Tecnologia

WEG entrega aerogerador que pode atender 15 mil residências

Equipamento com 220 metros de altura foi encomendado pela Petrobras e instalado em parque eólico na região da Chapada Diamantina

Entrou em operação na cidade baiana de Brotas de Macaúbas o maior aerogerador instalado em terra firme (onshore) das Américas. O equipamento tem capacidade para gerar cerca de 2.500 MWh/mês, o equivalente ao consumo anual de cerca de 15 mil residências brasileiras.

O aerogerador tem 220 metros de altura do solo até a ponta da pá, equivalente à soma de seis estátuas do Cristo Redentor, e pesa 1830 toneladas, correspondente a cerca de 1660 carros populares.

O gerador foi desenvolvido pela WEG, multinacional de Jaraguá do Sul, à pedido da Petrobras. A encomenda deriva dos contratos de concessão para exploração e produção de petróleo e gás natural, que prevê que as empresas invistam um percentual de sua receita bruta em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

“O desenvolvimento do aerogerador de 7 MW reflete nossa capacidade de inovação e consolida o papel da WEG como protagonista no avanço da energia eólica”, afirma João Paulo Gualberto da Silva, diretor superintendente da WEG Energia. A empresa prevê que ele poderá ser produzido em série a partir da demanda do mercado por novos projetos eólicos.

Uma das vantagens do novo aerogerador é a redução do custo da energia. Com essa capacidade, produz mais eletricidade por unidade de área ocupada, reduzindo a necessidade de instalação de múltiplos aerogeradores. Isso também otimiza o uso do terreno e tende a diminuir os custos gerais de instalação e manutenção.

O equipamento foi comprado e instalado pela norueguesa Statkraft no projeto de modernização do Parque Eólico de Seabra, localizado na região da Chapada Diamantina, interior da Bahia.

Com informações da WEG.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Investimento

BNDES financia investimento de R$ 390 milhões no Chile com equipamentos WEG

Com linha de financiamento Exim Pós-embarque, a empresa brasileira Alupar, por meio da sua subsidiária chilena Sincro Energia del Desierto, vai instalar infraestrutura de energia usando equipamentos WEG

Uma das ações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) BNDES para aquecer mais a economia brasileira é o financiamento a exportações por meio da linha Exim Pós-embarque. Nesta quarta-feira, o banco informou que aprovou financiamento de US$ 71,4 milhões (R$ 390 milhões) para a Sincro Energía del Desierto (SED), subsidiária chilena do Grupo Alupar Investimento S/A, do Brasil. Esse projeto será instalado com produtos da multinacional catarinense WEG, impulsionando assim a indústria de Jaraguá do Sul.

Para atender a esse projeto, a WEG vai exportar compensadores síncronos, transformadores de força e sistemas auxiliares para duas novas subestações de energia elétrica no país, localizadas nas províncias de Antofagasta e Atacama.

Segundo o BNDES, com esse investimento, a SED contribuirá para o fortalecimento da infraestrutura de transmissão elétrica no Chile, assegurando maior confiabilidade no fornecimento de energia em uma região estratégica para a expansão das fontes renováveis. As subestações Ana María e Illapa serão operadas pela Alupar por um período de 25 anos.

-O apoio do BNDES às exportações de empresas brasileiras para diferentes mercados internacionais é essencial para fortalecer a indústria nacional e a geração de empregos dentro do Brasil. Mas também cumpre a função, sob a condução do presidente Lula, de contribuir com o que país seja capaz de buscar cada vez mais parceiros comerciais mundo afora, evitando que medidas individuais comprometam o desempenho da economia – disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

– O apoio do BNDES reforça a estratégia de consolidar a expansão regional da Alupar, única transmissora 100% brasileira a desenvolver e operar projetos em diversos países da América Latina. Após consolidar sua presença no Brasil, a companhia expandiu sua atuação para o Peru e para a Colômbia e reforça sua posição no Chile, retornando ao país após uma experiência bem-sucedida entre 2005 e 2016 – afirmou Luiz Coimbra, diretor de Relações com Investidores da Alupar.

Esse projeto no Chile foi uma vitória da Alupar em licitação pública internacional, realizada em janeiro de 2024, para a construção e exploração de serviço complementar de controle de tensão por aportes de potência de curto-circuito, explica o banco. O projeto está alinhado ao momento de transição energética vivido pelo Chile e à crescente integração de energias renováveis em sua matriz elétrica.

Fonte: NSC Total

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Negócios

WEG se torna líder global em motores elétricos de baixa tensão

A empresa brasileira alcança 16% de participação no mercado global, superando a ABB, histórica líder do setor

A WEG se tornou a maior produtora mundial de motores elétricos de baixa tensão, com 16% de participação de mercado, segundo dados do relatório de 2025 da Omdia. A companhia ultrapassou a ABB, que ficou com 15,5%. Esse marco reflete a estratégia de internacionalização da WEG e sua contínua verticalização, com destaque para operações em países como China e México, que visam ampliar a produção local.

Rodrigo Fumo Fernandes, Diretor de Motores da WEG, comentou que o foco em produção local e a constante revisão do portfólio de produtos foram essenciais para alcançar a liderança. Ele ressaltou que a expansão internacional foi um dos principais motores dessa conquista. A mudança no ranking global também é atribuída ao desempenho competitivo da WEG em comparação com empresas tradicionais europeias, cujos custos de produção mais elevados limitaram seu crescimento.

Além disso, a chinesa Wolong se destacou ao conquistar 7,5% de participação de mercado, enquanto a Siemens perdeu força após vender suas operações de motores para um fundo de private equity. Mesmo com desafios, como as políticas tarifárias nos EUA, a WEG segue consolidando sua posição de liderança no setor.

Fonte: Brasil 247

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Agronegócio

Em tempos de turbulência, Weg carrega suas baterias para aumentar vendas para o agronegócio

Uma das maiores fornecedoras de motores elétricos do mundo, empresa catarinense acaba de criar um “time agro” e deve aumentar presença em feiras para ampliar comercialização de soluções como energia solar e acumuladores para produtores rurais

Com faturamento de quase R$ 40 bilhões por ano, a brasileira Weg é uma das três maiores fabricantes globais de motores elétricos e vem apresentando crescimento consistente nos últimos anos, inclusive pela oferta de novos equipamentos eletroeletrônicos.

Os maiores clientes da empresa estão em setores como mineração e papel e celulose, mas já havia negócios com agroindústrias, em função de seus motores e sistemas de automação.

O mundo “rural”, porém, começa a representar novas oportunidades de vendas para a empresa de origem catarinense.

Durante um evento em Pedra Preta (MT), a 1600km da sede da empresa, que fica em Jaraguá do Sul (SC), o AgFeed conheceu o filho de um ex CEO da Weg, Harry Schmelzer Neto, que hoje é diretor de negócios Solar & Bess (sistema de armazenamento de energia de bateria, na sigla em inglês).

Era um encontro com mais de 100 produtores rurais, com foco no algodão, promovido pela Girassol Agrícola.

“A gente não ia muito em feiras (do agro) para falar de solar justamente porque o mercado estava crescendo muito, nem precisava buscar novos nichos. Mas eu tive esse convite, me falaram que o algodão, as algodoeiras, usam muita energia. Então viemos divulgar novas opções de geração de energia e backup”, contou ele, em entrevista ao AgFeed.

A área liderada por Harry Neto já começa a crescer em relevância no faturamento da Weg, mas a empresa não divulga números nem percentuais detalhados.

Em energia solar, a Weg já atua há mais de 10 anos, mas o segmento de baterias é uma espécie de complemento neste pilar de soluções.

“Com a bateria a gente consegue realmente atacar com força sistemas onde não tem rede (elétrica, tradicional). Porque sem a bateria até dá pra fazer um solar com diesel, que são sistemas que a gente chama de micro-redes, botar um solar junto e trabalhar os dois. Mas com a bateria eu não preciso do diesel. Então a gente consegue ter uma independência financeira para o produtor rural”, explicou.

O executivo diz o que agronegócio “passou a prestar mais atenção” à energia solar e ao complemento das baterias.

Ele lembra que mesmo onde há rede elétrica, no caso de Mato Grosso, por exemplo, a tarifa de energia é muito cara. “Colocar energia solar sai mais barato e é renovável, você não está queimando diesel”.

O maior uso de energia solar, defende Neto, pode ser usado dentro dos projetos de sustentabilidade que vem crescendo no agro, inclusive no agro.

O diretor da Weg diz que as vendas de produtos de energia solar vêm crescendo em média 40% ao ano, desde 2018, até o ano passado.

Para 2025, ele projeta maior estabilidade nos negócios de energia solar, em função das taxas de juros mais elevadas no País. Ainda assim, prevê um mercado mais aquecido para as baterias

“Como o solar cresceu muito, deu uma saturada, o próprio solar cria necessidade de bateria. Então agora a gente acredita que o crescimento da bateria vai ser em ritmo bem maior nesse momento”, afirmou.

Nas baterias, também há expectativa de mais vendas para o agronegócio dentro do que a Weg chama de offgrid, que é para substituir o gerador. Harry Neto também acredita em maior potencial no agro junto aos clientes que não têm energia disponível.

Em outra frente, ele relata uma demanda nas cidades para que as distribuidoras consigam equilibrar o que entra na rede por energia solar

“Entra solar das 11h às 1h quando, em qualquer lugar do mundo é o sol mais forte. E nesse período não é a maior demanda. Então a bateria vem para armazenar, é usada para o que a gente chama de time shift, para trocar um momento de uso de energia”.

Atualmente, ele calcula que apenas 10% dos clientes de energia solar estejam ligados ao agronegócio. A expectativa é crescer no segmento, principalmente porque o custo ficou mais acessível, segundo Neto.

“O solar vem caindo de preço ano a ano, então está cada vez mais viável. E agora a bateria também caiu de preço por causa dos carros elétricos”.

Na visão dele, os produtores ainda não estão fazendo esta conta, das vantagens de substituir o diesel com energia solar e baterias.

“Eu acredito que o pessoal não está calculando porque o payback está muito atrativo. E nesse conceito ESG dá para vender o meu algodão que usa energia limpa”.

Em função disso, o diretor da Weg contou ao AgFeed que, dentro de sua diretoria, acaba de criar uma “seção agro”, com times especializados para atender esses clientes.

“A gente deixava na mão do canal normal, porque a Weg já vendia muito motor para o agro”, disse ele, reforçando que não havia uma prioridade para oferecer a solução de energia solar. A partir de agora o plano é ampliar a presença da Weg em eventos e feiras do agronegócio.

Harry Neto não quis comentar sobre os eventuais efeitos das tarifas impostas por Donald Trump sobre os produtos brasileiros.

É possível que a estratégia de ganhar espaço no agro possa ajudar a empresa em um momento especialmente delicado. De acordo com o release de resultados divulgado pela Weg, referente ao segundo trimestre deste ano, 48% da receita da empresa no mercado externo teve como origem a América do Norte.

Em meio aos temores de possíveis impactos do tarifaço, as ações da empresa acumularam queda de 13,6% nos últimos 30 dias. No acumulado do ano, o recuo é superior a 29%.  Porém, desde a semana passada os papeis apresentaram uma reação, de quase 3%, à medida que cresce a expectativa de novas exceções na lista de produtos que serão tarifados pelos EUA.

Segundo um relatório recente do BTG Pactual, a taxação da exportação dos motores elétricos do Brasil para os EUA representava o maior risco para a companhia. Isso porque uma eventual tarifa poderia implicar em um custo adicional de R$ 809 milhões por ano para a Weg, de acordo com o relatório.

Fonte: AG Feed

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Negócios

WEG vai aportar R$ 160 mi na verticalização e expansão da produção de motores no ES

Projeto contempla também a aquisição de equipamentos de última geração para a fabricação de fios, etapa essencial no processo produtivo de motores elétricos

A WEG (WEGE3) informou nesta sexta-feira que vai investir cerca de R$ 160 milhões na verticalização e expansão da produção de motores elétricos em sua unidade de Linhares, no Espírito Santo, o que inclui a construção de um novo prédio industrial.

O projeto contempla também a aquisição de equipamentos de última geração para a fabricação de fios, etapa essencial no processo produtivo de motores elétricos.

“A nova estrutura tem início de operação previsto para 2027, com um plano de crescimento gradual da capacidade de produção de fios, alinhado à expansão projetada para a fabricação de motores elétricos nos próximos anos”, afirmou a Weg no comunicado.

Fonte: InfoMoney

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Exportação

Na WEG, tarifas de Trump podem mudar rota de exportações — e dos preços

Após balanço mal recebido por investidores, executivos desenham estratégias para reduzir impacto de um possível ‘tarifaço’

A guerra tarifária foi um dos principais temas da teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre da WEG (WEGE3). A companhia tem exposição relevante no exterior, em especial o mercado americano, e avalia formas de mitigar os riscos de um “tarifaço”. No segundo trimestre, em específico, o impacto foi moderado, avaliam os executivos.

“O impacto não foi tão significativo, até porque houve algumas recomposições de preços para compensar essas tarifas”, afirmou André Salgueiro, diretor de relações com investidores da WEG. Geralmente, tarifas adicionais elevam os custos de produção da companhia.

No primeiro mandato de Donald Trump, entre 2017 e 2021, o foco das tarifas estava em produtos importados do México, onde a WEG também possui operações. Nesse segundo round, a companhia pretende se valer da flexibilidade da cadeia de exportação para mitigar riscos.

Realocar x reprecificar

Segundo Salgueiro, a WEG pode alocar rotas de exportação. Assim, os produtos do Brasil podem atender México e Índia, enquanto os americanos seriam abastecidos por outros mercados. Essa realocação, porém, depende de como os outros exportadores vão ser taxados pelos Estados Unidos. No cenário atual, o Brasil seria um dos mais impactados (caso os 50% permaneçam).

Os transformadores da WEG, produzidos no Brasil, atendem principalmente o mercado interno e a América Latina. Os Estados Unidos, por sua vez, dependem tanto da importação de produtos acabados quanto suprimentos. Um terço de motores elétricos importados pelos americanos vem do Brasil.

Resultados mais fracos que o esperado

O desempenho da WEG no segundo trimestre ficou abaixo das expectativas do mercado. A receita operacional líquida da companhia foi de R$ 10,2 bilhões, abaixo da previsão do Itaú BBA, que estimava R$ 10,9 bilhões.

A empresa atribuiu essa oscilação, principalmente, a uma desaceleração no ciclo de pedidos em equipamentos eletroeletrônicos industriais, devido à incerteza gerada pelas tarifas e questões geopolíticas. No entanto, a divisão de ciclo curto, que inclui equipamentos industriais, ainda mostrou um bom desempenho, com um crescimento significativo em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Outro fator negativo foi o desempenho do segmento de Geradores e Transformadores (GTD), que apresentou uma queda de 13,1% na receita do mercado interno, somando R$ 2,07 bilhões no segundo trimestre. No mercado externo, o crescimento foi de 1,6%, com receita de R$ 2,04 bilhões, mas ainda abaixo das expectativas do BTG Pactual, que projetava R$2,3 bilhões e R$ 2,2 bilhões, respectivamente.

A WEG atribui parte do desempenho mais fraco ao impacto de operações da Joint Venture na Índia e de turbinas a vapor na Europa, além da queda nas exportações do Brasil.

Após a divulgação do balanço, as ações da WEG estão sendo negociados nos menores preços do ano e caem, nesta quinta-feira, pelo segundo dia consecutivo.

Fonte: Exame

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

Presidente da WEG fala sobre estratégia da empresa diante das tarifas de Trump

Alberto Kuba afirma que o cenário atual, de volatilidade, será ajustado com o tempo

Desde quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o tarifaço de importações, o mundo empresarial, em especial a indústria, enfrenta incertezas sobre quanto, quando e onde investir, entre outros desafios. Mas esse não é o caso da gigante WEG, de Santa Catarina. O presidente da companhia, Alberto Kuba, afirmou em entrevista para a coluna que no plano estratégico da empresa nada mudou. Ela segue investindo em diversos mercados.

A WEG adquiriu há poucos dias uma tradicional fábrica de tintas no país, a Heresite $ Protective Coatings, e está consolidando a integração da maior aquisição da sua história, da Regal Rexnord, concluída em maio de 2024. Sobre mais investimentos nos EUA, Kuba disse que a empresa está avaliando oportunidades.

Fonte: NSC

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Industria, Negócios

Weg compra ativos da Heresite Protective Coatings, em negócio de US$ 9,5 mi

Companhia americana é especializada em soluções para equipamentos de ventilação, aquecimento e ar-condicionado (HVAC) para ambientes severos

Weg anunciou nesta quinta-feira (1º) a aquisição de ativos da Heresite Protective Coatings, empresa americana de revestimentos industriais localizada nos Estados Unidos.

O valor do negócio é de US$ 9,5 milhões, informa a empresa em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A aquisição está sujeita a ajustes de preços comuns a este tipo de operação. Os ativos adquiridos serão consolidados nas demonstrações financeiras a partir de maio de 2025.

A americana Heresite Protective Coatings foi fundada em 1935 em Manitowoc, no estado de Wisconsin, e é especializada em soluções para equipamentos de ventilação, aquecimento e ar-condicionado (HVAC), destinados a ambientes severos, especialmente nos setores de óleo & gás e tratamento de águas.

Além de atuar no mercado norte-americano, a Heresite possui presença internacional, com 70% de suas vendas realizadas fora dos EUA e parceiros certificados ao redor do mundo.

Conforme o comunicado, em 2024 a Heresite apresentou uma receita operacional líquida de US$ 8,6 milhões, com uma margem Ebitda de 22%.

A Weg diz que há mais de 40 anos vem consolidando sua expertise na produção de tintas líquidas e em pó por meio operações no Brasil, localizadas em Guaramirim (SC) e Mauá (SP).

“Essa sólida trajetória no mercado nacional permitiu à Companhia expandir sua atuação para o exterior, onde conta com duas fábricas: uma no México, em Atotonilco de Tula, e outra na Argentina, em Hidalgo”.

Fonte: CNN Brasil

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Economia, Gestão, Industria, Informação, Mercado Internacional, Negócios

Tarifas de Trump preocupam indústria de SC, que apoia negociação com os EUA e vê opções

Setor exportador aguarda com expectativas o anúncio das tarifas recíprocas prometido por Trump no dia 02 de abril, a próxima quarta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu para esta quarta-feira (02) o anúncio de tarifas recíprocas contra países que taxam importações dos EUA, mas já antecipou que todos os produtos de base florestal e automóveis importados serão tributados em 25%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil primeiro vai negociar, posição que é apoiada pela Federação das Indústrias de SC (Fiesc), preocupada com impactos ao setor madeireiro e aos demais. Esse foi um dos temas abordados por empresários no Fórum Radar, quinta-feira (27) na Fiesc.

Atualmente, os produtos de base florestal garantem o maior faturamento na pauta de SC aos EUA. Em 2024, o estado exportou US$ 1,55 bilhão em madeiras e derivados. Desse total, US$ 765,76 milhões foram ao mercado americano. Por isso, o presidente da FiescMario Cezar de Aguiar, se reuniu na última semana com a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres, para sugerir negociações com os EUA.

A decisão de Trump de taxar em 25% os automóveis que entram nos EUA também preocupa o setor industrial de Santa Catarina porque o estado é grande fornecedor de montadoras no mercado internacional, que exportam aos EUA. Atualmente, SC não exporta automóveis ao mercado americano.

Durante o Fórum Radar, o presidente da Fiesc perguntou para o presidente da WEG, Alberto Kuba, que conselho daria a indústrias de madeiras e derivados que exportam mais para os EUA diante da decisão de Donald Trump de taxar os produtos em 25%. O executivo da multinacional recomendou diversificar mercados, mas devagar.

– Eu acho que o sucesso da WEG foi nunca fazer mudança drástica. Nunca mudar uma direção de forma drástica. A gente sempre vai abrindo novas portas. Então, na minha visão, Mário, o mundo vai mudar. A gente vai saber qual será o grau de mudança daqui a alguns anos. E pode ser bom. Eu acho que, como você mesmo disse, esses desafios geram oportunidades. E eu acho que vale a pena, nesse momento, repensar outras alternativas, para que vocês tenham menos riscos. E aí, eu não mudaria a estratégia para os Estados Unidos. Continua vendendo, mas tente criar novas portas com os vizinhos aqui na América do Sul, com a Europa. Porque o Brasil hoje, diferentemente do que era no passado, na minha opinião, está se tornando muito competitivo – sugeriu o presidente da WEG.

Novo elemento da “Trumplência”

Para o economista e diplomata Marcos Troyjo, que falou na abertura do Fórum Radar sobre o atual momento das mudanças nos Estados Unidos e efeitos no Brasil, esta é uma fase difícil de mudanças.

– Do ponto de vista comercial e do ponto de vista de política industrial, os Estados Unidos estão se fechando. Já levaram a cabo duas rodadas de aumento de tarifas os seus parceiros do antigo NAFTA, ou seja, os Estados Unidos, o México e o Canadá. Impuseram tarifas de 20% sobre as exportações europeias. Já formalizaram duas rodadas de aumento de impostos sobre a exportação chinesa e escolheram alguns setores, como é o caso do setor automobilístico, aço e alumínio, fala-se muito em madeira, também para a imposição de novas tarifas. Tudo isso funciona como uma espécie de antessala para o dia 2 de abril, semana que vem, onde se estima, começará a vigorar a legislação de comércio justo e recíproco – analisou Marcos Troyjo.

Na avaliação dele, sso pode representar um grande desafio para o Brasil, porque se a leitura de implementação do comércio justo e recíproco for, por exemplo, harmonizar o que é a carga tributária, a carga de alíquotas que se impõe sobre produtos brasileiros, hoje tudo aquilo que os americanos exportam para o Brasil tem tarifa média de 12%. E do que o Brasil exporta para os Estados Unidos tem tarifa média de entrada no mercado americano de 1%.

O economista Marcos Troyjo avalia que são grandes variações. E se o Brasil quisesse mudar agora não conseguiria porque integra a união aduaneira do Mercosul, com a Argentina, Uruguai e Paraguai. Então, toda negociação precisa ser feita em bloco, o que demora muito tempo.

Mas Marcos Troyjo, que logo após a eleição de Donald Trump criou o termo Trumplência, para sintetizar a série de mudanças fora do comum prometidas pelo presidente dos EUA, disse que vem aí mais um elemento construtivo dessas mudanças.

– Acho que a gente está vendo um terceiro elemento construtivo da Trumplência, que é a incongruência. Incongruência entre uma série de medidas que visam a facilitação de negócios, diminuição de impostos e facilidade para atrair novas empresas para o território americano. Então digamos assim, é um empurrão liberal – avalia o economista.

FONTE: NSC Total
Tarifas de Trump preocupam indústria de SC, que apoia negociação com os EUA e vê opções – NSC Total

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Comércio Exterior, Industria, Inovação, Negócios, Sustentabilidade

Inovação, cultura e foco no resultado são pilares para negócios sustentáveis

Líderes industriais catarinenses destacam estratégias e desafios das indústrias para vencer cenários adversos ao longo de suas jornadas em evento na FIESC nesta quinta (27)

Em um cenário em que mudança é o novo normal e resiliência é a palavra-chave, líderes industriais de Santa Catarina trouxeram para o Fórum Radar os fundamentos para a sustentabilidade dos negócios. Durante o evento, que reuniu executivos de indústrias catarinenses na Federação das Indústrias de SC (FIESC) nesta quinta-feira, dia 27, o presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, destacou que o debate tem como objetivo transformar Santa Catarina em um estado cada vez mais dinâmico, cada vez mais referência em âmbito nacional e internacional.

O diretor presidente executivo da WEG, Alberto Kuba, destacou que o diferencial da empresa, ao longo de sua trajetória de 63 anos, foi identificar oportunidades e investir em inovação. O foco em resultado, uma cultura forte e a ousadia para crescer em ambientes adversos são características que contribuíram para que a WEG se tornasse uma companhia global de sucesso. “A WEG sempre procurou identificar o gap entre seus produtos e os de seus concorrentes e trabalhou para minimizar a distância, seja comprando tecnologia ou desenvolvendo por meio da inovação”, frisou.

Confira a cobertura completa.

Cleber Pisetta, diretor da Altona, destacou que a inovação é um dos pilares da Altona. “A gente tem que estar persistindo, um passo de cada vez, numa melhoria contínua.” A presidente da Duas Rodas, Rosemeri Francener, destacou que a história da empresa, que está completando 100 anos, foi baseada em seus valores e na sua governança, além de um crescimento consistente.

O conselheiro da Tecnofibras, Marcelo de Aguiar, afirmou que entre os desafios para a longevidade das indústrias está a necessidade de transformação cultural para absorver novas tecnologias e de treinar seus colaboradores para a adoção delas. A percepção é corroborada pelo vice-presidente da Fey, Fernando Fey, que afirmou que a transformação cultural é essencial para a transformação digital.

FONTE: FIESC
Inovação, cultura e foco no resultado são pilares para negócios sustentáveis | FIESC

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