Informação

MDIC lança Portal com principais informações regulatórias em um só ambiente

Ferramenta facilita a vida de empresas e cidadãos, reduzindo custos e burocracia, permitindo o acompanhamento e a compreensão do processo regulatório no Brasil

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou nesta quarta-feira (9/7) o Portal da Regulação, ferramenta que consolidará todas as informações relevantes sobre a atuação regulatória do Estado em um só ambiente digital. Trata-se de uma plataforma única de disseminação de boas práticas e orientação a todos os públicos envolvidos na regulação.

Conheça o Portal da Regulação aqui: https://portalreg.mdic.gov.br/

“Hoje demos um passo importante com o lançamento do Portal da Regulação”, afirmou o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin. “A plataforma vem ao encontro de dois objetivos: reduzir custos, para aumentar a competitividade, o crescimento econômico e a geração de emprego; e desburocratizar, simplificar, facilitar o acesso da população às normas que procuram”, detalhou.

“Essa plataforma representa a porta de entrada para o universo regulatório no Brasil”, destacou a secretária de Competitividade e Política Regulatória, Andrea Macera. “É uma ferramenta que facilita a vida de empresas e cidadãos, reduz a burocracia, dá mais transparência a investidores e promove uma regulação que cumpra a sua finalidade pública com qualidade, eficiência e legitimidade”, complementou.

Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação mostram que, entre a promulgação da Constituição de 1988 e o ano de 2024 foram editas 7,8 milhões de normas – média de 860 por dia útil.

Tal complexidade regulatória gera um custo que, em 2023, foi estimado em R$ 243,7 bilhões, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2024. O custo de não conformidade, associado ao descumprimento de normas pelo não conhecimento, dificuldade de encontrar ou de implementar as normas, foi estimado em R$ 150,1 bilhões.

Desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Observatório da Indústria do SENAI/CE, o Portal permitirá que os usuários tenham acesso facilitado aos órgãos reguladores e suas agendas, a consultas públicas em andamento e a um repositório de informações para consulta e aprendizado.

A plataforma ainda oferecerá um canal para envio de críticas, sugestões e propostas aos órgãos, assim como possibilitará a divulgação de cursos e eventos sobre as melhores práticas regulatórias.

Oferecendo suporte em cada etapa do ciclo regulatório, a plataforma poderá contribuir para mais coerência na construção de normas nacionais e colaborar para a elaboração de regulações mais efetivas, reduzindo os custos para a sociedade.

Outras funcionalidades também deverão ser entregues num segundo momento, entre elas a hospedagem de ferramentas de boas práticas regulatórias, como uma calculadora baseada em IA de custos administrativos; a divulgação de normas por setores regulados; um fórum de discussão voltado a qualidade regulatória; e um canal direto para sugestões, comentários e contribuições dos usuários sobre o Portal.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio Exterior, Importação, Informação, Inovação

Setor de saúde precisa se adaptar à nova fase do Novo Processo de Importação 

Com impacto direto sobre o setor regulado, a medida exige que empresas da área da saúde adotem novos procedimentos para internalização de produtos no Brasil.

A Receita Federal e o Ministério da Fazenda vêm promovendo transformações significativas nas operações de comércio exterior por meio do Novo Processo de Importação (NPI), parte do Programa Portal Único de Comércio Exterior. 

Com impacto direto sobre o setor regulado, a medida exige que empresas da área da saúde – incluindo fabricantes e importadores de medicamentos, dispositivos médicos e insumos hospitalares – adotem novos procedimentos para internalização de produtos no Brasil. 

Entre os principais pontos do NPI estão a adoção obrigatória da Declaração Única de Importação (DUIMP), o uso do Catálogo de Produtos e a digitalização de autorizações por meio do módulo LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos). A integração com órgãos anuentes, como a Anvisa, exige maior rigor técnico e atualização constante das equipes responsáveis pelas operações aduaneiras. 

“As empresas do setor de saúde precisam alinhar sua rotina ao novo processo para evitar atrasos e penalidades. O conhecimento técnico da operação, aliado à integração com os sistemas públicos, é fundamental para garantir eficiência e conformidade”, afirma Alex Sandro Santos, coordenador de importação da Unia. 

A Unia atua com foco no setor farmacêutico, prestando assessoria logística e aduaneira para empresas que precisam se adequar às novas exigências do comércio exterior. O suporte inclui análise de conformidade, classificação fiscal e estruturação de processos alinhados às normas atuais. 

TEXTO E FOTOS: DIVULGAÇÃO UNIA 

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Comércio, Informação

O impacto silencioso da gripe aviária

Recentemente, o país sofreu o impacto da gripe aviária nas granjas brasileiras. A doença é causada pelo vírus Influenza tipo A, altamente contagioso, que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos. O primeiro caso foi registrado em maio de 2025, no Rio Grande do Sul, sendo a primeira ocorrência em uma granja comercial no Brasil.

Após a confirmação, o país adotou medidas protetivas voltadas à segurança sanitária. Foi decretado estado de emergência zoossanitária e implementadas ações emergenciais nas zonas de proteção e de vigilância ao redor do foco da ocorrência. Devido às medidas adotadas tanto pelo Brasil quanto por países com os quais mantém relações comerciais, o país enfrentou 28 dias de restrição e suspensão nas exportações de carne de frango, mantendo um plano de vigilância ativo para controle da doença.

Repercussões no mercado interno e dinâmica dos preços

Embora o incidente tenha sido pontual, restrito a um único estado e sem resultar em contaminação em massa, suas repercussões no mercado interno foram significativas. A divulgação da gripe aviária causou uma reação inicial intensa no mercado, gerando especulações sobre as medidas a serem adotadas e seus possíveis efeitos. Isso provocou uma movimentação seguida por uma queda nos preços.

No segmento do farelo de soja, a notícia da gripe aviária agravou uma tendência de queda já em curso, impulsionada também por uma safra recorde. A redução na demanda por farelo de soja destinado à nutrição animal, diretamente associada à gripe aviária, resultou em excedente de produto no mercado, pressionando ainda mais os preços. Mesmo com o fim do recesso sanitário, não há, até o momento, expectativa de recuperação dos preços, em razão da alta disponibilidade do produto.

O mercado de farinha, intimamente ligado ao de farelo, também foi afetado. Os preços caíram devido ao volume excedente de farelo e à queda na demanda, agravada pela ampla oferta de produtos.

Implicações no esmagamento de soja

Adicionalmente, a gripe aviária contribuiu para a redução no volume de esmagamento de soja. A atratividade dos preços tanto do óleo de soja (produto) quanto do farelo de soja (coproduto) diminuiu, com ambos registrando queda na demanda. A demanda por óleo de soja foi impactada pelo consumo de biodiesel, enquanto a do farelo foi afetada diretamente pela gripe aviária.

Em contrapartida, o preço do grão de soja aumentou, impulsionado pela demanda chinesa. Essa combinação de fatores tornou o esmagamento de soja economicamente desfavorável no período analisado.

Em suma, embora o surto de gripe aviária no Brasil, em maio de 2025, tenha sido prontamente contido por meio de rigorosas medidas sanitárias e restrições temporárias às exportações, seus efeitos no mercado interno foram expressivos. A confirmação da doença provocou especulações e levou à queda nos preços de commodities como o farelo de soja, que já enfrentava um cenário de safras recordes. A diminuição da demanda por nutrição animal e a elevada oferta de produtos acentuaram a desvalorização dos preços do farelo e da farinha. Além disso, a gripe aviária, aliada à baixa demanda por óleo de soja e ao aumento no preço do grão de soja devido à procura chinesa, desempenhou um papel importante na retração das operações de esmagamento de soja no país.

Fonte: AviSite

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Comércio Exterior, Importação, Informação

NAC Lança crédito exclusivo para cargas LCL na importação 

A NAC acaba de lançar uma solução inovadora para quem importa produtos via carga LCL (Less than Container Load) / Fracionada – uma modalidade que representa boa parte dos importadores brasileiros. Agora, é possível obter crédito na importação de carga LCL, tendo a própria carga como garantia, algo inédito no Comércio Exterior Brasileiro, e que promete destravar o crescimento de empresas que importam através dessa modalidade. 

“O primeiro ponto é entender a necessidade do importador. Quando ele importa de países como China, por exemplo, o primeiro desafio é que ele precisa pagar antecipado (…) Quando chega no Brasil, você vai precisar pagar impostos, que geralmente representam 50% do valor da mercadoria, pagar o frete marítimo, frete terrestre, levar para o seu armazém, produzir, vender, e depois de vender, geralmente, você precisa dar prazo para o cliente final ou prazo para plataformas de marketplace. Então estamos falando de um fluxo de caixa entre o pagamento inicial à venda das mercadorias que pode chegar a seis meses (180 dias), o que é desafiador”, explica Tiago Quaresma, Head Comercial da NAC.  

Solução exclusiva para importador de carga LCL 

A nova linha de crédito da NAC foi desenhada para resolver um dos maiores gargalos do comércio exterior: o tempo entre o pagamento antecipado e o retorno financeiro da operação. Em muitos casos, esse intervalo pode ultrapassar seis meses (180 dias), o que compromete o capital de giro e dificulta a escalabilidade das operações de importação. “Imagina aquele importador que precisa fazer uma operação mensal. É um fluxo de caixa muito apertado”, reforça Quaresma.  

O diferencial da NAC está em oferecer crédito tendo a carga como garantia, inclusive para cargas LCL / fracionada, sem exigir garantias tradicionais como imóveis ou aplicações financeiras — algo praticamente inexistente entre os bancos tradicionais. 

Além disso, a linha tem vantagens exclusivas: 

• Crédito em reais, evitando exposição cambial; 

• Isento de IOF, o que reduz o custo da operação; 

• Não compromete o limite de crédito do cliente nos bancos convencionais; 

• Não interfere no operacional da importação: o cliente mantém o mesmo fornecedor, o mesmo BL, os mesmos prazos. 

• Prazo de 6 meses (180 dias) 

Oportunidade para pequenos e médios importadores 

Essa solução atende diretamente os pequenos e médios empresários que importam em menor volume, mas enfrentam os mesmos desafios de quem importa por full conteiner. Por isso, o lançamento é visto como um divisor de águas no acesso ao crédito para o comércio exterior brasileiro. “Geralmente, esses importadores não têm muitas linhas de crédito, por quê? Porque são cargas fracionadas (…). Quando a gente fala da importação LCL, isso é uma novidade muito grande no mercado,” enfatiza Quaresma. 

NAC: especialista em crédito para comércio exterior 

Fundada por Gilliard Silva, conhecido como Gillis, a NAC nasceu com um DNA forte voltado ao comércio exterior e o propósito de quebrar barreiras no acesso ao crédito para importadores e exportadores brasileiros. Com mais de 20 anos de experiência no setor, Gillis identificou uma falha estrutural: o comércio exterior precisava de mais inovação e soluções financeiras alinhadas à sua complexidade operacional. 

Com um histórico consolidado em crédito para operações de full container, a NAC agora se torna referência também para quem atua com LCL, democratizando o acesso a soluções viáveis para empresas de todos os portes. Tudo isso com foco em liquidez, previsibilidade e crescimento sustentável, sem as amarras das exigências dos modelos tradicionais, sendo a primeira instituição a falar a mesma linguagem dos importadores e entender realmente os desafios do comercio exterior.  


Saiba mais no site: https://nacdigital.com.br/  

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Negócios

Tensões no Oriente Médio e os reflexos no transporte e seguro de cargas 

Os recentes episódios de instabilidade no Oriente Médio, com destaque para os conflitos envolvendo o Irã e países vizinhos, reacenderam um sinal de alerta para o setor logístico mundial. Embora o epicentro das tensões esteja geograficamente distante do Brasil, os efeitos dessa crise são imediatos e atingem diretamente a cadeia de transporte nacional, com impacto nos preços dos combustíveis, no planejamento de rotas e na exposição a riscos operacionais e econômicos. 

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é um corredor estratégico por onde circula aproximadamente 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. Qualquer ameaça de bloqueio ou limitação no tráfego marítimo nessa região repercute diretamente no valor do barril, desencadeando oscilações nos mercados e reajustes nos preços dos combustíveis em diversos países. No Brasil, país com forte dependência do transporte rodoviário, o aumento do diesel representa um desafio significativo para transportadoras, embarcadores e operadores logísticos. 

O diesel, que compõe uma parcela relevante do custo fixo das operações de transporte, quando sofre reajustes sucessivos, pressiona toda a estrutura financeira das empresas do setor. Muitas vezes, diante da tentativa de compensar a alta nos custos, observa-se uma redução dos investimentos em segurança, manutenção de frota e gerenciamento de risco, o que, por consequência, eleva a exposição a sinistros. 

Momento de atenção 

Além do impacto direto nos custos operacionais, a instabilidade internacional também influencia o comportamento do mercado segurador. A percepção de risco aumenta, especialmente em operações de exportação, cabotagem e transporte de mercadorias com origem ou destino em zonas consideradas sensíveis. Segundo Carla Kuhn, Partner & Business Development Director da BWin Tech, esse cenário exige uma reavaliação criteriosa das condições contratuais das apólices, com atenção especial às cláusulas de exclusão de guerra, atos políticos e terrorismo, que podem limitar a cobertura em situações críticas. “Em momentos como este, torna-se ainda mais evidente a importância de um programa de seguros de transporte bem estruturado, com respaldo técnico, conhecimento setorial e atualização constante diante das mudanças do cenário global”, enfatiza Carla Kuhn. 

De acordo com ela, a equipe da BWin Tech Seguros acompanha de perto a movimentação dos mercados internacionais e os reflexos diretos na logística brasileira, oferecendo aos clientes suporte técnico completo, com foco em soluções personalizadas, prevenção de perdas e continuidade operacional. 

Estratégia e gerenciamento de riscos 

Ainda segundo Carla, a imprevisibilidade do contexto geopolítico atual exige que o seguro de transporte seja tratado como parte estratégica do planejamento logístico, e não como um item secundário. “Operações sem cobertura adequada ou sem um modelo de gerenciamento de risco compatível com o atual nível de exposição podem comprometer severamente o resultado financeiro das empresas, especialmente em um ambiente de margens reduzidas e alta competitividade”, afirma. 

Diante desse cenário, a recomendação é clara: reavaliar rotas, revisar as condições contratuais das apólices e buscar orientação especializada. “O mercado de seguros evoluiu, e hoje existem soluções técnicas adaptáveis a diferentes perfis de risco, inclusive com coberturas específicas para operações em áreas de conflito ou instabilidade política”, finaliza Carla. 

Sobre a BWin Tech Seguros 

Com mais de 14 anos de atuação e mais de 25 anos de experiência no setor, a BWin Tech Seguros se destaca por sua abordagem inovadora em seguros para transporte de carga, gestão de riscos e soluções financeiras voltadas à logística. Sua plataforma 100% digital otimiza processos, reduz custos e garante eficiência operacional para transportadores, embarcadores e empresas do comércio exterior. A empresa conta com uma equipe técnica altamente capacitada para orientar e proteger os negócios diante dos novos desafios logísticos, combinando experiência, tecnologia e inteligência de dados para garantir a tranquilidade de quem movimenta o país, mesmo em tempos incertos. 

Saiba mais sobre a BWin Tech: https://bwintech.com.br/  

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Agricultura, Agronegócio, Industria, Informação, Sustentabilidade

EUA e Europa Enfrentam Queda de 40% na Produção de Alimentos, Alertam Cientistas

Andrew Hultgren, da Universidade de Illinois, e Richard Waite, do World Resources Institute, dizem que países grandes produtores estão menos adaptados que aqueles de áreas naturalmente mais quentes do planeta

Produção de alimentos têm se tornado um desafio em várias regiões do mundo

As regiões agrícolas mais férteis do planeta estão enfrentando um adversário formidável: as mudanças climáticas. Um novo estudo revela que países desenvolvidos, conhecidos por sua alta produção de alimentos, podem ver uma redução drástica na produção de milho e trigo, com perdas de até 40% nas próximas décadas.

O Estudo Revelador

Pesquisadores de instituições renomadas dos EUA e do exterior mapearam mais de 12 mil regiões em 55 países. A pesquisa, publicada na revista Nature, descobriu que, para cada aumento de 1°C na temperatura global, a produção de alimentos pode cair cerca de 120 calorias por pessoa por dia — quase 4,4% do consumo diário.

A Vulnerabilidade dos Celebridades da Agricultura

O estudo destaca que, mesmo com a implementação de estratégias de adaptação, áreas conhecidas como “celeiros agrícolas” estão sob grave ameaça. Andrew Hultgren, professor da Universidade de Illinois, sintetiza essa realidade dizendo: “Quem mais tem a perder, realmente, perde mais.” Ele ressalta que, em vez de as regiões mais pobres enfrentarem os maiores desafios, são os agricultores de locais como os EUA que agora correm riscos maiores.

O Papel do Aquecimento Global

Este estudo surge após outra pesquisa, que aponta um aumento sem precedentes na gravidade das secas globais devido ao aquecimento. Em 2022, 30% da superfície terrestre enfrentou secas de intensidade moderada a extrema, com grande parte disso sendo atribuída a temperaturas mais altas.

Um Paradoxo Assustador

Esse fenômeno cria um padrão surpreendente: as regiões que atualmente se destacam como grandes celeiros, beneficiadas por climas favoráveis, são as mais vulneráveis. Como destaca Hultgren, essas áreas não estão tão expostas ao calor extremo e, portanto, não desenvolveram adaptações a ele. Em contraste, as regiões mais quentes e de baixa renda já estão habituadas a lidar com extremidades climáticas, o que lhes confere uma leve vantagem.

O Impacto nas Culturas

As consequências para cultivos específicos são alarmantes. A produção de milho, por exemplo, poderá enfrentar uma queda de até 40% em áreas como o cinturão de grãos dos EUA, leste da China e partes da Ásia Central. Já o trigo, em países como Estados Unidos, Canadá e Rússia, deve ver perdas entre 30% e 40%.

Um Novo Olhar Sobre a Adaptação

A pesquisa também vai além de meras previsões, analisando como os produtores realmente se adaptam às mudanças climáticas. Hultgren comenta que, embora a adaptação não elimine por completo os riscos, ela pode mitigar cerca de um terço das perdas futuras.

Questões de Segurança Alimentar

A situação é crítica para a segurança alimentar global. Enquanto o arroz pode escapar de perdas significativas, outros cultivos enfrentam destinos sombrios. O impacto potencial é impressionante: as áreas mais produtivas do mundo podem ver suas rendas reduzidas, elevando a produção global e gerando aumento nos preços dos alimentos.

  • Desafios em Países de Baixa Renda
    • Mesmo que se adaptem melhor ao calor, essas regiões enfrentam suas próprias dificuldades.
    • Culturas essenciais, como a mandioca, podem sofrer perdas de até 40% na África Subsaariana, colocando em risco a segurança alimentar de populações inteiras que dependem da agricultura de subsistência.

O Custo das Mudanças

Os pesquisadores também calcularam como essas perdas agrícolas impactarão as políticas climáticas. Cada tonelada de CO₂ emitida pode custar à sociedade entre US$ 0,99 e US$ 49,48 devido a essas perdas, dependendo das suposições econômicas adotadas.

Uma Espiral de Desafios

Richard Waite, do World Resources Institute, ressalta que a diminuição dos rendimentos em um mundo que exige mais comida levará a uma pressão adicional sobre os ecossistemas naturais, criando um ciclo vicioso. Essa interação entre a produção agrícola e a saúde dos ecossistemas destaca a urgência de estratégias mais eficazes para se adaptar a um clima em mudança.

Propostas para o Futuro

Waite sugere que as abordagens tradicionais de adaptação precisam ser repensadas. “Devemos desenvolver culturas alimentares que não apenas aumentem os rendimentos, mas que também possam resistir a temperaturas altas e padrões de chuva imprevisíveis.”

A Necessidade de Ação Imediata

A pesquisa indica a urgência em reduzir as emissões e em apoiar a adaptação da agricultura e pecuária. O fracasso em agir pode resultar em uma crise alimentar global e em instabilidade social. Hultgren alerta: “Devemos acender um sinal de alerta sobre a segurança alimentar global e as tensões políticas em um futuro de aquecimento acentuado.”

Reflexões Finais

À medida que enfrentamos esses desafios climáticos, é crucial nos unirmos para buscar soluções. A situação pode parecer desalentadora, mas cada passo em direção à inovação e adaptação pode fazer a diferença. Convidamos você a refletir sobre o futuro da agricultura e como nossas escolhas de hoje moldarão os dias de amanhã.

Sua Opinião É Importante

Por fim, gostaríamos de ouvir o que você pensa sobre essas questões. Quais soluções você acredita que podem ser adotadas para mitigar os impactos das mudanças climáticas na agricultura? Sua voz é fundamental para construirmos juntos um futuro sustentável.

Fonte: Fronteira Econômica

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Comércio Exterior, Informação, Inovação, Logística, Sustentabilidade

GH Solucionador Logístico: quando sustentabilidade e eficiência caminham juntas na logística 

Em um cenário cada vez mais voltado para a responsabilidade ambiental, a logística verde deixa de ser tendência e se torna uma exigência. E um exemplo concreto de como a sustentabilidade pode estar no centro das operações é a GH Solucionador Logístico, empresa catarinense que vem transformando compromissos ambientais em ações práticas — e mensuráveis. 

Com matriz localizada em Itajaí, a GH é hoje referência em logística sustentável, adotando soluções inovadoras que aliam eficiência, tecnologia e respeito ao meio ambiente. Desde o uso de energia solar até a reutilização de resíduos plásticos, a empresa mostra que é possível reduzir impactos ambientais sem comprometer a performance operacional.  

Segundo Ana Laura Heinske dos Santos, Especialista em Assuntos Regulatórios na GH, as transformações na empresa ocorreram em meio ao avanço das discussões globais sobre as mudanças climáticas e os compromissos da Agenda 2030 da ONU e do Acordo de Paris, onde a empresa identificou a necessidade de adequar sua operação aos princípios do desenvolvimento sustentável. “O aumento das exigências dos clientes em relação aos pilares ESG e o perfil consciente dos próprios sócios impulsionaram uma transformação estratégica. Esse movimento resultou na contratação de um gestor de ESG e na criação de dois programas estruturados: o GHEco, voltado para ações ambientais, e o SinerGHia, que trata das questões sociais. Ambos possuem centro de custo próprio e autonomia operacional”, explica Ana Laura.  

Matriz carbono zero e energia limpa em toda a operação 

A sede principal da GH em Itajaí já pode se orgulhar de carregar o selo carbono zero. A estrutura é abastecida majoritariamente por painéis solares, que tornam a matriz autossuficiente em energia limpa. Essa medida não só diminui a dependência de fontes fósseis, como contribui para a redução significativa das emissões de gases de efeito estufa. Essa preocupação também se estende aos equipamentos utilizados internamente. Todas as empilhadeiras GLP utilizadas na unidade foram substituídas por empilhadeiras elétricas, oferecendo uma operação mais silenciosa e de baixo impacto ambiental.   

Outro destaque entre as ações sustentáveis da GH é o sistema de reaproveitamento de água da chuva. A água coletada é reutilizada em atividades de limpeza e manutenção, reduzindo o consumo de água potável e promovendo uma gestão mais eficiente de um dos recursos naturais mais preciosos do planeta.  

Frota sustentável: menos poluentes nas estradas 

O compromisso da GH com a sustentabilidade também percorre as estradas. A frota da empresa é composta por veículos com tecnologia EURO 5 e EURO 6, que emitem menos poluentes. Além disso, parte dos caminhões é movida a GNV (gás natural veicular), o que possibilita a redução de até 23% nas emissões de CO₂. 

Outro diferencial é o uso de melhorias na aerodinâmica dos veículos, que otimizam trajetos, diminuem o tempo nas estradas e reduzem o consumo de combustível — uma combinação que beneficia tanto o meio ambiente quanto os custos operacionais. “Diversas dessas metas já foram alcançadas com êxito. O indicador de rendimento dos pneus, por exemplo, evoluiu para 74,28%, um aumento de mais de 13% em relação ao ano anterior, resultado de uma condução mais eficiente e treinamentos específicos oferecidos aos motoristas”, ressalta Ana Laura. 

Economia circular: plásticos viram brinquedos em projeto social 

Entre os projetos ESG de destaque está o “Resinas que Transformam”, uma iniciativa que reutiliza resíduos plásticos gerados na operação e os transforma em brinquedos educativos. Esses itens são doados a crianças de comunidades locais, fortalecendo a economia circular e o impacto social positivo. Além disso, a GH participa do programa Itajaí Carbono Zero, reforçando o compromisso da empresa com uma cidade mais equilibrada e ambientalmente consciente. 

Mais do que tendência: a sustentabilidade como responsabilidade empresarial 

Para a GH, sustentabilidade não é diferencial de mercado — é responsabilidade. Cada decisão estratégica é orientada para respeitar o meio ambiente, cuidar das pessoas e preservar os recursos para as próximas gerações, sem abrir mão da eficiência logística, que segue sendo prioridade.  “Apesar do progresso, a GH entende que a sustentabilidade é um compromisso contínuo. A governança da empresa trabalha com o princípio de evolução constante, com a ambição de diversificar ainda mais sua matriz energética e reduzir de forma estrutural os impactos ambientais da operação. A sustentabilidade é, hoje, parte integrante da identidade organizacional da GH Solucionador Logístico. Mais do que iniciativas, programas como o GHEco, representam um compromisso real e contínuo com a construção de um futuro mais sustentável, alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e com as novas exigências de um mercado cada vez mais consciente e responsável”, finaliza Ana Laura.  

Sobre a GH Solucionador Logístico 

Com forte atuação no sul do Brasil, a GH oferece soluções completas em logística, armazenagem e transporte, com foco em inovação, performance e compromisso ambiental. A empresa disponibiliza uma página dedicada a suas iniciativas sustentáveis e projetos de ESG. 

🔗 Conheça mais sobre as práticas ambientais da GH: 

ghlogistica.com.br/esg 

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Comércio Exterior, Informação

Receita Federal lança painel com ranking de contrabandistas do país

Ferramenta interativa detalha representações fiscais para fins penais e será atualizada mensalmente; medida reforça transparência e combate ao crime organizado.

A Receita Federal acaba de lançar um painel interativo que apresenta o ranking dos maiores contrabandistas do país, com base nas representações fiscais para fins penais decorrentes das ações de repressão e fiscalização realizadas em 2023, 2024, 2025.

A iniciativa inédita visa ampliar a transparência das atividades de combate ao contrabando e ao descaminho, oferecendo ao cidadão uma visão clara e atualizada do enfrentamento a esses crimes.

O painel reúne dados detalhados por unidade da federação, tipo de infração, setor econômico e valor estimado dos prejuízos causados aos cofres públicos .

Para acessar o painel clique aqui


Fonte: Receita Federal.gov

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Informação, Internacional

Perimetral Leste: Paraguai conclui obra da aduana; no lado brasileiro, execução chega a 77%

DER mantém entrega da rodovia para novembro deste ano; no Paraguai, ponte sobre Rio Monday será finalizada em 2026.

A obra das aduanas Brasil–Paraguai e Brasil–Argentina, que fazem parte do complexo da rodovia Perimetral Leste, chegaram a 77,31% da execução, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER). 

No lado paraguaio, a aduana — erguida em Presidente Franco — já está pronta e permite a passagem de carros pequenos pela Ponte da Integração, que liga o município a Foz do Iguaçu.

No entanto, a circulação de veículos ainda depende da conclusão das duas aduanas situadas em Foz do Iguaçu.

A aduana Brasil–Paraguai está sendo construída na cabeceira da Ponte da Integração, e a aduana Brasil–Argentina, próximo à Ponte da Fraternidade, ligação entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú.

Na aduana perto do Paraguai, em maio, de acordo com informe do DER, estavam sendo feitas as instalações dos acabamentos internos e dos revestimentos metálicos nas fachadas. Também começou a execução de meio-fio e de calçadas no pátio.

Já na aduana da entrada da Argentina, é possível observar a mudança da paisagem com a obra que fica na lateral da ponte. Lá, conforme o DER, o trabalho está voltado para assentamento de revestimentos cerâmicos, aplicação de revestimentos argamassados, execução de divisórias em drywall e instalações elétricas e hidrossanitárias. No pátio, já estão sendo erguidos muros de contenção.

De acordo com a Receita Federal (RF), com a inauguração do prédio, o edifício da atual aduana brasileira será desativado, porém ainda não se sabe o que será feito no espaço.

Uma ponte à espera de duas aduanas

Pronta desde 2023, a Ponte da Integração depende da conclusão das duas aduanas no Brasil e de obras complementares para que o trânsito de caminhões seja liberado.

No lado paraguaio, a aduana situada em Presidente Franco, nas proximidades da cabeceira da ponte, está pronta, e o Terminal de Cargas da Administração Nacional de Portos (ANP), com 96% das obras executadas, segundo a engenheira Laura Arevalo, encarregada do Escritório de Apoio da Ponte da Integração e do Corredor Metropolitano del Este.

As obras no lado paraguaio fazem parte do Corredor Metropolitano del Este, que incluiu, além da aduana, situada a três quilômetros da cabeceira da Ponte da Integração, outras cinco obras complementares.

Entre essas obras, há três rodovias, uma delas começa no quilômetro 17 da PY 02, em Minga Guazú, e segue até a rodovia PY 07, em Los Cedrales.

Outra importante edificação, imprescindível para habilitar a circulação de caminhões pela Ponte da Integração, é a ponte sobre o Rio Monday, cuja execução está em 20% e tem previsão de ser entregue apenas em 2026.

“Para a circulação de turistas estamos à espera da habilitação da Ponte da Integração, porém falta terminar a ponte sobre o Rio Monday para a travessia de caminhões pesados”, esclarece a engenheira.

Segundo o Ministério de Obras Públicas (MOC), do Paraguai, as obras complementares, em ambos os países, seriam concluídas somente no ano que vem.

No Brasil, o DER informou que as obras da Perimetral Leste serão entregues em 30 de novembro deste ano.

Com investimento de aproximadamente R$ 86 milhões até abril deste ano, a Perimetral Leste tem 15 quilômetros. A rodovia ligará a BR-277 à Ponte da Integração Brasil–Paraguai e à Ponte Tancredo Neves.

Fonte: H2Foz

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Portos

Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec: o México se consolida como rota global e enfrenta desafios cruciais em 2025 

O Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec (CIIT), projeto ambicioso do governo mexicano para conectar os oceanos Pacífico e Atlântico, está em um ponto crucial em meados de 2025. Após avanços significativos na infraestrutura e a realização de testes pilotos com grandes volumes de carga, o corredor se posiciona como uma alternativa viável ao Canal do Panamá, embora persista em lidar com importantes questões sociais e ambientais. 

Um corredor em plena operação e expansão 

Junho de 2025 marca um período de consolidação para o CIIT. A linha férrea que liga Salina Cruz, em Oaxaca, a Coatzacoalcos, em Veracruz, está com sua modernização em estágio avançado, permitindo o trânsito de cargas de forma mais eficiente. Recentemente, em março de 2025, o corredor realizou testes pilotos notáveis, como o transporte de 600 a 900 veículos da Hyundai, vindos da Coreia do Sul, evidenciando sua capacidade de movimentar grandes volumes de mercadorias entre os oceanos. 

Os portos de Salina Cruz e Coatzacoalcos, pontos-chave do corredor, continuam recebendo investimentos em expansão e modernização, incluindo a construção de novos quebra-mares e a ampliação de pátios de armazenamento. Essas melhorias são cruciais para otimizar a movimentação de contêineres e permitir a atracação de navios de maior porte, consolidando a infraestrutura multimodal do projeto. 

Polos de desenvolvimento e investimentos estratégicos 

Um dos pilares do CIIT é a criação de Polos de Desenvolvimento para o Bem-Estar (PDBs) ao longo da rota. Essas zonas industriais e logísticas, que oferecem incentivos fiscais, estão começando a atrair a atenção de empresas nacionais e internacionais. Há anúncios de licitações para projetos nesses polos, com o objetivo de impulsionar a economia regional e gerar empregos em setores como manufatura, logística e petroquímica. O governo mexicano projeta que o CIIT poderá adicionar entre três e cinco pontos percentuais ao Produto Interno Bruto (PIB) do país, tornando-se um vetor de desenvolvimento para o historicamente menos favorecido sul do México. 

A concorrência com o Canal do Panamá 

Com a crescente saturação e os desafios hídricos enfrentados pelo Canal do Panamá, o CIIT emerge como uma alternativa estratégica. O tempo de trânsito reduzido entre os oceanos e a modernização da infraestrutura do corredor o tornam atrativo para empresas que buscam rotas mais eficientes e menos sujeitas a gargalos. Especialistas apontam que a capacidade do CIIT de processar um volume significativo de contêineres anualmente pode redefinir as rotas comerciais nas Américas, beneficiando empresas da América do Norte e da Ásia. 

Desafios persistentes e a necessidade de diálogo 

Apesar do otimismo em torno do CIIT, o projeto não está isento de desafios. As questões socioambientais continuam sendo um ponto sensível. Há relatos de preocupações por parte de comunidades locais e grupos indígenas, que questionam o impacto ambiental das obras, a adequação das compensações e a efetividade dos processos de consulta prévia e informada. Organizações de direitos humanos têm monitorado de perto o projeto, registrando casos de intimidação e violência contra defensores do território. 

A segurança na região e a necessidade de garantir a sustentabilidade ambiental a longo prazo também são pontos de atenção. O governo mexicano e as empresas envolvidas enfrentam o desafio de equilibrar o desenvolvimento econômico com a proteção dos direitos humanos e do meio ambiente, buscando um modelo que seja verdadeiramente benéfico para todas as partes. 

Perspectivas Futuras 

À medida que 2025 avança, o Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec continua a se consolidar como um dos projetos de infraestrutura mais relevantes do México e da América Latina. Seu sucesso dependerá não apenas da conclusão e eficiência da infraestrutura, mas também da capacidade de lidar com os desafios sociais e ambientais de forma transparente e justa, garantindo que o desenvolvimento prometido chegue de forma equitativa às comunidades da região. 

QUEM É FRANCINE MACEDO?  

Profissional com 28 anos de experiência em Gestão de Transporte Rodoviário, gerenciamento de riscos e mitigação de perdas no setor de seguros, tanto nacional quanto internacional. Destaca-se pela habilidade em desenvolver novos projetos e negócios, gerenciar grandes contas, e consolidar operações diárias. Possui conhecimento do setor de transporte, expertise em negociação, planejamento, liderança de equipes e desenvolvimento estratégico de negócios, contribuindo para o crescimento e inovação nas áreas em que atua.  

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