Greve

Greve na Lufthansa provoca cancelamentos de voos em 12 de fevereiro de 2026

A Lufthansa informou que enfrentará uma greve em toda a sua operação nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, após anúncio conjunto dos sindicatos Vereinigung Cockpit (VC), que representa os pilotos, e UFO, entidade que reúne os comissários de bordo. A paralisação foi comunicada com curto prazo e deve afetar significativamente a malha aérea da companhia.

Companhia prevê cancelamentos em toda a malha aérea

Segundo a empresa, a expectativa é de cancelamentos em larga escala ao longo de toda a rede de rotas da Lufthansa, impactando voos domésticos e internacionais. A companhia alerta que o movimento grevista pode gerar atrasos, remarcações e interrupções no serviço ao longo do dia.

Voos de outras empresas do grupo não serão afetados

A Lufthansa esclareceu que a greve não atinge voos operados por outras companhias do grupo. Permanecem fora da paralisação as operações da Austrian Airlines, Brussels Airlines, Eurowings, SWISS, Air Dolomiti, Discover Airlines, Edelweiss e Lufthansa City Airlines.

Passageiros serão notificados sobre alterações

Os passageiros impactados por cancelamentos ou mudanças de horários serão informados diretamente pela companhia, desde que os dados de contato estejam atualizados na reserva. A Lufthansa reforça a importância de manter telefone e e-mail corretos no sistema.

Orientação é verificar o status do voo antes do embarque

A empresa recomenda que todos os viajantes consultem o status do voo antes de se deslocarem ao aeroporto, a fim de evitar transtornos adicionais durante o período da greve.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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Aeroportos

Transporte aéreo no Nordeste lidera crescimento no Brasil na última década

O Nordeste consolidou-se como a região brasileira com o maior crescimento proporcional no transporte aéreo doméstico nos últimos dez anos. Levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a partir de dados da Anac, aponta que mais de 39 milhões de passageiros circularam pelos aeroportos nordestinos em 2025.

O número representa um avanço de 11,2% em comparação com 2015, o que equivale a cerca de 4 milhões de novos viajantes incorporados à malha aérea regional ao longo da década.

Recife assume liderança entre os aeroportos do Nordeste

O principal destaque do período foi o Aeroporto do Recife (PE). O terminal apresentou crescimento de 42% no fluxo de passageiros e passou a liderar o ranking regional. Em 2025, foram 9,2 milhões de embarques e desembarques, superando o Aeroporto de Salvador (BA), que havia ocupado a primeira posição em 2015 e registrou 7,3 milhões no último ano.

O ministro Silvio Costa Filho ressaltou que a expansão da infraestrutura aérea segue como prioridade do governo federal, citando o programa AmpliAR, lançado para ampliar concessões e estimular investimentos em aeroportos regionais, especialmente no interior do país.

Conectividade aérea impulsionada pelo turismo

Entre os aeroportos com mais de 1 milhão de passageiros por ano, o maior crescimento percentual foi registrado em Porto Seguro (BA), com alta de 73% na última década. O desempenho reflete a força do turismo no Nordeste, fator decisivo para a ampliação da malha aérea.

No mesmo período, o número de cidades nordestinas atendidas por voos comerciais regulares passou de 26 para 41, ampliando a conectividade regional. Um dos exemplos é o aeroporto de Cruz (CE), que atende a região de Jericoacoara. Inexistente na malha comercial em 2015, o terminal somou mais de 260 mil passageiros em 2025.

Participação do Nordeste cresce no mercado nacional

Além do avanço nordestino, o transporte aéreo doméstico também cresceu no Sudeste (10,7%) e no Sul (1%). Em contrapartida, as regiões Centro-Oeste e Norte registraram retrações de 11% e 7%, respectivamente.

Com esse desempenho, a participação do Nordeste no mercado aéreo brasileiro subiu de 18% em 2015 para 19% em 2025. As cinco cidades com maior movimentação de passageiros na região foram Recife, Salvador, Fortaleza, Maceió e Porto Seguro.

Quase R$ 1 bilhão em investimentos para aeroportos nordestinos

Para sustentar a expansão da demanda e ampliar a capilaridade da malha aérea, o Nordeste deverá receber mais de R$ 950 milhões em investimentos públicos e privados nos próximos anos.

O principal impulso vem do Programa AmpliAR, cujo primeiro leilão, realizado em novembro de 2025, garantiu R$ 526,4 milhões em aportes para nove aeroportos nordestinos. O modelo permite que grandes operadores assumam terminais de menor porte, elevando o padrão de qualidade e eficiência operacional.

Paralelamente, o Governo Federal, por meio do MPor, anunciou uma carteira de R$ 424,2 milhões destinada exclusivamente à infraestrutura aeroportuária do Nordeste no ciclo 2026/2027.

Os recursos incluem projetos para novos terminais em Conde (BA) e Iguatu (CE), melhorias em Feira de Santana (BA) e obras em aeroportos de cidades como Barra do Corda, Bacabal e Santa Inês (MA), além de Picos (PI) e Ilhéus (BA). Também estão previstas estações meteorológicas em municípios como Patos (PB) e Sobral (CE), fundamentais para a segurança das operações aéreas.

Um dos diferenciais dessa nova etapa é a adoção da Metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção) em cerca de 65% dos projetos públicos, o que deve garantir mais transparência, controle de custos e cumprimento de prazos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Secretaria de Turismo de Pernambuco

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Aeroportos

Aeroportos do Sul alcançam 24,3 milhões de passageiros até novembro de 2025

A movimentação nos aeroportos da Região Sul seguiu em ritmo de expansão em novembro de 2025, consolidando um dos melhores desempenhos da série histórica. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que os terminais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somaram 2,38 milhões de passageiros no mês, considerando embarques e desembarques.

No acumulado de janeiro a novembro, o volume chega a 24,3 milhões de passageiros, o que representa um crescimento de 19,7% em relação ao mesmo período de 2024.

Crescimento consistente ao longo do segundo semestre

Na comparação anual, novembro de 2025 registrou alta de 17,6% frente ao mesmo mês do ano passado, quando cerca de 2 milhões de passageiros circularam pelos aeroportos do Sul. O resultado confirma a continuidade da expansão observada ao longo do segundo semestre, após o avanço expressivo registrado em outubro.

Segundo a Anac, o desempenho atual representa o maior volume já contabilizado para o período de janeiro a novembro em uma série histórica de 25 anos. O crescimento é ainda mais relevante quando comparado a 2024, ano fortemente impactado por eventos climáticos extremos, especialmente no Rio Grande do Sul.

Aviação impulsionada por turismo e negócios

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem um cenário positivo para o setor. De acordo com ele, a aviação no Sul do Brasil mantém um ritmo sólido de crescimento, impulsionado pelo turismo, pela atividade econômica e pela integração regional, além dos efeitos das políticas públicas voltadas ao setor aéreo.

Integração regional fortalece voos internacionais

O avanço da movimentação aérea também é sustentado pelo aumento dos voos internacionais. Entre janeiro e novembro de 2025, os aeroportos do Sul contabilizaram 1,61 milhão de passageiros em rotas internacionais, um crescimento de 41,5% em comparação com o mesmo intervalo de 2024.

Chile e Argentina permanecem como os principais destinos internacionais diretos da região, concentrando mais de 75% da movimentação externa. Outros destinos relevantes incluem Panamá, Portugal e Peru, reforçando o papel do Sul como um importante polo de integração aérea latino-americana.

Aeroportos mais movimentados da Região Sul

O Aeroporto Internacional de Porto Alegre liderou o ranking regional, com 6,55 milhões de passageiros, o equivalente a 26,9% do total. Na sequência aparecem São José dos Pinhais (Curitiba), com 5,49 milhões (22,6%), e Florianópolis, que registrou 4,50 milhões de passageiros (18,5%).

Juntos, os três principais terminais responderam por aproximadamente 70% de toda a movimentação aérea da região no período analisado.

A lista também inclui aeroportos de perfil regional e turístico, como Navegantes e Foz do Iguaçu, ambos com cerca de 2 milhões de passageiros. Outros destaques são Maringá (784,8 mil), Londrina (641,1 mil), Chapecó (578,8 mil), Joinville (485,5 mil) e Cascavel (416,7 mil), evidenciando a capilaridade da malha aérea no Sul do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Crise na aviação brasileira: setor acumula prejuízo bilionário apesar do aumento de passageiros

Mesmo com aeronaves cada vez mais cheias e crescimento consistente da demanda, a aviação brasileira vive um paradoxo financeiro. Entre 2015 e o primeiro semestre de 2025, as companhias aéreas acumularam prejuízo de R$ 54,7 bilhões, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O cenário revela um setor em expansão operacional, mas pressionado por desequilíbrios estruturais.

Crescimento da demanda não se converte em rentabilidade

Os indicadores de movimentação aérea mostram um mercado aquecido. Entre 2015 e 2024, o volume de passageiros-quilômetro transportados avançou 6,7%, enquanto apenas no primeiro semestre de 2025 o crescimento foi de 11,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A taxa de ocupação das aeronaves também atingiu patamar histórico. Em outubro, os voos operaram com 85% de ocupação, o maior índice já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2000.

Ainda assim, o aumento da demanda não foi suficiente para reverter o quadro financeiro negativo das companhias.

Setor enfrenta crise estrutural e custos elevados

O desequilíbrio é explicado por fatores estruturais que impactam diretamente o custo operacional das empresas aéreas. Entre eles estão a alta do combustível, a volatilidade cambial, a carga tributária elevada, gargalos regulatórios e limitações de infraestrutura.

Esses elementos tornam o setor altamente vulnerável a choques externos, como variações no preço do petróleo, crises econômicas e instabilidades cambiais, transformando períodos de crescimento da demanda em risco financeiro.

Aviação cresce, mas sustentabilidade econômica segue ameaçada

O cenário atual evidencia uma contradição: enquanto mais brasileiros voam e a malha aérea se expande, a sustentabilidade econômica do setor permanece fragilizada. Especialistas apontam que, sem mudanças estruturais e regulatórias, o crescimento da demanda continuará insuficiente para garantir equilíbrio financeiro às companhias.

A combinação entre aumento de custos, margens reduzidas e exposição a fatores macroeconômicos reforça a necessidade de políticas públicas que promovam previsibilidade, eficiência e competitividade ao setor aéreo nacional.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Rodrigo Zanotto/Movida

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Aeroportos

Aviação brasileira alcança recorde histórico de 130 milhões de passageiros em 2025

A aviação brasileira deve encerrar o ano com um marco inédito: 130 milhões de passageiros transportados, o maior volume já registrado no país. A projeção é do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com base no Relatório de Demanda e Oferta da Anac, atualizado com dados consolidados até novembro.

O resultado representa a primeira superação dos patamares pré-pandemia, confirmando a retomada consistente do transporte aéreo no Brasil.

Crescimento é puxado por voos domésticos e internacionais

Entre janeiro e novembro, mais de 117 milhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo, um avanço de 9,3% em comparação com o mesmo período de 2024. Nos voos domésticos, foram comercializados 91,9 milhões de assentos, alta de 8% em relação ao ano anterior.

Já o mercado de voos internacionais apresentou desempenho ainda mais expressivo, com crescimento de 13,6% e um total de 25,8 milhões de passageiros até novembro.

Governo destaca impacto econômico e social do setor aéreo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, os números refletem tanto o desempenho da economia quanto as políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.

Segundo ele, em três anos, o país adicionou cerca de 30 milhões de passageiros ao transporte aéreo, volume equivalente a duas vezes a movimentação anual do Aeroporto Internacional de Brasília.

Aviação internacional ganha força com retomada do protagonismo do Brasil

O avanço dos passageiros internacionais, que já representam 22% da movimentação total, também está ligado ao reposicionamento do Brasil no cenário global. De acordo com o ministro, a retomada do diálogo com outros países impulsionou o turismo, os negócios e a conectividade aérea.

Os países com maior fluxo de passageiros entre Brasil e exterior em 2025 foram Argentina (4,3 milhões), Estados Unidos (4,2 milhões), Chile (3,1 milhões) e Portugal (2,6 milhões).

Guarulhos lidera movimentação aérea no país

No ranking dos aeroportos internacionais mais movimentados, Guarulhos concentra cerca de 29% dos voos, com 14,9 milhões de passageiros considerando origem e destino. Em seguida aparecem o Galeão, com 5 milhões, Florianópolis (1 milhão), Campinas (990 mil) e Brasília (790 mil).

Nos voos domésticos, Guarulhos também lidera, com 27 milhões de passageiros, seguido por Congonhas (21,8 milhões), Brasília (14 milhões), Confins (11 milhões) e Galeão (10,7 milhões).

Setor consolida retomada e projeta expansão

Com números recordes, a aviação civil brasileira consolida sua recuperação e se posiciona como um dos vetores de crescimento da economia, ampliando a conectividade regional e internacional e fortalecendo o turismo e os negócios no país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPOR

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Aeroportos

Aeroporto de Guarulhos recebe novo plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, terá um novo ciclo de investimentos estimado em R$ 2,5 bilhões até 2029. O plano foi apresentado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a concessionária GRU Airport e tem como foco a ampliação da capacidade operacional, o reforço da segurança e a melhoria da experiência dos passageiros.

As intervenções buscam preparar o maior aeroporto do Brasil para o crescimento da demanda aérea nacional e internacional, mantendo o terminal como principal porta de entrada de turistas estrangeiros no país.

Guarulhos concentra grande parte do fluxo aéreo do Brasil

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o aeroporto responde atualmente por 15% da movimentação aérea nacional e por 29% do fluxo internacional de passageiros. Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o terminal tem papel estratégico para o desenvolvimento do setor.

Segundo o ministro, cada melhoria em Guarulhos gera impacto direto na economia, com mais empregos, renda e oportunidades. Ele destacou ainda que o atual ciclo de investimentos representa uma retomada após anos sem obras estruturantes relevantes, elevando o nível de conforto e competitividade da aviação brasileira.

Investimentos privados elevam aportes para mais de R$ 4 bilhões

Além do plano anunciado pela concessionária, o ministro ressaltou que os investimentos privados mobilizados pela Portaria 93 e pelo programa Investe+ Aeroportos somam cerca de R$ 1,8 bilhão. Com isso, o volume total de aportes em Guarulhos ultrapassa R$ 4 bilhões.

Para o governo federal, esse conjunto de obras consolida o aeroporto como um dos principais hubs aéreos do hemisfério sul, fortalecendo o turismo e impulsionando a economia em diferentes regiões do país.

Maior ciclo de obras desde a inauguração do aeroporto

Durante a apresentação, o diretor-presidente da GRU Airport, Osvaldo Garcia, afirmou que o novo plano representa o maior volume de investimentos desde a inauguração do aeroporto, há mais de 40 anos. Estão previstas mais de 25 intervenções, incluindo expansão de terminais, modernização dos sistemas de bagagens, obras em pistas e pátios e o retrofit completo do Terminal 2.

O pacote também contempla a renovação da frota de ônibus internos e a atualização do sistema elétrico, seguindo padrões internacionais de segurança e eficiência operacional.

Repactuação do contrato viabiliza retomada de obras

A execução do novo plano foi viabilizada após a repactuação do contrato de concessão, homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em outubro de 2024. A medida permitiu retomar obras estruturantes e estender o contrato até novembro de 2033.

Esse novo marco regulatório fortaleceu a relação entre o governo federal, o TCU e as concessionárias e resultou na criação do Programa AmpliAr, que já leiloou 13 aeroportos no Nordeste e na Amazônia Legal, com previsão de R$ 730 milhões em investimentos para ampliar a aviação regional.

Segurança reforçada e novas tecnologias

O plano de investimentos inclui ainda a ampliação da Delegacia da Polícia Federal no aeroporto, com a instalação de scanners corporais, sistemas de leitura facial, 98 equipamentos de raio-x e 16 unidades EDS Standard 3, elevando o nível de controle e segurança do terminal.

Também estão previstas melhorias nos pátios, pistas de táxi e a adoção de tecnologias avançadas de monitoramento e resposta a emergências, contribuindo para maior eficiência operacional e qualidade no atendimento aos passageiros.

Com esse conjunto de ações, o Governo Federal e a concessionária buscam garantir que o Aeroporto Internacional de Guarulhos mantenha padrões elevados de segurança, eficiência e conectividade, reforçando sua posição como um dos principais aeroportos da América Latina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Comércio Exterior

“Não tem preço descer no seu quintal”: bastidores do projeto que colocou Navegantes na rota estratégica da carga aérea mundial 

Quando o primeiro Boeing 767-300 BCF cargueiro pousou em Navegantes, no último dia 26 de novembro, para muitos o fato marcava apenas o início de uma nova rota aérea semanal. Mas, por trás do evento, existe uma história que começou muito antes — em 2018 — e que só agora pode ser contada. Em entrevista exclusiva ao ReConecta News, o Diretor Comercial (CCO) da Bringer Air Cargo, Roberto Schiavone, revelou os bastidores, os desafios, o impacto regional e, principalmente, o propósito que guiou a decisão de investir em Santa Catarina. 

“Esse voo não nasceu em uma planilha. Nasceu de uma visão de serviço ao mercado”, afirma Schiavone. “Víamos claramente que as indústrias catarinenses estavam distantes do aeroporto que as abastecia. Tinha custo, tinha tempo, tinha insegurança na rota. A gente se perguntou: por que o avião não pode chegar onde está a produção?”. 

O que parecia uma pergunta simples exigiu sete anos de trabalho, negociações com autoridades, análises ambientais, adequação de pista e articulação com companhias aéreas e operadores logísticos. A pandemia suspendeu o processo, mas — como Roberto faz questão de frisar — não suspendeu a convicção. 

O sentimento de trazer o projeto para Santa Catarina 

Para Schiavone, o projeto tem um efeito que ultrapassa o setor logístico. Ele encurta distâncias e reduz desigualdades comerciais dentro do próprio Brasil. “Por muito tempo, Santa Catarina dependeu de Guarulhos — e o mercado se adaptou a isso, ainda que fosse mais caro e mais lento. Se há algo que me orgulha nesse projeto, é ajudar essas empresas a ganharem tempo, previsibilidade e competitividade. Não tem preço descer no seu quintal,” destaca. 

O risco que ninguém vê 

Uma rota aérea não se sustenta por si só. A Bringer Air Cargo assumiu compromissos rigorosos — e, segundo Schiavone, isso exige coragem. “Se não tiver carga, o avião vem do mesmo jeito. Nós temos contrato. Alguém precisa assumir o risco ou a rota nunca nasce.” 

Essa fala sintetiza a essência do modelo da empresa: flexível, leve e totalmente orientado ao cliente. Em vez de se prender à disponibilidade de uma única companhia aérea, a empresa trabalha para garantir frequência — com a Latam como parceira prioritária mas aberta a outras companhias aéreas para substituição, se necessário. 

O projeto não está concluído — está só começando, e as próximas etapas já têm direção: 

🔹 aumentar a frequência semanal 
🔹 iniciar a exportação aproveitando o retorno da aeronave 
🔹 fortalecer presença comercial com representantes regionais 
🔹 retomar, no médio prazo, a operação em Porto Alegre — interrompida pela enchente de 2024 

Mais do que metas comerciais, Schiavone fala em construção de confiança: “O mercado vai planejar o futuro baseado nesse voo. E esse planejamento vai fortalecer a rota, que por sua vez fortalece a indústria. É um ciclo.” 

Navegantes além de Miami 

Embora o voo seja MIAMI × NAVEGANTES, a rota conecta Santa Catarina muito além dos Estados Unidos. Mais de 80% das cargas que chegam à América Latina vindas da Ásia passam primeiro por Miami. Ou seja: a indústria catarinense não está conectada apenas com os EUA — mas com todo o corredor global que se concentra naquele hub. “Por isso eu digo: não estamos conectando a cidade com Miami. Estamos conectando com o mundo”, esclarece Schiavone. 

Maior aeronave operada em Navegantes até agora 

O voo inaugural da rota cargueira Miami × Navegantes, realizado no dia 26, não apenas marcou a chegada do primeiro Boeing 767-300 BCF da Latam Cargo ao Aeroporto Internacional de Navegantes, mas também evidenciou a sinergia operacional entre os principais agentes envolvidos. Enquanto a Bringer assumiu a liderança estratégica da rota, a execução em solo contou com a atuação coordenada da Motiva — concessionária do aeroporto — e do Terminal de Cargas da Pac Log, responsável pela armazenagem, manuseio e cadeia fria para produtos sensíveis. Segundo Lílian Françoso, gerente de cargas da Motiva, a operação atende uma demanda histórica da indústria catarinense: “A nova operação posiciona Navegantes como um ponto estratégico: cerca de 80% das importações de SC estão concentradas em um raio de até 1h30 do aeroporto, o que coloca o terminal como a opção mais próxima e competitiva para o setor produtivo”.  

Outra conquista relevante envolveu infraestrutura: a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) permitiu a operação de aeronaves de fuselagem larga no terminal, algo inédito para Navegantes e considerado um passo decisivo para consolidar o aeroporto em rotas internacionais de carga. 

Validação de quem conhece o mercado 

Para Luciano Zucki, co-founder e director da PLEX Internacional Logistics com sede no Estados Unidos, o voo da Bringer do Brasil é um marco importante para Santa Catarina, para o Sul do Brasil e para toda a cadeia logística internacional. “Como parceira da Bringer há anos, a PLEX International Logistics tem orgulho de apoiar este projeto e apresentar ao mercado um novo serviço com os melhores rates disponíveis, atendimento dedicado e toda a sua expertise em logística aérea e aeroespacial entre EUA e Brasil. Para os clientes, o novo voo representa mais velocidade na conexão EUA x Sul do Brasil, maior previsibilidade e estabilidade operacional, melhor relação custo-benefício no transporte aéreo e mais capacidade e frequência para cargas urgentes, de alto valor ou sensíveis à temperatura e ao tempo”, fala Luciano.  

Quem é Roberto Schiavone 

Roberto Schiavone é um executivo sênior com sólida atuação internacional nos setores de freight forwarding, supply chain e logística, reconhecido pela liderança estratégica em empresas multinacionais e pelo foco em desenvolvimento comercial, gestão de operações de carga aérea e expansão de mercados. Sua trajetória profissional é marcada por mais de duas décadas em posições de alta gestão, com responsabilidade sobre regiões globais e desempenho de negócios. Atualmente, exerce o cargo de Chief Commercial Officer (CCO) na Bringer Air Cargo, sediado em Miami, onde conduz a estratégia comercial global da companhia, fortalece parcerias estratégicas, impulsiona novas rotas e lidera iniciativas de crescimento e relacionamento com grandes clientes. Graduado em Administração de Empresas com ênfase em Marketing e Publicidade pela Universidade Paulista, Roberto reúne profundo conhecimento técnico, visão estratégica e experiência multicultural, sendo reconhecido por seu papel na construção de soluções logísticas eficientes, expansão internacional e consolidação de operações de carga aérea no mercado global. 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGENS: DIVULGAÇÃO / MOTIVA 

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Tecnologia

China avança em segurança no transporte aéreo de baterias de lítio com nova tecnologia ativa

A China realizou, em 25 de novembro, o primeiro voo de carga equipado com um sistema inteligente de segurança para baterias de lítio, marcando um passo significativo na tentativa de tornar o transporte aéreo desses produtos mais seguro e eficiente. A aeronave da SF Express partiu do Aeroporto Internacional de Huahu, em Ezhou, na província de Hubei, considerado o primeiro terminal do país dedicado exclusivamente à carga aérea.

A operação coincidiu com um seminário sobre logística de baterias, que reuniu especialistas e empresas para debater desafios do setor e soluções para cadeias de suprimentos de alta complexidade.

Crescimento acelerado da indústria de baterias

A China, hoje o maior produtor global de baterias, registrou mais de 1,2 trilhão de yuans em produção em 2024. O transporte aéreo desses materiais também disparou: foram movimentadas 645 mil toneladas, um aumento de 21,26% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, os riscos de combustão e explosão ainda obrigam a classificação das baterias como carga de alto risco, o que limita a eficiência logística e aumenta custos operacionais.

Projeto nacional foca em soluções de segurança ativa

Para enfrentar esses gargalos, o desenvolvimento do novo sistema foi incluído entre as iniciativas prioritárias de pesquisa do 14º Plano Quinquenal (2021-2025). O projeto é liderado pela Universidade Jiaotong de Chongqing, em parceria com a CATL e a Academia Chinesa de Ciência e Tecnologia da Aviação Civil.

Segundo Wu Jinzhong, líder da pesquisa, a equipe conseguiu superar três grandes desafios: a falta de clareza sobre mecanismos de fuga térmica, falhas de materiais e estruturas e a ausência de tecnologias precisas de teste. A resposta foi a criação de um sistema de proteção para toda a cadeia logística, baseado em monitoramento inteligente.

Monitoramento em tempo real com inteligência artificial

A nova tecnologia usa algoritmos de IA para acompanhar, em tempo real, 12 indicadores críticos, incluindo temperatura e emissão de gases. O sistema pode emitir alertas em milissegundos e acionar automaticamente medidas de contenção, impedindo que a fuga térmica se amplie — uma evolução significativa em relação aos métodos tradicionais, considerados de segurança passiva.

Transição do laboratório para a aplicação industrial

O voo inaugural comprovou a viabilidade da solução e sinalizou o início da sua aplicação em escala industrial. Wu afirma que a tecnologia será disseminada nacionalmente, fortalecendo a padronização da cadeia de suprimentos de baterias de energia e ampliando a segurança em toda a logística aérea.

FONTE: Diário do Povo Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xiao Yijiu/Xinhua

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Aeroportos

Brasil supera 100 milhões de passageiros e registra novo avanço na aviação civil

O Brasil ultrapassou a marca de 106,8 milhões de passageiros transportados entre janeiro e outubro de 2025, segundo levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com base nos dados da Anac. O número supera o patamar de 100 milhões de viajantes um mês antes do registrado em 2024, sinalizando um ritmo mais acelerado de crescimento no setor aéreo.

No acumulado do ano, o volume total — somando voos domésticos e internacionais — é 9,5% maior que o observado no mesmo período do ano passado.

O ministro Silvio Costa Filho destacou o movimento como reflexo direto da expansão da aviação civil brasileira. Segundo ele, a demanda crescente demonstra o impacto positivo dos investimentos em infraestrutura aeroportuária, da regionalização de terminais e da ampliação de oportunidades de viagem no país.

Resultados históricos em outubro
O mês de outubro trouxe recordes importantes. No mercado doméstico, foram registrados 9 milhões de passageiros, o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica, em 2000. Pela primeira vez, o fluxo de viajantes para voos nacionais ultrapassou essa marca, representando um avanço de 9,1% em relação ao mesmo período de 2024.

Foi também o oitavo mês consecutivo — desde março — em que o segmento doméstico atingiu o melhor resultado mensal quando comparado com os anos anteriores, reforçando a tendência de recuperação e crescimento constante.

Daniel Longo, secretário Nacional de Aviação Civil, avaliou que os números colocam o Brasil em posição de destaque entre os países latino-americanos. Ele afirmou que o país possui o maior mercado doméstico de passageiros da América do Sul e Caribe e é o que apresenta a expansão mais consistente pós-pandemia, reflexo de políticas públicas mais eficientes e da melhora dos indicadores econômicos.

Segmento internacional também quebra recorde
Em outubro, o mercado internacional registrou seu melhor desempenho da história: 2,3 milhões de passageiros, alta de 9,3% em comparação ao ano anterior. No acumulado de janeiro a outubro, já são 23,5 milhões de viajantes embarcando para o exterior ou chegando ao Brasil por via aérea.

Aeroportos mais movimentados do Brasil
Os principais aeroportos do país, considerando embarques e desembarques nacionais e internacionais até outubro, foram:
Guarulhos – 38,2 milhões
Congonhas – 19,7 milhões
Galeão – 14,2 milhões
Brasília – 13,4 milhões
Confins – 10,7 milhões
Campinas – 10,6 milhões
Recife – 8 milhões
Salvador – 6,4 milhões
Porto Alegre – 5,8 milhões
Santos Dumont – 4,9 milhões

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Aeroportos

Aeroportos de Joinville e Navegantes passam para controle do grupo mexicano ASUR em negócio de R$ 5 bilhões

Os aeroportos de Joinville e Navegantes terão novo controlador após a Motiva — antiga CCR — anunciar a venda de todas as suas operações aeroportuárias no Brasil ao grupo mexicano Aeroportuario del Sureste (ASUR). O acordo, avaliado em R$ 5 bilhões, inclui os 17 aeroportos administrados pela companhia em nove estados, entre eles Confins (MG) e São Luís (MA).

Segundo a Motiva, a operação está alinhada ao seu Plano Estratégico, que busca destravar valor, simplificar o portfólio e permitir foco em crescimento “rentável e seletivo” nos segmentos de rodovias pedagiadas e ferrovias, áreas nas quais a empresa seguirá atuando mesmo após a venda da subsidiária aeroportuária CPC.

ASUR expande presença e se aproxima da liderança nas Américas

A compradora, o grupo ASUR, já controla 16 aeroportos nas Américas, incluindo o Aeroporto de Cancún, no México, e o Aeroporto Internacional de Medellín, na Colômbia. Com a aquisição do portfólio da Motiva — responsável por mais de 45 milhões de passageiros por ano —, a companhia deve fortalecer sua posição entre as maiores operadoras aeroportuárias do continente. Em 2024, a ASUR registrou 71 milhões de passageiros.

Governo vê transação como sinal de confiança no Brasil

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o investimento bilionário de uma operadora internacional demonstra confiança no potencial de crescimento da aviação brasileira.

“A chegada de um player mexicano amplia as relações comerciais entre Brasil e México e fortalece o turismo de negócios e lazer entre os dois países. Estamos falando da maior transação aeroportuária em curso no mundo”, afirmou o ministro.

Ele também destacou que a operação deve estimular a ampliação de voos internacionais e impulsionar o turismo entre os dois países.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Valente, GOVSC, Divulgação

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