Comércio, Negócios

Grupo têxtil compra fábrica da Sulfabril, amplia produção e lança 5ª marca

Após comprar a antiga fábrica da Sulfabril e investir em algumas ações, como automação e modernização de equipamentos, a Tex Cotton lançou em abril a sua quinta marca de roupas infanto-juvenil, com preços mais em conta em relação aos praticados nas outras marcas da empresa. O consumidor só conseguirá comprar as roupas da Bimbi a partir de julho. O investimento foi de R$ 8 milhões.

Empresa tem 5 marcas

As peças da Bimbi custam por volta de R$ 149. Outras marcas do Grupo (Animê, Momi, Authoria e Youccie) têm preços que variam de R$ 210 a R$ 450. As marcas são voltadas para o público infanto-juvenil, com roupas que vão do tamanho RN até 20 anos.

Só em julho chega ao consumidor. Segundo a empresa, desde o lançamento, os produtos da Bimbi estão sendo vendidos somente para as lojas multimarcas, que receberão as roupas para venda ao consumidor a partir de julho. O e-commerce da marca também estará disponível em julho.

Os produtos das demais marcas são vendidos em 3.600 lojas multimarcas e por e-commerce próprio. Cada marca tem seu próprio e-commerce. O Grupo não tem loja própria.

“A questão do valor não é a única proposta de diferenciação. A Bimbi traz um universo mais lúdico. São peças voltadas para o dia a dia da criança, seus momentos de diversão. Outro ponto de diferenciação das demais marcas do grupo é que a Bimbi terá coleções para meninas e meninos de 2 a 14 anos”, diz Ricardo Lyra, CEO do Grupo Tex Cotton. As outras marcas do grupo são exclusivamente femininas ou masculinas.

Uma quinta marca é uma evolução natural para uma companhia que já é referência no setor e que enxerga na diversificação uma oportunidade de crescimento e fortalecimento de mercado.Ricardo Lyra, CEO do Grupo Tex Cotton

Aumento da capacidade fabril

Em 2018, a Tex Cotton comprou todo o parque fabril da Sulfabril, em Blumenau (SC). A sede da empresa foi arrematada em leilão por R$ 34,3 milhões. A Sulfabril era uma indústria brasileira de malhas e camisetas, tendo sido muito famosa nos anos 1970 e 1980. Declarou falência em 1999 e encerrou suas atividades em 2014.

Fonte: UOL

Ler Mais
Negócios

Fábrica de pneus da XBRI em Ponta Grossa terá Linglong como sócia

Sócia será detentora de 70% da unidade no Paraná, cujo investimento passará para R$ 6,2 bilhões

A XBRI, marca brasileira que tem seus pneus fabricados por empresas terceirizadas na Ásia, fechou joint-venture com a Linglong Tire, gigante chinesa de pneus com ações em bolsa e parceira de montadoras como Volkswagen, Stellantis, General Motors, Renault, Scania e BYD, para a construção de sua fábrica própria em terreno adquirido em Ponta Grossa, PR. O investimento inicialmente orçado em R$ 1,5 bilhão, quaduplicará para R$ 6,2 bilhões.

Desde 2021 a Linglong fornece pneus a versões do Volkswagen Polo, por exemplo, e para alguns modelos elétricos da BYD importados. Em 2023 ensaiou dar início à construção de unidade produtiva de pneus para veículos leves e pesados no Brasil, o que integrava o plano de, até 2030, posicionar-se entre as cinco maiores empresas pneumáticas do mundo, com cinco fábricas fora da China. Mas a ideia não vingou.

Agora associou-se à XBRI para retomar o plano engavetado como detentora de 70% da estrutura societária. Em entrevista à Agência AutoData o diretor de relações institucionais da XBRI Pneus, Samer Nasser,  afirmou que a aliança estabelece base para a inovação, aumento da competitividade e expansão internacional a partir do Brasil:

“As relações das empresas existem de longa data, e agora vimos uma oportunidade estratégica de unir forças para expandir a produção no Brasil e na América Latina. A XBRI Pneus tem um profundo conhecimento do mercado local, enquanto que a Linglong traz sua experiência global”.

De acordo com o executivo a parceria foi planejada para que ambas se beneficiem, criando forte base para atender a montadoras e ao mercado de reposição e também para tornar a fábrica brasileira plataforma de exportação aos Estados Unidos, à Europa, ao Oriente Médio e à África.

Embora a capacidade de produção continue a mesma do projeto original, de 14,6 milhões de pneus por ano, sendo 12 milhões de unidades para veículos de passeio e utilitários, 2,4 milhões para caminhões e ônibus e 200 mil para aplicações industriais e agrícolas, Nasser contou que o investimento adicional elevará significativamente o nível tecnológico da unidade industrial:

“Com o aporte a nova fábrica, que será uma das mais modernas do setor, terá alto grau de automação, processos produtivos mais eficientes e rígidos controles de qualidade, reforçando a competitividade da empresa no mercado”.

O volume de empregos previstos passará de 2 mil a 3,2 mil, conforme o executivo, o que se deve à ampliação da escala e da complexidade da fábrica, que ganhará também um centro de P&D que localizará tecnologias e treinará trabalhadores. Haverá, ainda, núcleo de reciclagem com foco em economia circular e infraestruturas complementares dedicadas à inovação, sustentabilidade e eficiência operacional.

Perspectiva de começo da produção é mantida

O assentamento da pedra fundamental, inicialmente projetado para março, deverá ocorrer no início do segundo semestre. O projeto, que se estabelecerá em terreno de 1,2 milhão de m², com 500 mil m² construídos, deverá começar a ser erguido no terceiro trimestre. A licença prévia já está aprovada, segundo Nasser.

A ideia é que até o fim de 2026 seja introduzida a fase de produção teste e, no início de 2027, a produção em escala comercial. Um dos maiores interesses da XBRI na Linglong, a propósito, é o fato de a empresa ser referência em tecnologia e ter escala global.

Fonte: AutoData

Ler Mais
Internacional, Investimento, Negócios

Viagem de Jorginho Mello à Ásia pode ter anúncio de investimento chinês em SC

Governo catarinense vai ao Japão e à China buscar melhor interlocução em defesa do agro, falar sobre atração de investimentos e intercâmbio tecnológico para produção de maçã

Após o êxito da viagem do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, aos Estados Unidos há poucos dias – de 12 a 16 de maio -, o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos do estado, Paulo Bornhausen, avança na agenda da próxima missão internacional do governo, que será de 13 a 22 de junho para a Ásia, ao Japão e à China. As prioridades serão contatos para favorecer o agronegócio e atração de investimentos. Um ponto alto da missão deverá ser a oficialização de um relevante investimento de empresa chinesa em Santa Catarina.

– Vamos fazer contatos visando apoio à agroindústria catarinense que é grande vendedora para o Japão e para a China. Precisamos cuidar disso de perto, porque outros estados e países disputam esse mercado, onde Santa Catarina tem grande tradição. A presença do governador do estado e de empresários é importante. Além disso, o governador Jorginho Mello tem projetos de infraestrutura muito ambiciosos para rodovias e ferrovias. Precisamos apresentar esses projetos com profundidade para atrair investidores e parceiros – explica Bornhausen.

Nessa viagem à China, o governador deve aproveitar para consolidar um investimento chinês que está em fase avançada de negociações com o suporte da Invest SC, a agência de investimentos do estado.

– Pode ser que nessa missão seja possível anunciar a instalação de mais uma filial de indústria chinesa no Estado. Estamos em fase avançada de negociações com três ou quatro empresas. Em meados do ano passado, a TP-Link, grande fabricante chinesa de produtos para redes domésticas de computadores, anunciou unidade em Joinville. Ela já contratou 800 pessoas e planeja dobrar de tamanho por causa das novas tarifas dos Estados Unidos – afirmou o presidente da Invest SC, Renato Lacerda, sem revelar quais são essas empresas chinesas estudam projetos no estado.  

Nessa viagem, o governo catarinense vai tentar conseguir uma interlocução com a China e o Japão para que deem maior atenção ao agro catarinense, em especial às proteínas, para que liberem as importações mais rápido quando ocorrem suspensões de compras em função de algum problema sanitário. O desejo de SC é que logo após a solução do problema sanitário, as compras sejam retomadas rapidamente. Em função do caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul em 16 deste mês, que já foi erradicado, as vendas de SC a esses dois mercados e a outros, estão temporariamente suspendas.

Uma das razões da viagem à Ásia agora, apenas um mês após a missão aos EUA, é para levar essa pauta do agro. Outra é atender a um convite feito ao governador Jorginho Mello pelo embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, para ampliar a cooperação entre SC e a província japonesa de Aomori, de onde vieram as mudas e a cultura da maçã na Serra Catarinense. A intenção e ampliar a troca de informações técnicas sobre a cultura da maçã.

Para o secretário de Articulação Internacional, é importante Santa Catarina fazer mais conexões internacionais, apresentar sua economia e suas oportunidades de investimentos nessa fase de guerra de tarifas internacionais em que o Brasil é um dos países mais bem posicionados para a atração de capital.

Na missão aos EUA, o governo de SC apresentaram a economia do estado e setores para investidores globais em Nova York. Em Washington, o governo falou sobre projetos em andamento no Banco Mundial, apresentou novos projetos e também pediu apoio à embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Viotti, para trabalhar pela retomada rápida das exportações de proteína de franto à Ásia, depois do caso no Rio Grande do Sul.

Fonte: NSC Total

Ler Mais
Greve, Importação, Mercado de trabalho, Negócios

Nota Oficial: ATIVIDADES CONTINUARÃO PARALIZADAS ENTRE 2 E 6 DE JUNHO NA ALFANDEGA DE SANTOS

Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal de Santos comunica à sociedade a continuidade da
paralisação das atividades da Alfândega do Porto de Santos entre os dias 2 e 6 de junho. Como
consequência dessa medida os seguintes serviços continuarão suspensos nesse período: desembaraço
e despacho de mercadorias, atendimento ao público e análise de retificação de conhecimento eletrônico (CE) e de IDFA (Identificação de Falta ou Acréscimo). Serão mantidos somente os 30% do efetivo exigido por lei para a liberação de cargas perecíveis, vivas, perigosas, medicamentos e alimentos de consumo de bordo, bem como o cumprimento de decisões judiciais.

A manutenção da paralisação é consequência da aviltante proposta apresentada pelo governo em 22
de maio, rechaçada quase que unanimemente pela categoria em Assembleia Nacional e que reuniu mais
de sete mil Auditores-Fiscais, realizada em 26 de maio.

Delegacia Sindical de Santos do Sindifisco Nacional lamenta que o governo prefira adotar medidas que
sobrecarregam ainda mais a sociedade, como o recente anúncio do aumento do IOF, do que valorizar
os Auditores-Fiscais, o que certamente significaria muito mais retorno em tributos sem impor novos
encargos aos cidadãos. Reforçamos mais uma vez que a intenção da classe nunca foi causar transtornos
ou prejuízos à sociedade brasileira, mas diante da postura adotada pelo governo, a única alternativa
que nos restou na tentativa de alcançarmos nossos pleitos é o acirramento do movimento.

Santos, 30 de maio de 2025
Fonte: Sindifisco Nacional DS Santos

Ler Mais
Inovação, Negócios

Neogrid anuncia Nicolás Simone como novo CEO e promove Augusto Vilela a CFO

A Neogrid, empresa fundada em Joinville (SC) e referência em soluções para gestão da cadeia de consumo, anunciou mudanças na sua liderança. Nicolás Simone, que desde 2024 ocupava o cargo de Chief Product and Technology Officer (CPTO), assume como CEO. Augusto Vilela, até então head de Relações com Investidores e Tesouraria, foi promovido a CFO. Ambos assumem os cargos a partir desta semana.

A mudança marca o encerramento de um ciclo iniciado sob a gestão de Jean Carlo Klaumann (CEO) e Aury Ronan Francisco (CFO), que permanecem na companhia até 30 de junho para conduzir a transição. Segundo comunicado da empresa, o período foi marcado pela reorganização estratégica, integração de negócios e fortalecimento do desenvolvimento de tecnologia própria.

“A chegada de Nicolás Simone e Augusto Vilela representa mais um passo na evolução da Neogrid. É um ciclo que começa focado em execução, crescimento sustentável e geração de valor no longo prazo”, afirma Miguel Abuhab, fundador e presidente do Conselho de Administração da companhia.

Engenheiro com carreira em empresas como McDonald’s, Petrobras, Grupo Boticário, Itaú Unibanco e AB InBev, Simone acumula experiência em transformação digital, inovação, inteligência artificial e segurança da informação. Ele substitui Jean Carlo Klaumann, que esteve à frente da empresa durante os últimos anos.

“Assumo esse desafio com o compromisso de dar continuidade à estratégia da companhia. A Neogrid construiu uma base robusta de tecnologia, portfólio e posicionamento, o que nos permite seguir avançando com foco em eficiência, excelência e no cliente”, afirma Nicolás Simone.

O novo CFO, Augusto Vilela, é formado em Administração pela UFMG, com mestrado em Economia e Finanças pela EESP-FGV. Com 15 anos de experiência, tem passagens por Itaú Unibanco, Hotmart e Semantix, além de já atuar nas áreas de finanças e relações com investidores da Neogrid. “É uma honra assumir essa responsabilidade e seguir contribuindo para o fortalecimento da companhia, mantendo a disciplina financeira e a transparência com nossos stakeholders”, afirma.

A mudança ocorre em um momento de execução do planejamento estratégico que a Neogrid revisou em 2023. A companhia, que realizou investimentos relevantes em tecnologia no último ano, inaugura agora uma nova fase, com foco em eficiência operacional e expansão de seus negócios.

Fonte: SC Inova

Ler Mais
Internacional, Negócios

Presidente do Conselho Europeu diz que UE e Mercosul esperam assinar ratificação do acordo em dezembro

Previsão é que tratado seja ratificado durante a cúpula do Mercosul em dezembro, no Rio de Janeiro.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a União Europeia e o Mercosul trabalham nos últimos ajustes técnicos para que o acordo entre os dois blocos seja ratificado ainda este ano, em dezembro, durante Cúpula do bloco sulamericano, no Brasil.

O Conselho Europeu reúne os chefes de estado dos países que compõem a União Europeia e é o órgão responsável por guiar as direções políticas do bloco.

“Eu diria que é mais necessário do que nunca para todos”, afirmou Costa.

Em entrevista exclusiva à TV Globo, durante visita ao Brasil nesta semana, Costa afirmou que o momento de guerra tarifária, impulsionado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumenta a necessidade de celeridade para que novos acordos comerciais sejam firmados, diminuindo a tensão internacional.

“Temos uma oportunidade para todas as outras regiões econômicas do mundo”, disse.

“Estamos com uma ação externa muito intensa, porque é fundamental em termos de mercado e de economia”, afirmou.

Ex-primeiro-ministro de Portugal, Antonio Costa está em visita ao Brasil até esta quinta-feira (29).

O objetivo da vinda é discutir o Fórum de Investimento UE-Brasil, além de trabalhar questões prioritárias nas relações bilaterais entre Brasil e União Europeia, como o tratado que pretende criar a maior zona de livre comércio do mundo, caso seja ratificado.

Aproximação com o Brasil

Costa afirmou que a União Europeia pretende “contribuir ativamente com objetivos ambiciosos para os compromissos que vamos ter na COP”, em referência à 30ª Conferência do Clima — marcada para ocorrer em Belém, no Pará, no fim deste ano.

O interesse do bloco europeu no Brasil em meio a tensões junto aos Estados Unidos fica claro nas demonstrações de intenção de cooperação da União Europeia com iniciativas encabeçadas pelo governo brasileiro.

“Já decidimos aderir ao novo fundo que o Brasil criou para a proteção das florestas na escala Global e somos grandes apoiadores, como o Brasil, do pacto para o futuro para a reforma das Organização das Nações Unidas e organizações financeiras internacionais.”

Fonte: G1


Ler Mais
Greve, Informação, Negócios

CDS: Direção Nacional destaca Assembleia histórica e reafirma importância da mobilização  

A participação histórica de 7.218 Auditores-Fiscais ativos e aposentados na Assembleia Nacional realizada na segunda-feira (26), com rejeição massiva à primeira proposta do governo para o reajuste do vencimento básico da categoria, foi destacada pelo presidente do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Dão Real, na tarde desta quarta-feira (28), durante os Informes da Direção Nacional, na Reunião Ordinária do Conselho de Delegados Sindicais (CDS), encerrada nesta quinta-feira (29).  

Com 95,8% de rejeição à proposta, a categoria enviou uma importante mensagem ao governo: a greve, que já dura mais de seis meses, continuará forte, até que os pleitos sejam atendidos. “O princípio da solidariedade que nos move enquanto sindicato prevaleceu, e esse é um fato político muito importante, que demonstra unidade e coesão da categoria, e principalmente, uma disposição de lutar e de avançar mais”, afirmou Dão Real. 

O presidente da entidade reconheceu a importância da abertura das negociações, a partir da primeira reunião realizada com o MGI no dia 14, reafirmou o compromisso do Sindifisco Nacional com o diálogo institucional e alertou para a importância do acirramento da mobilização até que a greve seja resolvida. 

Ele também salientou que a luta do sindicato não se limita à mesa de negociação e que a entidade tem trabalhado intensamente na interlocução com parlamentares, representantes do Executivo e assessores ministeriais, em busca de apoio institucional. Na terça-feira (27), o Auditor-Fiscal Floriano de Sá Neto reuniu-se com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que demonstrou preocupação com os impactos da greve na arrecadação e informou que fará nova reunião com o sindicato para tratar do assunto.  

Apresentada pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) em reunião no último dia 22, a proposta prevê reajuste de 7,56% restrito à classe especial e um ajuste no teto do bônus, passando de R$ 7 mil para R$ 8,7 mil, no último trimestre de 2025, além de alteração na tabela do bônus, reduzindo a diferença da parcela variável entre ativos, aposentados e pensionistas. Logo após a Assembleia Nacional, o sindicato enviou ofício à Receita e aos ministérios da Gestão e da Fazenda informando o resultado e solicitando nova reunião para dar continuidade à negociação.   

“Se até agora nós conseguimos construir uma mobilização forte, sem grandes resistências explícitas, que possamos ser ainda mais fortes para enfrentar uma resistência explícita. Esse é um momento extremamente importante da categoria e não podemos recuar.” 

Um dos pontos centrais da divergência, explicou, é a premissa de comparabilidade adotada pelo governo, que toma como base a estrutura de subsídio da Polícia Federal, enquanto a referência mais apropriada seria a Procuradoria da Fazenda Nacional, por atuar no mesmo macroprocesso de trabalho e ter modelo remuneratório mais similar ao dos Auditores-Fiscais. 

O presidente do Sindifisco Nacional relatou, ainda, que o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, manifestou publicamente, em reunião com os superintendentes, a disposição de criar um grupo de trabalho, com participação do sindicato, para analisar o uso de recursos do Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) para o ressarcimento do plano de saúde. O MGI, por sua vez, segundo Dão Real, comprometeu-se a provocar o Comitê Gestor para reavaliar os atos normativos 7 e 8. 

CNM 

Os representantes do Comando Nacional de Mobilização, Auditores-Fiscais Arthur Accorsi e Henrique Freitas, também participaram dos Informes sobre Mobilização e reafirmaram que a mobilização segue forte, com adesão intensificada após a publicação das resoluções 7 e 8 pelo Comitê Gestor e a apresentação da primeira proposta insuficiente pelo MGI.

Um dos pontos citados foi o engajamento das zonas primárias (portos, aeroportos, fronteiras) e de delegados e delegados-adjuntos, que devem entregar um documento à administração da Receita Federal, nesta quinta-feira (29), em Brasília durante a RAE, comprometendo-se a não assumir cargos estratégicos do novo Regimento Interno enquanto o impasse sobre o reajuste salarial não for resolvido.    

“A categoria está toda mobilizada, e os números já estão mostrando que a arrecadação caiu em função da nossa greve. Então, o momento político é muito propício para conseguirmos o que pretendemos, que nada mais é do que a equiparação do nosso vencimento básico, com o da PFN, que historicamente sempre foi o mesmo”, afirmou Arthur Accorsi.  

Fonte: Sindifisco

Ler Mais
Comércio Exterior, Evento, Eventos, Importação, Logística, Negócios, Networking

Do networking à legislação: relembre os temas e os momentos que marcaram o Global Trade Summit 2025 

Você sabia qual era o impacto real das novas rotas do comércio exterior para o Brasil? E como a integração entre setor público e privado poderia acelerar esse processo? Essas foram algumas das perguntas que movimentaram o Global Trade Summit 2025, realizado de 21 a 23 de maio, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC). Com o tema “Novas Rotas, Novas Conexões”, o evento se consolidou como um dos maiores congressos sobre comércio internacional, logística, compliance e tecnologia para importação e exportação do país. 

Organizado pelo Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), o congresso reuniu mais de 1.600 participantes, entre autoridades da Receita Federal, especialistas da SECEX, representantes do MAPA, Exército e Anvisa; além de empresários e prestadores de serviço. O evento foi estruturado para oferecer painéis técnicos, debates sobre legislação, tendências em comércio global e networking qualificado — um dos pilares do encontro, como destacou Renata Palmeira, CEO do RêConecta News. “Foi uma oportunidade única de conhecimento e networking qualificado, porque dentro do evento tínhamos grandes empresários que buscavam cada vez mais o crescimento e o conhecimento. Estávamos num momento de mercado em que somos ‘long life learning’ – eternos aprendizes, e esse foi uma oportunidade pra isso.” 

O poder do networking no centro das conexões 

A palestra de abertura do segundo dia ficou por conta de Renata Palmeira, que cativou o público com o tema “O Poder do Networking”. Durante a palestra, Renata trouxe dados, experiências e reflexões sobre como relacionamentos bem cultivados são a base do sucesso nos negócios internacionais. “Segundo uma pesquisa da Forbes, 85% dos empresários viam o networking como essencial para o desenvolvimento de novos negócios; 85% das vagas de trabalho, em geral, eram preenchidas por meio do networking e, mais ainda, 20% das empresas observavam crescimento financeiro gerado por meio dele”, destacou Renata. 

Renata ainda participou de dois podcasts durante o evento: o primeiro voltado à participação feminina no comércio exterior e o segundo como host do podcast da Trust Trade, empresa especializada em operações de importação com sede em Itajaí. 

O RêConecta News, plataforma que conecta profissionais e empresas do comércio exterior por meio de estratégias digitais, marcou presença com um estande exclusivo, fortalecendo parcerias e apresentando soluções integradas para o setor por meio de seus clientes que estiveram presentes. A participação da equipe gerou grande visibilidade e fomentou discussões sobre inovação, performance e presença digital no mercado internacional. 

Para Francine Macedo, Business Development da BWin Tech, o Global Trade Summit 2025 ocorreu em um momento especialmente sensível, marcado por tensões geopolíticas e transformações tecnológicas aceleradas. Para a profissional, que tem mais de 25 anos de experiência em Gestão de Transporte Rodoviário, gerenciamento de riscos e mitigação de perdas no setor de seguros, tanto nacional quanto internacional, o congresso reafirmou a importância de uma nova mentalidade na gestão de riscos.  
“Ficou claro que não se trata mais apenas de reagir ao que deu errado, mas de estruturar o comércio global para que os riscos fossem antecipados e, sempre que possível, neutralizados antes de acontecerem”, destacou. 

Na visão de Francine, o grande diferencial do evento foi o aprofundamento das discussões em temas como segurança, fragilidades da cadeia logística e a urgência de adotar estratégias cada vez mais preventivas, em vez de confiar em abordagens reativas e paliativas. 

Comércio exterior e legislação: o que mudou? 

Um dos momentos mais esperados foi o painel sobre o Projeto de Lei 4423/2024, conhecido como Lei Geral do Comércio Exterior, que busca modernizar a legislação do setor, substituindo normas que datam de 1966. Segundo Thalis Andrade, auditor da Receita Federal do Brasil com atuação na Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), essa foi a iniciativa mais importante dos últimos 60 anos. “Um dos principais pontos era que o PL adaptava acordos internacionais que ainda encontravam certa relutância em serem aplicados hoje no Brasil, principalmente o acordo de facilitação do comércio,” explicou. 

Apesar de não abordar tributos e penalidades neste primeiro momento, o projeto estabeleceu novas diretrizes para fiscalização, controle e regimes aduaneiros especiais, o que pode transformar radicalmente o ambiente de negócios no país. 

Tecnologia e simplificação de processos 

Entre os desafios discutidos pela Receita Federal, a simplificação dos processos e o uso de tecnologia foram apontados como urgências. “O principal desafio da Aduana era pegar todo esse fluxo de informação que existe hoje e conseguir devolvê-lo em uma análise rápida e confiável”, explicou Mário de Marco Rodrigues de Sousa, da Receita Federal. 

Essa visão refletiu o movimento de digitalização que o comércio exterior exigia, especialmente com a chegada do novo processo de importação e do Catálogo de Produtos, obrigatórios a partir de janeiro de 2026. A DUIMP – Declaração Única de Importação é o novo modelo digital que substitui a DI e DSI, trazendo mais eficiência e integração para o processo de importação no Brasil. Um dos grandes avanços é a conexão direta com órgãos anuentes como Anvisa, MAPA e Ibama, prevista para ocorrer até a segunda quinzena de julho, conforme cronograma divulgado pela Receita Federal. Com todos os órgãos conectados ao novo sistema, exigências legais devem ser atendidas de forma mais rápida e automatizada. 

Essa centralização de dados reduz etapas burocráticas, evita retrabalho e permite que o importador antecipe o envio da documentação e o pagamento de tributos como II, IPI, PIS, Cofins e ICMS. O resultado é uma liberação de mercadorias mais ágil — com expectativa de redução média de 40% no prazo total. Além disso, a DUIMP oferece mais visibilidade do processo em tempo real, o que facilita o planejamento logístico e financeiro. Empresas com certificação OEA ainda ganham prioridade nas análises e menor incidência de fiscalizações. 

Para Tiago Barbosa, coordenador de facilitação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e gerente do Portal Único de Comércio Exterior, o futuro já começou e as transformações devem ser constantes. “A gente tem um novo processo de importação que já deixa de ser novo, porque foi pensado em 2017, 2018. E é desse conceito que a Organização Mundial das Aduanas pede para que seja revisto de cinco em cinco anos. Então a gente já vai entrar num processo novo, que é melhor do que o atual, mas já é o momento de repensar o próximo passo e é isso que estamos trabalhando paralelamente entre Secex e Receita Federal para inovar mais ainda em controle aduaneiro”, explica. 

O conhecimento não para 

Durante o Global Trade Summit, além das palestras e painéis da programação oficial, uma série de podcasts exclusivos foi gravada ao longo do evento. Os episódios contaram com a participação de especialistas e apoiadores, trazendo debates relevantes sobre comércio exterior, inovação e logística internacional. Um dos destaques foi o episódio mediado por Renata Palmeira, com representantes do Trust Group, que apresentaram a plataforma Trinity, uma das inovações da empresa. 

Desenvolvida para fornecer informações em tempo real sobre o status das operações e centralizar o monitoramento das etapas do processo, a ferramenta oferece maior controle e transparência no gerenciamento da cadeia de suprimentos, trazendo comodidade e segurança para as empresas. “O comércio exterior envolve diversos agentes e etapas pouco integradas, o que pode gerar desafios. A Trinity é uma plataforma voltada à integração e visibilidade da cadeia de suprimentos, desenvolvida para resolver os problemas comuns desse cenário e agregar valor real aos nossos clientes”, afirmou Regis Paim Dias, gerente de TI da empresa. “Recentemente, o Trust Group investiu R$ 14 milhões em tecnologia e infraestrutura, reforçando seu compromisso com a inovação e a qualidade”, complementou. 

Os episódios gravados estarão disponíveis em breve nas plataformas de streaming e nos canais oficiais do evento. 

Um espaço de transformação e protagonismo 

O Global Trade Summit 2025 não foi apenas um evento — foi um hub de transformação para o comércio exterior brasileiro. Mais de 20 painéis, dezenas de especialistas e a forte presença de empresas e entidades públicas criaram um ambiente fértil para negócios, parcerias e atualização estratégica. 

“Tivemos importadores e exportadores, prestadores de serviço, setor público, todos muito engajados e abertos a conversarem com as pessoas. A expectativa foi que esse evento propiciasse a todos os participantes oportunidades de engrandecimento tanto na vida profissional quanto na vida pessoal”, reforçou Paula Machado, coordenadora do NCE da ACII. 

TEXTO: DAIANA BROCARDO 

FOTOS: GIOVANA SANTOS 

VEJA ABAIXO AS FOTOS DO EVENTO 

Dia 21 de maio 

https://drive.google.com/drive/folders/1HHQQyKdeXAH9H1uEoElvhzS4dmoq-OwJ?usp=sharing

Dia 22 de maio 

https://drive.google.com/drive/folders/1__hkJgkNE-u2y2S8ttDIZWyYX-hDR1xN?usp=sharing

Dia 23 de maio 

https://drive.google.com/drive/folders/1vZs5GkircWMHrr0Y92p8G66WyOCbgZob?usp=sharing

Ler Mais
Exportação, Internacional, Negócios

Argentina está prestes a fechar acordo para exportação de miúdos bovinos à China

Autoridades chinesas têm visita marcada ao país sul-americano em 8 de junho de 2025 para novas rodadas de diálogo, segundo informações da Reuters

A Argentina está cada vez mais próxima de fechar um acordo com a China que permitirá a exportação de subprodutos de carne bovina ao país asiático, conforme revelou uma reportagem da agência Reuters, enviada de Pequim.

Fontes com conhecimento direto das negociações relataram que os dois países estão em fase final de acertos técnicos, com o governo chinês mostrando pressa em diversificar suas fontes de importação alimentar em meio a um cenário global incerto.

Segundo Georges Breitschmitt, presidente do Instituto de Promoção da Carne Bovina da Argentina (IPCVA), a conclusão das negociações parece iminente. “Estamos nos aproximando do encerramento das conversas entre os dois governos. Restam apenas ajustes técnicos específicos”, afirmou ele em entrevista concedida à Reuters durante visita à capital chinesa.

Breitschmitt destacou ainda que o ritmo das conversas se intensificou, embora não haja uma data oficial definida para a assinatura do acordo. Uma segunda fonte consultada pela agência também indicou que a conclusão deve ocorrer “muito em breve”.

Conforme apurou a Reuters, autoridades chinesas têm visita marcada à Argentina no próximo dia 8 de junho para dar continuidade às discussões técnicas e avançar rumo à formalização do pacto.

Esse movimento acontece em um momento estratégico, com a China ampliando seus canais de fornecimento agrícola diante das tensões comerciais persistentes com os Estados Unidos. Buenos Aires e Brasília despontam como parceiros relevantes nesse novo arranjo comercial impulsionado por Pequim.

Atualmente, a China já representa o principal destino da carne bovina argentina, absorvendo cerca de dois terços das exportações do setor, que somam aproximadamente 30% da produção total do país. No entanto, quando se trata de subprodutos — como miúdos, peles e ossos — o fluxo comercial segue outra lógica, com maior presença em mercados diversos e consumo doméstico reduzido.

A reportagem da Reuters observou que nem as autoridades chinesas nem a embaixada argentina em Pequim responderam aos pedidos de comentário sobre o tema. A agência também informou que tentativas de contato por telefone não foram atendidas.

Fonte: Compre Rural

Ler Mais
Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Fazer negócios na China está ficando mais difícil, mas suas exportações são difíceis de resistir

Empresas europeias que operam na China dizem que o mercado se tornou cada vez mais desafiador devido à fraca demanda econômica e às regras governamentais pouco transparentes para os negócios.

Empresas europeias, muitas das quais operam na China há décadas, estão achando cada vez mais difícil fazer negócios no país — mais um sinal de como a economia doméstica enfraquecida da China e suas regulamentações opacas estão pondo à prova até mesmo os laços empresariais multinacionais de longa data.

Montadoras europeias têm perdido rapidamente participação de mercado e enfrentam diversas dificuldades políticas. Em dezembro do ano passado, a Volkswagen concordou em vender sua fábrica na região de Xinjiang, no noroeste da China, onde Pequim tem reprimido grupos étnicos muçulmanos. Empresas europeias dos setores farmacêutico e de equipamentos de imagem médica têm sido excluídas de grande parte do sistema de saúde estatal.

Uma ampla pesquisa anual divulgada nesta quarta-feira pela Câmara de Comércio Europeia na China revelou que quase três quartos das empresas afirmaram estar mais difícil operar no país. Este foi o quarto ano consecutivo em que a pesquisa apontou um aumento no pessimismo corporativo.

A proporção de empresas europeias que planejam expandir suas operações na China também caiu para um nível recorde, com apenas 38% afirmando que pretendem fazê-lo este ano. O investimento europeu tem sido fundamental para levar tecnologia ocidental à China e para levar produtos chineses aos mercados globais.

A câmara, que há 25 anos avalia os desafios enfrentados por empresas na China, representa os interesses de cerca de 1.700 companhias — desde gigantes industriais como a VW até pequenos negócios com poucos funcionários que integram cadeias de suprimentos globais.

A pesquisa da câmara também revelou uma tendência um tanto contraditória que pode representar um problema para a tentativa do presidente Trump de proteger a indústria americana das exportações chinesas por meio de tarifas. Mesmo enquanto reduzem seus próprios investimentos na China, algumas empresas europeias estão comprando cada vez mais componentes de empresas chinesas. Isso torna suas cadeias de suprimento ainda mais dependentes da China.

A China retaliou às tarifas de Trump impondo suas próprias tarifas sobre produtos americanos. Isso levou empresas europeias que atuam na China a buscarem substitutos chineses para os poucos componentes que ainda compravam dos Estados Unidos, segundo Jens Eskelund, presidente da câmara.

A ampla queda nos preços na China fez com que os componentes chineses se tornassem um negócio bom demais para muitas empresas europeias deixarem passar. O recente enfraquecimento da moeda chinesa em relação ao euro tornou esses componentes ainda mais atrativos.

“O único lugar onde elas realmente conseguem componentes melhores por um preço mais baixo do que em qualquer outro lugar do mundo é aqui na China,” disse Eskelund.

Não apenas os Estados Unidos, mas também a União Europeia e outros países impuseram tarifas recentemente em resposta ao aumento vertiginoso das exportações de produtos manufaturados da China e à fraca demanda por importações. Empresas europeias que exportam da China para outros mercados há muito temiam possíveis barreiras comerciais, mas algumas ainda foram pegas de surpresa.

“O medo virou pesadelo para muitos neste momento”, disse Klaus Zenkel, empresário em Shenzhen e membro da filial sul da Câmara Europeia.

Segundo Zenkel, algumas empresas estabeleceram operações temporárias de montagem em outros países para driblar as tarifas americanas. Elas alugam armazéns em locais como Taiwan, realizam a montagem final dos componentes chineses nesses espaços e, em seguida, enviam os produtos acabados para os Estados Unidos com declarações alfandegárias que não indicam mais que as mercadorias vêm da China.

A administração Trump está tentando reduzir essas remessas indiretas da China. Trump ameaçou impor tarifas elevadas contra países que mantêm grandes superávits comerciais com os Estados Unidos.

Segundo a pesquisa da Câmara Europeia, uma categoria de condições de negócios melhorou consideravelmente na China no último ano.

A parcela de empresas europeias preocupadas com o aumento dos salários caiu drasticamente nos últimos anos, e os custos trabalhistas agora estão entre as menores preocupações. Os salários vinham subindo junto com os preços dos imóveis na China. Mas essa bolha estourou em 2021, provocando uma queda na construção civil que eliminou muitos empregos.

Consequentemente, os salários estagnaram ou até caíram, o que contribuiu para uma demanda fraca na China por produtos que vão desde cosméticos importados até diárias de hotel — resultando em preços amplamente baixos, um fenômeno potencialmente perigoso conhecido como deflação.

“Com ampla margem, é a desaceleração econômica da China que é vista como tendo o maior impacto”, afirmou Eskelund.

Fonte: The New York Times



















Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook