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Trump impõe tarifas sobre o aço que afetam o Brasil

Tarifas de importação de 25% sobre metais para os EUA entram em vigor, “sem isenções”, para todos os parceiros comerciais

 

Em meio a mais um dia turbulento em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (11) que uma tarifa de 25% sobre todas as importações de alumínio e aço para o país entraria em vigor nesta quarta-feira (12). Embora as sobretaxas se apliquem a produtores de metal em todo o mundo, a medida terá um impacto direto no Brasil.

Os EUA são o destino de quase 50% das exportações de aço do Brasil. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disse nesta terça-feira (11) que não fará declarações imediatas sobre o assunto.

Abordando a disputa com o Canadá – que se intensificou no dia anterior – o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, afirmou que a “tarifa de 25% sobre aço e alumínio entrará em vigor à meia-noite de 12 de março para o Canadá e todos os outros parceiros comerciais, sem exceções ou isenções”.

A menção de isenções não foi coincidência. Ele confirmou que a nova medida revoga efetivamente o acordo de 2018 entre o Brasil e os EUA sobre produtos siderúrgicos.

O acordo, que estava em vigor até agora, estabeleceu cotas de exportação (hard quotas) para o mercado dos EUA, permitindo 3,5 milhões de toneladas de placas e produtos semiacabados e 687.000 toneladas de aço laminado. Este acordo foi negociado depois que os EUA inicialmente impuseram uma tarifa de importação de 25%.

De acordo com o Instituto Aço Brasil, representante das siderúrgicas que atuam no país, as exportações brasileiras têm cumprido integralmente as condições estabelecidas no sistema de cotas rígidas.

Em 2024, os EUA importaram 5,6 milhões de toneladas de placas de aço para atender a demanda interna, já que o país não é autossuficiente nesse tipo de produto. Desse volume, 3,4 milhões de toneladas vieram do Brasil. Enquanto isso, no ano passado, os EUA responderam por aproximadamente 45% das exportações brasileiras de produtos siderúrgicos.

Para o alumínio, uma tarifa de 10% já estava em vigor nas remessas para os EUA. Com o anúncio, a taxa subiu para 25%, afetando o setor. Embora os produtos brasileiros representem menos de 1% do total das importações de alumínio dos EUA, os EUA respondem por cerca de 17% das exportações de alumínio do Brasil, totalizando US$ 267 milhões em 2024. Em volume, o mercado norte-americano absorveu 13,5% de todo o alumínio embarcado para o exterior.

Em relação a outros parceiros comerciais sujeitos às novas tarifas, Trump retirou seu plano de dobrar as tarifas sobre as importações canadenses de aço e outros metais para 50% poucas horas depois de fazer a ameaça. O anúncio inicial abalou os investidores ao intensificar a guerra comercial da América do Norte.

A reversão ocorreu depois que a província canadense de Ontário suspendeu sua própria tarifa de 25% sobre as exportações de energia para os EUA, que Trump citou como uma das razões para aumentar as tarifas sobre os produtos canadenses.

A reviravolta marcou uma rápida mudança em um conflito comercial sem precedentes entre a maior economia do mundo e um de seus três maiores parceiros comerciais. Foi também a segunda semana consecutiva em que Trump suavizou sua posição sobre as tarifas contra o Canadá.

Em comunicado divulgado na noite de terça-feira (11), horas depois de anunciar as tarifas de 50% sobre os metais canadenses, a Casa Branca disse que o presidente mais uma vez usou a economia dos EUA para entregar uma vitória ao povo americano.

O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, disse no início da tarde que suspenderia a sobretaxa de 25% após uma conversa “produtiva” com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick.

Ford acrescentou que planeja se encontrar com Lutnick e o representante comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, em Washington no final desta semana para discutir as tensões comerciais.

A decisão do primeiro-ministro veio apenas um dia depois que Ontário impôs a tarifa e apenas algumas horas após o anúncio de Trump de que os EUA aumentariam as tarifas para 50% sobre o aço e o alumínio canadenses.

“Instruí meu secretário de Comércio a adicionar uma tarifa ADICIONAL de 25%, a 50%, sobre todos os AÇOS E ALUMÍNIO QUE ENTRAM NOS ESTADOS UNIDOS VINDOS DO CANADÁ, UMA DAS NAÇÕES COM TARIFAS MAIS ALTAS EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO”, ESCREVEU Trump em sua plataforma Truth Social na manhã de terça-feira (11).

A mais recente disputa comercial desencadeou outro surto de volatilidade em Wall Street, levando brevemente o S&P 500 a um declínio acentuado após uma grande liquidação no dia anterior. O índice fechou em queda de 0,8%, embora bem acima das mínimas da sessão.

Pouco depois de assumir o cargo, Trump disse que imporia tarifas de 25% ao Canadá e ao México. No entanto, na semana passada, ele concedeu uma extensão de um mês para produtos cobertos pelo acordo de livre comércio de 2020.

FONTE: Valor Internacional
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As empresas farmacêuticas estão entre as muitas que pausam os programas de diversidade e prometem investimentos domésticos

A ordem executiva do presidente dos EUA, Donald Trump, suspendendo o financiamento de todos os programas e atividades de diversidade, equidade e inclusão (DEI) causou estragos entre as instituições financiadas pelo governo federal às quais se aplica.

No entanto, também levou uma ampla gama de empresas, incluindo a multinacional farmacêutica GSK, a anunciar revisões, pausas e revisões de seus próprios compromissos de DEI. Algumas mudanças são mais sutis – a Pfizer, por exemplo, agora se refere à diversidade, equidade e inclusão “baseadas no mérito”, em um aparente aceno à retórica do governo em torno dos programas de DEI.

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Superficialmente, essas empresas não têm obrigação de se conformar aos caprichos políticos de Trump. A GSK é uma empresa sediada no Reino Unido e, embora a Pfizer tenha sua sede nos EUA, é uma corporação, não uma agência federal. Mas fica claro pela linguagem em torno dos vários anúncios que esses movimentos são, pelo menos em parte, motivados pela importância do mercado dos EUA e pela prudência de evitar possíveis conflitos com sua nova administração.

A GSK afirma que continua fortemente comprometida em ser um local de trabalho inclusivo e que seus programas de DEI existentes não serão necessariamente interrompidos completamente, mas podem ser modificados após revisões e consultas com a equipe.

Em outros lugares, há outros sinais de que as outras políticas de Trump – como suas extensas tarifas comerciais, também estão influenciando a tomada de decisões das empresas. A Eli Lilly revelou um plano para investir US$ 27 bilhões em quatro novas fábricas nos EUA, por exemplo. Três deles produzirão ingredientes ativos, enquanto o quarto produzirá medicamentos injetáveis. Esses planos estão em desenvolvimento há algum tempo – a indústria farmacêutica vem reduzindo sua dependência da China e da Índia para a fabricação de medicamentos há vários anos, e o aumento da produção doméstica de medicamentos nos EUA tem desfrutado de apoio político em vários mandatos presidenciais.

Ainda assim, é provável que as tarifas de Trump sobre produtos da China, Canadá e México, e as ameaças de tarifas contra a UE e outros lugares, possam ter inclinado ainda mais a balança a favor do compromisso com as fábricas dos EUA. Na mesma linha, a Pfizer disse que procurará reconfigurar parte de sua extensa rede de fabricação para diminuir o efeito das tarifas comerciais – transferindo a produção de alguns medicamentos atualmente fabricados no exterior para suas fábricas nos EUA.

Até certo ponto, as empresas naturalmente se dobrarão aos ventos políticos predominantes, como parte de seu imperativo de gerar lucros. Às vezes, isso significa aproveitar as vantagens que se alinham com os objetivos de longo prazo. Mas às vezes traz o risco de corroer mercadorias intangíveis como confiança e orgulho, que são fáceis de perder e muito mais difíceis de recuperar.

FONTE:
Por que as empresas estão correndo para bajular Trump | Opinião | Mundo da Química

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China Suspende Importação de Soja dos EUA e Intensifica Guerra Comercial

A China suspendeu a importação de soja de três empresas dos EUA em 4 de março, alegando a presença de fungos e pragas, como uma retaliação às tarifas impostas pelo governo Trump, o que intensifica a guerra comercial entre os dois países.

A importação de soja dos EUA pela China foi suspensa, afetando três grandes exportadores. Essa ação, anunciada nesta terça-feira, é uma retaliação às tarifas impostas pelo governo Trump, intensificando a guerra comercial entre as duas potências. A medida também inclui a suspensão de importações de madeira devido à presença de pragas.

Motivos da Suspensão de Importações

A suspensão das importações de soja dos Estados Unidos pela China foi motivada pela detecção de ergot, um tipo de fungo, e agentes de revestimento de sementes nos carregamentos.

Além disso, o bloqueio das importações de madeira estadunidense ocorreu devido à presença de vermes e outros fungos, como o aspergillus, que foram encontrados nas cargas.

Essas medidas fazem parte de uma série de ações retaliatórias da China em resposta às tarifas impostas pelo governo dos EUA. As autoridades chinesas justificaram essas ações como necessárias para proteger a segurança alimentar e a saúde pública do país.

A suspensão das importações é vista como um movimento estratégico na crescente tensão comercial entre as duas nações.

FONTE: soluções industriais
China Suspende Importação de Soja dos EUA e Intensifica Guerra Comercial

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Governo brasileiro tenta ampliar cota de carne para EUA em negociação sobre tarifas

A exportação de carne brasileira para os Estados Unidos foi parar na mesa de negociações com o governo Donald Trump, como forma de equilibrar o jogo sobre a ameaça de taxação do etanol que o Brasil vende aos EUA.

O governo brasileiro planeja tentar emplacar um possível aumento da cota da carne que vende aos EUA sem a incidência de tarifas. A ideia seria, com isso, tentar compensar eventuais perdas com a imposição de sobretaxas sobre o etanol brasileiro —uma das ameaças feitas pelo governo Donald Trump.

A relação bilateral com o governo Trump diante da ameaça de tarifaço pelo republicano foi discutida em uma conversa realizada na quinta-feira (6) com membros do governo americano e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Nesta segunda-feira (10), Alckmin falou com empresários especificamente sobre a possibilidade de envolver a carne nas tratativas.

Atualmente, o Brasil possui uma cota anual de 65 mil toneladas para exportar carne bovina in natura aos Estados Unidos. Dentro desse volume, não há cobrança de imposto pelos americanos. Acontece que essa cota tem sido rapidamente preenchida. Em janeiro deste ano, por exemplo, ela já tinha sido totalmente utilizada. Acima desse patamar, as exportações brasileiras de carne bovina para os EUA estão sujeitas a uma tarifa de 26,4%.

O governo brasileiro quer ampliar essa cota atual para 150 mil toneladas, permitindo que um volume maior de carne bovina brasileira entre no mercado americano sem a aplicação da tarifa. Em 2024, os Estados Unidos importaram aproximadamente 229 mil toneladas desse produto brasileiro, movimentando US$ 1,35 bilhão, segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) compilados pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).

A proposta partiu dos produtores e do governo brasileiro, sob a justificativa de que a ampliação da cota favorece o mercado de consumo dos americanos. A questão não é tão simples, porém, uma vez que os produtores de carne dos EUA podem ver uma maior ameaça em seu próprio mercado.

A demanda americana por carne bovina está associada à redução do rebanho local, afetado por condições climáticas adversas, como secas prolongadas. Essa diminuição levou os EUA a aumentarem suas importações para suprir a demanda doméstica.

No mês passado, Trump ameaçou impor tarifas adicionais sobre o etanol brasileiro. A Casa Branca se queixou de que os EUA aplicam uma tarifa de 2,5% sobre o etanol importado do Brasil, enquanto o país impõe uma taxa de 18% sobre o álcool combustível americano.

A redução da tarifa para a carne nacional seria mais uma forma de equilibrar o tabuleiro tarifário. Na quinta, Alckmin e técnicos de Lula tiveram conversas com os principais auxiliares de Trump na área comercial, com o objetivo de tentar evitar a imposição de tarifas prometidas pelo republicano em produtos como aço, alumínio e etanol.

Para aceitar maior abertura para o etanol americano, o governo Lula também tenta colocar na negociação o açúcar exportado para os americanos. Os EUA têm uma cota de 146,6 mil toneladas de açúcar brasileiro isenta de imposto de importação. Acima disso, o que entra no mercado americano é taxado em 80%.

No ano passado, o Brasil vendeu 1,12 milhão de toneladas de açúcar aos EUA —de um total global exportado de 38,2 milhões de toneladas.

Conquistar melhores condições para o açúcar é visto pelo governo Lula como uma forma de equilibrar eventuais perdas que as usinas brasileiras possam ter com a entrada de maior volume de etanol americano no país. As usinas de etanol também têm capacidade para produzir açúcar e, assim, poderiam se beneficiar do ganho de mercado nos EUA.

PRECEDENTES

No passado, o Brasil já flexibilizou sua política de importação de etanol com os EUA, em troca de concessões na exportação de carne bovina para os Estados Unidos. Em 2019, os EUA reabriram seu mercado para a carne bovina in natura do Brasil, após um bloqueio sanitário imposto desde 2017.

Em paralelo, o Brasil renovou uma cota anual de 750 milhões de litros de etanol dos EUA com isenção tarifária, beneficiando os produtores americanos, especialmente do etanol de milho.

Em 2020, o Brasil suspendeu temporariamente a tarifa de 20% sobre o etanol americano por 90 dias. A decisão ocorreu em meio à tentativa de garantir melhores condições para a exportação de carne bovina brasileira para os EUA.

Já em 2021, houve o fim da cota de etanol, o que gerou tensão comercial. O Brasil decidiu não renovar a cota de etanol importado sem tarifas, voltando a aplicar a taxa de 20% sobre os produtos dos EUA. Como retaliação, os EUA mantiveram a cota limitada de 65 mil toneladas para a carne bovina brasileira sem tarifas, frustrando tentativas do Brasil de ampliar esse volume. É a situação que prevalece até o momento.

Fonte: Folha de S. Paulo.
Governo brasileiro tenta ampliar cota de carne para EUA – 10/03/2025 – Mercado – Folha

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Governo negocia aumento da cota de açúcar brasileiro nos EUA

Outras sugestões em análise são o aumento da cota para exportação de carne bovina e a abertura de mercado para o limão do Brasil

O governo brasileiro colocou na mesa de negociação com os Estados Unidos a ampliação da cota de exportação de açúcar para lá. O pleito antigo do setor nacional, maior produtor mundial, ganhou força em Brasília como uma possível moeda de troca diante da pressão do presidente Donald Trump por redução na tarifa de 18% cobrada pelo Brasil para a entrada do etanol americano aqui.

Outras sugestões em análise são o aumento da cota para exportação de carne bovina e a abertura de mercado para o limão do Brasil. Os temas serão negociados em bloco, não por setor, e em nível de governos, disseram pessoas a par do assunto. As discussões envolvem ainda o possível tarifaço contra o aço e o alumínio brasileiros e são coordenadas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Atualmente, a cota preferencial de açúcar para acesso ao mercado americano pelo Brasil é de 146,6 mil toneladas isentas de impostos. Está dividida entre 39 empresas do Nordeste do país. Há alguns anos, o governo tenta ampliar essa quantidade para algo em torno de 300 mil e 400 mil toneladas, mas enfrenta resistências. Não há confirmação se o pedido foi mantido nesse patamar.

Em 2024, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram 876,7 mil toneladas, com uma receita de quase US$ 440 milhões. Acima da cota, o produto é taxado em cerca de 80%. Produzido em 26 dos 50 Estados americanos, o açúcar é considerado um produto “superprotegido” e de difícil negociação por pessoas que acompanham o assunto em Brasília. Os negócios são considerados irrisórios por fontes da indústria, em comparação com os embarques totais de mais de 33,4 milhões de toneladas de açúcar do Brasil no ano passado, com faturamento de US$ 15,9 bilhões.

A avaliação dos técnicos do governo é que o açúcar tem relação direta com o etanol, produto para o qual os americanos querem mais espaço no Brasil, o que pode justificar o atendimento ao pedido desta vez. “Etanol e açúcar para o Brasil são indissociáveis”, disse uma fonte. Isso porque a maior parte do biocombustível brasileiro é produzido a partir da cana-de-açúcar. Nos Estados Unidos, porém, o etanol é feito de milho, o que baliza argumentos do outro lado da mesa sobre efeitos em indústrias diferentes no caso da ampliação da cota.

O assunto já foi tratado na videoconferência do vice-presidente Geraldo Alckmin com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick. Na ocasião, o governo brasileiro propôs a criação de um grupo de trabalho para tratar das relações comerciais entre os dois países.

“A estratégia é tentar ter alguma moeda de troca na questão do etanol caso se encaminhe para ter uma redução de tarifa do lado brasileiro”, disse uma fonte do governo. A conquista de mais espaço para o açúcar seria uma forma de “compensação”, avaliou.

FONTE: Globo Rural News
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Risco de recessão nos EUA derruba mercados; entenda se há sinais de crise

No fim de semana, Donald Trump disse aceitar “dor no curto prazo” e não descartou possibilidade de recessão em virtude de ajustes

Os mercados globais recuaram nesta segunda-feira (10), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado no domingo (9) que não descarta a possibilidade de um cenário de recessão no país em virtude de suas políticas econômicas.

Economistas ouvidos pela CNN apontam que, no momento, o movimento se deve de fato mais a temores do que a sinais concretos em si — apesar de afirmarem que há sinais de desaceleração da maior economia do globo.

Indicadores que medem o temor do mercado deterioraram neste pregão. Por exemplo, o “Índice de Medo e Ganância” elaborado pela CNN Internacional recuou de 18 pontos no pregão de sexta-feira (7) para 15 neste.

O indicador aponta que os investidores dos EUA são pautados por “medo extremo” desde o final de fevereiro.

O temor também se refletiu em perdas nas principais bolsas de Wall Steet: Dow Jones perdeu 2,08%, enquanto S&P 500 caiu 2,69% e Nadasq recuou 4%.

No domingo (9), Trump minimizou a reviravolta no mercado de ações nas últimas semanas, decorrente de ajustes fiscais e tarifários, e defendeu a estratégia de seu gabinete.

O que chamou atenção, porém, foi a fala do republicano em não descartar risco de recessão nos EUA.

“Eu odeio prever coisas assim. Há um período de transição, porque o que estamos fazendo é muito grande. Estamos trazendo riqueza de volta para a América. Isso é uma grande coisa. […] Leva um pouco de tempo, mas acho que deve ser ótimo para nós”, disse ao programa “Sunday Morning Futures”, da Fox News.

Desaceleração no radar

Analistas ouvidos pela CNN afirmam que ainda é cedo apontar para riscos de recessão, apesar de que sinais apontam para a perda de fôlego da economia norte-americana.

Paula Zogbi, gerente de research da Nomad, observa que a atividade econômica norte-americana começa a dar alguns sinais de desaceleração, como recuo na confiança do consumidor e abertura de vagas de emprego abaixo do esperado.

Zogbi destaca, sobretudo, a incerteza que gira em torno dos caminhos escolhidos para a política econômica norte-americana.

“A bolsa [norte-americana], que passou por um período de euforia após a vitória de Trump, na expectativa de medidas de grande estímulo à economia americana, devolveu todo esse ganho desde a posse”, pontuou a analista da Nomad.

“As ameaças de tarifas de importação geram incerteza em relação ao ambiente inflacionário e ao crescimento da atividade americana. Mais significativo que isso: a administração Trump deixou bem claro que, desta vez, não tem como prioridade manter o mercado sob controle no curto prazo”.

Além do temor com as tarifas, Tony Volpon, ex-diretor para Assuntos Internacionais do Banco Central (BC) e colunista do CNN Money, chama atenção para receios no mercado norte-americano com:

  • A política de corte de gastos do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE);
  • O fenômeno “DeepSeek” que tirou o brilho do setor de inteligência artificial norte-americano;
  • A reação europeia de gastar mais em resposta à postura de Trump com a Ucrânia, aumentando a expectativa de crescimento europeu.

“Assim, dois mercados acionários bem mais baratos e com pouca alocação ficaram mais atrativos: agora os investidores globais têm razões para diversificar”, escreveu Volpon na rede social X.

Os juros altos nos EUA também podem ser uma pressão adicional para a atividade econômica. Porém, Volpon avaliou que todas essas questões podem ser mitigadas, destacando que a economia norte-americana é continental, voltada para serviços e relativamente fechada.

“O Fed tem muita bala na agulha para cortar juros. Powell pode segurar um pouco, mas se o risco recessivo realmente realizar, não duvidem que eles vão agir, e rápido”, afirmou.

“Sem saber a extensão da correção, ainda acredito que a probabilidade de uma recessão é pequena; que a volatilidade vai moderar a agressividade da agenda de Trump; e que fatores exógenos (Fed+crescimento global) vão ajudar”, concluiu.

Desse modo, por enquanto, a avaliação é de que a economia ainda segue indo bem nos EUA.

Destaca-se, sobretudo, o desemprego que segue baixo no país. Apesar de leve alta em fevereiro, a taxa de desemprego nos EUA está em 4,1%. As demais, medida pelo seu Produto Interno Bruto (PIB), a própria economia norte-americana avançou em 2024, fechando o ano em alta de 2,8%, segundo o Departamento de Análise Econômica dos EUA (BEA).

Desse modo, a conclusão de Andressa Durão, economista do ASA, é de que, até o momento, os principais indicadores macroeconômicos que geralmente antecedem recessão não mostram indícios claros de fraqueza, apenas uma desaceleração.

“O que se observa até agora é um cenário de alta incerteza, que tem impactado tanto os mercados quanto os indicadores macro qualitativos. Algumas pesquisas qualitativas podem ser bons indicadores dos ciclos econômicos, mas, desde a pandemia, essas pesquisas não anteciparam com precisão os movimentos da economia”, ponderou.

“Por isso, ficaremos atentos aos próximos dados quantitativos, como os de vendas no varejo e produção industrial, que serão divulgados na próxima semana, para avaliar se há reflexos dessa incerteza na economia real.”

 

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Dólar fecha em forte alta e Bolsa cai com temores de recessão nos EUA e incertezas sobre tarifas

De um lado, há temores sobre os impactos da política tarifária do presidente Donald Trump, marcada, até agora, por constantes idas e vindas. De outro, dados fracos indicam que a economia dos EUA está perdendo fôlego, com investidores atentos a sinais de recessão.

 

O dólar disparou 1,13% nesta segunda-feira (10) e encerrou o dia cotado a R$ 5,854, com a aversão ao risco tomando os mercados globais em meio a incertezas em relação à economia dos Estados Unidos.

De um lado, há temores sobre os impactos da política tarifária do presidente Donald Trump, marcada, até agora, por constantes idas e vindas. De outro, dados fracos indicam que a economia dos EUA está perdendo fôlego, com investidores atentos a sinais de recessão.

A confluência de fatores levou a um forte movimento de vendas em Wall Street. Por lá, os principais índices acionários tombaram de forma generalizada. O S&P 500 caiu 2,70%, a 5.614 pontos, estendendo as perdas de 3,1% na semana passada -o pior desempenho semanal em seis meses.

O Nasdaq Composite afundou 4%, a 17.468 pontos, no que foi o pior dia de negociações em dois anos e meio. Já o Dow Jones perdeu 2,08%, a 41.911 pontos.

Por aqui, a Bolsa registrou queda de 0,41%, a 124.519 pontos.

O movimento desta sessão foi desencadeado por falas de Trump no domingo, em entrevista à Fox News.

Ele se recusou a responder se a maior economia do mundo entrará ou não em recessão ainda em 2025. “Detesto fazer previsões como essas”, disse.

“Há um período de transição, porque o que estamos fazendo é muito grande. Estamos trazendo riqueza de volta para a América. Isso é algo grande, e sempre há períodos, leva um pouco de tempo.”

A falta de uma resposta que descartasse esse cenário acirrou preocupações entre os investidores, já temorosos sobre os efeitos da política comercial do republicano. Na terça-feira passada (4), o presidente impôs tarifas de 25% sobre as importações do Canadá e do México, mas fez dois grandes recuos já nos dias seguintes.

Na quarta, concedeu isenção para fabricantes de automóveis e, na quinta, para todos os produtos que atendiam às regras do acordo comercial USMCA de 2020. Tarifas separadas de 25% sobre as importações de aço e alumínio devem entrar em vigor esta semana.

Na análise de Alison Correia, analista de investimentos e sócio-fundador da Dom Investimentos, as expectativas do mercado em relação a Trump estão se esgotando.

“Ano passado teve aquela corrida toda sobre a política de Trump, mas, de tanto bater, ameaçar e voltar atrás, o mercado cansou. Em qualquer tipo de exposição e aumento de tarifas, as empresas, sabendo que também terá contra-ataque por parte dos países, precisam se antecipar sobre quando vai rolar, se vai rolar, e reprecificar os seus balanços. E isso ninguém está conseguindo fazer, porque não há clareza sobre as tarifas. Trump está até perdendo credibilidade.”

O dólar disparou no final do ano passado sob a sombra das ameaças tarifárias. Isso porque o aumento de tarifas, além de estimular uma guerra comercial ampla, tem o potencial de encarecer o custo de vida dos norte-americanos, o que pode comprometer a briga do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) contra a inflação e forçar a manutenção da taxa de juros em patamares elevados.

Quanto maiores os juros por lá, mais atrativos ficam os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os chamados treasuries, o que fortalece o dólar globalmente.

Questionado se as tarifas poderiam novamente gerar inflação, Trump respondeu: “Você pode ver isso acontecendo. Enquanto isso, adivinhe? As taxas de juros estão baixas.”

Os recuos de Trump fortalecem a tese de que as tarifas têm sido usadas como ferramenta de barganha, mas ainda inspiram cautela.

“O mercado não tem medo de notícias ruins; o mercado tem medo do escuro. Os anúncios das tarifas lembram o conto do ‘Menino que Gritava Lobo’, onde o menino mentia sobre um lobo que comia as ovelhas e, quando ele de fato comeu, ninguém acreditava mais no menino”, diz Davi Lelis, especialista e sócio da Valor Investimentos.

“Trump anuncia tarifas, depois suspende. Anuncia e suspende. Depois de várias vezes nessa dança, essa estratégia começa a perder a elasticidade e a não ter o mesmo impacto no mercado. Perde a eficácia. Há muita volatilidade, especialmente no câmbio, mas os anúncios de tarifas não têm atingido o mercado com tanta contundência quanto nas primeiras vezes.”

Segundo economistas, o vai-e-vem do “tarifaço” está dificultando o planejamento futuro dos empregadores. Sinal disso é a deterioração da confiança das empresas e dos consumidores desde janeiro, que apagou todos os ganhos obtidos após a vitória eleitoral de Trump em novembro.

Além disso, o apelidado “índice do medo” disparou às máximas do ano. O VIX (Volatility Index, na sigla em inglês) leva essa alcunha por mensurar o sobe e desce da carteira teórica do S&P 500, que reúne as 500 ações mais relevantes listadas na Bolsa de Nova York. O indicador subiu quase 20%, a 28,01 pontos, nível mais alto de 2025.

O VIX tem avançado desde o dia 20 de fevereiro, após dados sobre a atividade econômica dos Estados Unidos terem vindo mais fracos do que o esperado.

“PMI, atividade industrial relatório de emprego ADP, ‘payroll’. Muitos dados abaixo do esperado demonstram um desaquecimento da economia norte-americana e um contexto interno preocupante”, diz Alison Correia, da Dom Investimentos.

Em discurso na sexta, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que os principais indicadores econômicos permanecem “sólidos”, com “progresso contínuo”, e que banco central dos Estados Unidos não terá pressa em reduzir a taxa de juros enquanto aguarda mais clareza sobre como as políticas de Trump afetam a economia.

“O novo governo está em processo de implementação de mudanças significativas em quatro áreas distintas: comércio, imigração, política fiscal e regulamentação. A incerteza sobre as mudanças e seus prováveis efeitos continua alta”, disse.

As atenções estão voltadas agora ao CPI (índice de preços ao consumidor, na sigla em inglês) na quarta-feira, indicador oficial da inflação norte-americana.

FONTE: Jornal de Brasilia
Dólar fecha em forte alta e Bolsa cai com temores de recessão nos EUA e incertezas sobre tarifas | Jornal de Brasília

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‘O Brasil não é problema’, diz Alckmin sobre tarifas comerciais de Trump

Segundo o vice-presidente, os Estados Unidos ‘têm superávit comercial tanto na balança de bens quanto na de serviços’, mantendo uma relação excedente com o país

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou nesta segunda-feira (10) que o Brasil não representa um “problema” para os Estados Unidos no que diz respeito às tarifas comerciais. Ele ressaltou que a balança comercial entre os dois países é favorável aos americanos, que realizam mais exportações para o Brasil do que o contrário. “Os Estados Unidos têm um grande déficit na balança comercial, importam mais do que exportam. Mas esse não é o caso do Brasil. Com o Brasil, os Estados Unidos têm superávit comercial tanto na balança de bens quanto na de serviços. O Brasil não é problema”.

Em resposta às novas tarifas impostas pelos EUA, que têm gerado tensões comerciais, Alckmin informou que o governo brasileiro já começou a trabalhar em negociações para reduzir os efeitos dessas medidas. As declarações ocorreram em um contexto de crescente preocupação com as tarifas que impactam diretamente o Brasil, além de Canadá e México. O professor Viterio Brustolin, especialista em relações internacionais, alertou sobre os possíveis desafios que a taxação pode trazer para a indústria siderúrgica brasileira.

Ele destacou que o Brasil possui um número limitado de mercados alternativos para a exportação de aço e alumínio, o que pode agravar a situação. Em 2023, as exportações brasileiras para os EUA totalizaram US$ 2,8 bilhões em aço e US$ 900 milhões em alumínio. Brustolin acredita que, apesar das tarifas, os Estados Unidos ainda precisarão importar esses produtos do Brasil, uma vez que a indústria americana levaria de três a sete anos para atender toda a demanda internamente.

Fonte: Jovem Pan News
‘O Brasil não é problema’, diz Alckmin sobre tarifas comerciais de Trump | Jovem Pan

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    SINDIPI solicita ao governo federal revisão imediata da proposta que isenta impostos de importação de sardinha em lata

    Nesta segunda-feira (10) o SINDIPI (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região) protocolou ofício junto ao Governo Federal em que solicita a revisão imediata da decisão que zera os impostos para a importação de sardinha enlatada.

    O conjunto de medidas anunciado no final da última semana pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, prevê reduzir de 32% para zero os impostos para a importação da sardinha enlatada. A medida, que ainda precisa ser aprovada pela Câmara de Comércio Exterior, pode colapsar a indústria conserveira nacional. Para Santa Catarina o impacto é imprevisível, visto que é aqui, na região de Itajaí e Navegantes, onde são produzidas mais de 80% de toda a sardinha em conserva comercializada no Brasil.

    “A possibilidade de isenção total de impostos sobre a importação de produtos acabados e matéria-prima poderia gerar um efeito cascata, impactando diretamente o setor e colocando toda a cadeia produtiva em risco de colapso”, alertou o presidente do SINDIPI, Agnaldo Hilton dos Santos.

    A sardinha-verdadeira (Sardinella brasiliensis) é, historicamente, o recurso de maior importância da pesca extrativa do Brasil. A sua pescaria é regulamentada desde a década de 70 e hoje tem o maior período de defeso entre os recursos. Em 2024 o Brasil apresentou uma safra histórica, com captura de mais de 100 mil toneladas, que representa mais de 90% da necessidade da indústria de conserva brasileira.

    “É difícil acreditar que ao invés de receber incentivo para incrementar a produção nacional, o Setor seja surpreendido por uma decisão que impacta diretamente nos milhares de postos de trabalho que a indústria conserveira do Brasil gera”, afirmou Agnaldo.

    A cadeia produtiva da sardinha no Brasil representa hoje um mercado consolidado e em expansão. Atualmente, cerca de 180 embarcações de cerco capturam a espécie nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, abastecendo a indústria de conserva nacional. Isso representa uma produção anual de mais de 600 milhões de latas, além da comercialização do peixe in natura e mais de 30 mil postos de trabalho diretos e indiretos, desde o processo de captura até o consumo final.

    O ofício que solicita a revisão imediata da decisão de zerar os impostos de importação da sardinha em lata foi encaminhado ao Governo Federal na tarde desta segunda-feira (10). O tema será pauta da reunião entre o presidente do SINDIPI e o Ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, agendada para o início da próxima semana, em Brasília.

    Texto: Adelaine Zandonai (3418 JP/SC) – Assessoria de Comunicação SINDIPI

    Mais informações:
    Agnaldo Hilton dos Santos – Presidente do SINDIPI (47) 9 9983-6517

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    Com compra de plataforma de petróleo da China, balança comercial fica negativa em US$ 324 milhões em fevereiro

    Déficit se deveu à compra de uma plataforma de petróleo da China

    A balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 324 milhões, ante um superávit de US$ 5,1 bilhões no mesmo mês de 2024. O saldo negativo se deveu à importação de uma plataforma de petróleo de China.

    O último déficit mensal ocorreu em janeiro de 2022, quando houve déficit de US$ 59 milhões. Também é o pior resultado para meses de fevereiro desde 2015, quando foi contabilizado um saldo negativo de US$ 3,05 bilhões.

    O resultado mensal é a diferença entre US$ 22,929 bilhões em exportações e US$ 23,253 bilhões em importações. Enquanto as vendas ao exterior caíram 1,8% em relação a fevereiro de 2024, as compras externas subiram 27,6%.

    Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mês passado, um dos destaques foi o ingresso de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes, com um aumento de 16.220,6% e valor de US$ 2,66 bilhões. As compras de automóveis se destacaram em fevereiro, com um acréscimo de 84%.

    O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Herlon Brandão, disse que a compra da plataforma é algo “esporádico”. Não fosse isso, a balança teria ficado positiva.

    — São investimentos de grande vulto e esporádicos — afirmou.

    Ele ressaltou não acreditar que a redução de tarifas de importações de alimentos, anunciada na quinta-feira pelo governo, fará com que o saldo comercial fique negativo. Disse, ainda, que só será possível saber se o aumento das tarifas de importação nos Estados Unidos em meados deste ano.

    Já as exportações apresentaram redução de itens importantes da pauta, como minério de ferro (36,6%) e petróleo (21,6%). Houve alta de 1,8% de produtos agropecuários e um acréscimo de 8,1% em bens da indústria de transformação.

    Em fevereiro, as exportações para a Argentina cresceram 54% e das vendas para os EUA aumentaram 22,9%. Já os embarques para China, Hong Kong e Macau caíram 21,1%.

    FONTE: O Globo
    Com compra de plataforma de petróleo da China, balança comercial fica negativa em US$ 324 milhões em fevereiro

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