Logística

Transnordestina atinge 80% de execução na Fase 1 e avança para operação plena

A Fase 1 da Ferrovia Transnordestina alcançou 80% de avanço físico e se aproxima de um marco importante para a logística do Nordeste. Do total previsto, 727 quilômetros da linha principal já estão concluídos, enquanto outros 326 quilômetros seguem em obras, consolidando o ritmo de execução do empreendimento.

Testes operacionais avançam no Ceará e no Piauí

Em janeiro, o projeto ferroviário registrou mais um avanço relevante com a conclusão da segunda prova operacional. A Transnordestina Logística S.A. (TLSA) realizou o transporte de 946,12 toneladas de sorgo, partindo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) com destino ao Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará.

O trajeto foi cumprido em 16 horas e 34 minutos, demonstrando a viabilidade operacional da ferrovia e reforçando o potencial do modal ferroviário para o escoamento de cargas agrícolas.

Transporte de cargas marca fase de avaliação do projeto

A etapa de testes teve início em dezembro de 2025, com foco no transporte de produtos agrícolas pela Transnordestina. Segundo a concessionária, as próximas provas devem contemplar a diversificação de mercadorias, ampliando a validação do sistema ferroviário.

Infraestrutura ferroviária promete impacto econômico no Nordeste

De acordo com o diretor executivo de Infraestrutura e Logística da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Tufi Daher Filho, a Transnordestina representa um divisor de águas para a região.

“Este é um projeto fundamental, com mais de 1.200 quilômetros de ferrovias e todos os lotes contratados. Trata-se de uma infraestrutura de padrão mundial, capaz de impulsionar o desenvolvimento e reverter tendências negativas históricas do Nordeste”, destacou.

Traçado, investimento e alcance regional

Ao final, a ferrovia contará com 1.206 quilômetros de linha principal e 73 quilômetros de ramais secundários, atravessando 53 municípios. O traçado liga Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), um dos principais hubs logísticos do país.

O investimento total da Transnordestina é estimado em R$ 14,9 bilhões, dos quais R$ 11,3 bilhões já foram executados, reforçando a robustez financeira e o avanço consistente do projeto.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Transporte

Ferrovias de Santa Catarina ultrapassam 6 milhões de toneladas transportadas em 2025

Movimentação ferroviária reforça papel logístico do estado
As ferrovias de Santa Catarina movimentaram 6.172.708 toneladas de cargas em 2025, de acordo com levantamento da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), com base em dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O resultado evidencia a relevância do transporte ferroviário para a logística catarinense, especialmente no escoamento de mercadorias estratégicas para os portos do estado.

FTC e Rumo concentram o volume transportado
Do total registrado no ano, a Ferrovia Tereza Cristina (FTC) respondeu por cerca de 3,08 milhões de toneladas, com destaque para o carvão mineral destinado à usina termelétrica Jorge Lacerda e para cargas conteinerizadas com destino ao Porto de Imbituba.
Já a Rumo Logística transportou volume semelhante, também próximo de 3,08 milhões de toneladas, concentrado principalmente em granéis agrícolas, como soja e milho, direcionados ao Porto de São Francisco do Sul.

Carvão e soja lideram a pauta ferroviária
Dois produtos dominaram a movimentação pelas ferrovias catarinenses em 2025, somando mais de 76% do total transportado:
Carvão mineral: 2,5 milhões de toneladas
Soja: 2,1 milhões de toneladas

Na sequência aparecem o milho, com 853 mil toneladas, e as cargas conteinerizadas, que alcançaram 566,6 mil toneladas. Também integraram a pauta itens como adubos, bobinas de aço, combustíveis, cloreto de potássio e ureia.

Porto de Imbituba se destaca na movimentação de contêineres
A atuação da Ferrovia Tereza Cristina foi decisiva para o desempenho do Porto de Imbituba no segmento de contêineres. Em 2025, mais de 560 mil toneladas chegaram ao terminal por meio ferroviário, o que corresponde a cerca de 43% da movimentação total de contêineres do porto.

Com esse resultado, Imbituba se consolida como o porto brasileiro que, proporcionalmente, mais utiliza a integração ferrovia-porto no transporte de contêineres, fortalecendo a eficiência logística no Sul catarinense.

Malha ferroviária ampla, mas com baixa operação
Apesar do avanço na movimentação, Santa Catarina ainda utiliza apenas parte reduzida de sua malha ferroviária. O estado conta com 1.373 quilômetros de ferrovias instaladas, sendo 1.210 quilômetros concedidos à Rumo e 163 quilômetros à FTC. Deste total, apenas 373 quilômetros estão em operação, o equivalente a 26,4% da estrutura existente.

Esse trecho ativo representa 1,69% da malha ferroviária brasileira em funcionamento, estimada em aproximadamente 21.510 quilômetros, responsável por uma movimentação nacional superior a 541 milhões de toneladas.

Expansão da malha e novo marco legal
Para ampliar o uso do modal, dois projetos ferroviários estão em desenvolvimento no estado. Um deles prevê a implantação de 319 quilômetros entre Chapecó e Correia Pinto, enquanto o outro contempla 62 quilômetros ligando Navegantes a Araquari, ambos com previsão de conclusão em 2026.

Em paralelo, foi aprovada em 2025 a lei que criou o Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina (SFE-SC). O novo marco legal estabelece regras para o transporte ferroviário de cargas e passageiros, permitindo concessões públicas e autorizações privadas, com o estado atuando como poder concedente.

Segundo o secretário da SPAF, Beto Martins, o desafio é transformar o potencial existente em resultados concretos. A expectativa do setor produtivo, afirma, está na ampliação dos investimentos e das concessões, para que o transporte ferroviário se consolide como alternativa competitiva ao modal rodoviário em Santa Catarina.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FTC

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Transporte

Transnordestina avança na formação de base de clientes e estrutura modelo comercial

A Ferrovia Transnordestina começa a dar passos concretos rumo à consolidação de sua operação comercial. Em meio às viagens experimentais, empresários e produtores passam a enxergar ganhos logísticos e redução de custos com o transporte ferroviário de cargas, especialmente em comparação ao modal rodoviário.

“Quando a ferrovia estiver totalmente concluída, com toda a estrutura de carregamento e descarregamento pronta, teremos, sim, uma redução real de custos. É um sonho antigo que começa a se materializar”, afirma Marden Alencar Vasconcelos, diretor e sócio da Tijuca Alimentos. A expectativa do empresário reflete o sentimento de parte do setor produtivo que acompanha os testes operacionais da Transnordestina.

Testes operacionais impulsionam procura pelo transporte ferroviário

A relação entre empresas e a Transnordestina Logística S/A (TLSA) vem se estreitando desde o início das viagens experimentais entre o Piauí e o Ceará. De acordo com o diretor Comercial e de Terminais da concessionária, Alex Trevizan, o interesse pelo transporte ferroviário de cargas aumentou significativamente após as primeiras operações.

Segundo ele, novas operações-teste já estão sendo desenhadas com potenciais clientes. O objetivo é validar, na prática, o modelo comercial da Transnordestina, que deve se consolidar até 2028, quando a ferrovia estiver totalmente inaugurada. “Após a operação de dezembro, várias empresas nos procuraram interessadas em realizar transportes semelhantes ou testar outros tipos de carga”, explica.

Contratação flexível e transporte sob demanda

Um dos diferenciais do projeto é a flexibilidade do modelo de contratação. Cada vagão pode ser contratado de forma individual, no formato de transporte sob demanda, de acordo com as necessidades do cliente. São considerados fatores como tipo de mercadoria, volume, frequência das viagens e terminais de origem e destino.

Esse formato permite que uma mesma composição ferroviária, com cerca de 20 vagões, transporte cargas de diferentes empresas ou até o mesmo produto pertencente a contratantes distintos. A partir da apresentação de uma proposta, a TLSA passa a estruturar toda a cadeia logística, avaliando a infraestrutura necessária para cada tipo de carga.

Primeiras viagens transportam grãos entre Piauí e Ceará

Após a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a liberação da licença de operação pelo Ibama, a Transnordestina realizou suas duas primeiras viagens transportando milho e sorgo adquiridos exclusivamente pela Tijuca Alimentos LTDA.

Operação-teste envolve integração logística

O primeiro contato da Tijuca com a Transnordestina ocorreu em 2024 e evoluiu até a formalização da operação-teste no ano seguinte. Segundo Marden Vasconcelos, todo o processo envolveu a construção conjunta da logística intermodal, combinando ferrovia e rodovias.

No modelo adotado, os grãos foram levados por caminhões até o terminal ferroviário de Bela Vista do Piauí (PI). De lá, seguiram pela ferrovia até Iguatu (CE), onde retornaram ao transporte rodoviário com destino às unidades da empresa em Beberibe e Horizonte.

Por se tratar de uma fase experimental e com a ferrovia ainda em implantação, a empresa aceitou operar com margens reduzidas. “Assumimos o risco porque acreditamos no projeto e queremos construir, junto com a Transnordestina, um modelo sustentável e justo para ambas as partes”, destaca.

Terminais logísticos ampliam eficiência operacional

Além da integração entre ferrovia e rodovias, a Transnordestina conta com terminais logísticos operados pela iniciativa privada. Nesse modelo, o cliente pode contratar não apenas o transporte ferroviário, mas também serviços de armazenagem, carregamento e descarregamento diretamente com os operadores dos terminais.

Há ainda a possibilidade de o investidor responsável pela construção do terminal atuar também como comprador da carga, reduzindo intermediários e aumentando a eficiência da operação. Em alguns casos, a própria TLSA atua como facilitadora, conectando produtores, compradores e operadores logísticos.

Expansão dos terminais da Transnordestina

A TLSA planeja implantar entre seis e oito terminais logísticos em pontos estratégicos do Nordeste, incluindo Eliseu Martins e Bela Vista do Piauí (PI), Trindade e Salgueiro (PE), além de Missão Velha, Maranguape e o Porto do Pecém (CE). Neste último, o destaque é o TUP NELOG, terminal privado do Grupo CSN que conectará as ferrovias à estrutura portuária, fortalecendo os fluxos de exportação e importação.

FONTE: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MIDR

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Logística

CSN vende participação na MRS Logística por R$ 3,35 bilhões e reorganiza ativos do grupo

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) concluiu a venda de sua participação na MRS Logística S.A. para a CSN Mineração (CMIN), empresa que integra o mesmo grupo econômico. A operação foi fechada pelo valor de R$ 3,35 bilhões e teve impacto direto no caixa das duas companhias antes do encerramento do ano.

Recursos migram do caixa da mineração para a siderurgia

Segundo informações divulgadas ao mercado, o montante foi integralmente transferido do caixa da CSN Mineração para o caixa da CSN Siderurgia. A movimentação faz parte de uma reorganização interna de ativos, com o objetivo de concentrar a participação na operadora ferroviária em uma empresa mais alinhada ao escoamento da produção mineral.

MRS Logística é peça-chave na estratégia do grupo

A MRS Logística é considerada um ativo estratégico para os setores industrial e mineral do Sudeste brasileiro. A companhia administra uma das principais malhas ferroviárias do país, com atuação relevante no transporte de minério de ferro, produtos siderúrgicos e carga geral.

A operação reforça o papel da logística ferroviária no modelo de negócios da CSN, especialmente no suporte à cadeia produtiva da mineração.

Destino dos recursos ainda não foi detalhado

Até o momento, a CSN não informou como pretende utilizar os R$ 3,35 bilhões obtidos com a venda da participação. O mercado acompanha com atenção se os recursos serão direcionados para redução do endividamento, novos investimentos industriais, expansão logística ou reforço de caixa, em um ambiente econômico que ainda exige cautela.

Impactos financeiros e governança entram no radar

Por envolver empresas do mesmo conglomerado, a transação também desperta análises sobre eficiência operacional, governança corporativa e os efeitos no balanço consolidado do grupo CSN. Especialistas avaliam como a redistribuição dos ativos pode influenciar a estrutura financeira e estratégica da companhia no médio e longo prazo.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Transporte

Transnordestina realiza segunda viagem-teste com carga de cereal entre Piauí e Ceará

A Ferrovia Transnordestina deu mais um passo rumo à operação comercial ao iniciar, neste domingo (11), a segunda viagem-teste com transporte de carga de cereal. A composição saiu às 14h de Bela Vista, no Piauí, com destino ao Terminal Integrador de Iguatu, no Ceará.

Percurso de 585 km repete operação experimental

A previsão é que a carga chegue ao território cearense entre 5h e 6h desta segunda-feira (12). O trajeto percorre 585 quilômetros, o mesmo utilizado na primeira operação experimental da ferrovia.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o transporte envolve 20 vagões carregados com sorgo, que será destinado a granjas da região.

Testes marcam avanço técnico da ferrovia

A nova viagem-teste é considerada um marco técnico na evolução da Transnordestina, obra que se arrasta há quase duas décadas, marcada por atrasos e entraves jurídicos. A previsão atual é de que a ferrovia seja concluída em 2028.

“A Transnordestina deixou de ser uma promessa distante e começa a se consolidar como uma realidade operacional”, afirmou Francisco Alexandre, superintendente da Sudene. Segundo ele, o investimento de R$ 700 milhões reforça o potencial do projeto para transformar a logística do Nordeste.

Primeira operação ocorreu em dezembro

A primeira viagem experimental da Transnordestina foi realizada em 18 de dezembro, com o transporte de milho. Os testes estavam inicialmente previstos para começar em 24 de outubro, mas foram adiados após uma interdição do Ibama, ocorrida na véspera da operação.

Sudene libera novos recursos para a obra

Nesta semana, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) autorizou a liberação de R$ 106,2 milhões para a continuidade das obras da ferrovia. Trata-se da primeira liberação de recursos em 2026 para o empreendimento.

O valor será repassado por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), que reúne recursos do Banco do Nordeste e é administrado pela Sudene.

FONTE: Diário do Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yasmin Fonseca/MIDR

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Logística

Concessão do Anel Ferroviário do Sudeste avança e impulsiona modernização ferroviária no Brasil

O Anel Ferroviário do Sudeste deu um passo decisivo rumo à concessão. O Ministério dos Transportes do Brasil publicou no Diário Oficial da União a portaria que aprova o plano de outorga da Estrada de Ferro EF-118, autorizando o avanço das etapas para construção e operação da ferrovia. A iniciativa reforça a modernização da malha ferroviária e amplia a diversificação dos modais de transporte no país.

Primeira concessão greenfield do setor ferroviário

De acordo com Leonardo Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário, a concessão da EF-118 representa o primeiro projeto greenfield da história ferroviária brasileira. O empreendimento marca o início da Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, baseada em um modelo de parceria público-privada, com participação do governo federal para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do projeto.

Traçado principal e possibilidade de expansão

O plano de concessão prevê como trecho central a ligação ferroviária entre Santa Leopoldina (ES) e São João da Barra (RJ), com cerca de 246 quilômetros de extensão. O projeto também contempla uma expansão futura até Nova Iguaçu (RJ), incorporando trechos da EF-103, o que poderá acrescentar 325 quilômetros adicionais, condicionados a critérios técnicos e econômicos específicos.

Integração logística e conexão com portos estratégicos

Considerada estratégica para o Sudeste brasileiro, a EF-118 fará a conexão direta do Porto do Açu (RJ) com o Espírito Santo, além de permitir integração com a rede ferroviária existente e outros complexos portuários, como os portos de Ubu e Central. A estrutura deve ampliar a eficiência do transporte de cargas, fortalecendo a ligação entre polos industriais, regiões produtoras e terminais portuários.

Investimentos e capacidade de transporte

O projeto está estruturado para receber R$ 6,6 bilhões em investimentos (cerca de US$ 1,32 bilhão) na fase de implantação. Os custos operacionais ao longo do período de concessão são estimados em R$ 3,61 bilhões (aproximadamente US$ 722 milhões). A ferrovia terá capacidade para movimentar até 24 milhões de toneladas por ano, incluindo carga geral, granel sólido e líquido, produtos agrícolas e minerais.

Próximos passos do processo de concessão

Com a aprovação ministerial, o plano de outorga da EF-118 será encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela condução das próximas etapas do processo concessório.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

AIMAS apresenta ao governo argentino a proposta 5F para reconstrução total do sistema ferroviário

A Associação para a Integração Multimodal Sustentável (AIMAS) protocolou junto ao Governo da Argentina a proposta Modelo Ferroviário Integrado 5F, um plano que prevê a reconstrução completa da malha ferroviária nacional com base em investimentos públicos e privados, integração logística e retorno econômico sustentável.

A iniciativa foi oficialmente apresentada em 31 de dezembro de 2025, por meio do sistema eletrônico da Chefia de Gabinete de Ministros, e propõe uma concessão ferroviária de longo prazo, com duração de até 99 anos.

Ferrovias rentáveis e integradas à logística moderna

O projeto 5F aposta na retomada da rentabilidade do transporte ferroviário, tanto para cargas quanto para passageiros, por meio de uma integração estratégica com transporte rodoviário, portos e navegação de cabotagem.

Setores como mineração, grãos, indústria, comércio exterior e e-commerce estão entre os principais beneficiados. A proposta prevê trens mistos, logística de precisão e operação contínua, com presença ativa em estações rurais, urbanas e metropolitanas.

A última milha, especialmente nos centros urbanos, seria atendida em parceria com o transporte rodoviário, garantindo entregas 24 horas por dia, sete dias por semana.

Modelo 5F e política econômica nacional

Registrado oficialmente na plataforma TAD, o Modelo Ferroviário 5F é apresentado como uma proposta de política econômica estrutural, com forte participação de províncias e municípios, inclusive nos processos de auditoria.

O plano também prevê a possibilidade de participação direta da população, permitindo que cidadãos invistam em ativos ferroviários e logística intermodal, democratizando o acesso aos retornos econômicos do setor.

Segundo a AIMAS, a ampliação da oferta ferroviária integrada garantirá segurança logística, maior fluidez do comércio e redução da dependência exclusiva do transporte rodoviário.

Conectividade, desenvolvimento regional e pressão local

A falta de conectividade logística e de transporte de passageiros é uma demanda recorrente em pequenas cidades e grandes metrópoles argentinas, assim como a necessidade de integração com países vizinhos.

A legislação vigente permite a participação ativa das províncias, e o projeto 5F amplia os incentivos fiscais, incluindo a proposta de um RIGI Ferroviário, voltado ao intermodalismo e à mobilidade.

A AIMAS destaca a importância de que estações ferroviárias voltem a ser polos estratégicos de gestão pública e investimentos, com presença do Estado e de concessionárias ao longo de toda a rede nacional, já a partir de janeiro de 2026.

Recentemente, dois prefeitos de municípios separados por mais de 2 mil quilômetros expressaram publicamente frustração com a ausência do trem: caso a ferrovia continue sem atender às economias locais, defenderam até mesmo a retirada dos trilhos.

Base legal e questionamentos ao modelo atual

A proposta 5F se apoia na Constituição Nacional Argentina, que autorizou a construção de mais de 43 mil quilômetros de vias férreas, garantindo direito de passagem e áreas estratégicas ao redor das estações para o desenvolvimento econômico.

A AIMAS critica o modelo de open access, previsto na Lei 27.132, argumentando que ele inviabiliza o atendimento às economias locais e compromete a rentabilidade ferroviária, além de exigir subsídios constantes do Estado.

O Modelo Ferroviário Integrado 5F, por sua vez, afirma cumprir integralmente a legislação, especialmente ao ampliar a liberdade de comércio por meio de maior oferta logística integrada.

Riscos de concentração e defesa do modelo integrado

A entidade também alerta para os riscos da licitação concentrada da frota ferroviária em apenas duas empresas, o que poderia reduzir a concorrência, o interesse de novos investidores e a diversidade de serviços.

Segundo a AIMAS, a adoção do 5F permitiria múltiplos investimentos em infraestrutura, material rodante e serviços, fortalecendo o ecossistema ferroviário e logístico do país.

Chamado à ação e mobilização institucional

Com o protocolo já em andamento, a AIMAS faz um chamado à ação para que governos locais, províncias, setor produtivo, universidades, imprensa e sociedade civil se engajem no debate e na implementação do projeto.

A iniciativa já começou a ganhar espaço em fóruns institucionais, como o encontro promovido pela Universidade Nacional de Córdoba, em parceria com o Fórum pelo Trem Cordobês, que reuniu empresários, gestores públicos e jornalistas para discutir o Modelo 5F.

Mesmo durante o período de férias, a equipe da AIMAS seguirá ativa para receber propostas, esclarecer dúvidas e ampliar o diálogo em torno da reconstrução ferroviária argentina.

FONTE: AIMAS
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AIMAS

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Transporte

Brasil anuncia o trem mais rápido da América do Sul e projeta revolução no transporte ferroviário

O Brasil deu um passo ambicioso rumo à modernização da mobilidade ao anunciar a construção do trem de alta velocidade mais rápido da América do Sul. O projeto prevê um sistema capaz de alcançar até 350 km/h, conectando Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas em um trajeto total de 510 quilômetros.

Trem de alta velocidade ligará grandes centros urbanos

Batizado de TAV (Trem de Alta Velocidade), o novo modal ferroviário permitirá que a viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo seja realizada em cerca de 1 hora e 45 minutos, reduzindo drasticamente o tempo de deslocamento entre as duas maiores metrópoles do país.

A proposta é oferecer uma alternativa eficiente ao transporte rodoviário e aéreo, com maior regularidade, conforto e previsibilidade para passageiros que circulam diariamente entre esses polos econômicos.

Infraestrutura moderna inspirada em modelos internacionais

O projeto prevê a construção de túneis, viadutos e uma linha férrea com infraestrutura de última geração, inspirada em sistemas consolidados de trens-bala do Japão e da Europa. A expectativa é ampliar significativamente a capacidade do sistema ferroviário nacional, que hoje opera, em muitos trechos, com limitações de velocidade e extensão.

Com a implantação do TAV, a capacidade atual pode ser duplicada ou até triplicada, superando os trechos ferroviários que hoje não ultrapassam 160 quilômetros em operações convencionais.

Impactos na mobilidade e no desenvolvimento regional

A iniciativa deve gerar efeitos positivos diretos na mobilidade urbana, ajudando a reduzir o fluxo de veículos nas rodovias e promovendo um modelo de transporte mais sustentável. O início das obras está previsto para 2027, após a conclusão das etapas de planejamento, com a operação inicial estimada para 2032.

O investimento total do projeto deve variar entre 10 e 20 bilhões de dólares, considerando a complexidade da obra e a tecnologia envolvida. Além de fortalecer a integração econômica entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, o trem de alta velocidade tende a impulsionar o desenvolvimento urbano e regional, facilitando o deslocamento de trabalhadores, empresários e turistas.

Brasil busca protagonismo ferroviário na América do Sul

Com o TAV, o Brasil pretende promover uma mudança estrutural no transporte sul-americano, oferecendo um sistema mais rápido, seguro e eficiente. A iniciativa reforça a ambição do país de se consolidar como referência em inovação ferroviária no continente, elevando o padrão de mobilidade e conectividade regional.

FONTE: Correio do Estado
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

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Transporte

China testa trem magnético a 700 km/h e reforça liderança global em tecnologia ferroviária

A China deu mais um passo à frente no desenvolvimento de trens de alta velocidade ao realizar um teste que levou um veículo de levitação magnética de 0 a 700 km/h em apenas dois segundos. O experimento, conduzido por pesquisadores da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa, demonstrou um nível de aceleração e controle considerado inédito no setor ferroviário mundial.

O ensaio não utilizou um trem convencional de passageiros, mas sim uma plataforma experimental, desenvolvida exclusivamente para avaliar sistemas de aceleração e frenagem aplicáveis a futuros trens de levitação magnética (maglev). Ainda assim, o desempenho alcançado impressionou especialistas da área.

Tecnologia de ponta e controle extremo

O teste foi realizado em uma pista experimental de apenas 400 metros e exibido pela emissora estatal CCTV. O veículo, com cerca de uma tonelada, percorreu o trajeto flutuando sobre os trilhos, sem rodas e sem contato físico, impulsionado exclusivamente por campos eletromagnéticos.

A façanha envolve tecnologias altamente avançadas, como propulsão eletromagnética de altíssima potência, sistemas de levitação supercondutora, controle milimétrico de estabilidade e sensores capazes de operar com precisão extrema mesmo em acelerações intensas.

Comparação com superesportivos reforça impacto do feito

Para efeito de comparação, alguns dos carros mais rápidos do mundo, como o Rimac Nevera, aceleram de 0 a 100 km/h em cerca de 1,85 segundo, enquanto o Tesla Model S Plaid atinge a marca em aproximadamente dois segundos. A diferença é que o sistema chinês não para nos 100 km/h — ele continua acelerando até alcançar sete vezes essa velocidade, sem atrito mecânico.

Essa capacidade só é possível graças à ausência de contato físico entre o veículo e os trilhos, o que elimina limitações tradicionais de desgaste e estabilidade.

China amplia vantagem no transporte ferroviário

O avanço não surge de forma isolada. A China já opera uma das poucas linhas comerciais de trem de levitação magnética do mundo, conectando Xangai ao Aeroporto de Pudong, com velocidades de até 430 km/h. Enquanto isso, os trens de alta velocidade mais rápidos da Europa operam, em média, entre 300 e 310 km/h.

O novo teste representa um salto tecnológico significativo, ainda distante do uso comercial, mas essencial para o desenvolvimento de futuras gerações de transporte ferroviário.

Aplicações vão além do transporte de passageiros

Segundo especialistas, o domínio da aceleração eletromagnética abre caminho para aplicações que vão além dos trens, incluindo sistemas de transporte em tubos a vácuo e até tecnologias ligadas ao setor aeroespacial.

A escolha de uma instituição ligada à área de defesa para liderar o projeto reforça o caráter estratégico da pesquisa, que pode impactar desde a logística até sistemas de lançamento de alta velocidade.

Um sinal claro do futuro da mobilidade

Embora o sistema ainda não esteja próximo da operação comercial, o experimento demonstra a ambição chinesa de liderar o próximo salto tecnológico no transporte terrestre. Depois de revolucionar a malha ferroviária com trens de alta velocidade, o país agora aponta para um futuro em que deslocamentos ultrarrápidos poderão redefinir distâncias e infraestrutura.

FONTE: Xataka
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka

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Agronegócio

Ferrovia de Mato Grosso avança a 1 km por dia, recebe R$ 5 bilhões e promete transformar o escoamento do agronegócio

A Ferrovia de Mato Grosso desponta como a maior obra ferroviária em execução no país e avança a um ritmo médio de um quilômetro por dia. Com investimento estimado em R$ 5 bilhões, o projeto busca reorganizar a logística do agronegócio brasileiro, reduzir a dependência das rodovias e destravar gargalos históricos no escoamento de grãos do Centro-Oeste.

Ao priorizar o transporte sobre trilhos, a ferrovia se consolida como um dos principais vetores de competitividade para produtores, indústrias e exportadores em um dos maiores polos agrícolas do mundo.

O que é a Ferrovia de Mato Grosso e qual seu papel logístico

A Ferrovia de Mato Grosso (FMT) foi concebida para ligar áreas estratégicas de produção de soja, milho e outros grãos a um megaterminal ferroviário em Rondonópolis, ponto de conexão com a Malha Norte e com corredores que conduzem aos principais portos brasileiros.

Com aproximadamente 743 quilômetros de extensão, o traçado inclui ramais para municípios-chave do estado, como o eixo Rondonópolis–Lucas do Rio Verde, além da previsão de futura ligação com Cuiabá. O modelo adotado é de investimento 100% privado, viabilizado por uma autorização estadual considerada pioneira no setor ferroviário.

Essa estrutura por etapas permite alinhar construção, demanda e financiamento, posicionando a FMT como um eixo logístico central do Centro-Oeste em 2025.

Como a Ferrovia de Mato Grosso reduz custos e aumenta a competitividade

O transporte ferroviário oferece vantagens claras em longas distâncias, especialmente para cargas de grande volume. Projeções indicam que a Ferrovia de Mato Grosso pode reduzir os custos de frete em até 50% quando comparada ao transporte exclusivamente rodoviário, dependendo da rota e do tipo de carga.

Entre os principais ganhos estão a maior capacidade por composição, menor consumo de combustível por tonelada transportada e redução de pedágios e custos de manutenção. Os benefícios se espalham por toda a cadeia logística:

  • Produtores rurais, com maior margem e previsibilidade de frete
  • Indústrias, com abastecimento mais regular de insumos
  • Exportadores, com fluxo contínuo rumo aos portos
  • Regiões atendidas, que atraem armazéns, serviços e novos investimentos

Como está organizada a construção da Ferrovia de Mato Grosso

As obras da FMT começaram em 2022 e foram estruturadas em fases. O primeiro trecho, com cerca de 160 quilômetros, liga Rondonópolis às regiões de Dom Aquino e Campo Verde, com previsão de entrada em operação em 2026.

Os trabalhos envolvem terraplenagem pesada, implantação de trilhos e a construção de pontes, viadutos e túneis para vencer cursos d’água e desníveis do terreno. Para acelerar o cronograma, foi instalada em Rondonópolis uma fábrica dedicada à produção de dormentes, permitindo o avanço diário de até 1 km de trilhos.

Impactos econômicos e ambientais da Ferrovia de Mato Grosso

Do ponto de vista econômico, a ferrovia tende a ampliar a eficiência do escoamento da safra, reduzir filas em rodovias e portos e aumentar a previsibilidade logística. A integração com a Malha Norte expande o alcance da produção do Centro-Oeste, conectando-a a portos de grande escala e a mercados internacionais.

No aspecto ambiental, o modal ferroviário apresenta menor emissão de CO₂ por tonelada-quilômetro em comparação ao transporte rodoviário. A migração gradual de cargas para os trilhos contribui para a redução de emissões, acidentes, consumo de diesel e desgaste da infraestrutura viária.

Desafios e perspectivas para a expansão da ferrovia

Entre os principais desafios estão a adaptação do cronograma ao regime de chuvas, a complexidade do relevo e o cumprimento rigoroso das exigências ambientais e fundiárias. O cenário macroeconômico, especialmente juros e custo do crédito, também influencia o ritmo dos aportes privados previstos.

Ainda assim, a Ferrovia de Mato Grosso faz parte de um movimento mais amplo de retomada do modal ferroviário no Brasil, com estudos para novos ramais rumo a Cuiabá e outros polos produtivos. À medida que os primeiros trechos entrarem em operação e comprovarem ganhos de eficiência, a tendência é de expansão da malha e consolidação dos trilhos como peça-chave da logística agrícola nacional.

FONTE: Terra Brasil Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Terra Brasil Notícias

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