Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Informação, Mercado Internacional

Exportações para a China caem em setembro; embarques para EUA e Argentina crescem

Vendas externas para a China, mostraram queda de 9,7% no volume e de 20,7% em valores em setembro; exportações para a Argentina avançaram após meses de recuos.

A balança comercial de setembro registrou um superávit de US$ 5,4 bilhões, inferior ao de igual período de 2023, que foi de US$ 9,2 bilhões. No mês, foi registrada uma queda nas exportações para a China, enquanto as vendas os Estados Unidos e para a Argentina apresentaram crescimento. Os dados são do Indicador de Comércio Exterior (Icomex), da Fundação Getulio Vargas.

Segundo o relatório, após meses seguidos de recuo nas exportações na comparação interanual entre 2023 e 2024, as exportações para a Argentina aumentaram em valor +25,4%, em setembro. Esse resultado é explicado especificamente pelo aumento de volume (+34,1%), uma vez que os preços caíram -5,8% no período.

A vendas externas para a China, por sua vez, mostram queda de 9,7% no volume e de 20,7% em valores em setembro. “Observa-se que, após variações acima de 30% nos dois primeiros meses do ano, o crescimento das exportações para a China desacelerou e recuou na comparação de agosto e setembro, com percentuais acima de 20%”, comenta a FGV no texto.

Na lista dos 5 principais produtos exportados para a China, quatro registraram queda em valor (petróleo, soja em grão, minério de ferro e carne bovina). A pasta química de madeira, o quinto principal produto de exportação, cresceu em valor +21,5%.

Para os EUA, o volume exportado avançou 8,9%, quanto a alta em valores foi de 5,5%. O principal produto exportado para os Estados Unidos foi aeronaves, com variação de +34% entre os meses de setembro.

As exportações do setor automotivo, das aeronaves e de outros produtos manufaturados levaram a que a indústria de transformação aumentasse, em termos de valor, +16,8% entre os meses de setembro, o que levou a um aumento da sua participação de 49,5% para 57,7%, na comparação desses meses entre 2023 e 2024.

A projeção da Secretaria de Comércio Exterior para a balança comercial de 2024 é de um superávit de US$ 70,4 bilhões, as a projeção pelo modelo da FGV/Ibre é de um saldo positivo US$ 79,8 bilhões.

Exportações para a China caem em setembro; embarques para EUA e Argentina crescem (infomoney.com.br)

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Abertura dos mercados da União Econômica Eurasiática (UEEA) para erva-mate

Desde o início de 2023, já foram abertos 258 novos mercados

governo brasileiro recebeu, com satisfação, a notícia de abertura de mercados nos cinco países integrantes da União Econômica Eurasiática (UEEA) – Rússia, Belarus, Armênia, Cazaquistão e Quirguistão – para as exportações, de forma simplificada, de erva-mate do Brasil.

Trata-se de mais uma abertura comercial na UEEA. Anteriormente, neste ano, foram autorizadas as exportações de amêndoas de cacau, suínos vivos, sêmen e embriões bovinos (“in vivo” e “in vitro”), e bovinos vivos reprodutores e de produção.

Nos primeiros nove meses de 2024, o Brasil exportou mais de US$ 1 bilhão em produtos agrícolas para a UEEA, com destaque para soja, carne bovina, café e açúcar.

Com os anúncios recentes, o Brasil alcançou sua 180ª abertura de mercado neste ano, totalizando 258 aberturas em 60 destinos desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Abertura dos mercados da União Econômica Eurasiática (UEEA) para erva-mate — Ministério da Agricultura e Pecuária (www.gov.br)

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Paraná bate US$ 18,1 bilhões de exportações com liderança de carnes e óleos vegetais

Líder nacional na exportação de carnes, óleos vegetais e fertilizantes, o Paraná chegou a US$ 18,1 bilhões vendidos a outros países de janeiro a setembro de 2024, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), tabulados pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social).

Na categoria de carnes e miudezas, por exemplo, o Paraná liderou as vendas nacionais para outros países, com US$ 3,2 bilhões exportados nos nove primeiros meses do ano. Os valores representam 18,4% de todas as exportações de carne feitas pelo Brasil nos nove primeiros meses do ano. Logo atrás ficaram Santa Catarina (US$ 2,7 bilhões), Mato Grosso (US$ 2,1 bilhões) e São Paulo (US$ 2 bilhões).

As exportações de óleos e gorduras vegetais e animais também colaboraram para o resultado. Nos nove primeiros meses do ano, o Paraná foi o estado que mais vendeu produtos desta categoria a outros países, com US$ 352,3 milhões comercializados no período, à frente de São Paulo (US$ 351 milhões) e Rio Grande do Sul (US$ 298,3 milhões).

O Estado ainda foi o que mais exportou fertilizantes, com um total de US$ 96,7 milhões embarcados ao exterior, superando Rio Grande do Sul (US$ 53,7 milhões) e São Paulo (US$ 33,7 milhões).

O Paraná também foi o segundo maior exportador de sementes grãos e frutos oleaginosos no período, com US$ 4,8 bilhões comercializados com outros países, atrás apenas do Mato Grosso (US$ 10,6 bilhões) e à frente de Goiás (US$ 4,3 bilhões) e Rio Grande do Sul (US$ 2,8 bilhões).

Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os números mostram o protagonismo paranaense em uma série de produtos alimentícios e oriundos do agronegócio da pauta de exportação brasileira, reforçando a competitividade do Estado. “Somos competitivos em várias atividades industriais e primárias, como reflexo das favoráveis condições para o desenvolvimento produtivo e, consequentemente, para a expansão das exportações”, disse.

Na comparação com o restante do Brasil, o Paraná foi o quinto maior exportador nacional, atrás de São Paulo (US$ 52,1 bilhões), Rio de Janeiro (US$ 34,02 bilhões), Minas Gerais (US$ 31,5 bilhões) e Mato Grosso (US$ 22,1 bilhões), e à frente de Pará (US$ 17 bilhões), Goiás (US$ 9,7 bilhões) e Bahia (US$ 8,6 bilhões), por exemplo. Somando todos os estados, as exportações brasileiras foram de US$ 255,4 bilhões no período.

DESTINOS – A China segue sendo o principal destino das exportações paranaenses. Foram US$ 5,1 bilhões em produtos vendidos para o país asiático, o que representa 28,4% de todas as exportações do Paraná entre janeiro e setembro deste ano. Na sequência estão Estados Unidos (US$ 1,1 bilhão), Argentina (US$ 778 milhões) e México (US$ 744 milhões).

Considerando apenas as exportações de carnes, o Paraná comercializou US$ 538 milhões com a China, US$ 312 milhões com os Emirados Árabes Unidos e US$ 214 milhões com o Japão.

Em relação às exportações de óleo e gorduras vegetais e animais, em que o Paraná também é líder nacional em vendas, o maior fluxo comercial registrado ao longo do ano foi com a Índia (US$ 175 milhões). Já nas vendas de fertilizantes, o maior comprador do Paraná é o Paraguai, com US$ 89 milhões exportados ao país vizinho.

IMPORTAÇÕES – Ao longo dos nove primeiros meses do ano, o Paraná ainda importou US$ 14,4 bilhões em produtos. O principal produto comprado de outros países é o fertilizante, com US$ 1,5 bilhão importado no acumulado do ano. Entre os outros produtos mais importados estão os óleos e combustíveis (US$ 1,1 bilhão), autopeças (US$ 922 milhões) e os produtos químicos orgânicos (US$ 893 milhões).

Com a soma de todas as importações do período, o Paraná registrou um saldo comercial, que é a diferença entre os produtos vendidos e comprados de outros países, de US$ 3,69 bilhões.

Paraná bate US$ 18,1 bilhões de exportações com liderança de carnes e óleos vegetais | Agência Estadual de Notícias (aen.pr.gov.br)

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Brasil bate recorde de exportação de feijão

Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o Brasil está alcançando um marco histórico nas exportações de feijão, resultado da crescente organização do setor de Pulses. Até setembro de 2024, o país exportou 217 mil toneladas, apontando para um novo recorde.

A maioria dos feijões exportados foram vendidos a preços acessíveis ao consumidor ou correspondem a cultivares com baixo consumo interno. O maior volume foi destinado à Índia, totalizando 102 mil toneladas, composto por 70 mil toneladas de caupi branco do Mato Grosso e Pingo de Ouro da Bahia, além de 39 mil toneladas de Mungo-verde e Mungo-preto.

Ainda de acordo com o IBRAFE, conforme previsto no final de 2023, quando surgiu a possibilidade de o produtor enfrentar dificuldades com a comercialização do feijão-preto, foram realizadas exportações para a Venezuela (28 mil toneladas), México (26 mil toneladas), Guatemala (11 mil toneladas) e República Dominicana (6 mil toneladas). Além disso, cerca de 35 mil toneladas de feijões rajados e vermelhos foram enviadas ao exterior, contribuindo para a diversificação dos mercados de exportação.

Desde 2010, o Brasil passou a exportar feijão anualmente, inicialmente com duas cultivares, e, atualmente, já são produzidos 18 tipos diferentes, com exportações para 75 países em 2021. O crescimento da área irrigada tem impulsionado essa expansão, e o país precisa acelerar as conexões internacionais para ampliar sua presença nos mercados já estabelecidos, além de abrir novos mercados para continuar essa trajetória positiva. O resultado desse esforço é a diminuição dos riscos para os produtores brasileiros, que encontram no mercado externo uma alternativa viável para evitar prejuízos, garantindo sustentabilidade e rentabilidade para o setor de feijão.

Brasil bate recorde de exportação de feijão (agrolink.com.br)

 

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Exportações de arroz cresceram 81,6% em setembro

No mesmo período, importações recuaram 8,1%, informa a Abiarroz

As exportações brasileiras de arroz (base casca) somaram 148,6 mil toneladas em setembro, 81,6% mais que no mesmo período de 2023, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Arroz (Abiarroz). A receita com essas vendas cresceu 83,1% e ficou em US$ 61,03 milhões.

Desse total, 123,7 mil toneladas foram de arroz beneficiado, 182,7% mais que em setembro de 2023.

No ano, as vendas externas do cereal totalizaram 1,04 milhão de toneladas, queda de 23,6%, com receita de US$ 413,8 milhões, recuou de 13,3%.

Também de acordo com a Abiarroz, as importações do cereal em setembro totalizaram 103,6 mil toneladas, com queda e 8,1% na comparação com o mesmo mês de 2023. Os gastos com essas compras ficaram em US$ 52,9 milhões e aumentou de 13,5%.

No ano, as importações de arroz cresceram 10,5%, para 1,3 milhão de toneladas, com gastos de US$ 566,08 milhões e aumento de 43,1%.

Exportações de arroz cresceram 81,6% em setembro | Arroz | Globo Rural

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Agronegócio, Exportação

SC é terceiro maior exportador de mel do país

Mercados como EUA, Reino Unido e Alemanha estão entre os principais destinos. Mel de Melato da Bracatinga tem 95% da produção exportada

Florianópolis, 10.10.2024 – Santa Catarina se destaca como o terceiro maior exportador de mel do Brasil, resultado da qualidade e competitividade do produto no mercado internacional. Segundo dados do Observatório FIESC, de janeiro a agosto deste ano, SC exportou 3 mil toneladas de mel, atingindo a marca de US$ 7,7 milhões.

Dados da Secretaria da Agricultura do estado apontam que SC tem cerca de 16 mil criadores de abelhas e está entre os 5 maiores produtores de mel do Brasil. Em 2022, os catarinenses produziram 4,75 mil toneladas de mel.

“A presença catarinense no topo do ranking dos maiores exportadores de mel do Brasil é um reflexo do trabalho árduo e da dedicação dos nossos apicultores e beneficiadores, que fazem de Santa Catarina um estado forte e competitivo”, afirma Camila Morais, economista do Observatório FIESC.

Produção de SC

Entre os mais de 100 tipos de mel produzidos no estado, destaca-se o Mel de Melato da Bracatinga, produto que recebeu selo de indicação geográfica com denominação de origem devido a suas características únicas: não cristaliza, possui uma cor escura típica e tem na sua composição sais minerais com propriedades que estimulam os sentidos e são benéficos para o ser humano. Diferente do mel floral, é obtido a partir do melato excretado por insetos conhecidos como cochonilhas, que se alimentam da seiva da árvore bracatinga. As abelhas então colhem esse excremento como se fosse néctar.

A produção da iguaria demanda que o apicultor fique atento aos ciclos da natureza para fazer o manejo das abelhas no momento correto, quando a cochonilha atinge a fase adulta e passa a produzir o melato, processo que acontece a cada dois anos. O mel de melato é então colhido das colmeias na sua forma natural, extraído dos favos e envasado tal como as abelhas o produzem. Dados da Federação das Associações de Apicultores de Santa Catarina (FAASC) apontam que 95% da produção desse mel é exportada.

Os números reforçam o papel de Santa Catarina como um ator relevante na economia do mel, que está cada vez mais valorizada mundialmente. Estudos da consultoria Mordor Intelligence indicam que em 2024 o mercado mundial do produto será de US$ 11,08 bilhões em 2024, e deverá atingir US$ 14,28 bilhões até 2029.

SC é terceiro maior exportador de mel do país | FIESC

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Agronegócio, Exportação

Exportações brasileiras de carne suína registraram alta de 7,3% em setembro

As exportações brasileiras de carne suína registraram alta de 7,3% em setembro quando comparado a igual período do ano passado. Ao todo, foram embarcados 120,4 mil toneladas de produtos in natura e processados nesse período, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em valor, as exportações de carne suína somaram US$ 283,7 milhões no último mês, avanço de 15,9% na comparação com setembro de 2023. Segundo a ABPA, o resultado é o segundo melhor da série histórica. O recorde foi registrado em julho deste ano, quando as exportações atingiram US$ 309,4 milhões.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, as exportações somam 90,7 mil toneladas, aumento de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita foi de US$ 2,169 bilhões, avanço de 0,4% na mesma comparação.

Entre os principais destinos estão Filipinas, com 28,2 mil toneladas de carne suína brasileira importadas em setembro, seguido de China, com 16,7 mil toneladas e Chile, com 9,7 mil toneladas.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, “o fluxo [das exportações] deve seguir positivo ao longo de 2024, com perspectiva de crescimento nas exportações totais do ano”.

Exportações brasileiras de carne suína registraram alta de 7,3% em setembro – DatamarNews

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Agronegócio, Comércio Exterior

Aumento da tensão no Oriente Médio impõe desafios logísticos às exportações do agro

Um ano após o ataque do grupo extremista Hamas a Israel, que levou à guerra na Faixa de Gaza e gerou mais uma onda de violência no Oriente Médio, as exportações do agronegócio brasileiro encaram um novo desafio na região.

A escalada das tensões, com o envolvimento de Líbano e Irã no conflito, pode impor obstáculos logísticos na região, o que significa aumento de custos.

“No ano passado houve um aumento entre 15% e 20% no custo de frete para a região, mas depois, com ao arrefecimento das tensões, os preços voltaram ao que era antes. Agora, com uma nova crise, pode ser que haja um aumento semelhante”, avalia o consultor e diretor regional da Câmara de Comércio do Estado de São Paulo (Caesp), Michel Alaby.

Para Maurício Palma Nogueira, diretor da consultoria pecuária Athenagro, o cenário poderia ficar ainda mais complicado caso outros países se envolvessem no conflito, como Rússia, Estados Unidos e China. “Por enquanto, não há nada indicando problemas desse nível, mas o cenário é um pouco mais tenso. As chances de se tornar uma guerra regional é maior”, diz.

A guerra em Gaza, que completa um ano, não chegou a afetar as exportações do agronegócio à região. No acumulado de janeiro a agosto deste ano, o Brasil exportou US$ 11,9 bilhões a países árabes, o que representou um aumento de 22% em relação ao mesmo período de 2023. Para Israel, foram US$ 316,2 milhões, montante praticamente igual ao do ano passado, segundo dados da plataforma Agrostat.

Principal item da pauta de exportações brasileiras à região, as carnes cresceram em volume e em receita. Para Israel, o volume cresceu 22% em relação a 2023, para 24,5 mil toneladas de carne bovina, e para os países árabes, 19%, a 1,5 milhão de toneladas (entre carnes bovina e de frango).

O gráfico abaixo se baseia em dados do DataLiner, um serviço de inteligência em comércio exterior desenvolvido pela Datamar, e compara os embarques de carne bovina do Brasil (medidos em TEUs) para países do Oriente Médio nos primeiros oito meses dos últimos quatro anos.

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, a indústria já vinha se preparando para diferentes cenários desde os ataques do Hamas a Israel. “Esse volume é justamente reflexo de já ter se criado alternativas desde quando começou o conflito já prevendo uma possível escalada”, afirma.

No lugar das rotas tradicionais, via Mediterrâneo, os navios que saem do Brasil rumo ao Oriente Médio têm contornado a África e realizado o desembarque em portos da Turquia e do Golfo Pérsico, ou atravessado o canal do Panamá como alternativa ao Canal de Suez, no Egito. Com isso, o tempo de viagem até a região passou de 30 a 35 dias para até 60 dias.

Santin afirma que cerca de 5% a 10% das exportações ainda seguem a rota padrão, via Suez. Ele acrescenta que o crescimento superior a 20% no volume embarcado está dentro das expectativas do setor. “Esse volume não decorre da guerra, é um aumento normal de mercado de consumo que tem acontecido dentro da previsão normal que já tínhamos”, diz.

De acordo com Alaby, o Brasil ocupa uma posição privilegiada no fornecimento de proteína animal para os países árabes, sobretudo em tempos de guerra. “O Brasil hoje é o primeiro produtor mundial de carne halal [que segue os preceitos muçulmanos]. E isso é condição sine qua non para comprar proteína animal”, diz.

Outro fator que contribui para o desempenho positivo das exportações é o fato de os principais destinos da proteína animal, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e Iraque, não estarem diretamente envolvidos no conflito. Juntos, os três países respondem por cerca de 22% das exportações brasileiras de carne de frango.

Em relação à carne bovina, países árabes e Israel representam 18,2% do total exportado pelo Brasil. No acumulado até agosto, foram 24,5 mil toneladas para a nação judaica, crescimento de 23%, e 304 mil toneladas para os países árabes, aumento de 83% na comparação com o mesmo período do ano passado. Procurada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que não se manifestaria sobre o tema.

No caso específico do complexo soja, as exportações brasileiras para Israel caíram 15% nos oito primeiros meses deste ano, para 214,16 mil toneladas. Para os países árabes, o recuo foi de 18%, para 2,4 milhões de toneladas no período, segundo o Agrostat. Considerando apenas a soja em grão, houve alta de 4% no volume embarcado a Israel de janeiro a agosto, para 168,3 mil toneladas, e queda de 6% para os países árabes, para 2,2 milhões de toneladas.

Procurada, a Câmara de Comércio Brasil Israel observou, em nota, que “commodities sempre foram os produtos mais negociados entre Brasil e Israel” e que “há dificuldades com o frete devido a mudanças nas rotas de transporte por questões de segurança”. Mas disse ser “importante destacar que o principal produto de Israel, a tecnologia, continua avançando, pois momentos como este geram novas oportunidades”.

Aumento da tensão no Oriente Médio impõe desafios logísticos às exportações do agro – DatamarNews

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Agronegócio, Exportação

Conheça características da produção de algodão no Brasil

Atualmente, o Brasil é o maior exportador do mundo e o terceiro maior produtor

Nesta segunda-feira (7), celebram-se cinco anos do Dia Mundial do Algodão. A data foi criada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2019 com o objetivo de destacar a importância dessa fibra tanto para a economia global quanto para o agronegócio.

“Este ano, alcançamos o patamar de maior exportador de fibra de algodão, enviando o produto para grandes mercados, incluindo o Egito, conhecido por ter o melhor algodão do mundo. Essa data simboliza a grande relevância dessa produção para o Brasil e para os produtores rurais”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desde o final da década de 1990 e início dos anos 2000, o cerrado se consolidou como a principal região produtora da fibra. Conforme a Embrapa Algodão, o ciclo do algodoeiro varia em função da cultivar e do ambiente. Quanto mais próximo à linha do Equador, mais curto é o ciclo. No cerrado, as cultivares precoces têm ciclo de cerca de 150 dias, as de ciclo médio entre 160 e 180 dias, e as de ciclo longo, mais de 180 dias.

Para o plantio, o solo deve ser adequadamente manejado e trabalhado para garantir a qualidade dos cultivos futuros. A cultura do algodão é exigente em nutrientes, demandando solo com pH corrigido e livre de alumínio tóxico, além de boas práticas de conservação da terra e da água. Outro ponto fundamental é o controle de pragas. Para garantir maior produtividade, fatores como a condição climática, a disponibilidade adequada de água e luz, e temperaturas favoráveis são essenciais.

Ainda segundo a Embrapa Algodão, a cotonicultura brasileira é um exemplo de organização setorial, com a colaboração de diversas entidades públicas e privadas, que atuam na inovação e melhoria dos processos de produção da fibra.

O algodão é a fibra têxtil vegetal mais comercializada no mundo. A cotonicultura brasileira apresenta grande diversidade em termos de sementes, climas e beneficiamento, o que pode gerar variações significativas nas características do produto. O Brasil é o terceiro maior produtor de algodão do mundo, e os principais estados produtores são Mato Grosso, Bahia e Mato Grosso do Sul.

Segundo a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/Mapa), o cultivo de algodão é a quarta maior cultura temporária do país, com valor de produção estimado em R$ 33 bilhões.

APOIO DO MAPA

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) trabalha para fomentar a cadeia produtiva e incentivar os produtores rurais. Os cotonicultores podem acessar recursos por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e de linhas de crédito rural para custeio e comercialização. Em 2023, segundo dados do Banco Central, os contratos de financiamento para comercialização (FEE e FGPP) e custeio de algodão totalizaram R$ 561 milhões e R$ 3,54 bilhões, respectivamente, conforme apresentado pela SPA.

Em 2024 o Brasil alcançou a marca de maior país exportador de algodão. Nos primeiros oito meses deste ano, o Brasil já comercializou US$ 3,35 bilhões e 1,72 milhões de toneladas, superando o total exportado em todo o ano de 2023, que registrou US$ 3,33 bilhões e 1,68 milhões de toneladas, conforme apresentou a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa).

As exportações de algodão brasileiro vão para mais de 150 países, e os principais importadores são: China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão.

Conheça características da produção de algodão no Brasil — Ministério da Agricultura e Pecuária (www.gov.br)

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Agronegócio, Mercado Internacional

Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido abrem novos mercados para o Brasil

Com essas novas autorizações, o agronegócio brasileiro chega à 138³ abertura de mercado em 2024, totalizando 216 novas oportunidades desde o inicio de 2023. O governo brasileiro recebeu com satisfação as recentes aprovações sanitárias para a abertura de mercados em quatro países, refletindo a confiança internacional no sistema de controle sanitário e fitossanitário brasileiro.

O Reino Unido e o México autorizaram a importação de Grãos Secos de Destilaria (DDG) do Brasil, sem a necessidade de certificação fitossanitária, o que contribuirá para diversificar o uso de subprodutos de grãos no mercado externo e impulsionar a indústria brasileira de biocombustíveis.

O México também autorizou, sem exigência de certificação fitossanitária do Brasil, a importação de farinha e pellets” (ração compactada) de feno dos tipos “alfalfa hay” e “timothy hay” destinados à alimentação animal.
Além disso, as autoridades sanitárias de Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido aprovaram a importação de dois outros produtos brasileiros: flor seca de cravo da índia e fibra de coco. Essas aberturas oferecerão novas oportunidades para o setor de especiarias, bem como para o de fibras naturais, o qual pode beneficiar-se do potencial de crescimento das indústrias de construção e de manufatura nesses países.

Com essas novas autorizações, o agronegócio brasileiro chega à 138″ abertura de mercado em 2024, totalizando 216 novas oportunidades desde o início de 2023.
Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e c Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido abrem novos mercados para o Brasil (jornalportuario.com)

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