Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Importação, Informação

Maiores importadores de carne bovina do Brasil, dados de outubro de 2024

O Farmnews comparou a compra, avaliada pelo ritmo de embarque, dos maiores importadores de carne bovina do Brasil em outubro de 2024.

E antes de falar em dado por país comprador, é importante destacar que a exportação de carne bovina in natura do Brasil somou 270,3 mil toneladas em outubro de 2024, valor 45,2% maior que o observado no mesmo período de 2023 e o maior valor já alcançado ao longo de toda a série histórica. Clique aqui e confira a evolução mensal dos embarques de carne bovina in natura do Brasil!

E esse aumento dos embarques para patamares recordes se deve ao aumento generalizado de compra dos principais países importadores de carne bovina do Brasil no mês de outubro (primeira Tabela).

A Tabela apresenta os dados de importação de carne bovina in natura do Brasil, por país comprador, em mil toneladas, no mês de outubro de 2023 e 2024, segundo dados do COMEX.

O fato é que todos os maiores importadores de carne bovina do Brasil aumentaram o ritmo de compra em outubro de 2024 frente ao mesmo período do ano anterior, com destaque aos EUA e Filipinas que acumularam o maior crescimento!

A China, nosso principal país importou aumentou as compras em 33,9% em outubro de 2024 frente ao mesmo período do ano anterior, importando 157,34 mil toneladas em carne bovina in natura e, com isso, participando com 58,2% dos embarques totais do País no mês.

No acumulado parcial de 2024, até outubro, o país asiático importou 1.085,78 mil toneladas em carne bovina in natura do Brasil, valor 12,1% maior que apurado no mesmo período de 2023 (segunda Tabela). No acumulado do ano, até outubro, os destaques de crescimento foram os Emirados Árabes Unidos (EAU) e os EUA, com alta acima de 100,0% em relação a 2023.

A Tabela apresenta os dados de importação de carne bovina in natura do Brasil, por país comprador, em mil toneladas, no acumulado dos meses entre janeiro e outubro, de 2023 e 2024, segundo dados do COMEX.

A China importou pouco mais de 50,0% do total embarcado pelo Brasil em 2024, até outubro, seguido dos países da UE, EUA, EAU e Chile, nessa ordem, como inclusive ilustra a Figura abaixo.

E para 2025 é esperado uma alta na demanda internacional por carne bovina, ainda mais com a perspectiva de queda no rebanho mundial e a consequente menor oferta de carne bovina.

O importante é destacar também que em novembro de 2024 o dólar alcançou patamar recorde, o que contribui e, muito para o cenário positivo das vendas para o mercado internacional. E por falar no assunto, clique aqui e confira os dados médios mensais do dólar e a evolução diária da cotação da moeda americana desde 1996.

A Figura a seguir ilustra a importância dos países importadores de carne bovina do Brasil, no embarque, em 2024, até outubro, segundo dados do COMEX.

Esse cenário de vendas recordes da carne bovina brasileira para o mercado internacional, além de uma demanda interna aquecida, especialmente nesse período do ano, tem reflexo no preço do boi gordo no mercado físico e futuro que inclusive precificam valores acima de R$330,0 por arroba para os 2 últimos meses do ano .

FONTE: farmnews
Maiores importadores de carne bovina do Brasil, dados de outubro de 2024

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Lucro líquido da Santos Brasil soma R$ 216,2 milhões no 3T24

A Santos Brasil registrou lucro líquido de R$ 216,2 milhões (+55,5% YoY) no terceiro trimestre de 2024 (3T24), com margem líquida de 28,3% (+2,2 p.p. YoY). No período, o EBITDA da Companhia somou R$ 406,5 milhões (+57,7% YoY), com crescimento de 4,9 p.p. na margem EBITDA consolidada, que atingiu 53,2%. A receita líquida consolidada somou R$ 764,3 milhões (+43,2% YoY), com crescimento de 51,2% YoY na receita líquida dos terminais de contêiner e carga geral.

O desempenho operacional da empresa refletiu positivamente no crescimento dos indicadores econômico-financeiros. Os terminais de contêiner da Companhia movimentaram 403.187 unidades no 3T24 (+25,1% YoY), principalmente impulsionados pelas operações de longo curso (+29,3% YoY), resultado de maiores importações (+26,3% YoY) e exportações (+37,2% YoY). Outro destaque foi a melhora no mix de contêineres cheios, que representou 75,6% do total movimentado (vs. 71,7% no 3T23), com a importação de cheios crescendo 29,2% YoY.

No 3T24, o Tecon Santos, principal ativo da Santos Brasil, movimentou 357.478 contêineres (+24,3% YoY), com forte crescimento no fluxo de longo curso (+26,8% YoY), decorrente de maiores exportações de algodão, café, papel e celulose e carne congelada, e do aumento nas importações, inclusive estimulada pela sazonalidade típica da indústria, com destaque para produtos químicos, bens de consumo, bens de capital e plásticos. O volume de cabotagem também cresceu no trimestre: 12,1%.

O market share do terminal no Porto de Santos no período foi de 42,5% (vs. 39% no 3T23 e 41,9% no 2T24). O crescimento na movimentação de contêineres no porto no trimestre, com a alta temporada de importações e o crescimento acelerado das exportações de commodities, manteve a ocupação dos terminais em patamares elevados, gerando oportunidades para o Tecon Santos operar escalas extras, que totalizaram 15 navios.

Já o Tecon Imbituba (SC) movimentou 21.610 contêineres (+88,0% YoY), beneficiado pelo novo serviço de longo curso da CMA CGM, que começou a operar no terminal em fevereiro de 2024, e por escalas extras. O volume de cabotagem, no entanto, apresentou queda de 9,6%, resultado da menor movimentação de arroz.

No Tecon Vila do Conde (PA), foram movimentados 24.099 contêineres (+3,7% YoY). No terminal, o maior volume de contêineres vazios (+9,7% YoY) sinaliza um reposicionamento de contêineres para atender as exportações na região Norte do País. O fluxo de longo curso continuou prejudicado pela omissão de escalas, em razão do atraso de navios devido ao congestionamento em portos de outras regiões.

O Terminal de Veículos (TEV), localizado no Porto de Santos, movimentou 55.855 veículos (+17,4% YoY), com crescimento de 19,5% YoY nas exportações, resultado principalmente da retomada nos embarques de veículos leves para o mercado argentino. As importações apresentaram queda de 3,6% YoY.

No Porto do Itaqui (MA), os terminais de granéis líquidos da Santos Brasil apresentaram crescimento de 10,3% YoY no volume de combustível armazenado, além de maior giro dos tanques e conversão de contratos spot em contratos de longo prazo.

A Santos Brasil Logística, por sua vez, apresentou crescimento de 8,3% YoY no número de contêineres armazenados nos Centros Logísticos Industriais Aduaneiros (CLIAs) Santos e Guarujá, resultado da maior importação no Porto de Santos.

Investimentos e debêntures

A Companhia investiu R$ 157,9 milhões no último trimestre, com destaque para a expansão da capacidade e modernização do Tecon Santos e os projetos de expansão e desenvolvimento dos terminais de granéis líquidos.

Nos terminais de contêiner e carga geral, foram investidos R$ 89,4 milhões, sendo R$ 80 milhões somente no Tecon Santos, que passou por obras de demolição de prédios administrativos e de um armazém, para adicionar área de armazenagem de contêineres no pátio do terminal; e adquiriu novos equipamentos de pátio (reach stakers).

Nos terminais de granéis líquidos, foram destinados R$ 66,2 milhões, sendo o destaque as obras de construção do terminal greenfield (TGL 2), que adicionará 81 mil m³ de capacidade até o final de 2025, e de finalização da expansão das áreas brownfield (TGL 1 e TGL 3), que adicionaram 59 mil m³ de capacidade aos atuais 50 mil m³, com previsão de entrarem em operação até o fim do ano.

Também no 3T24, a Santos Brasil concluiu a sua 5ª emissão de debêntures, no montante de R$ 2 bilhões. Além de reforçar o caixa, a iniciativa otimiza a estrutura de capital da Companhia. Do montante captado, R$ 1,6 bilhão irá para a restituição de capital aos acionistas, cujo pagamento ocorre nesta quinta-feira (7).

Em setembro, as ações da Santos Brasil passaram a integrar o Índice Bovespa – IBOV da B3, importante marco na história da Companhia. A liquidez média diária das ações alcançou um volume de R$ 92 milhões no trimestre, com a capitalização de mercado ultrapassando R$ 12 bilhões.

No mesmo mês (dia 22), foi anunciada a venda – por empresas geridas pelo Opportunity – de participação próxima a 48% do capital social da Santos Brasil para a CMA CGM, líder global em soluções logísticas marítimas e terrestres. A transação está pendente de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A conclusão é esperada para o primeiro trimestre de 2025 e será seguida de Oferta Pública de Ações (OPA) para aquisição de 100% das ações em circulação da Companhia.

Segundo Daniel Pedreira Dorea, Diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores da Santos Brasil, a alta expressiva dos resultados da Companhia mostra a estratégia bem-sucedida da empresa em realizar investimentos para criar capacidade e absorver a demanda potencial, com a oferta de um serviço premium. “Até o terceiro trimestre, a Santos Brasil cresceu 24% ano contra ano, o dobro do Porto de Santos. Contratamos mais de 400 pessoas ao longo de 2024 e boa parte já alocada na operação. Além disso, continuamos investindo, principalmente no Tecon Santos, para iniciar 2025 com 2.6 milhões de TEUs de capacidade e, em 2026, dar um salto para 3 milhões de TEUs. Somente em 2024 pretendemos empregar cerca de R$ 700 milhões em nossos ativos”, diz.

FONTE: Datamar News
Lucro líquido da Santos Brasil soma R$ 216,2 milhões no 3T24 – DatamarNews

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Comércio Exterior, Economia, Importação, Informação

Economia aquecida puxa importações e reduz saldo comercial

Reflexo da economia aquecida, as importações cresceram acima do esperado no início do último trimestre do ano.

A alta das importações em outubro não é isolada e segue tendência que ficou mais clara desde junho, a despeito da maior depreciação do real frente ao dólar no decorrer do segundo semestre na comparação com a primeira metade do ano, segundo especialistas. O dinamismo leva a estimativas de superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 74,6 bilhões para 2024, bem aquém dos US$ 99 bilhões em 2023.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), a balança comercial brasileira fechou outubro com superávit de US$ 4,3 bilhões, bem abaixo dos US$ 9,2 bilhões em igual mês do ano passado. O saldo resultou de US$ 29,5 bilhões em exportação e US$ 25,1 bilhões em importação. A redução do superávit se deveu principalmente ao avanço dos desembarques, que subiram 22,5% em valor. A exportação caiu 0,7%, sempre em relação a outubro de 2023. No acumulado até outubro o superávit foi de US$ 63 bilhões, com exportações de US$ 284,5 bilhões e importações de US$ 221,4 bilhões.

O gráfico a seguir utiliza dados extraídos do DataLiner, produto mestre da Datamar, para comparar as importações de contêineres registradas nos portos brasileiros de janeiro a setembro, desde 2021.


Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, afirmou que as importações e a corrente de comércio – soma da importação e da exportação — registradas em outubro de 2024 foram recordes para o mês. Segundo ele, a alta das importações vem do aumento do volume desembarcado, já que os preços desses bens estão em queda.

A importação de bens de capital em outubro e no acumulado do ano, são os “grandes destaques” para o período, apontou Brandão. Em outubro, o volume de compras externas de bens de capital cresceu 55,6% contra igual mês de 2023.

“A importação de bens de capital é uma boa notícia, mas é preciso lembrar que a base de comparação é baixa”, diz Welber Barral, sócio da BMJ e ex-secretário de Comércio Exterior. Ele destaca que em outubro a quantidade importada de bens intermediários também cresceu bastante, com alta de 37%. A categoria representa 61,6% da importação total brasileira.

Com exceção de julho, o valor da importação total vem crescendo mensalmente a dois dígitos desde junho, mesmo com o real mais depreciado frente ao dólar nos últimos meses, aponta José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Em junho, diz, a alta no valor importado foi de 20,1%. Em julho houve desaceleração para alta de 5,6%, mas em agosto o ritmo maior voltou, com aumento de 18,1%. Em setembro e outubro o crescimento foi de14,2% e de 17%, nessa ordem. As variações são por média por dia útil. “A evolução mostra que a alta em outubro não é pontual, mas vem de tendência consistente nos últimos meses.”

A aceleração das importações acima do esperado vem achatando os superávits comerciais mensais e as projeções de saldo para o ano. A AEB, que no início do ano esperava saldo de US$ 92 bilhões em 2024, agora estima superávit de US$ 71 bilhões. Barral estima saldo de US$ 70 bilhões. Gabriela Faria, economista da Tendências Consultoria, projeta US$ 74,6 bilhões.

Mesmo assim, destaca Barral, o saldo trará “excelente” contribuição ao setor externo. “Saldos acima de US$ 50 bilhões têm impacto positivo no balanço de pagamentos”,  diz. Ele lembra que em 2023, o superávit de US$ 99 bilhões foi recorde e “extraordinário”.

Castro destaca que o aumento do valor importado vem puxado principalmente pelo fator volume e acompanhado de queda de preços. Segundo dados da Secex, no acumulado do ano contra iguais meses de 2023, o volume total importado aumentou 18% enquanto os preços médios caíram 7,5%. A quantidade importada, aponta, se acelera independentemente da depreciação do real frente ao dólar. Os dados, diz Castro, indicam que parte desse custo foi amenizada via queda de preços em dólar, resultado de provável negociação entre importador e fornecedor.

Sob influência do desempenho de petróleo, minério de ferro e soja, a receita de exportação brasileira caiu 0,7% em outubro na comparação com igual mês de 2023.Os embarques de petróleo, soja e minério de ferro caíram em outubro sob influênciada queda de preços nas três commodities que, juntas, representaram 27,2% do total embarcado no mês. Os preços médios das commodities caíram, respectivamente, 24,3%, 18,3% e 22,6%. O comportamento contribuiu para uma queda de receita de exportação em outubro de 10,8%, 31,3% e 18,7%, nessa ordem.

Para Faria a queda de preços deve continuar afetando as exportações em 2025. A projeção da Tendências para o saldo comercial em 2024 é de US$ 74,6 bilhões, com estimativa de US$ 337,6 bilhões para as exportações e de US$ 263,0 bilhões para as importações. Para 2025, a projeção é de superávit de US$ 71 bilhões, resultado de US$ 326,8 bilhões em exportações e de US$ 255,8 bilhões em importações. A ligeira queda de 3,2% esperada para as exportações em 2025, diz Faria, reflete o fator preço, sendo que para as quantidades ainda é esperado aumento da produção de minerais e de petróleo, além da recuperação da produção de grãos.

FONTE: Valor Econômico
Economia aquecida puxa importações e reduz saldo comercial | Brasil | Valor Econômico

 

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Unia lança nova marca e reforça logística farmacêutica

Durante quatro anos consecutivos, foi eleita a melhor empresa de desembaraço aduaneiro pelo Sindusfarma, oferecendo serviços personalizados e um sistema de acompanhamento online que proporciona visibilidade do processo.

A Unia, anteriormente conhecida como Unitrade, anuncia o lançamento de sua nova marca, na busca por oferecer serviços aduaneiros e logísticos personalizados para a indústria farmacêutica. Com mais de 25 anos de atuação no mercado, a Unia é conhecida por sua expertise em liberação aduaneira de medicamentos, biológicos, produtos controlados e correlatos.

Durante quatro anos consecutivos, a empresa foi eleita a melhor no segmento de desembaraço aduaneiro pelo Sindusfarma, reconhecida por seu conhecimento técnico e soluções customizadas que buscam oferecer agilidade e eficiência em todo o processo de importação e exportação. A Unia disponibiliza um sistema online de follow-up, que permite visibilidade em tempo real do status das cargas, acompanhando desde a Aduana até os órgãos anuentes como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Nossa nova marca Unia reflete a evolução e o crescimento da empresa, mantendo nosso foco em fornecer soluções logísticas eficazes para o setor de saúde. Estamos comprometidos em trazer tranquilidade e redução de custos para nossos clientes, acompanhando cada etapa dos processos logísticos com total transparência, segurança e parceria”, afirma Marli Oliveira, CEO da Unia.

Deste modo, a empresa pretende expandir seus serviços para atender às demandas de diversos setores, oferecendo agenciamento de cargas e consultoria aduaneira para regimes especiais, como Drawback e Admissão Temporária, além de serviços de importação e exportação com soluções personalizadas.

UNIA
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Corrente de comércio chega a US$ 506 bi até outubro, crescimento de 4,3%

No ano, AS exportações somam US$ 284,5 bi e importações US$ 221,4 bi, com superavit de US$ 63 bi

A corrente de comércio brasileira alcançou R$ 505,9 bilhões nos primeiros 10 meses do ano, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta quarta-feira (6/11), após o fechamento dos números de outubro. De janeiro a outubro, o Brasil exportou US$ 284,5 bilhões e importou US$ 221,4 bilhões, com saldo positivo de US$ 63 bi.

No consolidado do mês, as exportações somaram US$ 29,5 bilhões e as importações US$ 25,1 bilhões, perfazendo saldo de US$ 4,3 bi e corrente de comércio de US$ 54,6 bi.

Comparativo Totais

O resultado das exportações em outubro ficou um pouco abaixo em relação ao mesmo mês do ano passado (US$ 29,7 bilhões). Já as importações tiveram crescimento de 22,5% sobre o resultado de outubro/2023 (US$ 20,5 bi) – o que levou a um crescimento de 8,8% na corrente de comércio no comparativo mensal.

No comparativo anual (janeiro-outubro), as exportações tiveram crescimento de 0,5%, enquanto as importações subiram 9,5%. O crescimento da corrente de comércio, nessa comparação, foi de 4,3% na comparação entre estes períodos.

Por setores e produtos

Na comparação entre os meses de outubro, as exportações tiveram queda de US$ 0,82 bilhão (12,8%) em Agropecuária; e de US$ 1,08 bilhão (14,5%) na Indústria Extrativa; mas crescimento de US$ 1,7 bilhão (10,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

Já as importações cresceram US$ 0,11 bilhão (32,6%) em Agropecuária; caíram US$ 0,16 bilhão (9,6%) em Indústria Extrativa; e tiveram aumento de US$ 4,66 bilhões (25,5%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano, comparando com igual período de 2023, as exportações caíram -8,9% em Agropecuária; mas cresceram em Indústria Extrativa (7,2%) e em produtos da Indústria de Transformação (2,4%). Nas importações, houve crescimento de US$ 0,99 bi (26,2%) em Agropecuária; de US$ 0,25 bi (1,8%) em Indústria Extrativa; e de US$ 18,03 bi (9,9%) em produtos da Indústria de Transformação.

FONTE: MDIC Gov.br
Corrente de comércio chega a US$ 506 bi até outubro, crescimento de 4,3% — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Superávit comercial do Brasil cai 52,7% em outubro, para US$4,343 bi, diz MDIC

A balança comercial brasileira registrou um superávit de 4,343 bilhões de dólares em outubro, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quarta-feira, uma queda de 52,7% sobre o resultado positivo apurado no mesmo mês do ano passado.

O saldo veio abaixo das expectativas de economistas consultados pela Reuters, que previam saldo positivo de 4,976 bilhões de dólares para o período.

As exportações somaram 29,462 bilhões de dólares no mês, uma baixa de 0,7% em relação a outubro de 2023. As importações, por outro lado, cresceram 22,5% em relação ao mesmo período, totalizando 25,119 bilhões de dólares.

Nos primeiros dez meses do ano, o saldo comercial foi de 63,022 bilhões de dólares, uma queda de 22% em relação ao observado no mesmo período de 2023. As exportações somaram 284,460 bilhões de dólares (+0,5%) no acumulado do ano, e as importações, 221,438 bilhões de dólares (+9,5%).

A Indústria de Transformação foi o setor que teve maior aumento de exportações no mês, com alta de 10,9% frente a outubro de 2023, para 17,264 bilhões de dólares. A Indústria Extrativa registrou a maior baixa, de 14,5%, para 6,396 bilhões de dólares, seguida pela Agropecuária, com queda de 12,8%, para 5,603 bilhões de dólares.

Já nas importações, as vendas do setor de Agropecuária saltaram 32,6% e as do setor de Indústria de Transformação avançaram 25,5%. Já o setor da Indústria Extrativa recuou 9,6%.

O saldo comercial do mês foi particularmente pressionado pela queda na exportação da soja (-31,3%) e milho (-32,8%) frente ao mesmo período em 2023. O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, destacou que esse movimento já era esperado devido à queda da safra e aos embarques antecipados, além da recuperação da safra da Argentina.

Ao fazer sua revisão trimestral de projeções dos dados comerciais para o ano em outubro, o MDIC estimou que a balança fechará 2024 com um saldo positivo de 70,4 bilhões de dólares, ante previsão anterior de superávit de 79,2 bilhões de dólares. A redução refletiu uma redução da projeção para as exportações, para 330,3 bilhões de dólares, e aumento da estimativa de importações, a 274,9 bilhões de dólares.

“A gente está esperando uma leve queda de exportação, mas é muito incerto. Como os valores exportados de 2023 e 2024 são muito próximos, qualquer movimento, um dia útil a mais ou a menos, pode causar um leve aumento ou uma leve queda”, afirmou.

FONTE: Isto é Dinheiro
Superávit comercial do Brasil cai 52,7% em outubro, para US$4,343 bi, diz MDIC – ISTOÉ DINHEIRO

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Vitória de Trump pode abrir mercado a exportações de SC, diz FIESC

Para o presidente em exercício da entidade, Gilberto Seleme, a volta à Casa Branca de um presidente que defende a livre iniciativa está alinhada com a visão dos industriais catarinenses

A expectativa de que o novo governo Trump intensifique a estratégia de competição tarifária, como forma de enfraquecer o regime econômico chinês, pode abrir oportunidades às exportações brasileiras e catarinenses para os Estados Unidos, principal destino das exportações do estado, na avaliação do presidente em exercício da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme. “Além disso, uma resposta chinesa, fechando o mercado para produtos norte-americanos, abriria espaço às vendas de commodities e de produtos da nossa agroindústria à China, já que os Estados Unidos são um grande exportador destes itens”, afirma.

“A volta à Casa Branca de um empresário e, por consequência, de um presidente que acredita na livre iniciativa, está alinhada com a visão dos industriais de Santa Catarina”, afirma Seleme.

Outra tendência é que empresas americanas que produzem na China busquem novos locais para suas fábricas e que o mesmo possa ocorrer com plantas fabris chinesas nos Estados Unidos. “Abre-se, assim, uma oportunidade para buscar atrair esses projetos”, acredita o presidente em exercício da FIESC.

No caso dos produtos de madeira, por exemplo, em 2021, o governo Trump elevou as tarifas de importação sobre produtos chineses em cerca de 25%, permitindo que países como Brasil e Vietnã superassem a China no ranking de exportadores para os EUA. Em 2024, o governo Biden, seguindo uma estratégia de competição comercial, aumentou as tarifas para máquinas de processamento de madeira com a mesma intensidade, abrindo oportunidades, inclusive para produtores catarinenses de equipamentos. Esse tipo de iniciativa tende a ganhar mais espaço na nova gestão de Trump.

Outro exemplo é o segmento de motores elétricos. No aumento tarifário do primeiro governo Trump, as tarifas sobre motores, geradores, transformadores elétricos e componentes chineses subiram 25%. Com isso, a dependência da China nas importações para os EUA caiu, beneficiando países como México, Alemanha e Brasil. Santa Catarina, em particular, foi beneficiada por sua já reconhecida competência exportadora nesses produtos. Como retaliação, a China também aumentou as tarifas a importações dos EUA.

Essa intensificação da guerra comercial pode ser positiva para a agroindústria catarinense, à medida que as tarifas de importação chinesas se elevem, em especial para carnes suínas. Em 2017 os Estados Unidos eram o 2º maior exportador de carne suína para a China. Atualmente, o Brasil ocupa essa posição, atrás apenas da União Europeia. Como essas tarifas foram aliviadas no acordo tarifário de 2020, é possível que uma nova rodada de elevação das tarifas aumente a propensão a investir na agroindústria em Santa Catarina.

Exportações de SC para os EUA

Em 2024, os Estados Unidos ganharam espaço em relação à China e assumiram a liderança isolada como destino das exportações catarinenses. De janeiro a setembro deste ano, os 20 principais produtos de Santa Catarina exportados para os EUA somaram US$ 1,314 bilhão. O ranking é liderado por obras de carpintaria para construções, com US$ 207 mihões em vendas, seguida por motores elétricos, com US$ 155 milhões, e partes de motor (US$ 144 milhões). Confira a lista completa abaixo.

Cenário provável para exportações:

– Indústrias de SC que concorrem com indústrias chinesas podem ganhar mercado, já que é esperado um aumento maior nas tarifas para os produtos da China;

– Indústrias de SC que competem com players mundiais no mercado dos EUA devem sentir pouco impacto em um primeiro momento, pois todos terão seus preços elevados;

– Indústrias de SC que competem com produtores locais nos EUA devem ter perda de competitividade devido à elevação de seus preços locais.

Dólar e inflação: no campo financeiro, é esperado que a maior restrição à migração leve a um aumento nas pressões salariais, o que, em conjunto com o aumento tarifário, pode gerar um repique na inflação dos EUA. Como consequência, a taxa de juros deve limitar a redução nas taxas de juros locais. Este cenário poderia tornar mais difícil uma queda acentuada na taxa Selic no Brasil.

FONTE: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas
Vitória de Trump pode abrir mercado a exportações de SC, diz FIESC | FIESC

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Vitória de Trump nos EUA faz dólar cair abaixo dos R$ 5,70 no Brasil

O principal índice de ações da bolsa de valores, encerrou em alta de 0,11%, aos 130.661 pontos.

O resultado da eleição presidencial nos Estados Unidos reverberou na cotação do dólar e também nas bolsas de valores em todo o mundo nesta quarta-feira (6). No Brasil, ele caiu para pouco abaixo dos R$ 5,70. Além disso, o início das negociações teve forte alta, o que acompanha uma valorização da moeda americana. No entanto, o movimento perdeu força ainda pela manhã.
A vitória de Trump provocou um aumento expressivo nos juros futuros americanos. Em decorrência disso, o dólar também disparou frente a outras moedas no mundo todo. Em outras palavras, a política econômica protecionista que o presidente eleito defende pode prejudicar o controle da inflação americana. E também aumentar o endividamento do país.

Taxas de juros mais altas, por mais tempo, ajudam a valorizar a moeda americana. Com isso, o índice DXY — que mostra qual a variação do dólar em relação a uma cesta de moedas de outros países (como euro, iene, libra esterlina e dólar canadense) — tinha alta de cerca 1,5% durante a tarde.

No Brasil, o dólar comercial chegou a bater os R$ 5,86 no começo da manhã. No entanto, recuou no início da tarde, quando esteve em negociação perto dos R$ 5,70. Além disso, o dólar turismo, que é a moeda utilizada para quem vai viajar ou fazer compras internacionais em dólar, é vendido acima dos R$ 6.

Emergentes

“O real já era uma das moedas que mais acumulava perda dentre os emergentes nos últimos dias em função de questões domésticas. Dessa forma, o espaço para desvalorização foi bem menor do que outros casos, como o peso mexicano e o chileno”, explicou o economista Matheus Pizzani, da CM Capital.

Também está no radar do mercado a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC). O colegiado deve promover uma nova alta na Selic, taxa básica de juros, hoje em 10,75% ao ano, e isso ajuda a segurar um pouco o preço do dólar.

Por sua vez, o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em baixa.

O dia é de alta generalizada no dólar pelo mundo, com investidores esperando por um fortalecimento da moeda norte-americana nos anos de governos de Donald Trump. Isso porque o republicano defende uma política protecionista com a economia dos EUA, diminuindo o comércio com a China e aumentando as tarifas de importações para outros países, como o Brasil.

Sanção indireta pelo dólar

“Trump tem batido muito mais forte contra a China e tem atuado para restringir, principalmente, exportações de tecnologia acessível para o país asiático. Ele também tem ameaçado punir países que comecem a operar na moeda chinesa”, explicou Welber Barral, consultor especializado em comércio internacional.

“Então, com Trump, podemos ter uma sanção indireta — ou seja, uma sanção contra a China e que possa afetar as exportações brasileiras”, salientou.

FONTE: Guararema News
Vitória de Trump nos EUA faz dólar cair abaixo dos R$ 5,70 no Brasil – Guararema News

Dólar passou dos R$ 6 após a vitória de Trump? Entenda a cotação e a confusão nas redes

Na manhã desta quarta-feira, 6, com o resultado das eleições nos Estados Unidos tendo Donald Trump como vencedor, o dólar iniciou as negociações do dia em alta. Nesse cenário, plataformas de cotações passaram exibir a moeda norte-americana negociada a mais de R$ 6.
Contudo, a divisa teve como pico a cotação de R$ 5,86, logo nas primeiras horas de negociação, patamar próximo da máxima histórica de R$ 5,90, registrada em meados de maio de 2020, com uma valorização de cerca de 2% no intradia.
Logo depois a alta arrefeceu e, na parte da tarde, virou para queda. Às 13h20 a moeda americana recua 0,37% a R$ 5,73.

O que aconteceu?

Não demorou para que as redes sociais e outros meios repercutissem o dólar acima de R$ 6. Isso se deu por conta da base de dados da Morningstar, que é justamente a plataforma que alimenta o Google e outras casas de cotação.
Durante todo o dia os dados da plataforma mostram um dólar acima de R$ 6. Por volta das 13h30 a plataforma exibia a cotação da moeda a R$ 6,17.
O que também contribuiu para aumentar a confusão foi que o dólar turismo, esse, sim, é negociado na casa dos R$ 6 nesta quarta-feira.
Procurado, o Google informou que as cotações têm como fonte dados de terceiros e que remove informações em caso de imprecisões. “Recursos da Busca como o ‘câmbio de moeda’ são baseados em dados de terceiros e, em caso de imprecisões, nós removemos as informações da Busca e trabalhamos com o provedor dos dados para ajustá-las o mais breve possível. Mais informações sobre nossas fontes de dados podem ser encontradas aqui”, diz a nota.

O IstoÉ Dinheiro também tenta contato com a plataforma Morningstar.

Mercado já via vitória de Trump

O dólar negocia hoje em patamares próximos do dos últimos pregões, pois a vitória de Trump não é necessariamente uma surpresa. Nas últimas semanas o mercado já precificava uma vitória do republicano, com a moeda americana chegando a R$ 5,87 na última sexta-feira, 1º.

A tese é de que, com seu governo, tarifas seriam menores e produtos importados seriam taxados, o que funcionaria como um componente inflacionário e demandaria jutos mais altos – conjunto de fatores que deve pressionar o dólar.

“A apreciação do dólar frente ao real se deve, na maior parte, às expectativas de maiores juros na gestão Trump, especialmente pelo lado fiscal expansionista de seu governo, com os ambiciosos cortes de impostos. O plano de Trump tem um viés bastante inflacionário, que deve ser combatido com maiores taxas de juros, aumentando a atratividade do dólar e dos ativos norte americanos frente aos pares emergentes”, comenta José Alfaix, economista da Rio Bravo.

“As políticas protecionistas, a expulsão dos imigrantes ilegais e os cortes significativos de impostos, são medidas que devem trazer maiores pressões nos preços ao longo do mandato. Ainda, com o senado garantido, e a câmara também encaminhando para maioria republicana, o cenário de “republican-sweep” proporciona a Trump maior poder de aprovação de suas medidas”, completa.

Dólar pode chegar a R$ 6 ainda em 2024?

Jefferson Laatus, chefe-estrategista da Laatus, comenta que é possível um câmbio a R$ 6, mas que isso dependeria de uma combinação de fatores internos e externos.
“No cenário doméstico, a trajetória do câmbio está fortemente ligada à situação fiscal e à capacidade do governo em implementação medidas para controlar o crescimento das despesas obrigatórias. Caso não haja avanços significativos no ajuste das contas públicas e os riscos fiscais continuem a aumentar, o real pode sofrer uma desvalorização acentuada, levando o dólar a níveis mais elevados”, destaca.

Fonte: IstoÉ Dinheiro
https://istoedinheiro.com.br/dolar-cotacao-vitoria-trump-entenda-6/ 

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Mais protecionismo e cerco a importados nos EUA sob Trump devem atrapalhar Brasil, dizem analistas

A volta de Donald Trump à Casa Branca em 2025 é vista como negativa para o Brasil e deve contrariar, na visão de analistas, os interesses brasileiros por uma economia norte-americana mais aberta e com menos medidas protecionistas.

O republicano derrotou Kamala Harris na corrida eleitoral, e caso cumpra suas promessas de campanha, fará um novo mandato com aumento mais intenso das tarifas sobre importados, corte de impostos, deportações em massa e redução da independência do Fed (o banco central norte-americano).

No comércio exterior, a promessa é aumentar tarifas entre 10% e 20% sobre praticamente todas as importações dos EUA, incluindo as que vêm de países aliados, e em pelo menos 60% sobre as da China.
Para o Brasil os efeitos do que foi proposto por Trump podem ser diretos sobretudo em setores como o agrícola, de biocombustíveis e de ferro e aço.
No ano passado, a balança comercial foi desfavorável ao Brasil, com as exportações aos EUA somando US$ 36,9 bilhões (R$ 213,4 bilhões) e as importações, US$ 38 bilhões (R$ 219,8 bilhões).

As vendas brasileiras de produtos primários de ferro e aço representaram 13% do total exportado, com destaque também para itens de engenharia civil e condutores (4,8%) e grânulos e ferro-ligas (4,6%).

“Aço, alumínio e cobre brasileiros já estão sendo afetados, com as medidas antidumping. Além desses produtos, temos uma exportação importante de autopeças e partes de equipamentos, principalmente a partir de multinacionais americanas instaladas no Brasil”, diz o consultor Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior.

Mas o cerco de Trump aos produtos chineses também pode ter consequências indiretas, já que um baque no comércio com os asiáticos reduziria a sua capacidade de comprar produtos brasileiros.

“Afeta negativamente a maioria dos países, inclusive o Brasil, que é um grande exportador de commodities aos chineses. Não sabemos se a economia mundial está preparada para isso”, diz o presidente-executivo da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro.

A maior dificuldade em vender para os Estados Unidos, lembra Castro, também pode fortalecer um movimento que ocorreu no primeiro mandato de Trump: o de produtos asiáticos inundando outros mercados de forma predatória.

“Esse problema já existe para o Brasil, principalmente desde 2022, com uma dificuldade de retomar as exportações para a América do Sul e Central, que foram assumidas pela China”, avalia Marcos Lélis, especialista em economia internacional da Unisinos.

Os analistas também não descartam que Trump suba gradativamente as tarifas sobre os produtos, para ganhar tempo.

Márcio Garcia, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, lembra que a agenda de expansão fiscal de Trump, com corte de impostos para os mais ricos, vai aumentar o déficit público.

“A expansão da dívida pública não pode ser eterna. A confiança nos títulos do Tesouro americano depende que o lado fiscal esteja em ordem. Podemos ver um movimento inédito, em que os os títulos passam a ser vistos como arriscados.”

Lélis acrescenta que o custo interno de produção nos Estados Unidos é maior do que o valor para importar, e as medidas de Trump podem levar a uma pressão inflacionária no país.

“Dessa forma, eles podem ter dificuldade de baixar os juros nos EUA e teremos um dólar valorizado. Se os juros lá não caem, o Brasil pode ter um sufoco para baixar os seus juros”, diz.

O banco JP Morgan chegou a estimar que uma taxação de apenas metade do que o ex-presidente prometeu em campanha poderia aumentar a inflação em até dois pontos percentuais.

Com a volta do ex-presidente ao poder, também crescem as dúvidas sobre como será a relação da Casa Branca com o presidente Lula. No último dia 1º, o petista disse que considerava Harris “mais segura” para a democracia.

Em 2022, o Brasil foi o oitavo principal destino dos estoques de investimentos diretos dos Estados Unidos em outros países, de acordo com os parâmetros do BC (Banco Central), com US$ 246 bilhões (R$ 1,4 trilhão), segundo a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Já os investimentos diretos do Brasil nos Estados Unidos somaram US$ 13 bilhões (R$ 75,2 bilhões) em 2022. Neste caso, a maior parte foi para o segmento de manufaturas (67,8% do estoque total de IED), em seguida aparecem os setores químicos (16%), outras indústrias (15,9%) e finanças e seguros (10,6%).

Para mensurar o investimento estrangeiro direto, o BC apura os dados sob a perspectiva do controlador final, rastreando o país de origem de quem ocupa a posição mais elevada na cadeia de controle da empresa.

“Tudo que não precisamos agora é de um ruído que atrapalhe os negócios. Os EUA sempre colocaram o Brasil em sua órbita de investimentos, mas as críticas de Lula podem afastar Trump e fazer com que ele se aproxime de Argentina e México. Teria sido melhor ficar quieto”, diz Castro.

Barral concorda que a divergência ideológica entre os dois líderes poderia deixar Trump mais próximo do ultraliberal argentino Javier Milei do que de Lula.

“Ao mesmo tempo, é muito interessante, do ponto de vista ideológico, que Lula tenha tido lá atrás uma relação melhor com o republicano George W. Bush do que com o democrata Barack Obama.”

FONTE: Folha de SP (FOLHAPRESS)
Cerco a importados sob Trump deve afetar Brasil – 06/11/2024 – Mercado – Folha

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Investimento, Navegação, Portos, Sem Categoria

Iniciada dragagem de manutenção do canal de acesso à Baía da Babitonga

Objetivo é restabelecer profundidade em 14m para atender os portos de São Francisco do Sul e Itapoá; investimento de R$ 37 milhões é da autoridade portuária

A draga belga Galileu Galilei iniciou, nesta segunda-feira, 4, a dragagem para restabelecer a profundidade mínima de 14 metros em todo o canal de acesso ao Complexo Portuário da Babitonga. A retirada dos sedimentos no fundo do mar será realizada ao longo de todo o canal de acesso (17 km do canal interno e 5 km do canal externo), beneficiando o Porto de São Francisco do Sul e também o Porto Itapoá.

No entorno do Porto de São Francisco do Sul, a dragagem inclui a bacia de evolução, dársena e berços. O valor da obra é de R$ 37 milhões, custeados com recursos da autoridade portuária, e a previsão é que o trabalho demore entre 30 e 40 dias. A estimativa é remover 1,6 milhão de metros cúbicos de sedimentos.

“A dragagem proporciona maior segurança na navegação, agilizando a entrada e saída das embarcações na Baía da Babitonga”, afirma o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira. A obra de dragagem se junta a uma série de investimentos que a administração do Porto vem realizando com recursos próprios.

Somente em 2024, foram investidos R$ 25 milhões em melhorias como, as do sistema de Tecnologia da Informação. “Concluímos a revitalização do acesso ferroviário ao Terminal Graneleiro e compramos veículos novos para dar melhores condições de trabalho aos nossos servidores, além de termos adquirido novas defensas e melhorado o sistema de sinalização náutica do canal de acesso”, salienta Vieira.


Draga belga deve remover 1,6 milhão de m³ de sedimentos do canal de acesso. (Foto: Divulgação)

O equipamento
A draga Galileu Galilei é de propriedade da empresa Jan de Nul do Brasil e é uma das mais modernas do mundo: tem 166 metros de comprimento e capacidade de carregamento de 18 mil metros cúbicos, equivalente a 1.800 caminhões trucados. É o mesmo equipamento que realizou o engordamento da praia de Balneário Camboriú em 2021.

O ciclo de dragagem é composto por várias atividades: dragagem e carregamento de sedimentos na cisterna; navegação até a área de descarte (cisterna cheia); despejo dos sedimentos na área de despejo (bota-fora); retorno à área de dragagem (cisterna vazia); e reinício da operação de dragagem.

Com informações da assessoria de imprensa do Porto de São Francisco do Sul.

FONTE: FIESC Iniciada dragagem de manutenção do canal de acesso à Baía da Babitonga | FIESC

 

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