Greve

Estado de greve na Argentina pode afetar comércio exterior de SC, alerta Fiesc

A possibilidade de manutenção do estado de greve na Argentina preocupa o setor produtivo catarinense. Segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), a continuidade das paralisações pode comprometer o comércio exterior de SC e gerar impactos relevantes na economia do Estado.

A tensão ocorre após o avanço da reforma trabalhista do presidente Javier Milei, aprovada nesta quinta-feira pela Câmara argentina e agora novamente encaminhada ao Senado, onde precisa ser analisada até 1º de março.

Risco de paralisação prolongada

Para a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, o cenário indica que o movimento grevista pode se estender até a aprovação definitiva da proposta.

De acordo com ela, a continuidade da mobilização pode provocar:

  • Aumento dos custos logísticos, devido à retenção de cargas em pontos de desembaraço aduaneiro;
  • Interrupções na cadeia de suprimentos;
  • Risco de falta de insumos importados;
  • Quebra no fluxo de caixa das empresas;
  • Atrasos no cumprimento de contratos internacionais;
  • Abalo na confiança e na reputação comercial entre os países.

A Argentina é um dos principais parceiros comerciais do Brasil, e Santa Catarina mantém forte relação bilateral, especialmente nos setores industrial e manufatureiro.

Momento era de crescimento no comércio bilateral

A avaliação da Fiesc é de que o impasse ocorre em um período favorável para as trocas comerciais entre os dois países, com aumento no volume negociado recentemente.

A falta de previsibilidade, segundo a entidade, pode comprometer o ritmo de crescimento das exportações e importações, afetando diretamente empresas catarinenses que dependem do mercado argentino.

Reforma trabalhista divide governo e sindicatos

Para viabilizar a aprovação na Câmara, o governo argentino flexibilizou alguns pontos do texto original. Ainda assim, mantém a proposta de reformular uma legislação trabalhista com cerca de 70 anos, criada durante o período do peronismo.

O presidente Javier Milei tem defendido mudanças estruturais com o argumento de modernizar a economia e tornar as regras mais flexíveis para empresas e trabalhadores. Entre os principais pontos da reforma trabalhista argentina estão:

  • Jornada de trabalho flexível, podendo variar entre 8 e 12 horas diárias;
  • Ampliação do período de experiência para até seis meses;
  • Restrição de greves em setores considerados essenciais;
  • Regras mais flexíveis para férias;
  • Medidas para reduzir a informalidade no mercado de trabalho, que atinge cerca de 40% dos empregos no país.

O embate permanece intenso entre centrais sindicais e governo. Milei, que venceu as eleições legislativas em outubro, conta com apoio do setor empresarial e respaldo político para levar adiante as mudanças estruturais.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Greve geral na Argentina cancela voos com o Brasil e paralisa aeroportos

A greve geral na Argentina, convocada por centrais sindicais contra a reforma trabalhista do governo de Javier Milei, provocou impactos diretos no setor aéreo e resultou no cancelamento de voos entre o país e o Brasil nesta quinta-feira.

Companhias aéreas que operam rotas internacionais confirmaram alterações nas operações devido à paralisação, que afeta aeroportos em diversas cidades argentinas.

Voos cancelados entre Brasil e Argentina

No Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao menos dois voos da LATAM Airlines com destino a Buenos Aires foram cancelados nas primeiras horas do dia, conforme informações do painel oficial. A Gol Linhas Aéreas também confirmou suspensões em sua malha aérea para a Argentina.

Em nota, o Grupo LATAM informou que precisou ajustar sua operação por causa da mobilização nacional. Já a Gol declarou que a paralisação inviabilizou as operações aeroportuárias em Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário, o que levou ao cancelamento de voos programados para esta data.

Situação nos aeroportos argentinos

No Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, conhecido como Ezeiza e principal terminal internacional do país, a maior parte dos voos cancelados envolve rotas internacionais. Algumas decolagens foram mantidas, enquanto outras registraram atrasos.

A paralisação afeta principalmente serviços aeroportuários e logísticos, comprometendo embarques e desembarques em diferentes regiões da Argentina.

Impactos no Rio e no Sul do Brasil

O RIOgaleão contabilizou o cancelamento de 16 voos de chegada e 15 de partida com origem ou destino na Argentina. Apesar disso, a administração informou que as operações gerais do terminal seguem funcionando normalmente.

No Rio Grande do Sul, houve o cancelamento de dois voos: um que partiria do Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires, e outro com saída do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre.

Greve coincide com debate da reforma trabalhista

A mobilização ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados argentina inicia a análise do projeto de reforma trabalhista encaminhado pelo governo Milei ao Congresso. A proposta enfrenta forte resistência sindical e tem motivado sucessivas manifestações no país.

A expectativa é que a paralisação desta quinta-feira amplie os impactos econômicos e pressione o debate político em torno das mudanças na legislação trabalhista.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Revista Força Aérea

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Greve na Argentina paralisa exportação de grãos e afeta setor agrícola

Uma greve na Argentina interrompeu, nesta quarta-feira, as atividades de exportação de grãos e derivados, impactando diretamente o comércio exterior do país. A paralisação foi organizada por sindicatos marítimos em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei.

Segundo Gustavo Idígoras, presidente da Cámara de la Industria Aceitera y el Centro de Exportadores de Cereales (CIARA-CEC), a greve de 48 horas compromete integralmente as operações do setor agroexportador. Em declaração à Reuters, ele classificou o movimento como uma ação de caráter político, distante das demandas específicas da atividade.

Portos e embarques afetados

A mobilização comprometeu serviços essenciais, como atracação e desatracação de navios, transporte de práticos e atendimento a embarcações. A região mais impactada foi a área portuária de Rosário, um dos principais polos globais de exportação agrícola.

A paralisação coincide parcialmente com a greve geral convocada pela Confederación General del Trabajo (CGT), marcada para quinta-feira, o que pode ampliar os efeitos sobre a economia argentina.

Em nota divulgada nas redes sociais, a Federación Sindical Marítima y Fluvial (Fesimaf) afirmou que a mobilização tem como objetivo defender direitos trabalhistas e preservar a estabilidade no emprego.

Reforma trabalhista amplia tensão sindical

A Câmara dos Deputados argentina deve analisar o projeto de reforma trabalhista, já aprovado pelo Senado na semana passada. A proposta enfrenta forte resistência das entidades sindicais por prever mudanças como flexibilização das contratações, redução de indenizações por demissão, limitação do direito de greve e ampliação da jornada de trabalho.

Além dos marítimos, o sindicato dos trabalhadores da indústria de oleaginosas de San Lorenzo também aderiu à paralisação. A entidade representa empregados do principal polo de processamento de soja do país, localizado ao norte de Rosário, onde se concentra grande parte das usinas responsáveis pela produção de óleo e farelo.

Em comunicado, o sindicato criticou o projeto, afirmando que a modernização proposta compromete direitos históricos dos trabalhadores.

Impacto econômico e mercado internacional

A Argentina ocupa posição estratégica no comércio global, sendo a maior exportadora mundial de óleo e farelo de soja. A interrupção nas operações portuárias pode afetar o fluxo de divisas, essencial para a economia do país.

Para o analista Ion Jauregui, da consultoria ActivTrades, paralisações que atingem transporte e portos geram reflexos que vão além dos dias de trabalho perdidos. Segundo ele, a capacidade de exportação é determinante para manter a entrada de moeda estrangeira.

O governo argentino avalia que as greves recorrentes prejudicam a produtividade e a estabilidade econômica nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Martin Cossarini

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Greve na Lufthansa provoca cancelamentos de voos em 12 de fevereiro de 2026

A Lufthansa informou que enfrentará uma greve em toda a sua operação nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, após anúncio conjunto dos sindicatos Vereinigung Cockpit (VC), que representa os pilotos, e UFO, entidade que reúne os comissários de bordo. A paralisação foi comunicada com curto prazo e deve afetar significativamente a malha aérea da companhia.

Companhia prevê cancelamentos em toda a malha aérea

Segundo a empresa, a expectativa é de cancelamentos em larga escala ao longo de toda a rede de rotas da Lufthansa, impactando voos domésticos e internacionais. A companhia alerta que o movimento grevista pode gerar atrasos, remarcações e interrupções no serviço ao longo do dia.

Voos de outras empresas do grupo não serão afetados

A Lufthansa esclareceu que a greve não atinge voos operados por outras companhias do grupo. Permanecem fora da paralisação as operações da Austrian Airlines, Brussels Airlines, Eurowings, SWISS, Air Dolomiti, Discover Airlines, Edelweiss e Lufthansa City Airlines.

Passageiros serão notificados sobre alterações

Os passageiros impactados por cancelamentos ou mudanças de horários serão informados diretamente pela companhia, desde que os dados de contato estejam atualizados na reserva. A Lufthansa reforça a importância de manter telefone e e-mail corretos no sistema.

Orientação é verificar o status do voo antes do embarque

A empresa recomenda que todos os viajantes consultem o status do voo antes de se deslocarem ao aeroporto, a fim de evitar transtornos adicionais durante o período da greve.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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TST determina funcionamento mínimo de 80% dos Correios durante greve nacional

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que os Correios mantenham ao menos 80% do efetivo em operação durante a greve nacional da categoria. A decisão liminar foi assinada pelo presidente da Corte, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, após a paralisação ser intensificada em todo o país.

Caso a determinação não seja cumprida, a estatal poderá ser multada em R$ 100 mil por dia.

Greve dos Correios entra no radar do TST

A greve teve início em 16 de dezembro e ganhou força na noite do dia 23, depois que a maioria dos sindicatos rejeitou a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2026, negociada durante mediação conduzida pela vice-presidência do TST.

Diante do impasse, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ajuizou um dissídio coletivo de greve, solicitando a intervenção do Judiciário para garantir a continuidade dos serviços.

Serviço essencial e risco à população pesaram na decisão

Ao analisar o pedido, o presidente do TST destacou que o serviço postal é considerado essencial, prestado em regime de exclusividade, e que a paralisação pode gerar prejuízos relevantes à sociedade, especialmente no período de fim de ano.

Na decisão, o ministro determinou que o percentual mínimo de funcionamento deve ser calculado por agência, excluindo apenas as unidades unipessoais. O descumprimento da ordem resultará em multa diária de R$ 100 mil.

Correios devem informar quadro de funcionários por unidade

O despacho também obriga a ECT a apresentar informações detalhadas sobre o efetivo de cada agência, incluindo dados sobre afastamentos e unidades com apenas um empregado. Essas informações serão usadas exclusivamente para fiscalização do cumprimento da medida, com garantia de proteção de dados pessoais conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Sindicatos e MPT são intimados

As entidades sindicais Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) e Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) terão prazo de 24 horas para apresentar defesa no processo.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) também foi oficialmente intimado a acompanhar o caso.

Audiência de conciliação e julgamento já têm data marcada

O TST agendou uma audiência de conciliação para o dia 29 de dezembro, às 14h. Já o julgamento do mérito do dissídio coletivo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) está previsto para o dia 30 de dezembro, às 13h30.

A decisão final poderá definir os rumos da greve e do acordo coletivo da categoria.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Greve de pilotos da Azul e Gol pode paralisar voos após impasse em negociação trabalhista

A possibilidade de greve de pilotos da Azul e Gol ganhou força após o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) convocar uma assembleia geral extraordinária para a próxima segunda-feira, dia 29. O encontro irá definir se a categoria dará início a uma paralisação, diante do impasse nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho.

A mobilização ocorre após a rejeição da proposta apresentada pelas companhias aéreas, em negociação mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sem avanço nas tratativas, os pilotos sinalizam que a greve pode se tornar inevitável.

Negociação envolve apenas Azul e Gol

A votação mais recente evidenciou o clima de divisão entre os profissionais. Do total de votos, 49,3% se posicionaram contra a proposta das empresas, enquanto 49,2% foram favoráveis, além de 1,4% de abstenções.

O acordo em discussão contempla exclusivamente os pilotos da Azul e da Gol. Os aeronautas da Latam, por sua vez, já aprovaram um acordo coletivo próprio ao longo deste mês e não participam da negociação atual.

Principais reivindicações da categoria

Entre as principais demandas dos pilotos estão o reajuste salarial pelo INPC acrescido de 3%, além do aumento do vale-alimentação pelo INPC mais 10%. A pauta inclui ainda previdência privada, revisão das diárias internacionais, adicional noturno, garantia de repouso mínimo de 12 horas em hotel e remuneração pelo tempo em solo.

Segundo o sindicato, essas reivindicações refletem a necessidade de adequação das condições de trabalho à realidade operacional do setor aéreo.

Nova proposta do TST será analisada

Na tentativa de destravar o impasse, o TST apresentou uma nova proposta nesta terça-feira, 23. O texto prevê reajuste salarial pelo INPC acrescido de 0,5% e aumento de 8% no vale-alimentação. A sugestão ainda será submetida à avaliação da categoria durante a assembleia.

Prazo legal antes do início da greve

Caso a greve dos aeronautas seja aprovada, o SNA informou que será respeitado o prazo legal de 72 horas antes do início efetivo da paralisação. O movimento pode impactar diretamente a malha aérea nacional, afetando passageiros e operações das duas companhias.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wirestock/Freepik

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Greve dos Correios é aprovada em 9 estados e pode se expandir nos próximos dias

A greve dos Correios foi iniciada por sindicatos de trabalhadores em diferentes regiões do país após impasse nas negociações salariais e ausência de acordo coletivo com a estatal.

Paralisação atinge 9 estados e mobiliza sindicatos

Na última terça-feira (16), sindicatos que representam trabalhadores dos Correios aprovaram greve por tempo indeterminado. A mobilização é um protesto contra medidas adotadas pela empresa e pela falta de um acordo coletivo e de reajuste salarial para a categoria.

Segundo as entidades sindicais, 12 sindicatos em 9 estados deram início à paralisação ainda na noite de terça-feira. Outros 24 sindicatos permanecem em estado de greve, com indicativo de paralisação nos próximos dias. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro estão entre os impactados.

Correios afirmam que atendimento segue funcionando

Em nota, os Correios informaram que todas as agências continuam abertas e que a adesão ao movimento grevista é parcial e localizada. A empresa afirma ter adotado medidas contingenciais para reduzir impactos e manter os serviços considerados essenciais.

A estatal também declarou que segue empenhada na construção de um entendimento com os representantes dos trabalhadores, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Sindicatos criticam postura da administração

De acordo com Emerson Marinho, secretário-geral da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), a greve é consequência da forma como a administração da empresa tem conduzido as decisões para enfrentar a crise financeira.

Segundo ele, a categoria havia indicado paralisação a partir do dia 23, mas parte dos sindicatos decidiu antecipar o movimento como forma de pressionar o governo federal. “Essa postura tem gerado desgaste entre os trabalhadores, que se sentem excluídos do processo de decisão”, afirmou.

Negociações seguem com governo e estatal

Marinho informou ainda que representantes da Fentect e da Findect (Federação Interestadual dos Empregados dos Correios) devem se reunir com integrantes do governo federal. As tratativas para um novo acordo coletivo continuam em curso entre as federações e a direção da empresa.

Os sindicatos que ainda não aderiram à paralisação mantêm indicativo de greve a partir do dia 23, dependendo das propostas que venham a ser apresentadas pela estatal.

Reivindicações incluem reajuste e aporte emergencial

Entre as principais demandas da categoria estão a renovação do acordo coletivo, reajuste salarial em 2025 e um aporte financeiro emergencial por parte do governo federal. Os trabalhadores afirmam estar sem acordo coletivo desde 1º de agosto.

Em nota, o Sintect de São Paulo, um dos primeiros a deflagrar greve, afirmou que a paralisação ocorre diante da falta de avanços nas negociações. A entidade também critica o risco de retirada de direitos e a precarização das condições de trabalho.

Impasse chegou ao Tribunal Superior do Trabalho

Na última quinta-feira (11), os Correios acionaram o TST após não haver consenso nas negociações salariais e de benefícios. Em meio à crise financeira, a empresa solicitou a mediação da corte para discutir a flexibilização de cláusulas do acordo coletivo que garantem benefícios superiores aos previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Embora sejam empregados públicos, os trabalhadores dos Correios são contratados pelo regime da CLT, diferentemente dos servidores estatutários.

O acordo coletivo em vigor prevê benefícios como gratificação ampliada nas férias e pagamento de hora extra tripla em fins de semana e feriados. Parte dessas vantagens foi incorporada recentemente, mesmo com a empresa já enfrentando dificuldades financeiras.

Custo com pessoal pressiona plano de reestruturação

De acordo com dados divulgados anteriormente, a despesa com pessoal dos Correios deve chegar a R$ 15,1 bilhões neste ano. O custo é apontado como um dos principais entraves do plano de reestruturação da estatal, que busca contratar empréstimos para viabilizar as mudanças.

Sindicatos que já aderiram à greve

Atualmente, participam da paralisação sindicatos de estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará, Mato Grosso e Paraíba, além de entidades regionais em Campinas, Santos e São José dos Campos.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafaela Araújo/Folhapress

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Com reajuste de 9%, auditores da Receita Federal aprovam acordo e põem fim à greve

Proposta apresentada pelo governo foi aprovada por 64,5% dos participantes da assembleia, realizada pelo Sindifisco

Os auditores fiscais da Receita Federal decidiram nesta quinta-feira (10) aceitar a proposta de reajuste salarial de 9% apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que deve levar ao encerramento da greve da categoria, iniciada há oito meses.

A proposta foi aprovada por 64,5% dos participantes da assembleia, realizada pelo Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

A assembleia foi realizada de forma virtual na noite de quarta-feira (9) e contou com cerca de 9.000 participantes. Do total, 64,5% votaram a favor do acordo com o Executivo, enquanto 35,5% se manifestaram contra.

O reajuste aprovado prevê aumento de 9% na remuneração básica da categoria, a ser aplicado a partir de abril de 2026. A greve estava suspensa desde junho, por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas os auditores continuavam em estado de mobilização.

A expectativa agora é que a medida seja oficializada no Diário Oficial da União nas próximas horas.

Transtornos

A paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal afetava a entrega de mais de 1 milhão de encomendas internacionais, especialmente roupas e eletrônicos comprados em sites estrangeiros.

Os auditores fiscais reivindicavam reajustes salariais desde o último ajuste em 2016, argumentando perdas inflacionárias não compensadas desde então. Além das importações, a greve impactava negativamente as exportações brasileiras.

Em locais como o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, existia uma quantidade crítica de mercadorias estocadas inadequadamente devido à falta de espaço. No entanto, itens essenciais como cargas vivas, alimentos e medicamentos continuavam sendo liberados rapidamente.

Fonte: R7

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Greve

Retomada plena das atividades dos Auditores pode gerar R$ 35,5 bilhões em receitas tributárias em um ano

A retomada plena das atividades das Auditoras e dos Auditores-Fiscais da Receita Federal, com o fim da mobilização da categoria, representará um incremento de R$ 35,5 bilhões em receitas tributárias, num período de 6 meses, e de R$ 53,3 bilhões, num período de 12 meses. A projeção faz parte de um levantamento elaborado por um grupo de Auditores-Fiscais, com apoio do Sindifisco Nacional.

Segundo o estudo, os valores mais significativos viriam das ações de assistência (R$ 25,9 bilhões, em 12 meses), especialmente o monitoramento de grandes contribuintes (R$ 18 bilhões) e as transações tributárias (R$ 6 bilhões). Em seguida, viriam as ações de imposição, como os julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) (R$ 15,4 bilhões, em 12 meses) e as auditorias de pessoas jurídicas e físicas (R$ 4,1 bilhões).

“A retomada total das atividades dos Auditores-Fiscais também potencializa a fiscalização, a conformidade tributária e a recuperação de créditos, com efeitos multiplicadores na economia e melhoria do ambiente de negócio pelo combate à concorrência desleal”, detalham os Auditores, em um dos trechos do estudo.

Fonte: Sindifisco Nacional

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Pilotos de linhas aéreas aprovam greve nacional na Argentina

Paralisação é resposta a decreto do governo Milei que reduziu período mínimo de descanso e aumentou tempo máximo de voos

A APLA (Associação de Pilotos de Linhas Aéreas) da Argentina aprovou, por unanimidade, na 5ª feira (26.jun.2025) uma greve nacional de pilotos. Ainda não há data para a paralisação. Os trabalhadores protestam contra o decreto 378/2025, que alterou o regime de tempo máximo de voo e de período de descanso para os tripulantes.

A decisão foi tomada durante Assembleia Geral realizada na sede do sindicato em Lezica, a menos de 1 mês do início das férias de inverno no país.

Segundo a APLA, a norma do governo de Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) foi implementada sem o devido processo de consulta aos profissionais do setor e sem análise técnica adequada dos riscos envolvidos.

O decreto modificou os parâmetros operacionais estabelecidos para os pilotos, incluindo a extensão dos tempos máximos de voo e a redução dos períodos mínimos de descanso entre as jornadas de trabalho.

Apesar da mobilização da associação, as novas regras na Argentina se alinham a normas e legislações já estabelecidas internacionalmente.

O horário de voo para pilotos argentinos, por exemplo, ficou estabelecido em 1000h por ano –antes era 800h–, o que significava um aumento na quantidade de voos e dias trabalhados. Esse limite, no entanto, já é praticado no Brasil –na Lei nº 13.475/2017, Estados Unidos –na CFR Part 117– e nos países da UE (União Europeia).

As horas de descanso também são semelhantes. A Argentina passaria a praticar 30 horas semanais de descanso. É o padrão das legislações brasileiras e norte-americanas. O decreto também cria um mínimo de 120h mensais de voo para os pilotos.

Eis como ficaram as regras na Argentina e como são em outros países:

  • Argentina
    • Limite anual de voo: até 1.000 horas para voos regulares (1.400 horas para voos charter);
    • Limite mensal de voo: até 120 horas;
    • Descanso mínimo diário: descanso igual ao tempo trabalhado no dia anterior, mas nunca inferior a 10 horas consecutivas. A cada 7 dias, é obrigatório um descanso mínimo de 30 horas consecutivas;
    • Férias: direito a pelo menos 15 dias de férias consecutivas por ano.
  • Brasil
    • Limite anual de voo: 800 a 960 (aviões convencionais) horas;
    • Limite mensal de voo: 80 a 100 horas;
    • Descanso mínimo diário: 12 a 24 horas.
  • Estados Unidos
    • Limite anual de voo: Até 1.000 horas (ou 1.400 horas para voos charter, ou seja, sob demanda);
    • Limite mensal de voo: 100 horas;
    • Descanso mínimo diário: 10 horas.
  • União Europeia
    • Limite anual de voo: 900 horas;
    • Limite mensal de voo: 100 horas
    • Descanso mínimo diário: 10 a 12 horas.

Na teoria, a Argentina não pratica uma “precarização” do trabalho, mas uma flexibilização das regras ao estabelecer mínimos mais baixos –como nas férias, que variavam de 30 a 45 dias, e ficam com mínimo de 15 dias na nova legislação.

Na prática, no entanto, tais mudanças abrem espaço para as companhias aéreas estabelecerem prazos mais apertados e com menos descanso para os pilotos. “É o preço da liberdade”.

Segundo mensagem publicada no perfil da associação no X, a assembleia teve ampla participação de filiados. Os pilotos ratificaram o estado de assembleia permanente e concederam à comissão diretiva autoridade para implementar “todas as medidas de ação gremial que considere pertinentes”.

Reivindicações da APLA

A APLA manifestou preocupação com os efeitos da nova normativa sobre a segurança operacional do sistema aeronáutico argentino. “Seguiremos com nossa luta, com a responsabilidade e a consciência que a segurança operacional exige — um princípio fundamental da nossa atividade”, escreveu na mensagem.

Em comunicado divulgado após a assembleia, a APLA declarou que “o decreto […] foi imposto sem análise de risco sistêmico nem consulta aos atores do setor”. O texto também acrescentou: “Não apenas precariza nossas condições laborais: compromete diretamente a segurança dos voos”.

Os pilotos representados pela APLA são os profissionais diretamente afetados pela medida governamental. O sindicato alerta que as mudanças introduzidas pelo decreto têm impacto direto sobre a capacidade de recuperação das tripulantes, o que pode resultar em situações críticas durante o voo.

Diante da mobilização dos trabalhadores, segundo o La Nación, o governo publicou a resolução 402/2025, que suspende por 90 dias a implementação do decreto 378/2025.

Essa medida, no entanto, foi rejeitada pela APLA, que exige a revogação definitiva da norma. O sindicato considera que a suspensão total do decreto, em vez da revisão apenas do artigo mais questionado, confirma a falta de solidez técnica da medida.

A Comissão Diretiva da APLA direcionou suas críticas ao subsecretário de Transporte Aéreo, Hernán Gómez, apontando-o como o principal responsável por impulsionar uma medida “improvisada, tecnicamente inconsistente e completamente desconectada do funcionamento real do sistema aerocomercial”.

Enquanto a data da greve não é anunciada, o sindicato mantém estado de assembleia permanente, permitindo ativar ações sindicais imediatas caso não haja avanços na revogação da normativa questionada.

Fonte: Poder 360

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