Comércio Exterior, Informação, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

Comércio exterior na mira do novo IOF: entenda os impactos e como se preparar 

Junho começou com uma mudança que já provoca ondas no setor de comércio exterior: a nova alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), regulamentada pelo Decreto nº 12.467/2025, que passou a valer oficialmente em 23 de maio, trazendo impactos diretos nas remessas internacionais, operações de câmbio e crédito para empresas. Para quem importa, exporta ou depende de transações internacionais para manter o fluxo dos negócios, a mudança exige atenção redobrada e estratégia financeira afinada. 

IOF mais caro: o que muda para quem atua com operações internacionais 

O novo decreto unifica e reajusta alíquotas que afetam diretamente o dia a dia de empresas que operam no comércio exterior. A principal mudança é na alíquota do câmbio, que agora é de 3,5% para uma série de operações — incluindo compras internacionais com cartões de crédito, remessas sem finalidade de investimento e aquisição de moeda estrangeira. Antes, as alíquotas variavam entre 1,1% e 3,38%. 

Além disso: 

  • Crédito para empresas: passou de 1,88% para 3,95% ao ano para pessoas jurídicas. Para optantes do Simples Nacional, o percentual dobrou, de 0,88% para 1,95%. 
  • Seguros de vida com cobertura por sobrevivência (ex: VGBL): alíquota de 5% para aportes mensais acima de R$ 50 mil. 

Custo mais alto, preço final inflacionado 

No cenário do comércio exterior, qualquer alteração cambial se propaga como um efeito dominó, influenciando desde o preço final dos produtos até a competitividade das empresas brasileiras. A nova alíquota pode: 

  • Encarecer as importações, já que operações de câmbio para pagamento de fornecedores internacionais agora estão mais custosas; 
  • Gerar insegurança nas exportações, pois, mesmo com isenção do IOF para exportadores, qualquer erro na documentação pode resultar na cobrança indevida do imposto. 

Reação do mercado e cenário político 

A repercussão foi imediata. Críticas partiram tanto do mercado financeiro quanto do Congresso Nacional, gerando instabilidade política e exigindo recuos parciais por parte do governo. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, já afirmou que busca um acordo com os presidentes da Câmara e do Senado para evitar o avanço de Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) que ameaçam revogar o novo IOF. 

Entre os pontos já revertidos, está a revogação da alíquota de 3,5% sobre transferências de fundos de investimentos para o exterior, preservando a isenção para essas operações. 

Por outro lado, a operação de risco sacado, muito utilizada por empresas para antecipar pagamentos a fornecedores via bancos, passou a ser enquadrada como operação de crédito e tributada — o que gerou nova rodada de críticas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, solicitou a suspensão imediata dessa cobrança, alertando para possíveis repasses ao consumidor final. 

Receita projetada e sinal do governo 

A elevação do IOF integra a estratégia do governo para reforçar a arrecadação e atingir as metas fiscais de 2025, com previsão de incremento de R$ 20,5 bilhões na receita. No entanto, Haddad enfatizou que prefere retomar reformas estruturais, em vez de depender de soluções paliativas que geram desgaste político. 

Enquanto o impasse político se desenrola, mais de 20 PDLs estão prontos para votação, com apoio expressivo no Congresso. Caso não haja acordo até o fim da próxima semana, o decreto pode ser derrubado parcialmente ou por completo. 

O que é o IOF, afinal? 

O IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio, Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários) incide sobre transações financeiras nacionais e internacionais. É diferente dos juros bancários: ele não é receita da instituição financeira, mas um tributo federal repassado ao governo. É cobrado em situações como: 

  • Uso de cartão de crédito em compras internacionais; 
  • Operações de câmbio (inclusive compra de moeda estrangeira); 
  • Empréstimos, financiamentos e uso de cheque especial; 
  • Contratação de seguros; 
  • Resgate de investimentos ou aplicações. 

Dependendo da operação, o IOF pode ser cobrado à vista ou de forma proporcional ao tempo de uso do crédito. 

Como o comércio exterior deve reagir? 

Empresas que atuam com importação, exportação ou logística internacional devem: 

  • Revisar o planejamento financeiro considerando o novo custo cambial; 
  • Fortalecer a gestão documental, especialmente nas exportações, para garantir isenção de IOF; 
  • Negociar com fornecedores e parceiros estratégicos, buscando mitigar impactos e prorrogar prazos; 
  • Monitorar o cenário político, pois mudanças no decreto podem ocorrer nos próximos dias. 

Tempo de estratégia e adaptação 

Mais do que um ajuste técnico, a elevação do IOF representa uma mudança de rota na política econômica. Para quem atua no comércio exterior, é hora de navegar com atenção. Em um cenário globalizado, qualquer alteração tributária interna pode reposicionar empresas brasileiras no tabuleiro internacional — para o bem ou para o mal. 

Ficar por dentro das mudanças e adaptar-se com agilidade é o que diferencia negócios resilientes de negócios vulneráveis. 

FONTES: 

www2.camara.leg.br 

agenciabrasil.ebc.com.br 

cnnbrasil.com.br 

www12.senado.leg.br 

gazetadopovo.com.br 

valor.globo.com 

infomoney.com.br 

poder360.com.br 

reuters.com  

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Greve, Informação, Notícias

Em manifesto entregue a Barreirinhas, delegados da Receita Federal repudiam proposta salarial apresentada pelo governo à categoria

Durante a Reunião de Avaliação Estratégica (RAE), ocorrida na quinta-feira (29), em Brasília, os delegados da Receita Federal nas dez Regiões Fiscais do país entregaram ao secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, um manifesto assinado por 182 delegados titulares e adjuntos demonstrando o inconformismo com os termos propostos para a questão remuneratória da categoria.

“Mesmo na hipótese mais otimista de cumprimento integral das metas institucionais, o reajuste de apenas 7,56% e ainda restrito à última classe da carreira representa um flagrante desrespeito aos princípios da isonomia e da valorização do mérito. A proposta exclui as demais classes de qualquer recomposição remuneratória, estabelecendo um fosso salarial injustificável entre Auditores recém ingressos e os de classes intermediárias. Tal configuração desestimula o engajamento, fragiliza a coesão institucional e compromete a atratividade da carreira, especialmente em localidades de difícil provimento”, diz um dos trechos do documento.

Os signatários reforçaram a urgência da revogação imediata das Resoluções nº 7 e 8, do Comitê Gestor do Bônus, e exigiram a imediata apresentação de uma proposta séria, justa e compatível com a relevância da carreira.

Veja o manifesto aqui.

Fonte: Sindifisco Nacional

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Informação, Portos

Comissão da Câmara aprova retomada do poder decisório dos Conselhos de Autoridade Portuária

A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que devolve aos Conselhos de Autoridade Portuária (CAPs) o poder de tomar decisões — competência que havia sido retirada pela Lei dos Portos de 2013, que transformou esses conselhos em instâncias apenas consultivas.

Os CAPs têm como principal papel apoiar e fiscalizar a gestão das autoridades portuárias. O texto aprovado detalha as atribuições, a composição e o funcionamento desses conselhos. Entre as competências previstas estão:

  • decidir sobre pedidos de habilitação de operadores portuários negados pela administração do porto;
  • indicar nomes para o conselho de administração da empresa concessionária do porto;
  • opinar, com poder de veto, sobre indicações para cargos de diretoria em portos sob controle estatal;
  • emitir pareceres sobre temas como horário de funcionamento dos portos organizados e mudanças na tarifa portuária.

A proposta também define uma composição plural para os CAPs, incluindo representantes de empresas, trabalhadores portuários, usuários dos serviços e integrantes dos poderes públicos federal, estadual e municipal.

Descentralização das decisões

O relator da matéria, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), apresentou um substitutivo que reúne o PL 3564/19, da deputada Rosana Valle (PL-SP), e outras duas propostas apensadas (PLs 1064/21 e 1455/23). Ele argumentou que a retirada da competência deliberativa dos conselhos levou à centralização excessiva das decisões no Ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília, o que dificultou o desempenho de alguns portos.

“Embora a mudança de 2013 não tenha afetado todos os portos, alguns não conseguiram manter seu nível de desempenho devido à burocracia gerada pela centralização”, afirmou o parlamentar.

Próximas etapas

A proposta segue em tramitação conclusiva e ainda será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Fotografia: divulgação Landseagroup.

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Informação, Notícias

Receita Federal apreende 500 comprimidos de ecstasy em transportadora na Grande Natal

Oriunda do Rio de Janeiro, a droga tinha como destino final um endereço na Zona Sul de Natal

Combate ao contrabando

A Receita Federal em Natal apreendeu, nesta quarta-feira (28), 500 comprimidos de ecstasy durante uma operação de fiscalização em uma transportadora localizada na Grande Natal. A encomenda, oriunda do Rio de Janeiro (RJ), tinha como destino final um endereço no bairro da zona sul da capital potiguar.

A droga sintética foi localizada com o auxílio de um cão de faro da equipe K9, utilizado na triagem de cargas suspeitas. O animal sinalizou a caixa durante a fiscalização de rotina, o que levou os servidores da Receita Federal a realizarem a abertura do volume. No interior, foram encontrados os comprimidos escondidos entre objetos de uso pessoal.

A atuação da Receita Federal se deu com base em análise de risco e reforça a eficiência do trabalho de inteligência realizado pelo órgão.

A Receita Federal reitera seu compromisso no combate ao tráfico de drogas e ao uso indevido de sistemas de transporte e remessa para fins ilícitos, especialmente no contexto das encomendas interestaduais. O uso de cães farejadores tem se mostrado uma ferramenta essencial nesse trabalho de fiscalização e repressão.

Fonte: Receita Federal

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Greve, Informação, Negócios

CDS: Direção Nacional destaca Assembleia histórica e reafirma importância da mobilização  

A participação histórica de 7.218 Auditores-Fiscais ativos e aposentados na Assembleia Nacional realizada na segunda-feira (26), com rejeição massiva à primeira proposta do governo para o reajuste do vencimento básico da categoria, foi destacada pelo presidente do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Dão Real, na tarde desta quarta-feira (28), durante os Informes da Direção Nacional, na Reunião Ordinária do Conselho de Delegados Sindicais (CDS), encerrada nesta quinta-feira (29).  

Com 95,8% de rejeição à proposta, a categoria enviou uma importante mensagem ao governo: a greve, que já dura mais de seis meses, continuará forte, até que os pleitos sejam atendidos. “O princípio da solidariedade que nos move enquanto sindicato prevaleceu, e esse é um fato político muito importante, que demonstra unidade e coesão da categoria, e principalmente, uma disposição de lutar e de avançar mais”, afirmou Dão Real. 

O presidente da entidade reconheceu a importância da abertura das negociações, a partir da primeira reunião realizada com o MGI no dia 14, reafirmou o compromisso do Sindifisco Nacional com o diálogo institucional e alertou para a importância do acirramento da mobilização até que a greve seja resolvida. 

Ele também salientou que a luta do sindicato não se limita à mesa de negociação e que a entidade tem trabalhado intensamente na interlocução com parlamentares, representantes do Executivo e assessores ministeriais, em busca de apoio institucional. Na terça-feira (27), o Auditor-Fiscal Floriano de Sá Neto reuniu-se com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que demonstrou preocupação com os impactos da greve na arrecadação e informou que fará nova reunião com o sindicato para tratar do assunto.  

Apresentada pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) em reunião no último dia 22, a proposta prevê reajuste de 7,56% restrito à classe especial e um ajuste no teto do bônus, passando de R$ 7 mil para R$ 8,7 mil, no último trimestre de 2025, além de alteração na tabela do bônus, reduzindo a diferença da parcela variável entre ativos, aposentados e pensionistas. Logo após a Assembleia Nacional, o sindicato enviou ofício à Receita e aos ministérios da Gestão e da Fazenda informando o resultado e solicitando nova reunião para dar continuidade à negociação.   

“Se até agora nós conseguimos construir uma mobilização forte, sem grandes resistências explícitas, que possamos ser ainda mais fortes para enfrentar uma resistência explícita. Esse é um momento extremamente importante da categoria e não podemos recuar.” 

Um dos pontos centrais da divergência, explicou, é a premissa de comparabilidade adotada pelo governo, que toma como base a estrutura de subsídio da Polícia Federal, enquanto a referência mais apropriada seria a Procuradoria da Fazenda Nacional, por atuar no mesmo macroprocesso de trabalho e ter modelo remuneratório mais similar ao dos Auditores-Fiscais. 

O presidente do Sindifisco Nacional relatou, ainda, que o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, manifestou publicamente, em reunião com os superintendentes, a disposição de criar um grupo de trabalho, com participação do sindicato, para analisar o uso de recursos do Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) para o ressarcimento do plano de saúde. O MGI, por sua vez, segundo Dão Real, comprometeu-se a provocar o Comitê Gestor para reavaliar os atos normativos 7 e 8. 

CNM 

Os representantes do Comando Nacional de Mobilização, Auditores-Fiscais Arthur Accorsi e Henrique Freitas, também participaram dos Informes sobre Mobilização e reafirmaram que a mobilização segue forte, com adesão intensificada após a publicação das resoluções 7 e 8 pelo Comitê Gestor e a apresentação da primeira proposta insuficiente pelo MGI.

Um dos pontos citados foi o engajamento das zonas primárias (portos, aeroportos, fronteiras) e de delegados e delegados-adjuntos, que devem entregar um documento à administração da Receita Federal, nesta quinta-feira (29), em Brasília durante a RAE, comprometendo-se a não assumir cargos estratégicos do novo Regimento Interno enquanto o impasse sobre o reajuste salarial não for resolvido.    

“A categoria está toda mobilizada, e os números já estão mostrando que a arrecadação caiu em função da nossa greve. Então, o momento político é muito propício para conseguirmos o que pretendemos, que nada mais é do que a equiparação do nosso vencimento básico, com o da PFN, que historicamente sempre foi o mesmo”, afirmou Arthur Accorsi.  

Fonte: Sindifisco

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Comércio Exterior, Importação, Informação

Importação nº 048/2025

Adesão da DFPC ao Novo Processo de Importação

Comunicamos que, a partir de 30/05/2025, as importações dos produtos sujeitos à anuência prévia da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército (DFPC) classificados como “Faixa Verde” poderão ser registradas por meio da Declaração Única de Importação – Duimp.

Para tanto, deverá ser registrado previamente o LPCO de “Licença de Produtos da Faixa Verde – TA I1039, modelo I00073” a ser solicitado no módulo “Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCO)” do Portal Único Siscomex.

As características dos Tratamentos Administrativos e os campos dos formulários LPCO de cada modelo serão disponibilizados na página de “Tratamento Administrativo de Importação > Tratamento Administrativo de Importação – Portal Único Siscomex”.

Ressaltamos que nos casos em que a operação for realizada por meio de Declaração de Importação (DI), será solicitada a Licença de Importação (LI) com anuência da DFPC.

Esta Notícia Siscomex está sendo publicada por solicitação da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército (DFPC), com base na Portaria nº 1.880, de 12 de novembro de 2019, e na Portaria nº 118 – COLOG, de 4 de outubro de 2019, e em atendimento ao disposto nos artigos 8º e 13 da Portaria Secex nº 65, de 26 de novembro de 2020.

Departamento de Operações de Comércio Exterior
Fonte: Siscomex

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Comércio, Informação

Balança comercial do Amazonas registra US$1,47 bilhão no mês de abril

Itacoatiara liderou o número de importações no mês

Em abril deste ano, o Amazonas alcançou US$1,47 bilhão na corrente de comércio, atingindo US$ 79,88 milhões em exportações, enquanto as importações somaram US$1,38 bilhão. A China foi o destino principal, cujo produto de destaque foi o ferronióbio, resultando em um total de US$ 10,54 milhões, que representou 85,43% das vendas do Amazonas para o país. A Argentina aparece em segundo lugar, com exportações de motocicletas e outros ciclos com motor de pistão alternativo no valor de US$ 4,03 milhões, correspondendo a 37,80% das exportações para o país.

Nas importações em abril, a China liderou como principal origem dos produtos adquiridos pelo Amazonas. O item mais importado foi outros suportes gravados, resultando em um total de US$ 123,51 milhões, representando 18,24% do total das importações. Em segundo lugar, aparecem os Estados Unidos, com destaque para a venda de estireno, somando US$ 27,61 milhões (23,51% do número de importações provenientes daquele país).

Municípios do interior em destaque 

O município de Presidente Figueiredo destacou-se nas exportações durante o mês de abril, vendendo US$ 10,54 milhões de ferro-ligas para a China. Itacoatiara ficou em segundo lugar, exportando madeira serrada para os Estados Unidos no valor de US$ 395,67 mil.

Nas importações, Itacoatiara também se destacou ao trazer da Rússia US$ 17,07 milhões em óleos de petróleo. Rio Preto da Eva registrou atividade de US$ 228,60 mil importando máquinas de lavar louça, além de aparelhos para limpar ou secar garrafas, ambos vindos da China.

Monitoramento da economia

Os dados são analisados mensalmente pela Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan), por meio do Departamento de Estatística e Geoprocessamento (Degeo) da Sedecti. O levantamento permite acompanhar o desempenho econômico do estado e entender as dinâmicas do comércio exterior.  A Sedecti disponibiliza o painel detalhado da Balança Comercial do Amazonas. Para mais informações, visite o site da Sedecti e clique na aba “Portal do Planejamento”.

Fonte: Portal do Lobão

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Informação, Tecnologia

Demanda de energia vai explodir no Brasil. Culpa de carros elétricos, data centers e hidrogênio verde

Projeção da consultoria Aurora Energy Research indica que essas três tecnologias vão ampliar fatia do consumo nacional de energia de 2% para 16% até 2060, impactando todo o sistema

Um estudo da consultoria internacional Aurora Energy Research, apresentado nesta terça-feira, 27 de maio, traz uma projeção sobre a demanda de energia elétrica no País nas próximas décadas, indicando que ela será impulsionada não mais por setores tradicionais – como o industrial, o comercial e o residencial – e sim por novas tecnologias em rápida expansão.

A consultoria prevê a ascensão de três tecnologias emergentes – veículos elétricos (VEs), data centers e eletrolisadores de hidrogênio – como grandes consumidores de energia do País até 2060, pulando dos atuais 2% para 16%.

“Historicamente, o consumo de eletricidade no Brasil tem acompanhado tendências macroeconômicas e populacionais, mas a ascensão de veículos elétricos, data centers e eletrolisadores de hidrogênio pode interromper esse padrão”, afirma ao NeoFeed Matheus Dias, pesquisador sênior associado da Aurora Energy Research e responsável pelo estudo.

Segundo ele, a eletrificação de setores da indústria – como de ferro e aço – também deve impactar na demanda de consumo, mas numa escala menor em relação às três tecnologias analisadas.

De qualquer forma, prossegue Dias, essa mudança deve exigir aumento de capacidade térmica e renovável do sistema elétrico, além de desenvolvimento regulatório e das condições de mercado para atender a demanda. Já a demanda básica de consumidores industriais, comerciais e residenciais deve crescer apenas moderadamente.

O estudo prevê que os veículos elétricos, sozinhos, representem 3% da demanda por eletricidade até 2060 se atingirem 20% de penetração na frota. Caso os VEs cheguem a 100% da frota, a demanda por energia desse segmento tende a aumentar para 16%. “O avanço da frota de VEs no Brasil tende a ser menor porque temos uma vocação de produzir biocombustíveis, que devem prevalecer”, observa Dias.

Já os data centers devem contribuir com 4% da demanda total de energia até 2060 de forma inflexível, devido à necessidade de alta disponibilidade e de carga base constante.

O estudo lembra que já foram submetidos cerca de 15 gigawatts (GW) em pedidos de conexão para data centers até 2035. Mesmo assim, a consultoria projetou apenas 4,75 GW de nova capacidade de data centers no Brasil para aquele ano, considerando as limitações atuais do setor elétrico.

“Uma pesquisa recente da Aurora indicou que 58% dos entrevistados identificaram os data centers como o segmento de demanda com grande crescimento, mas também apontaram a infraestrutura da rede elétrica como o principal obstáculo para a concretização desse crescimento”, afirma Dias.

Chamou a atenção no estudo a previsão de que os eletrolisadores de hidrogênio, usados no processo para criar o hidrogênio verde, apresentem o crescimento mais rápido entre as tecnologias estudadas. Isso se deve à demanda europeia de importação de hidrogênio verde e ao crescimento do mercado interno.

Neste sentido, a Aurora prevê que os eletrolisadores no Brasil representem 8% da demanda total de eletricidade até 2060, apoiados por um pipeline robusto de projetos de grande escala.

Dois cenários

Parte do estudo foi dedicada para avaliar como essas novas tecnologias vão impactar a capacidade estrutural do sistema elétrico.

Seu potencial em larga escala afetará o planejamento de capacidade de longo prazo, enquanto a flexibilidade de carga, dependendo de como se desenvolver, poderá remodelar a dinâmica dos preços intradiários e impactar a eficiência do sistema.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por exemplo, rejeitou este ano os primeiros grandes projetos de hidrogênio verde e de data centers no complexo do Pecém – um hub de energia verde que está sendo montado próximo a Fortaleza -, alegando risco de sobrecarga no Sistema Interconectado Nacional (SIN).

Por essa razão, a Aurora desenvolveu dois cenários alternativos para tentar casar as previsões de demanda de energia com o eventual aumento de capacidade do sistema elétrico para atender esse aumento de consumo.

O primeiro deles – “Cenário de Crescimento Ambicioso” – prevê que a expansão mais rápida desses três setores vai exigir um aumento de 20% de capacidade renovável – o equivalente a 36 gigawatts (GW) adicionais à capacidade atual, de 175,6 GW.

A ampliação da capacidade térmica deverá ser bem maior, de 45%. Ou seja, aos atuais 30,6 GW serão necessários mais 14GW de capacidade térmica até 2060.

Já o “Cenário de Maior Flexibilidade” considera uma maior flexibilidade no consumo de veículos elétricos e de eletrolisadores de hidrogênio. De acordo com o estudo, essa flexibilidade levaria a um aumento nos preços capturado pela energia solar e um efeito positivo, a redução de 55% dos cortes de geração para não sobrecarregar a rede – o chamado curtailment – até 2060.

O pesquisador da Aurora afirma que a possível inclusão de térmicas a gás e carvão previstos nos jabutis da Lei de Eólica Offshore – cujos vetos podem cair no Congresso Nacional – não entrou no cálculo. “Mas esses jabutis, se confirmados, certamente vão afetar o despacho térmico”, afirma.

Dias acredita que o estudo suscita algumas reflexões importantes. Uma delas é que o Brasil é um agente competitivo para alocar essas demandas.

“O gargalo atual é a transmissão, isso impacta tanto para data center como para hidrogênio verde”, acrescenta. Essa “trava” tem um motivo: o sistema não é resiliente o suficiente para suportar tanta transmissão. “Melhorando esse gargalo, novas cargas podem vir para o Brasil, mas o perfil dessas cargas é essencial”, adverte.

Os data centers, explica Dias, têm um perfil de carga flat, que roda o tempo todo, sem impactar de forma relevante no curtailment ou na volatilidade intradiária.

“Isso se aplica aos data centers de IA, que não têm uma latência importante, são menos dependentes de linhas de transmissão; já os data centers de nuvem, com exigência de latência alta, precisam estar perto da demanda, o que explica a maioria estar localizada no Sudeste, região bem servida de linhões”, explica.

A outra conclusão é que a demanda de energia por essas novas tecnologias ainda é incerta. “Vai depender do potencial de crescimento no Brasil e, principalmente, do aumento de demanda de energia de data centers”, afirma Dias. “Além disso é preciso averiguar a expansão global de outras tecnologias, como de inteligência artificial, isso pode alterar todo o quadro no longo prazo.”

Fonte: NeoFeed

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Informação, Notícias

Senado aprova reajuste para servidores e reestruturação de carreiras; impacto é de R$ 18 bi em 2025

Texto cumpre acordos fechados pelo Executivo com diversas categorias em 2024. Proposta também cria novas carreiras na administração pública.

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (28), um projeto de lei que reestrutura carreiras e reajusta os vencimentos de servidores do Poder Executivo.

O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada e tramitou em regime de urgência constitucional. Agora, a proposta segue para sanção presidencial.

A proposta substitui o conteúdo de uma medida provisória que o governo mandou para o Congresso em 31 de dezembro de 2024, mas que ficou travada por conta de um impasse entre Câmara e Senado a respeito do rito de tramitação das matérias. A MP perderia a validade em 2 de junho.

O texto original do governo também fazia alterações nas regras do Sistema de Desenvolvimento na Carreiras (Sidec), mas essa parte da reestruturação das carreiras ficou para depois, após ser suprimida na Câmara dos Deputados.

Entre outros pontos, o texto:

  • prevê a criação as carreiras de Desenvolvimento Socioeconômico, de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa e de Fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários;
  • reajusta os salários de servidores e de empregados públicos da administração direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo Federal;
  • reajusta a remuneração de cargos em comissão, de funções de confiança e de gratificações do Poder Executivo Federal;
  • transforma cargos efetivos vagos em outros cargos efetivos, em cargos em comissão e em funções de confiança.

Segundo o governo, a criação de novas carreiras e as transformações de cargos não geram impacto no Orçamento, porque dependem de regulamentação específica por carreira ou órgão por meio de decreto.

Já os impactos referentes aos reajustes e reestruturações de carreira contemplam 38 acordos fechados pelo governo com diversas categorias em 2024.

Conforme o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o impacto é de:

  • R$ 17,99 bilhões para 2025;
  • R$ 26,76 bilhões para 2026;
  • R$ 29,17 bilhões para 2027.

“O conjunto de medidas proposto visa ao aprimoramento da gestão das carreiras e cargos dos órgãos e entidades do Poder Executivo federal, inclusive das estruturas remuneratórias, para torná-los mais atrativos e capazes de reter profissionais de alto nível de qualificação, bem como ao aprimoramento da gestão de órgãos e entidades”, justificou o governo.

💲Pelo texto, as remunerações e salários dos servidores e empregados públicos federais terão reajuste salarial em duas etapas, a última em 1º de abril de 2026.

“Os percentuais estabelecidos não são lineares e não estão relacionados a índices oficiais de correção monetária, tendo sido baseados, de acordo com o Poder Executivo, em um processo negocial que teve como parâmetros as diretrizes de governo, a política remuneratória e os limites disponíveis para reestruturação e reajuste definidos no orçamento de 2025”, justificou o relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE).

O reajuste médio para os servidores federais é de 27% entre 2023 e 2026, segundo o MGI. Em 2023, foi feito um reajuste linear de 9% para cargos em comissão, funções de confiança e gratificações. Em 2024, não houve reajuste.

Já o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), justificou que a proposta é necessária para garantir recomposição do poder aquisitivo dos servidores.

“Servidor público federal neste país não tinha reajuste até 2022. De 2016, último governo da presidente Dilma, até 2022 não teve reajuste de servidor e a inflação chegou a 10%”, afirmou Randolfe.

Cargos de confiança

A proposta estabelece reajustes diferentes, de acordo com o nível hierárquico, para os cargos em comissão e funções de confiança. Os percentuais variam de 9% a 30%.

Os reajustes foram previstos para serem implementados em duas parcelas, sendo a primeira, em 1º de fevereiro de 2025 e a segunda, em 1º de janeiro de 2026.

Contrariado

Apesar de aprovado pelo plenário, a proposta recebeu críticas dos parlamentares por conta da velocidade em sua tramitação.

Os senadores ponderaram que a proposta deveria ter tido mais tempo para debate, em função de uma não padronização nos reajustes e a não contemplação de várias categorias.

“Quando o governo reajuste algumas categorias e não reajusta outras, há uma desigualdade na formação técnica dessas profissões, o que nós estamos pedindo aqui é isonomia”, afirmou o senador Omar Aziz (PSD-MG).

Como alternativa o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, acatou um pedido para criação de um grupo de trabalho para discutir essa equiparidade entre os cargos e profissões.

Fonte: G1

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Comércio Exterior, Evento, Informação, Inovação, Logística, Negócios, Networking

NAC Digital estreia na Intermodal com soluções financeiras inovadoras para o comércio exterior 

Com soluções disruptivas para importadores, exportadores e agentes de carga, a fintech NAC Digital chamou atenção na 29ª edição da Intermodal South America, maior feira das Américas voltada aos setores de logística, transporte de cargas, intralogística e comércio exterior.  

Estreante no evento, a NAC Digital apresentou sua proposta como a primeira instituição financeira especializada em comércio exterior, com foco em crédito e pagamento logístico. A participação aconteceu no estande G100, do RêConecta, que reuniu mais de 10 empresas em um verdadeiro hub de conexões e inteligência colaborativa. “Nosso objetivo foi lançar-se para o mercado e apresentar a primeira instituição financeira focada no comércio exterior com soluções para importadores, exportadores, agentes de carga, tradings,” destaca Tiago Quaresma, HEAD comercial da NAC.  

Durante os três dias da feira, de 22 a 24 de abril, a NAC destacou dois grandes diferenciais: linhas de crédito para importação e exportação e a plataforma ShipPay, voltada ao pagamento de frete, demurrage e detention. Soluções desenvolvidas para atender as demandas reais do setor logístico e reduzir gargalos operacionais.  

Destaque e visibilidade 

Instalado em uma das áreas mais estratégicas do evento, o estande do RêConecta se destacou pela infraestrutura moderna, ativações interativas e pela presença do RêBot – o humanoide que veio diretamente da China – que, atraiu o público para experiências de marca. A receptividade foi positiva, com visitantes de perfis diversos, como estudantes, profissionais da área e representantes de empresas do setor. “O estande estava bem posicionado, iluminado e com ativações que trouxeram o público para visitação. A Intermodal recebe visita de estudantes e profissionais dos mais diversos segmentos dentro do Comex. Para focar no perfil ideal, a NAC procurou manter uma comunicação clara para que pudéssemos ter contato com nosso cliente foco,” explicou Quaresma.  

Mesmo com um ciclo de vendas médio de 60 dias, a equipe da NAC já saiu da feira com leads qualificados e reuniões comerciais agendadas. “Nosso foco no evento, além de nos posicionar, foi buscar leads qualificados. Estamos com diversas reuniões agendadas e negócio em andamento. Estar na Intermodal foi de extrema importância, já que facilitou a abertura de portas, leads nos procurando e o posicionamento,” enfatizou.  

Referência mundial 

A Intermodal South America é reconhecida como ponto de encontro de todo o ecossistema logístico nacional e internacional. A concentração de players, soluções e tendências torna o evento essencial para empresas que desejam se destacar no setor. 

A presença da NAC foi viabilizada por meio da parceria com o RêConecta News, plataforma digital que informa, conecta e fortalece o setor de comércio exterior e logística no Brasil. Além de conteúdos estratégicos, o portal realiza eventos exclusivos, parcerias e projetos como o Divas do Comex & Log, que valoriza o protagonismo feminino no setor. “Como clientes da RêConecta, a organização durante o evento foi impecável.” Agora, com portas abertas e oportunidades em andamento, o foco da NAC é transformar conexões em negócios concretos. 

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