento do real.”

Fonte: Valor International


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