Agronegócio, Comércio, Exportação

Mercado de exportação do arroz segue aquecido segundo Federarroz

Segundo informações da Federarroz, a expectativa é de negócios em boa escala especialmente para países da América Central. A exportação de arroz do Brasil registra em 2025 uma demanda aquecida para países da América Central.

No primeiro trimestre do ano, os principais destinos do produto em casca foram Senegal, México, Gâmbia, Nicarágua e Venezuela. Já entre os meses de abril e junho, a Costa Rica, em especial, deve confirmar uma compra acima de 200 mil toneladas.

A partir deste cenário, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) sinaliza aos produtores para que fiquem atentos às oportunidades de embarques para o cereal, visando o bom andamento do mercado interno.

Conforme o presidente da entidade, Alexandre Velho, essa demanda externa pelo arroz brasileiro trará reflexos para o setor não apenas para este ano. “No próximo ano agrícola, os produtores também sentirão o impacto desta procura”, observa.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de arroz a partir de janeiro de 2022. Os dados são do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Arroz | Jan 2022 –  Feb 2025 | TEUs

Em março, foi realizado um negócio de 30 mil toneladas para o México ao valor de R$ 82,00 a saca de 50 quilos no Porto de Rio Grande. A operação trouxe um indicativo importante para o mercado, especialmente diante de um cenário de oscilações nos últimos meses. O valor foi considerado positivo, tanto pela representatividade da exportação quanto por sua capacidade de influenciar os preços praticados internamente.

O Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional e tem capacidade logística consolidada para atender à demanda internacional, especialmente via Porto de Rio Grande, que é uma das principais saídas para o arroz produzido no Estado.

Fonte: Portal Sou Agro

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação

Exportações de milho disparam em abril, com média diária de embarques 116% superior a 2024

Embarques em forte ritmo

Nesta segunda-feira (28), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou que o volume de milho não moído (exceto milho doce) exportado pelo Brasil em abril de 2025 atingiu 141.053,4 toneladas, bem acima das 66.139,4 toneladas registradas no mesmo período de 2024.

Crescimento expressivo na média diária

Nos primeiros 17 dias úteis do mês, a média diária de embarques ficou em 8.297,3 toneladas, o que representa um aumento de 176% em comparação à média diária de abril do ano anterior, que foi de 3.006,3 toneladas.

Faturamento em alta

Em termos de receita, o Brasil arrecadou US$ 39,792 milhões com as exportações de milho no período, superando os US$ 23,802 milhões obtidos ao longo de todo o mês de abril de 2024. Com isso, a média diária de faturamento alcançou US$ 2,340 milhões, uma alta de 116,3% frente aos US$ 1,081 milhões por dia útil do ano anterior.

Queda no preço médio

Apesar do aumento nos volumes e na arrecadação, o preço médio pago pela tonelada do milho brasileiro apresentou queda de 21,6%. O valor passou de US$ 359,90 em abril de 2024 para US$ 116,30 no acumulado de abril de 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Internacional, Notícias

Exportações superam US$ 1,8 bilhão, 44% a mais que o mesmo período do ano anterior; Produtos como açúcar, café e carne bovina impulsionam a balança comercial

O comércio entre Brasil e Canadá segue em trajetória recorde. No primeiro trimestre de 2025, as exportações brasileiras ao país norte-americano atingiram o maior valor já registrado para o período: US$ 1,8 bilhão, segundo levantamento do Quick Trade Facts, relatório trimestral elaborado pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC). O valor representa um crescimento expressivo de 44% em relação ao mesmo período de 2024, consolidando o Canadá como um dos principais destinos para os produtos brasileiros.

Impulsionado pelo bom desempenho de itens do agronegócio – como açúcar, café verde, carnes bovina, suína e de frango – e por produtos das indústrias de mineração e transformação, como ouro, ferro, minérios de cobre e níquel, o Brasil obteve um saldo comercial positivo de US$ 1,253 bilhão no trimestre. A corrente de comércio entre os dois países (exportações + importações) também avançou, com alta de 27% no comparativo anual. Também se destacaram itens da indústria de transformação, como óxido de alumínio, maquinário e aeronaves.

“O resultado reforça o interesse do mercado canadense por produtos brasileiros e mostra a consolidação de uma parceria comercial estratégica. Estamos vendo um aumento não apenas em volume, mas também na diversificação da exportação”, afirma Hilton Nascimento, diretor-presidente da CCBC. “Mais uma vez, alcançamos um recorde histórico para o primeiro trimestre, e isso é reflexo direto do trabalho de internacionalização de empresas brasileiras e da atuação conjunta entre instituições públicas e privadas”, completa.

Queda nas importações reflete contexto macroeconômico

As importações brasileiras de produtos canadenses somaram US$ 550 milhões (FOB) no primeiro trimestre – uma queda de 7% em relação a 2024. O resultado é atribuído à desvalorização do real frente ao dólar e ao dólar canadense, que encarece os produtos estrangeiros para o mercado nacional. Além disso, a comparação com os anos anteriores é impactada por importações atípicas de fertilizantes em 2022 e 2023.

Mesmo com a retração, o Canadá segue como um importante fornecedor de bens da indústria química e farmacêutica, como fertilizantes, medicamentos e plásticos, além de máquinas, como helicópteros, turborreatores, turbinas e tratores, e itens de extração mineral, como coque, betume de petróleo, restos de níquel e alumínio, além do carvão mineral. Produtos como nióbio, lentilhas e materiais do setor de óleo e gás também tiveram crescimento nas importações.

Fonte: Câmara de Comércio Brasil-Canadá



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Agronegócio, Comércio, Importação

Embarcações de soja do Brasil no porto de Ningbo revelam redução nas importações agrícolas dos EUA

Diversas embarcações de soja brasileiras chegaram ao Porto de Zhoushan, em Ningbo, na província de Zhejiang, após a China reduzir significativamente suas importações de produtos agrícolas dos Estados Unidos devido a disputas tarifárias e comerciais.

A previsão é que cerca de 40 navios carregados com soja do Brasil atraquem no Porto de Zhoushan no mês de abril de 2025, um aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano passado.

O volume de soja brasileira descarregada neste porto pode alcançar 700 mil toneladas, um acréscimo de 32% em comparação a abril de 2024, quando foram movimentadas 530 mil toneladas.

Fonte: CMG


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Agronegócio, Negócios

Parlamentares querem R$ 599 bilhões para Plano Safra 25/26 e 1% para o seguro rural

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou, nesta segunda-feira (28.04), suas principais propostas para o Plano Safra 2025/26, reivindicando um total de R$ 599 bilhões em recursos para financiamento da produção agropecuária. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa realizada em uma das maiores feiras de tecnologia agrícola da América Latina, que também marcou o início oficial das discussões com o governo. A proposta da FPA vai na mesma linha da CNA.

Do montante solicitado, a FPA propõe que R$ 25 bilhões sejam destinados exclusivamente à equalização de juros. O objetivo é facilitar o acesso ao crédito para os produtores rurais e reduzir os custos financeiros da produção. A bancada também defende mudanças para simplificar o processo de financiamento, o que pode favorecer o aumento da oferta de alimentos e contribuir para o controle da inflação.

Outro ponto central da proposta é a destinação de 1% do valor total do Plano Safra para o seguro rural — o que representa R$ 5,99 bilhões, caso o valor total seja aprovado. A medida visa ampliar a segurança das operações de crédito, especialmente em tempos de instabilidade climática, como os eventos recentes no Rio Grande do Sul e no Centro-Oeste.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), as reivindicações da FPA são coerentes com as necessidades do campo. “É uma proposta justa e estratégica. O produtor precisa de crédito acessível e previsível, principalmente diante dos altos custos de produção e dos riscos climáticos cada vez mais frequentes. Equalizar os juros e fortalecer o seguro rural são medidas que protegem o agricultor e, ao mesmo tempo, sustentam a economia nacional”, afirmou.

“O agro é a base da nossa balança comercial e um dos poucos setores que continuam sustentando o crescimento do país, mesmo em meio às crises. Investir no campo é investir na estabilidade econômica do Brasil. Quando o governo aplica recursos no Plano Safra, não está apenas ajudando o produtor rural, está garantindo alimentos mais baratos na mesa do brasileiro, geração de empregos no interior e arrecadação para os cofres públicos”, afirmou Isan Rezende.

Para ele, o retorno do investimento no setor agropecuário é rápido, direto e visível. “Diferente de outras áreas, o recurso aplicado no agro volta rápido em forma de produtividade, exportações e desenvolvimento regional. A cada real investido no produtor, há um impacto positivo em cadeia. Por isso, o Plano Safra precisa ser encarado como política de Estado, com previsibilidade e força. O campo não pode parar por falta de crédito”, completou o presidente do Instituto do Agronegócio.

O deputado Pedro Lupion, presidente da FPA, por sua vez explicou que a proposta da FPA ao governo foi construída a partir de sugestões de 59 entidades ligadas ao Instituto Pensar Agro (IPA) e reforçou a importância de se garantir previsibilidade para os produtores. “Essa equalização, que é o que de fato custa para os cofres públicos, teria que ter necessidade de pelo menos R$ 25 bilhões”, afirmou, ao destacar que o crédito mais barato tem impacto direto na produção e na inflação.

Já o vice-presidente da FPA, deputado Arnaldo Jardim, lembrou que as propostas não se limitam a demandas financeiras. “Aqui tem uma proposta para o setor, uma proposta de país. Não se trata apenas de pleitear números ou montantes, mas de apresentar uma alternativa de construção para o Brasil”, disse.

A FPA também defende a criação de uma política agrícola de longo prazo, nos moldes da Farm Bill norte-americana, permitindo planejamento plurianual das safras. A intenção é estabelecer uma política pública que ofereça previsibilidade orçamentária por cinco anos, garantindo um ambiente mais estável para os investimentos no campo.

Na safra atual (2024/25), o total de recursos mobilizados para o setor agrícola, somando fontes públicas e privadas, chegou a R$ 1,2 trilhão. Desse total, R$ 476,5 bilhões vieram do Plano Safra. A estimativa para o próximo ciclo é de que os custos de produção ultrapassem R$ 1,3 trilhão, o que torna ainda mais urgente o aumento dos recursos públicos e a redução dos custos de financiamento.

Para Isan Rezende, o agronegócio precisa de um ambiente de segurança para continuar crescendo. “O Plano Safra não é apenas uma política de crédito, é um motor da economia brasileira. O investimento que se faz no campo retorna em forma de emprego, produção, exportação e estabilidade dos preços dos alimentos. O país não pode abrir mão disso”, concluiu.

As propostas da FPA agora estão nas mãos do governo federal, que deverá apresentar em junho a versão final do Plano Safra 2025/26. A expectativa do setor é de que o programa seja robusto, alinhado às necessidades dos produtores e capaz de manter o Brasil na liderança da produção agrícola mundial.

Fonte: Pensar Agro


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Agronegócio, Comércio, Exportação, Internacional, Logística, Negócios, Notícias

Brasil amplia exportações de mel e mantém posição entre os maiores produtores mundiais

O Brasil ocupa atualmente a 11ª posição entre os maiores produtores de mel do mundo, com produção anual estimada em 51 mil toneladas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), referentes a 2021. O boletim Agro em Dados, publicado em abril pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, destaca que a produção nacional segue em ritmo de crescimento, embora o consumo interno ainda esteja aquém da média mundial.

Em 2023, o país alcançou 64,1 mil toneladas de mel produzidas, evidenciando uma expansão significativa nos últimos anos. Entre 2015 e 2023, a produção brasileira cresceu 69,5%. No estado de Goiás, o avanço foi de 25,4%, com produção estimada em 402,2 toneladas no último ano.

Baixo consumo interno em comparação ao mercado global

Apesar do aumento expressivo na produção, o consumo per capita de mel no Brasil continua modesto. Enquanto a média mundial é de 240 gramas por pessoa ao ano, o brasileiro consome, em média, apenas 60 gramas. Essa disparidade entre produção e consumo interno é apontada por especialistas como um desafio para o setor.

Mercado externo em expansão

As exportações brasileiras de mel natural também registraram crescimento expressivo. Em 2024, foram embarcadas 37,9 mil toneladas do produto, o que representa um aumento de 32,8% em comparação ao ano anterior. Os Estados Unidos mantêm-se como o principal destino, absorvendo 29,9 mil toneladas — equivalente a 79% do total exportado.

O Canadá, com um incremento de 120,6% nas importações, ultrapassou a Alemanha e tornou-se o segundo maior mercado para o mel brasileiro. Além disso, o boletim da Secretaria aponta potencial de diversificação das exportações, com destaque para países árabes como Omã, que já iniciou a importação do produto em 2023. Nessas regiões, o mel é tradicionalmente valorizado na alimentação local.

Resultados econômicos e desafios do setor

Apesar do desempenho positivo nas exportações, o valor total da produção brasileira de mel registrou queda de 7,6% em 2023, alcançando R$ 908 milhões. Em contrapartida, Goiás apresentou resultado oposto, com aumento de 25,8% no valor da produção, atingindo R$ 12,3 milhões.

Segundo o boletim, a informalidade da atividade apícola, a estrutura ainda incipiente da cadeia produtiva e a escassez de mão de obra especializada continuam sendo entraves para o desenvolvimento pleno da produção de mel em estados como Goiás.

Tendência de crescimento do consumo doméstico

Desde o início da pandemia de Covid-19, a procura por produtos naturais cresceu significativamente. A Federação Mineira de Apicultura (FEMAP) informa que as vendas de mel aumentaram 30% desde o início do período de quarentena. A entidade também aponta para uma tendência promissora no consumo doméstico, impulsionada pelo interesse crescente dos brasileiros por uma alimentação mais saudável.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio, Comércio, Logística

Brado amplia operações com gergelim e acompanha crescimento do mercado

O mercado de gergelim está em plena expansão e a Brado, empresa referência em soluções logísticas multimodais, acompanha esse ritmo com um crescimento expressivo no transporte do grão. Em 2024, a empresa transportou mais de 14 mil toneladas do produto, um aumento de 80% no volume em relação ao ano anterior, impulsionada pela crescente demanda do mercado. Com o recente acordo comercial entre o Brasil e a China e a abertura de mercado da Coreia do Sul, as expectativas são de um aquecimento ainda maior nas exportações do grão.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de gergelim saltaram de 151.216 toneladas em 2023 para 246.250 toneladas em 2024, um crescimento de 63%. Mato Grosso lidera a produção nacional, respondendo por 65% das exportações brasileiras em 2024. Parte dessa produção é escoada a partir do terminal da Brado em Rondonópolis, região estratégica onde é feito o transbordo de contêineres carregados com gergelim do modal rodoviário para o ferroviário.

“O gergelim é produto sazonal e tem um perfil concentrado no mercado de exportação brasileiro. A Brado oferece uma solução logística específica para esse produto e consegue trazer eficiência para a cadeia de exportação”, afirma Greici Araujo Silva, executiva de vendas da Brado.

No Brasil, a semente é comumente plantada durante a segunda safra (safrinha), após a colheita da soja ou do milho. Seu ciclo curto, de 90 a 100 dias, possibilita essa rotação, tornando-o uma opção lucrativa para os produtores. Além disso, o gergelim é uma cultura que exige menos recursos hídricos, sendo uma alternativa interessante em áreas com restrições de água. Apesar de não ter um volume tão grande como outras commodities como soja e algodão, o grão tem um alto valor agregado.

Abertura de mercados

Em novembro de 2024, o Brasil e a China firmaram um acordo que abriu as portas para a exportação de gergelim brasileiro para o maior importador mundial do grão. Em março deste ano, o país asiático habilitou 21 empresas brasileiras para exportação do produto. A China, que responde por 36,2% das importações globais de gergelim, representa um mercado promissor para os produtores brasileiros. No país asiático, a semente é muito consumida pela indústria da alimentação, especialmente para a produção de óleo.

Já em janeiro de 2025, foi a vez de a Coreia do Sul abrir seu mercado para o gergelim do Brasil, ampliando ainda mais as oportunidades. Esses acordos representam um marco para o setor de gergelim no Brasil, que agora conta com dois importantes mercados para escoar sua produção e impulsionar seu crescimento.

“Com esses novos acordos, as perspectivas para 2025 são ainda mais promissoras, e estamos preparados para oferecer soluções logísticas eficientes e seguras para os produtores de gergelim”, afirma Mayra Antunes Coelho, executiva de vendas da Brado.

A solução multimodal da Brado oferece aos produtores de gergelim uma série de vantagens. A segurança é um fator primordial, com o grão sendo estufado nos contêineres na propriedade do produtor e seguindo lacrado até o destino final, o que garante a qualidade do produto e minimiza os riscos de contaminação. A eficiência também é um ponto forte, com a combinação do transporte pela ferrovia nas distâncias longas e pelas rodovias nos trechos curtos, aproveitando a melhor vocação de cada modal. O transporte ferroviário também é mais sustentável, reduzindo as emissões de CO2 e contribuindo para uma cadeia logística mais verde.

Outro benefício oferecido é o Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex) no terminal da empresa em Rondonópolis, que garante um processo mais rápido de liberação da mercadoria, com menos inspeções, ambiente seguro e monitoramento integrado à Receita Federal.

A segurança é outro fator primordial da solução, com o grão sendo estufado nos contêineres na propriedade do produtor e seguindo lacrado até o destino final, o que garante a qualidade do produto e minimiza os riscos de contaminação. A eficiência também é um ponto forte, com a combinação do transporte pela ferrovia nas distâncias longas e pelas rodovias nos trechos curtos, aproveitando a melhor vocação de cada modal, com os trâmites aduaneiros facilitados pelo Redex. O transporte ferroviário também é mais sustentável, reduzindo as emissões de CO2 e contribuindo para uma cadeia logística mais verde.

Fonte: Datamar News

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Agronegócio, Comércio, Exportação, Notícias

Abics: consumo de café solúvel cresce 6,2% no 1º trimestre e exportação, 7,9%

O diretor de Relações Institucionais da Abics, afirmou, em nota, que o cenário atual favorece a procura por alternativas com melhor custo-benefício.

O consumo de café solúvel no Brasil registrou crescimento de 6,2% no primeiro trimestre de 2025, na comparação com igual período do ano passado. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), foram consumidas 5,558 mil toneladas do produto no País entre janeiro e março deste ano, o equivalente a 240.851 sacas de 60 kg.

Entre os tipos, o destaque ficou com o café solúvel liofilizado (freeze dried), que teve alta de 44,9%, para 1,013 mil toneladas. Já o spray dried (em pó) avançou 0,2%, somando 4,545 mil toneladas. O consumo de solúvel importado caiu 18%, totalizando 167 mil kg, já incluídos no volume geral.

O diretor de Relações Institucionais da Abics, Aguinaldo Lima, afirmou, em nota, que o cenário atual favorece a procura por alternativas com melhor custo-benefício, diante da escalada nos preços do café em todo o mundo, impulsionada por eventos climáticos extremos e gargalos logísticos. “O café solúvel se apresenta como alternativa mais econômica aos apreciadores da bebida”, afirmou.

Estudo conduzido pela associação mostra que, considerando o preço médio do quilo do produto nos supermercados e a quantidade de doses possíveis, o café solúvel pode ser entre 33% e 40% mais barato que o café torrado ou moído. “Ao contrário do café torrado em grão ou torrado e moído, o solúvel oferece um custo por xícara relativamente inferior aos consumidores, além de não exigir custos adicionais com filtros e outros utensílios para seu preparo”, disse Lima.

Exportações em alta

O bom momento do café solúvel também se reflete nas exportações. Entre janeiro e março de 2025, o Brasil embarcou 977.659 sacas para 72 países, alta de 7,9% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O desempenho contrasta com o dos demais tipos de café – arábica, canéfora e torrado e moído – que juntos registraram queda de 12,8% nas exportações no mesmo intervalo.

A receita cambial com os embarques de solúvel também teve salto expressivo: chegou a US$ 282,4 milhões no trimestre, alta de 56,6% frente ao mesmo período de 2024. Os Estados Unidos lideram a lista de destinos, com 153.320 sacas adquiridas, seguidos por Argentina (77.081 sacas), Rússia (64.822), México (51.767) e Chile (50.620).

“É válido recordar que esse resultado ainda não teve os impactos da confusão tarifária provocada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que, em 90 dias adotará taxação de 10% sobre o café importado do Brasil, porcentual menor que o aplicado a alguns de nossos principais países concorrentes, como o Vietnã (46%). Esse é um cenário que pode se configurar em oportunidades para as indústrias brasileiras”, projetou Lima.

Fonte: CompreRural

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São Paulo lidera exportações do agro e fecha primeiro trimestre com superávit de US$ 4,9 bilhões

Café, laranja e carnes registraram importante aumento nas exportações

No primeiro trimestre de 2025, o agronegócio paulista manteve um desempenho expressivo no comércio exterior, alcançando um superávit de US$ 4,90 bilhões. Embora o valor represente uma redução de 19,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, o resultado reafirma a relevância do setor para a economia estadual. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$ 6,40 bilhões — ainda que 14,6% inferiores ao registrado em 2024 — e de importações que totalizaram US$ 1,50 bilhão, com crescimento de 9,5% na comparação interanual.

“Esse resultado mostra que temos uma base produtiva forte, inovadora e diversificada, capaz de sustentar bons resultados mesmo diante de oscilações pontuais de mercado”, afirma Guilherme Piai,  secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A análise foi elaborada pelo coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Carlos Nabil Ghobril,  e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, e mostra que a participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado no primeiro trimestre de 2025 foi de 41,7%, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,8% do total estadual.

Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos de produtos exportados foram:

●   Complexo sucroalcooleiro: responsável por 25,8% do total exportado pelo agro paulista, US$ 1,654 bilhão, sendo que o açúcar representou 88,7% e o etanol, 11,3%.

●     Setor de carnes: equivalente a 13,9% das vendas externas do setor, totalizando US$ 887,91 milhões, com a carne bovina respondendo por 82,5%.

●     Grupo de sucos: responde por 13,5% de participação, somando US$ 863,07 milhões, dos quais 98,2% correspondem ao suco de laranja.

●     Produtos florestais: representam 11,9% do volume exportado, com US$ 758,98 milhões, com celulose representando 55,1% e papel 35,5%.

●     Complexo soja: participa com 7,9% do total exportado, registrando US$ 507,27 milhões, sendo 81,7% soja em grãos.

Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 73% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 7,3% de participação na pauta de exportações, com US$ 465,75 milhões, sendo 73,4% café verde e 23,1% de café solúvel.

Vale destacar que no período observado as variações de valores apontaram aumentos das vendas para os grupos de café (+67,2%), sucos (+37,5%), carnes (+25,0%) e florestais (+6,0%), e quedas nos grupos de complexo sucroalcooleiro (-50,5%) e complexo soja (-17,9%).

Principais destinos do Agronegócio Paulista

●  China: representa 19,3% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja (29%), carnes (28%) e florestais (23%);

● União Europeia: tem 16,4% de participação, sendo os principais itens sucos (37%), café (17%) e produtos florestais e vegetais (11%, cada);

●  Estados Unidos: somam 15,9% de participação, comprando sucos (40%), carnes (15%), produtos de origem animal (9,5%), florestais (8,8%) e café (8,6%).

Destaca-se, ainda, que em comparação ao mesmo período do ano anterior, São Paulo registrou 12,6% de retração nas vendas para a China, mas em contrapartida houve aumento expressivo de 34,4% nas exportações para a União Europeia e de 27,7% para os Estados Unidos.

Participação paulista no agro nacional

No cenário nacional, o agronegócio paulista manteve posição de destaque, respondendo por 16,9% das exportações do setor no Brasil. São Paulo lidera o ranking nacional, seguido por Mato Grosso (15,7%) e Minas Gerais (11,9%), este último com forte desempenho nas exportações de café.

Desempenho do agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro, por sua vez, apresentou crescimento nas exportações, que atingiram US$ 37,83 bilhões no primeiro trimestre de 2025, aumento de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As importações somaram US$ 5,18 bilhões, com alta de 11,9%.

Com esses resultados, o saldo da balança comercial do setor alcançou superávit de US$ 32,65 bilhões, crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2024. O desempenho do agronegócio segue sendo fundamental para conter o déficit comercial gerado pelos demais setores da economia brasileira.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Exportadores de café do Brasil alertam para desaceleração dos embarques com novas tarifas dos EUA

Exportadores de café do Brasil alertaram na última quarta-feira sobre uma desaceleração no mercado, impulsionada pela incerteza em torno da mais recente rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos, classificando a nova política como um golpe para o sentimento do comércio global.

“Estamos vendo um esfriamento do mercado devido à incerteza provocada pelo aumento tarifário anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump”, disse Marcio Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. “Isso abalou os mercados globais, inclusive o de café.”

Durante a divulgação de um relatório comercial mensal, Ferreira destacou que os Estados Unidos continuam sendo o principal comprador de café brasileiro.

O Brasil exportou 3,287 milhões de sacas de 60 kg de café em março, uma queda de 24,9% em relação ao ano anterior. No entanto, a receita com exportações saltou 41,8% na comparação anual, apesar da queda no volume — sugerindo preços elevados no mercado global.

No primeiro trimestre, as exportações brasileiras de café caíram 11,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Recentemente, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de 10% sobre importações brasileiras, após já terem aplicado taxas de 25% sobre o aço e o alumínio do Brasil.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café.

Fonte: Datamar News

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