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Ano começa bem para o aço, mas importações e EUA preocupam

O ano de 2025 começou com um cenário mais favorável para a indústria brasileira do aço, beneficiada principalmente pelo aumento do consumo interno, uma tendência recorrente nesse período.

No entanto, há novas incertezas no horizonte: além do avanço das importações, que já representam 25% da demanda nacional de produtos siderúrgicos, a guerra tarifária intensificada pelo governo de Donald Trump compromete as perspectivas de exportação e pode levar a um redirecionamento ainda maior do excedente asiático para o Brasil.

O sistema híbrido de cotas e tarifa implementado em junho pelo governo para conter a “invasão” do aço importado, que chega sobretudo da China, e proteger as siderúrgicas locais não surtiu o efeito esperado. E valerá apenas até maio, o que impõe um clima de cautela e apreensão para o segundo semestre – quando, segundo as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), deve haver desaceleração da economia doméstica.

Neste momento, a demanda interna mostra reação, puxada pelos setores de construção civil e automotivo, que voltaram a apresentar sinais de retomada após um período de estagnação. Isso pode trazer algum alívio às siderúrgicas, já que o quarto trimestre, sazonalmente mais fraco para as vendas de aço, foi marcado por margens pressionadas, com exceção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Analista do Itaú BBA, Daniel Sasson nota uma dinâmica um pouco melhor para aços planos, já que os produtores foram capazes de implementar aumentos de preço no começo do ano e a renegociação de contratos com o setor automotivo foi concluída com reajustes na casa de 2% a 3%, o que deve trazer melhora de margem no primeiro trimestre e, potencialmente, no segundo trimestre.

“No segundo semestre, vale dizer que o nível de visibilidade está menor, porque há expectativa de PIB mais fraco, com desaceleração econômica, comparado ao começo do ano”, diz. “Cautela é a melhor palavra para pensar em termos de volumes, de possibilidade de aumento de preço (na segunda metade do ano)”.

A decisão dos Estados Unidos de sobretaxar em 25% o aço importado pode levar a uma queda de 11,27% nas exportações brasileiras de metais ferrosos e perda equivalente a US$ 1,5 bilhão em 2025, segundo projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O setor siderúrgico americano, apesar de ser o 4º maior do mundo, é deficitário na oferta de placas às laminadoras independentes. O Instituto Aço Brasil avalia que o desafio do país, agora, é mostrar que o aço brasileiro desempenha um papel complementar na indústria americana, fornecendo as placas que faltam no mercado local.

Com desvalorização de 40,76% acumulada em 2024 na B3, segundo informações do Valor Data, a CSN surpreendeu com um balanço robusto no quarto trimestre, e o mercado reconheceu que os resultados superaram as expectativas devido ao desempenho operacional mais forte em todas as unidades de negócio. Em 2025, até 14 de março, suas ações exibem alta de 10,53%. Por outro lado, a empresa continua pressionada pelo endividamento elevado, com queima de caixa em decorrência de despesas financeiras e desembolsos feitos para diversificar seus negócios.

Os papéis da Gerdau, por sua vez, tiveram recuo de 4,58% em 2024 e seguem em tendência de baixa em 2025. Mas a companhia já observa sinais de melhora em suas operações nos Estados Unidos após o decreto do presidente Donald Trump, impondo tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio importados pelo país. Com 30% de capacidade ociosa nos EUA, a siderúrgica brasileira vê espaço para ampliar a produção sem necessidade de novos investimentos.

Por outro lado, a Gerdau pode ser surpreendida com a taxação do governo Trump aos produtos do Canadá e México, onde tem operações. A analistas e investidores, o diretor-presidente Gustavo Werneck disse que a companhia, que havia iniciado estudos para instalar uma nova fábrica no México, está reavaliando os planos. A decisão final deve ser tomada até julho. Nessa mesma linha, Werneck disse que se o governo brasileiro não implementar novas medidas de proteção, a empresa pode reavaliar futuros investimentos no país.

O impacto do “tarifaço” americano será mais sentido na ArcelorMittal, que produz e exporta placas de aço do Brasil para os EUA. A empresa informou, em comunicado, que considera ser cedo para avaliar os impactos da decisão, já que medida semelhante foi anunciada em 2018 e ajustada para o regime de ‘hard quota’ após negociação com o governo brasileiro.

Na Usiminas, a queda das ações chegou a 50,09% em 2024, principalmente por causa da pressão sobre os preços do aço, avanço das importações e desvalorização do real, que reduziram margens de lucro.

Para analistas ouvidos pelo Valor, a importação de aço chinês assusta mais do que as tarifas americanas. Com a falta de medidas antidumping e o fim do sistema de cotas em maio, o setor teme uma entrada maior do produto asiático. Sem economizar no português, o diretor executivo da CSN, Luis Fernando Martinez, disse que o Brasil funciona como “quintal do mundo” para a siderurgia da China mandar seus produtos, prejudicando a competitividade do setor.

O governo brasileiro reconhece o impacto das importações sobre a indústria nacional, mas ainda não indicou se vai endurecer as regras ou adotar tarifas antidumping, em processos de investigação já solicitados pelas usinas locais. O sócio-diretor da A&M Infra, Filipe Bonaldo, alerta para a urgência de medidas que protejam o setor siderúrgico. Ele se diz preocupado com os próximos dois anos, já que as empresas tendem a reduzir custos e adiar investimentos enquanto avaliamos efeitos das novas barreiras comerciais em formação.

Fonte: Valor Econômico
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Argélia triplica importação de carne do Brasil

A Argélia já ocupa a quarta posição entre os maiores destinos da carne bovina brasileira exportada, de acordo com dados do primeiro bimestre deste ano divulgados nesta segunda-feira (17) pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e compilados junto da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), atrelada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O país é o mais bem posicionado entre os árabes como importador do produto no período. Os argelinos compraram 15,9 mil toneladas de carne do Brasil em janeiro e fevereiro, o que significou receita de US$ 85,4 milhões. O aumento sobre iguais meses de 2024 foi de 199% em quantidade e de 254% em valores.

Segundo as estatísticas publicadas no site da Abrafrigo, a Argélia vem ganhando terreno como importadora da carne bovina nacional. No ano passado, o país figurava como 12º destino, já com um crescimento representativo sobre 2023, quando estava em 40º lugar no ranking. Neste ano, em janeiro individualmente os argelinos eram o quarto destino, posição em que se mantêm no bimestre.

Os outros grandes destinos das exportações brasileiras de carne bovina no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano foram a China, a maior compradora com cerca de 40% do total que o Brasil vende no exterior, seguida por Estados Unidos e pelo Chile. A Abrafrigo destaca o crescimento no período das vendas nacionais para outros dois países, a Itália e a Líbia, este último uma nação árabe da África.

Exportação geral
No geral, as exportações de carne bovina do Brasil no primeiro bimestre somaram 456,1 mil toneladas, com queda de 2% no volume sobre iguais meses de 2024, mas aumento de 12% na receita, que foi para US$ 2,066 bilhões. Em fevereiro individualmente, as vendas internacionais do setor, que incluem carnes in natura somadas às carnes processadas e subprodutos, caíram 6% no volume para 217,1 mil toneladas. Já a receita cresceu 12,6% no mês de fevereiro, passando para US$ 1,038 bilhão.

Fonte: ANBA
 Argélia triplica importação de carne do Brasil

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Egito é o maior fornecedor de laranjas para Brasil

O Brasil é conhecido como o maior produtor de laranjas do mundo, e o maior exportador de suco concentrado de laranja, com 75% do mercado mundial.

Para complementar o consumo interno, no entanto, nosso País sempre importou essa fruta, em especial da Espanha, uma especialista em produção de citrus. Nos últimos anos, outro fornecedor vem brigando pela posição de maior vendedor de laranjas para o mercado brasileiro: o Egito. Em 2024, foi o país que mais exportou para o Brasil, com vendas no valor de US$ 16,1 milhão, alta de 113% em relação a 2023

As importações de laranja têm crescido, em especial nos últimos dois anos. Em 2024, praticamente dobraram de tamanho, saindo de 26,9 mil toneladas em 2023 para 51,2 mil toneladas no ano seguinte, um aumento expressivo de 90,3%. A principal razão é a queda na produção nacional, o que faz aumentar a demanda do produto internacionalmente. Para se ter uma ideia, a estimativa da produção da safra 2024/2025 é de 228 milhões de caixas. Na safra anterior, foi 307 milhões de caixas.

A queda na produção, por sua vez, tem duas explicações: o avanço do greening, doença causada por uma bactéria, nas plantações – em especial do estado de São Paulo -, e os fatores climáticos, principalmente o calor extremo.

“Hoje, nosso principal problema é muito mais o calor extremo que o greening”, diz Guilherme Rodriguez, engenheiro-agrônomo e supervisor de Projetos do Fundecitrus, Fundo de Defesa da Citricultura, entidade privada criada em 1977 para promover a produção do parque citrícola do Estado de São Paulo – hoje o chamado “cinturão citrícola” inclui também algumas cidades do sul de Minas Gerais. Guilherme explica: “O greening afeta nossas plantações desde 2004 e causa diversos prejuízos, como a seca de ramos e a queda de frutos. Para combatê-lo, utilizamos diferentes estratégias ao longo dos anos. Já o calor extremo impacta principalmente a fixação dos frutos, reduzindo sua quantidade. Enquanto o greening compromete a saúde da planta, o calor afeta diretamente a produção.”

O próprio Fundecitrus atua há duas décadas no combate ao greening. Também conhecido como huanglongbing e HLB, ele ataca todos os tipos de citros e não há cura para as plantas doentes. Para reforçar o trabalho, em fevereiro o fundo lançou a campanha de conscientização “Para a incidência ser zero, o controle precisa ser dez”, lembrando, entre outras coisas, que a principal arma contra ele é a prevenção, e de forma coletiva. “Hoje, 44% das plantações paulistas têm greening, sendo Limeira a cidade com o maior índice, 78%”, explica Guilherme. “E se um fazendeiro cuida, mas o vizinho não, todos podem ser afetados. O combate só dá certo com o manejo regional”.

Na prática, o que acontece é que as árvores novas afetadas não chegam a produzir e as adultas em produção sofrem uma grande queda prematura de frutos e definham ao longo do tempo. Bactéria originária do Sudoeste Asiático, o greening praticamente dizimou a fruticultura da Flórida, nos Estados Unidos. Mas se a bactéria é um inimigo já conhecido e que vem sendo combatido, o calor extremo é uma novidade dos últimos anos. Uma das estratégias para lidar com ele, no momento, é o aumento da irrigação.

Do outro lado, oportunidade para o importador

Como em toda balança comercial, o que é problema para uns se torna oportunidade para outros. O Brasil importa laranjas do Egito desde 2019, quando foram aprovados os protocolos fitossanitários, mas desde 2017 já existia um acordo de livre comércio do país árabe com o Mercosul, o que elimina um imposto de importação que os países da Europa pagam. Conforme os egípcios foram aprimorando o produto, foram também adentrando no mercado brasileiro, movimento sentido mais nos últimos anos.

A trading 52W, de São Paulo, começou a trazer laranjas egípcias ao Brasil em dezembro de 2024. Fundada há três anos, importando inicialmente maçãs portuguesas e maçãs e peras argentinas, a empresa detectou a oportunidade das laranjas do Egito de forma curiosa. “Fomos passar uma temporada na Espanha para aprender sobre laranja, tangerina e limão. Quando estávamos lá, aconteceu uma greve geral dos produtores espanhóis de laranja contra os produtos de outros países, que estavam chegando com a mesma qualidade e mais baratos, em especial do Egito. Foi quando deu o estalo”, conta Gustavo Fávero, um dos sócios da 52W.

Mostafa Adel é parceiro da 52W no Egito

Ele e os sócios perceberam o tamanho do potencial quando viram que tinha fornecedor que não estava conseguindo entrar no mercado brasileiro. Logo encontraram um parceiro comercial no Cairo, a Dream International e, juntos, começaram a operação para trazer laranjas de mesa dos tipos Navel (aqui vendida como Bahia) e Valência. “Não é uma operação fácil, tudo é avaliado, cor, calibre, nível de acidez e doçura e o parceiro logístico tem que ser de qualidade porque tudo tem que acontecer em 30 dias e o transporte a quatro graus de temperatura”, explica o importador, que se prepara para fazer a mão contrária e exportar produtos brasileiros para o país árabe.

Para Gustavo, a presença maior do produto egípcio se deve mais à substituição do espanhol, com mesma qualidade e melhor preço, que pelas questões da produção brasileira. “O Brasil é um excelente produtor de citrus, mas é normal com toda fruta que ela seja complementada na chamada entressafra por importadas, para que tenha oferta o ano inteiro para o consumidor”. O que torna o Brasil, com ou sem problemas de produção, um ótimo mercado consumidor em qualquer momento.

Cadeia da laranja

Mesmo com todas as adversidades, a cadeia da laranja no Brasil é de suma importância. Além de ainda ser o maior produtor mundial e responder por 75% das vendas globais de suco da fruta, toda a cadeia gera cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos, somando U$ 189 milhões em impostos. Nesse cenário, São Paulo ainda se destaca, com 90% do volume exportado pelo País. Apenas em São Paulo, foram geradas 45.112 vagas na safra 2023/2024, uma alta de 10% em comparação com a safra anterior, de acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

Para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, apesar do greening e do clima nada favorável, ainda há muitos motivos para se comemorar o avanço do setor. Além da geração de empregos, a laranja paulista foi responsável por 8,2% de tudo que foi exportado por São Paulo, em um montante de US$ 1,15 bilhão na balança do Estado no ano passado. É um dos cinco principais produtos do agro paulista na balança comercial, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), órgão vinculado à secretaria.

Fonte: ANBA
Egito é o maior fornecedor de laranjas para Brasil

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Portos gaúchos registram aumento das movimentações no primeiro bimestre de 2025

O complexo portuário do Rio Grande do Sul encerrou o primeiro bimestre de 2025 com uma movimentação de 6.895.687 toneladas, um aumento de 19,11%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Em paralelo a isso, o Porto do Rio Grande e seu distrito industrial registraram 6.735.155 toneladas, a melhor movimentação dos últimos dez anos nos primeiros 60 dias do novo ano. Os granéis sólidos respondem por grande parte desse quantitativo, alcançando 57,1%. As cargas gerais são a segunda categoria mais movimentada e representam 35,1%. Já os granéis líquidos somam 7,1%. O número de navios e barcaças que circularam pelas três unidades também aumentou: Rio Grande recebeu no período 515 embarcações, Pelotas 65 e Porto Alegre outras 14.

No Porto do Rio Grande, o aumento de 24,32% nas movimentações foi puxado pela alta de cargas como milho (32.718,04%), sulfatos (715,91%), carnes (63,43%), fosfatos (50,93%), soja em grão (36,57%) e celulose (16,97%). Quanto à movimentação de contêineres, a variação positiva foi de 38,54%, passando de 111.501 TEUs, em 2024, para 154.479 TEUs, em 2025.

O gráfico abaixo revela quais foram as principais cargas de exportação e importação do Porto do Rio Grande nos doze meses de 2024, de acordo com dados do DataLiner. Clique no link abaixo para solicitar uma demonstração.

Principais Cargas em Contêineres do Porto do Rio Grande | 2024 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Em relação à origem das importações, a China é o país que lidera o ranking no período entre janeiro e fevereiro, com 339.240 toneladas. Na sequência aparecem a Argentina (307.207t), os Estados Unidos (71.760t), o Marrocos (71.001t) e o Uruguai (67.204t), nesta ordem. Já as exportações tiveram como destino o Vietnã (642.316t), a China (559.512t), a Indonésia (341.636t), a Arábia Saudita (335.906t) e os Estados Unidos (167.342t), respectivamente.

No Porto de Pelotas, a movimentação total do período foi de 123.130 toneladas. As toras de madeira seguem respondendo pela maioria das operações, alcançando 112.113 toneladas. Já o clínquer, que é o cimento em sua fase bruta de fabricação, registrou 11.017 toneladas.

No Porto de Porto Alegre, as movimentações somaram 37.402 toneladas. Os insumos para a produção de fertilizantes são as principais cargas da unidade e somaram no período 21.352 toneladas. Na sequência aparece o trigo (10.743t), o sal (5.302t) e o clínquer (5t).

FONTE: Datamar News
Portos gaúchos registram aumento das movimentações no primeiro bimestre de 2025 – DatamarNews

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DP World e Maersk fazem acordo para operação no Porto de Santos

A DP World Brasil firmou acordo com a Maersk, empresa de transporte marítimo e logística, para operação no terminal de Santos.

Pela parceria comercial, a DP World expandirá a capacidade e volumes, enquanto a Maersk assegura atendimento no longo prazo, com nível de serviço mínimo acordado. O acordo de longo prazo estabelece a implementação de seis serviços e oito escalas semanais ao longo de 2025, com previsão de crescer para sete serviços e dez escalas semanais a partir do segundo ano, após a primeira fase de expansão de capacidade a ser realizada pela DP World, quando o terminal atingirá o volume de 1,7 milhão de TEU.

O gráfico a seguir coloca em perspectiva as exportações e importações de contêineres entre janeiro de 2022 e janeiro de 2024 no Porto de Santos. Essas informações vêm do DataLiner, um produto de inteligência da Datamar.

Exportações e Importações de Contêineres | Porto de Santos | Jan 2022 – Jan 2024 | TEUs

“É mais um passo estratégico da DP World, reforçando nossa presença no terminal de Santos e abrindo caminhos para novas oportunidades de expansão no Brasil. Esse acordo com a Maersk não só nos permite ampliar nossa capacidade operacional para movimentação de contêineres, como também assegura um serviço robusto e sustentável de longo prazo”, afirma Márcio Medina, vice-presidente comercial da DP World Brasil.

Paulo Ruy, head regional de Terminais e Aquisições Portuárias para a América Latina da Maersk, afirmou que o acordo garante capacidade de serviço para a Maersk em Santos. “Está alinhado com nossa estratégia de assegurar operações confiáveis e eficientes para nossos clientes na região”.

Fonte: A tribuna
DP World e Maersk fazem acordo para operação no Porto de Santos

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Descubra se sua empresa está pagando salários competitivos e atraindo os melhores talentos do mercado

A Pesquisa Salarial Logística 2025 é uma oportunidade para gestores e empresários do setor obterem dados estratégicos sobre remuneração, benefícios e tendências salariais de mais de 50 cargos dos mercados de logística e transporte. 

Você sabia que uma estrutura salarial bem definida pode ser o diferencial para atrair e reter talentos na sua empresa? No dinâmico setor da logística e transporte, onde a competitividade cresce a cada dia, conhecer as médias salariais do mercado é essencial para garantir que sua empresa esteja sempre à frente. 

Por isso a Pesquisa Salarial 2025 – Logística e Transporte chega como uma oportunidade exclusiva para gestores e empresários do setor obterem dados estratégicos sobre remuneração, benefícios e tendências salariais, na região de Itajaí (SC). A pesquisa permite que as empresas tenhas acesso a informações valiosas para ajustar suas estratégias de gestão de pessoas e fortalecer sua competitividade. Segundo a organizadora Jaque Brenner, essa é a primeira pesquisa regional desse mercado de logística e transporte, com empresas de Itajaí. “Todas as pesquisas de salário hoje são com dados nacionais e a nossa pesquisa irá trazer uma visão regional. Serão analisados 50 cargos dentro das áreas de logística e transporte”, explica.  

Por que participar? 

  • Informação estratégica: Descubra como sua empresa se posiciona no mercado em relação aos salários praticados. 
  • Competitividade: Ajuste sua política de remuneração e retenha talentos qualificados. 
  • Tendências do setor: Tenha acesso a dados atualizados sobre benefícios, bonificações e práticas salariais. 
  • Confidencialidade garantida: Todas as informações fornecidas são tratadas de forma sigilosa e os resultados serão divulgados de forma agregada. 

 

Ao participar, a empresa contribui para um panorama mais transparente do setor logístico, permitindo que o mercado evolua de forma mais justa e equilibrada. A coleta de dados será feita por meio de um formulário preenchido pelos próprios funcionários até o dia 25 de março. Os dados serão entregues às empresas participantes até 08 de abril. A pesquisa salarial e o desenvolvimento de carreira também serão temas de palestra na próxima edição do Divas do Comex, organizado pelo ReConecta News, em julho.  

A Pesquisa Salarial 2025 – Logística e Transporte é realizada pela Jaque Brenner Solução em Gestão de Pessoas, que está há 17 anos no mercado.  

As inscrições são até o dia 20 de março. Para mais informações e para garantir sua participação, entre em contato pelo e-mail jaqueline@jaquebrenner.com 

Se a sua empresa ficou interessada em participar, use cupom RECONECTA10 para ter 10% de desconto.  

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A inteligência artificial vai roubar meu emprego?

Confira dicas de como se manter relevante no mercado de trabalho com o uso crescente desta ferramenta, independentemente da sua área de atuação

O uso crescente de inteligência artificial tem preocupado profissionais de diferentes áreas. Afinal, ela vai acabar com o meu emprego?

Analistas de mercado dizem que, em vez de temer a IA, o melhor a fazer é entender seu impacto e se preparar para um futuro em que humanos e máquinas trabalhem juntos.

Os especialistas também observam que, se por um lado a tecnologia substitui ou ameaça algumas funções, por outro cria novas oportunidades de trabalho.

A Indústria News pesquisou o que tem sido comentado sobre o tema no LinkedIn e sites especializados, e lista abaixo dicas para o trabalhador se manter relevante na era da IA.

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Interação: entender o impacto da IA e se preparar para um mercado com ela é um caminho a seguir

1. Adapte-se a mudanças – a tecnologia sempre transformou o mercado de trabalho. Foi assim, por exemplo, com a internet e o celular. No caso da IA, em vez de rejeitá-la, o melhor é tentar entender como ela impacta sua área e encontrar meios de se adaptar a ela.

2. Desenvolva habilidades humanas – a IA não pode substituir muitas habilidades humanas; então, atente sempre a pontos como criatividade, empatia, inteligência emocional e pensamento crítico.

3. Aprenda a trabalhar com IA – em vez de enxergar a IA como concorrente, tente vê-la como aliada; dominar ferramentas de inteligência artificial pode aumentar sua produtividade e eficiência.

4. Aprenda continuamente – o profissional que se mantém atualizado em termos de tecnologia tem mais chances de se destacar no mercado. Leia sobre tendências, faça cursos, teste ferramentas e busque sempre se aprimorar.

5. Amplie seu repertório de habilidades – ter conhecimentos diversificados pode abrir novas oportunidades; profissionais com múltiplas competências são mais versáteis e resilientes diante das mudanças.

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É preciso estudar: profissional que se mantém atualizado tem mais chances de se manter no mercado

6. Foco na resolução de problemas – as máquinas processam dados, mas a tomada de decisão estratégica e a capacidade de solucionar problemas complexos continuam sendo qualidades essenciais dos humanos.

7. Construa uma rede de contatos – ter conexões profissionais pode abrir portas para novas oportunidades e garantir maior segurança no mercado de trabalho atual, marcado por mudanças muito rápidas.

8. Desenvolva habilidades digitais – mesmo que seu trabalho não esteja ligado à tecnologia, entender o básico sobre IA, análise de dados e automação pode ser um grande diferencial.

9. Inove em sua área – profissionais que pensam fora da caixa se tornam menos substituíveis; para este exercício, o trabalhador pode, inclusive, usar inteligência artificial.

10. Mantenha-se otimista e proativo – a insegurança com o futuro do trabalho é compreensível, mas encarar a IA como uma oportunidade e não como uma ameaça pode fazer toda a diferença neste momento.

FONTE: FIESC
A inteligência artificial vai roubar meu emprego? | FIESC

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Contas públicas têm superávit recorde em janeiro; dívida bruta recua

O resultado foi o maior da série histórica do BC, iniciada em 2002

O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) teve superávit primário de R$ 104,096 bilhões em janeiro, informou o Banco Central.

O resultado – que reflete a diferença entre as receitas e despesas do setor público, antes do pagamento dos juros da dívida pública – foi o maior da série histórica do BC, iniciada em 2002.

Desde 2002, o setor público tem registrado superávit primário em todos os meses de janeiro, que tem forte sazonalidade positiva para as contas públicas por ser o primeiro do trimestre e concentrar a entrada de alguns impostos nos cofres do governo.

Segundo os dados do BC, o governo central (Tesouro Nacional, BC e INSS) teve superávit de R$ 83,150 bilhões em janeiro. Estados e municípios tiveram superávit de R$ 21,952 bilhões, e as empresas estatais, déficit de R$ 1,006 bilhão.

O resultado do governo central em janeiro, que teve superávit de R$ 83,150 bilhões, também foi recorde. Estados e municípios registraram superávit de R$ 20,2 bilhões em janeiro, ligeiramente inferior ao resultado obtido no mesmo mês de 2024.

O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, destacou que contribuiu para esse resultado o crescimento das receitas. Ele detalhou que as transferências da União cresceram 2,8% no mês, enquanto a arrecadação própria, com o ICMS, aumentou por volta de 4%.

Esperado

O economista da Buysidebrazil Italo Faviano afirma que o superávit do setor público consolidado em janeiro já era esperado por conta da sazonalidade, com o primeiro mês do ano tendo antecipação de créditos tributários e arrecadação historicamente elevada, e também pelo fato de que o governo tem operado sob 1/18 do Orçamento, visto que o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para 2025 ainda não foi aprovado. “PLOA é anual e, se fosse para tocar com normalidade, o governo teria de trabalhar com 1/12 do Orçamento. Mas, como houve um cenário adverso, o governo restringiu para ser menos, 1/18”, lembra o economista. Segundo Faviano, a tendência é de que o governo siga operando sob 1/18 do Orçamento até março.

“Quando olhamos a foto de janeiro, parece um dado bastante positivo. Só que, quando olhamos o acumulado, o filme, como está andando a história do fiscal brasileiro, ainda podemos ficar bastante preocupados. Juros nominais devem subir nos próximos meses.”

Segundo cálculos da Buysidebrazil, o resultado primário do setor público deve ficar próximo de déficit de R$ 50 bilhões em 2025.

Dívida bruta cai

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) caiu pelo segundo mês consecutivo, de 76,1% em dezembro para 75,3% em janeiro, informou o BC. Em reais, a dívida passou de R$ 8,984 trilhões para R$ 8,940 trilhões.

A DBGG – que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o BC e as empresas estatais – é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

O pico da série da dívida bruta foi alcançado em dezembro de 2020 (87,6%), devido às medidas fiscais adotadas no início da pandemia de covid-19. No melhor momento, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) – que leva em conta as reservas internacionais do Brasil – caiu de 61,2% do PIB em dezembro para 60,8% em janeiro. Em reais, atingiu R$ 7,221 trilhões.

FONTE: CNN Brasil
Contas públicas têm superávit recorde em janeiro; dívida bruta recua | CNN Brasil

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CEO da WEG chama tarifas de erro e diz que empresa está pronta para guerra comercial

Empresa de Santa Catarina fornece motores para transmissão de energia e pretende usar sua capilaridade global para mitigar o efeito das taxas

O CEO da WEG (WEGE3) chamou as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, de um “erro fundamental”, ao mesmo tempo em que afirma que a empresa produtora de motores elétricos está preparada para lidar com uma guerra comercial.

A WEG, que tem o terceiro maior valor de mercado na bolsa de valores do Brasil, planeja usar suas mais de 60 fábricas em 17 países, incluindo o México, para mudar a produção e evitar as taxas, disse o CEO Alberto Kuba em entrevista.

“Não precisamos usar o México para exportar apenas para os EUA”, disse Kuba. A empresa “pode ​​usar o México como um centro para exportar para qualquer outro país”.

A WEG, que fornece motores para os setores de transmissão de energia e energia renovável em todo o mundo, usou uma estratégia semelhante durante a pandemia para transferir a produção para países que reabriram mais rapidamente. Essa vantagem ajudou a ganhar participação de mercado.

A ágil cadeia de suprimentos da empresa pode dar a ela uma vantagem sobre os concorrentes que não conseguem transferir a produção tão facilmente. Isso, e a necessidade dos Estados Unidos de modernizar e expandir sua rede elétrica, deixaram Kuba otimista sobre o mercado dos EUA.

“Estamos bem posicionados para todos os cenários”, disse Kuba. “Se Trump fizer a economia dos EUA crescer, está tudo bem.”

Ainda assim, Kuba questiona a estratégia de Trump porque os EUA não têm a capacidade de aumentar rapidamente a produção industrial se as empresas quisessem se mudar. Ele acrescentou que a falta de trabalhadores qualificados nas fábricas dos EUA pode dificultar a expansão.

Se as tarifas atingirem algum produto da WEG, a empresa não hesitará em repassar os preços aos clientes, disse Kuba.

As ações da WEG caíam cerca de 11% neste ano até quinta-feira nas negociações na Bolsa de valores do Brasil. Isso ocorreu depois de subirem mais de 40% em 2024.

FONTE: Bloomberg
CEO da WEG chama tarifas de erro e diz que empresa está pronta para guerra comercial

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Setor de madeira deve crescer 5,44% em 2025, acima da média de SC

Novos mercados para exportações e ciclo da construção civil puxam desempenho; recuo na demanda doméstica por móveis é desafio para o segmento

Em 2025, o segmento de madeira deverá crescer 5,44% em Santa Catarina, de acordo com estudo da Federação das Indústrias de SC (FIESC). O desempenho é bem superior ao esperado para o crescimento da indústria geral no estado, estimado em 1,74% para o período. Para o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, o crescimento dos mercados de exportação, aliado à resiliência da construção civil no Brasil, sustenta a projeção de alta. “O principal desafio para 2025 será a desaceleração da demanda interna por móveis, enquanto, no mercado externo, as mudanças tarifárias dos EUA podem criar novas oportunidades, com os mercados emergentes expandindo seu potencial de consumo e abrindo novas fronteiras para o setor em Santa Catarina”, afirma.

Oportunidades
As tarifas de reciprocidade anunciadas pelo governo norte-americano podem abrir novas frentes comerciais para os produtores catarinenses no mercado dos EUA. Isso porque, mesmo que o Brasil enfrente reciprocidade, as exportações de SC permanecerão competitivas, com tarifas médias de cerca de 9% – abaixo das praticadas por grandes concorrentes. De acordo com o vice-presidente da FIESC para a região do Planalto Norte, Arnaldo Huebl, taxas menores do que as aplicadas à China seriam decisivas à abertura de novos mercados aos catarinenses. O Planalto Norte é um dos polos internacionais do setor de móveis de SC.

Bittencourt destaca, no entanto, que os efeitos das tarifas sobre a inflação nos Estados Unidos podem também limitar o consumo por lá. Essa preocupação é corroborada por Leonir Tesser, vice-presidente da FIESC para a região Centro-Oeste, polo madeireiro. “O temor dos consumidores americanos em relação à inflação já tem reduzido o consumo de móveis, gerando preocupações para o curto prazo”, explica o industrial.

O primeiro vice-presidente da Federação, Gilberto Seleme, que atua no setor,  lembra, contudo, que o setor de móveis seria o mais impactado pela reciprocidade, já que a tarifa brasileira para o produto norte-americano é de 18%. “A taxação, especialmente de produtos com maior grau de manufatura, como portas, por exemplo, impactaria os custos da construção civil dos Estados Unidos, que poderia entrar em recessão. Por isso não acredito que este tipo de produto seja fortemente taxado”, diz Seleme.

Desempenho em 2024
O estudo da Federação aponta ainda que, em 2024, a produção madeireira de Santa Catarina teve um crescimento de 9,22%, acima da média nacional, de 8,46%. No ano passado, o impulso veio das exportações, que avançaram 17%, ampliando a presença do setor no mercado externo. A média de crescimento das vendas externas do ramo no Brasil foi de 14,7% em 2024.

No ano passado, observou-se aumento das exportações a mercados emergentes como México (14,9%), China (6,9%), Vietnã (8,8%), Emirados Árabes (18%) e Índia (61,4%). “A Índia desponta como mercado altamente promissor, considerando o crescimento constante do PIB, em torno de 7% ao ano, e intensa urbanização, favorecendo o mercado imobiliário local”, explica Bittencourt.

No cenário doméstico, dois fatores contribuíram para o resultado, segundo o economista: juros menores e o alto nível de consumo das famílias, que cresceu 7%. “A construção civil, que foi responsável por cerca de 17% da demanda nacional por produtos de madeira, foi beneficiada por essas duas variáveis, que também contribuíram para elevar a demanda nacional por móveis”.

FONTE: FIESC
Setor de madeira deve crescer 5,44% em 2025, acima da média de SC | FIESC

 

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