Greve

Greve de pilotos da Azul e Gol pode paralisar voos após impasse em negociação trabalhista

A possibilidade de greve de pilotos da Azul e Gol ganhou força após o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) convocar uma assembleia geral extraordinária para a próxima segunda-feira, dia 29. O encontro irá definir se a categoria dará início a uma paralisação, diante do impasse nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho.

A mobilização ocorre após a rejeição da proposta apresentada pelas companhias aéreas, em negociação mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sem avanço nas tratativas, os pilotos sinalizam que a greve pode se tornar inevitável.

Negociação envolve apenas Azul e Gol

A votação mais recente evidenciou o clima de divisão entre os profissionais. Do total de votos, 49,3% se posicionaram contra a proposta das empresas, enquanto 49,2% foram favoráveis, além de 1,4% de abstenções.

O acordo em discussão contempla exclusivamente os pilotos da Azul e da Gol. Os aeronautas da Latam, por sua vez, já aprovaram um acordo coletivo próprio ao longo deste mês e não participam da negociação atual.

Principais reivindicações da categoria

Entre as principais demandas dos pilotos estão o reajuste salarial pelo INPC acrescido de 3%, além do aumento do vale-alimentação pelo INPC mais 10%. A pauta inclui ainda previdência privada, revisão das diárias internacionais, adicional noturno, garantia de repouso mínimo de 12 horas em hotel e remuneração pelo tempo em solo.

Segundo o sindicato, essas reivindicações refletem a necessidade de adequação das condições de trabalho à realidade operacional do setor aéreo.

Nova proposta do TST será analisada

Na tentativa de destravar o impasse, o TST apresentou uma nova proposta nesta terça-feira, 23. O texto prevê reajuste salarial pelo INPC acrescido de 0,5% e aumento de 8% no vale-alimentação. A sugestão ainda será submetida à avaliação da categoria durante a assembleia.

Prazo legal antes do início da greve

Caso a greve dos aeronautas seja aprovada, o SNA informou que será respeitado o prazo legal de 72 horas antes do início efetivo da paralisação. O movimento pode impactar diretamente a malha aérea nacional, afetando passageiros e operações das duas companhias.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wirestock/Freepik

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