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A UIA pede investimentos em infraestrutura na licitação do VNT

Uma semana após a abertura dos envelopes, o Congresso exige transparência.

A licitação para a Hidrovia Tronco (VNT), eixo do comércio exterior da Argentina e de outros países da região, continua gerando polêmicas nas esferas política e empresarial. Enquanto no Congresso diferentes setores cobram explicações do Governo e questionam o possível favoritismo no processo, a União Industrial Argentina (UIA) definiu sua posição e exigiu maior previsibilidade e melhores condições de infraestrutura para aumentar a competitividade do país.

A entidade, presidida por Daniel Funes de Rioja, analisou em sua última reunião um relatório elaborado por especialistas sobre o impacto da licitação e destacou a importância de fazer investimentos importantes no VNT. Segundo a entidade, “é fundamental avançar nas melhorias necessárias, principalmente na dragagem a 40 pés, para garantir a eficiência e a competitividade do comércio exterior”.

A posição da UIA é relevante em um contexto em que empresas internacionais denunciam que o processo licitatório poderia ser feito sob medida para favorecer a empresa belga Jan de Nul, atual operadora do serviço desde 1995. A empresa belga DEME e a dinamarquesa Rohde Nielsen pediram a nulidade do edital, enquanto senadores radicais pediram a abertura do concurso para a estatal chinesa Shanghai Dredging Company.

Preocupações com taxas

A entidade industrial também enfatizou a necessidade de consolidar um ritmo competitivo em termos regionais e internacionais, já que 80% das exportações argentinas dependem do VNT.

80% das exportações argentinas navegam pelo VNT.

Nesse sentido, destacaram que o processo deve incluir incentivos à produção nacional, à aquisição de barcaças e navios, bem como à incorporação de combustíveis sustentáveis para fortalecer o transporte de cargas no país e na região.

À medida que a contagem regressiva para a abertura dos envelopes em 12 de fevereiro avança, as críticas ao processo continuam. Da oposição, a Coalizão Cívica e setores do PRO pediram explicações ao Governo sobre a transparência da licitação, enquanto a Fundação Pensar, ligada a Mauricio Macri, alertou sobre os riscos de um processo “apressado” que poderia afetar a economia nacional.

O resultado da licitação definirá o futuro de um dos negócios mais relevantes para o private equity multinacional na Argentina. A UIA, por sua vez, entra no debate com um pedido claro: garantir investimentos e regras do jogo que potencializem o desenvolvimento industrial e a competitividade do país.

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FecomercioSP pleiteia medidas à Secretaria de Comércio Exterior para estimular a abertura comercial

Ações são fundamentais para reduzir o Custo Brasil e aumentar a produtividade e a competitividade do País

No dia 27 de janeiro, representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) se reuniram com membros da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), para compartilhar as dificuldades enfrentadas por empresas representadas pela Federação e apresentar propostas com vistas a facilitar o comércio exterior.

Participaram da reunião Tatiana Prazeres, secretária da Secex; Herlon Alves Brandão, diretor do Departamento de Planejamento e Inteligência Comercial do MDIC; e Ana Cláudia Takatsu, diretora do Departamento de Negociações Internacionais da Secex, além dos assessores da FecomercioSP André Sacconato, Thiago Carvalho e Natalia Mortaio, e Maria Izabel Mello, da área de Relações Institucionais da Entidade.

Por meio da Fecomercio Internacional — unidade de negócios que atua na promoção de relações comerciais no exterior — acontece a conexão entre empresas brasileiras e estrangeiras, que frequentemente relatam entraves nos negócios, principalmente em procedimentos exigidos por órgãos anuentes, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro); e a Receita Federal, que acabam trazendo prejuízos e inibindo investimentos.

Flexibilização necessária

A FecomercioSP apontou os danos gerados por exigências de órgãos reguladores, que impactam negativamente a produtividade e a competitividade nacionais. Dentre as principais demandas, destaca-se a ampliação do prazo de validade da Declaração Única de Exportação (DUE) para evitar custos adicionais causados por atrasos no Porto de Santos.

A Entidade também denuncia o aumento da burocracia alfandegária, que tem gerado altos custos logísticos e demurrage (taxa cobrada quando o tempo de uso de um contêiner ou navio ultrapassa o acordado). A FecomercioSP ainda sugere a realocação de pessoal e ampliação do cadastro de engenheiros certificados para agilizar inspeções.

Além disso, pede a aceitação de certificações internacionais para quebra-cabeças adultos, simplificação do registro de aromatizadores de ambientes e flexibilização na importação de amostras de bebidas alcoólicas.

Ademais, a Federação reforçou o pedido de adoção de medidas que promovam maior abertura comercial. Essa agenda já havia sido apresentada ao ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, em outubro. A abertura comercial é uma das bandeiras da Federação por acreditar que esse é o caminho para reduzir o Custo Brasil, aumentar a produtividade e a competitividade do País (beneficiando os consumidores e o setor produtivo), gerar renda e emprego e permitir acesso a recursos mais baratos e com tecnologia agregada, bem como propiciar ganhos de escala e proporcionar crescimento econômico sustentável em longo prazo.

O presidente em exercício da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Júnior, reitera que os pleitos levantados pelas empresas do setor representam uma necessidade urgente de ações dos órgãos anuentes. Além disso, Dall’Acqua Júnior pondera que, em meio aos debates recentes sobre quais medidas poderiam reduzir a inflação, a abertura comercial é uma das principais alternativas, aliada a um ajuste fiscal via corte de gastos. O momento é bem oportuno, considerando a desvalorização cambial, o resultado do superávit da balança comercial no ano passado (o segundo maior da história) e a maior facilidade para a Indústria — que apresenta níveis elevados de utilização da capacidade instalada — importar peças, componentes e insumos para aumentar a produção.

FONTE: FecomercioSP
FecomercioSP pleiteia medidas à Secretaria de Comércio Exterior para estimular a abertura comercial

 

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Apagão de logísticos, hora de mobilização geral

O setor logístico brasileiro enfrenta desafios significativos em 2025, com três problemas estruturais que têm gerado grande preocupação para a Associação Brasileira de Logística (Abralog): o aumento do absenteísmo, a alta rotatividade de funcionários (turnover) e a dificuldade de encontrar profissionais qualificados.

Esses fenômenos, se não forem enfrentados com urgência, podem comprometer a produtividade e a competitividade das operações logísticas no país. A falta de profissionais capacitados, somada à dificuldade de retê-los, é um dos maiores obstáculos do setor. A rápida adoção de tecnologias como Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT) e Big Data trouxe uma demanda por competências ainda escassas no Brasil. Discussões promovidas pela Abralog apontam que o ritmo acelerado de crescimento do setor supera a capacidade das empresas de formar ou atrair talentos qualificados, especialmente em áreas técnicas e operacionais.

Outro ponto crítico é o turnover elevado, que se tornou uma característica marcante na logística. Entre os profissionais mais jovens, como os da Geração Z, há uma inclinação para o imediatismo e menor fidelidade às organizações. Muitos priorizam experiências rápidas e oportunidades momentâneas em detrimento da estabilidade no emprego. Essa tendência é agravada pela ausência de práticas consistentes de gestão de pessoas em diversas empresas, como avaliações regulares, feedbacks estruturados e planos claros de carreira e salários.

Além disso, os trabalhadores buscam mais do que remuneração: eles procuram propósito e valores alinhados às suas expectativas pessoais. A falta desses elementos contribui para a insatisfação e para a troca constante de empregadores, prejudicando a estabilidade das equipes e impactando diretamente o desempenho operacional das empresas logísticas.

O absenteísmo também tem registrado aumento significativo, especialmente em áreas operacionais. Com baixos índices de desemprego e um mercado aquecido, muitos trabalhadores percebem maior segurança no emprego e passam a adotar comportamentos menos comprometidos com suas funções. O cenário reflete uma mudança na dinâmica do mercado operacional, onde faltar ao trabalho é visto como algo com baixo impacto para o trabalhador.

Outro fator que contribui para o absenteísmo é a oferta crescente de trabalhos temporários bem remunerados, como motoristas de aplicativos ou entregadores em plataformas digitais. Muitos profissionais optam por essas atividades em detrimento do emprego formal ou até mesmo deixam de comparecer ao trabalho para realizar “bicos”, atraídos pela flexibilidade de horário e vantagens financeiras dessas ocupações alternativas.

Nesse contexto desafiador, destaca-se também a importância crescente da automação e digitalização nas operações logísticas como uma forma de equilibrar o ecossistema. Ferramentas tecnológicas baseadas em IA, IoT e automação têm sido adotadas para otimizar processos, como previsão de demandas, gestão de armazéns e roteirização. Essas soluções surgem como medidas contingenciais e estruturantes para lidar com gargalos operacionais e aumentar a eficiência diante da escassez de mão de obra.

Diante desse quadro alarmante, a Abralog acredita que é hora de descruzar os braços e entrar oficialmente nessa batalha, pois não é possível assistir passivamente cenário que ameaça nossas bases. Vamos mobilizar as empresas associadas, entidades setoriais, companhias em geral e também o governo para promover debates amplos e buscar soluções práticas que mitiguem os efeitos do absenteísmo, turnover elevado e falta de qualificação profissional.

Essa iniciativa será uma pauta recorrente nos canais oficiais da Abralog – site, redes sociais e eventos –, reforçando o compromisso com a sustentabilidade do segmento logístico brasileiro.

As operações logísticas são fundamentais para a economia brasileira; compreender essas mudanças é essencial para enfrentar os desafios atuais com sucesso. A Abralog reafirma seu papel e sua presença nesse movimento estratégico para garantir futuro para empresas e logísticos.

FONTE: CamaraLog

Apagão de logísticos, hora de mobilização geral – CâmaraLog

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Para onde a luta comercial de Trump pode ir a seguir

Novas tarifas sobre as importações chinesas estão em vigor, mesmo com o Canadá e o México ganhando um indulto. A União Europeia poderia ser a próxima? E como o presidente está definindo a vitória?

A luta comercial com a China está oficialmente iniciada, com Washington e Pequim trocando golpes que podem aumentar os preços de uma série de produtos. E o presidente Trump ameaçou atacar a União Europeia em seguida.

Mas, como mostrou o turbilhão de notícias de segunda-feira, incluindo adiamentos de última hora para o Canadá e o México, é difícil descobrir o que Trump usará para declarar vitória – ou quais serão os custos da abordagem de tarifas como política. Mergulhamos em tudo isso abaixo.

Além disso, temos um furo sobre um dos principais negociadores que retorna ao Goldman Sachs e pesamos as chances de vários licitantes do TikTok.

O Canadá e o México conseguiram obter um alívio da ameaça tarifária do presidente Trump na segunda-feira – mas uma guerra comercial ainda está em andamento.

Washington avançou com as taxas sobre as importações chinesas, levando a China a retaliar com suas próprias tarifas, incluindo ataques a empresas americanas de energia e tecnologia como o Google. E Trump ameaçou atacar a União Europeia.

O prolongado drama comercial continuou a confundir líderes empresariais e investidores e a levantar a grande questão do que exatamente Trump está tentando realizar.

O mais recente: Trump está adiando as tarifas sobre as importações mexicanas e canadenses por pelo menos 30 dias, concluindo 48 horas de incerteza depois que os dois países concordaram em dedicar mais recursos à segurança da fronteira e acabar com o comércio de fentanil.

Mas as taxas de 10% sobre todas as importações chinesas, além das taxas existentes, entraram em vigor após a meia-noite. Pequim respondeu com tarifas sobre produtos como o gás natural liquefeito americano, bem como restrições a exportações críticas como tungstênio e molibdênio, que são usados em eletrônicos. E anunciou uma investigação antimonopólio sobre o Google, o que poderia limitar o trabalho da gigante da tecnologia com empresas chinesas como a Xiaomi, fabricante de eletrônicos.

Os futuros de ações dos EUA e os mercados europeus caíram ligeiramente esta manhã, depois de terem se recuperado de quedas acentuadas na segunda-feira.

A UE pode ser a próxima na mira de Trump. “A União Europeia abusou dos Estados Unidos por anos, e eles não podem fazer isso”, disse ele na segunda-feira, reiterando reclamações sobre um déficit comercial em automóveis e produtos agrícolas. Autoridades europeias como o presidente Emmanuel Macron, da França, disseram que reagiriam.

É difícil exagerar o quão prejudicial seria uma batalha comercial entre os dois. Os Estados Unidos e a União Europeia respondem por mais de 60% de todo o investimento estrangeiro direto na economia do outro, muito mais do que qualquer outro parceiro comercial.

A grande questão: o que Trump está definindo como uma vitória nessas lutas? Sim, o México e o Canadá concordaram em gastar mais em imigração e fiscalização do fentanil. Mas John Authers, da Bloomberg Opinion, argumenta que as concessões não são enormes e ensinarão aos outros que outros governos “podem evitar ameaças tarifárias dando aos EUA a aparência de uma vitória“.

O comércio com a China vem caindo desde o primeiro governo Trump, então as novas tarifas dos EUA podem ter apenas um efeito limitado na economia. (Eles serão um grande golpe para varejistas online como Shein e Temu, no entanto.)

O principal teste dos objetivos de Trump pode ser as tarifas sobre o bloco, porque não há um ângulo real de imigração ou fentanil lá. As apostas são altas, porque as nações europeias podem responder potencialmente cortando Washington de futuros movimentos comerciais.

O bilionário Rick Caruso planeja um esforço de reconstrução após os incêndios em Los Angeles. O incorporador imobiliário e ex-candidato a prefeito – que ainda tem ambições políticas – anunciou a formação de uma organização sem fins lucrativos de interesses privados para “acelerar a reconstrução” das comunidades devastadas por incêndios florestais que devastaram partes do sul da Califórnia. O grupo inclui Ted Sarandos, o co-CEO. da Netflix; Mike Hopkins, chefe da Amazon MGM Studios;  o capitalista de risco Joe Lonsdale; e Adam Mendelsohn, conselheiro de mídia de LeBron James.

O presidente Trump diz que há limites para o trabalho de corte de custos de Elon Musk. “Elon não pode fazer – e não fará – nada sem nossa aprovação e daremos a ele a aprovação quando apropriado”, disse o presidente a repórteres na segunda-feira, acrescentando: “Se houver um conflito, não o deixaremos chegar perto dele”. Seus comentários foram feitos quando a equipe de corte de custos de Musk obteve acesso a um sistema de pagamento do Departamento do Tesouro e fez progressos para sacudir a burocracia federal.

A senadora Elizabeth Warren critica o secretário do Tesouro, Scott Bessent, sobre o CFPB Depois que Bessent também foi nomeado chefe interino do Departamento de Proteção Financeira do Consumidor, ele ordenou que sua equipe interrompesse grande parte de seu trabalho e interrompesse quaisquer novas investigações de fiscalização. Warren chamou suas ações de “sinal para corporações gigantes e grandes bancos de que é temporada de caça para trapacear, enganar e prender famílias americanas trabalhadoras”.

Ainda há dúvidas sobre como o DeepSeek conseguiu abrir um buraco de US $ 1 trilhão na supremacia americana da IA, dados os controles de exportação supostamente incapacitantes dos EUA.

Para resolver o desafio do DeepSeek, o governo Trump parece pronto para recorrer à arma favorita do presidente: tarifas. Mais tarifas, isto é, além da taxa de 10% que o presidente Trump acabou de impor à China, relata Grady McGregor para o DealBook.

Espere táticas semelhantes quando se trata de IA e China. Howard Lutnick, a escolha de Trump para secretário de Comércio, vinculou os controles de exportação às tarifas em sua audiência de confirmação na semana passada.

Gregory C. Allen, diretor do Wadhwani AI Center no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais e ex-funcionário da defesa dos EUA, disse ao DealBook que o governo Trump poderia impor tarifas específicas sobre as importações de tecnologia da China que incluem peças feitas em violação dos controles de exportação dos EUA.

As empresas chinesas, por exemplo, podem estar usando equipamentos de fabricação de origem ilegal para fabricar chips que são usados para treinar inteligência artificial ou são colocados em utensílios de cozinha inteligentes usados por consumidores americanos, disse ele.

A maior parte da fabricação de chips de ponta ocorre em Taiwan. Na semana passada, Trump prometeu impor tarifas de até 100% aos fabricantes de chips que operam lá e em outros lugares até que concordem em construir mais fábricas nos Estados Unidos.

Isso pode prejudicar a Nvidia. Trump, que se reuniu na semana passada com Jensen Huang, seu CEO, disse que, embora tenha sido uma “boa reunião”, ele ainda planeja impor tarifas sobre chips fabricados fora do país.

Alguns especialistas estão céticos de que tarifas adicionais seriam eficazes para conter os avanços da IA chinesa. As tarifas fariam pouco para impedir que as empresas chinesas de IA baixassem modelos de IA de código aberto, como o Llama, da Meta, disse Martin Chorzempa, pesquisador sênior do Peterson Institute for International Economics.

“O governo Trump acha que as tarifas podem literalmente resolver todos os problemas”, disse Chorzempa ao DealBook. “Mas as tarifas realmente mudarão o que o DeepSeek faria? Eu realmente duvido.”

O presidente Trump assinou uma ordem executiva pedindo a criação de um fundo soberano dos EUA na segunda-feira que, entre outras coisas, poderia ser usado em um acordo para o TikTok. (Lembra do TikTok?)

O presidente disse que o fundo soberano pode se tornar parte de uma jogada de consórcio, uma rota que pode ser mais palatável para as empresas de tecnologia dos EUA que só teriam que contribuir com algum dinheiro e não teriam que alavancar até as guelras. (Dito isso, os detalhes por trás da mecânica do fundo – incluindo de onde viria seu dinheiro – permanecem obscuros.)

Aqui, pesamos os potenciais pretendentes e suas chances de fazer algo. Tudo com a ressalva, é claro, de que a negociação trumpiana está normalmente sujeita a um alto grau de incerteza.

Microsoft. Não temos certeza sobre este. A Microsoft gostaria de passar pela agonia de montar uma aquisição completa novamente, dado o quão árdua foi a última vez que tentou? A Microsoft comprometeu US$ 80 bilhões em gastos com inteligência artificial somente este ano. Isso pode ser um uso melhor do capital do que uma plataforma de consumo que não complementa seu negócio principal.

Oráculo. Este parece um pouco mais provável. Larry Ellison, seu cofundador e presidente, é próximo de Trump. A Oracle recebeu sinal verde para comprar o TikTok uma vez antes e já abriga todos os seus dados de consumidores nos EUA. Mas a Oracle não é uma empresa focada no consumidor e não está claro se ela tem as habilidades para reconstruir um aplicativo de mídia social se a China se recusar a incluir o algoritmo do TikTok em qualquer venda em potencial.

Elon Musk. Musk pode muito bem ser o comprador preferido da China, já que a Tesla fabrica metade de seus carros no país, vinculando grande parte de sua fortuna às políticas de Pequim. Mas esses laços podem atrair o escrutínio de legisladores dos EUA preocupados com a segurança nacional. E Musk realmente quer comprar outra empresa de mídia social?

Outros gigantes da tecnologia. Os líderes da Amazon, Apple, Google e Meta estavam sentados com destaque na posse de Trump e, embora seja altamente improvável, um Trump enigmático pode prevalecer sobre Mark Zuckerberg ou Jeff Bezos para participar de um acordo de consórcio.

Outras considerações. Os investidores do TikTok preferem uma opção que pode não envolver uma venda total. Também há uma chance de que isso signifique cortar o valor de suas participações.

Um caminho que alguns banqueiros estão ponderando: trocar ações da ByteDance por ações do TikTok. Esse tipo de negócio sem dinheiro parece atraente. Mas também é complicado. Ou seja, como você atribui um valor ao TikTok em relação à ByteDance, já que ela não operou como uma empresa independente – e nem está totalmente claro se pode?


 Clifford Asness, fundador da AQR Capital Management, sobre a ordem executiva do presidente Trump orientando seu governo a explorar a criação de um fundo soberano.


As portas giratórias entre os principais banqueiros de tecnologia de Wall Street continuam girando.

O Goldman Sachs recontratou Nick Giovanni, um de seus principais banqueiros, após sua passagem de três anos como CFO da Instacart, Lauren Hirsch, da DealBook, é a primeira a relatar.

Giovanni, que passou mais de duas décadas no Goldman, se tornará sócio de seu grupo de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações, aconselhando em tudo, desde captação de recursos até negócios e IPOs. Ele está programado para começar em 24 de fevereiro.

Giovanni era um grande nome em negócios de tecnologia. Os negócios que ele aconselhou incluem o IPO do Airbnb em 2020 e a venda de quase US$ 30 bilhões do Slack para a Salesforce em 2021.

Ele saiu em 2021 para ajudar a Instacart a se preparar para sua oferta pública, que aconteceu em 2023. Ele saiu no ano passado, mas manteve contato próximo com seus colegas do Goldman, incluindo David Solomon, CEO do banco.

Seu retorno ao Goldman ocorre durante uma reviravolta no rival do Goldman, o Morgan Stanley, onde Michael Grimes, um banqueiro famoso, deve ingressar no Departamento de Comércio.

A grande contratação ocorre no momento em que os bancos se preparam para uma recuperação do negócio. Em dezembro, Solomon disse que a negociação poderia superar a média de 10 anos, dada a agenda pró-negócios do presidente Trump. Giovanni, por sua vez, disse ao DealBook que achava que seu trabalho em um cliente o ajudaria a trazer “um novo nível de percepção” para a função.

Negócios

Política e política

  • Se Robert F. Kennedy Jr. for confirmado como secretário de saúde do presidente Trump pode depender do senador Bill Cassidy, republicano da Louisiana e médico. (NYT)

  • Adam Candeub, que foi recentemente nomeado como o novo conselheiro geral da FCC, já representou uma feminista anti-trans em um processo contra o Twitter que mais tarde foi arquivado. (Semafor)

O melhor do resto

Fonte: nytimes
Para onde a luta comercial de Trump pode ir a seguir, diz The New York Times

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Anvisa promove oficina sobre plano de contingência para portos e aeroportos

Iniciativa irá aprimorar o documento que orienta a atuação nos casos de emergências de saúde pública

Na última quarta-feira (29/01), a Anvisa promoveu uma oficina sobre plano de contingência de saúde pública para portos e aeroportos. O objetivo foi avaliar, junto a representantes do setor regulado, autoridades aeroportuárias e do setor saúde, as possíveis melhorias no Guia de Estabelecimento e Manutenção de Plano de Contingência para Portos e Aeroportos (Guia 75 – Versão 1, de 21/11/2024).

Representando a Gerência-Geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados (GGPAF), Gabriela Vieira destacou que a construção de planos de contingência é uma das iniciativas de grande importância promovidas pela gestão. Assumindo o lugar de Bruno Rios na GGPAF, ela ressaltou ainda que dará continuidade ao trabalho já em andamento, seguindo o mesmo caminho.

Também da GGPAF, Cristiano Gregis lembrou que a pandemia de Covid-19, infelizmente, deixou um grande legado para várias instituições. Nesse contexto, a perspectiva de se antecipar e responder de forma eficaz às crises sanitárias e emergências de saúde pública passou a ser parte essencial dos processos de trabalho. “A ideia básica é que em uma emergência de saúde pública, cada aeroporto tenha um plano para coordenar a resposta”, disse, ressaltando que isso significa uma atuação baseada na cooperação.

Com o aumento da migração em todo o mundo, em parte devido às alterações climáticas, o número de pessoas em circulação cresce, elevando também os riscos sanitários. Nesse sentido, a soma de esforços se torna um desafio global. O plano de contingência surge, então, como uma ferramenta fundamental para integrar essas ações. O estabelecimento e a manutenção desses planos pelos administradores dos aeroportos são exigências da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 932, de 10 de outubro de 2024, além de estarem previstos no Anexo 9 – Facilitação da Convenção da Aviação Civil Internacional.

Nesse cenário, a oficina teve o intuito não apenas de sensibilizar os profissionais envolvidos, mas de identificar, com os participantes, as necessidades de aprimorar o guia a partir de metodologias ativas e o compartilhamento de expertises, visto que pessoas de diferentes áreas de atuação estiveram presentes.

O encontro foi realizado em parceria com o Departamento de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (DEMSP/SVSA/MS) e a Gerência Técnica de Segurança Cibernética e Facilitação da Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no Centro de Treinamento da Anac, em Brasília (DF). O evento foi fechado para os participantes das organizações envolvidas e ocorreu mediante inscrição prévia.

 FONTE: Anvisa.gov
Anvisa promove oficina sobre plano de contingência para portos e aeroportos — Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

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Brasil busca expandir exportações de frutas além de US$ 1,2 bilhão, apesar dos desafios comerciais

A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) busca reduzir a diferença entre a posição do Brasil como terceiro maior produtor de frutas do mundo e seu atual 23º lugar no ranking de exportações. O fundador da Abrafrutas, Waldir Promicia, destaca: “Poucos acordos bilaterais são firmados para a exportação de frutas.” Em 2024, o Brasil exportou aproximadamente 1 milhão de toneladas de frutas, gerando uma receita de US$ 1,2 bilhão. Isso representa um aumento de 3% na receita, apesar de uma queda de 0,85% no volume exportado em comparação com 2023.

Promicia enfatiza a capacidade do Brasil de ampliar seus mercados de exportação, especialmente para mangas, limões, melões e uvas. Ele afirma: “O potencial do Brasil assusta qualquer concorrente. Só precisamos colocar o país no mapa internacional.” Essa expansão depende do avanço das negociações com outras nações para abrir mercados e reduzir entraves burocráticos. Promicia ressalta: “Precisamos abrir mercados e simplificar regulações e burocracias.”

A União Europeia, incluindo Alemanha, Inglaterra e Holanda, além dos Emirados Árabes Unidos e dos Estados Unidos, estão entre os principais importadores de frutas brasileiras. No entanto, Promicia destaca desafios no mercado americano, especialmente para a exportação de limão Tahiti, que atualmente é enviado para o Canadá, mas enfrenta barreiras nos EUA. Ele vê uma oportunidade durante a entressafra do México para a importação de limões, afirmando: “Estamos tentando entrar lá há 20 anos.”

O gráfico abaixo mostra as principais frutas exportadas pelo Brasil por via marítima em 2024.

Principais Frutas Exportadas | 2024 | TEUs

Fonte: Abrafrutas

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Greve dos auditores fiscais

As forças produtivas, empresários e trabalhadores, a sociedade e a economia do País não podem continuar sendo vítimas dessa falta de diálogo e compreensão entre as partes envolvidas.

03/02/2025 – Dezenas de milhares de encomendas estão paradas, desde novembro do ano passado (2024), abarrotando em especial os terminais de cargas dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos em São Paulo, bem como os demais do Brasil.

Estimativas apontam possíveis prejuízos de bilhões de reais ao comércio exterior do País, como em episódios semelhantes no passado.

O motivo é a greve dos auditores fiscais da Receita Federal que entrava as operações de desembaraço aduaneiro.

Dentre os problemas que a paralização dessa categoria dos funcionários públicos federais está causando, além dos efetivos prejuízos à indústria, estão a deterioração de produtos e o risco de quebra e desemprego nas empresas. As mais afetadas são as pequenas e médias que, por seu porte, dependem de fluxo de caixa dentro da pontualidade de entrega e recebimento das mercadorias.

O embate entre os auditores e o governo, que se prolonga sem perspectivas de solução imediata, está afetando sensivelmente a economia brasileira. Esperamos que os dois lados busquem entendimento o quanto antes. As forças produtivas, empresários e trabalhadores, a sociedade e a economia do País, não podem continuar sendo vítimas dessa falta de diálogo e compreensão entre as partes envolvidas.

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)


FONTE: CIESP
Greve dos auditores fiscais

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Abertura de mercado no Quênia

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 321 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023

O governo brasileiro informa, com satisfação, que a autoridade sanitária do Quênia aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para exportação de carne bovina, produtos cárneos e miúdos de bovinos do Brasil.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 41 milhões em bens agrícolas para o Quênia. Essa abertura de mercado deverá aumentar o fluxo de comércio entre os dois países. Para o Brasil, trata-se de oportunidade de diversificar parcerias comerciais e fortalecer o setor produtivo nacional. Por sua vez, o Quênia, cuja população é de 55 milhões de habitantes, passará a ter acesso a carnes com qualidade reconhecida internacionalmente, atendendo à crescente demanda naquele país por proteína animal.

De modo a dar início ao comércio de carne bovina e seus derivados, os importadores locais deverão obter licenças de importação e será necessário realizar avaliação de risco para cada estabelecimento brasileiro interessado em exportar.

Com esses anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 321 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: MAPA
Abertura de mercado no Quênia — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Passaporte Agro: Nova ferramenta do Mapa facilita exportações para mercados recém-abertos

Iniciativa foi criada para oferecer suporte direto a exportadores brasileiros que desejam acessar mercados internacionais recém-abertos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, lançou o Passaporte Agro, uma iniciativa criada para oferecer suporte direto a exportadores brasileiros que desejam acessar mercados internacionais recém-abertos.

A nova ferramenta vem em adição ao AgroInsights, ampliando o portfólio de produtos e serviços oferecidos pelo Mapa, com o objetivo de gerar oportunidades para os exportadores brasileiros por meio de informações qualificadas. A iniciativa está alinhada às diretrizes do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que tem intensificado os esforços para expandir e consolidar a presença do Brasil nos mais de 300 mercados abertos nos últimos dois anos.

O Passaporte Agro será disponibilizado de forma contínua à medida que novos mercados sejam abertos, reunindo informações detalhadas e atualizadas para fornecer subsídios que auxiliem os exportadores na efetivação de suas vendas. Com isso, a ferramenta visa reduzir barreiras operacionais e facilitar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais recém-abertos.

Entre os conteúdos oferecidos, estão orientações sobre o registro de produtos, listas de potenciais compradores, diretrizes para procedimentos alfandegários e informações mercadológicas específicas. O objetivo é reduzir barreiras operacionais e incentivar as empresas – especialmente aquelas com menor experiência no comércio exterior – a iniciarem suas exportações de forma estruturada e segura.

Segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, o Passaporte Agro reforça a estratégia do governo de não apenas abrir mercados, mas também garantir que os produtores brasileiros tenham o suporte necessário para transformar essas oportunidades em negócios concretos.

“O Passaporte Agro e o AgroInsights são respostas diretas às demandas do setor produtivo e exportador brasileiro, desenvolvidas após um período de escuta ativa com os principais atores do agronegócio. Com essas ferramentas, não apenas abrimos mercados, mas garantimos que exportadores e produtores tenham acesso a informações estratégicas para aproveitá-los de forma eficiente e competitiva, conhecendo a real dimensão das novas oportunidades comerciais”, destacou o ministro Carlos Fávaro.

“A rede de Adidos Agrícolas nos permite ter acesso a informações qualificadas, que de fato serão úteis aos exportadores que desejam iniciar negócios com um mercado recém-aberto, especialmente para aqueles com menor maturidade no comércio internacional. É o Governo sendo ativo, em uma relação de parceria com o setor privado, para que os produtos brasileiros ampliem sua participação no mundo, trazendo renda e emprego para nosso país”, complementa o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua.

Em princípio, o Passaporte Agro será disponibilizado para as associações que representam os setores produtivos envolvidos nas aberturas comerciais. Essa iniciativa também se soma a outras oferecidas pela ApexBrasil, pelo MDIC e pelo MRE.

FONTE: MAPA
Passaporte Agro: Nova ferramenta do Mapa facilita exportações para mercados recém-abertos — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística, Portos

Autoridade Portuária de Santos registra superávit histórico em 2024

Receita bruta cresce 8,4% e lucro líquido atinge R$ 844,6 milhões, alta de 29,8%

A Autoridade Portuária de Santos (APS), estatal federal responsável pelo Porto de Santos, encerrou 2024 com resultados financeiros recordes, consolidando-se como uma das mais eficientes administrações portuárias do Brasil. Contudo, a empresa alcançou um lucro líquido de R$ 844,6 milhões, um crescimento de 29,8% em comparação a 2023, refletindo uma gestão sólida e o aumento na movimentação de cargas.

Contudo, a receita bruta da APS foi de R$ 1,86 bilhão, um crescimento de 5,2% em relação ao ano anterior, enquanto a receita líquida operacional somou R$ 1,64 bilhão, avançando 5,5%. O lucro operacional antes do resultado financeiro subiu 29%, atingindo R$ 1,01 bilhão. O EBITDA também teve um aumento expressivo de 27,3%, totalizando R$ 1,06 bilhão, com uma margem de 64,2%, evidenciando a eficiência operacional.

Portanto, esses resultados refletem o desempenho recorde do Porto de Santos, que movimentou 179,8 milhões de toneladas em 2024—um aumento de 3,8% em relação a 2023. Esse volume reafirma a importância do complexo portuário santista para o comércio exterior brasileiro e sua capacidade de atender à crescente demanda por infraestrutura logística de excelência.

Sendo assim, o presidente da APS, Anderson Pomini, comemorou os números e destacou as estratégias adotadas. “Os resultados de 2024 comprovam a solidez da Autoridade Portuária de Santos e a eficiência de nossas operações. Além do expressivo crescimento do lucro líquido e da receita, registramos o maior volume de cargas da história do Porto de Santos, reafirmando sua relevância para o desenvolvimento econômico do Brasil. Ademais, estamos comprometidos com a modernização e expansão do porto, garantindo competitividade e eficiência para os próximos anos”, afirmou Pomini.

Com um cenário positivo e perspectivas promissoras, a APS permanece focada em novas melhorias operacionais, investimentos em infraestrutura e inovação, consolidando o Porto de Santos como o principal hub logístico da América do Sul.

Sobre a Autoridade Portuária de Santos

A Autoridade Portuária de Santos é uma empresa pública vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos, responsável pelo planejamento logístico e administração do Porto Organizado de Santos, o maior da América Latina. Aproximadamente 30% das trocas comerciais brasileiras passam pelo complexo, localizado a 70 quilômetros da Grande São Paulo, com 53 terminais, sendo 39 arrendados, 8 retroportuários e 6 de uso privado (TUPs), distribuídos entre Santos e Guarujá.

FONTE: BoqNews
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