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Rafael Dubeux detalha plano que orienta ações do Brasil diante da crise climática global

Secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda participou do Fórum Nordeste na segunda-feira (2/9), em Recife

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rodutividade, sustentabilidade e justiça social. Esses são os três grandes objetivos do Ministério da Fazenda com o Plano de Transformação de Ecológica, detalhado pelo secretário-executivo adjunto da pasta, Rafael Dubeux, durante sua participação, na segunda-feira (2/9), em Recife, em um dos painéis do Fórum Nordeste, cujo tema em 2024 é “Desafios e oportunidades nos setores de biocombustíveis e energias limpas”.

“O Ministério da Fazenda vem trabalhando nesse assunto porque essa não é uma agenda puramente ambiental, é uma agenda de desenvolvimento econômico”, disse Dubeux. “São oportunidades novas que estão colocadas para o Brasil, para que sejam tratadas, diante da crise climática global, não como um custo para a economia brasileira, mas como uma oportunidade”, acrescentou. Segundo Dubeux, ao desenhar as medidas regulatórias adequadas, o Brasil consegue não apenas contribuir globalmente para a redução dos gases de efeito estufa, mas também gerar renda e emprego de qualidade no país.

O plano – ressaltou Dubeux – estabelece uma diretriz de desenvolvimento, orientando a reformulação do modelo tradicional de desenvolvimento do Brasil, “historicamente extrativo, sem agregação de valor, que prejudica o meio ambiente e que promoveu muita desigualdade”. Conforme o secretário, o que o governo busca agora é o inverso:  um plano que estimule o adensamento tecnológico e os ganhos de produtividade da economia brasileira, e não a exportação de bens sem agregação de valor; que incentive uma nova relação com o meio ambiente, em vez de um modelo de crescimento nocivo aos biomas brasileiros; e que propicie a distribuição mais justa da renda.

Seis eixos

Dubeux detalhou a estrutura do plano, formada por seis eixos: finanças sustentáveis; adensamento tecnológico; bioeconomia e sistemas agroalimentares; transição energética; economia circular; e nova infraestrutura verde e adaptação. Para a busca dos objetivos traçados, o Ministério da Fazenda definiu um conjunto de instrumentos de natureza financeira, administrativa, fiscal, creditícia e regulatória.

O primeiro eixo tem como base a canalização de recursos públicos e privados na direção de atividades de menor impacto ambiental. Entre as ações nesse âmbito estão a emissão de títulos soberanos sustentáveis, criação do mercado regulado de carbono e taxonomia sustentável.

O adensamento tecnológico envolve  o desafio de redesenhar ferramentas para a geração de emprego e renda. Compras públicas para inovação e integração entre universidades e empresas são algumas das iniciativas em destaque.

O terceiro eixo, da bioeconomia, trata, em essência, da adaptação a circunstâncias brasileiras. No país, diferentemente do que ocorre na Europa, por exemplo, as emissões de gases do efeito estufa têm como principal causa o desmatamento, com o agronegócio na sequência e,  em terceiro lugar, o setor de energia. Dubeux assinalou que o desmatamento vem sendo reduzido de forma expressiva no Brasil. “É preciso criar alternativas de emprego e renda, com a floresta em pé”. Entre os instrumentos voltados para isso, nos diferentes biomas, estão concessões florestais e ajustes no Plano Safra para contemplar critérios de sustentabilidade.

A transição energética é a pauta mais tradicional da mudança do clima e, para o Brasil – destacou o secretário –,  existem oportunidades com biocombustíveis e etanol e com novos mercados que se abrem.

Já o eixo da economia circular trata da saída do modelo linear, com muita extração de recursos naturais, manufatura, uso e descarte que geram demanda por novos recursos naturais e produção de resíduos em larga escala. “Em vez desse modelo linear vamos caminhar para um modelo circular, em que os produtos são reutilizados, remanufaturados e reciclados, de maneira que possamos mantê-los dentro da cadeia produtiva”.

O sexto eixo, relacionado à adaptação à mudança do clima, tem na mitigação uma tentativa de se evitar que ela seja catastrófica, uma vez que, em determinada medida, “já está contratada”, segundo pontuou Dubeux. “O que ocorreu no Rio Grande do Sul nos mostra a gravidade do problema. As secas pelas quais o Brasil vem passando, a maior seca da História, mostra a dimensão do desafio que está pela frente”.

Três Poderes

Em 22 de agosto foi lançado o Pacto pela Transformação Ecológica entre os Três Poderes do estado Brasileiro, elevando o compromisso da Transformação Ecológica a um novo patamar histórico. A iniciativa representa o compromisso entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de atuar, de maneira harmoniosa e integrada, pela promoção da transformação ecológica, a partir de medidas legislativas, administrativas e judiciais.

“O pacto que estamos firmando hoje simboliza a determinação de cada um de nós no enfrentamento dos maiores desafios do nosso tempo, com a profundidade e a urgência que a crise climática exige”, afirmou o presidente Lula no lançamento do pacto.

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Evento da FIESC no Chile vai aproximar indústrias de SC e chilenas

SC Day vai destacar diferenciais do estado e promover a indústria de Santa Catarina; empresas catarinenses de setores como alimentos e bebidas, madeira e móveis, peças automotivas, máquinas e equipamentos elétricos e têxtil reúnem-se em Santiago com empresários chilenos

Em uma iniciativa inédita, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) organiza em Santiago, no Chile, um evento para promover a indústria catarinense e os diferenciais do estado para empresários chilenos. Programado para 18 a 20 de novembro, SC Day vai reunir entidades, empresas e órgãos governamentais para conhecer os motivos pelos quais Santa Catarina é o segundo estado mais competitivo do Brasil.

O SC Day é o primeiro evento neste formato organizado pela FIESC, e nesta edição está focado em indústrias dos setores de alimentos e bebidas, madeira e móveis, máquinas e equipamentos, partes e peças de automóveis, têxtil, plástico e tubos de aço, entre outros. Representantes de indústrias catarinenses nestes segmentos participam de rodadas de negócios com empresas chilenas para estreitar relações e fomentar novos negócios.

O presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, explica que fomentar a internacionalização das indústrias catarinenses é uma diretriz estratégica da FIESC e eventos como o SC contribuem para disseminar a cultura exportadora do estado. “Somos o estado com maior participação de bens de alto valor agregado na pauta exportadora. O que demonstra que a nossa indústria é diversificada, competitiva e capaz de competir internacionalmente em alto nível”, explica.

Relações comerciais
No primeiro semestre de 2024, a corrente de comércio entre Brasil e Chile (ou seja, o valor das importações e exportações somados), foi de US$ 1,28 bilhão. As exportações catarinenses (US$ 218,34 milhões) são lideradas pelo segmento de alimentos e bebidas, com carnes de suínos e de aves liderando a pauta exportadora, junto com motores elétricos e papel Kraft.

Do lado das importações (US$ 1,06 bilhão), insumos como o cobre – utilizado na fabricação de motores elétricos e compressores – e o minério de molibdênio – usado em produtos de siderurgia – lideram o ranking. Na lista dos principais produtos comprados por SC também estão peixes frescos, minerais como flúor, cloro e bromo, além de vinhos e azeites. Em 2023, as exportações somaram US$ 582,46 milhões e as importações alcançaram US$ 1,8 bilhão.

Programação
Além de apresentações de entidades empresariais e governamentais sobre o potencial do estado, o SC Day traz ainda uma palestra do economista Marcos Troyjo, que fala sobre geopolítica atual e a reordenação das cadeias globais de suprimentos. O encontro terá ainda a participação do Conselho Empresarial Brasil-Chile e da representação chilena no Conselho Brasil-Chile e da SOFOFA, a Federação industrial do país latino. Confira mais detalhes.

– 18/11
Encontro com o embaixador brasileiro no Chile

– 19/11
8h30 – SC Day com apresentações de:
Presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar
Embaixador do Brasil no Chile, Paulo Roberto Soares Pacheco
Presidente SOFOFA, Rosario Navarro
Executivo do Conselho Empresarial Brasil-Chile
Executivo da Duas Rodas
Executivo da WEG
12h30 – Palestra/almoço com o diplomata Marcos Troyjo
14h30 – Rodadas de negócios e visitas a empresas

– 20/11
9h às12h e 14h às 18h – Rodadas de negócios e visitas a empresas

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

Evento da FIESC no Chile vai aproximar indústrias de SC e chilenas | FIESC

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TAP lança uma campanha de passagens aéreas com tarifas promocionais para as classes econômica e executiva

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Brasil registra aumento de 19,5% nas importações por contêineres em 2024

Dados recém-divulgados pela equipe de Business Intelligence da Datamar sobre a movimentação brasileira de contêineres apontam que o volume das importações no período de janeiro a julho de 2024 foi 19,5% superior ao de igual período do ano passado. Foram 1.821.816 TEUs recebidos nos sete primeiros meses do ano, contra 1.524.670 em iguais meses de 2023. Considerando apenas o mês de julho, houve um aumento de 22,8% nos volumes recebidos.

A China continua como a principal origem das importações brasileiras nos sete primeiros meses do ano, com um volume 34,7% superior ao de janeiro a julho de 2023, seguido por Estados Unidos, que enviou ao Brasil um volume 20,6% maior.

O produto mais importado via contêineres pelo Brasil nos sete primeiros meses do ano foi o plástico, cujos volumes foram 28,8% superiores ao de igual período de 2023, seguido por reatores e caldeiras, com um volume 10,2% superior.

Abaixo, um comparativo das importações brasileiras via contêineres para o primeiro semestre do ano nos últimos quatro anos. Os dados são da DataLiner:

Já as exportações brasileiras via contêineres cresceram em um ritmo um pouco menor: 16,5% no comparativo entre janeiro a julho de 2024 e 2023. Considerando apenas o mês de julho, o crescimento foi de 3%.

Assim como nas importações, a China também é o principal parceiro do Brasil nas exportações via contêineres, com um volume recebido nos primeiros sete meses do ano 21,8% superior ao de igual período do ano passado, seguido por Estados Unidos, cujos embarques cresceram 7,7% no mesmo comparativo.

As carnes continuam sendo a mercadoria mais exportada pelo Brasil via contêineres nos primeiros sete meses de 2024, com volumes 8,1% superiores ao de igual período de 2023, seguido por madeira, cujos embarques cresceram 16,8%. Um destaque é o aumento nos embarques de açúcar, que foram 42,6% superiores aos de 2023.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de contêineres nos sete primeiros meses de 2024 e seu comparativo com iguais meses dos três anos anteriores. Os dados são do  DataLiner, plataforma inteligência de mercado da Datamar:


Plate

As exportações argentinas via contêineres, por sua vez, cresceram 6,3% nos primeiros sete meses do ano na comparação anual, enquanto que as importações tiveram um desempenho 24,7% inferior no mesmo comparativo.

As exportações uruguaias tiveram um desempenho positivo de 13,5% nos sete primeiros meses do ano, em relação ao período de janeiro a julho de 2023. Nas importações via contêineres do vizinho sul-americano os volumes recebidos aumentou 2,3% na comparação janeiro a julho de 2024 e 2023.

Fretes

O valor dos fretes serve como um importante termômetro para prever as tendências do mercado. Segundo o mais recente boletim Platts Global Container Freight Weekly Commentary, divulgado na última semana pela S&P Global, o mercado de contêineres na América do Sul apresentou movimentos variados na última semana, impactado por mudanças nas linhas de serviço e pela demanda flutuante.

No segmento de importações para a Costa Leste da América do Sul, a adição de novas linhas de serviço e a redução reativa da demanda estão projetando uma queda nas tarifas à medida que setembro se aproxima. A expectativa é de que as tarifas diminuam conforme o mercado se ajusta às novas condições.

Ainda de acordo com o documento, um despachante revelou que a principal razão para a recente queda nas tarifas é a abundância de espaço disponível, impulsionada pela incorporação de três novos serviços de transporte.

Além disso, os desafios relacionados aos picos de preços estão tornando a importação mais difícil para muitos. “Os importadores enfrentam dificuldades devido ao alto valor das tarifas,” destacou um especialista do setor.

De acordo com outro operador logístico brasileiro ouvido pela S&P, “nenhum comprador consegue sustentar tarifas elevadas continuamente,” observando que a redução das tarifas está mais ligada à “diminuição da demanda por parte dos importadores.”

As tarifas para a rota da Ásia do Norte para a Costa Leste da América do Sul foram avaliadas em $6.700/FEU, representando uma redução de $100/FEU em relação à semana anterior.

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Brasil registra aumento de 19,5% nas importações por contêineres em 2024 – DatamarNews

 

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MDIC consolida normas de exportação em portaria única

Normativo da Secex unifica 30 atos; medida facilita operações e aumenta a competitividade das empresas

 

Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira (29/8) portaria da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex-MDIC) que consolida e aprimora, em apenas um normativo, os 30 atos que regulavam os processos administrativos de exportação no Brasil.

No ano passado, portaria similar já havia feito o mesmo para as importações, e o próximo passo, segundo Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC, é a consolidação de um instrumento único para os dois tipos de operação, simplificando e organizando o corpo de normas da Secex.

“Medidas como essa reforçam o compromisso do governo com a gestão eficiente do estoque regulatório, visando sempre a facilitar as operações e a aumentar a competitividade das empresas brasileiras”, destaca Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC.

Com a publicação de hoje, ficam revogados todos os demais atos sobre o tema, inclusive a Portaria 23/2011, que por mais de 10 anos foi a principal referência normativa sobre as operações de comércio exterior.

A medida segue orientações de boas práticas regulatórias e representa uma nova fase no processo de consolidação das normas sobre operações de comércio exterior, particularmente aquelas sobre licenciamentos e regras de origem. “A consolidação busca oferecer um acesso simplificado aos operadores, promovendo regulamentação mais eficiente, transparente e segura”, diz Tatiana.

Atualização

A normativa publicada hoje atualiza a Portaria Secex 19/2019, que estabeleceu a obrigatoriedade de emissão de licenças e autorizações para exportação pelos órgãos intervenientes por meio do Portal Único de Comércio Exterior. A atualização aperfeiçoa as regras e melhorar a eficiência administrativa.

Já a portaria 249/2023, relativa a importações, regulamentou a Licença Flex, reforçou o combate a fraudes, ao autorizar investigações sobre irregularidades, e implementou o uso obrigatório do Certificado de Origem Digital nas exportações para a Colômbia, substituindo o certificado em papel.

“Essas duas portarias constituem pilares normativos de um marco regulatório que busca atender o duplo objetivo de simplificar e ao mesmo tempo garantir a integridade do comércio exterior brasileiro”, finaliza a secretária.

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Economia argentina reflete em mercado automotor brasileiro

No início da administração do novo governo argentino, em dezembro do ano passado, “No hay plata” (não há dinheiro) era um slogan que sintetizava a obsessão do presidente Javier Milei de eliminar subsídios governamentais e acabar com os ministérios considerados irrelevantes.

Mas com o passar dos meses, a projeção recessiva tornou-se mais forte e a frase passou a expressar cada vez mais a realidade da Argentina.

Baixas nas vendas
Na combalida economia local, o “não há dinheiro” se reflete também na queda nos registros de motocicletas. De janeiro a julho deste ano, foram emplacadas 246.488 motocicletas, o que se traduz em um decréscimo de 12,64% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Reflexo no Brasil
E a crise do mercado vizinho se reflete diretamente no Brasil, que sempre teve na Argentina o principal mercado de exportação de suas motocicletas.

Os embarques dos integrantes da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) somaram 19.024 unidades de janeiro a julho, uma queda de 19,8% em relação ao mesmo intervalo de 2023.

Fonte:  Gazeta de São Paulo
Economia argentina reflete em mercado automotor brasileiro – Gazeta de São Paulo (gazetasp.com.br)

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Portos ao redor do mundo começam a fazer triagem de tripulantes para o mpox

Nos portos ao redor do mundo, os marinheiros estão sendo triados para mpox após a detecção de uma nova cepa mais transmissível do vírus na África.

Portos em Singapura, Índia, Bangladesh, China e Uruguai estão entre os que implementaram verificações de saúde para qualquer navio que tenha viajado recentemente da África.

Toda a tripulação de um navio foi colocada em quarentena na semana passada na Argentina devido ao temor de que lesões cutâneas encontradas em um marinheiro fossem uma cepa de mpox, algo que, após os exames de saúde, foi posteriormente identificado como catapora.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o mpox como uma emergência de saúde pública global pela segunda vez em dois anos, à medida que uma nova variante do vírus se espalhou rapidamente na África.

O mpox, uma infecção viral que causa lesões com pus e sintomas semelhantes aos da gripe, geralmente é leve, mas pode ser fatal. A variedade clade 1b do mpox gerou preocupação global porque parece se espalhar mais facilmente por meio de contato por proximidade.

Fonte: Splash247
Ports around the world start screening crews for mpox – Splash247

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Santa Catarina Day

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, participou nesta terça-feira, dia 27, em Brasília (DF), do “Santa Catarina Day”. O evento, promovido pela Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos (FPPA) e o IBI (Instituto Brasileiro de Infraestrutura), reuniu especialistas e autoridades para discutir os desafios e avanços na infraestrutura de transportes.

Jorginho Mello enfatizou a importância estratégica da logística para o desenvolvimento econômico do estado e do país. “Seja na produção de aves, suínos, motores elétricos, madeira, entre outros itens na pauta de exportação, a organização logística é fundamental para alavancar a produção, gerar emprego e renda. Só em 2023, Santa Catarina registrou exportações que somaram 11,6 bilhões de dólares”, disse ele.

O governador ressaltou ainda a relevância da Infraestrutura de transportes para impulsionar a competitividade catarinense e lembrou que Santa Catarina é o único estado do país a ter uma Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), o que demonstra o compromisso da gestão estadual com a eficiência e a excelência no setor. “É improvável ter um desenvolvimento econômico se o Estado não oferecer ferramentas de eficiência logística, ela é determinante para todas as atividades econômicas”, acrescentou.

Na ocasião, o governador assinou a autorização para a abertura de licitação de projeto para a reestruturação do canal de acesso ao Porto de Laguna; assinou ainda um PELT (Plano Estadual de Logística e Transporte) com a União; e homologação de licitação da atualização do projeto de dragagem a montante de Itajaí.

Já o senador Beto Martins (PL) destacou em seu pronunciamento, a importância de discutir sobre desafios e avanços na infraestrutura de transporte no estado. O parlamentar ressaltou que Santa Catarina é o segundo estado brasileiro em movimentação de containers e movimentou mais de 61 milhões de toneladas de cargas por ano. Sendo que 55% dessas mercadoria não tem Santa Catarina como origem e/ou destino.

Durante o evento, foi aberto um espaço de diálogo e troca de experiências entre os participantes, que debateram temas do setor, além de fortalecer parcerias e colaborações em prol do contínuo aprimoramento das políticas de transporte e logística no Brasil.

Assinatura do PELT

O contrato do Plano Estadual de Logística e Transporte de Santa Catarina, PELT/SC, entre a SC Participações e Parcerias S.A. (SCPar) e a INFRA S.A. (vinculada ao Ministério dos Transportes), que prestará consultoria técnica para elaboração do plano, foi formalizado pelo governador Jorginho Mello durante a realização do Santa Catarina Day.

A INFRA S.A. terá 18 meses para preparar e concluir o trabalho. Os estudos envolverão processos de análise criteriosa, diagnóstico preciso e planejamento estratégico, com foco na logística empresarial, em infraestrutura e facilitação do comércio. Esta análise da situação atual permitirá ao estado o planejamento futuro de investimentos em todos os modais de transporte com ênfase para cargas destinadas e provenientes do comércio exterior.

O contrato tem o valor de R$ 4.257.295,04 e os recursos serão repassados pela SC Participações e Parcerias S.A. provenientes de dividendos recebidos do Porto de Imbituba.

“Ter um PELT atualizado é fundamental para o planejamento das ações do governo e temos buscado agir dessa forma, pensando nos próximos anos. Esta demanda, inclusive, foi sugerida dentro do Grupo de Trabalho (GT) das Ferrovias, que foi instituído pela SPAF para planejar e discutir este modal e como o PELT envolve todos os modais, levamos esta proposta adiante”, completa o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral.

“É crucial para o planejamento de melhorias na infraestrutura de transporte, permitindo identificar gargalos, otimizar rotas e aumentar a eficiência logística, o que fortalece a competitividade e atrai investimentos para o estado”, disse o governador.

Saiba mais nas mídias abaixo:

“Santa Catarina Day”: evento em Brasília foca em melhorias na infraestrutura do estado (ndmais.com.br)
No Santa Catarina Day, em Brasília, governador destaca importância da logística na economia (engeplus.com.br)
Beto Martins enaltece o evento Santa Catarina Day e a logística no estado (tribunadosertao.com.br)
Jorginho Mello está em Brasília para o Santa Catarina Day – Blog Maga Stopassoli – 4oito

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Cresce interesse estrangeiro e setor portuário prepara nova fase de fusões e aquisições

Bastante aquecido, o setor portuário brasileiro caminha para nova onda de fusões e aquisições (M&A, na sigla e inglês), à medida que cresce o interesse de investidores estrangeiros pelos ativos. As operações na mesa de negociação somam ao menos R$ 7 bilhões, considerando apenas a participação dos controladores nas empresas de capital aberto à venda. O interesse, segundo fontes envolvidas nessas transações, tem sido pela correlação dos portos com o agronegócio e com o setor de óleo e gás, além de grandes operadores globais em busca de consolidação.

No momento, ao menos quatro ativos estão à venda, segundo fontes: Wilson Sons, CLI (Corredor Logística e Infraestrutura), Porto Sudeste e Santos Brasil. “Estamos observando movimentação das operadoras globais”, disse uma fonte, que pediu anonimato. Segundo ela, os armadores estão se posicionando em busca de consolidação e no Brasil o olhar tem sido pela região Sudeste. O jogo, segundo a fonte, está nas mãos desses grandes operadores, que direcionam os fluxos globais de produtos.

O primeiro negócio que deve sair, segundo interlocutores, deverá ser a venda do controle do Wilson Sons ao fundo de infraestrutura americano I Squared, segundo fontes. A venda da fatia da Ocean Wilsons na Wilson Sons é um processo antigo no mercado, mas aqueceu apenas recentemente. A companhia vale R$ 7,3 bilhões na bolsa, segundo dados do Valor Data, com base no fechamento de 22 de agosto. A controladora detém fatia de 56,5%.

Em 2011 o ativo chegou a ser oferecido, mas a operação não deslanchou. Na época, o principal desafio foi a precificação, além da dificuldade de achar um grupo interessado em todos os ativos da companhia, que opera terminais de contêineres bem-sucedidos, mas relativamente pequenos, além de serviços de rebocadores, ativos offshore e centros logístico. No processo, o BTG Pactual trabalha para os vendedores. O Bank of America e Santander atuam para a I Squared, de acordo com fontes.

A gestora, que tem cerca de US$ 40 bilhões de ativos de infraestrutura sob sua gestão em todo o mundo, abriu escritório no Brasil em meados de 2023 e desde então já anunciou a compra de 49% da empresa de geração distribuída Órigo Energia.

Outro processo que está na rua, apurou o Valor, é o da CLI. Os atuais controladores, a australiana Macquarie Asset Management e a gestora IG4 Capital, engajaram o Citi no processo de venda, disseram fontes na condição de anonimato.

Uma pessoa a par do tema afirma que o processo está em fase de estudo preliminar e que não há conversas com potenciais interessados, que ainda não foram identificados. A saída da IG4 é apontada como natural, dado que a gestora de private equity (que compra participação em empresas) entrou no ativo no fim de 2020. Já o Macquarie, que comprou uma fatia da empresa em 2022 e tem uma visão de mais longo prazo, não necessariamente sairia do negócio, dizem fontes. A CLI opera terminais de grãos no Porto de Itaqui (MA) e em Santos (SP) – estes últimos, em sociedade com a Rumo, que tem 20%.

O Mubadala também busca um comprador para o Porto Sudeste, conforme fontes. O UBS BB e Goldman Sachs foram mandatados para assessorar a transação, disseram interlocutores.

“Esse tipo de atividade no Brasil vai continuar ativo e a maioria dos portos tem exposição a commodities, seja grão, seja líquidos (petróleo), que segue aquecido”, disse uma das fontes consultadas pelo Valor. Segundo essa fonte, o setor vai demandar muito investimento, levando a mais crescimento, algo que tem atraído o interesse global. Além dos grandes fundos de infraestrutura, o setor também tem sido olhado de perto por tradings. O fato das receitas dos portos estarem, mesmo que indiretamente, ligadas ao dólar, também tem ajudado a ampliar o interesse pelos ativos aos olhos dos estrangeiros.

Segundo uma fonte, o interesse chinês tem chamado a atenção, incluindo a da gigante China Merchants Port.

Outro ativo portuário que pode ser alvo de aquisição é a Santos Brasil, que opera terminais de contêineres e, mais recentemente, granéis líquidos. Trata-se de um investimento já bastante maduro do Opportunity, principal controlador da empresa. Nos últimos anos, têm sido apontados como principais interessados a Maersk e a MSC, grupos de navegação que já operam terminais de contêineres em Santos e querem expandir sua atuação no porto, mas fontes dizem que neste momento não há nada em curso.

A percepção é que nos últimos meses o preço da empresa vinha alto demais para a negociação, em meio à movimentação aquecida e às filas em Santos. Porém, o cenário pode mudar caso avance o projeto de um novo terminal de contêineres em Santos, o chamado STS10. Após declaração do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, de que a licitação poderá ser feita em 2025, as ações da Santos Brasil despencaram 8,9% na quinta-feira (22), e encerraram o pregão a R$ 12,62.

De todo modo, no momento o processo está morno, segundo fontes. Além disso, a discussão sobre o STS10 ainda depende de uma série de decisões, e pode haver fatores positivos para a empresa, como a possível ampliação do terminal, que também está na agenda do governo.

O porto de Itapoá é outro ativo sobre o qual, segundo fontes, existe expectativa para uma operação futura de M&A. O porto tem como controlador a Portinvest, veículo formado pelo grupo Battistella e pela gestora BRZ. A Maersk é sócia minoritária com 30% da companhia. Pessoas próximas ao grupo, porém, negam o interesse em vender o ativo. Uma delas afirma que hoje a empresa está em fase de expansão e não seria o momento de saída para os atuais sócios.

Rafael Schwind, do escritório Justen Pereira, lembra que não é novidade o interesse de estrangeiros no setor portuário no Brasil, algo que já vem sendo notado na última década. “E hoje estamos vendo mais uma vez esse interesse, seja em leilões, seja na aquisição de controle”, afirma. Schwind frisa também que investidores estrangeiros ainda são pouco presentes nesse setor e que, com isso, há espaço para uma participação maior.

Especialista do setor portuário, Casemiro Tercio, da 4 Infra, aponta que o interesse do estrangeiro também ocorre por grupos, do agro por exemplo, que buscam a verticalização. “A verticalização do agro elimina custos de transação”, lembra. Do lado de investidores financeiros, como fundos, o olhar se volta, segundo ele, para ativos maduros. Já no segmento de contêineres, explica, o interesse se trata de um movimento de defesa. “Essas empresas olham os ativos para proteger seus negócios, que é a navegação”, diz.

Marcos Pinto, sócio-diretor da A&M Infra, também afirma que grupos de navegação devem buscar cada vez mais investimento em terminais, principalmente com a vinda de navios de grande porte ao país.

Procurados, Wilson Sons, I Squared, IG4, Macquarie, Mubadala, Opportunity, BRZ e China Merchants não comentaram.

Fonte: Valor Econômico
Cresce interesse estrangeiro e setor portuário prepara nova fase de fusões e aquisições | Empresas | Valor Econômico (globo.com) 

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Aumento da importação de aço no Brasil gera preocupação sobre eficácia das cotas tarifárias

Apesar das medidas impostas para conter a entrada de aço chinês, o país registrou um aumento significativo nas importações nos primeiros sete meses de 2024

Mesmo com a introdução de cotas tarifárias para proteger a indústria siderúrgica nacional, o Brasil registrou um aumento significativo nas importações de aço em 2024.Segundo dados da associação Aço Brasil, o país importou 3,3 milhões de toneladas de aço nos primeiros sete meses do ano, representando um crescimento de 23,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento ocorre em um contexto de proteção tarifária introduzida em junho, destinada a conter a entrada de aço chinês a preços predatórios. 

China, maior fornecedora de aço para o Brasil, continua a desempenhar um papel central nesse aumento das importações. Em 2023, o Brasil já havia importado 5 milhões de toneladas de aço, sendo mais da metade desse volume proveniente da China.O influxo de aço barato para a América Latina, impulsionado por tarifas proibitivas em outras regiões, tem pressionado ainda mais o mercado siderúrgico brasileiro, que luta para manter sua competitividade.

Reportagem completa em Revista Exame:
Aumento da importação de aço no Brasil gera preocupação sobre eficácia das cotas tarifárias | Exame

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