Internacional, Mercado Internacional

EUA: tarifas devem entrar em vigor em 1º de agosto para países sem acordos

O governo dos Estados Unidos aplicará a partir de 1º de agosto tarifas aos parceiros comerciais com os quais não tenham alcançado acordos, seja Taiwan ou a União Europeia, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

As tarifas devem atingir, em alguns casos, os níveis muito elevados que o presidente Donald Trump havia anunciado em 2 de abril, antes de suspender a aplicação das taxas para permitir negociações comerciais e estabelecer um prazo até 9 de julho para alcançar acordos, declarou Bessent ao canal CNN.

Bessent reiterou as declarações feitas por Trump na sexta-feira à imprensa, quando mencionou um novo prazo para a imposição das tarifas alfandegárias.

Em sua plataforma Truth Social, Trump prometeu impor uma tarifa adicional de 10% aos países que “se alinharem” com o Brics, grupo que expressou uma “séria preocupação” com o aumento de tarifas “unilaterais”, embora sem mencionar os Estados Unidos.

“Qualquer país que se alinhe com as políticas antiamericanas do Brics será cobrado com uma tarifa ADICIONAL de 10%. Não haverá exceções para esta política”, afirmou Trump.

O grupo, formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foi ampliado recentemente para 11 países e representa quase metade da população mundial e cerca de 40% do PIB.

Trump afirmou no domingo aos jornalistas a bordo do avião presidencial que “provavelmente” começará a aplicar as tarifas em 1º de agosto.

O republicano acrescentou que havia assinado mais de 10 cartas para informar os países sobre os aumentos das tarifas.

“Acredito que teremos a maioria dos países preparados para 9 de julho, seja uma carta ou um acordo”, disse Trump, antes de insistir que alguns acordos foram alcançados.

Ao seu lado, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, confirmou que as tarifas começarão a ser aplicadas em 1º de agosto, “mas o presidente está definindo as tarifas e os acordos agora mesmo”.

Trump anunciou mais tarde na Truth Social que começará a enviar nesta segunda-feira (7) aos parceiros comerciais as primeiras cartas informativas sobre as tarifas que serão impostas ou sobre os acordos alcançados.

“Tenho o prazer de anunciar que as Cartas de Tarifas dos Estados Unidos e/ou Acordos com vários países ao redor do mundo serão entregues a partir das 12h00 (13h00 de Brasília), de segunda-feira, 7 de julho”, anunciou Trump em sua rede social.

Washington mantém negociações com vários países para alcançar acordos comerciais que evitem as tarifas.

Com a China, o governo Trump estabeleceu uma trégua temporária para reduzir as tarifas de até três dígitos que haviam sido impostas de maneira recíproca.

Até o momento, apenas Reino Unido e Vietnã conseguiram concluir acordos comerciais com os Estados Unidos.

Bessent disse que o governo está “próximo de vários acordos”, mas não citou com quais países.

O secretário do Tesouro negou que os Estados Unidos estejam ameaçando os países com sua política tarifária, embora tenha admitido que é necessário aplicar “pressão máxima”.

“Não é um novo prazo. Estamos dizendo que é o que acontecerá. Se você quer acelerar as coisas, siga adiante. Se quiser retornar à tarifa antiga, a escolha é sua”, disse.

O secretário citou como exemplo a União Europeia, ao afirmar que o bloco “está fazendo um progresso muito bom” após uma relutância inicial a modificar o acordo comercial com Washington.

Fonte: Portal UOL

Ler Mais
Internacional, Mercado Internacional

Trump ameaça países que se alinhem ao Brics com tarifa de 10%

“Não haverá exceções a essa política”, disse o presidente

Em meio à reunião de cúpula do Brics, que ocorre no Rio de Janeiro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou taxas extras a produtos de países que se alinhem ao grupo, formado por 11 nações, entre elas Brasil Rússia Índia, China e África do Sul. A publicação foi feita em seu perfil na rede Truth Social.

“Qualquer país que se alinhe às políticas antiamericanas do Brics será taxado com tarifa extra de 10%. Não haverá exceções a essa política. Obrigado pela atenção em relação a essa questão”, escreveu Trump.

Em sua declaração de líderes, divulgada no domingo (6), o Brics criticou medidas protecionistas adotadas no comércio global. 

“Reiteramos nosso apoio a um sistema multilateral de comércio baseado em regras, aberto, transparente, justo, inclusivo, equitativo, não discriminatório e consensual, com a OMC em seu núcleo, com tratamento especial e diferenciado (TED) para seus membros em desenvolvimento”, destaca a declaração do Brics.

Trump, que assumiu em janeiro deste ano, anunciou, logo no início de seu mandato, aumento de tarifas sobre produtos importados, o que gerou críticas e respostas de vários países.

Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, compõem o Brics a Arábia Saudita, o Irã, os Emirados Árabes, a Indonésia, o Egito e a Etiópia. Mais dez países são parceiros do grupo: Bielorrússia, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

Fonte: Agência Brasil

Ler Mais
Exportação

Exportações de SC crescem no primeiro semestre, mas sentem impacto do tarifaço dos EUA

Puxadas pelo setor de proteína animal, as exportações de SC têm alta de 6,6% de janeiro a junho

Santa Catarina fechou o primeiro semestre de 2025 com US$ 5,86 bilhões na receita de exportações, 6,6% mais do que no mesmo período do ano passado. A liderança nas vendas lá fora ficou com o setor de proteína animal com exportações maiores para América Latina e Ásia enquanto nos EUA as vendas de industrializados caíram devido ao tarifaço e incertezas do governo de Donald Trump.

As importações de SC de janeiro a junho somaram US$ 16,8 bilhões, 4,9% mais que nos mesmos meses de 2024. No mês de junho, a balança comercial de SC registrou exportações de US$ 959 milhões, 6,5% mais que no mesmo semestre do ano anterior. E as importações do mês ficaram em US$ 2,7 milhões com recuo de 8,0%.

No primeiro semestre, as exportações de carnes de aves responderam pela maior receita da balança comercial, US$1,09 bilhão no período, 10,3% mais frente aos mesmos meses de 2024. A carne suína, segundo produto principal, somou US$ 851 milhões e teve crescimento de 21,1%. Além desses setores líderes, o Observatório Fiesc, que acompanha os dados da balança comercial, destacou que o maior crescimento nas exportações foi de painéis para comando elétrico, em 417,7%. Outro produto que acelerou foi o tabaco, com alta de 75,3% das vendas lá fora.

O impacto negativo do tarifaço do Trump foi sentido nos produtos de maior valor agregado, vendidos principalmente para os Estados Unidos e Europa. As exportações de motores elétricos caíram 17,9% e ficaram em US$ 81,5 milhões.

As vendas de partes de motores recuaram 18,5% e somaram US$ 201,8 milhões. As exportações de soja tiveram recuo de 29,7% e somaram US$ 229,8 milhões.

Apesar das mudanças nos EUA, o país ainda foi o principal destino das exportações catarinenses no primeiro semestre de 2025, com recuo de 1,1% frente ao mesmo período de 2024 e vendas de US$ 847,2 milhões. Em segundo lugar ficou a China, com um total de US$ 580,4 milhões e queda de 5,3%.  As vendas para o México, quinto principal destino das exportações de SC, tiveram queda de 13%.

No dado dos mercados em crescimento, o destaque foi a vizinha Argentina, com 33,4% mais de compras de SC, para US$ 438 milhões. O Japão comprou 25,8% mais e totalizou US$ 348 milhões, e o Chile registrou um salto de 39,7%, com US$ 305 milhões.

As impostações cresceram num menor ritmo, 4,9% no semestre. Mas chamaram a atenção algumas altas e baixas de produtos importantes.  Um deles foi o cobre refinado, principal produto de importação do estado. Teve um recuo de 7,4% e somou US$ 657,1 milhões. Esse menor consumo está ligado às menores exportações de equipamentos que usam essa matéria prima, como motores elétricos e compressores.

As importações de polímero de etileno, terceiro item da pauta, caíram 13,5% e somaram US$ 346,8 milhões, anotou o Observatório Fiesc. Outro setor que recuou nas importações foi o de veículos, com queda de 17,9%, para US$ 339,6 milhões.

Entre os itens que puxaram o resultado das importações para cima no semestre está aços laminados planos, com crescimento de 255,3%, totalizando US$ 301,6 milhões. As importações de autopeças e partes de veículos cresceram 16,4%, chegando a US$ 455,6 milhões.  As elevadas compras lá fora de aços planos refletem maior oferta da China e estão sendo criticadas pela indústria nacional. Uma das razões dessa maior oferta é a mudança tarifária promovida pelos EUA.

Fonte: NSC Total

Ler Mais
Internacional, Mercado Internacional

Trump: tarifas via cartas valerão a partir de 1 de agosto e podem chegar a 70%

Presidente dos EUA disse a repórteres que cerca de “10 ou 12” cartas seriam enviadas nesta sexta-feira, com outras cartas chegando “nos próximos dias”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que sua administração provavelmente começará a notificar os parceiros comerciais na sexta-feira sobre a nova tarifa dos EUA, que entrará em vigor em 1º de agosto, enquanto reafirma a preferência pela simplicidade em vez de negociações complicadas, cinco dias antes do prazo para acordos.

Trump disse a repórteres que cerca de “10 ou 12” cartas seriam enviadas nesta sexta-feira, com outras cartas chegando “nos próximos dias”.

“Até o dia nove estarão totalmente cobertas”, acrescentou Trump, referindo-se ao prazo de 9 de julho que ele estabeleceu inicialmente para que os países fechassem acordos com os EUA para evitar tarifas mais altas que ele ameaçou. “Elas vão variar de talvez tarifas de 60 ou 70% até tarifas de 10 e 20%”, completou.

As negociações dos EUA com economias da Indonésia e Coreia do Sul até a União Europeia e Suíça estão chegando a estágios críticos, onde as questões mais controversas são resolvidas. A última ameaça de Trump, que segue seu padrão de emitir ultimatos para romper impasses, está alinhada com declarações anteriores de que alguns países não terão voz no nível de suas tarifas.

O topo da nova faixa de tarifas, se formalizado, seria maior do que qualquer uma das tarifas que o presidente inicialmente anunciou durante o lançamento do “Dia da Libertação” no início de abril. Essas variavam de uma tarifa base de 10% para a maioria das economias até um máximo de 50%. Trump não detalhou quais países receberiam as tarifas ou se isso significaria que certos produtos seriam taxados a uma taxa maior que outros.

Trump disse que os países “começarão a pagar em 1º de agosto. O dinheiro começará a entrar nos Estados Unidos em 1º de agosto.” As tarifas são normalmente pagas pelo importador, ou por um intermediário agindo em nome do importador. Mas frequentemente são as margens de lucro ou o consumidor final que acabam absorvendo grande parte do custo.

As ações na Ásia e Europa caíram junto com o dólar. Os mercados de ações e títulos dos EUA estavam fechados pelo feriado do 4 de julho.

O efeito retardado das tarifas sobre a inflação deixa alguns membros do Federal Reserve cautelosos quanto a cortes nas taxas de juros. O Fed tem evitado reduzir as taxas este ano — apesar da forte pressão de Trump — em parte para determinar se os aumentos de preços causados pelas tarifas podem evoluir para pressões mais persistentes no custo de vida.

Trump há muito ameaça que, se os países não fecharem acordos com os EUA antes do prazo da próxima semana, ele simplesmente imporá as tarifas, aumentando a pressão sobre os parceiros comerciais que têm corrido para garantir acordos com sua administração.

Ele anunciou inicialmente suas tarifas “recíprocas” mais altas em 2 de abril, mas as pausou por 90 dias para dar tempo para negociações, mantendo uma taxa de 10% durante esse período.

A Bloomberg Economics estima que, se todas as tarifas recíprocas forem elevadas ao nível ameaçado em 9 de julho, as tarifas médias sobre todas as importações dos EUA poderiam subir para cerca de 20%, ante quase 3% antes da posse de Trump em janeiro. Isso aumentaria os riscos de crescimento e inflação para a economia dos EUA.

Até agora, a administração Trump anunciou acordos com o Reino Unido e Vietnã e concordou com tréguas com a China, que viram as duas maiores economias do mundo aliviar tarifas retaliatórias e reduzir controles de exportação.

Questionado na quinta-feira se mais acordos estavam a caminho, Trump respondeu que “temos alguns outros acordos, mas sabe, minha inclinação é enviar uma carta dizendo quais tarifas eles vão pagar.”

“É muito mais fácil,” disse ele. “Prefiro fazer um acordo simples que você possa manter e controlar.”

Trump anunciou o acordo com o Vietnã na quarta-feira, dizendo que os EUA aplicariam uma tarifa de 20% sobre as exportações vietnamitas para os EUA e uma taxa de 40% sobre produtos considerados “transbordados” pelo país — uma referência à prática em que componentes da China e possivelmente de outras nações são redirecionados por terceiros países a caminho dos EUA.

Acordo com o Vietnã

Embora as taxas sejam menores que a tarifa de 46% que Trump impôs inicialmente ao Vietnã, são maiores que o nível universal de 10%. Muitos detalhes do acordo ainda são incertos, com a Casa Branca ainda não tendo divulgado um termo ou publicado qualquer proclamação formalizando o acordo.

Após o anúncio de Trump, o Vietnã disse que as negociações ainda estavam em andamento.

A Indonésia está confiante de que está perto de garantir um acordo comercial “audacioso” com os EUA que abrangerá minerais críticos, energia, cooperação em defesa e acesso ao mercado antes do iminente prazo das tarifas, segundo o principal negociador do país na sexta-feira.

No entanto, muitos parceiros comerciais importantes, como Japão, Coreia do Sul e União Europeia, ainda trabalham para finalizar seus acordos.

O principal negociador comercial da Coreia do Sul visitará os EUA neste fim de semana com novas propostas em uma tentativa de última hora para evitar as tarifas mais altas que devem entrar em vigor.

O presidente dos EUA expressou otimismo sobre um acordo com a Índia, mas falou duramente sobre as perspectivas de um acordo com o Japão, classificando Tóquio como um parceiro difícil nas negociações. Ele intensificou suas críticas esta semana, dizendo que o Japão deveria ser forçado a “pagar 30%, 35% ou qualquer que seja o número que determinarmos.”

Trump também disse na terça-feira que não está considerando adiar o prazo da próxima semana. Questionado sobre uma possível extensão das negociações, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse na quinta-feira que Trump tomaria a decisão final.

“Faremos o que o presidente quiser, e ele será quem determinará se estão negociando de boa fé,” disse Bessent à CNBC quando questionado se o prazo poderia ser estendido.

Fonte: InfoMoney

Ler Mais
Internacional, Notícias

Trump cita petróleo e rejeita mudança de regime no Irã: “Provoca caos”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (24/6) que não deseja uma mudança de regime no Irã, recuando de declarações anteriores em que levantava essa possibilidade. A fala foi feita em conversa com a imprensa na porta do avião presidencial dos EUA, o Air Force One, no qual Trump fez viagem rumo à Holanda, onde participará de uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Uma mudança de regime provoca caos, e idealmente não queremos ver tanto caos”, disse o presidente a jornalistas. “Gostaria de ver tudo se acalmar o mais rápido possível”, completou.

A declaração acontece após um fim de semana marcado por tensão entre os dois países, quando os EUA atacaram três instalações nucleares iranianas. Na ocasião, Trump chegou a sugerir uma possível troca de liderança em Teerã em publicação no Truth Social:

“Se o atual regime iraniano não consegue TORNAR O IRÃ GRANDE NOVAMENTE, por que não haveria uma mudança de regime??? MIGA!!!”, escreveu, em tom irônico.

Apesar do recuo na retórica, Trump manteve a posição firme quanto à proibição de que o Irã desenvolva armas nucleares.

“Eles nunca terão energia nuclear, mas, tirando isso, devem fazer um ótimo trabalho. Eles têm muito petróleo, vão se sair bem”, afirmou, acrescentando que os iranianos são “ótimos negociadores e empresários”.

Cenário de incerteza
Uma mudança abrupta no governo iraniano não garantiria um aliado para os Estados Unidos ou para Israel. O vácuo de poder, poderia abrir espaço para facções mais radicais e até acelerar o desejo do Irã de obter uma bomba nuclear como forma de retaliação aos ataques recentes.

Além disso, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que concentra grande parte do poder, pode ser substituído se for morto ou deposto, mas o colapso do regime como um todo é visto como um risco ainda maior para a estabilidade regional.

Trump e sua fama de “intermediador”
Nessa segunda-feira (23/6), o líder norte-americano anunciou um acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã, colocando um ponto final no conflito que durou quase duas semanas de confrontos militares diretos entre as duas potências rivais do Oriente Médio.

Ao comunicar a trégua, Trump descreveu o episódio como uma “guerra de 12 dias” e afirmou que sua mediação foi decisiva para evitar uma escalada ainda maior.

Trump aproveitou o momento para assumir o protagonismo nas negociações, buscando reforçar sua imagem de pacificador — mesmo após lançar uma grande ofensiva contra o território iraniano.

“Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá!”, afirmou o norte-americano.

Fonte: Metrópoles

Ler Mais
Internacional

Trump diz que Israel e Irã concordaram com cessar-fogo

Em publicação na Truth Social, presidente dos EUA parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) um cessar-fogo “completo e total” entre Israel e o Irã, com objetivo de encerrar o conflito entre as duas nações.

Em uma publicação na Truth Social, o líder americano parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente.

“Foi totalmente acordado entre Israel e Irã que haverá um cessar-fogo completo e total (em aproximadamente 6 horas a partir de agora, quando Israel e Irã tiverem encerrado e concluído suas missões finais em andamento!)”, escreveu o presidente nas redes sociais.

A publicação foi feita por volta das 19h, no horário de Brasília, indicando que o cessar-fogo deve começar à 1h desta terça-feira (24).

“Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá!”, concluiu Trump.

O cessar-fogo será implementado gradualmente ao longo das próximas 24 horas, de acordo com a publicação do presidente.

“Oficialmente, o Irã iniciará o CESSAR-FOGO e, na 12ª hora, Israel iniciará o CESSAR-FOGO e, na 24ª hora, o FIM Oficial da GUERRA DOS 12 DIAS será saudado pelo mundo. Durante cada CESSAR-FOGO, o outro lado permanecerá PACÍFICO e RESPEITOSO”, escreveu Trump.

Oficialmente, tanto Israel quanto o Irã não confirmaram ainda o cessar-fogo, mas fontes afirmaram que os países concordaram com a pausa.

Catar intermediou acordo com Irã

O Irã concordou com o cessar-fogo proposto pelos EUA após negociações mediadas pelo governo do Catar, disse um diplomata à CNN.

Donald Trump pediu ao emir do Catar que intermediasse o acordo com o Irã, segundo diplomata.

Assim, o primeiro-ministro Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al-Thani atuou para garantir o entendimento com os iranianos.

Trump negociou diretamente com Netanyahu

Durante as negociações, o presidente dos EUA falou diretamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Enquanto isso, o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, Marco Rubio, e o enviado especial, Steve Witkoff, negociaram os termos por canais diretos e indiretos com os iranianos.

A Casa Branca afirma que o acordo só foi possível devido aos ataques americanos a três instalações nucleares iranianas no sábado.

Vice dos EUA parabeniza Trump

Em entrevista à Fox News momentos após o anúncio, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, elogiou Trump por ter levado o acordo “até a linha de chegada”.

“Na verdade, estávamos trabalhando nisso quando eu saí da Casa Branca para vir para cá. Então, é uma boa notícia que o presidente tenha conseguido chegar até a linha de chegada”, pontuou Vance.

Vance também ressaltou que leu um rascunho da postagem de Trump “dois minutos antes de entrarmos no ar” e que era “um pouco diferente do que o presidente havia me mostrado algumas horas antes. Mas, novamente, eu sabia que ele estava atendendo telefonemas enquanto eu estava a caminho daqui”.

Por fim, o vice comentou que “o Irã é incapaz de construir uma arma nuclear com o equipamento que possui, porque nós a destruímos”.

Ataque iraniano a bases dos EUA

Mais cedo nesta segunda, o Irã lançou um ataque com mísseis contra uma base aérea norte-americana no Catar.

Após o bombardeio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a operação, que chamou de “resposta fraca” aos ataques dos EUA, ao mesmo tempo em que pediu ao Irã e a Israel que fizessem a paz.

O Irã avisou com antecedência os EUA por meio de canais diplomáticos horas antes do ataque, bem como às autoridades do Catar, com o objetivo de “minimizar baixas”.

Trump considerou esse fato como um sinal positivo.

“Quero agradecer ao Irã por nos avisar com antecedência, o que possibilitou que nenhuma vida fosse perdida e ninguém ficasse ferido”, escreveu o republicano na Truth Social.

“Talvez o Irã possa agora prosseguir para a paz e a harmonia na região, e eu encorajarei Israel com entusiasmo a fazer o mesmo.”

Fonte: CNN Brasil


Ler Mais
Internacional, Mercado Internacional

A China está desencadeando um novo choque de exportações no mundo

Com as tarifas do presidente Trump fechando o mercado dos EUA, os produtos chineses estão inundando países do Sudeste Asiático à Europa e à América Latina

Há duas décadas, a China surpreendeu os Estados Unidos com sua capacidade de produzir e exportar rapidamente, em grande escala e a baixo custo — algo nunca visto antes. O consequente aumento nas exportações remodelou a economia e a política dos EUA.

Hoje, um novo “choque da China” está se espalhando pelo mundo, de países como Indonésia à Alemanha e ao Brasil.

À medida que as tarifas impostas pelo presidente Trump começam a excluir a China dos Estados Unidos — seu maior mercado — as fábricas chinesas estão enviando brinquedos, carros e sapatos para outros países em um ritmo que está transformando economias e a geopolítica global.

Neste ano, até agora, o superávit comercial da China com o mundo já chega a quase 500 bilhões de dólares — um aumento de mais de 40% em relação ao mesmo período do ano passado.

Enquanto as duas superpotências travam uma disputa comercial, o restante do mundo se prepara para um choque ainda maior vindo da China.

“A China tem uma enorme quantidade de produtos que precisa exportar, e independentemente de os EUA aplicarem tarifas ou não, é praticamente impossível impedir essas mudanças nos fluxos comerciais”, disse Leah Fahy, economista especializada em China na Capital Economics.

A worker wearing a short-sleeve button-up shirt and glasses fixing a car. There is a of China Communist Party symbol on the wall behind him.

A enxurrada de exportações da China é consequência de políticas governamentais e de uma economia doméstica em desaceleração. Para amenizar os impactos de uma crise imobiliária que reduziu a riqueza de milhões de famílias, Pequim tem, há vários anos, injetado dinheiro em seus setores manufatureiros — que agora produzem muito mais do que a demanda interna comporta.

Segundo uma análise de Leah Fahy, a participação da China no mercado global em todas as categorias de bens aumentou significativamente. Essa tendência deve continuar apesar das tarifas, pois é improvável que Pequim mude o rumo de suas políticas voltadas para a exportação.

Ao redirecionar o fluxo de seus produtos para o Sudeste Asiático, América Latina e Europa, a China já conseguiu suavizar os efeitos econômicos da queda na demanda dos Estados Unidos. No entanto, isso a coloca em potencial conflito com parceiros comerciais que também estão sob pressão de Washington.

O presidente Trump está ameaçando impor tarifas pesadas justamente aos países que estão sendo inundados com mais produtos chineses, como Vietnã, Camboja e Indonésia. Essas tarifas, por enquanto, foram suspensas para permitir negociações. Alguns desses países têm se beneficiado com o aumento de investimentos por parte de empresas estrangeiras que estão tentando transferir sua produção da China o mais rápido possível.

Outros países também conseguiram reexportar alguns produtos chineses para os Estados Unidos. Mas, se não conseguirem negociar tarifas significativamente mais baixas, empresas locais em países do Sudeste Asiático e de outras regiões que enfrentam tarifas severas dos EUA podem ser esmagadas pela concorrência das companhias chinesas.

Embora Trump tenha causado grandes rupturas no comércio com níveis de tarifas não vistos em um século, a mudança drástica nas exportações da China já estava em curso muito antes de ele assumir o cargo em janeiro.

A crise imobiliária da China — com excesso de oferta de moradias, queda acentuada nos preços e falências generalizadas — começou a repercutir na economia em 2021. Os formuladores de políticas em Pequim não perderam tempo: desviaram rapidamente empréstimos baratos dos incorporadores imobiliários para os setores de exportação e manufatura. Essa estratégia acabou compensando o colapso no setor de construção civil, que em seu auge chegou a representar um terço do crescimento econômico do país.

Para Pequim, foi uma estratégia já conhecida: jogar dinheiro no problema.

“Eles costumam investir demais para atingir escala primeiro, e depois o processo é impulsionado por políticas governamentais”, disse Tommy Wu, economista do Commerzbank. “Isso ajuda a explicar por que estamos enfrentando esse problema hoje.”

A China já havia iniciado uma política industrial interna em 2015, conhecida como Made in China 2025, com o objetivo de produzir bens mais qualificados e de maior valor agregado, como chips de computador sofisticados e veículos elétricos. Essa iniciativa levou os Estados Unidos e a Europa a aumentarem tarifas sobre carros elétricos, painéis solares e outros produtos de alta tecnologia.

Mas o esforço da China para impulsionar a manufatura desde o colapso do mercado imobiliário foi muito além disso. Mesmo com a produção de produtos mais avançados, os fabricantes chineses reforçaram a fabricação de tchotchkes — aquelas bugigangas e itens baratos nos quais a China se destacou há duas décadas. A China reescreveu o manual, deixando os economistas perplexos.

“A China não está se desenvolvendo da forma como a teoria econômica sugere, e agora estamos diante de um novo modelo”, disse Priyanka Kishore, economista em Cingapura, referindo-se à trajetória tradicional das economias, que costumam se afastar da manufatura de baixo valor à medida que amadurecem e se desenvolvem.

“Isso é um desafio porque agrava as pressões sobre o restante do mundo”, afirmou Kishore.

Com as tarifas começando a realinhar os fluxos comerciais e as cadeias de suprimentos, os efeitos econômicos já começam a aparecer.

Na Alemanha, onde as importações de produtos chineses aumentaram 20% no mês passado em comparação com o mesmo período do ano anterior, empresas têm manifestado preocupação a Tommy Wu, economista do Commerzbank. As montadoras de automóveis sentem isso de forma especialmente intensa.

A China produziu 45% mais veículos elétricos este ano, mesmo com as empresas enfrentando uma guerra de preços brutal no mercado interno devido à queda no apetite dos consumidores. As exportações de veículos elétricos dispararam 64,6% neste ano, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.

Países que sofreram os maiores impactos com o aumento das importações chinesas também registraram quedas acentuadas na própria produção industrial, resultando em perdas de empregos e falências.

Na Indonésia, fábricas de vestuário estão fechando, alegando não conseguir competir com as roupas mais baratas vindas da China. Cerca de 250 mil pessoas perderam seus empregos na indústria têxtil entre 2023 e 2024, segundo Redma Gita Wirawasta, presidente da Associação Indonésia de Produtores de Fios e Fibras de Filamento. Fabricantes de autopeças na Tailândia fecharam por causa da concorrência com veículos elétricos chineses. Montadoras brasileiras pediram ao governo que iniciasse uma investigação antidumping contra os carros chineses vendidos no país.

Para a maioria dos países, há duas opções. A primeira é não fazer nada e assistir à desindustrialização, segundo Sonal Varma, economista-chefe para a Ásia (com exceção do Japão) no banco japonês Nomura.

A outra opção é aumentar tarifas e adotar medidas protecionistas em setores específicos, como os Estados Unidos fizeram com a China. Isso, no entanto, corre o risco de provocar a ira da própria China — que usa o comércio e os investimentos como instrumentos de influência diplomática — ou dos Estados Unidos.

“As cadeias de suprimentos estão se dividindo ao longo de linhas geopolíticas”, disse Varma. “Está muito mais difícil para os países decidirem: com quem você vai se alinhar?”

Fonte: The New York Times

Ler Mais
Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Trump diz ter expectativa de que acordos comerciais sejam feitos no G7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (15) a repórteres na Casa Branca que ele tem expectativa de que acordos comerciais sejam feitos na Cúpula do G7, no Canadá.

“Eu acho que nós vamos ter alguns novos acordos comerciais”, disse Trump a um repórter, que questionou sobre a possibilidade durante a Cúpula do G7.

A declaração foi feita antes de o presidente embarcar no helicóptero Marine One, partindo da Casa Branca a caminho da Cúpula do G7 no Canadá.

Fonte: Band

Ler Mais
Internacional, Mercado Internacional

Tarifaço de Trump pode influenciar em acordo entre União Europeia e Mercosul

Avaliação é do economista Ricardo Amorim, diante da entrada em vigor das novas tarifas impostas pelo presidente americano

Os conflitos econômicos entre Estados Unidose a China, bem como outros países, à exemplo da Rússia e Ucrânia, têm beneficiado o Brasil e a América Latina. Segundo análise do economista Ricardo Amorim, o acordo entre União Europeia e Mercosul pode sair após 25 anos de tratativas entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro semestre de 2026.

Palestrante do primeiro dia da Feira Brasileira de Sementes (Febrasem), em Rondonópolis, nesta quarta-feira (11), a perspectiva da assinatura do acordo decorre da possibilidade de no próximo dia 9 de julho novas tarifas impostas pelos Estados Unidos entrarem em vigor para a União Europeia entrar em vigor.

“O que bloqueia esse acordo até hoje é o protecionismo do produtor na Europa, mas, fundamentalmente, em três países: Áustria, Polônia e França”.

De acordo com Ricardo Amorim, a Áustria já teria se posicionado que “pode aprovar isso amanhã”, assim como a Polônia.

“O último é a França, mas vai acontecer. A França é um barril de pólvoras, particularmente, em volta de Paris. Se de fato no dia 9 de julho a tarifa que o Trump prometeu que colocaria entrar em vigor e o preço dos alimentos começarem a subir pesadamente na Europa, a popularidade dos governos lá vai despencar”.

Ainda segundo a análise do especialista, “na hora em que o Macron falar entre o pescoço dele e o produtor francês vai ter: ‘agricultor sinto muito, eu vou proteger o meu pescoço nessa brincadeira’”.

Brasil grande país emergente de risco zero

Atualmente existem 165 países emergentes e o Brasil nos últimos meses se tornou o único com risco geopolítico perto de risco zero no mundo.

Outro fator diante dos conflitos econômicos e geopolíticos vividos hoje, uma vez que há cerca de um ano investidores começaram a retirar dinheiro da China em eminência da reeleição do presidente Donald Trump e a promessa de endurecer as questões comerciais com a gigante da Ásia.

“A Rússia já estava em guerra e a Índia entrou há cerca de duas semanas. Só sobrou o Brasil. O resumo da ópera é simples. Vai entrar investimento no Brasil, que por sua vez vai gerar emprego, porque estamos ganhando de WO. ‘Ah, está tudo as mil maravilhas no Brasil’. Muito longe disso. É só que não está pior”, pontuou Ricardo Amorim.

Conforme o economista, entender o Brasil, entender a economia brasileira hoje, requer entender o conceito do “é o que temos para hoje”.

Diante do cenário atual brasileiro e mundial, Ricardo Amorim conclui que o “agro vai crescer em volume e receita mais do que se imagina”, uma vez que diversos países estão mirando os olhos para o Brasil, bem como a economia nacional vai crescer, “apesar dos muitos problemas que o país tem, lembrando que existem fases, então vamos aproveitar a boa fase”.

Além disso, ressaltou a importância do uso da tecnologia para as tomadas de decisões. “Da mesma forma que a tecnologia de sementes faz toda a diferença, a tecnologia geral também faz”.

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Internacional

Após ataque de Israel, Trump dá ultimato a Irã por acordo nuclear com os EUA e ameaça: ‘Antes que não sobre mais nada’

Presidente americano volta a pressionar Teerã a entrar em acordo para reduzir enriquecimento de urânio. Israel atacou infraestruturas nucleares do Irã na madrugada de sexta (13) para impedir o avanço do programa nuclear do rival.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã nesta sexta-feira (13) para chegar a um acordo sobre o programa nuclear de Teerã, e fez ameaças ao dizer que o regime iraniano “tem que fazer um acordo, antes que não sobre mais nada”.

A declaração foi feita horas depois de Israel bombardear infraestruturas nucleares iranianas e matar lideranças militares e cientistas.

“O Irã precisa fazer um acordo, antes que não sobre nada, e salvar o que um dia foi conhecido como o Império Persa. Chega de mortes, chega de destruição, apenas façam isso antes que seja tarde demais”, escreveu Trump em seu perfil na rede Truth Social.

Segundo Trump, ele disse que deu ao Irã várias oportunidades para fazer um acordo.

“Eu avisei que seria muito pior do que qualquer coisa que conhecessem, esperassem ou tivessem sido informados, que os Estados Unidos fabricam os melhores e mais letais equipamentos militares do mundo — de longe — e que Israel possui muitos deles, com muito mais a caminho — e eles sabem como usá-los”, escreveu.

“Alguns linhas-duras iranianos falaram com bravura, mas não sabiam o que estava prestes a acontecer. Agora estão todos mortos, e a situação só vai piorar”, continuou Trump.

Trump disse ainda que deu ao Irã, há dois meses, um ultimato de 60 dias para o acordo, e que esta sexta-feira “é o dia 61”. O governo iraniano tem criticado as ameaças do governo americano e afirma que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos.

O Exército israelense atingiu dezenas de alvos no território iraniano. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades do país. Os militares afirmaram que o objetivo da operação é impedir o avanço do programa nuclear iraniano.

O bombardeio da madrugada desta sexta, no horário local, matou o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas do país, Mohammad Bagheri. Dois cientistas nucleares também foram mortos.

“Já houve grande morte e destruição, mas ainda há tempo para pôr fim a esse massacre, pois os próximos ataques já planejados serão ainda mais brutais”, concluiu Trump.

O Irã afirmou que o ataque foi uma “declaração de guerra”. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu em carta enviada à Organização das Nações Unidas (ONU) que “trate imediatamente dessa questão”.

➡️ Trump pressiona o Irã a fazer um acordo sobre seu programa nuclear desde que reassumiu a Casa Branca, em janeiro. Cinco rodadas de negociações diretas ocorreram desde abril.

A fala de Trump desta sexta é mais um passo das pressões que faz sobre o regime do Irã. Um sexto encontro entre as delegações dos dois países estava marcado para domingo (15), mas não se sabe se de fato acontecerá, dado o contexto.

Fonte: G1

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook