Comércio, Economia, Negócios

NIB ganha mais R$ 41 bilhões e chega a R$ 548 bi de financiamentos até 2026

Em evento no BNDES, Alckmin destaca votação do Acredita Exportação e declara apoio às medidas fiscais de Haddad

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira (26), em cerimônia na sede do banco, no Rio de Janeiro, o aporte de mais R$ 41 bilhões da instituição no Plano + Produção – ferramenta que financia projetos relacionados às seis missões da Nova Indústria Brasil (NIB) e que agora soma R$ 548 bilhões em recursos.

Com o aporte de R$ 41 bi, a participação do BNDES na NIB sobe para R$ 300 bi. Também participam do Plano + Produção a Caixa, o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste (BNB), o Banco da Amazônia (Basa), a Finep e a Embrapii.

Durante o evento, em comemoração ao Dia da Indústria, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou ainda a expectativa de aprovação do Acredita Exportação, no Congresso, e declarou apoio às medidas fiscais anunciadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também presente à cerimônia.

Também participaram da abertura a ministra das Relações Institucionais, Gleise Hofmann, e o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.

“A indústria é fundamental por pagar salários mais altos, agregar valor e estar na ponta da inovação”, afirmou Alckmin em sua fala, lembrando como o crescimento de 3,8% na indústria de transformação em 2024 ajudou a levantar o PIB brasileiro, que fechou o ano com crescimento de 3,4%. Sobre as medidas anunciadas pela Fazenda, frisou: “Haddad terá nosso apoio integral no que for preciso, entre contingenciamentos e esforços fiscais, para não ter déficit”, afirmou Alckmin.

O ministro relembrou vários programas do MDIC e do governo, responsáveis por esse crescimento, e disse estar otimismo quanto à aprovação do Acredita Exportação no Senado.

“O projeto deve ter aprovação essa semana e é um estímulo a mais para a pequena empresa conquistar mais mercado ao poder exportar mais”, declarou. O Acredita Exportação visa estimular as micro e pequenas empresas exportadoras, com a devolução de 3% do valor do crédito tributário.

Investimentos mais que dobraram

Durante o evento, o presidente do BNDES fez uma análise dos desafios do cenário econômico global, entre eles o de apostar em uma nova era de industrialização.

“Ou construímos uma relação mais criativa entre estado e mercado ou dificilmente países em desenvolvimento poderão reconstruir suas indústrias e superar seu hiato tecnológico, que não é pequeno nas relações internacionais”, disse.

Ele destacou o papel do banco no crescimento da indústria brasileira em 2023 e 2024. “De 2022 para 2024, nós aumentamos em 132% o crédito para a indústria brasileira, ou seja, mais do que dobramos o volume de crédito”.

Ao final sugeriu ao governo montar um programa capaz de atrair cientistas e especialistas brasileiros, que trabalham nos Estados Unidos, de volta ao Brasil. “Temos que fazer um programa para atrair cérebros e pesquisadores que estão querendo sair dos EUA, de modo que possamos trazer de volta brasileiros talentosos em áreas estratégicas”.

Reforma tributária

Já o ministro Fernando Haddad, em sua fala, afirmou que a reforma tributária aprovada no Congresso, cujos efeitos só serão sentidos a partir de 2027, será um dos grandes legados do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a indústria.

“Os efeitos serão extraordinários, começando pela desoneração do investimento, que será de 100%”, apontou. “Com a reforma, vai ser possível contratar mais pessoas para aumentar a produtividade da indústria”.

Haddad ainda elogiou a liderança de Alckmin à frente do MDIC. “O que está acontecendo na indústria e o trabalho do MDIC tem que ser valorizado, assim como o papel do BNDES na recuperação da indústria deve ser reconhecido”, ressaltou o ministro.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, destacou o crescimento do setor industrial em 2023 e 2024, assim como a importância dos resultados da NIB. “Entre os muitos dados positivos, dois chama a atenção: a indústria brasileira criou mais de 530 mil empregos em 2023 e 2024, e desse total mais de 70% das vagas criadas foram ocupadas por jovens e mulheres”.

Por fim, o presidente da CNI, Ricardo Alban, elogiou a retomada da política industrial pelo atual governo e detalhou a necessidade de se progredir nesse caminho. “É um exemplo para que a gente vá crescendo, evoluindo, como todos os países do mundo vêm fazendo, com uma política industrial com um olhar voltado para as cadeias produtivas”, concluiu.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Ler Mais
Comércio Exterior, Evento, Informação, Inovação, Logística, Negócios, Networking

NAC Digital estreia na Intermodal com soluções financeiras inovadoras para o comércio exterior 

Com soluções disruptivas para importadores, exportadores e agentes de carga, a fintech NAC Digital chamou atenção na 29ª edição da Intermodal South America, maior feira das Américas voltada aos setores de logística, transporte de cargas, intralogística e comércio exterior.  

Estreante no evento, a NAC Digital apresentou sua proposta como a primeira instituição financeira especializada em comércio exterior, com foco em crédito e pagamento logístico. A participação aconteceu no estande G100, do RêConecta, que reuniu mais de 10 empresas em um verdadeiro hub de conexões e inteligência colaborativa. “Nosso objetivo foi lançar-se para o mercado e apresentar a primeira instituição financeira focada no comércio exterior com soluções para importadores, exportadores, agentes de carga, tradings,” destaca Tiago Quaresma, HEAD comercial da NAC.  

Durante os três dias da feira, de 22 a 24 de abril, a NAC destacou dois grandes diferenciais: linhas de crédito para importação e exportação e a plataforma ShipPay, voltada ao pagamento de frete, demurrage e detention. Soluções desenvolvidas para atender as demandas reais do setor logístico e reduzir gargalos operacionais.  

Destaque e visibilidade 

Instalado em uma das áreas mais estratégicas do evento, o estande do RêConecta se destacou pela infraestrutura moderna, ativações interativas e pela presença do RêBot – o humanoide que veio diretamente da China – que, atraiu o público para experiências de marca. A receptividade foi positiva, com visitantes de perfis diversos, como estudantes, profissionais da área e representantes de empresas do setor. “O estande estava bem posicionado, iluminado e com ativações que trouxeram o público para visitação. A Intermodal recebe visita de estudantes e profissionais dos mais diversos segmentos dentro do Comex. Para focar no perfil ideal, a NAC procurou manter uma comunicação clara para que pudéssemos ter contato com nosso cliente foco,” explicou Quaresma.  

Mesmo com um ciclo de vendas médio de 60 dias, a equipe da NAC já saiu da feira com leads qualificados e reuniões comerciais agendadas. “Nosso foco no evento, além de nos posicionar, foi buscar leads qualificados. Estamos com diversas reuniões agendadas e negócio em andamento. Estar na Intermodal foi de extrema importância, já que facilitou a abertura de portas, leads nos procurando e o posicionamento,” enfatizou.  

Referência mundial 

A Intermodal South America é reconhecida como ponto de encontro de todo o ecossistema logístico nacional e internacional. A concentração de players, soluções e tendências torna o evento essencial para empresas que desejam se destacar no setor. 

A presença da NAC foi viabilizada por meio da parceria com o RêConecta News, plataforma digital que informa, conecta e fortalece o setor de comércio exterior e logística no Brasil. Além de conteúdos estratégicos, o portal realiza eventos exclusivos, parcerias e projetos como o Divas do Comex & Log, que valoriza o protagonismo feminino no setor. “Como clientes da RêConecta, a organização durante o evento foi impecável.” Agora, com portas abertas e oportunidades em andamento, o foco da NAC é transformar conexões em negócios concretos. 

Ler Mais
Comércio Exterior, Informação, Logística, Negócios, Networking, Tecnologia

O ESPECIALISTA: Francine Macedo  

A Estratégia de priorizar a prevenção sobre a defesa no comércio exterior 

Acabo de retornar do prestigiado Global Trade Summit 2025, um evento que reuniu mentes brilhantes e líderes globais do comércio exterior nos dias 21, 22 e 23 de maio. Este congresso, realizado em um momento crucial de incertezas geopolíticas e avanços tecnológicos, solidificou uma convicção fundamental: a resiliência do comércio global depende intrinsecamente de uma gestão de riscos inteligente, onde a ênfase deve ser em minimizar a dependência do gerenciamento de risco defensivo e, em vez disso, focar intensamente no gerenciamento de risco preventivo

As discussões foram além das tradicionais negociações, adentrando em tópicos de segurança, vulnerabilidades da cadeia de suprimentos e a necessidade de estratégias proativas para mitigar ameaças emergentes. 

Destaques e a mudança de paradigma: da defesa à prevenção 

O Global Trade Summit 2025 serviu como um palco para debates vigorosos sobre a complexidade do ambiente de negócios atual. Entre os diversos painéis e palestras, um tema ecoava constantemente: a inevitabilidade de riscos e a urgência de abordá-los de forma estratégica, mas com uma clara inclinação para a antecipação em detrimento da reação. 

Historicamente, muitas organizações operavam com um modelo de “gerenciamento de risco defensivo”. Isso se traduz em, por exemplo, contratar um seguro após um grande roubo de carga, ou diversificar fornecedores depois que um único fornecedor falhou. Embora necessárias em momentos de crise, essas são ações reativas, que buscam mitigar danos após um evento adverso já ter ocorrido. O que torna essa postura insuficiente e cara. 

A tônica foi a necessidade de reduzir a dependência de estratégias puramente defensivas através de uma prevenção superior. Ao construir um sistema intrinsecamente seguro, resiliente e proativo, a necessidade de “se defender” constantemente de eventos já em andamento é significativamente diminuída. 

Minimizando o gerenciamento de risco defensivo através da proatividade 

A abordagem que mais ganhou força foi a de que, em vez de se preparar exaustivamente para reagir a incidentes, o foco deve ser em blindar o ambiente do comércio exterior de tal forma que a ocorrência de eventos adversos se torne cada vez mais improvável, e seu impacto, irrisório. 

  • Design de resiliência desde o Início: construir sistemas digitais e físicos inerentemente seguros. 
  • Monitoramento preditivo e análise de comportamento: Utilizar a IA para identificar ameaças antes que se materializem. 
  • Colaboração em segurança: compartilhar inteligência sobre vulnerabilidades entre setores público e privado. 

O Gerenciamento de risco preventivo: a espinha dorsal da resiliência sustentável 

O ponto central da minha experiência no Global Trade Summit 2025 foi a unânime priorização do gerenciamento de risco preventivo. É a arte de antecipar problemas, construir sistemas que os evitem ou que minimizem seu impacto de forma orgânica, antes mesmo que se tornem uma ameaça que exija uma “defesa”. 

  • Diversificação estratégica da cadeia de suprimentos: A lição mais contundente dos últimos anos é a fragilidade das cadeias de suprimentos globais com pontos únicos de falha. A estratégia preventiva é clara: múltiplos fornecedores em diferentes geografias, rotas de transporte alternativas e capacidade de produção distribuída. Isso não apenas previne o impacto de desastres naturais ou conflitos, mas também dificulta a paralisação de operações por atos maliciosos, tornando a “defesa” desnecessária. 
  • Conformidade proativa e auditorias regulares: Manter-se à frente das mudanças regulatórias, sanções e novas barreiras comerciais é uma forma crucial de prevenção. Empresas que investem em monitoramento legal contínuo e em auditorias internas rigorosas de conformidade, adaptando suas operações antes de serem forçadas por penalidades, demonstram um gerenciamento preventivo superior.  
  • Análise de cenários e planejamento contínuo: A capacidade de simular diferentes cenários de risco – desde uma greve portuária inesperada até uma nova política comercial de um grande bloco econômico, ou até mesmo os impactos de eventos climáticos extremos – e desenvolver planos de contingência antes que esses eventos ocorram, é a essência da prevenção. Isso permite uma resposta calma e coordenada, em vez de uma reação de pânico e defensiva. 
  • Investimento em inovação e tecnologias disruptivas: Tecnologias como blockchain para rastreabilidade, inteligência artificial para otimização de rotas e IoT para monitoramento de carga são exemplos de como a inovação pode fortalecer a cadeia de suprimentos e prevenir perdas ou interrupções. Tais investimentos não são “defensivos” (reagindo a uma ameaça), mas “preventivos” (construindo um sistema mais robusto e menos vulnerável). 

Minha experiência no Global Trade Summit 2025 solidificou a convicção de que o futuro do comércio exterior não será definido pela capacidade de reagir a crises, mas sim pela inteligência de evitá-las ou mitigar seus efeitos através de uma prevenção estratégica e abrangente. É um paradigma que muda o foco da “defesa contra problemas” para a “construção de sistemas inerentemente resilientes e menos propensos a problemas”. 

As empresas e nações que investirem em sistemas robustos de gerenciamento de risco preventivo, minimizando a necessidade de um “gerenciamento defensivo” reativo, serão as que prosperarão no cenário global cada vez mais imprevisível. Retorno deste evento com a certeza de que Itajaí e o Brasil, com sua crescente relevância no comércio internacional, devem abraçar essa visão, construindo um ecossistema comercial que seja, por natureza, seguro, adaptável e à prova de futuro. 

Quem é Francine Macedo? 

Profissional com 28 anos de experiência em Gestão de Transporte Rodoviário, gerenciamento de riscos e mitigação de perdas no setor de seguros, tanto nacional quanto internacional. Destaca-se pela habilidade em desenvolver novos projetos e negócios, gerenciar grandes contas, e consolidar operações diárias. Possui conhecimento do setor de transporte, expertise em negociação, planejamento, liderança de equipes e desenvolvimento estratégico de negócios, contribuindo para o crescimento e inovação nas áreas em que atua. 

FOTOS: GIOVANA SANTOS

Ler Mais
Internacional, Negócios

Alckmin diz esperar assinatura de acordo Mercosul-UE até final do ano

Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento também defendeu que o Brasil deve buscar abrir novos mercados para suas exportações

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (26) que espera que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia seja assinado até o final deste ano.

Em evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, Alckmin também defendeu que o Brasil deve buscar abrir novos mercados para suas exportações.

“Nós temos que ganhar mercado. Primeiro ampliando o Mercosul, já além dos quatro (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) está entrando o quinto, está entrando a Bolívia”, disse Alckmin.

“Depois fazendo acordos. O Mercosul tinha acordo com Egito, Israel e Palestina. Foi feito já Mercosul e Cingapura e agora Mercosul e União Europeia, 27 países dos mais ricos do mundo. Esperamos até o final do ano poder avançar e já estar assinado o acordo Mercosul e União Europeia”.

Depois de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre os blocos sul-americano e europeu foi finalmente anunciado em 2024, mas ainda precisa ser ratificado pelos Parlamentos dos países do Mercosul, assim como pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu.

O acordo enfrenta resistências na Europa, especialmente de ambientalistas que temem um aumento do desmatamento para a produção e posterior exportação de commodities agrícolas, além de uma oposição veemente da França, segunda maior economia da UE, cujo setor agrícola tem grande força política no país.

Fonte: CNN Brasil


Ler Mais
Negócios, Portos

Entidades pressionam Governo por licitação ampla do Tecon Santos 10

Carta aberta exige agilidade na licitação do Tecon Santos 10

Cinco importantes entidades, Frente Parlamentar Brasil Competitivo, Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA), Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e Associação Comercial de Santos (ACS), divulgaram uma “Carta Aberta” conclamando as autoridades brasileiras a acelerar, com isonomia e transparência, a licitação do terminal portuário Tecon Santos 10.

Segundo a carta, a ausência de novas áreas no Porto de Santos agrava um cenário já crítico, com filas de navios que superam 36 horas e prejuízos logísticos expressivos, como os R$ 51 milhões relatados pelos exportadores de café em 2024. As entidades alertam que a demora na expansão da capacidade portuária compromete a competitividade do Brasil no mercado internacional e onera a cadeia logística nacional.

Tal restrição, sendo levada adiante, poderá impedir que grandes empresas investidoras, como Maersk, DPWorld, MSC e CMA CGM – apenas para citar algumas –, participem da disputa para investir e operar no Porto de Santos. Caso isso ocorra, o processo licitatório tende a sofrer novos atrasos. Perdem não apenas os investidores que já atuam no cais santista, mas também os importadores e exportadores, pela demora e encarecimento das mercadorias, além dos consumidores finais, que arcarão com preços mais altos por produtos que chegam de rotas internacionais.

O documento destaca que o Brasil investe apenas 0,38% do PIB em infraestrutura de transportes, muito abaixo dos 1,96% recomendados internacionalmente, resultando em custos logísticos equivalentes a 15,4% do PIB – quase o dobro dos índices observados em países da OCDE.

O Tecon Santos 10 é considerado vital para a eficiência da navegação de cabotagem e para evitar o colapso operacional do Porto de Santos, responsável por cerca de 40% da movimentação de contêineres do país. A carta reforça a necessidade de garantir ampla participação de investidores, incluindo grupos que já atuam no porto, respeitando os princípios da livre concorrência.

As entidades concluem que a realização célere e transparente do leilão é um imperativo para a manutenção da competitividade brasileira no cenário global e essencial para o crescimento sustentável da economia nacional.

Fonte: Jornal Portuário

Ler Mais
Comércio Exterior, Negócios, Tecnologia

‘Virada de jogo’: BYD ultrapassa Tesla na corrida dos carros elétricos e lidera vendas na Europa

Disputa pelo domínio do setor ganha força com crescimento acelerado e novas fábricas na região

A montadora chinesa BYD vendeu mais veículos totalmente elétricos na Europa do que a americana Tesla pela primeira vez, mesmo enfrentando tarifas mais altas impostas pela União Europeia (UE). Segundo relatório da JATO Dynamics, essa é uma “virada de jogo” para o mercado automotivo europeu.

Dados da consultoria especializada mostram que as vendas da BYD na Europa cresceram 359% em abril na comparação anual.

Já a Tesla registrou queda de 49% no mesmo período, afetada também por protestos na região contra seu CEO, Elon Musk. A análise da JATO cobre 28 países do continente.

O avanço da BYD ocorre apesar da UE ter aplicado, em outubro do ano passado, tarifas punitivas sobre veículos elétricos chineses, citando práticas comerciais injustas.

Tesla foi beneficiada por uma tarifa menor, de 7,8%, para seus carros produzidos na China, enquanto a BYD teve 17%. Outras montadoras chinesas chegaram a enfrentar tarifas de até 35%. A UE mantém ainda uma tarifa padrão de 10% para importação de carros.

Em entrevista à CNBC, Felipe Munoz, analista da JATO, diz que a diferença entre as vendas da BYD e da Tesla em abril foi pequena, mas o significado do resultado é enorme. A BYD também superou marcas tradicionais europeias, vendendo mais que Fiat e Seat na França, por exemplo.

“A BYD só começou a atuar oficialmente fora da Noruega e Holanda no fim de 2022, enquanto a Tesla lidera o mercado europeu de veículos 100% elétricos há anos. Isso marca um momento decisivo no mercado europeu de carros”, afirmou Munoz.

O crescimento da BYD acontece antes mesmo do início da produção em sua nova fábrica na Hungria, que deverá se tornar seu centro operacional no continente.

A Europa surge como um campo de batalha estratégico entre BYD e Tesla, segundo a consultoria Counterpoint Research. A expectativa é que o mercado europeu de veículos elétricos cresça mais em 2025 do que o chinês, que já tem alta penetração.

As tarifas europeias incentivam montadoras chinesas a localizarem sua produção na região. A Tesla também planeja expandir sua fábrica na Alemanha.

Segundo a JATO, as tarifas impactaram inicialmente as vendas chinesas, mas as empresas reagiram ampliando e diversificando suas linhas com modelos híbridos plug-in — veículos que combinam motor elétrico com motor a combustão e que não são alvo das tarifas.

As vendas de veículos 100% elétricos e híbridos plug-in na Europa subiram 28% e 31%, respectivamente, mesmo com queda nos carros a combustão. As vendas totais de elétricos chineses cresceram 59% em abril, chegando a quase 15,3 mil unidades.

Em março, dados mostraram que a Tesla, que só vende carros 100% elétricos, ficou atrás da BYD em número total de vendas anuais no mundo.

Fonte: Exame

Ler Mais
Negócios

Santa Catarina mostra sua força ao mundo

Por decisão do governador Jorginho Mello, Santa Catarina deu um passo ousado e estratégico ao realizar uma missão institucional e empresarial nos Estados Unidos.

Foi uma ação inédita e carregada de simbolismo: pela primeira vez, um governo catarinense promoveu o SC Day, evento que integrou a 14ª Brazilian Week em Nova York, colocando o Estado em evidência perante investidores e instituições internacionais de peso.

No SC Day, o governador apresentou as potencialidades catarinenses com clareza e confiança. Também participou de eventos de grande relevância como Lide, Apex e Valor Econômico, onde destacou o que somos: um Estado inovador, competitivo e cheio de oportunidades. A recepção foi calorosa e promissora. Ficou claro que há interesse real e crescente em Santa Catarina como destino de investimentos.

Mas foi em Washington que a missão atingiu seu ápice. No encontro com a IFC (International Finance Corporation) e no coração do Banco Mundial, Jorginho Mello não apenas apresentou projetos robustos de infraestrutura — como a Via Mar e o plano ferroviário estadual — como também estabeleceu um marco: segundo os próprios dirigentes do Banco Mundial, nunca um governador brasileiro dedicou tanto tempo e atenção à apresentação da carteira de projetos de seu Estado.

Essa atitude proativa, técnica e comprometida rendeu frutos imediatos. Com a confirmação de recursos para projetos como o Promobis, de mobilidade; a nova etapa do programa Estrada Boa; o Microbacias na Agricultura; a Resiliência Climática, já são considerados modelos a serem replicados interna e externamente, para estados brasileiros e outros países. Além disso, abriu-se espaço para novas colaborações, com foco em soluções inovadoras e sustentáveis.

Mais do que uma agenda, foi uma demonstração de visão de futuro, com a possibilidade de injeção de mais de US$ 800 milhões em financiamentos de longo prazo.

A missão internacional liderada pelo governador foi uma conquista de toda Santa Catarina. Uma articulação que envolveu diferentes secretarias e instituições públicas, trabalhando de forma integrada e estratégica.

Ao levar nossa voz, projetos e valores para o mundo, o governador Jorginho Mello afirma o papel de Santa Catarina como protagonista no cenário nacional e internacional. Esse é um tributo à nossa gente e um sinal claro de que estamos prontos para alçar voos ainda maiores.

Fonte: ND+

Ler Mais
Comércio Exterior, Evento, Logística, Negócios, Networking, Pessoas, Tecnologia

Global Trade Summit encerra 3º edição com foco nas transformações do comércio exterior 

O Global Trade Summit 2025 encerrou nesta sexta-feira (23) em grande estilo. Destaque para a participação dos profissionais que atuam na Aduana e no programa Aeroporto: Área Restrita, que mostra o dia a dia da Receita Federal nos aeroportos de Viracopos e Guarulhos, em São Paulo. A equipe subiu ao palco acompanhada do K9 Dark e proporcionou ao público uma imersão real nas atividades realizadas diariamente nas áreas restritas da fiscalização aeroportuária. Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto a estrutura de enfrentamento à fraude, o combate ao contrabando e os procedimentos de segurança que tornam as ações mais rigorosas e eficientes. “Hoje o nosso principal desafio é a alta demanda para o pouco número de servidores. Então a gente tem que investir em tecnologia. Análise de risco e tudo o que for possível. A tecnologia é o que ajuda e nos faz ter um trabalho eficiente e eficaz. Além dos nossos K9, não apenas o Dark. A gente costuma dizer que nós erramos, mas eles nunca,” ressalta Rodrigo Quaresma, analista tributário da Receita Federal do Brasil. 

A equipe foi acolhida com muito carinho pelo público presente. Ainda segundo Rodrigo, aparecer em um programa de TV é uma oportunidade de ir além da obrigação. “O programa nos permite mostrar uma versão diferente, tanto do trabalho da Receita Federal, quanto de nós mesmos. Uma coisa que tem acontecido muito é o reconhecimento que temos recebido por parte das crianças. Elas nos abordam e dizem que querem trabalhar no aeroporto, assim como nós”, destaca. 

Três dias de conhecimento, informação e networking 

A 3º edição do Global Trade Summit 2025, realizado de 21 a 23 de maio no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC), foi o principal ponto de encontro nacional para os profissionais que atuam no comércio exterior. Segundo a organização, mais de 1.600 pessoas passaram pelo evento. Promovido pelo Núcleo de Comércio Exterior da ACII – Associação Empresarial de Itajaí, o congresso reuniu mais de 40 palestrantes em uma programação intensa e estratégica, composta por painéis e palestras. 

Com foco em temas como reforma tributária, tecnologia, logística, compliance, ESG e integração entre os setores público e privado, o evento proporcionou uma verdadeira imersão nas transformações que estão redesenhando as operações internacionais no Brasil. Também fomentou o networking de alto nível e o intercâmbio de experiências entre especialistas e lideranças do setor. “Esse é o diferencial do nosso evento. O nosso foco é o conhecimento, o envolvimento e a desmistificação de que o governo não quer ajudar o privado. Hoje é diferente: é integrar o que realmente vai fazer o comércio exterior subir de nível. Então os órgãos que estiveram aqui demonstraram que querem resolver os problemas de quem é importador, exportador, da transportadora… Porque também facilita o trabalho deles, gerando oportunidade do comércio exterior ter um crescimento gigantesco nos próximos anos,” avaliou Daise Santos, vice-coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII). 

Para Renata Palmeira, CEO do RêConecta News e integrante do NCE, foi uma oportunidade única de aprendizado, atualização e networking qualificado: “No momento de mercado em que temos que ser long life learning, é obrigação das empresas e dos seus profissionais estarem em eventos como o Global Trade Summit”. 

O futuro já começou 

Além dos temas debatidos, um dos pontos altos do Global Trade Summit foi a disposição dos especialistas e palestrantes em discutir o futuro, simplificar processos e estimular o avanço do comércio global. Para Tiago Barbosa, coordenador de facilitação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e gerente do Portal Único de Comércio Exterior, o futuro já começou e as transformações devem ser constantes. “A gente tem um novo processo de importação que já deixa de ser novo, porque foi pensado em 2017, 2018. E é desse conceito que a Organização Mundial das Aduanas pede para que seja revisto de cinco em cinco anos. Então a gente já vai entrar num processo novo, que é melhor do que o atual, mas já é o momento de repensar o próximo passo e é isso que estamos trabalhando paralelamente entre Secex e Receita Federal para inovar mais ainda em controle aduaneiro”, explica. 

Tiago reforça que eventos como o Global Trade Summit são essenciais para construir um comércio exterior mais dinâmico e seguro. “O nosso trabalho não é construir portal único, é desburocratizar, reduzir tempo e custos. O portal único é uma ferramenta. Então o objetivo no final é sempre facilitar cada vez mais. Hoje, a administração pública vê as empresas como clientes. Então, para que a gente construa o melhor produto para os nossos clientes, precisamos estar perto deles e ouvir o que os clientes querem — não o que a gente acha que eles querem. Nesse contexto, o Global Trade Summit é muito importante porque temos contato com diversos players e conseguimos ouvir os feedbacks do que está sendo implantado e o que podemos melhorar ainda mais,” finaliza. 

TEXTO: DAIANA BROCARDO 

FOTOS: GIOVANA SANTOS 

Ler Mais
Certificações, Comércio Exterior, Evento, Informação, Inovação, Logística, Negócios, Networking

Process Group avalia participação na Intermodal 2025 como estratégica para o posicionamento e geração de oportunidades 

A Intermodal South America 2025 representou um marco para a Process Group, que participou pela primeira vez como expositora ao lado do estande colaborativo do RêConecta News. Para a empresa, o evento foi uma oportunidade decisiva para ampliar sua presença de marca, fortalecer conexões no setor e apresentar ao mercado sua mais recente solução: o Process Certificações. 

“O principal objetivo da empresa foi posicionamento de marca para divulgação de novo produto Process Certificações, gerando mais networking com parceiros locais e internacionais além de prospecção de negócio”, destacou Lúcio Lage, diretor da Process Group. A estratégia foi clara: dar visibilidade ao novo serviço enquanto consolidava o papel da empresa como operadora logística completa no setor de comércio exterior. 

A experiência no estande do RêConecta foi considerada positiva. Além do espaço colaborativo, que reuniu empresas inovadoras em um ambiente voltado à conexão e à visibilidade. “A Renata – CEO do RêConecta – teve um importante papel de facilitadora de conexões. Os perfis foram desde importadores e exportadores até prestadores de serviço de comércio exterior”, contou Lúcio. “Após algumas experiências como visitantes na feira em edições anteriores, apostamos na parceria com a RêConecta para uma presença como expositores. Tal experiência nos permitiu enxergar um outro lado da feira e explorar grandes oportunidades que, com o apoio da RêConecta, vislumbramos ótimos resultados”, complemente.  

Diferencial competitivo 

Durante a feira, a Process Group apresentou seu portfólio completo de soluções em comércio exterior, incluindo agenciamento de cargas, desembaraço aduaneiro e transporte rodoviário. O grande destaque, porém, foi a nova frente de atuação com certificações de produtos, incluindo INMETRO e ANATEL, um diferencial competitivo para atender às demandas regulatórias do setor. Segundo Lúcio, a empresa saiu da Intermodal com diversas negociações em andamento. “Apesar de não ter ocorrido fechamentos durante a feira, foram geradas oportunidades relevantes de negócios que estão atualmente em fase de negociação para um possível fechamento. Estão em andamento com potencial de fechamento cotações para exportação Peru e certificação Inmetro e Anatel”, pontuou o diretor. 

Para Lúcio Lage, a Intermodal é mais do que uma feira – é um reflexo do cenário atual do comércio exterior e um ponto de encontro essencial entre os principais players do setor. “Sendo a maior feira de logística e comércio exterior da América Latina com players do mundo inteiro, tem uma relevância muito grande para o mercado, sendo um hub de conexões e gerador de negócios. A feira, em grande medida, mostra um retrato da realidade do comércio exterior do mercado atual.” 

Os benefícios de participar como expositor vão além da visibilidade imediata, gerando impactos positivos tanto no curto quanto no longo prazo. “Participar de uma feira desse porte, é uma grande oportunidade de posicionamento da marca e afirmação para o mercado. Tal presença gera resultados no sentindo de credibilidade e também de geração de oportunidade de negócio”, avaliou. 

Agora, com a Intermodal finalizada, os esforços da Process Group se voltam à ativação dos contatos realizados e à estruturação de novas parcerias. “O próximo passo é retomada dos contatos feitos durante a feira e avanço das negociações para potenciais parcerias e fechamento de negócios. Outro passo importante é o planejamento da edição de 2026”, antecipou o diretor. 

Texto: Daiana Brocardo

Ler Mais
Negócios, Tecnologia

O produto secreto de Sam Altman e Jony-Ive, ex-Apple, que quer ‘enterrar’ de vez a era das telas

Com investimento bilionário e aquisição de startup, Jony Ive assume o design do futuro na OpenAI com foco em dispositivos que superam o uso de telas

Sam Altman, da OpenAI, e Jony Ive, ex-Apple, estão trabalhando em um produto de consumo secreto. Segundo informações do The Wall Street Journal, o projeto deve envolver dispositivos com câmera e fones de ouvido com integração por IA. 

A proposta é ambiciosa: criar uma interface que substitua as telas e redesenhe a relação entre humanos e máquinas.

Ive, responsável pelo design do iPhone e por mais de duas décadas de inovação na Apple, se torna agora o nome por trás da estética e da funcionalidade dos dispositivos da OpenAI.

A notícia vem após a OpenAI anunciar nesta quarta-feira, 21, a aquisição da startup io, avaliada em US$ 6,5 bilhões.

A empresa, que pertencia ao designer britânico Jony Ive, agora terá sua equipe incorporada à OpenAI. A transação envolve também a design house LoveFrom, que segue como parceira criativa de Sam Altman, CEO da OpenAI.

O time da io é formado por cerca de 55 profissionais entre engenheiros, físicos e pesquisadores.

Todos passam a integrar o ecossistema da OpenAI. Já a LoveFrom — empresa que também tem no portfólio clientes como Ferrari e Airbnb — continuará atuando de forma independente, mas passará a ser acionista da OpenAI.

A transação deve ser concluída até o fim do verão no hemisfério norte, por volta de setembro, dependendo de aprovações regulatórias.

O que se sabe sobre o projeto

A proposta de Altman é desenvolver um gadget inédito, discreto e consciente do ambiente ao redor do usuário, que pretende ocupar um espaço cotidiano ao lado de um MacBook e de um iPhone — mas sem ser um celular, tampouco um par de óculos.

Segundo Altman, a aquisição da startup io, fundada por Ive, custará US$ 6,5 bilhões à OpenAI, com a promessa de trazer um retorno que pode chegar a US$ 1 trilhão. “Temos a chance de fazer a coisa mais importante que já fizemos como empresa”, disse Altman a funcionários, de acordo com gravação obtida pelo The Wall Street Journal.

O dispositivo será o primeiro da empresa voltado ao consumidor final e quer mudar a forma como nos relacionamos com a IA, abandonando a dinâmica de digitar e esperar respostas para uma presença mais integrada ao cotidiano.

A ideia é que o aparelho seja ubíquo, esteja no bolso ou sobre a mesa, e funcione como um “companheiro” de IA — capaz de perceber o contexto do usuário, mas sem as distrações das telas atuais.

Jony Ive, que teve uma relação intensa de criação com Steve Jobs, disse que sua conexão com Altman tem sido igualmente transformadora. A parceria começou há cerca de 18 meses com Peter Welinder, VP de Produto da OpenAI, e ganhou força no segundo semestre de 2024, quando decidiram que o projeto não poderia ser um acessório, mas sim um núcleo da relação entre usuário e IA.

Altman afirmou que os dispositivos serão enviados aos assinantes do ChatGPT, substituindo os computadores tradicionais: “Se você assina o ChatGPT, deveríamos simplesmente te enviar novos computadores para usar.”

O plano inclui criar uma “família de dispositivos”, com integração nativa entre hardware e software, inspirada na abordagem da Apple.

Concorrência com gigantes e desafios logísticos

A produção em massa será um desafio.

Altman reconhece que não será possível enviar 100 milhões de unidades no primeiro dia, mas quer superar o tempo recorde de adoção de produtos da indústria. O modelo de distribuição ainda está sendo fechado com fornecedores e montadoras globais.

A OpenAI já investiu em outras iniciativas de hardware, como a Ai Pin, da startup Humane, composta por ex-funcionários da Apple — porém o produto falhou em atrair o consumidor. Agora, com Ive e um controle criativo mais amplo, a promessa é evitar os erros anteriores. A previsão é lançar o novo dispositivo até o final de 2026 .

A novidade surge em meio a perdas financeiras crescentes. A OpenAI estima prejuízo de US$ 44 bilhões até 2029 , ano em que espera começar a lucrar.

Ainda assim, Altman aposta que a única forma de a IA conquistar presença direta na vida dos consumidores será por meio de novos dispositivos e não pelos apps controlados por Apple ou Google.

Com o projeto ainda em sigilo, Altman enfatizou a importância de manter o plano longe dos olhos da concorrência. “O segredo é fundamental”, disse.

Afinal, como ele mesmo resumiu, o objetivo não é apenas competir com os gigantes do setor — mas reinventar a forma como a humanidade interage com a tecnologia.

Fonte: Exame

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook