Comércio Exterior, Economia, Informação, Investimento, Mercado Internacional, Notícias

Qual é o valor monetário da frota mercante mundial?

Uma avaliação significativa das atividades de transporte na década de 2020 é que o valor da frota global, incluindo embarcações feitas sob encomenda, ultrapassasse US$ 2 trilhões pela primeira vez, de acordo com a Clarksons Research.

Conforme relatado por Splash, em comparação, um Um navio mercante global, incluindo uma carteira de ordenes, valia US$ 1,2 trilhão em 2020 . Os preços das novas construções foram carregados no ano passado para nivelar quase recordes, enquanto Os preços de venda e compra aumentaram durante a maior parte do ano , exceto no quarto trimestre. Demolição níveis permanecerão baixos, 20% abaixo dos níveis máximos de 2023.

Steve Gordon , chef global da Clarksons Research, comentou: “Um forte ambiente de compras persistirá até 2024, na medida em que o Gerente de Transportes interrupções e complexidades nas cadeias de preços globais . E, apesar da flexibilização de taxas e preços do S&P em alguns mercados no quarto trimestre (S&P prices) A renovação da frota subjacente tem ajudado a impulsionar o mercado de novas construções mais ativas desde 2007. “

Quem lidera o mundo na construção de navios mercantes?

Na última década, A China gradualmente conquistou um papel vital na construção global de navios mercantes , A ponto de assumir o primeiro lugar com uma posição dominante em uma indústria-chave para o Comércio internacional , deslocando os participantes tradicionais do conjunto.

Especificamente, de acordo com dados da Intermodal e da Clarksons, As fábricas chinesas respondem por 65% do total de pedidos de navios mercantes atualmente em desenvolvimento , em comparação com 10% em 2000. Em particular, as plantas chinesas estão sendo produzidas, em novembro passado, Um total de 3.256 navios com uma tonelagem bruta de 224.000 toneladas , um volume que, para seu próprio tempo, implica um Aumento de 37% em relação a 2023 , no seu conjunto, o número de encomendas de navios mercantes aumentou 21 % durante o mesmo período.

Ao mesmo tempo, a A participação de investidores japoneses e sul-coreanos caiu drasticamente para 73% no início do século XXI para 31% hoje. Esse fator consolida o papel preponderante que a China conquistou nas cadeias de repressão em todo o mundo Não se limita a se tornar uma fábrica do planeta, mas também coloca o país asiático como um dos principais players do tráfego marítimo internacional.

FONTE: Mas Container Logística & trade News
Qual é o valor atual do imposto global sobre frotas mercantes?

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Investimento, Negócios, Portos

Gigante chinesa negocia aquisição da Vast com a Prumo Logística

A Prumo Logística está avançando nas negociações com a China Merchants para vender a Vast Infraestrutura, apurou o Pipeline. A companhia vem conversando com potenciais interessados desde o ano passado, quando mandatou o Goldman Sachs para uma venda total ou parcial do terminal de óleo e gás.

A China Merchants já é dona do TCP, o terminal de contêineres em Paranaguá comprado em 2017 por R$ 2,9 bilhões. Agora, os chineses despontaram como o principal interessado na operação da antiga Açu Petróleo, que opera infraestrutura e serviços de transbordo de líquidos, principalmente de petróleo – é o único terminal privado com capacidade para receber navios gigantes de óleo do tipo VLCC.

O negócio é estimado no mercado na casa US$ 1,7 bilhão. A Prumo tem o Mubadala e a EIG Partners como acionistas. Procurada pelo Pipeline, a Prumo não comentou e a China Merchants não deu retorno até a publicação desta nota.

Fonte: Pipeline 
Gigante chinesa negocia aquisição da Vast com a Prumo Logística – DatamarNews

Ler Mais
Economia, Evento, Investimento, Social

ESG traz oportunidades e desafios, avalia especialista em investimentos sociais

A importância crescente dos critérios de ESG (Environmental, Social, and Governance) para as empresas que buscam posicionamento no mercado global, ou mesmo para sustentarem seus negócios no ambiente regional, impõe desafios para que se mantenham competitivas.

O especialista em investimentos sociais Kurt Morriesen, que há mais de 25 anos atua junto a organismos internacionais que estudam o avanço das práticas ESG, em bancos de desenvolvimento como o BID e Banco Mundial, além de conselheiro consultivo no Fórum Econômico Mundial e o G20, falou sobre o assunto no Encontro Empresarial da Acijs, em Jaraguá do Sul, na segunda-feira, dia 10.

Ele explicou que ESG não é mais uma tendência passageira, mas um fator de competitividade essencial para empresas, com demandas regulatórias crescentes que a partir de 2026 devem começar a impactar seriamente a economia mundial. Ministro da Economia de Portugal participa de encontro na FIESC.

Morriesen destacou a importância crescente dos critérios ESG para empresas e investidores, mencionando investimentos em práticas sustentáveis que ultrapassaram US$ 30 trilhões em 2022, com uma projeção de US$ 40 trilhões até 2030.

“Isto significa que quase um terço dos ativos globais estarão alinhados a práticas e certificações de ESG. Há vários elementos que contribuem para o aumento do mercado de ESG, desde os benefícios econômicos e financeiros para as empresas, o aumento de competitividade e nos indicadores de produtividade. Empresas alinhadas a boas práticas de ESG têm maior facilidade em captação de investimentos de longo prazo e novas relações comerciais com clientes estrangeiros”, disse.

Na opinião de Morriesen, Santa Catarina pode ser favorecida neste ambiente de disputa por mercados exigentes quanto às práticas de ESG, mas salienta que é preciso que as organizações estejam atentas. Conforme ele, hoje existem mais de 2,400 regulações de ESG e mais de 250 certificações sobre o assunto ao redor do mundo. Algumas delas com efeito direto sobre economias e investimentos que envolvem negócios de empresas catarinenses, como regulações da Comunidade Econômica Europeia. Segundo a Fiesc, somente em relação ao mercado europeu, mais de 700 empresas do estado devem ser impactadas já a partir do próximo ano.

“Santa Catarina é referência em ESG, mas precisa evidenciar este potencial. É o único estado que consegue competir mano a mano com São Paulo quando se pensa em três elementos cruciais em ESG: os Indicadores de Desenvolvimento Humano, competitividade industrial privada e o cuidado com o meio ambiente”, afirma.

Mas ele diz que o setor empresarial precisa potencializar esses ativos, que passam por questões como a sustentabilidade ambiental ou ações sociais pontuais como o voluntariado. “ESG trata de gestão de riscos e aumento da competitividade. É um mercado meritocrático e em evolução, que privilegia a sustentabilidade do negócio, em que as práticas antigas não funcionam mais para o conceito de ESG atualmente”.

Ler Mais
Informação, Inovação, Investimento, Tecnologia

Boeing registra melhor nível de entregas desde o final de 2023

A fabricante americana Boeing entregou 45 aeronaves comerciais em janeiro, seu maior nível mensal desde o incidente de janeiro de 2024 que mergulhou a empresa em uma profunda crise sobre a qualidade de sua produção. 

Segundo informações publicadas em seu site nesta terça-feira (11), o grupo entregou 40 aviões do modelo 737 MAX, o mais vendido da fabricante. Sete foram para a United Airlines, cinco para a Southwest e três para as companhias de aluguel Air Lease e Jackson Square Aviation. Empresas chinesas receberam outros sete

A Boeing também entregou quatro 787 Dreamliners, um para a United e um para a Korean Air, além de um cargueiro 767 para a Ethiopian Airlines. A Boeing não atingia esse nível de entregas mensais desde dezembro de 2023, quando entregou 67. Em janeiro de 2024, entregou 27.

No início daquele mês, um 737 MAX, operado pela Alaska Airlines, fez um pouso de emergência após perder um painel da fuselagem durante o voo.  Após o incidente, a Boeing ficou sob intensa fiscalização dos reguladores de aviação dos Estados Unidos e desacelerou sua produção.

A fabricante também enfrentou uma greve de trabalhadores no ano passado que durou mais de sete semanas e paralisou duas grandes fábricas de montagem na região de Seattle.

FONTE:  Noticias Uol
Boeing registra melhor nível de entregas desde o final de 2023

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Gestão, Importação, Informação, Inovação, Investimento, Logística, Portos, Sustentabilidade

Brasil e França assinam acordo de cooperação nas áreas portuária e aeroportuária em reunião no MPor

Encontro tratou sobre sustentabilidade ambiental e gestão portuária

O Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, se reuniu com representantes do governo francês e assinou acordo de cooperação entre os países. Na ocasião, também foram abordados assuntos relacionados à sustentabilidade e às boas práticas em gestão portuária.

Brasil e França mantêm uma relação de cooperação estratégica na área portuária, baseada no intercâmbio de conhecimento, investimentos e parcerias institucionais.

Para o ministro Silvio Costa Filho, o número de franceses querendo vir para o Brasil está aumentando. “Temos interesse em ampliar a agenda portuária Brasil/França. Hoje, grandes investidores franceses estão vindo investir no setor portuário do Brasil, a exemplo da CMA-CGM, que fez uma grande operação agora em São Paulo, com investimentos na ordem de € 2,5 bilhões de euros”, pontuou.

O ministro aproveitou para mencionar o processo para a primeira concessão hidroviária do país, referente à Hidrovia do Rio Paraguai. Com a iniciativa, a previsão é de um aumento expressivo na movimentação de cargas, podendo atingir entre 25 e 30 milhões de toneladas anuais até 2030.

O encontro também tratou do fortalecimento da cooperação bilateral de experiências em gestão, inovação e sustentabilidade. O Porto do Havre é referência em eficiência logística e práticas ambientais avançadas, sendo um modelo para iniciativas que buscam aprimorar a competitividade e a modernização dos portos brasileiros.

Na ocasião, o prefeito da cidade do Havre, Edouard Philppe, ressaltou que a França tem grande interesse no Brasil. “Estou aqui para compreender melhor quais são os projetos políticos do Brasil, para que possamos ser maiores parceiros e entender como podemos ter relações bilaterais mais próximas”, disse o prefeito da França, que também é presidente da AIVP, Associação Internacional de Cidades e Portos.

O prefeito ressaltou, ainda, a importância de considerar a questão da sustentabilidade nos portos e reiterou a necessária harmonia entre os centros urbanos e os ancoradouros. Sobre a temática, o ministro destacou importantes projetos em andamento no Ministério de Portos e Aeroportos, como a política de descarbonização no setor de transportes.

De acordo com Costa Filho, a parceria com a França pode contribuir para a melhoria da infraestrutura portuária no Brasil. “Estamos buscando novas soluções para tornar nossos portos mais eficientes e sustentáveis. E a troca de conhecimento com países que são referência no setor é fundamental para esse avanço”, destacou.

Assessoria Especial de Comunicação Social
FONTE: MPor
Brasil e França assinam acordo de cooperação nas áreas portuária e aeroportuária em reunião no MPor — Portos e Aeroportos

Ler Mais
Evento, Inovação, Investimento, Negócios, Tecnologia

Okean Yachts estreia iate de luxo com piscina no Miami Boat Show

O iate Okean 57, fabricado em Itajaí, leva inovação para o maior evento náutico do mundo

A Okean Yachts, fabricante brasileira de iates de luxo com sede em Itajaí, fará a estreia internacional no Miami International Boat Show, que começa nesta quarta-feira e segue até 16 de fevereiro, com o lançamento do Okean 57.

A grande novidade? Uma piscina na proa, com água do mar,  e que oferece espaço para até oito pessoas, elevando a experiência de navegação a outro nível. O modelo projetado pelo arquiteto italiano Paolo Ferragni, combina design inovador e funcionalidade, com amplos espaços e tecnologia de ponta. A piscina com piso antiderrapante e apoio nas laterais é a estrela, e oferece conforto para passeios curtos ou longas travessias.

O Okean 52 também estará exposto, com seu design elegante e recursos como a plataforma submergível e deques laterais que ampliam o espaço social.

O Miami International Boat Show atraiu mais de 100 mil visitantes em 2024 e é uma das maiores feiras náuticas do mundo.

FONTE: Diarinho
Okean Yachts estreia iate de luxo com piscina no Miami Boat Show | DIARINHO

Ler Mais
Industria, Informação, Inovação, Investimento, Notícias, Tecnologia

Finep corta financiamentos para SC e revolta setor de tecnologia

Estado se organiza para pressionar em Brasília contra a decisão da financiadora

A Finep – Agência pública que financia a inovação, desde a pesquisa básica até a preparação do produto para o mercado – comunicou aos empresários catarinenses que o dinheiro previsto para Santa Catarina pela financiadora de projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia para o ano de 2005 já acabou em fevereiro.

A informação ganhou divulgação numa circular da Finep. No documento, ela comunica a suspensão de novos aportes, uma vez que o “limite de recursos que se estabeleceu para 2025 foi atingido em tempo recorde”. A notícia repercutiu na secretaria de Ciência e Tecnologia de Santa Catarina. A pasta divulgou uma nota para a imprensa com as medidas que está tomando contra a decisão da Finep.

Finep corta financiamentos para SC e revolta setor de tecnologia
Secretário Marcelo Fett demonstrou indignação com o governo Federal. foto: Roberto Zacarias / divulgação

“Principalmente a justificativa dada é absurda e parece questionar a inteligência do empresário catarinense! Como que o limite projetado para todo 2025 foi atingido em poucos dias do ano? Santa Catarina não vai aceitar isso”, afirmou o secretário de Ciência e Tecnologia, Marcelo Fett.

Bastidores

De acordo com Fett, a decisão da Finep afeta projetos “enquadrados e na fila para contratação”. Eles foram “desenquadrados”, prejudicando milhões de reais em investimentos nos setores de tecnologia, indústria e serviços de Santa Catarina.

Presidente do Finep, Celso Pansera virou alvo das críticas. Foto: divulgação

A nota da Secretaria de Ciência de Tecnologia menciona que nos “bastidores” há uma explicação para a medida. Seria o contingenciamento de recursos no Sul e no Sudeste, regiões líderes em desembolsos da Finep. Isso serviria para “distribuir posteriormente para projetos de outras regiões do país”.

Dessa forma, o governo federal estaria prejudicando Santa Catarina para ajudar “outros lugares”, como o Nordeste do País. Além da indignação, a nota afirma que Fett solicitou audiência com o presidente da Finep, Celso Pansera. Além disso, promete mobilizar a bancada catarinense em Brasília contra a medida.

O texto afirma que Pansera é natural do Oeste catarinense. No entanto, o presidente da Finep é filho de pequenos agricultores da pequena São Valentim, no norte do Rio Grande do Sul, não muito longe da fronteira com Santa Catarina. Pansera tem sua base política no Rio de Janeiro, onde se graduou em letras pela UFRGS, se envolveu na UNE no começo dos anos 90 e se elegeu deputado federal pelo PMDB em 2014.

Recursos reembolsáveis

No ano seguinte, Pansera foi nomeado ministro de Ciência e Tecnologia pela então presidente Dilma Rousseff. Ele seguiu no cargo mesmo depois do desembarque do PMDB do governo e só saiu para votar a favor de Rousseff no processo do impeachment em 2016. Nas eleições de 2018, foi candidato a deputado federal pelo PT, mas não conseguiu ser reeleito ao obter cerca de 15 mil votos.

A Finep concede recursos reembolsáveis e não-reembolsáveis a instituições de pesquisa e empresas brasileiras. O apoio da Finep abrange todas as etapas e dimensões do ciclo de desenvolvimento científico e tecnológico: pesquisa básica, pesquisa aplicada, inovações e desenvolvimento de produtos, serviços e processos.

ACATE

A Acate (Associação Catarinense de Tecnologia), entidade que reúne o setor de tecnologia catarinense, soltou uma nota cautelosa sobre a situação dos financiamentos da Finep. No texto, a entidade afirma que “acompanha as informações a respeito de possíveis mudanças” nos financiamentos da Finep para o estado, e está “monitorando demandas de suas associadas acerca do assunto, além de estudar os possíveis impactos nos programas”.

A entidade diz ainda que está buscando atualizações sobre o assunto com parceiros e representações institucionais junto ao governo federal, para avaliar o cenário e possíveis reflexos no ecossistema de inovação catarinense, que responde por 7,5% do PIB estadual.

FONTE: Guararema News
Finep corta financiamentos para SC e revolta setor de tecnologia – Guararema News

Ler Mais
Economia, Finanças, Informação, Investimento, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

Dólar cai e fecha a R$ 5,78, mesmo após nova ameaça tarifária de Trump; Ibovespa sobe

A moeda norte-americana recuou 0,13%, cotada a R$ 5,7854. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,76%, aos 125.572 pontos.

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (10), cotado a R$ 5,78. Esse movimento foi impulsionado pela valorização das commodities no mercado internacional, apesar da nova ameaça tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No último domingo (9), o republicano afirmou que anunciaria novas taxas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio no país. Atualmente, cerca de 25% do aço e 50% do alumínio usados nos EUA são importados. Entre os principais fornecedores está o Brasil.

Especialistas acreditam que essa tarifação pode impactar a economia de todos os principais exportadores, incluindo Brasil, Canadá, México, China, Rússia e União Europeia.

A medida também traz preocupações com a inflação nos EUA. Isso porque, se os produtos que chegam à maior economia do mundo ficam mais caros com as taxações, todo o custo de produção também aumenta, elevando os preços para os consumidores e impactando a inflação.

Preços mais altos podem pressionar o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a manter suas taxas de juros altas por mais tempo, ou até promover novos aumentos.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou o dia em alta. Dólar acumula alta de quase 28% em 2024.

Dólar

O dólar fechou em queda de 0,13%, cotado a R$ 5,7854. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,7632.
Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 0,13% na semana;
  • recuo de 0,89% no mês; e
  • perdas de 6,38% no ano.

Na última sexta-feira (7), a moeda americana teve alta de 0,51%, cotada a R$ 5,7930.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 0,76%, aos 125.572 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 0,76% na semana;
  • queda 0,45% no mês;
  • ganho de 4,40% no ano.

Na sexta, o índice teve baixa de 1,27%, aos 124.619 pontos.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

A alta nos preços do petróleo e do minério de ferro no mercado internacional amenizaram a força do dólar nesta segunda-feira (10), mesmo que ainda restem dúvidas sobre a nova ameaça tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump.

No domingo (9), em entrevista a jornalistas antes de assistir ao Super Bowl 2025, Trump afirmou que “qualquer aço que entrar nos EUA terá uma tarifa de 25%”. Segundo o presidente norte-americano, o anúncio oficial será realizado ainda nesta segunda-feira.

Trump também não deu mais detalhes sobre quais países sofreriam o aumento tarifário. Diante das incertezas, autoridades de vários países que exportam esses produtos para os EUA começaram a reagir.

Na Coreia do Sul, o Ministério da Indústria convocou siderúrgicas para discutir como minimizar os impactos das tarifas para as empresas. Já na Europa, a Comissão Europeia afirmou “não ver justificativa” para a tarifação e assegurou que vai reagir.

O ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, afirmou que a Europa “pode e deve reagir unida e decisivamente contra as restrições tarifárias unilaterais” e destacou que a região “está preparada para isso”.

No Brasil, a postura do governo foi mais cautelosa diante das ameaças do presidente dos EUA. Tanto o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestaram a necessidade de diálogo em relação às possíveis tarifas.

Segundo o blog da Ana Flor, o anúncio não pegou o governo de surpresa e, por enquanto, a orientação é não responder imediatamente com a regra da reciprocidade, mas primeiro analisar o impacto.

Além de afetar as empresas exportadoras de aço e alumínio, que podem ter uma queda nas vendas, há preocupação no mercado sobre a pressão inflacionária que a implementação dessas tarifas causaria na maior economia do mundo, o que pode atrasar a redução dos juros no país.

Dirigentes do Fed afirmaram que a instituição não tem pressa em reduzir os juros e que observará atentamente os desdobramentos do cenário político e econômico. Atualmente, os juros americanos estão entre 4,25% e 4,50% ao ano, com o objetivo de reduzir a inflação anual, que está em 2,9%, para a meta de 2%.

Juros elevados também aumentam o rendimento dos títulos públicos dos EUA, considerados os mais seguros do mundo, o que tende a provocar uma migração de capital estrangeiro para o país e pode fortalecer o dólar em relação a outras moedas.

Agenda de indicadores

Na agenda de indicadores, o Departamento do Comércio dos EUA deve divulgar os novos dados de inflação referentes a janeiro na próxima quarta-feira (12). Ao longo da semana, o presidente do Fed, Jerome Powell, deve discursar e fornecer novas pistas sobre a condução dos juros no país.

No cenário doméstico, o destaque da semana também será a inflação oficial, que será divulgada na terça-feira (11).

Nesta segunda-feira, o Banco Central do Brasil (BC) divulgou mais uma edição do boletim Focus, relatório que reúne as projeções de economistas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos do país.

As projeções para a inflação brasileira subiram pela 17ª consecutiva. Agora, os economistas preveem que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano a 5,58% em 2025, bastante acima da meta.

A meta de inflação é de 3% e será considerada formalmente cumprida se ficar em um intervalo entre 1,50% e 4,50%.

FONTE: G1
Dólar cai e fecha a R$ 5,78, mesmo após nova ameaça tarifária de Trump; Ibovespa sobe | Economia | G1

Ler Mais
Comércio Exterior, ESG, Gestão, Inovação, Investimento, Mercado Internacional

Agenda ESG: como atrair recursos para projetos de impacto em PMEs

Empresas de pequeno porte podem recorrer a linhas de crédito com apelo socioambiental; veja dicas para captar recursos para projetos de impacto

A guinada ESG (sigla para ambiental, social e governança) também tem efeitos colaterais nas pequenas e médias empresas (PMEs).

Dispostas a oferecer produtos e serviços sustentáveis, como parte de um esforço para atender às demandas de consumidores cada vez mais exigentes com seus hábitos de compra, as PMEs passam a investir em inovação, sem deixar de lado o impacto.

Muitas empresas, porém, esbarram na falta de recursos ao apostar nessa transição verde. Um caminho para superar isso está no financiamento sustentável, por meio da captação de recursos para projetos socioambientais.

Na prática, isso significa que uma PME pode se apoiar em projetos e linhas de crédito voltadas a negócios que saibam endereçar questões sociais e ambientais e, em troca, ter capital para colocar de pé projetos próprios.

Esse tipo de financiamento é formado por linhas de crédito subsidiadas pelo governo ou, ainda, pela rede privada.

O propósito é oferecer empréstimos com juros mais baixos e condições de pagamento mais vantajosas para pequenas empresas, em comparação com outras linhas de crédito do mercado.

Juntas, essas linhas cooperam para que essas empresas consigam os recursos necessários para investir em modernização, inovação, tecnologia e aumento de capacidade produtiva.

Por que considerar o impacto?

Segundo Lucas Conrado, líder de relações institucionais do fundo de impacto social para pequenos empreendedores Estímulo, o primeiro passo para atrair subsídios com foco no impacto socioambiental é ter em mente o objetivo com o uso dos recursos.

“Primeiramente, como um diagnóstico do seu modelo de negócio, quais são os impactos que você faz na ponta, se o seu modelo de negócio está estruturado com esse objetivo de impacto, ou se você quer também implementar alguma mudança na sua forma de produzir que pode gerar impacto”, explica.

O principal benefício ao considerar linhas de crédito criadas para essa finalidade está na criação de soluções inovadoras que dificilmente sairiam do papel sem o apoio financeiro externo.

“Ao estruturar projetos, as PMEs podem demonstrar seu potencial de crescimento, atrair financiamento mais competitivo e desenvolver soluções inovadoras”, diz Rafael Brunati, advogado especialista em direito societário, contratos, M&A e Private Equity do escritório Silveiro Advogados.

De acordo com Brunati, há um interesse mútuo das instituições financeiras em fomentar as PMEs – hoje responsáveis por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Em paralelo, a proximidade com eventos de grande porte, como a COP30  que será sediada no Brasil em novembro — apenas reforça a importância do tema.

“As empresas precisam aproveitar o momento em que temas ligados à sustentabilidade estão em alta para decidir seus investimentos em. É hora de serem protagonistas”, avalia.

Para além dos benefícios envolvendo as taxas de juros reduzidas e prazos mais extensos, uma das vantagens ao recorrer a programas de financiamento voltados ao impacto socioambiental está na união do capital com a capacitação e apoio aos empreendedores.

“Das iniciativas que conheço, como é o caso dos fundos de impacto, também têm essa atuação de aceleração, e o componente do conhecimento. Em um banco tradicional, não é possível entrar nesse ecossistema de impacto com suporte para além do recurso financeiro”, avalia Conrado.

Apesar dos benefícios, há ainda um desconhecimento geral do mercado sobre a existência dessas linhas mais flexíveis e direcionadas ao impacto socioambiental, o que é um impasse para que um maior número de empresas possam pivotar projetos socioambientais no país.

“Além disso, a ausência de planejamento financeiro e estratégico para o uso desse dinheiro inviabiliza essa alternativa, pois esse uso precisa ser inteligente, de forma que ele viabilize o crescimento e prosperidade da empresa”, diz.

Ele ainda reforça que o portal Investir com Impacto dá uma bom panorama para o empreendedor entender este ecossistema.

Que tipo de projetos podem ser criados?

Entre os exemplos de projetos de impacto que podem ser desenvolvidos por PMEs estão produtos e serviços ou iniciativas que promovam impacto social positivo.

Ações com foco no desenvolvimento social também são exemplos, conforme exemplifica Brunati.

”Observamos um caso recente em que auxiliamos uma instituição financeira captar recursos com outras instituições do exterior para repassar esses valores, em formato de crédito, para micro e pequenas empresas brasileiras, com foco muito grande em empresas lideradas por mulheres e também de locais com IDH abaixo da média”, conta.

Conrado, do Estímulo, destaca também o uso de recursos obtidos via financiamento verde para projetos que impactam o dia a dia operacional de empresas, a exemplo da adoção de energia renovável (como a instalação de painéis solares), eficiência energética e melhoria de processos produtivos.

“Falamos de empresas com produtos ou serviços em linha com a sustentabilidade, mas também pode haver um negócio tradicional que está pensando numa transição energética, redução do consumo energético da fábrica, sistemas avançados de reciclagem, redução no desperdício de alimentos. Há vários caminhos que você pode olhar para impacto dentro do negócio”, afirma.

Como se preparar

Em grande parte dos casos, o financiamento é direcionado a projetos específicos. Para isso, empresas devem preparar um denso documento de apresentação do projeto e suas intenções.

Além disso, no caso de programas voltados exclusivamente para ações ambientais (como no caso de projetos para redução na emissão de gases poluentes ou preservação de florestas nativas) a comprovação do uso dos recursos a longo prazo também pode ser exigida.

Abaixo, os especialistas listam dicas gerais para que empreendedores possam ser mais assertivos durante o pedido de financiamento socioambiental:

Fazer um diagnóstico das finanças empresariais

O primeiro passo é fazer um diagnóstico detalhado da situação financeira da empresa. Considere empréstimos vigentes e dívidas em aberto com outras instituições.

Também é importante avaliar como está o fluxo de caixa e capital de giro do negócio.

“É importante avaliar se a empresa é saudável financeiramente de maneira geral”, diz Brunati.

Desenvolver projetos claros e estruturados

Fazer um projeto que evidencie o destino dos recursos de forma clara e concisa é essencial. Também é preciso que o projeto seja capaz de mostrar para onde vai e como será usado o recurso.

Um calendário de ações pode ajudar na organização.

Tenha uma boa organização de documentos

A apresentação de documentos financeiros da empresa, como balanço patrimonial e fluxo de caixa, é uma etapa comum a todo processo de análise de concessão de crédito.

Ter a documentação em mãos e já auditada pode agilizar e facilitar o processo, principalmente nos casos em que é preciso garantias.

Contratação de uma consultoria especializada

No caso de empresas muito pequenas (e por vezes controladas apenas pelo proprietário), a contratação de uma empresa especializada pode auxiliar no processo de organização de documentos, além de ajudar PMEs a encontrarem programas e linhas de crédito apropriadas ao negócio e seus desafios de expansão.

Onde captar recursos?

Atualmente, o país comporta um conjunto de programas e linhas de financiamento, públicas e privadas, destinadas a empresas de pequeno porte com foco em projetos socioambientais.

Alguns exemplos são o FUNTEC, e linhas do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

Além deles, fundos como Yunus, Gaia, Vox Capital e Estímulo já possuem linhas de crédito e apoio educacional para empreendedores à frente de negócios de impacto.

Fonte: CNN

Agenda ESG: como atrair recursos para projetos de impacto em PMEs

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Informação, Investimento

Visita ao Brasil do Chefe do Departamento Federal de Assuntos Estrangeiros da Confederação Suíça, Ignazio Cassis

Nos dias 6 e 7 de fevereiro, visita o Brasil o conselheiro federal e chefe do Departamento Federal de Assuntos Estrangeiros da Confederação Suíça, Ignazio Cassis, com agenda no estado do Rio de Janeiro.

Na capital do estado, a autoridade suíça, responsável de mais alto nível em seu governo pela condução da política externa, manterá encontro com o Ministro Mauro Vieira no Palácio do Itamaraty. Cassis será o primeiro dignitário estrangeiro a ser recebido no Palácio após o início de sua restauração.

Em Nova Friburgo, Ignazio Cassis participa da inauguração da exposição “O Legado Suíço-Brasileiro na Amazônia: artes, ciência e sustentabilidade”.

Brasil e Suíça mantêm importantes laços de cooperação bilateral em diferentes áreas, consubstanciados na Parceria Estratégica bilateral estabelecida 2008. Entre as iniciativas de cooperação recentes mais expressivas, destaca-se a participação suíça no Fundo Amazônia e o programa de atividades científicas e culturais “Road to Belém”, em preparação para a COP30. A Suíça mantém-se como uma das principais origens de investimento direto no Brasil, com estoque total de US$ 49,73 bilhões em 2023, segundo dados do Banco Central. Mais de 600 empresas suíças estabelecidas no Brasil geram empregos para cerca de 85 mil brasileiros. A corrente de comércio somou US$ 4,4 bilhões, em 2024.

FONTE: MRE
Visita ao Brasil do Chefe do Departamento Federal de Assuntos Estrangeiros da Confederação Suíça, Ignazio Cassis — Ministério das Relações Exteriores

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook