Comércio Exterior, Logística, Notícias, Portos

JBS Terminais integra todas as áreas do terminal de Itajaí em seu contrato de arrendamento e impulsiona a eficiência do terminal

Na prática, a JBS Terminais passa a operar todos os berços de atracação e áreas disponíveis,
ampliando significativamente a eficiência das operações.

A unificação das áreas foi oficializada nesta sexta-feira (04) pelo Ministério de Portos e Aeroportos, após deliberação da ANTAQ, consolidando o adensamento operacional das áreas sob responsabilidade da empresa, que detém contrato transitório de arrendamento.

Esse adensamento, inédito em Itajaí, não apenas melhora a previsibilidade e produtividade para os clientes, mas também beneficia diretamente os trabalhadores portuários, que passam a contar com maior estabilidade, previsibilidade e oportunidades de renda com o modelo unificado.

A recente duplicação da capacidade de atracação — agora com quatro berços operacionais —, somada à expansão da área retroportuária, permite que o terminal de Itajaí receba até três navios de grande porte simultaneamente, eliminando gargalos logísticos e acelerando o fluxo de cargas na região. Essas melhorias criam maior sinergia, aumentam a competitividade, reduzem os impactos urbanos e impulsionam toda a cadeia produtiva local e nacional.

Segundo nota técnica do Ministério de Portos, “a expansão está alinhada à modelagem em curso para a licitação de longo prazo do terminal, que prevê o arrendamento integral da área operacional a um único operador. O adensamento no contrato transitório permitirá testar previamente esse modelo, validando sua viabilidade operacional, a sinergia entre atividades e a adequação da infraestrutura. Assim, minimiza-se o risco de falhas na implementação futura, conferindo maior segurança ao processo licitatório definitivo.”

Reconhecido como o segundo maior complexo portuário em movimentação de contêineres do Brasil e líder na exportação de cargas frigorificadas, o terminal de Itajaí está em vias de retomar esse protagonismo — agora com uma operação centralizada e moderna. “Conseguimos, em pouco tempo, recolocar Itajaí na posição de protagonista como um terminal eficiente e competitivo. Ao adensarmos as áreas, reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento econômico de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil. Estamos ampliando a eficiência logística, atraindo novas rotas e cargas, o que vai impulsionar a economia regional e nacional”, destaca Aristides Russi Junior, CEO da JBS Terminais.

Com essa conquista, a JBS Terminais — empresa do grupo JBS, especializada em gestão de terminais — consolida seu papel como parceira estratégica do Porto de Itajaí e da região. A unificação das operações sob gestão privada traz dinamismo, investimentos e empregos, promovendo desenvolvimento sustentável. Além dos ganhos imediatos em produtividade, a iniciativa projeta Itajaí novamente como hub logístico de excelência no cenário nacional e internacional.

Sobre a JBS Terminais
A JBS Terminais é uma empresa do grupo JBS dedicada a soluções logísticas portuárias. Desde que assumiu o contrato de arrendamento do terminal de Itajaí, em 2024, a companhia já movimentou mais de 163.344 TEUs e investiu R$ 130 milhões em modernização e expansão da infraestrutura local. Com 1.030 metros de cais acostável, calado de 14 metros e ampla área retroportuária, o terminal está capacitado a atender às demandas crescentes do comércio exterior, alinhando eficiência operacional com o compromisso de impulsionar o desenvolvimento do Porto de Itajaí.

TEXTO E FOTO: Assessoria de imprensa

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Comércio Exterior, Internacional

Algodão fecha em baixa mesmo com notícia de acordo comercial dos EUA com o Vietnã

Contrato para dezembro em Nova York encerrou a semana com recuo de 0,5%

Os Estados Unidos anunciaram um novo acordo de tarifas de 20% sobre importações do Vietnã. Apesar disso, as cotações de algodão para dezembro, que haviam caído após relatório de área plantada no país norte-americano, não se recuperaram em sua totalidade, encerrando a semana com queda de 0,5%.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (4).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 03/jul cotado a 68,46 U$c/lp (-0,5% vs. 26/jun). O contrato Jul/26 fechou em 71,59 U$c/lp (-0,5% vs. 26/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 833 pts para embarque Jul/Ago-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 03/jul/25).

Baixistas 1 – O relatório de Área Plantada do USDA para a safra 2025/26 indicou 10,12 milhões de acres (4,1 milhões de hectares), uma queda de 9,5% ou -1,06 milhão de acres em relação à safra anterior, porém um aumento de 2,6% em relação às intenções de plantio de março.

Baixistas 2 – Chuvas favoráveis nas High Plains do oeste do Texas (Llano Estacado) elevaram as expectativas de melhora nas condições das lavouras, aumentando a pressão sobre os preços.

Baixistas 3 – A condição da safra dos EUA melhorou, com a classificação de “boa a excelente” subindo para 51% (+4%), acima da última safra (50%). No Texas, essa classificação subiu para 40%, um aumento de 5% na semana.

Altistas 1 – Cotações de algodão na bolsa ZCE da China estão em trajetória de alta, com ganho de aproximadamente 8% desde o início de abril. Isso ampliou a diferença entre os preços do algodão local e do importado, tornando a importação de algodão mais atrativa.

Altistas 2 – Modesta redução nos estoques de algodão na zona franca de Qingdao (principal porto de importação de algodão da China). No final de Junho, o volume em estoque fechou em 336 mil tons, dos quais 150 mil do Brasil (final de Maio o estoque estava em 375 mil toneladas total, sendo 175 mil Brasil).

Altistas 3 – O anúncio de um acordo comercial com o Vietnã, apesar de já esperado, trouxe otimismo de que mais acordos sejam anunciados em breve.

XXII ANEA Cotton Dinner 1 – Durante o evento anual da Anea nesta semana em São Paulo (SP), Joe Nicosia, VP da Louis Dreyfus, defendeu que o Brasil e EUA se unam na promoção global do algodão como fibra sustentável.

XXII ANEA Cotton Dinner 2 – Nicosia alertou que além de promoção, é fundamental que cada país tenha políticas públicas de fomento ao uso de fibras naturais e combate à poluição de microplásticos.

XXII ANEA Cotton Dinner 3 – Como exemplo de política pública, ele citou a proposta de lei dos EUA de 2025 (“Buying American Cotton Act”), que destina créditos fiscais transferíveis para incentivar o uso de algodão americano em produtos importados pelo país.

XXII ANEA Cotton Dinner 4 – Para obter o crédito tributário previsto na lei americana, será necessário comprovar a origem do algodão por meio de um sistema confiável de rastreabilidade, e o valor do crédito dependerá também de onde o produto foi processado, com maior incentivo para importação de países com acordo comercial com os EUA.

XXII ANEA Cotton Dinner 5 – Nicosia alertou que o consumo global de algodão precisa crescer, ou parte da produção mundial terá que ser cortada. Para ele, a chave está em melhorar qualidade, logística e defesa do setor, com foco em comunicação, dados científicos e legislações para apoiar o uso da fibra natural.

Tarifas 1 – Em 02/jul, os EUA anunciaram um novo acordo de tarifas de 20% sobre importações vietnamitas. Os detalhes ainda serão divulgados.

Tarifas 2 – O governo Chinês criticou a parte do acordo com o Vietnã que prevê tarifa de 40% sobre produtos exportados pelo Vietnã, mas originários da China, alertando que acordos como esse podem romper a atual trégua EUA-China.

EUA – Para a semana encerrada em 29/jun, o relatório de progresso da safra do USDA mostrou que 95% do algodão estava plantado nos EUA, 40% estava em fase de quadratura e 9% em fase de formação de cápsulas.

China 1 – A China Cotton Association reduziu as estimativas de importações de algodão pela China para 24/25 em 100 mil tons, para 1,2 milhão tons.

China 2 – Um levantamento do Cncotton.com estimou a área plantada com algodão na China em 2025 em 3,05 milhões ha, um aumento de 180 mil hectares (+6,3%) em relação a 2024. De acordo com o Cncotton.com, a importação em 2025/26 será de 1,35 milhão tons.

Índia – Até 27/jun, a área plantada de algodão na Índia atingiu 5,46 milhões ha, ficando 531 mil ha (9%) abaixo do registrado no mesmo período de 2024, segundo o Ministério da Agricultura local. A área total prevista pelo USDA é de 11,4 milhões ha.

Turquia 1 – Em maio, as importações de algodão pela Turquia atingiram 142.836 tons, maior volume em meses, sendo os EUA o principal fornecedor (64.532 tons), seguido por Brasil (46.218 tons) e países da antiga União Soviética (17.381 tons).

Turquia 2 – O volume de importações turcas de ago/24 a mai/25 totalizou 759,8 mil tons, superando as 593,5 mil tons do mesmo período em 2023/24. O Brasil respondeu por 34% do total, seguido por EUA (29%) e países da CEI (15%).

Egito – A área plantada no Egito atingiu 78,6 mil ha, correspondendo a 68% da intenção inicial. O número final da safra atual deve ser divulgado em breve, com a conclusão do plantio.

Brasil – Exportações – O fechamento das exportações de jun/25 será divulgado hoje à tarde (15h).

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (03/07), foram colhidos no estado da BA (24%), GO (17,30%), MA (8%), MG (32%), MS (3,6%), MT (0,2%), PI (21%), PR (95%) e SP (82,27%). Total Brasil: 6,54%.

Brasil – Beneficiamento 2024/25 – Até ontem (03/07), foram beneficiados nos estados de MG (7%), PI (9,5%), PR (75%) e SP (60%). Total Brasil: 0,78%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: Canal Rural Mato Grosso – CNN Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China mantém sua influência no comércio global

A prolongada disputa entre os Estados Unidos e a China continua sendo um fator-chave na evolução do comércio e das cadeias de suprimentos globais.

Embora o debate sobre reduzir a dependência da manufatura chinesa esteja ganhando força entre as empresas ocidentais, a realidade mostra que essas ambições geopolíticas ainda não se traduziram em mudanças significativas.

De acordo com a Maersk, apesar do aumento das discussões sobre estratégias de relocalização ou “nearshoring” (produção mais próxima dos mercados consumidores), os fluxos comerciais ainda não indicam uma redução real do peso asiático no fornecimento global. No caso da Europa, por exemplo, as importações oriundas do Extremo Oriente não apenas permanecem elevadas, como também cresceram de forma constante nos últimos cinco anos — tanto em volume quanto em participação sobre o total importado.

A empresa dinamarquesa atribui essa tendência a condições de manufatura ainda muito favoráveis na Ásia, especialmente na China. Fatores como a deflação dos preços ao produtor e a dinâmica cambial impulsionaram a competitividade das exportações do país. Em 2024, as importações europeias do Extremo Oriente representaram 51% do total, contra 49% em 2019, reforçando o protagonismo asiático nas rotas comerciais, mesmo sob pressões políticas para diversificar as origens.

Desvinculação parcial

Em contraste, os Estados Unidos têm mostrado avanços rumo a uma desvinculação parcial. Segundo a Maersk, muitos grandes importadores norte-americanos vêm trabalhando deliberadamente para reduzir sua dependência da China — especialmente em setores como têxteis e calçados. No entanto, segmentos como o de artigos para o lar ainda mantêm forte exposição à manufatura chinesa devido à complexidade e escala dos processos produtivos.

A empresa ressalta que essa não é uma resposta tática, mas uma estratégia de longo prazo voltada a fortalecer a resiliência das cadeias de suprimento. O objetivo é garantir a continuidade operacional diante de cenários geopolíticos instáveis. Ainda assim, os desafios persistem: em maio, os EUA registraram uma queda de 1,8% na demanda por bens duráveis, enquanto a confiança do consumidor apresenta sinais de enfraquecimento.

A Maersk antecipa que qualquer mudança nesse cenário terá impacto direto não apenas sobre o comércio bilateral entre EUA e China, mas também sobre a dinâmica geral do comércio global.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio Exterior, Logística, Portos

Porto do Pecém inaugura rota direta para a China e acelera comércio entre Brasil e Ásia

Com a nova rota direta para a China, Porto do Pecém reduz tempo de transporte e impulsiona a economia do Nordeste

O Porto do Pecém, no Ceará, é o mais movimentado da Região Nordeste do Brasil, com cerca de 20 milhões de toneladas de carga por ano. Desde abril, uma nova rota direta entre o Pecém e a China tem proporcionado uma grande redução no tempo de transporte entre os dois países.

Operada pela MSC, a rota agora transporta cerca de 1,2 mil contêineres anualmente, de acordo com Max Quintino, diretor da autoridade portuária do Pecém.

A expectativa é que o volume movimentado cresça 10%, beneficiando o comércio bilateral e impulsionando a economia local.

Impacto econômico e logístico da nova rota

Antes da inauguração dessa rota direta, as mercadorias chinesas passavam por uma longa jornada pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, até o Porto de Santos, em São Paulo, antes de seguir para o Nordeste. Agora, a nova rota atravessa o Canal do Panamá, encurtando a viagem em cerca de 30 dias e reduzindo significativamente os custos logísticos. [Grifar] Isso tem um impacto direto na eficiência das entregas, beneficiando produtores e empresários brasileiros que dependem de importações rápidas.

Entre os produtos importados via Pecém estão aço, máquinas, materiais elétricos e plásticos. Já as exportações incluem pedras ornamentais, castanhas, cera de carnaúba, frutas, carnes, calçados e têxteis. A nova rota também tem o efeito de reduzir o tempo de envio do Ceará para a China em aproximadamente 14 dias, o que reforça ainda mais o comércio entre as duas regiões.

Infraestrutura e crescimento do Porto do Pecém

O Pecém não é apenas um porto, mas um complexo industrial que inclui uma zona de processamento de exportações e fábricas de grande porte. Em 2025, os primeiros quatro meses registraram um crescimento de 37% no transporte de contêineres e uma alta de 12,4% na movimentação total de cargas em relação ao ano anterior. Segundo André Magalhães, diretor comercial do complexo, isso demonstra a capacidade de o porto atender a uma demanda crescente e ampliar sua participação no comércio global.

A nova rota inclui escalas nos portos chineses de Yantian, Ningbo, Xangai e Qingdao, o que beneficia diretamente empresas brasileiras de logística que aumentam suas importações do país asiático. Tiago Abreu, diretor-geral da CTI Fracht no Ceará, destaca que a nova rota, que evita transbordos e congestionamentos portuários, facilita operações logísticas mais rápidas e confiáveis.

Impactos no comércio de frutas e outros produtos

O melão, exportado pela Fazenda Formosa, no Rio Grande do Norte, foi a primeira fruta brasileira autorizada para exportação à China. Luiz Barcelos, proprietário da fazenda, acredita que o novo trajeto pode levar à transferência do embarque para o Pecém, pois a redução no tempo de transporte preserva a qualidade do produto e diminui custos logísticos, o que beneficia os exportadores.

No gabinete da direção portuária do Pecém, é possível encontrar símbolos recebidos de delegações chinesas, como uma pintura da Rota Marítima da Seda e o caractere chinês para “felicidade”. Segundo Max Quintino, o objetivo é atrair mais empresas chinesas para a construção e operação do porto, além de aprimorar a eficiência da nova rota e dos serviços de importação e exportação entre os dois países.

Fonte: Exame

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Comércio Exterior, Negócios

Mercosul fecha acordo comercial com EFTA

O Mercosul anunciou ontem a conclusão de um acordo de livre-comércio com a EFTA – bloco de países formado por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Este é o segundo acordo comercial do Mercosul desde dezembro do ano passado. A aliança anterior foi fechada com a União Europeia, fator que, segundo as fontes, também contribuiu para que as tratativas com a EFTA ganhassem força política.

O anúncio foi feito durante a 66ª cúpula do bloco sul-americano, que acontece em Buenos Aires. O Valor já havia antecipado, há alguns meses, que o acordo com os quatro países europeus era aguardado para este mês de julho.

Segundo o Itamaraty, o tratado vai facilitar o comércio para cerca de 97% dos produtos que já são exportados entre os dois blocos. “Ambas as partes se beneficiarão de melhoras em acesso a mercado para mais de 97% de suas exportações, o que aumentará o comércio bilateral e beneficiará empresas e cidadãos”, explicou o Ministério das Relações Exteriores (MRE) em comunicado à imprensa.

Na prática, o acordo resultará na criação de uma zona de livre-comércio com quase 300 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de mais de US$ 4,3 trilhões. A efetividade dessa zona de livre-comércio ainda depende, entretanto, de um plebiscito popular a ser realizado pelos suíços – uma particulariedade do país.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) também divulgou uma nota na qual afirma que, com a finalização desses acordos, e a assinatura de um tratado com Cingapura, em 2023, o bloco sul-americano aumentará em 1,5 vez a corrente de comércio brasileira coberta por acordos de livre-comércio, passando de US$ 73,1 bilhões para US$ 184,5 bilhões.

“Essas negociações integram a estratégia brasileira de diversificação das parcerias comerciais. É um tratado muito abrangente, cobrindo desde comércio de bens e serviços até investimentos, propriedade intelectual e sustentabilidade. Significará mais previsibilidade e segurança jurídica para o nosso comércio”, explicou o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, que está na Argentina.

Pressões
Os termos do acordo ainda não são conhecidos, mas o Valor apurou que o Brasil não cedeu à pressão dos suíços para que fossem adotadas cláusulas extras no campo de propriedade intelectual. Os pedidos da Suíça se devem à força da indústria farmacêutica do país, que manifestou um temor quanto à possível quebra compulsória de patentes por parte dos sul-americanos.

Outro assunto que ainda estava travando a conclusão das negociações são as chamadas regras de origem, um conjunto de normas que determina se um produto pode ser considerado originário de uma região ou não. O assunto é sensível para a EFTA devido às características geográficas dos países que integram o bloco. Muitas vezes os produtos fabricados na Suíça ou Noruega podem ter uma etapa de sua produção realizada em nações vizinhas, o que poderia afetar o conceito de regras de origem.

O acordo anunciado ontem abre 724 oportunidades comerciais para o Brasil exportar 495 produtos, segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, cada oportunidade de exportação é contada por produto e por país. Como a EFTA tem quatro países, o mesmo produto pode ter mais de uma chance de exportação.

Fonte: Valor Econômico 

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Comércio Exterior, Tecnologia

Como a tecnologia está redefinindo o comércio exterior: da digitalização aduaneira à inteligência artificial

A transformação digital no comércio exterior já não é mais apenas uma vantagem competitiva — é um requisito para sobreviver e prosperar no mercado internacional. Tecnologias como Big Data, inteligência artificial, blockchain e automação estão remodelando processos, otimizando custos e ampliando as possibilidades de atuação global para empresas de todos os portes. Entender como essas ferramentas impactam o setor é essencial para quem deseja manter relevância em um cenário cada vez mais dinâmico e tecnológico.

Para aprofundar essa discussão, o ReConecta News conversou com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência, atuando de forma estratégica na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos. À frente da Exon Trade Business Intelligence, lidera projetos de consultoria que unem expertise técnica com tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial e Big Data, para transformar dados em decisões estratégicas e impulsionar a performance internacional de seus clientes.

Seu trabalho é voltado à estruturação de operações internacionais eficientes, sustentáveis e personalizadas, integrando análises de mercado, compliance aduaneiro, estruturação tributária e inteligência comercial orientada por dados. Com domínio de seis idiomas — inglês, espanhol, mandarim, italiano, francês e português —, Mariana atua com fluidez em negociações multiculturais e ambientes corporativos globais.

Reconhecida por sua mentalidade visionária e por antecipar tendências, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional, transformando desafios logísticos e comerciais em oportunidades reais de crescimento. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo.

De que forma a tecnologia tem transformado a operação das empresas no comércio exterior?

Mariana – A tecnologia tem revolucionado o comércio exterior ao automatizar processos, reduzir erros operacionais e aumentar a eficiência logística e aduaneira. Sistemas de gestão integrada (ERP), plataformas de despacho digital, inteligência artificial para classificação fiscal, rastreamento via IoT e digitalização de documentos permitem que uma exportação ou importação que antes levava semanas, hoje seja conduzida com mais agilidade e segurança. O tempo que antes era consumido por trâmites manuais é agora redirecionado para estratégias de expansão e relacionamento comercial.

Como o uso de Big Data pode influenciar a tomada de decisão no comércio internacional?

Mariana – O Big Data é um divisor de águas. Através dele, é possível mapear o comportamento de compra global, identificar tendências emergentes, analisar volumes, preços praticados por concorrentes, rotas logísticas mais econômicas e padrões alfandegários por país. As empresas que conseguem transformar dados em inteligência competitiva têm uma vantagem enorme: negociam melhor, alocam recursos de forma mais estratégica e entram em mercados com maior taxa de sucesso. A tecnologia de dados virou um verdadeiro radar comercial.

De que maneira a inteligência artificial pode apoiar a competitividade de empresas exportadoras?

Mariana – A inteligência artificial atua desde a previsão de demanda até a otimização fiscal e logística. Algoritmos podem recomendar mercados com maior probabilidade de sucesso para um produto específico, simular cenários com base em variações cambiais e sugerir ajustes na precificação para manter margens de lucro em mercados voláteis. Além disso, chatbots multilíngues, motores de recomendação e análise automatizada de contratos internacionais são aplicações reais que trazem ganho de escala e excelência operacional.

Como a digitalização dos processos aduaneiros tem impactado o setor de comércio exterior?

Mariana – A digitalização trouxe um ganho incalculável de tempo e transparência. Plataformas como o Portal Único do Comércio Exterior, junto a certificados digitais, blockchain para rastreabilidade de origem e sistemas de compliance automatizado, permitem operações mais fluidas e menos sujeitas a penalidades. A burocracia, embora ainda presente, se tornou mais previsível e menos onerosa com a digitalização, permitindo que até empresas de menor porte ingressem com mais confiança no mercado global.

Quais tecnologias emergentes devem moldar o futuro do comércio internacional nos próximos anos?

Mariana – Tecnologias como blockchain para autenticação de documentos, gêmeos digitais para simulação logística, inteligência artificial para análise preditiva de mercado, e realidade aumentada para apresentações de produtos à distância estão no radar do comércio internacional. Além disso, plataformas de integração global que conectam fornecedores, distribuidores, agentes de carga e aduanas em tempo real tendem a formar uma nova arquitetura digital do comércio mundial, tornando o setor mais colaborativo, rastreável e escalável. O futuro do comércio exterior será tecnológico ou simplesmente não será competitivo.

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Comércio Exterior

Comércio Colômbia-Venezuela cresce 25,8%

O comércio entre Colômbia e Venezuela cresce 25,8% nos primeiros quatro meses de 2025, segundo a Câmara Colombo-Venezuelana.

O impulso veio do aumento de 32% nas exportações colombianas, que alcançaram US$ 340 milhões FOB. O volume também subiu 44,1%, passando de 140,8 mil para 202,9 mil toneladas métricas.
Alimentos e bebidas lideraram com 27% (US$ 91,8 milhões), seguidos por produtos químicos (22%) e plásticos (10%).

Destacou-se o crescimento dos derivados de ferro e aço, com alta de 271%, e dos metais, com aumento de 74%.
Em contraste, as importações da Venezuela caíram 16,4%, totalizando US$ 39,2 milhões CIF.
Abril foi o mês mais fraco, com uma contração de 49,9% na comparação anual. Entre os principais produtos importados estão ferro e aço (25%), fertilizantes (21%) e aparelhos elétricos (18%).

A região de fronteira foi fundamental. Norte de Santander registrou US$ 161 milhões em intercâmbio comercial, sendo 89% em exportações. Gorduras vegetais, confeitaria e manufaturas plásticas foram os produtos mais enviados a partir desse departamento.

Norte de Santander liderou nacionalmente com 18% de participação nas exportações, enquanto o departamento do Atlántico recebeu 37% das importações. Isso demonstra uma diversificação geográfica no comércio Colômbia-Venezuela, que cresce 25,8% com forte presença regional.

Juan Gabriel Pérez Chaustre, presidente da Câmara Colombo-Venezuelana, destacou o compromisso do setor privado. Ressaltou que barreiras serão eliminadas e mais oportunidades serão promovidas nas zonas de fronteira.

No entanto, persiste a incerteza quanto ao vencimento da licença da Chevron em 27 de maio.
Isso pode impactar o dinamismo comercial ao reduzir receitas petrolíferas fundamentais para a economia venezuelana.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Mercosul e bloco de Suíça e Noruega chegam a acordo de livre comércio

Tratado removerá ou reduzirá os impostos sobre mais de 95% das mercadorias negociadas pelos países do bloco sul-americano e pelo EFTA, que inclui ainda Liechtenstein e Islândia

O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia, concluíram as negociações de um acordo de livre comércio, em um esforço para aumentar as negociações transatlânticas.

O tratado “removerá ou reduzirá os impostos sobre mais de 95% das mercadorias atualmente exportadas para o Mercosul pelas empresas da EFTA” em um período de 15 anos, disse a EFTA em um comunicado na quarta-feira (2). O acordo entrará em vigor três meses depois que todos os países membros tiverem ratificado o pacto.

Assim que isso acontecer, “os Estados da EFTA abolirão todos os direitos alfandegários sobre as importações de produtos industriais, incluindo peixes e outros produtos marinhos, originários do Mercosul”, disse o grupo europeu.

“O Mercosul eliminará ou reduzirá gradualmente os direitos alfandegários sobre a maioria dos produtos industriais, incluindo peixes e outros produtos marinhos, originários de um dos estados da EFTA.”

“Esse acordo é uma prioridade total para os países da EFTA e agora intensificamos as negociações”, disse Helene Budliger, a principal diplomata comercial da Suíça. Falando durante uma coletiva de imprensa em Buenos Aires, ela acrescentou que é difícil dizer quando o acordo entrará em vigor.

O Brasil espera ratificar o pacto durante sua presidência do Mercosul, disse o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, acrescentando que o bloco sul-americano também espera ratificar um tratado União Europeia-Mercosul no segundo semestre do ano. A Argentina passará a presidência pro tempore ao Brasil na quinta-feira, quando os chefes de Estado deverão se reunir.

O acordo com o Mercosul abre um mercado de 270 milhões de consumidores para os países europeus. Ele segue um acordo de livre comércio da EFTA com a Índia no ano passado e dois acordos menores com a Tailândia e a Malásia mais recentemente, à medida que o grupo amplia seus laços comerciais.

As negociações com o grupo do Mercosul estavam em andamento desde 2017, mas enfrentaram um revés em 2019 devido a divergências ambientais.

A UE e o Mercosul fecharam um acordo comercial há muito procurado no final do ano passado, apesar das objeções da França, que se comprometeu a liderar uma ação para obstruir sua ratificação.

Fonte: Bloomberg Línea

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Mercosul fecha acordo de livre comércio com bloco europeu Efta

As negociações com o Efta avançaram em paralelo com a UE, e tomaram impulso depois da eleição de Donald Trump para presidência dos Estados Unidos

O Mercosul concluiu as negociações de um acordo de livre comércio com o bloco europeu Efta, formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, afirmaram os dois blocos em declaração conjunta divulgada nesta quarta-feira durante reunião de cúpula do bloco sul-americano que está sendo realizada em Buenos Aires.

O acordo vinha sendo negociado desde 2017 e chegou a ser anunciado em 2019. No entanto, da mesma forma que com as negociações entre Mercosul e União Europeia, os quatro países reverteram suas posições e pediram mais garantias ambientais, em meio ao crescimento exponencial do desmatamento no Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro. 

“O Acordo de Livre Comércio Mercosul-Efta criará uma zona de livre comércio com quase 300 milhões de pessoas e um PIB combinado de mais de US$4,3 trilhões. Ambas as partes se beneficiarão de melhoras em acesso a mercado para mais de 97% de suas exportações, o que aumentará o comércio bilateral e beneficiará empresas e cidadãos”, afirma a declaração conjunta.

“Diante dos avanços obtidos, o Mercosul e os Estados da Efta compartilham o compromisso de dar os passos necessários para garantir a assinatura do Acordo de Livre Comércio nos próximos meses de 2025.”

As negociações com o Efta avançaram em paralelo com a UE, e tomaram impulso depois da eleição de Donald Trump para presidência dos Estados Unidos. Assim como os líderes da UE, os chefes de Estado dos quatro países consideraram o momento uma oportunidade para ampliar mercados em meio às políticas protecionistas do novo governo norte-americano.  

O vice-presidente da Suíça, Guy Parmelin, responsável pelas negociações comerciais do Efta, chegou na terça a Buenos Aires para o anúncio do acordo. A assinatura final, no entanto, deve demorar alguns meses, já que o texto precisa ser aprovado pelos Parlamentos de todos os países. 

Ao contrário do acordo Mercosul-UE, no entanto, não se espera resistências dos europeus. Enquanto na UE a França, principalmente, e também outros países são contrários ao acordo, os quatro países do Efta são todos favoráveis. “É uma negociação muito mais simples”, disse uma fonte com conhecimento do assunto.     A conclusão do acordo havia sido antecipada na véspera à Reuters por fontes com conhecimento do assunto.

O acordo Mercosul-UE foi finalizado e anunciado em dezembro de 2024, durante a cúpula de Montevidéu. No entanto, ainda precisa passar pela aprovação do Parlamento e do Conselho Europeu, o que se espera para o segundo semestre deste ano. 

A intenção do governo brasileiro e da UE é que a assinatura aconteça em dezembro, durante a presidência do Brasil no Mercosul.

Fonte: InfoMoney


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China impulsiona alfândegas inteligentes

A China avança com força rumo a um modelo de “aduanas inteligentes” para agilizar o comércio exterior e reforçar o controle de fronteiras. A iniciativa combina inteligência artificial, big data, automação e cooperação internacional.

O projeto vai além da simples digitalização de trâmites, propondo uma transformação profunda baseada em vigilância não intrusiva, gestão automatizada de riscos e processos coordenados.

O sistema também utiliza inteligência artificial para analisar imagens de scanners, detectar produtos ilegais e prever riscos fiscais. Nos primeiros onze meses de 2024, as ferramentas automatizadas alcançaram uma taxa de apreensão 7% superior à da seleção manual.

Centenas de scanners inteligentes foram instalados, e modelos foram desenvolvidos para selecionar operações com maior risco fiscal. Isso aumentou a arrecadação e reduziu a evasão.

Em aeroportos como o de Xangai, foi implementada inspeção inteligente com raios X e robôs. O despacho de um voo com 300 passageiros foi reduzido para 30 minutos.

Também foram testados veículos autônomos na fronteira com a Mongólia e sistemas automatizados para cargas aéreas que realizam o despacho em menos de 20 minutos.

Em nível nacional, a China integra ferramentas locais e centrais. Foram desenvolvidas 132 soluções regionais, 12 projetos transversais e 22 em nível departamental.

No plano internacional, o país promove a Parceria para Aduanas Inteligentes e colabora com a OMA (Organização Mundial das Aduanas). Também foi criado um Centro de Excelência Aduaneira para os países BRICS.

O modelo se baseia em planejamento por fases, integração sistêmica e medição constante em relação a padrões globais. A meta: aduanas mais ágeis, seguras e conectadas.

Essa abordagem transforma as aduanas em nós inteligentes de análise preditiva. A China, assim, oferece um modelo piloto que pode ser replicado em outras regiões do mundo.

Fonte: Todo Logística News

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