Comércio Exterior

Nem a China vai tomar o café que os EUA nos compram e nem o México supera os americanos na compra da carne brasileira

Veja a coluna de Valdir Barbosa desta segunda-feira (04)

Duas notícias nesse final de semana movimentaram debates e pessoas que por algum motivo não compreenderam bem o que alguns orgãos de comunicação informaram.

A primeira vem da China que credenciou 183 empresas brasileiras para exportação de café para aquele país.

Outra que chegou a virar manchete em várias páginas foi sobre o México que disparou na compra da carne bovina brasileira, ultrapassando os Estados Unidos e já ocupando o segundo lugar nesse mercado.

O México realmente teve uma boa escalada na compra da carne bovina do Brasil subindo de 3 mil para 16 mil toneladas. É um grande e pequeno salto de janeiro a junho desse ano. Os Estados Unidos compraram 156 mil toneladas, 140 mil a mais que o México. E antes do tarifaço era previsto um embarque de mais 200 mil toneladas até dezembro.

Algumas pessoas já dão como certo a China comprar todo o café que vai para os Estados Unidos, um volume de 8 milhões de sacas, por causa do credenciamento de 183 empresas exportadoras de café no Brasil.

Vamos aos números: os americanos são os maiores consumidores de café no mundo e nos compram 8 milhoes de sacas.

A China está em fase inicial de consumo de café, com a maioria de jovens no consumo, através de variados drinks, não cafezinho como bebemos aqui.

Ano passado a China importou 530 mil sacas de café contra 8 milhões dos Estados Unidos. A distancia ainda é muito grande!

Muitos exageros saem de palanques políticos do governo que buscam transformar tudo em voto e que as vezes dá certo, porque a maioria das pessoas ouve e não sabe traduzir para a prática.

Quantas vezes já se falou que o governo conseguiu nos ultimos 3 anos mais de 370 novos mercados para exportar seus produtos. Ter uma carteira recheada de clientes é sempre bom, mas esse números não significam que serão transformados em grandes negócios. E nem o Brasil teria tantos produtos para atender a tantos mercados.

A prova foi o bloqueio da importação da carne de frango durante a gripe aviária. China e União Europeia não retornaram as compras até hoje. Vamos com calma!

Itatiaia Agro, Valdir Barbosa…

Fonte: Itatiaia Colunas

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Comércio Exterior, Evento, Eventos, Exportação, Importação, Logística

Connect Exclusive fortalece conexões empresariais e apresenta resultados da Intermodal 2025

O Connect Exclusive é um encontro exclusivo e estratégico, promovido trimestralmente pelo RêConecta News, com o objetivo de reunir empresários, gestores e tomadores de decisão em um ambiente propício à conexão e geração de valor. Mais do que um evento social, o Connect é um espaço para fortalecer relacionamentos, compartilhar experiências e criar oportunidades reais de negócio entre profissionais que lideram suas organizações. A edição mais recente aconteceu no espaço gourmet do Absolute Business, no dia 31 de julho, e contou com uma programação voltada ao networking de alto nível, além da apresentação dos resultados da participação do RêConecta na Intermodal South America 2025 e o lançamento do projeto para a edição de 2026.

A Intermodal, uma das maiores feiras do setor logístico da América Latina, foi realizada em abril e atraiu mais de 49 mil visitantes. O estande do RêConecta News recebeu cerca de 3.500 visitantes qualificados, consolidando-se como um ponto de destaque dentro do evento. No formato compartilhado, o estande apresentou mercadologicamente 10 empresas, que tiveram oportunidade de fortalecer sua presença no setor, fazer networking e negócios.

Um dado relevante apresentado pela CEO do RêConecta News, Renata Palmeira, foi o perfil dos leads gerados: mais da metade (53%) eram gestores, gerentes, coordenadores, ou líderes, ou seja, profissionais com poder de decisão, provenientes majoritariamente de segmentos como agenciamento de carga, importação, despacho aduaneiro e tradings. “Esses números reforçam que estamos conectando as pessoas certas. Atrair um público com alto poder de decisão mostra que o RêConecta está no caminho certo ao promover conexões que realmente geram negócios”, destacou Renata.

Projetos para 2026

Durante o encontro, os participantes puderam conferir de perto os indicadores alcançados na feira e conhecer em primeira mão o projeto da Intermodal 2026, que já está em fase de desenvolvimento e promete ampliar ainda mais a visibilidade de empresas que desejam se posicionar estrategicamente no setor. “A Intermodal 2026 será uma edição histórica, que marca os 30 anos da feira, e estamos preparando um projeto à altura desse marco. Será uma oportunidade única para as empresas ganharem ainda mais visibilidade e fortalecerem seu posicionamento no mercado logístico e de comércio exterior”, afirmou Renata Palmeira, CEO do RêConecta News. Além da Intermodal, os convidados puderam conhecer em primeira mão novos projetos do RêConecta para o próximo ano.

Mais do que um evento de networking, o Connect Exclusive se consolida como um espaço para conexões estratégicas e oportunidades reais de negócios, reunindo líderes que buscam crescer de forma colaborativa e sustentável no mercado de comércio exterior e logística.

Confira aqui as fotos do evento:

https://drive.google.com/drive/folders/1KLWzBfqSmwgsBR23RabgnOkwhADe_GQY

Quem esteve na Intermodal 2025

ADVANCED: Com mais de 20 anos de experiência, a Advanced é referência em câmbio internacional e soluções personalizadas, baseadas nas movimentações atualizadas do mercado internacional.

AMALOG: Especializados em operações multimodais, facilidade, previsibilidade e economia imediata para o seu negócio, a AMALOG combina tecnologia avançada e serviços customizados para os seus processo logísticos para cargas fracionadas.

BLUE ROUTE: A Blue Route é uma empresa especializada em tecnologia para o comércio exterior, oferecendo soluções que proporcionam maior produtividade, gerenciamento de riscos e uma jornada eficiente. A Blue Route tem a mais completa plataforma para gestão do catálogo de produtos, presente em importadores dos mais diversos segmentos e em diversos prestadores de serviço do Comércio Exterior.

BWIN TECH: Com mais de 20 anos de experiência, a BWIN TECH é uma corretora de seguros referência no mercado nacional e internacional, especializada em oferecer soluções personalizadas para o seu negócio em transporte, Property, Frota, Impo&Expo e gestão de riscos.

EMASFI GROUP: Com presença global em mais de 50 países, a EMASFI viabiliza soluções integradas e adaptadas às necessidades das empresas, com expertise em contabilidade, recuperação tributária e soluções fiscais, além de auditoria e banco digital para empresas do setor.

FRACTAL INTELIGENT SECURITY: A Fractal é pioneira no desenvolvimento de lacres passivos de uso único e descartáveis. Aliando consultoria especializada e tecnologia para criar protocolos personalizados e garantir a integridade da carga com rastreabilidade da origem ao destino.

GH SOLUCIONADOR LOGÍSTICO: A GH é a parceira ideal para soluções logísticas completas e personalizadas, facilitando a logística para impulsionar negócios em direção aos seus objetivos, conectando mercados, indústrias e pessoas de maneira significativa.

NAC BANK: O NAC é pioneiro quando se trata de Banco do Importador, com uma ampla gama de soluções financeiras que superam as ofertas tradicionais.

PROCESS CERTIFICAÇÕES: Com mais de 10 anos de experiência, a PROCESS CERTIFICAÇÕES combina inteligência regulatória e uma equipe altamente qualificada para conduzir, com estratégia e segurança, os registros, licenças e certificações junto aos principais órgãos reguladores, como INMETRO, ANVISA, ANATEL, IBAMA e MAPA.

UNIA COMEX: Oferece soluções completas que facilitam e impulsionam os negócios, a UNIA disponibiliza um serviço integrado que abrange desde o desembaraço aduaneiro até o transporte internacional, com dedicação e precisão. É especializada e premiada no setor de fármacos.

TEXTO: REDAÇÃO

FOTOS: GIOVANA SANTOS

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Comércio Exterior

EUA vão impor inicialmente “tarifa pequena” sobre importações de produtos farmacêuticos, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o país vai inicialmente aplicar uma “pequena tarifa” sobre as importações de produtos farmacêuticos antes de aumentá-la para 150% em 18 meses e, posteriormente, para 250%, em um esforço para estimular a produção nacional.

“Em um ano, no máximo um ano e meio, a tarifa subirá para 150% e depois para 250%, porque queremos que os produtos farmacêuticos sejam fabricados em nosso país”, disse Trump em uma entrevista à CNBC.

Ele não especificou a alíquota inicial das tarifas sobre produtos farmacêuticos. Trump disse neste mês que as tarifas sobre produtos farmacêuticos poderiam chegar a 200%.

Trump também disse que planeja anunciar tarifas sobre semicondutores e chips “na próxima semana”, mas não deu mais detalhes.

Os Estados Unidos vêm realizando uma revisão de segurança nacional do setor farmacêutico, e a indústria vem se preparando para possíveis tarifas específicas para o setor. O governo não anunciou quando os resultados dessa investigação serão divulgados.

Um acordo entre os Estados Unidos e a UE estabelece que as tarifas sobre produtos farmacêuticos e semicondutores são atualmente zero, mas se os Estados Unidos aumentarem as tarifas após sua investigação de importação, elas serão limitadas a 15%.

Fonte: Terra

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Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional

Com queda acentuada nas importações, déficit comercial dos EUA cai a US$ 60,2 bi em junho

déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu em junho devido a uma queda acentuada nas importações de bens de consumo, na mais recente evidência das marcas que o presidente Donald Trump está causando no comércio global com a imposição de tarifas sobre produtos importados.

O déficit comercial geral diminuiu 16,0% em junho, para US$60,2 bilhões, informou o Departamento de Comércio nesta terça-feira. Dias depois de informar que o déficit comercial de mercadorias caiu 10,8%, atingindo o valor mais baixo desde setembro de 2023, o governo disse que o déficit total, incluindo serviços, também foi o mais baixo desde setembro de 2023.

As exportações de bens e serviços totalizaram US$277,3 bilhões, abaixo dos mais de US$278 bilhões em maio, enquanto as importações totais foram de US$337,5 bilhões, contra US$ 350,3 bilhões em maio.

A diminuição do déficit comercial contribuiu fortemente para a recuperação do Produto Interno Bruto dos EUA durante o segundo trimestre, relatado na semana passada, revertendo as perdas do primeiro trimestre, quando as importações aumentaram à medida que os consumidores e as empresas anteciparam as compras para superar a imposição das tarifas por Trump.

A economia expandiu no segundo trimestre a uma taxa anualizada de 3,0% depois de contrair 0,5% nos primeiros três meses do ano, mas o número mascarou indicações subjacentes de que a atividade está enfraquecendo.

Trump emitiu na semana passada, antes do prazo autoimposto de 1º de agosto, uma enxurrada de avisos informando dezenas de parceiros comerciais sobre os impostos de importação mais altos a serem adotados sobre suas exportações de mercadorias para os EUA.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Comércio Exterior, Exportação

Embraer propõe produzir KC-390 nos EUA em troca de zerar tarifas de exportação

Companhia brasileira também informou que vai investir US$ 500 milhões para expansão de suas instalações na Flórida.

Em busca de zerar as tarifas de exportação para aviação, a Embraer anunciou nesta terça-feira (5) que pretende investir até US$ 500 milhões para produzir o KC-390 nos EUA, caso o país compre o avião cargueiro. Um montante do mesmo valor será investido nos próximos cinco anos na expansão das instalações da empresa na Flórida.

O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que a produção do avião militar nos Estados Unidos pode gerar 2,5 mil empregos adicionais no país. Acrescentou ainda que a companhia sinalizou como “oportunidade de investimento local para a tarifa retornar para zero”.

“Estamos em conversas avançadas com um parceiro relevante nos Estados Unidos para esse projeto. Continuamos acreditando e defendendo firmemente o retorno à política de tarifa zero para a indústria aeroespacial global”, afirmou.

Mesmo com aviões civis isentos do adicional de 40% que eleva para 50% a tarifa sobre produtos brasileiros nos EUA, o presidente da Embraer afirma que as taxas americanas (de 10% desde abril) “continuam sendo uma grande preocupação”.

Em balanço divulgado ao mercado, a companhia anunciou prejuízo líquido de R$ 53,4 milhões, contrastando com o lucro de R$ 415,7 milhões no segundo trimestre de 2024, com receitas avançando cerca de 31%.

A Embraer segue esperando uma receita total no ano de US$ 7 bilhões a US$ 7,5 bilhões, com uma margem Ebit ajustada de 7,5% a 8,3% e um fluxo de caixa livre ajustado de pelo menos 200 milhões de dólares.

“Até o momento, temos 20% do impacto das tarifas já sendo sentidas no nosso fluxo de caixa — e é por isso que esperamos um impacto maior no segundo semestre deste ano. Por isso que temos um Ebit moderado só para reafirmar nossas estimativas”, disse Neto.

Recorde de receita

A Embraer destacou que registrou receita de R$ 10,3 bilhões no segundo trimestre de 2025. O valor representa uma alta de 30,9% na comparação com o mesmo período de 2024.

De acordo com fabricante brasileira, o valor da receita no segundo trimestre deste ano representa um “recorde histórico” para o período.

Na apresentação do balanço, a companhia também reiterou previsões de entregas de aviões para este ano, com expectativa de envio a clientes de 77 a 85 aeronaves comerciais e entre 145 e 155 jatos executivos.

KC-390

O KC-390 é um projeto da Força Aérea Brasileira (FAB) que, em 2009, contratou a Embraer para realizar o desenvolvimento da aeronave. Ao todo, 11 países selecionaram o KC-390, entre eles o Brasil, Portugal e Coreia do Sul,

Segundo a Embraer, o modelo pode ser usado em diversas missões, como transporte e lançamento de cargas e tropas, evacuação aeromédica, busca e salvamento, ajuda humanitária, missões de resposta a desastres, combate a incêndios e reabastecimento aéreo.

O avião cargueiro é capaz de transportar até 26 toneladas a uma velocidade de 470 nós (870 km/h), com capacidade de operar em pistas não pavimentadas ou danificadas.

A fuselagem acomoda cargas de grandes dimensões, com acesso por meio da rampa. A aeronave, cuja produção ocorre na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, pode ser reabastecida em voo.

Fonte: G1

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Comércio Exterior

Lula diz que não vai ligar para falar de tarifaço ‘porque Trump não quer’

O presidente Lula (PT) afirmou hoje que não vai ligar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para falar sobre o tarifaço, que entra em vigor amanhã, porque o norte-americano não estaria interessado.

O que aconteceu

“Ele não quer falar”, disse Lula, durante discurso no Itamaraty. O governo brasileiro tem tentado uma aproximação com o norte-americano e se deixou aberto a uma conversa entre os dois, mas não houve avanço pelo lado de Washington.

O Itamaraty justifica que a ligação é um processo diplomático. Membros das Relações Exteriores dizem que a ligação só ocorre com horário marcado e concordância dos dois lados —logo, caso o norte-americano não indique interesse na ligação, o processo nem é iniciado do lado brasileiro.

Lula disse, no entanto, que deve falar com Trump sobre a COP30, marcada para novembro, em Belém. “Vou ligar para convidá-lo para vir para COP porque quero saber o que ele pensa da questão climática. Vou ter a gentileza de ligar. Vou ligar para ele, para [o presidente chinês] Xi Jinping, para o primeiro-ministro [indiano Narendra] Modi.”

Pouco antes, Lula reclamou da preocupação do país com o Pix. “Qual é a preocupação deles? É que, se o Pix tomar conta do mundo, os cartões de crédito irão desaparecer —e é isso que está por detrás dessa loucura contra o Brasil”, afirmou o presidente, sem citar empresas específicas.

Negociações sobre tarifaço

O governo federal estima que 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão impactadas pelo tarifaço. Isso representa que um total de US$ 14,5 bilhões em vendas externas de produtos brasileiros para o mercado americano passará a ser taxado em 50%.

Ficarão fora da nova taxação 44,6% dos produtos vendidos para os EUA. A fatia corresponde, segundo a governo, a US$ 18 bilhões, levando em conta as vendas do ano passado. A lista de exceções tem 694 itens, incluindo suco de laranja, madeira e derivados de petróleo. Número está próximo ao que havia sido estimado pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), de 43,4%.

Mais cedo, o chanceler Mauro Vieira destacou o avanço das negociações. “As tratativas empreendidas pelo governo foram fundamentais para a exclusão de cerca de 700 itens comerciais da ordem executiva sob tarifas, o que preservou setores estratégicos como a indústria de aviões, a produção de sucos de laranja e o setor de celulose”, disse.

Setores foram do “alívio” ao “medo de colapso” desde o anúncio. Indústria de calçados, que será tarifada, prevê perdas significativas, enquanto o setor de sucos cítricos afirmou ter visto a sua própria exceção com otimismo.

Trump ameaçou com “devolução na mesma moeda” se Brasil retaliar. A ordem executiva assinada por Trump afirma que, se o Brasil resolver aumentar as taxas dos produtos importados dos EUA em resposta ao tarifaço americano, o texto será modificado para “garantir a eficácia das medidas determinadas”.

Fonte: UOL

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Comércio Exterior

Minerais críticos e terras raras podem entrar em negociações com EUA

Ministro Fernando Haddad admitiu possibilidade nesta segunda-feira

Os minerais críticos e as terras raras podem entrar nas negociações tarifárias com os Estados Unidos, disse nesta segunda-feira (4) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, um acordo sobre os dois temas pode ser assinado com o governo estadunidense.

“Temos minerais críticos e terras raras. Os Estados Unidos não são ricos nesses minerais. Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes”, disse Haddad em entrevista à BandNews nesta tarde.

Atualmente, os minerais críticos, como lítio e nióbio, são usados para a produção de baterias elétricas e em processadores de inteligência artificial (IA). Desde maio, o governo discute um novo marco regulatório para a IA e datacenters (centros de processamento de dados).

Plano de contingência

Em relação ao plano de contingência para ajudar setores afetados pelo tarifaço do governo Trump, Haddad afirmou que as medidas estão prontas e devem ser anunciadas até quarta-feira (6), data marcada para as tarifas entrarem em vigor. Nesta segunda, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o plano está concluído e, entre outras medidas, inclui linhas especiais de crédito e ajuda para compras governamentais.

Novas exceções

Haddad não descartou a possibilidade de outros produtos serem incluídos na lista de exceções dos Estados Unidos até quarta-feira (6). O ministro reiterou que o Brasil continuará negociando e que os termos atuais impostos pelo governo estadunidense são inaceitáveis, mas podem melhorar.

“Creio que alguma coisa [ampliação da lista de exceções] ainda pode acontecer até o dia 6. Pode acontecer, mas estou dizendo que não trabalhamos com data fatídica. Não vamos sair da mesa de negociação até que possamos vislumbrar um acordo, que precisa de interesses em comum. Nesses termos, o Brasil, evidentemente, não vai fazer um acordo, porque não tem o menor sentido na taxação que está sendo imposta ao país”, declarou Haddad.

Um dos possíveis setores beneficiados pode ser o café. Após reunião com Alckmin nesta segunda-feira, o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcio Ferreira, disse haver 50% de chances de o setor ser excluído da tarifa de 50%.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior

Como começar a operar no comércio exterior: guia prático para empresas que querem exportar ou importar

Entrar no mercado internacional é um passo estratégico para negócios que buscam crescimento, diversificação e novos clientes. Confira os principais passos para iniciar operações com segurança e eficiência.

O comércio exterior brasileiro vem ganhando cada vez mais espaço entre empresas que desejam expandir suas fronteiras, aumentar a competitividade e explorar novas oportunidades. Porém, antes de começar a exportar ou importar, é fundamental entender os processos, exigências e estratégias que envolvem esse universo.

Neste guia do ReConecta News, você confere os 7 passos essenciais para iniciar no comércio exterior, desde o planejamento até a prospecção de clientes internacionais.

1. Estudo de mercado e planejamento: o primeiro passo para exportar ou importar

Antes de iniciar qualquer operação internacional, é necessário identificar quais produtos ou serviços têm potencial de exportação ou importação. Isso envolve uma análise detalhada dos mercados-alvo, barreiras comerciais, concorrência e demanda.

Além disso, é preciso avaliar a viabilidade logística, tributária e regulatória em cada país. Esse planejamento inicial é decisivo para reduzir riscos e garantir assertividade nas decisões.

2. Habilitação no Siscomex: cadastre sua empresa para atuar legalmente

Toda empresa que deseja realizar operações internacionais precisa estar habilitada no Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior), da Receita Federal. Esse registro é feito por meio do Radar, e pode ser solicitado nas modalidades Expressa, Limitada ou Ilimitada, dependendo do porte e da capacidade financeira da empresa.

O processo pode ser iniciado pelo site da Receita Federal, com o suporte de contadores ou consultorias especializadas.

3. Estrutura e capacitação: monte uma equipe preparada para o comércio internacional

Ter uma equipe qualificada faz toda a diferença no sucesso das operações. É importante contar com profissionais que conheçam as exigências de documentação aduaneira, logística internacional, idiomas e legislação.

Além disso, vale investir em sistemas de gestão COMEX que auxiliam no controle de prazos, tributos e processos. Outra opção é contar com despachantes aduaneiros e consultores especializados, principalmente no início das atividades.

4. Documentação e compliance: evite erros e garanta conformidade

Cada operação exige um conjunto específico de documentos, como:

  • Fatura comercial (Invoice)
  • Certificado de origem
  • Packing list
  • Conhecimento de embarque (BL, AWB, CMR)

Além disso, é necessário atender exigências de órgãos como ANVISA, MAPA, Receita Federal e autoridades internacionais. Rotulagens específicas, certificações e licenças sanitárias podem ser obrigatórias, dependendo do produto e do destino.

5. Logística e transporte: escolha o modal ideal para sua operação

Um dos pilares do comércio exterior é a logística. É preciso escolher entre os modais marítimo, aéreo ou rodoviário, conforme o tipo de produto, urgência e destino.

Negociar com transportadoras, agentes de carga e empresas de seguro internacional é fundamental para garantir segurança e eficiência no transporte das mercadorias.

6. Finanças e câmbio: proteja sua operação das oscilações econômicas

Definir a forma de pagamento é outro ponto crítico. As mais comuns no comércio exterior são:

  • Carta de crédito
  • Pagamento antecipado
  • Cobrança documentária

Também é importante acompanhar as flutuações cambiais e considerar contratos de hedge para garantir estabilidade financeira. Custos com tributação, armazenagem e taxas portuárias devem estar no radar do planejamento financeiro.

7. Prospecção internacional: como encontrar clientes no exterior

Para expandir sua presença global, invista em ações de promoção comercial:

  • Feiras internacionais
  • Missões empresariais
  • Rodadas de negócios

Além disso, ter materiais em idiomas estrangeiros, um site estruturado e presença em marketplaces B2B como Alibaba, Amazon Global e outras plataformas especializadas pode ampliar significativamente suas chances de sucesso no mercado internacional.

Entrar no comércio exterior exige planejamento, preparo técnico e visão estratégica. Mas os benefícios — como diversificação de mercados, aumento de receita e fortalecimento da marca — fazem esse movimento valer a pena.

Se sua empresa está pronta para crescer além das fronteiras, comece agora mesmo a estruturar seu plano de internacionalização. E continue acompanhando o RêConecta News para mais dicas, cases e oportunidades no mundo do comércio exterior.

TEXTO: REDAÇÃO / DAISE SANTOS

IMAGEM: FREEPIK

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Comércio Exterior

Tarifaço: setores reclamam de demora em socorro após reunião com governo

Executivos relatam “frustração” enquanto não há data para anúncio e indicam medidas ventiladas não atendem a preocupações do curto prazo

Executivos que se reuniram com membros do governo Lula na segunda-feira (4) reclamam de demora da gestão federal para apresentar um plano de contingência voltado a socorrer as empresas que serão prejudicadas pelas tarifas de 50% dos Estados Unidos, que entram em vigor no próximo dia 6.

Um presidente de associação que conversou com a CNN disse que, após a reunião, o clima entre os empresários era de “frustração”.

Segundo representantes presentes — além de faltar sinalização sobre uma data para o socorro —, as medidas ventiladas pelo governo durante a conversa — como utilização de compras governamentais e busca por novos mercados — atenderiam os segmentos especialmente no médio e longo prazo.

Sobre compras governamentais, por exemplo, um executivo afirma que, na percepção dos setores, a medida pode demorar entre 30 e 60 dias para se concretizar, enquanto as mercadorias perecíveis que embarcariam para os Estados Unidos precisam de uma solução imediata.

O governo federal ventila a possibilidade de comprar — ou autorizar gestões estaduais a fazê-lo — itens que deixem de ser exportados devido às taxas.

Outro problema, segundo os empresários, seria que os produtos por vezes levam sabor e embalagens características da encomenda e haveria impasses para distribuí-lo no mercado interno.

Os executivos deixaram a reunião com a percepção de que as negociações diplomáticas foram de fato destravadas, mas avaliam que a expansão da lista de exceções ou redução da alíquota de 50% não será imediata. Também por isso, reclamam da alegada demora.

Questionado sobre a frustração dos setores, após o encontro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), disse que o plano será apresentado “em questão de dias”.

“Estamos terminando um trabalho conjunto, de vários ministérios, o plano de contingência. E em questão de dias isso estará resolvido”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Setor brasileiro de fertilizantes fica fora da nova tarifa dos EUA e evita impactos imediatos

Produtos essenciais para a agricultura, como fertilizantes NPK e micronutrientes, não sofrerão taxação adicional; comércio entre Brasil e EUA no segmento é pouco expressivo

Nova tarifa dos EUA atinge diversos produtos brasileiros, mas exclui fertilizantes

No dia 31 de julho, o governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma tarifa extra de 40% sobre uma série de produtos importados do Brasil. A medida, que visa proteger a indústria americana, passa a valer uma semana após sua publicação e, em alguns casos, eleva a carga tributária total para até 50%.

No entanto, uma análise da consultoria GlobalFert revelou que os fertilizantes usados na agricultura brasileira ficaram de fora dessa nova taxação, evitando impactos diretos ao setor.

Fertilizantes essenciais ficam isentos da nova taxação

Produtos à base de nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), além de micronutrientes como boro, zinco, enxofre e magnésio, não sofrerão a sobretaxa adicional. Também seguem isentos compostos como hidróxido de potássio, sulfatos de zinco, manganês e magnésio, além de materiais industriais com uso agrícola, como silício técnico e óxido de alumínio.

A exclusão destes itens da lista tarifária foi possível graças à aplicação rigorosa da classificação pelo código HTSUS (Harmonized Tariff Schedule of the United States), que determina quais produtos estão sujeitos a impostos, cotas ou exceções.

Comércio entre Brasil e EUA no setor é pouco expressivo

Segundo dados da GlobalFert, os Estados Unidos não representam um parceiro comercial relevante para o Brasil no segmento de fertilizantes. Nos últimos cinco anos, apenas 0,4% das exportações brasileiras de fertilizantes NPK tiveram os EUA como destino.

Do lado das importações, os fertilizantes americanos corresponderam a cerca de 1% do total recebido pelo Brasil, com uma leve queda para 0,7% no primeiro semestre de 2025.

Setor de fertilizantes brasileiro evita efeitos diretos do tarifaço

Com a manutenção da isenção para fertilizantes e produtos relacionados, o segmento agrícola brasileiro evita pressões imediatas causadas pela nova política tarifária dos Estados Unidos. Isso contribui para preservar a competitividade da agricultura nacional e garante a continuidade do abastecimento de insumos essenciais para a próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

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