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Dólar fecha no menor valor desde outubro, a R$ 5,67; Ibovespa sobe 0,49%

Bolsa brasileira se descolou do exterior e teve movimento positivo de olho na cena doméstica

O dólar fechou o dia no menor patamar desde outubro, enquanto o Ibovespa subiu nesta terça-feira (18) à medida que investidores acompanhavam o envio ao Congresso do projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Os investidores também se posicionam para uma série de reuniões de bancos centrais ao longa da semana, enquanto navegam por incertezas geopolíticas e fiscais. 

O dólar recuou 0,19%, a R$ 5,6755 na venda, o menor valor desde 16 de outubro de 2024, quando fechou em R$ 5,6652. Na mínima do dia, o dólar tocou os R$ 5,6558, e na máxima foi a R$ 5,7137.

Na segunda-feira (17), a moeda norte-americana fechou em queda no menor valor desde novembro, cotada a R$ 5,686.

Enquanto isso, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, avançou 0,49%, a 131.474,73 pontos. Na véspera, o índice fechou em alta de 1,46%, aos 130.833,96 pontos.

Neste pregão, os agentes financeiros pareciam realizar ajustes em relação às posições assumidas na véspera, quando o dólar à vista fechou o dia com baixa de 1,03%, a R$ 5,6861, menor cotação desde 7 de novembro do ano passado.

Contexto internacional

O movimento da sessão de segunda-feira esteve fortemente atrelado a uma busca por ativos de países emergentes, na esteira dos aumentos dos preços do petróleo diante do maior otimismo em relação à economia da China e de expectativa para uma resolução da guerra na Ucrânia.

Apesar de os preços do petróleo continuarem em alta nesta terça, alguns ativos emergentes, incluindo o real, sofriam maior aversão desta vez, à medida que os investidores digerem mais notícias na cena doméstica e externa, enquanto se ajustam antes das decisões de vários bancos centrais.

Um motivo de preocupação era a nova escalada dos conflitos na Faixa de Gaza, após Israel realizar ataques no enclave que mataram mais de 400 pessoas, segundo fontes palestinas, o que efetivamente derrubaria o cessar-fogo em vigor na região.

Com isso, tornava-se ainda mais crucial o telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para discutir a guerra na Ucrânia, com os mercados ansiosos pelo fim de pelo menos um dos dois conflitos que têm ocupado o noticiário recentemente.

“Não há exatamente a expectativa de que vai se chegar a um cessar-fogo no dia de hoje, mas observa-se os avanços propostos pelos EUA de reativar as negociações e tentar levar a Rússia para um acordo que seja aceitável”, disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX

“Então, aumenta um pouco a perspectiva de uma melhora do ambiente de riscos geopolíticos, mesmo que sejam passos iniciais. Isso também tende a favorecer o apetite por ativos de risco globalmente”, completou.

Cenário doméstico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o projeto de lei nesta terça, iniciando um processo de tramitação no Congresso que ficará no radar do mercado.

O mercado teme que a medida — uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — piore ainda mais o quadro das contas públicas caso não seja compensada devidamente.

O anúncio da reforma do IR no fim do ano passado foi uma das principais razões do estresse entre investidores que causou a disparada da moeda norte-americana no Brasil em 2024.

“O projeto vai tramitar pelo Legislativo, onde o governo tem uma certa dificuldade de articulação e os temores dos investidores é que, durante a tramitação, as medidas de compensação de receita sejam enfraquecidas (…) Por isso, um certo receio fiscal”, afirmou Mattos.

Na quarta-feira, as atenções dos investidores se voltarão para as reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e do Federal Reserve, que podem moldar a precificação de ativos no Brasil.

Espera-se que o Copom eleve a taxa Selic em mais 1 ponto percentual, a 14,25% ao ano, como já foi sinalizado pela própria autarquia no encontro de janeiro.

Já o banco central dos EUA deve manter a taxa de juros inalterada, à medida que avalia as crescentes incertezas comerciais e econômicas nos EUA impulsionadas pelas medidas do governo Trump.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,13%, a 103,590.

FONTE: CNN Brasil
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US$ 9,5 trilhões em risco: o possível preço da guerra comercial, segundo a AmCham EU

No documento, a Amcham projeta que o conflito comercial coloca US$ 9,5 trilhões em risco, acima dos US$ 8,7 trilhões do ano passado.

 

A Câmara de Comércio Americana para a União Europeia (AmCham EU) afirma que há uma série de riscos para 2025, incluindo taxas de crescimento desiguais entre a Europa e os EUA, pressões competitivas da China e a perspectiva de uma guerra comercial transatlântica, em novo estudo publicado nesta segunda-feira, 17.

No documento, a Amcham projeta que o conflito comercial coloca US$ 9,5 trilhões em risco, acima dos US$ 8,7 trilhões do ano passado.

“Para empresas de ambos os lados, a economia transatlântica é mais do que apenas uma fonte de lucro. É uma base geoeconômica comum que lhes dá uma vantagem em um mundo ferozmente competitivo”, explica o CEO, Malte Lohan, ao destacar os riscos da deterioração da relação entre EUA e UE.

“Em vez de se envolver em um olho por olho que só prejudica as duas economias, eles deveriam vir à mesa de negociações para descobrir como seria um acordo positivo para a economia transatlântica”, acrescenta.

Fonte: Estadão

US$ 9,5 trilhões em risco: o possível preço da guerra comercial, segundo a AmCham EU

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China fez raro saque de estoques de petróleo bruto em meio a importações fracas

A China recorreu levemente aos estoques de petróleo bruto nos dois primeiros meses do ano, à medida que as refinarias processaram mais petróleo e as importações permaneceram fracas.

Foi a primeira vez em 18 meses que o processamento das refinarias superou a quantidade de petróleo disponível a partir de importações e produção doméstica.

As refinarias processaram cerca de 30 mil barris por dia (bpd) a mais no período de janeiro-fevereiro do que o total de petróleo disponível, de acordo com cálculos baseados em dados oficiais.

A China não divulga os volumes de petróleo que entram ou saem dos estoques estratégicos e comerciais, mas uma estimativa pode ser feita subtraindo a quantidade de petróleo processada do total disponível a partir de importações e produção interna.

As refinarias processaram o equivalente a 14,74 milhões de bpd nos dois primeiros meses do ano, um aumento de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados na segunda-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas.

A China combina os dados de importação de janeiro e fevereiro para suavizar o impacto do feriado de uma semana do Ano Novo Lunar, cuja data exata muda a cada ano.

A China, o maior importador mundial de petróleo bruto, viu as chegadas de 10,37 milhões de bpd nos dois primeiros meses do ano e uma produção interna de 4,34 milhões de bpd.

O total combinado de 14,71 milhões de bpd ficou 30 mil bpd abaixo do volume processado, a primeira vez desde setembro de 2023 que o processamento superou o petróleo disponível.

Considerando que é um acontecimento relativamente raro para as refinarias processarem mais petróleo do que o total de importações e produção doméstica, vale a pena perguntar por que isso aconteceu nos dois primeiros meses de 2025.

A principal razão é que as importações de petróleo foram fracas nos dois primeiros meses, caindo 5% em relação ao mesmo período de 2024.

Provavelmente, houve dois principais fatores por trás da queda nas importações. O primeiro foi que as refinarias reduziram as compras de cargueiros da Rússia após o presidente norte-americano Joe Biden, em fim de mandato, impor novas sanções em meados de janeiro a navios que transportavam petróleo russo.

Mas também é importante notar que as refinarias não parecem ter feito muito esforço para substituir o petróleo russo por cargas de outros fornecedores, e a razão mais provável para isso foi a força dos preços globais do petróleo em janeiro e fevereiro.

Os contratos futuros do Brent atingiram seu ponto mais alto até agora este ano, de US$ 82,63 por barril, em 15 de janeiro, tendo subido constantemente de níveis em torno de US$ 70 no início de dezembro.

RECUO DOS PREÇOS

As refinarias chinesas têm um histórico de reduzir importações quando acreditam que os preços do petróleo subiram demais ou rápido demais.

A última vez que elas recorreram aos estoques, em setembro de 2023, ocorreu após os preços do petróleo terem subido fortemente de cerca de US$ 72 por barril em junho daquele ano para atingir uma máxima de 10 meses de US$ 96,26 em 29 de setembro de 2023.

Os preços do petróleo têm recuado desde a alta em janeiro deste ano, com o Brent sendo negociado em torno de US$ 71,00 por barril no comércio asiático na segunda-feira.

A queda nos preços pode ser suficiente para incentivar as refinarias a comprarem mais petróleo, mas isso provavelmente só aparecerá nas importações a partir de abril, dado o intervalo entre a encomenda e a entrega física do petróleo.

Do lado do processamento das refinarias, vale notar que, embora o processamento tenha aumentado 2,1% nos dois primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2024, ainda ficou bem aquém do que costumava ser o nível normal.

O processamento das refinarias da China caiu em 2024 pela primeira vez em mais de duas décadas, caindo para 14,13 milhões de bpd.

A recuperação para 14,74 milhões de bpd no período de janeiro-fevereiro é modesta, especialmente quando vista em comparação com o período de agosto de 2023 até março de 2024, quando os volumes de processamento regularmente ultrapassaram 15 milhões de bpd.

O processamento das refinarias também foi provavelmente impulsionado pelo aumento da demanda por gasolina durante os feriados do Ano Novo Lunar e pelo início das operações de uma unidade de 200 mil bpd na nova refinaria Shandong Yulong Petrochemical.

Texto de Clyde Russell. As opiniões expressas aqui são do autor, colunista da Reuters. Edição de Kate Mayberry

FONTE: Reuters
China fez raro saque de estoques de petróleo bruto em meio a importações fracas – DatamarNews

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CEO da WEG chama tarifas de erro e diz que empresa está pronta para guerra comercial

Empresa de Santa Catarina fornece motores para transmissão de energia e pretende usar sua capilaridade global para mitigar o efeito das taxas

O CEO da WEG (WEGE3) chamou as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, de um “erro fundamental”, ao mesmo tempo em que afirma que a empresa produtora de motores elétricos está preparada para lidar com uma guerra comercial.

A WEG, que tem o terceiro maior valor de mercado na bolsa de valores do Brasil, planeja usar suas mais de 60 fábricas em 17 países, incluindo o México, para mudar a produção e evitar as taxas, disse o CEO Alberto Kuba em entrevista.

“Não precisamos usar o México para exportar apenas para os EUA”, disse Kuba. A empresa “pode ​​usar o México como um centro para exportar para qualquer outro país”.

A WEG, que fornece motores para os setores de transmissão de energia e energia renovável em todo o mundo, usou uma estratégia semelhante durante a pandemia para transferir a produção para países que reabriram mais rapidamente. Essa vantagem ajudou a ganhar participação de mercado.

A ágil cadeia de suprimentos da empresa pode dar a ela uma vantagem sobre os concorrentes que não conseguem transferir a produção tão facilmente. Isso, e a necessidade dos Estados Unidos de modernizar e expandir sua rede elétrica, deixaram Kuba otimista sobre o mercado dos EUA.

“Estamos bem posicionados para todos os cenários”, disse Kuba. “Se Trump fizer a economia dos EUA crescer, está tudo bem.”

Ainda assim, Kuba questiona a estratégia de Trump porque os EUA não têm a capacidade de aumentar rapidamente a produção industrial se as empresas quisessem se mudar. Ele acrescentou que a falta de trabalhadores qualificados nas fábricas dos EUA pode dificultar a expansão.

Se as tarifas atingirem algum produto da WEG, a empresa não hesitará em repassar os preços aos clientes, disse Kuba.

As ações da WEG caíam cerca de 11% neste ano até quinta-feira nas negociações na Bolsa de valores do Brasil. Isso ocorreu depois de subirem mais de 40% em 2024.

FONTE: Bloomberg
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Entenda os ataques dos EUA contra os Houthis no Iêmen

Sob comando de Trump, Estados Unidos intensificam bombardeios contra rebeldes no sábado (15) mirando influência do Irã na região.

 

Os Estados Unidos iniciaram no sábado (15) uma nova onda de ataques aéreos contra os rebeldes Houthis no Iêmen. Ao menos 53 pessoas morreram, incluindo crianças, e várias outras ficaram feridas, segundo a agência de notícias AP.

A ofensiva envolve navios de guerra e jatos americanos e tem atingido alvos como radares, defesas aéreas e pontos de lançamento de drones, de acordo com o jornal Washington Post. Vídeos divulgados pelo governo dos EUA mostram explosões e caças decolando de porta-aviões em direção ao território iemenita (assista no link abaixo).

https://noticias.r7.com/internacional/video/eua-lancam-operacao-militar-contra-houthis-apoiados-pelo-ira-no-iemen-17032025/

A campanha militar, descrita por Trump como “decisiva e contundente”, busca conter os Houthis, grupo aliado do Irã que, entre novembro de 2023 e janeiro deste ano, atacou mais de 100 navios mercantes no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, afundando dois, apreendendo outro e matando quatro marinheiros.

Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump justificou os ataques dizendo que os Houthis conduziram uma “campanha implacável de pirataria, violência e terrorismo” que ameaça rotas cruciais de navegação global, como o Canal de Suez. “Usaremos força letal esmagadora até atingirmos nosso objetivo”, declarou o presidente.

Por que os ataques agora?

Os Houthis, que pertencem ao chamado “Eixo da Resistência” liderado pelo Irã, intensificaram suas ações no final de 2023, afirmando agir em solidariedade aos palestinos na guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.

Recentemente, eles anunciaram planos de retomar os ataques a navios israelenses nos mares Vermelho e Arábico, encerrando uma trégua relativa iniciada em janeiro, depois do cessar-fogo em Gaza. Esses ataques afetaram o comércio global, obrigando empresas a redirecionarem rotas pelo sul da África, mais longas e custosas.

Em uma entrevista à emissora CBS News no domingo (16), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que os EUA estão “fazendo um favor ao mundo” ao eliminar a capacidade dos Houthis de atacar o transporte marítimo. “Algumas instalações que eles usavam não existem mais, e isso continuará”, disse.

Histórico de confrontos

Não é a primeira vez que os EUA enfrentam os Houthis. Durante o governo de Joe Biden, os Estados Unidos e o Reino Unido lançaram mais de 260 ataques aéreos contra o grupo a partir de janeiro de 2024, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

Na época, autoridades americanas evitaram alvos amplos para reduzir baixas civis e não reacender a guerra civil no Iêmen, que opõe os Houthis ao governo exilado, apoiado por Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

O papel do Irã

O Irã, principal apoiador dos Houthis, está no centro da escalada. Há anos, Teerã fornece armas ao grupo xiita, apesar de negar oficialmente, violando um embargo da ONU, segundo a AP.

Os Houthis emergiram como o braço mais forte do “Eixo da Resistência” iraniano, especialmente após o enfraquecimento de aliados como o Hezbollah, do Líbano, e o Hamas.

Por causa disso, Trump ameaçou o Irã de maneira direta, exigindo que o apoio aos rebeldes “acabe imediatamente” e alertando que, caso contrário, o país será responsabilizado. “Não seremos gentis sobre isso”, disse.

Enquanto isso, o Irã avalia como responder a uma carta de Trump sobre seu programa nuclear. No domingo (16), o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, foi a Omã, um mediador tradicional entre Teerã e o Ocidente.

Reação dos Houthis e perspectivas

O gabinete político dos Houthis classificou os ataques americanos como “crime de guerra” e prometeu retaliação. “Nossas forças estão preparadas para responder à escalada com escalada”, afirmou o grupo. Uma autoridade dos EUA, em anonimato, disse à Reuters que a operação pode durar dias ou até semanas.

Quem são os Houthis?

Originados nos anos 1990 no norte do Iêmen, os Houthis, liderados inicialmente por Houssein al Houthi, pertencem à minoria xiita zaidita. Eles ganharam força após a invasão do Iraque em 2003, adotando slogans anti-EUA e anti-Israel.

Em 2014, tomaram a capital Sanaa, iniciando a guerra civil que devastou o país e foi classificada pela ONU como a pior crise humanitária atual, com milhões de deslocados e 80% da população na pobreza.

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Bolsas da Europa fecham em queda com tarifas pressionando setor de bebidas

Tensão nos mercados se intensificou após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que retaliará a tarifa de 50% da União Europeia sobre o uísque americano

As bolsas da Europa encerraram, majoritariamente, em baixa nesta quinta-feira (13) pressionadas pelo acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e União Europeia, além das tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia.

Em Londres, o índice FTSE 100 terminou com ganho marginal de 0,02%, a 8.542,56 pontos. O DAX, de Frankfurt, caiu 0,63%, para 22.532,98 pontos. Já o CAC 40, em Paris, perdeu 0,64%, fechando a 7.938,21 pontos.

Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,14%, a 12.821,30 pontos, enquanto em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,61%, para 6.722,00 pontos. Em Milão, o FTSE MIB fechou em baixa de 0,80%, a 37.999,73 pontos. Os números ainda são preliminares.

A tensão nos mercados se intensificou após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que retaliará a tarifa de 50% da União Europeia sobre o uísque americano com uma taxa de 200% sobre vinhos, champanhe e demais produtos alcoólicos da França e de toda a Europa.

A ameaça impactou diretamente as ações de grandes empresas do setor de bebidas alcoólicas na Europa. A Pernod Ricard caiu 3,97%, a Rémy Cointreau desvalorizou 4,67%, enquanto o Grupo Campari recuou 4,31%. Em 2024, os EUA importaram cerca de US$ 5,4 bilhões em vinho da UE, incluindo cerca de US$ 1,7 bilhão em vinhos espumantes como champanhe, de acordo com dados do Census Bureau.

Os investidores seguem cautelosos com o possível impacto dessa escalada tarifária. Na quarta, a União Europeia anunciou a aplicação de tarifas sobre 26 bilhões de euros em produtos dos EUA, após Washington impor uma taxa de 25% sobre importações de aço e alumínio. O Canadá também anunciou medidas retaliatórias contra os EUA.

Em Londres, a Vosafone subiu 4,60%, respondendo pela maior alta porcentual do FTSE 100, seguida pela mineradora Antofagasta, com ganho de 2,81%.

FONTE: CNN Brasil
Bolsas da Europa fecham em queda com tarifas pressionando setor de bebidas | CNN Brasil

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Casa Branca instrui militares a desenvolver planos para ‘reaver’ o Canal do Panamá

Opções vão desde uma parceria mais estreita com as forças panamenhas até uma menos provável de tropas americanas tomarem o canal à força

A Casa Branca ordenou que as Forças Armadas dos Estados Unidos avaliem opções para aumentar a presença militar no Panamá, com o objetivo de “reaver” o Canal do Panamá, segundo disseram fontes oficiais à rede americana NBC News, em anonimato. Na semana passada, durante um discurso perante o Congresso americano, o presidente Donald Trump voltou a declarar a intenção de recuperar o canal, como já havia mencionado até mesmo antes de tomar posse em seu segundo mandato.

Segundo as fontes, o Comando Sul dos EUA estuda desde uma cooperação ampliada com as Forças Armadas panamenhas até a possibilidade menos provável de tomar o canal à força, a depender do “nível de colaboração” do Panamá com Washington.

O almirante Alvin Holsey, chefe do Comando Sul dos EUA, já teria apresentado, segundo as fontes, um rascunho de estratégias ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, que deve visitar o Panamá no próximo mês. As autoridades também afirmam que uma invasão dos EUA ao Panamá é improvável e só seria considerada caso o aumento da presença militar não alcançasse o objetivo de Trump de recuperar o canal.

Segundo a NBC, citando outra fonte anônima, os EUA mantêm mais de 200 militares no Panamá, embora esse número possa variar. Parte desse contingente inclui as Forças Especiais, que colaboram com militares panamenhos para conter ameaças internas e insurgências.

Os EUA também discutem reabrir as chamadas Escolas de Selva no Panamá, semelhantes às usadas antes da entrega do canal em 1999, diz a reportagem. O planejamento ainda considera posicionar tropas próximas ao Panamá para responder a ameaças regionais ou proteger o canal em caso de um conflito.

Mesmo antes de tomar posse, Trump criou um incidente diplomático com o país centro-americano ao afirmar que o Canal do Panamá era um “bem nacional vital” e que estava sendo explorado pela China. Panamá e China, entretanto, negam interferência estrangeira, e Pequim acusa Washington de pressionar o país para bloquear projetos chineses.

Em visita ao país no mês passado, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse ao presidente panamenho, José Raúl Mulino, que a presença chinesa no país era inaceitável e que “medidas” seriam tomadas caso “mudanças imediatas” não fossem feitas. Por sua vez, Mulino respondeu que seu país administra o canal de forma independente e negou qualquer concessão de sua operação à China.

Porém, desde então, Mulino também buscou apaziguar os ânimos, tomando medidas drásticas contra as rotas migratórias para os EUA e a retirada do Panamá da Iniciativa Cinturão e Rota chinesa, a chamada Nova Rota da Seda. A iniciativa prevê o financiamento bilionário chinês para projetos de infraestrutura para impulsionar o comércio e a conectividade na Ásia, Europa, África e América Latina. Mais de 100 países integram o acordo, um dos pilares da diplomacia do governo de Xi Jinping, lançado em 2013 — o Panamá foi o primeiro país latino-americano a integrar o projeto, em 2017, e também foi o primeiro a deixá-lo.

O governo americano classificou a medida como um “grande passo” para fortalecer as relações com Washington. Trump também reivindica a redução das taxas de passagem para as embarcações americanas.

Os Estados Unidos concordaram em construir a via marítima em 1903, quando assinaram um tratado garantindo a independência do Panamá da Colômbia em troca de direitos permanentes para operar a hidrovia. Na metade do século XX, porém, o controle dos EUA tornou-se fonte de tensão regional, o que levou o presidente Jimmy Carter (1977-1981) a assinar, em 1977, um acordo para devolver o canal em 1999.

Esse acordo contribuiu para o desenvolvimento do Panamá e ajudou o país a se tornar um estável oásis financeiro em uma região turbulenta. Em 2024, o canal gerou quase US$ 5 bilhões, o equivalente a cerca de 4% do PIB do país. Trump, contudo, sempre considerou a decisão de Carter um erro. Trump teme a influência chinesa sobre o canal, por onde passa 75% da carga que tem como origem ou destino os EUA.

A investida de Trump contra o Panamá complicou a posição de Mulino, que havia se comprometido a manter laços estreitos tanto com Washington quanto com Pequim — uma postura comum na região, mas que se torna cada vez mais insustentável com a volta do republicano ao poder. A recusa do presidente americano em descartar o uso da força militar também pode despertar um sentimento patriótico no Panamá, onde os EUA têm um histórico de intervenções: apoiaram um regime militar durante a Guerra Fria antes de invadir o país em 1989.

— Se ceder demais aos Estados Unidos, (o presidente Mulino) arrisca enfrentar protestos nacionalistas — disse Orlando Pérez, professor de Ciência Política da Universidade do Norte do Texas em Dallas, que estuda o Panamá há três décadas. — Se irritar os EUA, põe em risco o aliado mais importante do país. É um caminho estreito.

FONTE: O GLOBO
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DP World aponta perspectiva comercial incerta após queda no lucro

A DP World, empresa de portos e logística de propriedade de Dubai, reportou uma queda de 28% no lucro anual nesta quinta-feira, em parte devido a custos financeiros mais altos, e destacou que as incertezas no comércio global e os riscos geopolíticos estão obscurecendo suas perspectivas.

O lucro atribuível aos proprietários, após itens divulgados separadamente, caiu para US$ 591 milhões, em comparação com US$ 820 milhões no ano anterior, informou a DP World em um comunicado.

“Embora o ano tenha começado de forma positiva, o comércio global continua em constante mudança devido aos desafios geopolíticos em andamento”, disse o presidente e CEO Sultan Ahmed bin Sulayem no comunicado.

A DP World, que administra portos em países que vão do Reino Unido ao Peru, além de operar armazéns e parques logísticos, afirmou que a receita total subiu 9,7%, atingindo US$ 20 bilhões, impulsionada em parte pelo melhor desempenho de sua divisão de portos e terminais.

No Oriente Médio, Europa e África, a receita cresceu 5,3%, com resultados sólidos nos Emirados Árabes Unidos e na África compensando o desempenho mais fraco no porto de Jeddah, na Arábia Saudita, e nos negócios europeus da Unifeeder da DP World, devido à interrupção no Mar Vermelho.

Os houthis do Iêmen afirmaram que retomariam os ataques a navios israelenses que passassem pelo Mar Vermelho, pelo Mar Arábico, pelo estreito de Bab al-Mandab e pelo Golfo de Áden, encerrando um período de relativa calmaria desde janeiro.

A interrupção causada pelos ataques houthis, que têm como alvo rotas marítimas regionais importantes, forçou as empresas a realizarem viagens mais longas e caras ao redor do sul da África. O grupo alinhado ao Irã atacou mais de **100 navios** desde novembro de 2023, em solidariedade aos palestinos.

A DP World planeja investir cerca de US$ 2,5 bilhões este ano, aplicando recursos em seu principal porto, Jebel Ali, em Dubai, e em outros ativos, incluindo o porto London Gateway.

Fonte: Reuters
Operadora portuária DP World sinaliza perspectivas comerciais incertas após queda nos lucros | Reuters

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Tarifas de Trump podem levar a maior abertura do Brasil, diz Pessôa ao WW

Pesquisador da FGV e da Julius Baer Brasil destacou simplificação promovida pela reforma tributária como potencial para país apostar em abertura comercial

Samuel Pessôa, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) e chefe de pesquisa da Julius Baer Brasil, avaliou a política comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como imprevisível e, consequentemente, prejudicial para o investidor que busca planejar investimentos.

Para o Brasil, porém, Pessôa viu uma oportunidade: a de o País trabalhar sua abertura comercial.

“As tarifas brasileiras são maiores. […] Tem um cenário positivo, que é esse discurso de reciprocidade ensejar uma redução generalizada do Brasil. Esse seria o melhor dos mundos, seria bom para o Brasil”, argumentou ao WW.

Trump deve anunciar no começo de abril uma série de tarifas recíprocas aos seus parceiros comerciais. O princípio da reciprocidade é simples: os países que cobram alíquotas das importações vindas dos EUA serão taxados de volta pelos norte-americanos.

Repetidas vezes o republicano já apontou para o que taxou como “injustiças” nas tarifas aplicadas por aqui em relação aos produtos dos EUA. Segundo o Banco Mundial, o Brasil cobra uma taxa média de 12,4% sobre importações, ante tarifa de 2,7% dos Estados Unidos.

Economistas ouvidos pela CNN afirmam que uma maior abertura comercial pode ajudar o país a mitigar os impactos da política comercial trumpista.

“Dado que vamos reduzir para os Estados Unidos, vamos reduzir para todo mundo, abrir a economia. […] Talvez, um efeito colateral positivo da sanha maluca do Trump seja estimular que nós caminhemos [para uma maior abertura comercial]”, defendeu Pessôa.

O economista ainda ressaltou como a reforma tributária pode ajudar nesse processo, sobretudo ao facilitar e simplificar a vida da indústria de transformação.

“Essa economia fechada existe para defender a indústria manufatureira. […] Mas agora, com a simplificação tributária, a gente pode caminhar para uma abertura maior”, pontuou.

FONTE: CNN Brasil
Tarifas de Trump podem levar a maior abertura do Brasil, diz Pessôa ao WW | CNN Brasil

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Seca encolhe safra de soja e tira R$ 13 bi da economia gaúcha

Calor e falta de chuvas prejudicam produtividade de soja no estado

A seca atingiu duramente os campos de Marcos Pedrotti. Produtor de grãos em Sarandi, no Rio Grande do Sul, ele deve começar a colher sua safra de soja de 85 hectares na próxima semana, mas suas perspectivas são sombrias. Pedrotti espera perder entre 35% e 40% de seu rendimento. “Em um ano normal, eu colhia entre 65 e 70 sacas por hectare”, disse ele. “Mas nesta temporada, provavelmente teremos 25 sacolas a menos.”

Sua frustração reflete a realidade mais ampla do estado. Menos de um ano depois de enfrentar inundações sem precedentes, o Rio Grande do Sul agora contabiliza suas perdas devido à seca.

Durante a feira agrícola Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, na terça-feira, a estatal Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS) informou que a seca reduziria a produção de soja do estado em 30% em relação às estimativas iniciais de 21,6 milhões de toneladas. Apesar de quase a mesma área de plantio do ciclo anterior – 6,7 milhões de hectares –, a produção deve chegar a apenas 15 milhões de toneladas.

Na safra 2023/24, a produção de soja totalizou 18,2 milhões de toneladas. Se as últimas projeções da Emater se mantiverem, a safra desta temporada será 17,4% menor do que a do ano passado, que já havia sofrido uma queda de quase 3 milhões de toneladas devido às inundações.

A seca atrofiou as plantas de soja, especialmente no centro e norte do Rio Grande do Sul, onde estão localizadas cidades como Passo Fundo, Carazinho, Sarandi e Não-Me-Toque. Em áreas que não chovem, as plantas parecem murchas em vez de “pernas altas”, conforme descrito no jargão agrícola local. Sem água suficiente, as vagens inferiores se desenvolveram mais perto do solo, em vez de serem espaçadas mais acima no caule.

De acordo com agrônomos consultados pelo Valor na Expodireto, essas plantas mais curtas dificultam a colheita. A distância reduzida entre o solo e as vagens mais baixas impede que os agricultores ajustem adequadamente suas colheitadeiras, levando a uma perda significativa de grãos.

A falta de chuvas também significa soja de qualidade inferior. Sem água suficiente, os grãos não se desenvolvem totalmente, e as vagens que normalmente contêm quatro grãos em média agora contêm três ou, no pior dos casos, apenas dois.

“Além da falta de chuva, as lavouras também sofreram com o calor intenso, principalmente nas últimas duas semanas”, disse André Debastiani, sócio-diretor da Agroconsult, durante apresentação na Expodireto organizada pela BASF.

No mês passado, a Agroconsult previu que as fazendas de soja do Rio Grande do Sul terminariam a safra com um rendimento médio de 39 sacas por hectare – de longe o menor do país. O segundo pior rendimento é esperado no Mato Grosso do Sul, onde a consultoria projetou 49,5 sacas por hectare. No entanto, a Agroconsult deve revisar suas estimativas para baixo no final deste mês.

“Serão 39 sacas por hectare ou menos”, disse Debastiani. A Emater, em seu último relatório, projetou uma média estadual ainda menor de 37,3 sacas por hectare.

As áreas mais atingidas estão no oeste e sul do estado, disse Claudinei Baldissera, diretor técnico da Emater-RS. “No leste, onde as chuvas foram mais consistentes, algumas áreas terão rendimentos acima da média. Mas no oeste, a colheita em muitos campos tornou-se inviável “, disse ele.

Como a cultura agrícola mais importante do estado, a soja é um dos principais impulsionadores da economia do Rio Grande do Sul. O déficit induzido pela seca pode resultar em perdas de R$ 13,5 bilhões, de acordo com Baldissera. “Se incluirmos outras culturas, esse valor pode subir para R$ 14 bilhões”, acrescentou.

Em todas as safras de verão – incluindo milho, arroz e feijão – a Emater espera que a produção total de grãos na temporada 2024/25 atinja 28 milhões de toneladas, uma queda de 6,6% em relação aos 30 milhões de toneladas colhidas em 2023/24.

O período de seca também está sobrecarregando o abastecimento de água. Em algumas comunidades rurais, a água potável agora depende da entrega por caminhões-pipa. De acordo com a Defesa Civil, 211 municípios do estado já decretaram situação de emergência devido à seca.

As dificuldades econômicas enfrentadas pelos agricultores gaúchos dominaram as discussões na cerimônia de abertura da 25ª Expodireto Cotrijal, nesta segunda-feira (10). Autoridades e líderes do setor ressaltaram a necessidade urgente de reestruturar a dívida de crédito rural para agricultores e pecuaristas afetados por condições climáticas adversas.

Nei César Manica, presidente da Cotrijal, cooperativa que organiza a feira em Não-Me-Toque, lembrou aos participantes que os agricultores do estado sofreram três secas consecutivas, inundações devastadoras e agora outro período de seca nos últimos cinco anos.

“Precisamos estender os prazos de pagamento e encontrar uma solução de longo prazo para esse problema”, disse ele. “Embora o Brasil deva ter uma de suas melhores safras da história este ano, o Rio Grande do Sul enfrenta uma de suas piores.”

FONTE: Valor Internacional
Seca encolhe safras de soja e tira R$ 13 bi da economia gaúcha | Agronegócio | valorinternational

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