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Portos de Santa Catarina estão na rota do Governo do Paraguai para fortalecimento do comércio internacional

O governo do Paraguai quer utilizar os portos de Santa Catarina para desenvolver o comércio internacional do país.

A intenção foi manifestada ao secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Ivan Amaral, durante reuniões no Ministério de Relações Exteriores do Paraguai e no Porto de Assunção, nesta quinta-feira (7). Atualmente o país vizinho tem convênios com o Brasil para utilização somente dos Portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).

“Agora os representantes do governo do Paraguai deverão procurar o governo brasileiro para buscar esta autorização. É da vontade deles utilizar os portos catarinenses. Para a indústria paraguaia, isso deverá encurtar distâncias e contribuir com a competitividade dos negócios”, informa Ivan Amaral.

O secretário catarinense esteve no Paraguai, junto com uma comitiva que também teve integrantes da Fiesc, Facisc e Movimento Pró-Ferrovias. O grupo participou da Expo Paraguay-Brasil 2024, encontro organizado pela Câmara de Comércio Paraguay Brasil e que é considerado o maior evento de negócios entre os dois países.

Durante a reunião com o vice-ministro de Relações Exteriores, embaixador Víctor Alfredo Verdún Bitar, também foram discutidos projetos de infraestrutura para facilitar a logística. Atualmente o país tem uma hidrovia de 3,5 mil quilômetros no Rio Paraguai chegando até Montevideo.

“Fomos entender a logística desta hidrovia e ver como esta carga pode chegar aos portos catarinenses. O vice-ministro vai pedir em Brasília que através de uma carta de intenções seja possível discutir com Santa Catarina obras estruturantes para viabilizar o comércio internacional”, relata Amaral.

Entre as possibilidades está a construção de uma ponte rodoferroviária, que permitirá ampliar as discussões sobre um projeto ferroviário conectando Paraguai, Argentina e Santa Catarina, no Brasil.

“Hoje o grão do Mato Grosso percorre 1,8 mil quilômetros para chegar até o Oeste catarinense. Esta ponte permitiria trazer este importante insumo para a agroindústria, encurtando as distâncias para 300 quilômetros. Ou seja, temos diversas possibilidades e oportunidades para discutir e que beneficiariam tanto o Paraguai como o Brasil”, completa o secretário Amaral.

FONTE: Agencia de Noticias SECOM
Portos de Santa Catarina estão na rota do Governo do Paraguai para fortalecimento do comércio internacional – Agência de Notícias

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Porto de Itajaí anuncia retorno de dragagem do canal de acesso

Serviço de dragagem, que estava parado há meses, reinicia nesta sexta-feira (8)

Os trabalhos de dragagem de manutenção no Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu devem ser retomados nesta sexta-feira (8), a partir de 8h, segundo informações da Superintendência do Porto de Itajaí (Autoridade Portuária).

Inicialmente, os serviços serão realizados pela draga “NJORD”, que injeta potentes jatos de água no fundo do rio, fazendo com que sedimentos sejam eliminados junto com a correnteza.

Dentro de alguns dias, chega a Itajaí um equipamento de grande porte, (podendo ser a draga “UTRECHT” ou a “HAM 316”, fabricadas na Holanda), ambas de sucção do tipo Hopper e com capacidade de armazenamento de cargas de até 18 mil metros cúbicos de sedimentos. Ambas possuem tonelagem bruta, com comprimentos que podem chegar a 160 metros por 29 de largura.
Ao chegar ao Complexo Portuário, a draga vai operar por 24 horas ininterruptas, garantindo principalmente a segurança das entradas e saídas de navios maiores no complexo, recuperando a profundidade do canal para até 14 metros. A finalidade é reduzir os impactos de inundações ao promover uma grande vazão das águas das chuvas que descem do Vale do Itajaí.

As etapas de dragagem de manutenção permanente serão realizadas ao longo do canal de acesso – áreas a montante e jusante – do Rio Itajaí-Açu e também nas áreas das Bacias de Evolução I (em frente aos portos de Itajaí e Navegantes), II (Baía Afonso Wippel – Saco da Fazenda).

“Os últimos 60 dias têm sido somente de boas notícias para o Porto de Itajaí. Foi assim com a retomada e o alfandegamento do terminal de contêineres por parte da arrendatária JBS, e, agora, também na resolução dessa discussão contratual com o que estava havendo com a empresa de dragagem Van Oord”, diz o superintendente do terminal, Fábio da Veiga.

Empresa responsável pela dragagem havia parado serviço por falta de pagamento

As atividades dos serviços de dragagem estavam suspensas desde agosto devido a uma dívida de R$ 35 milhões com a empresa holandesa Van Oord. O porto chegou a cancelar o contrato com a empresa, que iria até dezembro de 2023.

O acordo entre a Superintendência do Porto de Itajaí e a empresa Van Oord foi firmado objetivando pela quitação e também o reparcelamento de dívida financeira, ajustando entre as partes o retorno imediato das atividades de dragagem.

Com o acordo, a Van Oord deve ficar responsável pela dragagem permanente até fevereiro de 2026, tendo mais 16 meses de trabalhos pela frente.

“Importante agradecer expressamente o apoio da Secretaria Nacional de Portos, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), e principalmente agradecer o Terminal Portuário de Navegantes, a Portonave, já que esta concordou em realizar um adiantamento tarifário, permitindo e auxiliando assim a finalização das discussões”, agradece Veiga.

“Da mesma forma, é importante agradecer a Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí (Marinha), e, também, de todo o efetivo de Práticos da Praticagem de Itajaí, que, nesse período foram agentes importantes para a manutenção da segurança da navegação e, principalmente, importante por conseguirmos atender todos os navios não havendo, nesse período, nenhum prejuízo as operações portuárias do Complexo Portuário de Itajaí”, finaliza.

FONTE: NDmais
Porto de Itajaí anuncia retorno de dragagem

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Alckmin defende desburocratização em nome da eficiência econômica em Congresso de Direito Tributário e Aduaneiro

O programa Acredita Exportação, o Portal Único e a licença Flex foram citadas como iniciativas para diminuir a burocracia e incentivar o crescimento econômico

Receita Federal promoveu nesta quinta-feira (7) o início do II Congresso de Direito Tributário e Aduaneiro, que contou com participação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. Na ocasião, o ministro ressaltou a importância da reforma tributária e destacou iniciativas, como o Acredita Exportação, o Portal Único e a licença Flex, como ferramentas de desburocratização para melhorar a eficiência econômica do país.

“Estudos do IPEA mostram que, por si só, a reforma tributária pode, em 15 anos, aumentar o PIB em 12%, aumentar o investimento em 14% e aumentar as exportações em 17%”, detalhou Alckmin. “Ela traz eficiência econômica, desonera o investimento e desonera a exportação”, complementou.

Em outubro, o MDIC lançou o programa Acredita Exportação, que busca estimular o empreendedorismo e aumentar a competitividade de micros e pequenas empresas brasileiras também no mercado externo. “É um programa que estimula pequenas empresas a exportarem mais, como já acontece em países como a Itália e a China”, explicou Alckmin.

“Precisamos simplificar, desburocratizar”, defendeu o ministro. “O Brasil é um dos países mais caros do mundo, onde a carga tributária é quase 33% do PIB. Já os nossos concorrentes, a China é 22%, a Índia é 18,5%, o México é 17%. Daí vem a dificuldade de competitividade”, esmiuçou.

Na busca pela redução da burocracia, o ministro citou o Portal Único, que atua diretamente sobre o tempo e os custos nas exportações e importações brasileiras. Em seu formato atual, o programa já processa 100% das exportações brasileiras e deu início à passagem das importações de forma definitiva ao novo sistema, que utiliza tecnologias que proporcionam mais agilidade, transparência e competitividade.

“Temos também a licença Flex”, adicionou Alckmin. “Antes, para importar o produto era uma licença, para exportar, outra. Agora é uma licença só e o Portal Único. Há um estudo que mostra a possibilidade de economizarmos R$ 40 bilhões por ano depois que essas medidas estiverem totalmente implantadas”, elaborou.

O Congresso promove a colaboração entre setores público e privado, acadêmico e profissional, com o objetivo de aprimorar o desenvolvimento do direito tributário e aduaneiro, além de propiciar um ambiente de aprendizado e colaboração. O evento segue até sexta-feira (8).

FONTE: MDIC Gov.br
Alckmin defende desburocratização em nome da eficiência econômica em Congresso de Direito Tributário e Aduaneiro — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

 

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Abertura de mercado em Singapura para exportação de lagostas vivas do Brasil

O governo brasileiro recebeu, com satisfação, o anúncio, pelo governo de Singapura, da aprovação sanitária para que o Brasil exporte lagostas vivas àquele país.

A autorização soma-se à abertura, em fevereiro deste ano, do mercado singapurense para carnes e produtos derivados de ovinos e extrato de carne bovina. Nos nove primeiros meses de 2024, o país já importou aproximadamente US$ 540 milhões em produtos agrícolas do Brasil.

Com essa nova autorização, o agronegócio brasileiro alcança sua 195ª abertura de mercado neste ano, totalizando 273 aberturas em 61 destinos desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: MAPA
Abertura de mercado em Singapura para exportação de lagostas vivas do Brasil – DatamarNews

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Exportações brasileiras via contêineres avançam 14,3% em setembro

Dados recém-divulgados pela equipe de Business Intelligence da Datamar sobre a movimentação brasileira de contêineres apontam que, no acumulado ente janeiro e setembro, os embarques avançaram 14,3% em relação a igual  período de 2023.

Considerando apenas o mês de setembro, as exportações cresceram 14,9% na comparação com igual mês do ano passado. O gráfico a seguir usa dados extraídos do DataLiner para comparar as exportações de contêineres nos portos brasileiros de janeiro a setembro nos últimos três anos.


Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

O principal parceiro comercial do Brasil nas exportações via contêineres no período de janeiro a setembro é a China, com um volume 12,1% superior ao dos nove primeiros meses de 2023, seguido por Estados Unidos (9,1%) e México (20,5%).

As carnes representam 21,8% das exportações brasileiras via contêineres e tiveram um desempenho 10,2% superior nos nove primeiros meses de 2024 em relação a igual período de 2023. A segunda mercadoria mais exportada pelo Brasil foi a madeira, cujos embarques cresceram 13,8% no mesmo comparativo.

Nas importações via contêineres, os números também são bem positivos. O Brasil importou nos nove primeiros meses do ano um volume 19% superior ao compreendido entre janeiro e setembro de 2023. Considerando apenas o mês de setembro, o aumento das importações foi de 17,9% em relação a setembro de 2023.

O gráfico a seguir utiliza dados extraídos do DataLiner, produto mestre da Datamar, para comparar as importações de contêineres registradas nos portos brasileiros de janeiro a setembro, desde 2021.


Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

A China também foi a principal origem das importações brasileiras, tendo enviado a nosso país um volume 29,7% maior nos nove primeiros meses de 2024 em relação a igual período de 2023, seguida por Estados Unidos (+22%) e Alemanha (+ 8,2%).

A mercadoria mais importada via contêineres pelo Brasil em 2024 foi o plástico, com um volume recebido nos nove primeiros meses de 2024 28,2% superior ao de igual período de 2023, seguida por reatores, máquinas e caldeiras, cujas importações foram 14,5% maiores no mesmo comparativo.

Argentina

As exportaçõe argentinas via contêineres também tiveram um desempenho positivo nos novo primeiros meses de 2024, com um avanço de 8,7% nos embarques em relação a igual período de 2023. Na comparação setembro de 2024 e setembro de 2023 o aumento dos volumes foi de 29,6%.

Nas importações, em contrapartida, a Argentina registra um volume 23,7% inferior recebido entre janeiro a setembro de 2024 em relação a iguais meses de 2023. Considerando apenas setembro, a queda nos recebimentos foi de 8,7% em relação a setembro de 2023.

Uruguai

As exportações uruguaias via contêineres cresceram 12% entre janeiro a setembro de 2024 e janeiro a setembro de 2023, apontam os dados do Dataliner. Na comparação mensal (setembro de 2024 e 2023), o aumento dos embarques foi de 23,9%.

As importações uruguais via contêineres estão praticamente estáveis nos novo primeiros meses de 2024 em relação a janeiro a setembro de 2023. No acumulado do ano, os recebimentos tiveram uma leve alta de 1%. Considerando apenas o mês de setembro, os volumes foram 4,1% maiores.

FONTE: Datamar Newns

Exportações brasileiras via contêineres avançam 14,3% em setembro – DatamarNews

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Exportações de Minas Gerais até outubro batem recorde

As exportações de Minas Gerais no acumulado de janeiro a outubro bateram recorde. Foram US$ 35,2 bilhões em embarques, o maior valor registrado para o período na série histórica – iniciada em 1997 – da plataforma Comex Stat, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Em comparação ao mesmo intervalo de 2023, o patamar alcançado representou um crescimento de 5,5%.

De acordo com a Fundação João Pinheiro (FJP), que monitora os dados desde 2020, o minério de ferro e o café corresponderam a aproximadamente metade da pauta do Estado.

O pesquisador da instituição, Lúcio Barbosa, explica que os preços favoráveis no mercado internacional, provavelmente influenciados por um choque de oferta em algum país exportador, têm contribuído para os embarques do setor cafeeiro de Minas Gerais. As remessas da commodity agrícola aumentaram 39% em valor e 25% em quantidade.

Quanto ao minério de ferro, ele ressalta que, apesar do avanço de 11,6% no que se refere ao volume embarcado, em valor o incremento foi menor, de 3,2%, por consequência de quedas nos preços da commodity mineral no mercado internacional frente ao exercício passado.

Assim como as exportações, as importações do Estado atingiram um nível histórico no acumulado de dez meses. Foram US$ 14,1 bilhões em valor importado, o que representa alta de 7,8% ante igual época do último ano e equivale ao segundo maior valor registrado para o período no levantamento do Comex Stat, atrás apenas de 2022 (US$ 14,8 bilhões).

Segundo análise da FJP, o crescimento das importações decorreu, principalmente, do aumento das compras de máquinas e equipamentos mecânicos, de máquinas e equipamentos elétricos e de veículos automóveis, que cresceram 21,3%, 2,7% e 3%, respectivamente. Os produtos desses segmentos, juntos, corresponderam a cerca de 40% da pauta mineira.

Barbosa esclarece que itens de maior valor agregado estão geralmente entre as aquisições de Minas Gerais e esses três segmentos sempre figuram na lista de maiores importações do Estado, que também incluem combustíveis, como o coque mineral, e adubo.

 

Saldo acumulado da balança comercial e perspectivas para o fechamento do ano em Minas Gerais

Com as altas das exportações e importações, o saldo da balança comercial mineira, entre janeiro e outubro, foi de US$ 21 bilhões, o que equivale a um avanço de 4% ante o mesmo intervalo de 2023 e representa o segundo maior valor desde 2021 (US$ 22,3 bilhões).

Conforme o pesquisador da FJP, a perspectiva é que Minas Gerais mantenha um saldo favorável nos próximos dois meses e que encerre 2024 com superávit próximo de US$ 25 bilhões. Contudo, a tendência é que o valor não seja maior e não atinja recorde em razão de uma elevação acelerada das importações.

Neste caso, é válido dizer que, na comparação entre outubro deste ano e o de 2023, as exportações mineiras subiram 3,7%, para US$ 3,5 bilhões. Porém, as importações aumentaram ainda mais, com alta de 15,8%, para US$ 1,7 bilhão.

“Este ano tem mostrado uma característica de aumento das exportações, um resultado muito bom, mas com as importações também crescendo em um ritmo forte, algo que não vinha acontecendo nos últimos anos, quando estavam subindo em ritmo mais lento”, diz Barbosa.

“De modo geral, o que observamos é que tem havido um crescimento de investimentos neste ano e o aumento dos investimentos tem sido traduzido em parte pelas importações de máquinas e equipamentos mecânicos e elétricos”, salienta.

FONTE: Diário do Comercio
Exportações de Minas Gerais até outubro batem recorde

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Mapa anuncia 19 novas habilitações de frigoríficos para exportação de carnes brasileiras para África do Sul

Anúncio reflete o reconhecimento e a confiança na qualidade da carne brasileira e amplia acesso ao mercado sul-africano.

O governo brasileiro recebeu com satisfação a confirmação, pelo governo da África do Sul, da habilitação de mais 19 frigoríficos para a exportação de carne brasileira.
A lista inclui estabelecimentos especializados em carnes bovina, suína e de aves. Com as novas habilitações, o total de estabelecimentos brasileiros habilitados para exportação à África do Sul chega a 28, incluindo aqueles que tiveram suas condições de certificação atualizadas.

As novas habilitações estão localizadas em nove estados brasileiros. São Paulo lidera a lista com seis frigoríficos, seguido pelo Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Goiás e Rio de Janeiro. A distribuição inclui oito frigoríficos de carne bovina, dois de carne equina, cinco de carne suína e treze de carne de aves.

Em 2024, o Brasil continua a se destacar como líder mundial na exportação de carnes, com mais de 7 bilhões de toneladas exportadas até o momento.

As novas habilitações são resultado do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: Ministério da agricultura e pecuária Gov.br
Mapa anuncia 19 novas habilitações de frigoríficos para exportação de carnes brasileiras para África do Sul — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agenda protecionista de Trump representa um desafio para o agronegócio brasileiro

A eleição de Donald Trump levanta a possibilidade de uma “espiral protecionista” global e uma mudança para relações comerciais bilaterais, o que representa desafios para o agronegócio brasileiro no cenário internacional, afirmam especialistas.

Durante o primeiro mandato de Trump, sua guerra comercial com a China impulsionou as exportações agrícolas brasileiras, já que importadores chineses passaram a procurar o Brasil por suprimentos. No entanto, os analistas acreditam que o espaço para essa dinâmica se repetir é limitado.

“Já estamos exportando 37% de nossos produtos para a China. Qualquer aumento nas exportações para a China provavelmente seria marginal, pois outros países também se beneficiariam”, afirmou o embaixador Rubens Barbosa, ex-representante brasileiro em Londres e Washington e atual presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).

O gráfico abaixo revela os produtos mais exportados em contêineres marítimos do Brasil para os Estados Unidos entre janeiro e agosto de 2024. Os dados, extraídos da plataforma DataLiner da Datamar, compreendem apenas embarques marítimos de longo curso.

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

As exportações do agronegócio brasileiro cresceram 20% ao ano durante a presidência de Trump, de 2017 a 2021, preenchendo o vazio deixado pela redução das exportações americanas devido às tarifas retaliatórias chinesas.

Marcos Jank, coordenador do Agro Global Center do Insper, observou que o Brasil hoje exporta mais para a China do que os Estados Unidos, com receitas totais de US$ 63 bilhões anuais, em comparação aos US$ 35 bilhões das exportações americanas para o mercado chinês. “Tomamos a posição dos EUA em soja, milho, carne e outros produtos”, disse ele.

Jank acrescentou que, se Donald Trump reimpor tarifas sobre produtos chineses, o Brasil poderá ganhar “mercados adicionais” na China, mas perdas em outros mercados também são prováveis. “Podemos perder mercados em outros lugares porque o comércio internacional opera como vasos interconectados. Se os EUA não puderem vender para a China, vão buscar outros mercados, o que nos afetará indiretamente”, explicou.

Segundo Jank, o risco mais significativo é o ressurgimento de “uma espiral protecionista e políticas mercantilistas, com foco mais em relações bilaterais do que multilaterais. Uma tendência como essa prejudicaria o comércio global”, destacou.

Em resposta a essas possíveis mudanças na política comercial dos EUA, o Brasil deve enfatizar alianças com o Sul Global, aconselhou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Falando com jornalistas no Uruguai, ele destacou que “fortalecer os BRICS e as relações Sul-Sul é fundamental para expandir nossas negociações”, sublinhando a alta densidade populacional e a riqueza de recursos dessas regiões.

O retorno de Trump à Casa Branca provavelmente intensificaria uma estratégia geopolítica centrada no friendshoring (modelos de relações bilaterais baseadas em valores e visões de mundo compartilhadas, em vez de puro pragmatismo comercial). Segundo Jank, os americanos estão cada vez mais analisando os laços de outros países com a China.

“[O friendshoring] terá um impacto forte e nos desafiará a engajar ambos os lados”, observou, destacando que o agronegócio brasileiro inclui muitas empresas americanas nos setores de agronegócio, insumos e comércio, enquanto a China continua sendo o principal cliente do Brasil. “Precisamos manter uma equidistância prudente”, acrescentou.

Na esfera geopolítica, a promessa do republicano de interromper o apoio à Ucrânia contra a Rússia pode ter implicações limitadas para o Brasil, segundo Rubens Barbosa. “Se houver paz, isso facilitará as exportações de agronegócio da Rússia. O Brasil é um grande importador de petróleo, gás natural, diesel e trigo da Rússia, portanto, o comércio deve se tornar mais fácil”, afirmou. No entanto, ele não espera que Trump cesse imediatamente o apoio à Ucrânia ou que essa mudança tenha efeitos imediatos.

No campo macroeconômico, o novo mandato de Trump continua imprevisível. “Se ele cumprir sua promessa de aumentar as tarifas de importação, isso criaria desafios globais. Isso elevaria a inflação e as taxas de juros nos Estados Unidos devido ao déficit público, impactando a política econômica do Brasil. O dólar se fortaleceria, forçando o aumento das taxas de juros no Brasil e afetando a inflação”, disse Barbosa.

Ao mesmo tempo, embora promovendo uma política fiscal expansionista, Trump também se comprometeu a cortar impostos para combater a inflação. “Se ele adotar uma política de estímulo, uma abordagem poderia ser reduzir as taxas de juros, o que aumentaria o apetite dos investidores por outros mercados, como as empresas agrícolas brasileiras”, afirmou Rafael Gaspar, sócio da área de mercados de capitais e bancário no Pinheiro Neto Advogados.

Gaspar acrescentou que isso poderia favorecer a emissão de títulos de dívida por parte do agronegócio brasileiro no exterior. No entanto, ele duvida que Trump inicie sua administração com políticas de estímulo, acreditando que ele priorizaria inicialmente o controle da inflação. Para Gaspar, uma guerra comercial “não é necessariamente ruim” e pode criar oportunidades para o Brasil expandir suas exportações.

(Rafael Walendorff contribuiu com a reportagem de Brasília.)

Tradução: Todd Harkin

Fonte: Valor Internacional

Clique aqui para ler o texto original: https://valorinternational.globo.com/agribusiness/news/2024/11/07/trumps-protectionist-push-poses-challenge-for-brazils-agribusiness.ghtml

 

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Minerva fecha terceiro trimestre com lucro líquido de R$94,1 milhões, queda de 33,3% em relação ao mesmo período do ano passado

A empresa Minerva anunciou que fechou o terceiro trimestre de 2023 com um lucro líquido de R$94,1 milhões, o que representa uma queda de 33,3% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme o relatório financeiro divulgado na quarta-feira.

Apesar da queda no lucro, a companhia atingiu receitas recordes e fluxo de caixa operacional, impulsionados pela demanda internacional constante por carne bovina e pela alavancagem quase estável.

A dívida bruta da Minerva aumentou para financiar sua recente aquisição das unidades da Marfrig, informou o diretor financeiro da empresa, Edison Ticle. “Eu aumentei a dívida bruta, mas ainda não estou vendo benefícios. Isso gera custos operacionais, e à medida que as novas unidades começarem a gerar resultados, vamos ajustar essa métrica”, disse Ticle a jornalistas, comentando sobre o lucro líquido da empresa.

Em 28 de outubro, a Minerva finalizou a aquisição de 13 unidades da Marfrig e de um centro de distribuição no Brasil, Argentina e Chile. O investimento total nesses ativos foi de R$7,2 bilhões, com R$1,5 bilhão desembolsado antecipadamente no terceiro trimestre de 2023 e R$5,7 bilhões pagos no final de outubro de 2024, após os ajustes contratuais de preço. Esses valores não incluem três unidades de abate no Uruguai, que ainda aguardam a aprovação regulatória local.

Embora o lucro líquido do terceiro trimestre tenha caído, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) alcançou R$ 813 milhões, um aumento de 13,9% em relação ao ano anterior, estabelecendo um novo recorde. Ticle destacou que o fluxo de caixa livre de R$ 667,3 milhões no terceiro trimestre ajudou a reduzir a dívida da empresa. Como resultado, a alavancagem – a relação entre a dívida líquida e o EBITDA ajustado – se manteve sob controle, diminuindo de 2,8x para 2,6x.

A receita líquida da companhia aumentou 20,3% no terceiro trimestre, atingindo R$ 8,5 bilhões, também alcançando um valor recorde para um único trimestre.

“Cerca de 60% da nossa receita veio de mercados internacionais. O volume recorde de exportações reflete a demanda global por carne bovina, especialmente em mercados-chave como os Estados Unidos e a China”, disse o CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz. Ele observou que o mercado norte-americano segue robusto, apesar dos desafios no ciclo local de gado devido à oferta limitada. Além disso, a demanda da China tem se recuperado, o que tem impulsionado tanto os volumes quanto os preços.

“Neste terceiro trimestre de 2024, tanto os EUA quanto a China representaram 15% da nossa receita de exportação”, afirmou Queiroz.

Sobre o possível protecionismo americano com o retorno de Donald Trump à presidência, Ticle observou um cenário possível de “retaliação dos EUA contra a China, seguida por retaliação chinesa contra os EUA, possivelmente no setor de alimentos”. Caso isso aconteça, ele acredita que os fornecedores sul-americanos poderiam ser uma escolha natural para atender à demanda chinesa.

“Também temos que lembrar que, sob um governo de direita no Brasil e de esquerda nos EUA, as relações comerciais não foram prejudicadas. Agora, não podemos assumir que o cenário oposto causaria danos”, acrescentou Ticle.

O diretor financeiro também afirmou que a perspectiva para a pecuária brasileira segue positiva para o próximo ano e que os recentes aumentos nos preços do gado no Brasil estão mais relacionados a ciclos sazonais fora de época e à seca, do que a uma mudança no ciclo de pecuária.

Minerva fecha terceiro trimestre com lucro líquido de R$94,1 milhões, queda de 33,3% em relação ao mesmo período do ano passado – DatamarNews

Fonte: Valor Internacional texto original: https://valorinternational.globo.com/agribusiness/news/2024/11/07/minervas-quarterly-profit-drops-33percent-to-r94m.ghtml

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Lucro líquido da Santos Brasil soma R$ 216,2 milhões no 3T24

A Santos Brasil registrou lucro líquido de R$ 216,2 milhões (+55,5% YoY) no terceiro trimestre de 2024 (3T24), com margem líquida de 28,3% (+2,2 p.p. YoY). No período, o EBITDA da Companhia somou R$ 406,5 milhões (+57,7% YoY), com crescimento de 4,9 p.p. na margem EBITDA consolidada, que atingiu 53,2%. A receita líquida consolidada somou R$ 764,3 milhões (+43,2% YoY), com crescimento de 51,2% YoY na receita líquida dos terminais de contêiner e carga geral.

O desempenho operacional da empresa refletiu positivamente no crescimento dos indicadores econômico-financeiros. Os terminais de contêiner da Companhia movimentaram 403.187 unidades no 3T24 (+25,1% YoY), principalmente impulsionados pelas operações de longo curso (+29,3% YoY), resultado de maiores importações (+26,3% YoY) e exportações (+37,2% YoY). Outro destaque foi a melhora no mix de contêineres cheios, que representou 75,6% do total movimentado (vs. 71,7% no 3T23), com a importação de cheios crescendo 29,2% YoY.

No 3T24, o Tecon Santos, principal ativo da Santos Brasil, movimentou 357.478 contêineres (+24,3% YoY), com forte crescimento no fluxo de longo curso (+26,8% YoY), decorrente de maiores exportações de algodão, café, papel e celulose e carne congelada, e do aumento nas importações, inclusive estimulada pela sazonalidade típica da indústria, com destaque para produtos químicos, bens de consumo, bens de capital e plásticos. O volume de cabotagem também cresceu no trimestre: 12,1%.

O market share do terminal no Porto de Santos no período foi de 42,5% (vs. 39% no 3T23 e 41,9% no 2T24). O crescimento na movimentação de contêineres no porto no trimestre, com a alta temporada de importações e o crescimento acelerado das exportações de commodities, manteve a ocupação dos terminais em patamares elevados, gerando oportunidades para o Tecon Santos operar escalas extras, que totalizaram 15 navios.

Já o Tecon Imbituba (SC) movimentou 21.610 contêineres (+88,0% YoY), beneficiado pelo novo serviço de longo curso da CMA CGM, que começou a operar no terminal em fevereiro de 2024, e por escalas extras. O volume de cabotagem, no entanto, apresentou queda de 9,6%, resultado da menor movimentação de arroz.

No Tecon Vila do Conde (PA), foram movimentados 24.099 contêineres (+3,7% YoY). No terminal, o maior volume de contêineres vazios (+9,7% YoY) sinaliza um reposicionamento de contêineres para atender as exportações na região Norte do País. O fluxo de longo curso continuou prejudicado pela omissão de escalas, em razão do atraso de navios devido ao congestionamento em portos de outras regiões.

O Terminal de Veículos (TEV), localizado no Porto de Santos, movimentou 55.855 veículos (+17,4% YoY), com crescimento de 19,5% YoY nas exportações, resultado principalmente da retomada nos embarques de veículos leves para o mercado argentino. As importações apresentaram queda de 3,6% YoY.

No Porto do Itaqui (MA), os terminais de granéis líquidos da Santos Brasil apresentaram crescimento de 10,3% YoY no volume de combustível armazenado, além de maior giro dos tanques e conversão de contratos spot em contratos de longo prazo.

A Santos Brasil Logística, por sua vez, apresentou crescimento de 8,3% YoY no número de contêineres armazenados nos Centros Logísticos Industriais Aduaneiros (CLIAs) Santos e Guarujá, resultado da maior importação no Porto de Santos.

Investimentos e debêntures

A Companhia investiu R$ 157,9 milhões no último trimestre, com destaque para a expansão da capacidade e modernização do Tecon Santos e os projetos de expansão e desenvolvimento dos terminais de granéis líquidos.

Nos terminais de contêiner e carga geral, foram investidos R$ 89,4 milhões, sendo R$ 80 milhões somente no Tecon Santos, que passou por obras de demolição de prédios administrativos e de um armazém, para adicionar área de armazenagem de contêineres no pátio do terminal; e adquiriu novos equipamentos de pátio (reach stakers).

Nos terminais de granéis líquidos, foram destinados R$ 66,2 milhões, sendo o destaque as obras de construção do terminal greenfield (TGL 2), que adicionará 81 mil m³ de capacidade até o final de 2025, e de finalização da expansão das áreas brownfield (TGL 1 e TGL 3), que adicionaram 59 mil m³ de capacidade aos atuais 50 mil m³, com previsão de entrarem em operação até o fim do ano.

Também no 3T24, a Santos Brasil concluiu a sua 5ª emissão de debêntures, no montante de R$ 2 bilhões. Além de reforçar o caixa, a iniciativa otimiza a estrutura de capital da Companhia. Do montante captado, R$ 1,6 bilhão irá para a restituição de capital aos acionistas, cujo pagamento ocorre nesta quinta-feira (7).

Em setembro, as ações da Santos Brasil passaram a integrar o Índice Bovespa – IBOV da B3, importante marco na história da Companhia. A liquidez média diária das ações alcançou um volume de R$ 92 milhões no trimestre, com a capitalização de mercado ultrapassando R$ 12 bilhões.

No mesmo mês (dia 22), foi anunciada a venda – por empresas geridas pelo Opportunity – de participação próxima a 48% do capital social da Santos Brasil para a CMA CGM, líder global em soluções logísticas marítimas e terrestres. A transação está pendente de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A conclusão é esperada para o primeiro trimestre de 2025 e será seguida de Oferta Pública de Ações (OPA) para aquisição de 100% das ações em circulação da Companhia.

Segundo Daniel Pedreira Dorea, Diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores da Santos Brasil, a alta expressiva dos resultados da Companhia mostra a estratégia bem-sucedida da empresa em realizar investimentos para criar capacidade e absorver a demanda potencial, com a oferta de um serviço premium. “Até o terceiro trimestre, a Santos Brasil cresceu 24% ano contra ano, o dobro do Porto de Santos. Contratamos mais de 400 pessoas ao longo de 2024 e boa parte já alocada na operação. Além disso, continuamos investindo, principalmente no Tecon Santos, para iniciar 2025 com 2.6 milhões de TEUs de capacidade e, em 2026, dar um salto para 3 milhões de TEUs. Somente em 2024 pretendemos empregar cerca de R$ 700 milhões em nossos ativos”, diz.

FONTE: Datamar News
Lucro líquido da Santos Brasil soma R$ 216,2 milhões no 3T24 – DatamarNews

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